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Tag: Ematerce


04:13 · 21.08.2017 / atualizado às 04:13 · 21.08.2017 por

O agrônomo cearense José Maria Pimenta, ex-presidente da Ematerce e pequeno produtor de leite em Quixeramobim, está dizendo, em tom de denúncia, que empresas de lacticínios da região Sul do País usam o leite em pó importado para incrementar sua produção.

De que maneira?

Aumentando a sua diluição com água.

José Maria Pimenta explica que com um quilo de leite em pó diluído em água só é possível produzir 8 litros de leite longa vida.

Mas algumas empresas, e ele citou duas cujos nomes este blog omite, estão produzindo  mais do que isso, fazendo o que ele chamou de mágica.

Pimenta fez esta denúncia durante a última audiência pública da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, na presença de representantes da indústria de lacticínios do sul do País.

Na mesma oportunidade, José Maria Pimenta lembrou que entre os 10 maiores produtores brasileiros de leite, três do Ceará, sendo que nenhum deles faz mágica..

04:15 · 23.06.2017 / atualizado às 04:15 · 23.06.2017 por

Os pequenos açudes do Ceará estão assoreados, isto é, cheios de areia e outros materiais. É preciso, pois, desassorea-los.

Quem faz esta advertência é o ex-presidente da Ematerce, agrônomo José Maria Pimenta.

Ele explica que o material depositado é formado por algas, microalgas, lodo e plâncton, e tudo isto causa o aparecimento daquela água de cor verde escura, imprópria para o consumo humano.

José Maria Pimenta está aconselhando o Governo do Estado e as prefeituras municipais a aproveitar esse material, primeiro como adubo, pois é rico em matéria prima.

Em segundo lugar, como matéria-prima para as fábricas de cerâmica.

E em terceiro lugar como material próprio para elevar a altura da parede dos próprios açudes, aumentando sua capacidade de armazenamento.

Para isso, é só usar as caçambas, as retroescavadeiras e motoniveladoras que o governo da ex-presidente Dilma doou às prefeituras do Ceará.

José Maria Pimenta declara-se inconformado com o jeito como a seca tem sido combatida no Ceará.

04:26 · 13.01.2017 / atualizado às 04:27 · 13.01.2017 por

cajueiroA cajucultura está ameaçada de extinção, inclusive aqui no Ceará, maior produtor de caju do Brasil.

Para salva-la da morte, será necessário investir na troca dos cajueiros antigos, de copa larga, pelo cajueiro anão precoce (foto), criado e desenvolvido pela Embrapa.

Mas isso custa muito dinheiro e algum tempo.

A Empresa de Assistência Técnica do Ceará (Ematerce) e a Federação da Agricultura do Ceará (Faec), por meio de seu Serviço Nacional de Assistência Rural (Senar), iniciaram um programa de distribuição de mudas de cajueiro anão para pequenos produtores rurais cearenses.

Cada pequeno agricultor pode adquirir até 120 mudas, ao preço de R$ 2,50 cada uma.

É o primeiro passo no sentido de rejuvenescer a floresta de cajueiros do Ceará, 80% da qual constituídos de cajueiros antigos, de copa larga, que têm produtividade cinco vezes menor do que a do cajueiro anão.

04:48 · 28.10.2016 / atualizado às 04:50 · 28.10.2016 por

agrotóxicoFicou constatado, mais uma vez, que os pequenos produtores de frutas, verduras e legumes dos municípios da Serra da Ibiapaba precisam urgentemente de assistência técnica do governo do Estado, por meio da Ematerce.

Um levantamento feito por instrução do Ministério Público apurou que a maioria dos pequenos produtores agrícolas ibiapabanos não usa o Equipamento Individual de Proteção (como o da foto ao lado) para a preparação e a aplicação dos agroquímicos que combatem as doenças e as pragas de suas lavouras.

Por isso, vários deles demostraram sinais de contaminação.

Isso não acontece nas empresas da fruticultura cearense, que, obedecendo o que manda a legislação, vestem seus aplicadores de agroquímicos com a roupa apropriada para essa tarefa.

O uso do equipamento de proteção individual é um dos itens exigidos pelos importadores europeus e norte-americanos, que seguem comprando e consumindo os melões, as melancias, as bananas e os mamões produzidos no Ceará.

08:45 · 27.04.2016 / atualizado às 08:45 · 27.04.2016 por

No exato momento em que o País atravessa uma aguda crise econômica, política, ética e moral, algumas instituições do Governo do Ceará cometem, digamos assim, atos falhos.

Este blog cita dois casos que podem servir de exemplo.

Os Conselhos de Administração e Fiscal da Ceasa e da Ematerce gastam, cada um, por ano, R$ 400 mil só com o pagamento de jetons para os seus conselheiros.

O Conselho de Administração tem sete conselheiros; o Fiscal, três.

Cada conselheiro recebe jetom de R$ 3,5 mil por reunião.  As reuniões acontecem mensalmente.

Na Ematerce está faltando dinheiro para a compra de combustível para os veículos que transportam os seus técnicos para o trabalho de assistência aos produtores rurais, no interior do Estado.

Na Ceasa, também falta dinheiro para a construção de galpões que abrigariam produtores e seus produtos, hoje comercializados a céu aberto.

Para finalizar: há conselheiros que chegam a acumular até três conselhos.

03:54 · 27.01.2016 / atualizado às 03:57 · 27.01.2016 por

chuvaO ex-presidente da Ematerce, José Maria Pimenta, que adora estatísticas, disse ao blog que, de acordo com a série histórica levantada pela Estação de Pluviometria de Quixeramobim, no sertão central cearense, nos últimos 120 anos, nunca houve cinco anos consecutivos de seca no Ceará.

Pimenta entende que também neste 2016 não haverá seca, “e as chuvas que já caíram neste mês de janeiro são um bom indício”.

De acordo comele, “o que pode acontecer é um inverno irregular, mas seca mesmo não haverá, conforme assinala a série histórica”.

Eisaí uma voz otimista diante de tantas previsões pessimistas. Mas são previsõesda ciência, valelembrar.

11:23 · 13.08.2015 / atualizado às 11:28 · 13.08.2015 por

vacaO ex-presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce), agrônomo José Maria Pimenta, mandou a este blog uma mensagem por e-mail, na qual revela que, nos municípios do Sertão Central do Estado, dezenas de pequenos produtores de leite estão abandonando sua atividade por causa da seca que castiga o semiárido Nordeste pelo quarto ano consecutivo.

Segundo José Maria Pimenta, os pequenos produtores de leite não suportam mais pagar água de caminhão-pipa para dar de beber às suas vacas.

O alto custo de produzir leite, hoje, inviabiliza a produção, pois só causa prejuízo.

José Maria Pimenta também informa, em tom de lamento, que as empresas industriais que beneficiam o leite estão pagando ao produtor apenas R$ 1 pelo litro de leite.

“Isso é muito pouco”, afirma ele.

04:38 · 21.01.2015 / atualizado às 04:38 · 21.01.2015 por

José Maria Pimenta, que deixou a presidência da Ematerce, onde passou quase oito anos, aguarda nova missão.

Por enquanto, diz que os “açudes inteligentes” que a Ematerce, sob seu comando,construiu continuam cheios.

07:01 · 21.12.2014 / atualizado às 07:01 · 21.12.2014 por

Pesquisador de tudo o que diz respeito ao semiárido, o agrônomo José Maria Pimenta – presidente da Ematerce – manda dizer a este blog:

Contrariando a crença de que em todo ano terminado em 4 ocorrem boas chuvas, na série histórica por ele pesquisada houve 11 anos terminados em 4, dos quais três  foram secos:

Os de 1904, 1954 e 2014.

05:55 · 13.12.2014 / atualizado às 05:55 · 13.12.2014 por

Estudioso das questões do semiárido, o agrônomo José Maria Pimenta, presidente da Ematerce, é também um pesquisador.

Ele acaba de levantar, em mais uma pesquisa, que a década de mais baixa pluviometria no Ceará foi a de 1990 a 1999.

“Foram oito anos secos e dois de chuvas na média histórica” – explica ele.

Nessa década, choveu em todo o Estado o equivalente a 4.495 milímetros.

De acordo com José Maria Pimenta, “a década mais chuvosa foi a de 1980 a 1989, com o registro total de 9.077 milímetros de chuvas”.

Ele complementa: “Nesta atual década, já vamos com três anos seguidos de seca e, se 2015 for seco também, serão quatro”.