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Tag: energia eólica


07:11 · 19.09.2018 / atualizado às 07:39 · 19.09.2018 por

O secretário de Desenvolvimento Econômico do Ceará, César Ribeiro, que se encontra em viagem de volta da China, onde passou os últimos 8 dias e com quem este blog trocou mensagens na noite de terça-feira, 18, informou que o Governo do Ceará entregou à direção da multinacional dinamarquesa Vestas – maior fabricante mundial de equipamentos de geração de energia eólica – uma proposta para que a empresa, que tem fábrica de aerogeradores e pás em Aquiraz (foto), na Região Metropolitana de Fortaleza – permaneça no Ceará.

Os governos de Pernambuco e Bahia tentam, há alguns meses, atrair essa unidade industrial da Vestas.

> Ourofértil decide fechar sua fábrica no Pecém

Segundo o secretário César Ribeiro, a proposta do governo cearense à Vestas atende ao interesse dos escandinavos, razão pela qual ele está “muito otimista” quanto ao um final feliz dos entendimentos. A alta direção da empresa, em Copenhague, decidirá a questão.

A ideia do Governo do Ceará e da Vestas é assegurar não só a manutenção da fábrica dinamarquesa em Aquiraz, mas a sua ampliação para que ela possa fabricar seu novo aerogerador, com potência de 4,2 MW. Esse gerador é que será usado na maioria dos parques eólicos que – oriundos do último leilão de energia – serão instalados no País, principalmente na região Nordeste, pelos próximos quatro anos.

Na ampliação da fábrica de Aquiraz – que, na verdade, representará a instalação de uma nova indústria – serão investidos R$ 100 milhões.

“Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance”, disse César Ribeiro em sua mensagem ao blog.

Uma fonte do setor de energia elétrica, que acompanha os entendimentos, disse nesta quarta-feira, 19, que um comunicado oficial deverá ser emitido pela Vestas a respeito da decisão a ser tomada pela sua alta direção.

10:37 · 06.09.2018 / atualizado às 10:43 · 06.09.2018 por

O grupo francês Quadran, o maior do seu País no setor de energias renováveis, investirá, pelos próximos três anos, na região do Cariri, no Sul do Ceará, mais de R$ 1 bilhão na implantação de parques eólicos que gerarão, até 2021, pela força dos ventos, 240 MW.

O Quadran ganhou o leilão que, em maio deste ano, a estatal Central Elétricas de Minas Gerais (Cemig) promoveu para a compra de energia elétrica.

Antes disso, a empresa francesa comprara os projetos desenvolvidos pela Cortez Engenharia e a Braselco, que agora serão instalados na geografia caririense, começando pelos municípios de Missão Velha e Porteiras, estendendo-sedepois para os de Jardim, Barbalha e Crato.

Esses 240 MW a serem gerados dentro de três anos serão injetados na rede nacional.

Para a implantação desses parques eólicos no Cariri, a Quadran celebrou parceria com a multinacional dinamarquesa Vestas, cuja fábrica de Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza, inaugurada há dois anos, será ampliada e modernizada para produzir os seus novos e gigantescos aerogeradores, cuja potência será de 4,2 MW.

10:50 · 20.08.2018 / atualizado às 10:52 · 20.08.2018 por

Como reconhecimento ao seu trabalho em favor da desburocratização dos processos de licenciamento ambiental para projetos de geração de energias renováveis, o secretário de Meio Ambiente (Sema) do Governo do Ceará, Artur Bruno, será homenageado amanhã, terça-feira, 21, pelos empresários do setor.

A homenagem será às 9 horas, na sede da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece).

O processo de licenciamento ambiental para a instalação de novos parques eólicos no Ceará já foi desburocratizado. Falta, agora, desburocratizar os de geração de energia solar.

“Posso informar que estamos prestes a também retirar os entraves burocráticos para os projetos de energia solar”, disse ao blog nesta segunda-feira, 20, o secretário Artur Bruno.

O Governo do Ceará, que é a terra do sol e do vento, estava devendo essa medida ao setor gerador de energias renováveis.

 

 

09:14 · 15.08.2018 / atualizado às 10:57 · 15.08.2018 por

A gigante multinacional dinamarquesa Vestas – maior fabricante mundial de equipamentos para a geração de energia eólica – está sendo pressionada pelos governos da Bahia e de Pernambuco a transferir de Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza, para aqueles estados sua fábrica de pás e aerogeradores, inaugurada em janeiro de 2016 e na qual foram investidos R$ 100 milhões. A fábrica dá emprego a cerca de 600 pessoas, cuja mão de obra é elogiada pelos dinamarqueses.

Fontes do setor de energia, ouvidas por este blog, revelaram que a Vestas criou e desenvolveu um novo aerogerador, capaz de produzir 4,2 MW de energia eólica. Os dinamarqueses querem produzi-lo também no Brasil, em sua fábrica de Aquiraz, mas ainda estudam questões ligadas à logística de transporte, que por sua vez se relaciona à proximidade dos grandes parques eólicos em implantação no Nordeste.

Desde que souberam disso, os governos da Bahia e de Pernambuco tentam influenciar a direção da Vestas a trocar o endereço da fábrica de Aquiraz.

A Bahia, o Ceará e o Rio Grande do Norte, além do Piauí, são hoje abrigo de grandes projetos de geração eólica que já operam e vão operar pelos próximos anos na região Nordeste. Há, pois, um mercado garantido para os novos e para os antigos aerogeradores fabricados pela Vestas.

Mas os governos da Bahia e de Pernambuco pressionam a direção da Vestas no sentido de localizar em sua geografia o que seria uma nova fábrica de aerogeradores.

Aqui no Ceará, a aposta que se faz é na permanência da Vestas em Aquiraz, cuja fábrica deverá ser ampliada, com o que a empresa dinamarquesa economizará algumas dezenas de milhões de reais.

O Ceará e seus vizinhos Piauí e Rio Grande do Norte já têm e terão – ao longo dos próximos cinco anos – grandes parques eólicos, a maioria dos quais utiliza equipamentos fabricados pela Vestas.

A fonte eólica será, pelos próximos 50 anos, o foco dos grandes investimentos na área da geração de energia. O Governo da Bahia tem sido agressivo na atração de investidores e de fabricantes de equipamentos eólicos, área em que o Ceará foi pioneiro.

 

 

 

17:52 · 12.07.2018 / atualizado às 17:59 · 12.07.2018 por

Reunido nesta quinta-feira, 12, o Conselho Estadual do Meio Ambiente (Coema) aprovou, por unanimidade, resolução que dispõe sobre a simplificação e atualização dos procedimentos, critérios e parâmetros aplicados aos processos de licenciamento e autorização ambiental no âmbito da Superintendênia Estadual do Meio Ambiente (Semace) para os empreendimentos de geração de energia elétrica por fonte eólica na geografia do Estado do Ceará.

A sessão do Coema foi presidida pelo secretário do Meio Ambiente, Artur Bruno, e contou com a presença de empresários cearenses do setor de energias renováveis, entre os quais Benildo Aguiar, presidente do Sindicato da Indústria de Energia (Sindienergia), filiado à Fiec.

Este blog pode informar que, na próxima reunião do Coema, deverá ser apreciada e também aprovada resolução semelhante para projetos de geração de energia solar fotovoltaica.

 

04:11 · 22.05.2018 / atualizado às 04:13 · 22.05.2018 por

A Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) está hoje consumindo menos água para gerar energia em sua cascata de barragens, como a de Xingó (foto ao lado)

Esta informação foi transmitida pelo superintendente de Operações e de Eventos Críticos da Agência Nacional de Águas (ANA), engenheiro Joaquim Gondim Filho.

Ele explicou que a geração de energia eólica e solar tem crescido em alta velocidade na região Nordeste, o que levou a Chesf a economizar água de suas hidrelétricas.

Na opinião de Joaquim Gondim, a tendência é de que a geração de energia hidráulica se reduza ainda mais, porque estão crescendo, aceleradamente, os parques de geração de energias alternativas,principalmente a solar e a eólica.

O Nordeste, principalmente o seu sertão, é a morada do sol, enquanto que os grandes bancos de vento estão no seu litoral e nalgumas áreas interioranas, como na Chapada do Apodi e na Serra da Ibiapaba, no Ceará.

Resumindo: parte da água que a Chesf usava para produzir energia no São Francisco está indo, agora, para a agricultura irrigada e para o abastecimento das cidades.

09:37 · 29.03.2018 / atualizado às 09:40 · 29.03.2018 por

O deputado federal Heráclito Forte (foto), do MDB do Piauí, é um daqueles parlamentares que fazem mal à economia do País.

Ele apresentou um projeto de lei, já em tramitação na Câmara dos Deputados, estabelecendo a cobrança de um royalty sobre o uso do vento na geração de energia eólica.

O vento é uma dádiva da natureza. Ele é gratuito.

É ele que move as gigantescas pás dos aerogeradores de energia elétrica.

O deputado Heráclito Forte sabe que sua proposta – vista com desconfiança pelos investidores do setor elétrico – vai onerar os custos da geração eólica, os quais, naturalmente, serão repassados para todos nós, os consumidores.

É por esta e outras ações que a maioria dos políticos está desacreditada.

04:57 · 26.03.2018 / atualizado às 04:59 · 26.03.2018 por

No próximo dia 4 de abril, a Agência Nacional de Eneria Elétrica (Aneel) realizará mais um leilão de energia.

Será o chamado leilão A-4, ou seja, para entrega em quatro anos.

Para esse leilão, foram cadastrados 1.672 projetos de geração de energia, com potência instalada de 48,7 GW.

A fonte de geração eólica mais uma vez liderou o cadastramento, com 931 projetos.

A Bahia, novamente, liderou o ranking com 8,2 GW de energia eólica e 5,2 GW de energia solar.

O Rio Grande do Norte ficou em segundo lugar, com 6,1 GW de energia eólica e 3,3 GW de energia solar.

O Estado do Ceará ficou em terceiro, com uma potência instalada de 3,1 GW de eólica e 1,6 GW de solar.

O mercado de energia eólica estima que o leilão do próximo dia 4 terá um preço de R$ 100 por megawatt/hora para a energia eólica.

04:03 · 14.03.2018 / atualizado às 04:04 · 14.03.2018 por

O engenheiro Adão Linhares (foto), presidente da Câmara Setorial de Energia da Adece, é o novo secretário-adjunto de Energia da Secretaria de Infraestrutura do Governo do Ceará.

Ele substitui o também engenheiro Renato Rolim que na semana passada pediu exoneração do cargo.

Um cargo que quase nada produziu até agora.

Renato Rolim alegou razões pessoais para sair do Governo.

A nomeação de Adão Linhares foi recebida com alegria pelos empresários que atuam no setor de energias renováveis.

Mas um deles advertiu: se o Governo do Estado não der a Adão Linhares as condições para que ela exerça seu trabalho, de nada adiantará sua presença na Seinfra.

Os empresários reclamam que o governo cearense, desde a gestão do governador Cid Gomes, não dá prioridade ao setor de energia.

Em consequência disso, o Ceará perdeu para o Piauí, para Rio Grande do Norte e  para a Bahia a liderança na geração de energia eólica e o protagonismo na energia solar.

04:30 · 09.03.2018 / atualizado às 04:32 · 09.03.2018 por

O engenheiro Renato Rolim (foto), secretário-adjunto de Energia da Secretaria de Infraestrutura do Governo do Ceará, pediu demissão do cargo.

E já saiu dele.

Rolim alegou motivos pessoais, mas o blog apurou que não foi bem assim.

Na verdade, Renato Rolim estava incomodado com o fato de que o Governo cearense não dava a devida atenção ao setor.

E isto é verdade.

Desde a gestão do ex-governador Cid Gomes a geração de energias renováveis – a eólica e a solar – não teve, e não tem no atual governo de Camilo Santana, qualquer prioridade.

Resultado, o Ceará perdeu para o Rio Grande do Norte e para a Bahia a liderança do setor.

E na geração de energia solar, perdeu protagonismo para o Piauí, onde o empresário cearense Mário Araripe – vejam só que ironia – implantou o maior parque eólico do País.

No Piauí, no Rio Grande do Norte e na Bahia, os investidores falam diretamente com o governador ou com o secretário de Energia.

Uma pasta exclusiva para a energia o Ceará não tem.