Durante a reunião desta semana do Pacto de Cooperação da Agropecuária Cearense (Agropacto), realizada na Serra da Ibiapaba, Paulo Selbach, dono da Cearosa, uma das duas maiores produtoras e exportadoras de rosas do Estado, com estufas instaladas em São Benedito, sugeriu a criação de consórcios de pequenos e grandes floricultores ibiapabanos.
Ele argumentou, sob o aplauso do auditório, que, se esses consórcios forem criados, haverá duas boas consequências para a região: a ampliação da área plantada e a incorporação a essa atividade econômica dos produtores da agricultura familiar.
Selbach fez uma revelação: as rosas também começam a ser utilizadas, no Ceará, como elemento da gastronomia. Na Cearosa, já é testado, até agora com sucesso, o cultivo do alecrim.
No último Festival Internacional do Camarão da Costa Negra, em Acaraú, alguns chefes de cozinha presentes ao evento criaram pratos que misturaram camarão, alecrim e pétalas de rosas.
“A Serra da Ibiapaba está pronta para produzir qualquer coisa – frutas, legumes, flores e rosas, pois lá tem água, energia, terras agricultáveis, boa assistência técnica do Instituto Agropolos, da Adece e da Ematerce. Eu aposto que, se os produtores ibiapabanos se unirem e se o Governo do Estado der uma ajudinha, a Ibiapaba será o grande celeiro de alimentos do Ceará”, afirmou Paulo Selbac.
Há um problema: a infraestrutura rodoviária.