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Tag: Fruticultura


04:08 · 15.01.2018 / atualizado às 04:10 · 15.01.2018 por

Como este blog já anunciou, o Ministério da Agricultura lançará no próximo dia 27 de fevereiro o Plano Nacional para o Desenvolvimento da Fruticultura.

Este blog antecipa os 10 principais pontos desse plano, para cuja colaboração colaborou toda a cadeia produtiva da fruticultura, coordenada pela Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas (Abrafruta), presidida pelo empresário Luiz Roberto Barcelos, sócio e diretor da Agrícola Famosa, que tem sede em Fortaleza e fazendas deprodução no Ceará, Rio Grande do Norte, Piauó e Pernambuco.

Os 10 objetivos do plano são os seguintes: 1) aumentar em 50% nos próximos dois anos as exportações de frutas do Brasil; 2) criar governança corporativa para a cadeia produtiva da fruticultura; 3) P&D e Inovação; 4)marketing e comercialização; 5) defesa vegetal; 6)sistemas de produção; 7) crédito e sistemas de mitigação de riscos; 8) legislação; 9) infraestrutura e logística; 10) processamento e industrialização.

Até cinco anos atrás, o Governo desconhecia o setor da fruticultura. Agora, porém, graças aos esforços da iniciativa privada, que sozinha foi à luta para produzir mais e exportar mais, usando para isso a melhor tecnologia, o Ministério da Agricultura decidiu olhar para o setor. E o Plano Nacional para o Desenvolvimento para a Fruticltura é a primeira boa consequência desse olhar.

04:18 · 12.01.2018 / atualizado às 04:20 · 12.01.2018 por

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi (foto), apresentará, no próximo dia 27 de fevereiro, ou seja, depois do carnaval, em Brasília, o primeiro Plano Nacional de Desenvolvimento para a Fruticultura.

O blog deve dizer que esta notícia é de suma importância, porque, até cinco anos atrás, o Ministério da Agricultura não dava a mínima atenção para a produção de frutas, legumes e verduras.

Hoje, o Brasil é um dos maiores produtores mundiais de laranja, maçã, manga, mamão, banana, melão, melancia e uva.

Por esta razão, moveu-se o Governo do presidente Michel Temer no sentido de criar um plano estratégico para a fruticultura.

Para o lançamento desse plano, fruticultores cearenses irão a Brasília no dia 27 de fevereiro.

04:16 · 08.01.2018 / atualizado às 11:26 · 08.01.2018 por

O Porto do Pecém perdeu para o de Natal (RN) a posição de líder da exportação de frutas. No ano passado de 2017, Pecém embarcou em frutas o equivalente a apenas US$ 132,8 milhões. O de Natal exportou US$ 232,6 milhões – 90% melões. E o de Salvador, que era o terceiro, ficou em segundo lugar, exportando em 2017 o equivalente a US$ 213 milhões em frutas.

Há vários motivos que explicam essa radical mudança. Fontes ouvidas pelo blog afirmam que, no Rio Grande do Norte, onde há centenas de pequenos e médios fruticultores, a área plantada de melão aumentou – aqui no Ceará, por falta de água, essa área foi reduzida em 13%, o que levou à queda das exportações em 24,7%.

Outra explicação: o porto de Natal, que tinha um navio semanal para a exportação de suas frutas, conta agora com dois navios da gigante CNA-CGM. O blog apurou que, enquanto no Pecém outra gigante dos mares – a dinamarquesa Maersk – enfrentou problemas causados por “hackers” que invadiram seu sistema mundial de controle, tumultuando toda a sua programação – a CNA-CGM agiu com rapidez para dobrar o número de seus navios em Natal.

Mas os fruticultores cearenses garantem que, se as chuvas voltarem e os grandes açudes do Estado forem recarregados, a produção e a exportação de melões e outras frutas do Ceará retomarão seus números tradicionais.

Uma fonte do Porto do Pecém disse ao blog que, apesar de haver perdido posição no embarque de frutas para o exterior, ele registrou um aumento de 30% em sua carga em contêineres.

Outra explicação para a liderança do Porto de Natal na exportação de frutas: “Eles têm lá uma fiscalização mais expedita do Ministério da Agricultura. No Pecém, o número de fiscais agropecuários federais é reduzidíssimo. O Porto de Natal é pequeno e hoje praticamente se dedica à exportação de melão, o que facilita os processos”, diz um empresário da área de logística, acrescentando: “O Porto do Pecém conta com equipamentos obrigatórios que o de Natal não tem, como scanner, balanças e câmaras frigoríficas, o que aumenta seus custos de operação”. Esses custos são até 40% mais baixos em Natal.

Resumo: a fruticultura cearense depende da natureza para retomar sua performance.

04:47 · 14.12.2017 / atualizado às 04:47 · 14.12.2017 por

O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de frutas, mas só exporta 3% de toda a sua produção.

Por que?

A primeira razão é a seguinte: o mercado interno brasileiro é mesmo muito forte e consome praticamente tudo o que sua fruticultura produz.

A segunda razão é esta: o governo brasileiro nunca deu importância à fruticultura.

Só agora é que começa a olhar para ela, incentivando a participação das empresas nas grandes feiras e exposições internacionais, como a Fruit Logística, que anualmente se realiza em fevereiro Berlim, na Alemanha.

O Ministério da Agricultura já está dizendo que, no próximo ano, o Brasil  – que exporta hoje o equivalente a US$ 800 milhões – exportará US$ 1 bilhão em frutas.

É muito pouco.

O Chile, uma nesga de terra no Oeste latino-americano, exporta o equivalente a US$ 4 bilhões em frutas.

04:11 · 11.12.2017 / atualizado às 04:13 · 11.12.2017 por

Uma informação importante para os empresários da agropecuária cearense, principalmente para os exportadores de frutas:

O Ministério da Agricultura decidiu não contratar mais nenhum novo fiscal agropecuário. No Ceará, o Ministério tem só 10 fiscais que cumprem sua tarefa nos portos do Pecém e Mucuripe e no Aeroporto Pinto Martins.

Em vez de contratar novos fiscais, o Ministério começou a implantar um novo modelo de fiscalização, que leva em consideração o histórico da empresa exportadora.

Se ela teve poucos problemas com a fiscalização no passado recente e remoto, os fiscais levarão isso em conta.

Se teve muitos problemas, a fiscalização será mais severa.

O novo processo, segundo o ministro Blairo Maggi, acelerará a fiscalização nos portos e aeroportos brasileiros, incluindo os do Ceará, por onde são embarcadas as frutas daqui e dos demais estados nordestinos.

04:29 · 20.11.2017 / atualizado às 04:29 · 20.11.2017 por

Tem-se falado muito aqui no Hub da Air France-KLM-Gol, que vai operar a partir de maio do próximo ano no Aeroporto Pinto Martins, em Fortaleza.

E fala-se também que por meio desse Hub as exportações de frutas do Ceará passarão a ser feitas, também, de avião.

Pois bem: aqui ao lado, no vizinho Rio Grande do Norte, o melão, o mamão e a manga produzidos pelos fruticultores potiguares já são exportados para a Europa por via área, como mostra a foto do jornal Tribuna do Norte, ao lado.

Semanalmente, um Boeing 747, cargueiro, da empresa aérea alemã Lufthansa decola do Aeroporto Internacional de Natal carregado de frutas.

Na semana passada, foram embarcadas nesse avião 84 toneladas de frutas produzidas no Rio Grande do Norte.

Na semana anterior, foram embarcadas 81 toneladas.

Aqui no Ceará, as exportações de frutas são 100% realizadas por via marítima.

E anotem que a nova administradora do aeroporto Pinto Martins é uma empresa alemã, a Fraport, que pode também trazer para cá um voo cargueiro da Lufthansa.

08:54 · 15.11.2017 / atualizado às 08:55 · 15.11.2017 por

Os fiscais da Agência de Defesa da Agropecuária do Ceará (Adagri) prosseguem fazendo sua “operação tartaruga”, o que tem causado prejuízos principalmente às exportações cearenses de frutas.

O blog conversou com vários fruticultores e eles estão a culpar o Governo pela demora da solução para o problema que essa “operação tartaruga” lhes tem causado.

Os fiscais da Adagri querem aumento de salário e pedem, ainda, a melhoria de suas condições de trabalho.

Até agora, as duas partes não chegaram a um acordo.

Uma fonte do Palácio da Abolição disse que, por trás do movimento dos fiscais da Adagri, está escondido o interesse político ligado às eleições estaduais de 2018.

Como se vê, o interesse dos políticos está desvinculado do interesse da sociedade.

04:34 · 30.10.2017 / atualizado às 04:36 · 30.10.2017 por

O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de frutas, perdendo apenas para a China, que é o maior, e para a Índia, que vem em segundo lugar.

A produção brasileira de frutas é de 44 milhões de toneladas/ano.

Apesar disso, o Brasil exporta apenas 2,5% do que produz em frutas. Por que?

Resposta: porque o mercado interno brasileiro consome quase tudo e, neste momento, tem um preço melhor do que o preço internacional.

Mas o Ministério da Agricultura pretende incentivar a exportação da fruticultura brasileira, para o que lançará o Plano Nacional da Fruticultura.

O objetivo desse plano é fazer com que, em cinco anos, o Brasil dobre suas exportações de laranja, manga, melão, mamão, banana, maçã, pera, limão e melancia, passando dos atuais US$ 800 milhões para US$ 1,5 bilhão.

A fruticultura dá emprego, no Brasil, a cinco milhões de pessoas.

Aqui no Ceará, antes da seca, a produção de frutas empregava 50 mil pessoas.

Hoje, são menos de 20 mil.

04:29 · 15.08.2017 / atualizado às 04:29 · 15.08.2017 por

O agronegócio no Ceará – que envolve a pecuária leiteira, a fruticultura, a criação de camarão e de tilápia e o cultivo de rosas e plantas ornamentais, entre outras atividades – enfrenta problemas.

O principal problema é a carência de água provocada pela falta de chuvas, o que fez secar os grandes açudes cearenses.

Mas há outros problemas, e um deles é a ação de entidades organizadas e ligadas, ideologicamente, aos partidos socialistas, que trabalham principalmente junto à Assembleia Legislativa no sentido de criar uma nova legislação que impeça a presença da iniciativa privada na agropecuária do Estado.

Por causa da falta de água e da perseguição ideológica, empresas da fruticultura cearense já trocaram o Ceará por outros estados.

O blog pode informar que o governador Camilo Santana está inteirado do assunto.

Havia dois anos, a fruticultura cearense, só ela, empregava 20 mil pessoas; hoje, emprega menos de 10 mil.

04:45 · 09.08.2017 / atualizado às 04:45 · 09.08.2017 por

Há um novo problema ameaçando as exportações cearenses de frutas.

Além da baixa pluviometria que reduziu bastante a produção de melão, melancia, mamão e banana aqui no Ceará,  agora é uma decisão do Ministério da Agricultura que proíbe que seus fiscais agropecuários trabalhem nos dias de sábado e domingo.

É nesses dias que costuma ocorrer a maioria dos embarques.

Um exportador de frutas disse ao blog que essa decisão causará graves prejuízos às empresas exportadoras de melão, cujos embarques para o estrangeiro alcançam o seu pique, a partir de agora e até janeiro.

Por causa disso, é provável que as exportações de frutas, que hoje são feitas pelo porto do Pecém, sejam transferidas para o porto de Natal.

Tudo parece contribuir para que o Ceará deixe de ser um dos maiores polos brasileiras de fruticultura.

Há dois anos, por causa da falta de água, empresas cearenses mudaram-se para o Rio Grande do Norte, onde o porto de Natal funciona durante todos os dias a semana.