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Tag: Irrigação


05:03 · 19.03.2018 / atualizado às 05:03 · 19.03.2018 por

Empresários de outros estados que vieram para o Ceará há 15 anos para produzir alimentos no Perímetro de Irrigação Tabuleiros de Russas (foto), no Vale do Jaguaribe, estão apavorados diante da péssima notícia que lhes chegou, segundo a qual será cortada a água fornecida pela Cogerh, se o açude Castanhão não alcançar, neste inverno, pelo menos um terço de sua capacidade, que é de 6,5 bilhões de m³.

Esses produtores vieram para cá atraídos pela promessa do Governo do Estado de que seu futuro aqui seria brilhante, que haveria água e também todas as condições para a produção de forrageiras para o gado leiteiro.

Se a água faltar, não haverá irrigação nem a produção de alimentos.

E o prejuízo será grande.

Alguns não terão dinheiro nem para voltar para os seus estados e muito menos para pagar suas dívidas com o Banco do Nordeste.

O açude Castanhão represa, hoje, menos de 3,5% de sua capacidade.

04:07 · 05.01.2018 / atualizado às 04:09 · 05.01.2018 por

Só o uso da melhor tecnologia e também o investimento privado em áreas onde o Governo não atua são capazes de explicar a excelente performance do setor agropecuário do Ceará, que de janeiro a novembro do ano passado de 2017 registrou um crescimento de 29,6%.

Nesse mesmo período, a indústria cearense teve um crescimento negativo de 1,5% e o setor de serviço um incremento de apenas 0,5%.

Tudo isso aconteceu ao longo do sexto ano de baixa pluviometria que fez secar os grandes açudes do Estado.

Mas esse crescimento da agropecuária cearense só foi possível porque suas empresas agrícolas usaram a tecnologia para produzir mais alimentos com menos água.

A pecuária, por exemplo, manteve a produção leiteira por meio da tecnologia que diminuiu muito o uso da água pelos pivôs centrais de irrigação.

E para compensar a falta de água dos açudes, as empresas investiram no aprofundamento dos seus poços.

Mas para este 2018, essa performance dependerá da volta das chuvas, porque o lençol freático está quase na exaustão.

05:09 · 11.09.2017 / atualizado às 05:09 · 11.09.2017 por

Amanhã, terça-feira, 12, mais de 1.500 engenheiros agrônomos de todo o País estarão em Fortaleza, reunidos no XXX Congresso Brasileiro de Agronomia.

O evento será aberto às 19 horas no Hotel Marina Park, onde acontecerá toda a sua programação técnica e científica.

O tema central do congresso é “Segurança Hídrica – um desafio para os engenheiros agrônomos”.

Bem, os agrônomos brasileiros possuem hoje à sua disposição a mais avançada tecnologia para enfrentar e vencer a crise hídrica que há 5 anos castiga o Nordeste, o Ceará no meio.

São tecnologias criadas para a agricultura irrigada, por meio das quais tem sido possível produzir mais alimentos, consumindo menos água.

O secretário de Recursos Hídricos do Ceará, Francisco Teixeira, fará a palestra de abertura do congresso.

04:32 · 23.05.2017 / atualizado às 04:32 · 23.05.2017 por

Este blog lamenta informar que a produção de alimentos no Distrito de Irrigação Tabuleiros de Russas, no Vale do Jaguaribe, foi reduzida a um terço.

O motivo é o de sempre: a baixa oferta de água.

A Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos, Cogerh, reduziu essa oferta, que passou de 1,35 m³/s para 0,95 m³/s, insuficiente para irrigar todas as áreas do distrito.

Os irrigantes reclamam que a Cogerh, enquanto reduz a oferta de água para o Tabuleiros de Russas, mantém a oferta para as usinas termelétricas do Pecém.

Mas esta reclamação deixará de ser verdade nas próximas semanas, quando toda a água do Complexo Industrial e Portuário do Pecém passará a ser fornecida pela rede de poços profundos que a Cogerh está perfurando na região, e parte da qual já está em operação.

04:57 · 12.04.2017 / atualizado às 04:58 · 12.04.2017 por

Uma denúncia está chegando do Distrito Irrigado Jaguaribe-Apodi, o Dirja, no Leste do Ceará:

Neste momento de crise hídrica, foram instaladas e operam, irregularmente, 32 tomadas d’água naquele distrito.

Ou seja, essas tomadas d’água não têm outorga da Cogerh para operar.

E mais: ao redor delas, foram instalados vários transformadores de energia elétrica, que permitem o funcionamento das motobombas que captam a água para a produção de capim destinado ao rebanho bovino.

Tudo isso sem pagar um centavo pelo uso da água.

Os pequenos empresários que estão produzindo no Distrito Irrigado Jaguaribe Apodi pedem que a Cogerh fiscalize com mais rigor o uso da pouca água liberada pelo açude Castanhão.

Essa água é pouca e, por isto mesmo, deve ser melhor utilizada e melhor fiscalizada.

 

05:15 · 26.12.2016 / atualizado às 05:17 · 26.12.2016 por

GoogleO Google, gigante mundial da internet e uma das três empresas mais valiosas do mundo, será parceira da Câmara Técnica para o Uso da Água na Agropecuária do Ceará no desenvolvimento de um projeto de inovação tecnológica que promete uma autêntica revolução na área da agricultura irrigada.

Essa Câmara Técnica foi criada há menos de duas semanas no âmbito do Conselho Estadual de Recursos Hídricos do Ceará.

O Google simplesmente decidiu financiar o projeto, cuja apresentação, feita na semana passada, encantou os diretores de sua filial brasileira.

Quem fez a apresentação foi Sílvio Carlos Vieira Ribeiro, diretor de agronegócio da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), que também apoia o projeto junto com o Inovagri, uma organização com atuação mundial na área da inovação tecnológica na irrigação.

Quem também ficou encantado com o projeto foi a Agência Nacional de Águas (ANA), o que reforçou a posição do Google, com cuja direção brasileira Sílvio Carlos Vieira Ribeiro vai reunir-se nos próximos dias.

Agora, um detalhe: para que esse projeto tenha o êxito esperado, bastará que a natureza devolva ao Nordeste – e ao Ceará, particularmente, as chuvas que sonegou nos últimos cinco anos.

05:08 · 15.11.2016 / atualizado às 05:10 · 15.11.2016 por

carro-pipaEste blogueiro passou três dias numa parte do sertão central cearense, onde as consequências econômicas e sociais da seca são visíveis nas sedes e nos distritos municipais.

Vi dezenas de caminhões-pipa distribuindo o que na pipa está anunciado, em letras garrafais, como água potável, que vem de açudes quase secos localizados a quilômetros de distância.

O que mantém em paz e em ordem as populações sertanejas é o Bolsa Família, cujo valor é responsável pela manutenção da atividade comercial nas sedes municipais e nos seus distritos.

Em secas passadas, como na de 1958,por exemplo, já teriam acontecido saques ao comércio das cidades.

Eu também vi poços do tipo amazonas, cavados no leito seco de riachos, dos quais sai a água que irriga a plantação de capim que alimenta o gado leiteiro.

Acredite, em plena seca, produz-se ainda muito leite, principalmente nas fazendas da agricultura empresarial. É o milagre.

Os açudes, todos eles, estão secos, com exceção de alguns poucos dos quais sai aquela água distribuída pelos caminhões-pipa.

Em Canindé, Madalena e Boa Viagem, onde a temperatura às duas horas da tarde chega aos 40 graus, ainda existe a fé e a esperança de que 2017 será um ano de chuvas regulares.

Se isso acontecer, a cor cinza da paisagem sertaneja logo se transformará no verde, e os rios voltarão a correr e os açudes serão recarregados.

Mas, devo repetir, isso será produto de muita fé e muita esperança em Deus, porque os sinais da ciência são pessimistas.

04:11 · 11.11.2016 / atualizado às 04:12 · 11.11.2016 por

arrozComo este blog informou, uma equipe de especialistas, liderada pelo engenheiro Hypérides Macedo, está elaborado o Plano de Atualização e Modernização dos Instrumentos de Gestão dos Recursos Hídricos do Ceará.

É um trabalho encomendado e pago pelo Banco Mundial.

Uma das ideias que hoje habitam a cabeça desses especialistas é a de que deverá ser proibida o uso de água para a irrigação de culturas perenes.

De acordo com essa proposta, só seria permitida a irrigação das culturas temporárias, aquelas que são plantadas e colhidas a cada período de quatro ou seis meses.

Uma das culturas que seriam atingidas por essa decisão seria a de arroz, que dá o ano todo, mas gasta água de forma excessiva.

Isso provocará, com certeza, um embate político, porque os que produzem arroz no centro-sul do Ceará (foto) têm apoio de prefeitos e deputados.

É preciso entender, hoje, que já não existe água de forma abundante. Seu uso deve ser comedido e restrito às áreas que, além de produzir alimentos, gerem muitos empregos e renda.

05:31 · 15.08.2016 / atualizado às 05:31 · 15.08.2016 por

Uma boa notícia está chegando do município de Pereiro, no interior do Estado.

Na fazenda Camará, na geografia desse município, 35 famílias de pequenos produtores rurais com dificuldade de acesso à água, estão –  em parceria com a empresa Nossa Fruta Brasil – empreendendo um projeto sustentável de fruticultura irrigada.

Eles cultivam acerola usando para isso somente um pouco de água fornecida por um caminhão-pipa, pois acabou a água do poço que eles utilizavam para a irrigação da área plantada.

Mas o projeto está dando certo: com assistência técnica da Nossa Fruta Brasil, que lhes fornece também as sementes de acerola, eles irrigam sua plantação com água suficiente apenas para manter a umidade das plantas, sem prejudicar o seu desenvolvimento, para o que utilizam recursos que evitam a evaporação.

Esse é um tipo de projeto que, se for replicado por outras comunidades, pode representar um salto de qualidade que se ampliará quando as chuvas voltarem.

05:29 · 27.07.2016 / atualizado às 05:31 · 27.07.2016 por

HypéridesO ex-secretário de Recursos Hídricos do Governo do Estado, engenheiro e empresário Hypérides Macedo (foto), que é o idealizador do plano estadual de recursos hídricos, pede licença para dar suas opiniões a respeito da crise de oferta de água pela qual passa não apenas a Região Metropolitana de Fortaleza, mas também todo o sertão cearense.

Hipérides Macedo diz que o Ceará precisa, o quanto antes, de um plano para crise climática, isto é, para os anos de boas chuvas e para os anos de seca.

Na sua opinião, a questão dos recursos hídricos, aqui no Ceará, foi transformada em questão ideológica.

E explica: o consumo humano representa apenas 10% do destino final da água que o Ceará represa nos anos de chuva normais, quando os açudes são recarregados.

Nessas épocas, o Ceará guarda, em seus açudes, um oceano de 18 bilhões de m³ de água.

Assim, ainda de acordo com Hypérides Macedo, só 1,8 bilhão de m³ de água são consumidos pela população, sobrando então 16,2 bilhões de m³ para transformar o Ceará em um grande polo nacional de irrigação~para a produção de alimentos destinados aos merado interno e externo.

Mas isso só será possível, primeiro se as chuvas voltarem para recarregar os açudes; segundo se houver um plano, como sugere Hipérides Macedo.