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Tag: leite


15:32 · 12.09.2018 / atualizado às 15:38 · 12.09.2018 por

Sexta-feira, 14, às 15 horas, na sede do Banco do Nordeste, no bairro do Passaré, em Fortaleza, o BNB e a Betânia Lácteos – empresa com sede em Fortaleza e líder do mercado de lacticínios na região Nordeste – celebrarão acordo de cooperação por meio do qual será facilitado o financiamento de duas mil vacas leiteiras para pequenos produtores cearenses que fornecem matéria-prima àquela indústria de beneficiamento, cujas fábricas se localizam no Ceará, Pernambuco e Alagoas.

Esse acordo faz parte do esforço da Betânia Lácteos no sentido de ampliar o rebanho leiteiro cearense, parte do qual foi vendido para abate por causa das estiagens que se abateram sobre o Estado.

De acordo com o consultor em agropecuária Zuza de Oliveira, nos últimos 15 anos o rebanho bovino do Ceará foi reduzido em 2,1%, “mas as vacas com aptidão leiteira cresceu 70%”. Por esta razão, a produção cearense de leite bovino experimentou um incremento de 25%, chegando em 2017 à marca de 545 milhões de litros.

Zuza fez questão de revelar que, mesmo ao longo dos seis últimos anos de baixa pluviometria, produtividade da pecuária cearense aumentou: passou de 842 quilos anuais por vaca para 1.609 quilos anuais por vaca.

 

18:14 · 03.06.2018 / atualizado às 18:17 · 03.06.2018 por

Começa a ser normalizada a cadeia produtiva cearense do leite.

A greve dos caminhoneiros causou graves e grandes prejuízos aos produtores e aos industriais cearenses do setor leiteiro.

Durante os 10 dias que durou a greve dos caminhoneiros, os produtores de leite foram obrigados a doar a sua produção, enquanto a indústria de lácteos – sem dispor de matéria-prima – só teve uma alternativa: fechou as fábricas, que reabriram na quinta-feira.

Nas grandes redes de supermercados, com grandes estoques que garantiram a oferta, praticamente não faltou leite.

Na cearense Betânia Lácteos, a maior indústria de lacticínios do Nordeste, a produção está normalizada.

04:39 · 25.08.2017 / atualizado às 04:39 · 25.08.2017 por

O empresário Luiz Girão, um dos três maiores produtores cearenses de leite, disse ao blog que arrendou uma área de 650 hectares, na Chapada do Apodi, para ampliar a produção de alimentos para o seu rebanho bovino.

Girão produz 30 mi litros deleite, diariamente.

Essa área pertence à Agrícola Famosa, que é a maior produtora de melão e melancia do Ceará e que, por falta de água, está abrindo mão de algumas áreas onde antes ela produzia frutas.

Luiz Girão adiantou que, em sua fazenda Flor da Serra, na Chapada do Apodi, ensilou 23 mil toneladas de sorgo, capim e pastagem nativa.

Todo esse volume de alimentos começa agora a ser utilizado agora na alimentação do seu rebanho, que é de alta linhagem.

Ele também adiantou que, no Chapadão de Russas, está a cultivar palma forrageira, em área – também arrendada – de 180 hectares.

E fez uma aposta: no próximo ano, estará produzindo 40 mil litros de leite por dia; e em 2019 essa produção saltará para 50 mil litros.

04:13 · 21.08.2017 / atualizado às 04:13 · 21.08.2017 por

O agrônomo cearense José Maria Pimenta, ex-presidente da Ematerce e pequeno produtor de leite em Quixeramobim, está dizendo, em tom de denúncia, que empresas de lacticínios da região Sul do País usam o leite em pó importado para incrementar sua produção.

De que maneira?

Aumentando a sua diluição com água.

José Maria Pimenta explica que com um quilo de leite em pó diluído em água só é possível produzir 8 litros de leite longa vida.

Mas algumas empresas, e ele citou duas cujos nomes este blog omite, estão produzindo  mais do que isso, fazendo o que ele chamou de mágica.

Pimenta fez esta denúncia durante a última audiência pública da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, na presença de representantes da indústria de lacticínios do sul do País.

Na mesma oportunidade, José Maria Pimenta lembrou que entre os 10 maiores produtores brasileiros de leite, três do Ceará, sendo que nenhum deles faz mágica..

04:21 · 14.07.2017 / atualizado às 04:21 · 14.07.2017 por

O blog divulgou aqui números fornecidos por uma consultoria empresarial em pecuária leiteira, segundo os quais é baixa a produtividade do Ceará nessa área.

De acordo com esses números, a produtividade média do Ceará é de 800 litros de leite por vaca por ano.

Pois bem: na contramão desses números, está a fazenda Esperança Teotônio, uma das empresas do Grupo Edson Queiroz, onde a produtividade é seis vezes maior: 5.490 litros de leite por vaca por ano.

O superintendente da fazenda Esperança Teotônio, Henrique Braga, explica que os seus animais produzem, em média, 18 litros de leite por dia.

O período de lactação médio é de 305 dias, o que resulta numa produtividade bem mais elevada do que a da média cearense.

O blog indagou a ele como tem sido possível obter  produtividade tão alta.

Henrique Braga respondeu assim: “Primeiro, porque o rebanho da Esperança Teotônio é de alta linhagem; segundo, porque esse rebanho tem um padrão genético constantemente em evolução”.

Está explicado.

04:18 · 12.07.2017 / atualizado às 04:18 · 12.07.2017 por

Ainda é muito baixa a produtividade da pecuária cearense.

Reparem estes números:

A produtividade da pecuária do Estado de Alagoas, a primeira do Nordeste, é de 1.800 litros de leite por vaca por ano;

A do Estado da Bahia, que é a segunda colocada, é de 1.500 litros de leite por vaca por ano;

A de Sergipe, terceira colocada, é de 1.400 litros.

A produtividade média do Ceará, quarto colocado, é de somente 800 litros de leite por vaca por ano.

Os pecuaristas cearenses explicam: se no Ceará chovesse mais, essa produtividade seria o dobro.

Seria mesmo?

05:47 · 16.11.2016 / atualizado às 05:50 · 16.11.2016 por

TeotônioEste blog viajou até o município de Madalena, no sertão central do Ceará, epicentro da seca que há cinco anos castiga o Nordeste.

Pois lá em Madalena, cerca de 200 quilômetros a sudoeste de Fortaleza, está a Fazenda Teotônio, que –  mesmo com a falta de chuvas e mesmo estando completamente seco o seu açude capaz de armazenar 12 milhões de m³ de água – está produzindo, diariamente, 16 mil litros de leite do mais alto padrão de qualidade.

“Isso tem sido possível com engenho, arte e muito trabalho”, segundo revela seu administrador, Fernando Câmara, neto de Plínio Câmara, que foi dono da fazenda até 1973, quando o Grupo Edson Queiroz a adquiriu.

Pois bem: o rebanho de 3,6 mil cabeças de gado guzolando (cruzamento do indiano Guezerá com o holandês) produz todo aquele leite porque se alimenta de uma ração orgânica que inclui capim, sorgo e palma forrageira, produzidos pela irrigação de parte da fazenda. A água sai de seis poços amazonas perfurados no leito seco de riachos que cortam a propriedade.

Cada um dos poços tem 12 m de diâmetro cada um e vazão de até 40 mil litros por hora.

Na Fazenda Teotônio – cuja área é de 11,6 mil hectares – está um rebanho bovino de alta linhagem do qual fazem parte alguns dos mais cobiçados e caros reprodutores e matrizes puro de origem que o Nordeste tem.

Reprodutores e matrizes da Teotônio costumam ganhar todos os concursos das maiores exposições e feiras agropecuárias da região nordestina.

Na casa-sede da Fazenda, a galeria de troféus tem mais de 100 taças e medalhas conquistadas pelo seu rebanho.

Um detalhe interessante e que revela, também, a parte ambientalmente sustentável da fazenda Teotônio: ela produz, por dia, 180 mil quilos de esterco, um adubo orgânico que enriquece o solo da fazenda, que tem 97 funcionários, cujos filhos estudam gratuitamente em uma escola com professores permanentes, biblioteca, parque de diversões e uma horta da qual é extraída parte da alimentação que lhes é servida.

Eis um bom e perfeito exemplo do que é e do que faz a agropecuária empresarial

11:18 · 16.06.2016 / atualizado às 11:21 · 16.06.2016 por

leiteOs produtores de leite do Ceará estão reclamando da indústria de lacticínios, que lhes paga o que consideram um preço injusto pelo leite que fornecem às empresas beneficiadoras.

Esse preço, segundo um dos pequenos produtores com os quais o log conversou, não passa de R$ 1,05.

Acontece que o blog também falou com representantes da indústria cearense de beneficiamento do leite.

Eles asseguraram que estão pagando, por um litro de leite, R$ 1,15.

E, dependendo da qualidade do produtor fornecido, esse preço pode chegar a R$ 1,40, mas isto só acontece quando, realmente, o leite fornecido tem alta qualidade, o que só se registra com os grandes produtores, que produzem acima de 7 mil litros por dia.

Mas a indústria reconhece que, hoje, o preço dos insumos da produção leiteira, como a soja e o milho, realmente subiu muito, reduzindo a margem de lucro do produtor

15:20 · 18.04.2016 / atualizado às 15:22 · 18.04.2016 por
Ponta Grossa, 10-09-08 - Leite das Crianças -   Foto Arnaldo Alves - SECS
Ponta Grossa, 10-09-08 – Leite das Crianças – Foto Arnaldo Alves – SECS

Houve uma redução substancial na produção de leite no Ceará.

A culpa é da seca, que castigou e segue castigando as áreas de produção, tanto na área de sequeiro quanto nas regiões onde se pratica a agricultura irrigada.

Este blode pode informar que, hoje, o preço pago pela indústria cearense de lacticínios aos produtores de leite varia entre R$ 1,10 e R$ 1,35.

Se aqui no Ceará houvesse uma maior competição entre as indústrias de lacticínios, esse preço poderia chegar a R$ 1,50.

No Brasil, o preço do litro de leite pago ao produtor, nas zonas de grande produção, como Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás chega a R$ 1,70.

12:15 · 09.09.2015 / atualizado às 12:19 · 09.09.2015 por

ordenhadorMesmo diante da crise de oferta de água, a produção de leite bovino no Ceará mantém-se estável, isto é, sem redução.

E o que mais chama a atenção é a participação dos pequenos produtores na oferta de leite.

De acordo com uma pesquisa feita pela consultoria cearense Leite & Negócios, por encomenda do Sebrae de Pernambuco, aqui na região nordestina – o Estado do Ceará no meio – 60% dos produtores de leite são de pequeno porte, isto é, produzem menos de 100 litros de leite por dia.

E deve ser levado em consideração que os pequenos produtores de leite praticamente produzem sem assistência técnica.

Se essa assistência houvesse, com certeza a produção seria maior.

Para que se tenha uma ideia da importância dos pequenos produtores de leite, eis um número:

Só a Lacticínios Betânia tem, entre seus fornecedores, 4 mil pequenos produtores, cuja produção é menor do que 100 litros de leite por dia.