Há um mês, o dono de um bar-restaurante na Varjota, famoso pelo seu arroz de camarão, foi obrigado – o termo é este mesmo – a comprar uma maquininha emissora de cupom fiscal.
Pagou por ela R$ 5 mil.
Dentro de sete meses – no dia 1 de junho de 2012 – essa máquina servirá para nada. Vai virar lixo eletrônico.
A partir dessa data, esse pequeno empreendedor passará a emitir cupom fiscal usando seu próprio computador – algo que, dependendo do modelo, pode custar hoje R$ 699.
Será o fim de um cartel, celebra o secretário da Fazenda do Ceará, Mauro Benevides Filho.
Porém, mais do que isso, será o início de um novo ciclo na relação tradicionalmente complicada do Fisco estadual com seus 128 mil contribuintes.
Uma empresa de alta tecnologia, sediada em São Paulo – a mesma que criou sistemas de controle e gestão para a Embraer e que desenvolveu programas especiais para a Base de Lançamento de Satélites de Alcântara (MA -, fez um sistema exclusivo para a Sefaz do Ceará.
Por meio dele, a autoridade fazendária saberá, ao final de cada dia, quanto vendeu cada um dos contribuintes e o que cada um tem em seu estoque. Algo sofisticadíssimo.
“Não há nada igual no mundo”, assegura o secretário Mauro Filho, para quem todo esse investimento tem um objetivo: “O de que a Sefaz seja vista, corretamente, como fiel parceira do desenvolvimento econômico e social do Ceará”.