Mudará o que tem de ser mudado, mas será mantido o que não precisa de mudança.
Assinado, Mendes Ribeiro, novo ministro da Agricultura, que tem duas tarefas inadiáveis: imunizar o seu Ministério contra o vírus da corrupção, que derrubou seu antecessor e vários dos seus auxiliares, e compor um time técnico, acima de qualquer suspeita, para ajuda-lo a ampliar e a consolidar a posição de liderança do Brasil na produção agrícola mundial.
Mendes Ribeiro foi sincero, ao confessar, no discurso de posse, diante da presidente Dilma e dos presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, que não tem, ainda, “planos detalhados” para cumprir ao longo de sua gestão.
E apontou três prioridades que perseguirá: 1) preço mínimo, 2) seguro agrícola para garantir a renda do produtor e 3) defesa sanitária.
Mendes Ribeiro é do PMDB. Ocupava a liderança do Governo no Congresso, quando a presidente Dilma – gaúcha como ele – o convocou para o desafio de tirar o Ministério da Agricultura das páginas policiais e devolvê-lo às do noticiário econômico.
No discurso de posse, Ribeiro foi corajoso: “Fiz toda a minha vida como político e me orgulho de dizer, sim, que sou um político”.
E completou, falando para a presidente Dilma: “Não desperdiçarei esta grande oportunidade”.
Surge, pois, a esperança de que, no Ministério da Agricultura, entrou agora a boa política e saiu de lá a sua parte podre.