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Tag: Petrobras


11:52 · 31.08.2018 / atualizado às 12:21 · 31.08.2018 por

Assessor econômico do presidenciável Ciro Gomes, do PDT, o economista Mauro Benevides Filho disse nesta sexta-feira, 31, que, num eventual governo pedetista,  “boa parte das estatais brasileiras deverá ser privatizada, mas Petrobras, Eletrobrás e Banco do Brasil ficarão fora”. Ele falou para empresários do Lide-Ceará com os quais se reuniu na manhã de hoje no Hotel Gran Marquise.

Apoiado em números que lhe foram fornecidos pelo Banco Central, pelo Tesouro Nacional e pelo Ministério da Fazenda, Mauro Filho começou sua palestra dizendo que o setor público precisa de ser reestruturado, e as primeiras providências estarão voltadas para o controle das despesas com pessoal, custeio da máquina pública e com a Previdência, cujo déficit é o grande gargalo a ser enfrentado como prioridade.

Na sua opinião, por causa da fragilidade das contas públicas, que são deficitárias desde 2014, o Brasil “corre o risco de default” (calote). A relação dívida-PIB está hoje em 77%, aproximando-se dos 80%, “com trajetória de crescimento”. O assessor de Ciro Gomes afirmou que “ou se resolve esse problema, ou não haverá como fazer crescer o País”. Para encarar o problema, será necessário reduzir a despesa, aumentar a receita e reformar a Previdência. Ele repetiu o que o seu presidenciável tem dito: há hoje o equivalente a R$ 350 bilhões em desonerações fiscais.

Mauro Benevides Filho chamou a atenção para um fato que considerou grave: em 2017, o gasto com pessoal foi maior do que com o da Previdência do setor público e do setor privado. Resultado: “Eles (o atual governo) tiverem que cortar investimentos”.

Ele disse que é preciso, com urgência, repactuar o federalismo brasileiro, o que será difícil, citando como exemplo dessa dificuldade a posição do Governo de São Paulo, que se diz favorável ao novo Pacto Federativo, mas sempre votou contra no Confaz (Conselho Nacional Fazendário).

04:07 · 12.06.2018 / atualizado às 04:09 · 12.06.2018 por

O empresário cearense Everardo Telles (foto), controlador do Grupo Telles, que atua em diferentes setores da atividade econômica, inclusive na produção de cana de açúcar, está interessado em assumir o comando da usina de biodiesel de Quixadá.

Essa usina, como sabemos, pertence à Petrobras, que a fechou por um motivo simples: não há matéria-prima no Ceará em quantidade suficiente para mantê-la em funcionamento.

O governador Camilo Santana disse ao blog que, além de Everardo Telles, há empresas estrangeiras também interessadas na usina de Quixadá.

Quem cuida da questão é a Adece, que analisa as ofertas dos interessados.

04:32 · 06.06.2018 / atualizado às 04:34 · 06.06.2018 por

Qual será o destino da usina de biodiesel que a Petrobras construiu em Quixadá.

Esta pergunta o Governo do Ceará, por meio da Adece, está a se fazer.

A usina está fechada há quase dois anos e faz parte dos ativos dos quais a Petrobras está se desfazendo para reforçar seu caixa.

Por que ela fechou? Por um motivo simples:  não havia – e não há – no Ceará mamona e soja suficientes para garantir o seu funcionamento.

Uma fonte do Governo disse ao blog que há alguns grupos com interesse de comprar a usina de biodiesel de Quixadá.

Um deles é sueco e seu interesse é pelos créditos de carbono que a usina poderá gerar.

O outro é finlandês e seu interesse é o mesmo – o crédito de carbono.

Por enquanto, a usina permanece fechada, produzindo apenas despesa para a Petrobras.

11:53 · 01.06.2018 / atualizado às 12:35 · 01.06.2018 por

Pedro Parente não é mais presidente da Petrobras. Pediu demissão na manhã desta sexta-feira. Um CEO interino será indicado ainda hoje pelo Conselho de Administração da empresa.

Em carta ao presidente Michel Temer, o agora ex-presidente da Petrobras afirma que entregou “tudo o que prometi” – diz Pedro Parente.

Na Bolsa de Valores, foram suspensas as operações com papéis da Petrobras. O índice Bovespa desabou 1.800 pontos em apenas 10 minutos depois da divulgação da demissão de Pedro Parente.

No Governo Michel Temer, Pedro Parente era um peixe fora d’água.

O sucessor de Pedro Parente terá, em primeiro lugar, de subordinar-se à vontade política do presidente da República e de seus ministros, que querem mudar a política de preços da Petrobras. Quem aceitará essa tarefa?

Na Bolsa de Valores B3, as ações da Petrobras voltaram a ser negociadas. E caem 15%.

No mercado financeiro, há a desconfiança de que o nome que substituirá Pedro Parente na presidência executiva da Petrobras não deverá ser alguém com o mesmo perfil do demissionário. Se assim fosse, ele não teria sido pressionado a sair. O que mais teme o mercado é a indicação de um político ou de alguém ligado ou indicado por políticos.

 

04:15 · 30.05.2018 / atualizado às 04:15 · 30.05.2018 por

Ciro Gomes, pré-candidato à presidência da República pelo PDT, voltou a dizer que, se for eleito, revogará a Reforma Trabalhista e, também, a chamada Lei do Teto de Gastos.

Para Ciro Gomes, que foi o entrevistado do programa Roda Viva, da TV Cultura,  a Reforma Trabalhista ceifou direitos dos trabalhadores e a Lei do Teto de Gastos impede que o Governo invista mais na educação, na saúde e na segurança pública.

Ele afirmou que, num eventual governo sob sua direção, o MDB será um partido de oposição cujo destino será o esfacelamento, porque “eles não sabem viver sem o oxigênio do governo”.

Ciro Gomes defendeu a demissão do presidente da Petrobras, Pedro Parente, a quem chamou de vendilhão, e declarou-se apoiador da greve dos petroleiros.

04:27 · 29.05.2018 / atualizado às 04:29 · 29.05.2018 por

Os petroleiros, que são assim chamados os funcionários da Petrobras que trabalham nas plataformas no meio do mar e nas refinarias da empresa, anunciam que entrarão em greve quarta-feira, 30, em todo o País.

O movimento tem um objetivo: forçar a demissão do presidente da Petrobras, economista Pedro Parente.

Ora, essa greve será um tiro no pé, porque a Petrobras, que no governo da presidente Dilma quase foi à falência, recuperou-se nos últimos dois anos graças à gestão austera, e sem a interferência da política e dos políticos, de Pedro Parente.

Os petroleiros também querem o fim do programa de desinvestimento da Petrobras.

E, ainda, o fim da sua atual política de preços, e neste caso eles têm razão.

A greve, se realmente acontecer, fará cair ainda mais o valor de mercado da Petrobras, cujas ações são negociadas negociadas na Bolsa de Valores.

Esse valor, nos últimos dias, caiu R$ 120 bilhões por causa da intervenção do Governo na políitica de preços da empresa.

06:22 · 26.05.2018 / atualizado às 06:24 · 26.05.2018 por

Para o fim da paralisação dos caminhoneiros – que já se estende por seis dias e causa o desabastecimento do País – basta apenas que se reduza o preço do óleo diesel.

Por que o Governo, que tem o poder de decidir, não decide? Porque o Governo que está aí perdeu o respeito da população, o apoio do Congresso Nacional e a coragem de enfrentar os problemas, principalmente os mais complicados, como este, que é uma mistura clara dos alhos dos caminheiros autônomos com os bugalhos oportunistas das empresas de transporte.

O preço dos combustíveis – a gasolina no meio – está demasiadamente alto. É preciso, pois, reduzi-lo. A Petrobras –  que saiu recentemente da UTI da falência a que foi levada pela grossa corrupção de que foi vítima pelo conluio do PT com o PP e o PMDB (hoje sem o P) – está praticando uma nova política de preços – que sobem ou descem, diariamente – para o óleo e a gasolina nas refinarias. Essa política elevou os preços para o patamar de hoje, causando a revolta de quem vive e sobrevive do transporte rodoviário. Aí está a razão dos protestos, que explodiram até este ponto não imaginado.

Não há como a Petrobras mudar sua política de preços. Ela poderá ampliar o espaço de tempo entre um aumento (ou redução) e outro. Esta é sua única opção, porque o preço dos combustíveis é fixado de acordo com a oscilação – também diária – das cotações internacionais do petróleo. Cotações em dólar, que igualmente sobe e desce a cada dia.

O que pode o Governo da União? Com o apoio do Congresso, o Governo pode tirar da composição dos preços dos combustíveis um pedaço grande dos impostos incidentes sobre eles. Simples assim. Mas não é, porque – com contas deficitárias e com uma dívida trilionária que cresce a cada mês – o Governo não pode abrir mão de receitas.

E o que podem os governos estaduais? A mesma coisa – reduzir a alíquota do ICMs imposta sobre a venda de mercadorias, incluindo preponderantemente o óleo diesel e a gasolina. Simples assim. Mas não é: estados como o Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul estão quebrados, e não podem patrocinar uma renúncia fiscal dessa magnitude. Mesmo os que estão com contas em dia, como o Ceará, só se mantêm equilibrados por causa da boa receita proveniente do ICMS sobre os combustíveis.

Então, como resolver a questão? O presidente Temer, desmoralizado pelas ruas, nas quais não pode caminhar sob pena de ser vaiado, espera que os caminheiros, cansados, encerrem a paralisação. Esta, todavia, não parece ser a vontade dos manifestantes.

Apelar para o uso da força, como sugere o decreto presidencial que convoca as Forças Armadas para desmontar os bloqueios dos caminhoneiros, talvez não seja a melhor saída.

Resumo da ópera: falta um líder para conduzir o País neste grave momento.

 

04:32 · 11.05.2018 / atualizado às 04:34 · 11.05.2018 por

Depois de ser vítima da ação de agentes de partidos políticos que desviaram bilhões e bilhões de reais da empresa, a Petrobras – agora sob gestão profissional e com um Conselho de Administração também profissional – deu a volta por cima.

A estatal saiu do fundo do poço, aonde chegou com uma dívida de quase R$ 500 bilhões, e hoje teve recuperado o seu valor de mercado, que já bateu em R$ 312 bilhões.

E retomou sua posição de liderança na Bolsa de Valores, a B3.

A esperança dos que compraram e seguem comprando ações da Petrobras é de que o futuro presidente da República, a ser eleito em outubro, mantenha a Petrobras nesse rumo.

04:37 · 28.08.2017 / atualizado às 04:37 · 28.08.2017 por

A Volvo, fabricante sueca de automóveis, anunciou na semana passada que, a partir de 2019, seus carros sairão da fábrica com motores elétricos.

Isto quer dizer o seguinte: os combustíveis de origem fóssil, como a gasolina e o óleo diesel, estão com seus dias contados.

A pergunta é: a Petrobras está preparada para essa revolução tecnológica?

E a Shell e a Esso também estão?

O mundo dos nossos filhos e neto será completamente diferente do mundo de hoje.

04:27 · 31.07.2017 / atualizado às 04:27 · 31.07.2017 por

Na semana passada, um executivo cearense esteve em Recife, a serviço de sua empresa.

Ele retornou no sábado, 29, e contou ao blog que ouviu de vários empresários pernambucanos informações que o deixaram triste, como a seguinte:

O Estaleiro Atlântico Sul, na área do Porto de Suape, que construiu alguns navios petroleiros para a Transpetro, deverá encerrar suas atividades até 2019.

Movito: não há encomendas para a construção de novos navios.

Outra triste informação: a refinaria Abreu e Lima, que a Petrobras construiu no Governo Dilma, ainda não totalmente concluída, está operando em condições precárias, pois ainda carece de uma série de obras e equipamentos.

A construção da Refinaria Abreu e Lima é uma das causas da dívida atual da Petrobras, que é de mais de R$ 300 bilhões.