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Tag: Presidente Michel Temer


04:37 · 09.08.2017 / atualizado às 04:37 · 09.08.2017 por

O governo do presidente Miguel Temer, que no início deste ano concedeu aumento de vencimentos acima da inflação para várias categorias de ponta do funcionalismo público federal, está agora ameaçando a classe média.

Informações vindas de Brasília dão conta de que a equipe econômica, chefiada por Henrique Meireles, quer criar uma nova alíquota do Imposto de Renda para taxar a pessoa física que ganha mais de R$ 20 mil reais.

Será um tapa na cara dos que hoje são os que mais recolhem o Imposto de Renda.

O governo Temer, em vez de apertar o cinturão do gasto público, abriu as burras do Tesouro Nacional e, só para rejeitar a denúncia da PGR, que o acusou de corrupção passiva, gastou mais de R$ 10 bilhões de reais com aumento de salários, com liberação de emendas parlamentares, com renúncia fiscal e com liberação de recursos para diferentes finalidades.

Agora, quer cobrar, do contribuinte pessoa física, o custo dessa farra.

Com a classe política que está aí, o Brasil não tem jeito.

04:25 · 04.08.2017 / atualizado às 04:25 · 04.08.2017 por

Manter Michel Temer na Presidência da República está custado muito caro ao País.

Nos últimos 15 dias, para arquivar a denúncia do procurador-geral da República, que acusa Temer de corrupção passiva, foram gastos vários bilhões de reais com a liberação de emendas parlamentares e com a concessão de novos aumentos para determinados setores do funcionalismo público da União.

O déficit do Orçamento, que neste ano iria fechar em R$ 139 bilhões, será ampliado para R$159 bilhões, graças, exatamente, à gastança promovida para rejeitar a denúncia de corrupção passiva feita contra Temer pela Procuradoria-Geral da República.

Mas o problema ainda não está resolvido, pois o procurador Rodrigo Janot deverá enviar à Câmara dos Deputados, a qualquer momento, uma nova denúncia contra o presidente da República.

Em resumo, isto tudo quer dizer que a crise da política ainda continuará, agrando a crise da economia.

04:41 · 28.07.2017 / atualizado às 04:41 · 28.07.2017 por

Por causa da irresponsabilidade fiscal do atual presidente Temer e da ex-presidente Dilma, o orçamento da União enfrenta um déficit que, neste ano, é de R$ 139 bilhões, podendo ser maior se medidas duras e urgentes não forem tomadas.

Tudo isso aconteceu porque Dilma e Temer sucumbiram à pressão das corporações do serviço público às quais concederam aumento de salário acima da inflação.

Ou seja, irresponsavelmente, os dois gastaram mais do que o orçamento permitia.

Isso tem um efeito trágico, que pode ser visto na insegurança pública, nos hospitais, nas estradas, nos portos, no saneamento básico.

Está faltado dinheiro para tudo, menos para bancar os gastos dos deputados e senadores.

Resumindo: ou o governo corta as despesas supérfluas ou o Brasil vai quebrar.

Despesa supérflua é, por exemplo, a que se faz com o pagamento de 25 assessores para cada deputado federal e de até 80 assessores para cada senador.

E para manter 100 mil cargos comissionados na estrutura da administração federal, que tem quase 30 ministérios, alguns dos quais são supérfluos.

04:36 · 24.07.2017 / atualizado às 04:36 · 24.07.2017 por

Quem lê e ouve sobre o que se passa hoje no Brasil, fica com a impressão de que há uma espécie de Temerfobia, ou seja, uma aversão popular a Michel Temer, o atual presidente da República, que está no cargo por força do impeachment da presidente Dilma, afastada por ter sido, assim como Temer, incompetente e também irresponsável na gestão das contas públicas.

Pois Michel Temer chegou ao máximo da irresponsabilidade fiscal, uma vez que, por meio da compra de consciências e de votos na Câmara dos Deputados, alargou o déficit das contas públicas, que neste ano baterá a casa dos R$ 139 bilhões.

E para cobrir esse rombo extra da irresponsabilidade fiscal, foi obrigado a aumentar os impostos que incidem sobre o preço dos combustíveis, que subiram, devendo provocar a elevação do preço dos fretes rodoviário, marítimo e aéreo, e das passagens de ônibus, causando também o aumento da inflação.

Em um País sério, Temer já teria beijado a lona.

Mas no Brasil tudo pode, e a prova disso é o próprio governo Michel Temer, primeiro presidente a ser denunciado por corrupção passiva pelo Ministério Público e cujos ministros estão também envolvidos nas delações da Lava Jato.

 

04:28 · 05.07.2017 / atualizado às 04:28 · 05.07.2017 por

Nunca o Brasil passou por tantos constrangimentos internacionais como nos últimos dois anos.

A imagem do País no estrangeiro deteriorou-se a tal ponto, que o Brasil perdeu a importância geopolítica que tinha até recentemente.

Nossa política exterior já não é mais a protagonista nem aqui na América do Sul.

Pois bem: amanhã, quinta-feira, 6, o presidente Michel Temer viajará para Hamburgo, na Alemanha, onde participará de mais uma reunião da cúpula do G-20, que é o conjunto das 20 maiores economias do mundo.

Temer levará com ele a crise política, moral e ética que o persegue desde que assumiu no lugar de Dilma Rousseff.

E mais: levará a denúncia de corrupção passiva que lhe imputa o Procurador-Geral da República.

Tudo está a indicar que passará por mais um vexame na cena internacional.

E aqui ficará a crise na economia, que segue paralisada, provocando o desemprego de 13 milhões de brasileiros.

Num cenário assim, nenhum empresário faz investimento.

E o pior é que as eleições presidenciais ainda estão distante – só em outubro de 2018.

08:23 · 02.07.2017 / atualizado às 08:23 · 02.07.2017 por

Estão o Brasil e os brasileiros sob a gestão de dois governos.

Um, formal, sob a direção do presidente Michel Temer, estrela de primeira grandeza do PMDB, de cuja constelação também fazem parte os ministros Elizeu Padilha e Moreira Franco, além dos senadores Renan Calheiros, Jáder Barbalho, Romero Jucá e do deputado Eduardo Cunha.

Michel Temer foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República por crime de corrupção passiva. É o primeiro caso na história política do País.

O outro governo é o do ministro da Fazenda, que, na prática, toca – apoiado na sua própria credibilidade, na de sua equipe e na da diretoria do Banco Central – o que ainda resta do governo peemedebista.

É tão grande a credibilidade de Meireles & Cia que ele já anunciou que, se for necessário para garantir o déficit orçamentário de R$ 139 bilhões, aumentará o PIS e a Cofins incidentes sobre os preços dos combustíveis. Essa decisão causará aumento do preço da gasolina e do óleo diesel, e por via de consequência inflação terá leve alta.

Uma decisão assim não terá a simpatia do presidente Temer. Pois que se dane ele.

09:27 · 17.06.2017 / atualizado às 09:27 · 17.06.2017 por

Joesley Batista, um dos dois donos da JBS (o outro é seu irmão Wesley), está de volta.

Ele concedeu uma entrevista à revista Época, em que afirma que o presidente Michel Temer é o chefe da maior e mais perigosa organização criminosa em ação no País.

Joesley agrava a situação de Temer, causado mais um “fato novo” que pode levar Temer à renúncia, algo que ele já reiterou que não fará, ou ao impeachment.

Dessa organização criminosa fazem parte os assessores mais diretos de Temer, como Gedel Vieira Lima, Moreira Franco, Eduardo Cunha e Henrique Alves, estes dois últimos presos pela Operação Lava Jato.

Mas Batista envolve também o PT na sua nova delação – desta vez sem prêmio, o que ajuda a barafundar o cenário político, agravando a crise da economia, que segue paralisada.

Aguardam-se “fatos novos” na próxima semana.

 

 

 

04:57 · 06.06.2017 / atualizado às 04:57 · 06.06.2017 por

Começa nesta terça-feira, 6, às 19 horas, o julgamento da chapa Dilma-Temer, que pode ser cassada pelo TSE.

Se isso vier a acontecer, o presidente Temer será afastado do cargo e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, assumirá a presidência da República por 30 dias, ao fim dos quais o Congresso Nacional, com 81 senadores e 513 deputados, elegerá um novo presidente para cumprir o restante do mandato, para tirar o Brasil da crise e para prepara-lo para a eleição de 2018.

A pergunta que se faz é esta: quem será esse presidente tampão?

Será o deputado Rodrigo Maia, que está citado nas delações da Lava Jato?

Nesta hora de aguda crise, o Brasil descobre-se sem um líder de ficha limpa e com a competência, a honestidade e o caráter acima de quaisquer suspeitas exigidos para a função.

Esse líder deve existir, mas está escondido, com medo de encarar tanta responsabilidade.

Constata-se, pois, que estamos diante de uma verdade assustadora: a de que não há líderes.

Sendo assim, só nos resta esperar pela eleição de 2018, quando surgirá a oportunidade de cassar, pelo voto, toda a maioria da classe política que está aí e substitui-la por outra, jovem, sem resquícios com a mais tênue corrupção.

Temos de mudar o País, mas para isso temos, primeiro, de eleger novos políticos.

Vamos atrás deles.

04:08 · 30.05.2017 / atualizado às 04:08 · 30.05.2017 por

A Lava Jato, maior operação de combate à corrupção que o mundo já viu, subiu ao telhado.

Isto quer dizer que ela corre sério risco de ser ou paralisada por falta de recursos orçamentários, que já foram reduzidos, ou inviabilizada por causa de filigranas jurídicas.

A nomeação do novo ministro da Justiça, Torquato Jardim, que já foi ministro do TSE, levanta a suspeita de que será trocado o alto comando da Polícia Federal, que faz as investigações da Lava Jato.

O novo ministro disse, em entrevista um dia antes de ser convidado para o cargo, que estudará a possibilidade de mudar o diretor-geral da PF.

Tudo isso porque a Lava Jato chegou ao Palácio do Planalto, ou seja, chegou ao presidente Temer, flagrado e gravado numa conversa nada republicana com o empresário Joesley Batista, dono da JBS.

O mais íntimo assessor de Temer, deputado federal Rodrigo Rocha Loures, também do PMDB, foi filmado carregando uma mala cheia de dinheiro. Loures é na verdade suplente do deputado Osmar Seraglio,  que trocará de ministério com Torquato Jardim, que ocupa o Ministério da Transparência.

Serraglio no ministério de Temer significa foro privilegiado para Rocha Loures, que, suspenso da função parlamentar por decisão do  STF, pode fazer uma delação premiada e contar o que sabe.

Contar, por exemplo, a quem ele entregou o dinheiro que recebeu da JBS.

Só a investigação da Policia Federal poderá esclarecer.

Então, parece que a tarefa agora é impedir que prossiga mais essa investigação da Lava Jato.

Infelizmente, assim é, e continua sendo, o Brasil.

06:52 · 20.05.2017 / atualizado às 06:54 · 20.05.2017 por

Transformou-se em espetáculo midiático-  e nem poderia ser diferente – a delação dos irmãos Wesley e Joesley Batista, donos do grupo J&F, controlador da JBS e de mais de 20 empresas, uma das quais – um moderno curtume – tem sede na cidade cearense de Cascavel.

O que os Batista disseram aos procuradores da PGR, em Brasília, causa estarrecimento à Nação.

E agravou ainda mais a situação do presidente Michel Temer, que vai sendo empurrado contra a parede, parecendo que não terá outra saída, que não a renúncia.

Diante do agravamento da crise política, sofre a economia, que começava a emitir sinais de reanimação.

Esqueçam as reformas da Previdência e da CLT, pois o clima no Congresso Nacional é de perplexidade. Ninguém lá quer discutir as reformas, mas sim o que acontecerá nos próximos dias com o presidente da República, cujo mandato poderá ser cassado por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que no próximo dia 6 de junho julgará o processo que pede a cassação da chapa Dilma-Temer.

Há um roteiro cinematográfico sendo seguido.

Sangram em praça pública, acusados de crime de corrupção, o senador Aécio Neves, já suspenso pelo Supremo de suas funções legislativas, e o presidente Michel Temer, que recebeu em sua residência oficial um empresário sob investigação por crimes de corrupção ativa, de quem ouviu coisas absurdas, como a informação de que sustenta dois juízes e um desembargador que atuam no âmbito da Operação Lava Jato. Inacreditável.

Desse roteiro cinematográfico extrai-se o seguinte: ora, se Aécio e Temer estão sangrando (a irmã do senador está presa numa penitenciária feminina de Belo Horizonte), por que o ex-presidente Lula não poderá sangrar também?

Está claro que este é o primeiro ato de uma peça que, no segundo, atacará Lula. E aí a Lava Jato estará na boca do palco como a operação republicana que apanhou todos na prática do mesmo crime.

Afastado Temer – por renuncia ou cassação – haverá eleição indireta – como manda a Constituição. Um presidente-tampão emergirá, a equipe econômica será mantida e o Pais começará a falar da eleição presidencial do próximo ano.

Mas será preciso combinar tudo com os russos das ruas. Eles querem diretas, já, algo que – repita-se – só será possível com a reforma da Constituição.

Enquanto isso, a crise segue.