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Tag: Presidente Michel Temer


09:27 · 17.06.2017 / atualizado às 09:27 · 17.06.2017 por

Joesley Batista, um dos dois donos da JBS (o outro é seu irmão Wesley), está de volta.

Ele concedeu uma entrevista à revista Época, em que afirma que o presidente Michel Temer é o chefe da maior e mais perigosa organização criminosa em ação no País.

Joesley agrava a situação de Temer, causado mais um “fato novo” que pode levar Temer à renúncia, algo que ele já reiterou que não fará, ou ao impeachment.

Dessa organização criminosa fazem parte os assessores mais diretos de Temer, como Gedel Vieira Lima, Moreira Franco, Eduardo Cunha e Henrique Alves, estes dois últimos presos pela Operação Lava Jato.

Mas Batista envolve também o PT na sua nova delação – desta vez sem prêmio, o que ajuda a barafundar o cenário político, agravando a crise da economia, que segue paralisada.

Aguardam-se “fatos novos” na próxima semana.

 

 

 

04:57 · 06.06.2017 / atualizado às 04:57 · 06.06.2017 por

Começa nesta terça-feira, 6, às 19 horas, o julgamento da chapa Dilma-Temer, que pode ser cassada pelo TSE.

Se isso vier a acontecer, o presidente Temer será afastado do cargo e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, assumirá a presidência da República por 30 dias, ao fim dos quais o Congresso Nacional, com 81 senadores e 513 deputados, elegerá um novo presidente para cumprir o restante do mandato, para tirar o Brasil da crise e para prepara-lo para a eleição de 2018.

A pergunta que se faz é esta: quem será esse presidente tampão?

Será o deputado Rodrigo Maia, que está citado nas delações da Lava Jato?

Nesta hora de aguda crise, o Brasil descobre-se sem um líder de ficha limpa e com a competência, a honestidade e o caráter acima de quaisquer suspeitas exigidos para a função.

Esse líder deve existir, mas está escondido, com medo de encarar tanta responsabilidade.

Constata-se, pois, que estamos diante de uma verdade assustadora: a de que não há líderes.

Sendo assim, só nos resta esperar pela eleição de 2018, quando surgirá a oportunidade de cassar, pelo voto, toda a maioria da classe política que está aí e substitui-la por outra, jovem, sem resquícios com a mais tênue corrupção.

Temos de mudar o País, mas para isso temos, primeiro, de eleger novos políticos.

Vamos atrás deles.

04:08 · 30.05.2017 / atualizado às 04:08 · 30.05.2017 por

A Lava Jato, maior operação de combate à corrupção que o mundo já viu, subiu ao telhado.

Isto quer dizer que ela corre sério risco de ser ou paralisada por falta de recursos orçamentários, que já foram reduzidos, ou inviabilizada por causa de filigranas jurídicas.

A nomeação do novo ministro da Justiça, Torquato Jardim, que já foi ministro do TSE, levanta a suspeita de que será trocado o alto comando da Polícia Federal, que faz as investigações da Lava Jato.

O novo ministro disse, em entrevista um dia antes de ser convidado para o cargo, que estudará a possibilidade de mudar o diretor-geral da PF.

Tudo isso porque a Lava Jato chegou ao Palácio do Planalto, ou seja, chegou ao presidente Temer, flagrado e gravado numa conversa nada republicana com o empresário Joesley Batista, dono da JBS.

O mais íntimo assessor de Temer, deputado federal Rodrigo Rocha Loures, também do PMDB, foi filmado carregando uma mala cheia de dinheiro. Loures é na verdade suplente do deputado Osmar Seraglio,  que trocará de ministério com Torquato Jardim, que ocupa o Ministério da Transparência.

Serraglio no ministério de Temer significa foro privilegiado para Rocha Loures, que, suspenso da função parlamentar por decisão do  STF, pode fazer uma delação premiada e contar o que sabe.

Contar, por exemplo, a quem ele entregou o dinheiro que recebeu da JBS.

Só a investigação da Policia Federal poderá esclarecer.

Então, parece que a tarefa agora é impedir que prossiga mais essa investigação da Lava Jato.

Infelizmente, assim é, e continua sendo, o Brasil.

06:52 · 20.05.2017 / atualizado às 06:54 · 20.05.2017 por

Transformou-se em espetáculo midiático-  e nem poderia ser diferente – a delação dos irmãos Wesley e Joesley Batista, donos do grupo J&F, controlador da JBS e de mais de 20 empresas, uma das quais – um moderno curtume – tem sede na cidade cearense de Cascavel.

O que os Batista disseram aos procuradores da PGR, em Brasília, causa estarrecimento à Nação.

E agravou ainda mais a situação do presidente Michel Temer, que vai sendo empurrado contra a parede, parecendo que não terá outra saída, que não a renúncia.

Diante do agravamento da crise política, sofre a economia, que começava a emitir sinais de reanimação.

Esqueçam as reformas da Previdência e da CLT, pois o clima no Congresso Nacional é de perplexidade. Ninguém lá quer discutir as reformas, mas sim o que acontecerá nos próximos dias com o presidente da República, cujo mandato poderá ser cassado por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que no próximo dia 6 de junho julgará o processo que pede a cassação da chapa Dilma-Temer.

Há um roteiro cinematográfico sendo seguido.

Sangram em praça pública, acusados de crime de corrupção, o senador Aécio Neves, já suspenso pelo Supremo de suas funções legislativas, e o presidente Michel Temer, que recebeu em sua residência oficial um empresário sob investigação por crimes de corrupção ativa, de quem ouviu coisas absurdas, como a informação de que sustenta dois juízes e um desembargador que atuam no âmbito da Operação Lava Jato. Inacreditável.

Desse roteiro cinematográfico extrai-se o seguinte: ora, se Aécio e Temer estão sangrando (a irmã do senador está presa numa penitenciária feminina de Belo Horizonte), por que o ex-presidente Lula não poderá sangrar também?

Está claro que este é o primeiro ato de uma peça que, no segundo, atacará Lula. E aí a Lava Jato estará na boca do palco como a operação republicana que apanhou todos na prática do mesmo crime.

Afastado Temer – por renuncia ou cassação – haverá eleição indireta – como manda a Constituição. Um presidente-tampão emergirá, a equipe econômica será mantida e o Pais começará a falar da eleição presidencial do próximo ano.

Mas será preciso combinar tudo com os russos das ruas. Eles querem diretas, já, algo que – repita-se – só será possível com a reforma da Constituição.

Enquanto isso, a crise segue.

06:55 · 01.04.2017 / atualizado às 07:35 · 01.04.2017 por

Os senadores Eunício Oliveira (PMDB-CE), presidente do Senado, e Renam Calheiros (PMDB-AL), líder do partido na casa, eram muito amigos. Não o são mais.

Renam era aliado do presidente Michel Temer. Não o é mais.

Aproveitando a alta impopularidade do presidente e usando as redes sociais, Renam passou a fazer críticas às propostas de reformas encaminhadas por Temer ao Congresso, entre as quais a da Previdência e a Trabalhista.

Temer não gostou e reclamou. Mas Renam insistiu.

Temer decidiu, então, romper com seu antigo e poderoso aliado.

Nomeou na sexta-feira – e o Diário Oficial tornou público o ato de nomeação em edição extra – o advogado cearense Leonardo Henrique Carvalho (foto) para o Tribunal Federal da 5ª Região, com sede em Recife. Renam estava apadrinhando a indicação de outro candidato, que foi preterido por Temer.

Leonardo Henrique Carvalho foi uma indicação do senador Eunício Oliveira, que amplia, assim, seu prestígio junto ao presidente da República, a cujas propostas de reformas vem emprestando apoio.

É mais um litro de gasolina jogado no incêndio da crise política do País, que – como todas as anteriores – tem o PMDB no meio do sinistro.

04:39 · 13.03.2017 / atualizado às 04:39 · 13.03.2017 por

No sábado passado, numa localidade do litoral Oeste do Ceará, o blog esteve presente em um evento a que compareceram alguns dos grandes empresários do Ceará, os quais não esconderam sua preocupação com o cenário político do País.

Na opinião deles, esse cenário precisa de ser apaziguado para tornar possível a aprovação das reformas da Previdência, da CLT, da Tributária e da própria Política.

O que preocupa o empresariado é a possibilidade de o presidente Temer vir a ser condenado pelo Superior Tribunal Eleitoral, que examina denúncia do PSDB, segundo a qual a chapa Dilma Roussef-Michel Temer recebeu recursos oriundos de propina paga pelas empreiteiras que trabalhavam para a Petrobras.

Os empresários consideram que, neste momento, a economia dá bons sinais de recuperação. Esses sinais, porém, poderão desaparecer no caso de o relator do processo do TSE recomendar a cassação de Dilma e de Temer.

Aí seria o caos, segundo disse um dos empresários presentes ao evento.

Como se vê, até para passar o Brasil a limpo, é difícil.

Parece que a liderança da política brasileira gosta mesmo é de corrupção.

04:54 · 03.03.2017 / atualizado às 04:54 · 03.03.2017 por

Os principais empresários cearenses continuam curtindo o feriadão da temporada carnavalesca.

E quase todos estão no exterior.

Mas o blog trocou informações com eles via WatsApp, sobre o cenário da política e da economia brasileira, cenário esse que muda a cada 24 horas.

Um destacado industrial, que se encontra com a família em Miami, mandou dizer que está muito assustado com as últimas revelações envolvendo o ministro da Casa Civil, Elizeu Padilha, que era, até a semana passada, o responsável pelas negociações com deputados federais e senadores a respeito da Reforma da Previdência.

Padilha foi acusado de ter recebido R$ 4 milhões em propinas da Odebrecht, motivo pelo qual deverá ficar fora do ministério, do qual está licenciado.

Outro empresário cearense, este na Guatemala, disse que as reformas da Previdência e da CLT são essenciais para a retomada do crescimento, razão por que espera que o presidente Temer resolva logo a situação de Elizeu Padilha.

E direto de Lisboa, onde está desde a sexta-feira da semana passada, um alto executivo cearense prefere focar sua atenção na economia, que dá “tímidos, mas positivos sinais de crescimento”.

05:33 · 02.03.2017 / atualizado às 05:35 · 02.03.2017 por

Não será fácil para o presidente Michel Temer fazer aprovar, na Câmara dos Deputados, sua proposta de reforma da Previdência Social.

A sua própria base de apoio ergue-se contra a proposta, principalmente contra a idade mínima de 65 anos para a aposentadoria de homens e mulheres.

A maioria da base de Temer na Câmara dos Deputados, incentivada pelo PT e pelas centrais sindicais, já informam que farão modificações na proposta original, contrariando o ministro da Fazenda, Henrique Meireles, para quem a idade mínima é o ponto fundamental da reforma da Previdência.

Mas há outro problema, este de ordem moral: o chefe da Casa Civil, Elizeu Padilha (foto), foi citado na Lava Jato de como tendo recebido R$ 4 milhões de propina da Odebrecht.

Para agravar a situação, José Yunes, amigo íntimo de Michel Temer há 50 anos, confirmou que, a pedido de Padilha, recebeu em seu escritório o doleiro Lúcio Funaro, que lhe entregou um envelope, cujo conteúdo ele até hoje desconhece.

Segundo Yunes e ainda conforme a instrução que lhe dera Elizeu Padilha, outra pessoa que ele não sabe identificar – e aqui está o grande mistério da história – apanhou o envelope e saiu com ele.

Elizeu Padilha, que vinha conduzindo as negociações em torno da reforma da Previdência e que está de licença do ministério por causa de uma cirurgia a que se submeteu antes do carnaval, talvez não retorne mais à Casa Civil.

No momento em que su ge uma luz no fim do túnel da economia, a política invade a área com mais uma crise.

05:43 · 01.03.2017 / atualizado às 05:43 · 01.03.2017 por

O governo do presidente Michel Temer atravessa uma zona de grave turbulência.

No exato momento em que a economia começa a mostrar luz no fim do túnel, surgem denúncias envolvendo o chefe da Casa Civil do governo, Elizeu Padilha, que se licenciou do cargo para fazer uma cirurgia da próstata.

Mas ele poderá não retornar ao cargo, uma vez que ele foi citado como tendo recebido R$ 4 milhões de um doleiro, dinheiro destinado às campanhas eleitorais do PMDB.

Quem o citou foi José Yunes, ex-assessor especial e amigo íntimo de Temer.

Michel Temer fica, assim, fragilizado no instante em que precisa fortalecer sua base no Congresso Nacional para a aprovação das reformas da Previdência e da CLT.

Elizeu Padilha vinha conduzindo essa articulação.

Agora, sem Padilha, o presidente Temer terá de usar toda a sua experiência de articulador para manter unida sua base política e, também, para dar logo uma solução para a Casa Civil, algo que não será fácil.

Essa nova dificuldade política surge no momento em que está em jogo a votação das reformas, consideradas essenciais para o êxito do ajuste fiscal.

04:22 · 14.02.2017 / atualizado às 04:22 · 14.02.2017 por

Alguns ministros do presidente Michel Temer estão citados nas delações que executivos de empreiteiras fizeram à força tarefa da Operação Lava Jato.

Um deles é o ministro chefe da Casa Civil, Elizeu Padilha.

Pois o ministro Padilha está anunciando que o governo pretende criar mais um alíquota para o Imposto de Renda da Pessoa Física.

Atualmente, a alíquota mais alta é de 27,5%. Ela pega a classe média, onde estão os profissionais liberais e também micro e pequenos empresários.

Ora, o governo Temer, assim como todos os que o antecederam, só pensam em aumentar imposto para poder cobrir a gastança de Brasília.

Mas Governo eficiente é o que reduz a carga tributária, com o que alarga a base de contribuintes; governo eficiente é o que transforma o imposto em serviços de qualidade na saúde, na educação e na segurança, e isso o governo federal brasileiro não sabe fazer.

Se essa informação do ministro Padilha, cujo nome rima com muita coisa, for transformada em um fato concreto, haverá uma revolta geral da classe média, que é hoje a mais castigada pela atual política tributária do governo.