Busca

Tag: Presidente Michel Temer


04:06 · 19.06.2018 / atualizado às 04:12 · 19.06.2018 por

Segundo a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), os prejuízos já causados pela decisão do Governo do presidente Michel Temer de impor um tabelamento ao mercado do frete rodoviário, que era livre, provoca gigantescos prejuízos às atividades econômica.

Somente nos setores de portos e terminais portuários, esses prejuízos – em apenas 15 dias de tabela – são os seguintes:

  • 60 navios parados nos portos. • Ao custo de demurrage de US$ 25 mil a 35 mil por dia, representa U$S 1,5 milhão a 2,1 milhões de dólares por dia.
  • Em 15 dias de tabela, o prejuízo encontra-se entre U$S 22,5 milhões e U$S 31,5 milhões (ou R$ 84,4 milhões e 118,1 milhões). Soja e Milho (15 dias de tabela)
  • 6,8 milhões de toneladas de soja e farelo deixaram de ser levadas aos portos e exportadas. Esse volume deixou de ser recebido dos produtores rurais por não haver espaço em silos e armazéns.
  • 1,9 milhão de toneladas de soja deixou de ser processado, o que significa que 1,5 milhão de toneladas de farelo e 400 mil toneladas de óleo deixaram de ser produzidos.
  • 225 milhões de litros de biodiesel deixaram de ser produzidos. Os prejuízos financeiros foram estimados em US$ 2 bilhões (R$ 7,5 bilhões), sendo divididos em:
  • US$ 1,3 bilhão (R$ 4,8 bilhões), em frete, assumindo 40% de aumento no valor médio do frete.
  • US$ 675 milhões (R$ 2,3 bilhões), em receitas de biodiesel.
  • US$ 18 milhões (R$ 37,5 milhões), em custo financeiro da perda de receitas.
  • US$ 3 milhões (R$ 11,3 milhões) em multas e redirecionamento de navios.
11:53 · 01.06.2018 / atualizado às 12:35 · 01.06.2018 por

Pedro Parente não é mais presidente da Petrobras. Pediu demissão na manhã desta sexta-feira. Um CEO interino será indicado ainda hoje pelo Conselho de Administração da empresa.

Em carta ao presidente Michel Temer, o agora ex-presidente da Petrobras afirma que entregou “tudo o que prometi” – diz Pedro Parente.

Na Bolsa de Valores, foram suspensas as operações com papéis da Petrobras. O índice Bovespa desabou 1.800 pontos em apenas 10 minutos depois da divulgação da demissão de Pedro Parente.

No Governo Michel Temer, Pedro Parente era um peixe fora d’água.

O sucessor de Pedro Parente terá, em primeiro lugar, de subordinar-se à vontade política do presidente da República e de seus ministros, que querem mudar a política de preços da Petrobras. Quem aceitará essa tarefa?

Na Bolsa de Valores B3, as ações da Petrobras voltaram a ser negociadas. E caem 15%.

No mercado financeiro, há a desconfiança de que o nome que substituirá Pedro Parente na presidência executiva da Petrobras não deverá ser alguém com o mesmo perfil do demissionário. Se assim fosse, ele não teria sido pressionado a sair. O que mais teme o mercado é a indicação de um político ou de alguém ligado ou indicado por políticos.

 

06:22 · 26.05.2018 / atualizado às 06:24 · 26.05.2018 por

Para o fim da paralisação dos caminhoneiros – que já se estende por seis dias e causa o desabastecimento do País – basta apenas que se reduza o preço do óleo diesel.

Por que o Governo, que tem o poder de decidir, não decide? Porque o Governo que está aí perdeu o respeito da população, o apoio do Congresso Nacional e a coragem de enfrentar os problemas, principalmente os mais complicados, como este, que é uma mistura clara dos alhos dos caminheiros autônomos com os bugalhos oportunistas das empresas de transporte.

O preço dos combustíveis – a gasolina no meio – está demasiadamente alto. É preciso, pois, reduzi-lo. A Petrobras –  que saiu recentemente da UTI da falência a que foi levada pela grossa corrupção de que foi vítima pelo conluio do PT com o PP e o PMDB (hoje sem o P) – está praticando uma nova política de preços – que sobem ou descem, diariamente – para o óleo e a gasolina nas refinarias. Essa política elevou os preços para o patamar de hoje, causando a revolta de quem vive e sobrevive do transporte rodoviário. Aí está a razão dos protestos, que explodiram até este ponto não imaginado.

Não há como a Petrobras mudar sua política de preços. Ela poderá ampliar o espaço de tempo entre um aumento (ou redução) e outro. Esta é sua única opção, porque o preço dos combustíveis é fixado de acordo com a oscilação – também diária – das cotações internacionais do petróleo. Cotações em dólar, que igualmente sobe e desce a cada dia.

O que pode o Governo da União? Com o apoio do Congresso, o Governo pode tirar da composição dos preços dos combustíveis um pedaço grande dos impostos incidentes sobre eles. Simples assim. Mas não é, porque – com contas deficitárias e com uma dívida trilionária que cresce a cada mês – o Governo não pode abrir mão de receitas.

E o que podem os governos estaduais? A mesma coisa – reduzir a alíquota do ICMs imposta sobre a venda de mercadorias, incluindo preponderantemente o óleo diesel e a gasolina. Simples assim. Mas não é: estados como o Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul estão quebrados, e não podem patrocinar uma renúncia fiscal dessa magnitude. Mesmo os que estão com contas em dia, como o Ceará, só se mantêm equilibrados por causa da boa receita proveniente do ICMS sobre os combustíveis.

Então, como resolver a questão? O presidente Temer, desmoralizado pelas ruas, nas quais não pode caminhar sob pena de ser vaiado, espera que os caminheiros, cansados, encerrem a paralisação. Esta, todavia, não parece ser a vontade dos manifestantes.

Apelar para o uso da força, como sugere o decreto presidencial que convoca as Forças Armadas para desmontar os bloqueios dos caminhoneiros, talvez não seja a melhor saída.

Resumo da ópera: falta um líder para conduzir o País neste grave momento.

 

04:17 · 02.05.2018 / atualizado às 04:17 · 02.05.2018 por

Para empresários da  indústria cearense, com os quais o blog conversou, será maldita a herança que o presidente Michel Temer deixará para o seu sucessor, a ser eleito em outubro deste ano.

Os industriais advertiram que as contas públicas federais estão com um rombo gigantesco e com viés de alta.

A dívida pública está caminhando perigosamente na direção dos 100% do PIB, e é por isto que as agências e risco têm rebaixo a nota do Brasil, que continua com o grau perto de caloteiro.

E as reformas Fiscal, Tributária e Previdenciária não foram feitas.

Resumindo: os empresários da Fiec acham que o próximo presidente da República terá de ser alguém muito preparado e com respaldo moral para encarar as graves dificuldades que o aguardam.

04:09 · 15.03.2018 / atualizado às 04:11 · 15.03.2018 por

O presidente Michel Temer está indignado porque o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, determinou a quebra do seu sigilo bancário, atendendo pedido nesse sentido feito pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

Temer disse o seguinte: “Não se respeita mais a política”.

Com todo o respeito que devemos ter à figura do Chefe da Nação, mas quem faltou com o respeito à sociedade não foi a política, mas os políticos, todos eles que se envolveram na prática de corrupção, alguns dos quais estão na cadeia, condenados pela Justiça.

O presidente Temer está sendo mais uma vez investigado pela Polícia Federal, com autorização do STF, porque foi citado em delações premiadas como tendo recebido propina.

A Operação Lava Jato fecha o cerco contra a corrupção, os corruptos, os corruptores e também contra os políticos, independentemente de quem sejam.

A sociedade, desrespeitada pelos políticos corruptos, exige que a Lei seja respeitada e igual para todos.

04:35 · 22.01.2018 / atualizado às 04:38 · 22.01.2018 por

Para um Governo sob suspeita, com  ex-ministros na cadeia, dar posse às 9 horas desta segunda-feira, 22, como está previsto, a uma ministra do Trabalho condenada por infringir as leis trabalhistas é apenas mais um ato de sua rotina que não se abala diante de novas denúncias, como as que afastaram os quatro vice-presidentes da Caixa Econômica acusados de cobrarem propina para o MDB e o PP.

Ao nomear a deputado Cristiane Brasil (PTB-RJ) ministra do Trabalho (foto), o presidente Michel Temer – que lhe dará posse autorizado por uma liminar de ministro do STJ – poderá viajar à noite para Davos, onde quarta-feira,24, discursará para grandes investidores do mundo todo.

No sábado passado, 20, Temer disse que se esforçará em 2018 para mudar sua imagem. Ele não quer sair do Governo “com a pecha de sujeito que praticou  falcatruas”.

Última hora: a ministra Carmem Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal, decidiu na madrugada desta segunda-feira, 22, suspender a liminar que permitia a posse de  Cristiane Brasil no Ministério do Trabalho.

No sábado, um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedera liminar, cassando outra, emitida pela Justiça Federal do Rio de Janeiro, que proibia a posse de Cristiane Brasil.

Agora, resta esperar pelos novos passos da Justiça em relação a essa lamentável novela.

04:40 · 11.01.2018 / atualizado às 04:42 · 11.01.2018 por

Ontem, quarta-feira, 10, a manchete do Diário do Nordeste denunciava o seguinte: “Soldados Vendiam Munição para facção criminosa”.

A notícia não surpreendeu, porque, afinal, o crime organizado se organizou nas diferentes instituições brasileiras.

Mas ela causou, e está causando, medo à sociedade.

Esse medo torna-se maior diante da incapacidade política, ética, moral e financeira do governo do presidente Michel Temer para combater não só a crise da economia, mas também a da segurança pública.

Durante as investigações da Lava Jato, descobriu-se que deputados federais tinham ligação direta com o crime organizado, cujo comando está sediado dentro das penitenciárias federais de segurança máxima.

É de lá que partem as ordens para rebeliões em presídios estaduais e para ações de violência contra a Polícia nas ruas das cidades brasileiras.

Só um governo forte politicamente, com apoio do Congresso Nacional e da sociedade, será capaz de por fim à crescente ação das facções criminosas na vida das cidades e das pessoas.

04:31 · 10.01.2018 / atualizado às 04:33 · 10.01.2018 por

Para fazer as reformas necessárias ao conserto de suas deficitárias contas públicas, o Brasil precisa urgentemente de um Governo forte, ética e politicamente, e com credibilidade perante a opinião pública.

Nenhuma dessas virtudes tem a gestão do presidente Michel Temer, cujo ministério – com exceção dos membros da equipe econômica – está encalacrado na Lava Jato, a começar pelos ministros que trabalham no Palácio do Planalto, como Elizeu Padilha e Moreira Franco.

Temer não parece constranger-se com isso.

Tanto é assim que escolheu a deputada Cristiane Brasil para ministra do Trabalho, mesmo estando ela denunciada na Lava Jato por ter recebido propina da Odebrecht e ainda acusada de usar dinheiro público para alugar um carro de empresa fantasma.

Diante desse cenário, é muito difícil que a reforma da Previdência, essencial para o ajuste fiscal, seja aprovada em fevereiro. Temer perdeu todo o seu capital político: está hoje nas mãos dos partidos e dos políticos que se movem pelo fisiologismo.

2018, como se vê, promete muitas emoções.

10:13 · 21.12.2017 / atualizado às 10:15 · 21.12.2017 por

Se o Congresso Nacional não aprovar no próximo mês de fevereiro a reforma da Previdência Social, o governo do presidente Michel Temer não terá outra saída que não a de aumentar impostos.

O blog colheu a informação de que um dos impostos que deverão aumentar será o Imposto de Renda, que hoje tem alíquota máxima de 27,5%.

Nos corredores da Receita Federal colhe-se a informação de que há uma proposta de serem criadas mais duas alíquotas – uma de 30% e outra de 33%, o que atingirá mortalmente a classe média, já duramente castigada pela pesada carga tributária.

Quem tem duas ou três fontes de renda será diretamente atingido pelas novas alíquotas.

O Governo Temer, que já tem popularidade perto de zero, será transformado – se o Imposto de Renda aumentar – em verdadeiro inimigo do povo assalariado.

Há uma outra alternativa: reduzir as despesas do governo.

Se isso acontecer, faltarão recursos para a saúde, a educação e a segurança pública.

A situação financeira do Brasil é de quase um País quebrado.

10:41 · 15.12.2017 / atualizado às 10:42 · 15.12.2017 por

O presidente Michel Temer, que enfrenta problemas urológicos, está dedicado a enfrentar e a vencer os problemas políticos, que são muitos, a começar pela posição de sua base de apoio parlamentar, que até agora lhe tem negado os 308 votos minimamente necessários para a aprovação da proposta de Reforma da Previdência. O Governo não tem, pelo menos até esta sexta-feira, 15 de dezembro, esses 308 votos. Como não os tem, decidiu transferir para fevereiro a votação da reforma.

Resultado: o dólar, no mercado paralelo, chegou a R$ 3,53. E o euro saltou para R$ 4,12. Estas são as cotações na Sadoc Câmbio e Turismo, no dia de hoje.

E as agências de risco, que acompanham com lentes de lupa a situação deficitária das contas públicas  brasileiras, já advertem que poderão rebaixar, mais uma vez, a nota do Brasil, que está no grau especulativo.

Os deputados federais, de costas para o interesse nacional, mantêm-se de frente para o interesse próprio, e chantageiam o presidente Temer, exigindo mais verbas e mais cargos em troca do seu voto a favor da reforma da Previdência. E Temer tem cedido até agora.

Desse jeito será difícil consertar o País.

Mas a eleição de 2018 vêm aí. Será a chance de cassar pelo voto os políticos de hoje, grande parte corrupta, por gente com novas ideias. E séria.