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Tag: Projeto S. Francisco de Integração de Bacias


04:23 · 14.08.2017 / atualizado às 04:23 · 14.08.2017 por

Já está acontecendo o desvio das águas do Projeto São Francisco de Integração de Bacias, erradamente chamado de Transposição.

Fiscais do Ministério da Integração Nacional descobriram, no rio Paraíba, por cujo leito o projeto S. Francisco corre por cerca de 100 quilômetros, que pequenos e até grandes produtores rurais estão captando e desviando para suas terras as águas do Canal Leste que deveriam  destinar-se às sedentas populações de dezenas de cidades paraibanas.

Este problema vai acontecer também aqui no Ceará e no Rio Grande do Norte, quando – e se – o Canal Norte do Projeto São Francisco ficar concluído até março do próximo ano.

A água está faltando em todo o Nordeste e, por isto mesmo, quem vive e sobrevive da agropecuária está aproveitando para também se apropriar, irregularmente, do Projeto São Francisco.

E reparem que o volume que foi outorgado para o projeto é de apenas 26 m³/s, divididos meio a meio para os canais Norte e Leste.

Essa outorga é comprovadamente insuficiente para atender ao consumo humano e animal e para garantir a atividade econômica.

Como o cenário é de crise de oferta hídrica, teme-se que o Projeto São Francisco só se tornará viável quando uma parte das águas do rio Tocantins forem desviadas para o Nordeste.

Mas isso é só um sonho, por enquanto

04:25 · 10.08.2017 / atualizado às 04:25 · 10.08.2017 por

Os governos dos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, que serão os beneficiados pelo Projeto São Francisco de Integração de Bacias, já começam a pressionar o Ministério da Integração Nacional para que defina, logo, quanto custará a conta anual da operação desse projeto.

Trata-se do empreendimento que, se a natureza devolver as chuvas que negou nos últimos cinco anos e meio, garantirá a oferta de água às populações do semiárido nordestino.

Ainda não se sabe quanto custará o metro cúbico da água do Projeto São Francisco, mas já se dá como certo que a Codevasf – Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba – será a responsável pela sua operação.

Ou seja, a Codevasf é que fixará o valor dessa conta. Deve ser lembrado que a Codevasf, assim como o Dnocs, é um organismo cujos diretores são indicados por influência dos políticos.

O blog pode dizer que o Projeto São Francisco só ficará pronto, principalmente aqui no Ceará, no próximo ano de 2018.

04:38 · 25.07.2017 / atualizado às 04:38 · 25.07.2017 por

Este blog cumpre o doloroso dever de informar que o rio São Francisco está na UTI e já respirando por aparelhos.

Por causa disso, a Agência Nacional de Águas (ANA) decidiu reduzir ainda mais a vazão da barragem de Sobradinho.

Desde a última sexta-feira, essa vazão, que era de 700 m³/s, foi reduzida para 550 m³/s.

Só para se ter uma ideia do que isso significa, basta dizer que a vazão média de Sobradinho, em tempos normais, chega a 5 mil m³/s.

A decisão da ANA valerá até o dia 30 de novembro, época em que já deverá ter começado a estação das chuvas sobre as cabeceiras do próprio São Francisco e de seus afluentes, na região Sudeste do País.

Agora surge a pergunta: com o agravamento da saúde do rio, como haverá água para encher os canais Norte e Leste do Projeto São Francisco de Integração de Bacias?

Só a natureza poderá responder.

16:42 · 06.07.2017 / atualizado às 16:42 · 06.07.2017 por

 O ministro da Integração Nacional, deputado Helder Barbalho, do PMDB do Pará, inspecionará amanhã, sexta-feira, 7, o andamento das obras do trecho cearense do Canal Norte do Projeto Rio São Francisco e Integraçõ e Bacias.

A agenda de trabalho do ministro será iniciada às 13h30, em Penaforte, onde serão verificados de perto os serviços da primeira etapa (1N) do Canal Norte, que teve ordem de serviço para sua conclusão emitida pelo Ministério em junho. Em seguida, às 15h30, a visita técnica será no reservatório Jati, localizado na cidade de mesmo nome.

O Canal Norte está com 94,9% das obras finalizadas. Com 260 quilômetros de extensão, ele captará a água do rio São Francisco em Cabrobó (PE), e a conduzirá até o Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, por meio de canais, túneis, aquedutos e estações de bombeamento.

O Canal  Norte beneficiará mais de 7 milhões de habitantes nos três estados.

04:51 · 28.06.2017 / atualizado às 04:51 · 28.06.2017 por

O presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), engenheiro Jerson Kelman, está dizendo que a gestão do Projeto São Francisco de Integração de Bacias não deve ser entregue à Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf).

Jerson Kelman considera que é a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) o único organismo federal capaz de assumir a gestão do Projeto São Francisco, uma vez que tem hoje a administração de todo o regime de águas da região nordestina, incluindo o próprio rio São Francisco.

O blog pode informar que essa opinião é rechaçada pelos engenheiros do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), a mais antiga repartição pública federal do Nordeste. Para eles, é o Dnocs que deveria tomar a gestão do Projeto S. Francisco por causa de sua expertise.

Eis uma boa polêmica.

04:15 · 19.06.2017 / atualizado às 04:15 · 19.06.2017 por

Decisão da Agência Nacional de Águas (ANA): a partir de amanhã, 20, e todas as terças-feiras, será proibida a captação de água no rio São Francisco para as atividades econômica, principalmente para a agricultura irrigada.

A proibição vale para todo o trecho do rio, desde suas nascentes, em Minas Gerais, até sua foz, entre Alagoas e Sergipe.

A ANA acendeu o sinal vermelho de perigo diante da constatação de que a barragem de Sobradinho está hoje represando apenas 12% de sua capacidade total, que é de 32 bilhões de m³ de água.

A decisão da ANA atingirá diretamente os fruticultores de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), que produzem e exportam manga, uva, melão, melancia, mamão, goiaba, dando emprego a milhares de pessoas.

A proibição valerá até novembro, quando se espera a volta da estação das chuvas nas regiões onde estão os principais afluentes do rio São Francisco.

A notícia é péssima não só para os baianos, sergipanos, alagoanos e pernambucanos, mas também para paraibanos,potiguares e cearenses, beneficiados pelo Projeto S. Francisco de Integração de Bacias, o qual,para alcançar seus objetivos, terá de, primeiro, contar a boa saúde do Velho Chico, hoje seriamente abalada por causa do seu crescente assoreamento e pela destruição de suas matas ciliares e, ainda, pela carência de saneamento básico nas cidades ribeirinhas. que jogam o esgoto in natura na sua calha.

 

 

12:10 · 15.06.2017 / atualizado às 12:10 · 15.06.2017 por

Os cearenses e os potiguares terão de esperar mais uma semana para saber se serão mesmo retomadas as obras de construção do último trecho do Canal Norte do Projeto São Francisco de Integração de Bacias.

Uma semana foi o tempo que pediu a ministra Carmem Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal, para decidir sobre a questão da licitação dessa obra, que virou uma questão judicial.

A empresa ganhadora da concorrência, desclassificada pelo Ministério da Integração Nacional, promotora da licitação, recorreu ao Judiciário contra essa desclassificação, alegando que tem a expertise necessária para a construção da obra.

A mesma empresa ainda protesta contra a escolha da terceira colocada, cujo preço é R$ 75 milhões maior do que o seu.

O que o blog pode dizer é o que vem dizendo: as obras do Canal Norte só estarão prontas em 2018.

10:02 · 14.06.2017 / atualizado às 10:02 · 14.06.2017 por

Segundo o engenheiro Cássio Borges, presidente da Academia Cearense de Engenharia, deveria ser o Dnocs o organismo que ficará encarregado de fazer a cobrança da conta da água do Projeto São Francisco de Integração de Bacias.

Mas as informações que chegam de Brasília indicam que isso será feito pela Codevasf.

Como o blog já informou, o custo dessa água será repartido com todos os quatro estados receptores do Projeto São Francisco – Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.

Esse custo anual está calculado em R$ 500 milhões, devendo caber ao Governo do Ceará algo como R$ 120 milhões.

Boa parte do custo se referirá ao consumo de energia elétrica que movimentará as gigantescas motobombas das estações elevatórias dos canais Norte e Leste do Projeto São Francisco.

Todo esse custo será incluído na conta de todos os consumidores cearenses, potiguares, paraibanos e pernambucanos.

A água do São Francisco já está chegando a várias cidades da Paraíba e de Pernambuco, mas a cobrança da conta ainda não começou.

Aqui no Ceará, a água do Projeto São Francisco só chegará no próximo ano.

04:30 · 13.06.2017 / atualizado às 04:30 · 13.06.2017 por

Rompeu-se um trecho do Canal Leste do Projeto São Francisco de Integração de Bacias.

O trecho rompido é pequeno e se localiza na zona rural do município pernambucano de Custódia, quase na divisa com a Paraíba.

Esse rompimento cortou o fornecimento da água que o Canal Norte conduzia até o açude Boqueirão, que armazena e libera a mesma água que abastece a cidade paraibana de Campina Grande.

Bem, é um prejuízo, não há dúvida. Mas, em compensação, o Canal Leste está pronto, e o trecho rompido sábado passado já está sendo reconstruído.

E o Canal Norte que trará água do São Francisco para o Ceará? Este continua paralisado há um ano, e a perspectiva é péssima, pois suas obras deverão continuar assim, paralisadas, por mais tempo ainda.

Há uma briga judicial promovida pelo consórcio ganhador da licitação, que se sentiu prejudicado ao ser alijado do certame e ao ver o consórcio terceiro colocado ser chamado para fazer o serviço que falta, mesmo por um preço R$ 75 milhões superior ao da vencedora.

Coisas que só acontecem aqui no Brasil.

04:18 · 09.06.2017 / atualizado às 04:18 · 09.06.2017 por

Este blog retoma um tema recorrete – o Projeto São Francisco de Integração de Bacias, erradamente chamado de Transposição.

O diretor geral do Dnocs, Angelo Guerra, fez uma palestra para os engenheiros da Academia Cearense de Engenharia, cujo presidente é o engenheiro Cássio Borges.

Pois bem: ele assustou o auditório, que o ouvia em silêncio, com uma surpreendente informação, que é a seguinte: o custo de manutenção do Projeto São Francisco, calculado por especialistas da Fundação Getúlio Vargas, será de R$ 500 milhões por ano, grande parte dos quais só com energia elétrica.

Desse total, cerca de R$ 120 milhões caberão ao Governo do Ceará. É muito dinheiro, convenhamos.

Diante de tão alto custo, levanta-se a suspeita de que ele será repassado para o consumidor final,que são as populações que receberão a água do São Francisco.

Isto quer dizer que, quando essa água chegar, trará com ela uma conta salgada.

Então, haverá choro e ranger de dentes.