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Tag: Projeto S. Francisco de Integração de Bacias


04:51 · 28.06.2017 / atualizado às 04:51 · 28.06.2017 por

O presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), engenheiro Jerson Kelman, está dizendo que a gestão do Projeto São Francisco de Integração de Bacias não deve ser entregue à Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf).

Jerson Kelman considera que é a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) o único organismo federal capaz de assumir a gestão do Projeto São Francisco, uma vez que tem hoje a administração de todo o regime de águas da região nordestina, incluindo o próprio rio São Francisco.

O blog pode informar que essa opinião é rechaçada pelos engenheiros do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), a mais antiga repartição pública federal do Nordeste. Para eles, é o Dnocs que deveria tomar a gestão do Projeto S. Francisco por causa de sua expertise.

Eis uma boa polêmica.

04:15 · 19.06.2017 / atualizado às 04:15 · 19.06.2017 por

Decisão da Agência Nacional de Águas (ANA): a partir de amanhã, 20, e todas as terças-feiras, será proibida a captação de água no rio São Francisco para as atividades econômica, principalmente para a agricultura irrigada.

A proibição vale para todo o trecho do rio, desde suas nascentes, em Minas Gerais, até sua foz, entre Alagoas e Sergipe.

A ANA acendeu o sinal vermelho de perigo diante da constatação de que a barragem de Sobradinho está hoje represando apenas 12% de sua capacidade total, que é de 32 bilhões de m³ de água.

A decisão da ANA atingirá diretamente os fruticultores de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), que produzem e exportam manga, uva, melão, melancia, mamão, goiaba, dando emprego a milhares de pessoas.

A proibição valerá até novembro, quando se espera a volta da estação das chuvas nas regiões onde estão os principais afluentes do rio São Francisco.

A notícia é péssima não só para os baianos, sergipanos, alagoanos e pernambucanos, mas também para paraibanos,potiguares e cearenses, beneficiados pelo Projeto S. Francisco de Integração de Bacias, o qual,para alcançar seus objetivos, terá de, primeiro, contar a boa saúde do Velho Chico, hoje seriamente abalada por causa do seu crescente assoreamento e pela destruição de suas matas ciliares e, ainda, pela carência de saneamento básico nas cidades ribeirinhas. que jogam o esgoto in natura na sua calha.

 

 

12:10 · 15.06.2017 / atualizado às 12:10 · 15.06.2017 por

Os cearenses e os potiguares terão de esperar mais uma semana para saber se serão mesmo retomadas as obras de construção do último trecho do Canal Norte do Projeto São Francisco de Integração de Bacias.

Uma semana foi o tempo que pediu a ministra Carmem Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal, para decidir sobre a questão da licitação dessa obra, que virou uma questão judicial.

A empresa ganhadora da concorrência, desclassificada pelo Ministério da Integração Nacional, promotora da licitação, recorreu ao Judiciário contra essa desclassificação, alegando que tem a expertise necessária para a construção da obra.

A mesma empresa ainda protesta contra a escolha da terceira colocada, cujo preço é R$ 75 milhões maior do que o seu.

O que o blog pode dizer é o que vem dizendo: as obras do Canal Norte só estarão prontas em 2018.

10:02 · 14.06.2017 / atualizado às 10:02 · 14.06.2017 por

Segundo o engenheiro Cássio Borges, presidente da Academia Cearense de Engenharia, deveria ser o Dnocs o organismo que ficará encarregado de fazer a cobrança da conta da água do Projeto São Francisco de Integração de Bacias.

Mas as informações que chegam de Brasília indicam que isso será feito pela Codevasf.

Como o blog já informou, o custo dessa água será repartido com todos os quatro estados receptores do Projeto São Francisco – Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.

Esse custo anual está calculado em R$ 500 milhões, devendo caber ao Governo do Ceará algo como R$ 120 milhões.

Boa parte do custo se referirá ao consumo de energia elétrica que movimentará as gigantescas motobombas das estações elevatórias dos canais Norte e Leste do Projeto São Francisco.

Todo esse custo será incluído na conta de todos os consumidores cearenses, potiguares, paraibanos e pernambucanos.

A água do São Francisco já está chegando a várias cidades da Paraíba e de Pernambuco, mas a cobrança da conta ainda não começou.

Aqui no Ceará, a água do Projeto São Francisco só chegará no próximo ano.

04:30 · 13.06.2017 / atualizado às 04:30 · 13.06.2017 por

Rompeu-se um trecho do Canal Leste do Projeto São Francisco de Integração de Bacias.

O trecho rompido é pequeno e se localiza na zona rural do município pernambucano de Custódia, quase na divisa com a Paraíba.

Esse rompimento cortou o fornecimento da água que o Canal Norte conduzia até o açude Boqueirão, que armazena e libera a mesma água que abastece a cidade paraibana de Campina Grande.

Bem, é um prejuízo, não há dúvida. Mas, em compensação, o Canal Leste está pronto, e o trecho rompido sábado passado já está sendo reconstruído.

E o Canal Norte que trará água do São Francisco para o Ceará? Este continua paralisado há um ano, e a perspectiva é péssima, pois suas obras deverão continuar assim, paralisadas, por mais tempo ainda.

Há uma briga judicial promovida pelo consórcio ganhador da licitação, que se sentiu prejudicado ao ser alijado do certame e ao ver o consórcio terceiro colocado ser chamado para fazer o serviço que falta, mesmo por um preço R$ 75 milhões superior ao da vencedora.

Coisas que só acontecem aqui no Brasil.

04:18 · 09.06.2017 / atualizado às 04:18 · 09.06.2017 por

Este blog retoma um tema recorrete – o Projeto São Francisco de Integração de Bacias, erradamente chamado de Transposição.

O diretor geral do Dnocs, Angelo Guerra, fez uma palestra para os engenheiros da Academia Cearense de Engenharia, cujo presidente é o engenheiro Cássio Borges.

Pois bem: ele assustou o auditório, que o ouvia em silêncio, com uma surpreendente informação, que é a seguinte: o custo de manutenção do Projeto São Francisco, calculado por especialistas da Fundação Getúlio Vargas, será de R$ 500 milhões por ano, grande parte dos quais só com energia elétrica.

Desse total, cerca de R$ 120 milhões caberão ao Governo do Ceará. É muito dinheiro, convenhamos.

Diante de tão alto custo, levanta-se a suspeita de que ele será repassado para o consumidor final,que são as populações que receberão a água do São Francisco.

Isto quer dizer que, quando essa água chegar, trará com ela uma conta salgada.

Então, haverá choro e ranger de dentes.

04:20 · 24.05.2017 / atualizado às 04:20 · 24.05.2017 por

Na próxima sexta-feira, 26, vai reunir-se, na Assembleia Legislativa do Ceará, a Comissão Externa da Câmara dos Deputados que acompanha as obras do Projeto São Francisco de Integração de Bacias, erradamente chamado de transposição.

Dessa comissão faz parte o deputado Raimundo Gomes de Matos, que não esconde sua preocupação com a situação das obras do Canal Norte do Projeto, aquele que trará para o Ceará as águas do rio São Francisco.

Ele chama a atenção para o fato de que, neste momento, o rio São Francisco também agoniza.

A Chesf reduziu para 600 m³/s a vazão da barragem de Sobradinho, que libera água para a sua cascata de usinas hidrelétricas.

Para que se tenha uma ideia do que isso representa, basta dizer que, quando a barragem de Sobradinho está sangrando, a vazão chega até 15 mil metros cúbicos por segundo, como aconteceu em 2004.

04:20 · 10.05.2017 / atualizado às 04:20 · 10.05.2017 por

Este blog tem dito que as águas do Projeto São Francisco só chegarão ao Ceará no próximo ano de 2018, tendo em vista que as obras de conclusão do Canal Norte, que trará água para cá e para o Rio Grande do Norte, continuarão paralisadas por mais algumas semanas como consequência da questão judicial em que se transformaram.

Pois bem: um engenheiro com experiência em grandes obras hídricas disse que, mesmo que as águas do São Francisco cheguem hoje à barragem de Jati, no sul cearense, elas demorarão uma eternidade para chegar ao açude Castanhão, seu destino final.

De acordo com esse engenheiro, metade dos 8 m³/s que virão para o Ceará será consumida pela evaporação e pela infiltração no solo durante sua viagem entre Jati e o Castanhão.

Para esse engenheiro, a solução técnica para evitar tanto desperdício será entubar a água pela instalação de uma grande adutora em tubos de aço entre Jati e o Castanhão.

Resumindo: os cearenses vamos sofrer com a falta d’água por mais um ano, pelo menos.

04:22 · 09.05.2017 / atualizado às 04:22 · 09.05.2017 por

Este blog cumpre o doloroso dever de informar que as obras de conclusão do último trecho do Canal Norte do Projeto São Francisco de Integração de Bacias, que já estão muito atrasadas, atrasarão ainda mais.

Tudo porque a Procuradoria da República, em Brasília, decidiu investigar os termos do edital de licitação que o Ministério da Integração Nacional promoveu para a execução dessa obra, que foi, no início do ano passado, abandonado pela Construtora Mendes Júnior.

O Ministério desclassificou a primeira e a segunda colocadas na licitação, e chamou a terceira colocada para executar o serviço.

Acontece que o preço dessa terceira colocada é R$ 75 milhões maior do que a proposta da primeira colocada, que, como a segunda, foi desclassificada por não atender a uma exigência técnica contra a qual elas entraram com um recurso na justiça.

Resumindo: as águas do Projeto São Francisco, que já chegaram a Pernambuco e à Paraíba, somente chegarão ao Ceará em 2018.

E se Deus ajudar.

12:07 · 27.04.2017 / atualizado às 12:09 · 27.04.2017 por

Agora vai ficar ainda mais difícil concluir o trecho final do Canal Norte do Projeto São Francisco de Integração de Bacias.

A Justiça Federal  da Primeira Região, com sede em Brasília, suspendeu a licitação que o Ministério da Integração Nacional promoveu para escolher o consórcio de empresas que executaria os serviços.

O consórcio ganhador dessa licitação foi a liderada pela paulista Passareli, da qual fazia parte uma empresa cearense, a PPB.

O consórcio foi desclassificado pelo Ministério da Integração Nacional, que chamou o consórcio segundo colocado, liderado pela cearense Marquise. Esse consórcio  também foi desclassificado.

Aí o Ministério chamou o consórcio terceiro colocado, liderado pela Emsa, com o qual assinou contrato para a execução das obras do Canal Norte.

Mas na quarta-feira, 26, a Justiça Federal, atendendo a um recurso impetrado pelo consórcio comandado pela Passareli, a primeira colocada da licitação, mandou suspender o certame e determinou que a Procuradoria-Geral da República abra investigação sobre todo o edital de licitação.

Resumindo: como este blog tem dito e repetido aqui, as águas do rio São Francisco só chegarão ao Ceará no próximo ano de 2018, e se não faltar dinheiro e se o atual governo não cair.