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Tag: Projeto S. Francisco de Integração de Bacias


04:14 · 18.04.2018 / atualizado às 04:15 · 18.04.2018 por

Bateu o pessimismo entre os empresários cearenses da agropecuária, que dependem da água para produzir alimentos.

As obras de construção do Canal Norte do Projeto São Francisco de Integração de Bacias estão devagar, quase parando, como este blog tem dito e repetido.

O Canal Norte é o que trará as águas do São Francisco para o Ceará e o Rio Grande do Norte.

Qual é o problema?

O problema não é falta de dinheiro, pois o Ministério da Integração tem os recursos orçamentários suficientes para a conclusão da obra.

O problema é a empresa que executa os serviços: ela não tem capacidade financeira, nem técnica, nem material para cumprir o cronograma da obra, que segue atrasada e não estará pronta neste ano, só no próximo, e se o futuro presidente tiver consideração com o Nordeste.

Esta é a verdadeira situação do Canal Norte.

04:19 · 06.04.2018 / atualizado às 04:19 · 06.04.2018 por

Os empresários da agropecuária do Ceará estão muito preocupados com a situação das obras de construção do Canal Norte do Projeto São Francisco de Integração de Bacias.

Esse Canal Norte é que trará para o Ceará e o Rio Grande do Norte as águas do rio São Francisco.

Pois bem: as obras do Canal Norte estão devagar, quase parando, e – ao contrário do que promete o Ministério da Integração Nacional – muito dificilmente estará pronto neste ano de 2018.

O consórcio que constrói o canal não tem condição financeira para tocar a obra, e tanto é verdade que só emitiu até agora menos de 40% das faturas relativas aos trabalhos executados, como informa fonte ligada à execução da obra.

O Projeto São Francisco é essencial para reforçar a oferta de água ao consumo humano e às atividades econômicas da indústria e da agropecuária do Ceará.

05:01 · 22.03.2018 / atualizado às 05:02 · 22.03.2018 por

O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, prometeu, na última terça-feira, dia 20, ao falar no Fórum Mundial das Águas que se realiza em Brasília, que até o fim do próximo mês de junho as águas do rio São Francisco chegarão a Jati, no Sul do Ceará, de onde seguirão até o açude Castanhão, seu destino final.

Este blog conversou com engenheiros especialistas em grandes obras públicas pesadas, como é essa do Canal Norte do Projeto São Francisco de Integração de Bacias.

Eles disseram que a promessa do ministro só será cumprida se não faltarem recursos e se o consórcio responsável pela construção da obra for suficientemente competente para a realização do serviço.

E, pelo andar da carruagem, esse consórcio não tem capacidade financeira para cumprir o cronograma estabelecido pelo Ministério da Integração Nacional.

O consórcio tem atrasado o pagamento dos salários dos operários da obra e, também, compromissos com os fornecedores de caminhões, máquinas e materiais.

Falta muita coisa a ser construída ainda.

Os engenheiros com os quais o blog conversou estimam que, em virtude tantos problemas, que as águas do São Francisco só chegarão aqui no próximo ano de 2019.

04:27 · 21.03.2018 / atualizado às 04:27 · 21.03.2018 por

Os operários que, a serviço do consórcio integrado pelas construtoras Emsa-Siton, trabalham nas obras do Canal Norte do Projeto São Francisco decidiram, em assembleia-geral realizada segunda-feira em Salgueiro (PE), paralisar os trabalhos enquanto seus salários atrasados não forem pagos.

O consórcio promete que pagará amanhã, quinta-feira, 22.

Isso só agrava a situação do Canal Norte, que trará água do rio São Francisco para o Ceará e o Rio Grande do Norte.

Não é apenas o salário dos operários do consórcio que está atrasado. Atrasada está todo o cronograma de implantação do Canal Norte, que agora enfrenta a falta de dinheiro por parte do Governo Federal.

O Ministério da Integração Nacional, responsável pelo projeto, faz de conta que isso não é com ele, mas é.

E o governo do Ceará, em vez de protestar e pressionar pela continuidade da obra, faz só cara de paisagem.

O setor produtivo industrial e agropecuário do Ceará preocupa-se com a situação, porque sem água não poderá produzir.

08:00 · 19.03.2018 / atualizado às 08:03 · 19.03.2018 por

Prometido para o ano passado e reprometido para este ano de 2018, o Canal Norte do Projeto São Francisco de Integração de Bacias corre sério risco de só ficar pronto em 2019. Eu posso informar, agora, que o consórcio que executa as obras de construção do Canal Norte – integrado pelas empresas Emsa e Siton – não tem capacidade financeira para cumprir o cronograma contratado com o Ministério da Integração Nacional, que é o dono do projeto.

Na última sexta-feira, dia 16, na frente de obras do consórcio em Salgueiro, no sertão pernambucano, os operários que trabalham na construção do Eixo Norte paralisaram suas atividades, protestando contra o atraso do pagamento dos seus salários. Mas esse não foi o único protesto: as empresas que fornecem caminhões, equipamentos e materiais necessários ao serviço também denunciaram que estão com pagamentos atrasados. Todas as obras do Canal Norte estão atrasadas.

Uma fonte que acompanha o Projeto São Francisco revelou ao blog que há um enorme descompasso entre o cronograma financeiro previsto e o efetivamente realizado. O consórcio só faturou 14% do que deveria ter faturado, segundo o contrato celebrado com o Ministério da Integração.

Se esse descompasso persistir – mantendo o ritmo das obras na velocidade da tartaruga – o Canal Norte, que trará para o Ceará e o Rio Grande do Norte as águas do rio São Francisco, só estará concluído dentro de um ano, e assim mesmo se o futuro presidente da República, a ser eleito em outubro deste ano, considerar prioritário esse projeto.

Uma fonte do Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Ceará revelou a este blog que o Ministério da Integração Nacional tem como resolver o problema da inapetência do consórcio Emsa-Siton: basta romper o contrato e convocar para executar a obra a empresa segunda colocada na licitação, a Construtora Ferreira Guedes, de São Paulo. É a mesma que hoje executa obras de infraestrutura para a Prefeitura de Fortaleza, entre as quais o viaduto sobre a Avenida Aguanambi, na junção com a BR-116.

04:53 · 07.12.2017 / atualizado às 04:53 · 07.12.2017 por

Vejam só o que pode fazer o bairrismo político:

O deputado Nelson Pelegrino, do PT da Bahia, relator do Orçamento Geral da União para 2018, acaba de causar um grande prejuízo ao Ceará e aos cearenses.

Ele cortou R$ 183,7 milhões para as obras de conclusão do Canal Norte do Projeto São Francisco e para o Cinturão das Águas.

Esse canal é o que trará as águas do rio S. Francisco para a geografia cearense.

Mas o deputado baiano, ao mesmo tempo em que cortou as verbas para o Ceará, destinou R$ 238 milhões para obras hídricas na sua Bahia.

E de nada adiantaram os protestos do deputado cearense Raimundo Gomes de Matos, que tentou sem êxito evitar o corte.

Resumindo: o que já parecia muito difícil – a conclusão do Canal Norte do Projeto São Francisco – ficou agora quase impossível.

09:29 · 22.11.2017 / atualizado às 09:30 · 22.11.2017 por

Atrasou – e atrasou muito – o cronograma de obras do trecho final do Canal Norte do Projeto São Francisco de Integração de Bacias.

Esse Canal é o trará as águas do rio São Francisco para o Ceará. As obras em questão realizam-se em território cearense.

Aconteceu o que não estava previsto: a empresa Emsa Empresa Sul Americana de Montagens S/A – escolhida depois que as duas primeiras colocadas (Marquise e Passarelli) da licitação do Ministério da Integração Nacional foram desclassificadas – mostrou-se incompetente financeira e tecnicamente para a execução dos serviços.

Resultado: segundo uma fonte do Ministério da Integração Nacional, a Emsa já foi notificada e poderá ser substituída pela quarta colocada, que foi a Construtora Ferreira Guedes, cuja direção já se declarou apta e pronta para executar as obras.

O Ministério da Integração Nacional confiava em poder entregar o Canal Norte pronto até o primeiro trimestre de 2018. Com o novo atraso, isso não será possível.

Para este blog, a obra só estará pronta no segundo semestre do próximo ano.

 

04:37 · 04.09.2017 / atualizado às 04:37 · 04.09.2017 por

Parece que é mais difícil administrar o Projeto São Francisco de Integração de Bacias do que executar a sua construção, que já consumiu mais de 10 anos e ainda não terminou.

O Ministério da Integração Nacional pediu ao BNDES um estudo que possa precificar o custo da operação do projeto, estimado em R$ 500 milhões por ano.

A ideia do Ministério da Integração Nacional é atrair a iniciativa privada para o Projeto São Francisco.

O ministro Helder Barbalho está dizendo que isso não significa privatizar a gestão do projeto, mas esta é a impressão que passa.

Enquanto essa nova pendenga não se resolve, prosseguem as obras de conclusão do Canal Norte do projeto, que trará água do São Francisco para o Ceará.

Essas obras só estarão prontas em março de 2018.

Ou seja, água do São Francisco aqui em Fortaleza só em junho do próximo ano

04:41 · 22.08.2017 / atualizado às 04:41 · 22.08.2017 por

O Ministério da Integração Nacional e o Governo do Estado de São Paulo acertam nova parceria para beneficiar o Projeto São Francisco de Integração de Bacias.

Por meio dela, a Companhia de Saneamento de São Paulo cederá ao Ministério da Integração Nacional quatro conjuntos de motobombas que serão instalados no Canal Norte do Projeto São Francisco, canal esse que trará as águas do Velho Chico para o Ceará e o Rio Grande do Norte.

De acordo com o Ministério da Integração Nacional, essas motobombas chegarão ao Canal Norte dentro de 90 dias.

As obras de conclusão do Canal Norte prosseguem e deverão estar concluídas até março do próximo ano.

As duas partes já haviam celebrado uma parceria semelhante que permitiu a instalação e a operação em curso de quatro conjuntos de motobombas da Sabesp no Canal Leste do Projeto S. Francisco, que leva suas águas para Pernambuco e Paraíba.

04:38 · 22.08.2017 / atualizado às 04:38 · 22.08.2017 por

Está repercutindo mal, entre os engenheiros da ativa e aposentados do Dnocs, a decisão do Governo Federal de conceder à Companhia do Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf) a gestão do Projeto São Francisco de Integração de Bacias..

Pois bem: na Academia Cearense de Engenharia, essa decisão foi rechaçada por vários motivos, o principal dos quais é o seguinte:

O Dnocs, que nasceu como IOCS em 1909, mudou para IFOCS em 1919 e para Dnocs em 1945, construiu, no Nordeste brasileiro, um patrimônio inigualável, do qual fazem parte 326 açudes públicos, que podem acumular um oceano de água doce de 38 bilhões de m³.

Com essa história e com esse patrimônio na área dos recursos hídricos, o Dnocs deveria ser o gestor do Projeto São Francisco.

Mas o Governo Federal, que parece desejar a extinção do Dnocs, optou pela Codevasf.