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Tag: Rio S. Francisco


04:15 · 19.06.2017 / atualizado às 04:15 · 19.06.2017 por

Decisão da Agência Nacional de Águas (ANA): a partir de amanhã, 20, e todas as terças-feiras, será proibida a captação de água no rio São Francisco para as atividades econômica, principalmente para a agricultura irrigada.

A proibição vale para todo o trecho do rio, desde suas nascentes, em Minas Gerais, até sua foz, entre Alagoas e Sergipe.

A ANA acendeu o sinal vermelho de perigo diante da constatação de que a barragem de Sobradinho está hoje represando apenas 12% de sua capacidade total, que é de 32 bilhões de m³ de água.

A decisão da ANA atingirá diretamente os fruticultores de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), que produzem e exportam manga, uva, melão, melancia, mamão, goiaba, dando emprego a milhares de pessoas.

A proibição valerá até novembro, quando se espera a volta da estação das chuvas nas regiões onde estão os principais afluentes do rio São Francisco.

A notícia é péssima não só para os baianos, sergipanos, alagoanos e pernambucanos, mas também para paraibanos,potiguares e cearenses, beneficiados pelo Projeto S. Francisco de Integração de Bacias, o qual,para alcançar seus objetivos, terá de, primeiro, contar a boa saúde do Velho Chico, hoje seriamente abalada por causa do seu crescente assoreamento e pela destruição de suas matas ciliares e, ainda, pela carência de saneamento básico nas cidades ribeirinhas. que jogam o esgoto in natura na sua calha.

 

 

04:22 · 17.11.2016 / atualizado às 04:28 · 17.11.2016 por

ChuvaBoas notícias estão chegando do Vale do São Francisco.

Mais precisamente, do setor de ciência meteorológica da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIFVASF).

O professor e meteorologista Mário de Miranda informa que está chovendo, e chovendo bem, nas cabeceiras dos afluentes do São Francisco em Minas Gerais e no Planalto Central do País.

Mário de Miranda revela que, em novembro do ano passado, nesta época, a barragem de Sobradinho tinha apenas 0,9% do seu volume de água.

Hoje, esse volume é de 6,9%, o que mostra que a barragem está recebendo a água daquelas chuvas que caem nas cabeceiras dos seus afluentes.

Deve ser lembrado que é da barragem de Sobradinho que virá, em direção do Ceará e do Rio Grande do Norte, virá a água  do Canal Norte do Projeto São Francisco de Integração de Bacias. Canal Norte, cuja construção, aliás, aliás,  está atrasadíssima.

04:21 · 25.10.2016 / atualizado às 04:23 · 25.10.2016 por

chesfA Chesf, que produz praticamente toda a energia elétrica da região Nordeste com suas usinas nos rios São Francisco e Parnaíba, gasta muita água para movimentar os geradores de suas hidrelétricas.

Ora, a Chesf já deveria estar investindo em energias renováveis, como a solar e a eólica, que têm custo cada vez mais baratos e que são a energia do futuro, que já chegou.

A Chesf poderia transformar as margens dos rios São Francisco e Parnaíba, e também as margens dos canais Norte e Leste do Projeto de Integração de Bacias, em fazendas de produção de energia solar.

Se fizesse isso, a Chesf liberaria mais água para o consumo humano e animal e, também, para as atividades econômicas, como a agricultura irrigada.

As federações das indústrias do Nordeste, com a Fiec na frente, já estão mobilizadas no sentido de pressionar o Governo Federal a fazer com que a Chesf passe a dar prioridade, também, às energias renováveis.

04:41 · 30.08.2016 / atualizado às 04:41 · 30.08.2016 por

O Operador Nacional do Sistema Elétrico, que controla todo a produção e distribuição de energia elétrica no País, já anunciou que, ainda neste semestre, deverá reduzir a atual vazão da barragem de Sobradinho.

Essa vazão, que é hoje de 800 m³/s, deverá cair para 700 m³/s.

Para que se tenha uma ideia do que isso significa, basta dizer que, em situação normal, a vazão média de Sobradinho é de 3.500 m³/s.

Nas épocas de cheia do São Francisco, como a que aconteceu em 2004, essa vazão chegou a 15 mil m³/s.

Resumo: a falta de chuvas nas bacias dos rios afluentes do São Francisco está causando um grave prejuízo: hoje a vazão do rio São Francisco que chega à barragem de Sobradinho é de apenas 300 m³/s, segundo o ONS.

E é isso que preocupa o Operador Nacional do Sistema Elétrico. Se a redução de vazão acontecer, estará em risco até a outorga de 26 m³/s para o Projeto São Francisco de Integração de Bacias.

14:47 · 21.07.2016 / atualizado às 14:55 · 21.07.2016 por

TocantinsUma informação que tem tudo a ver com a crise de oferta de água que o Ceará, e o Nordeste todo, vem enfrentando nos últimos anos:

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por proposta da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), vai estudar a viabilidade do projeto de transferência de parte das águas do rio Tocantins (foto ao lado, na cidade de Marabá-PA)para a região nordestina.

Esse projeto – de acordo com Bessa Júnior, que trata do assunto em nome da Fiec junto à CNI – custará bem menos do que o País gasta com a corrupção.

A ideia não é nova e retorna ao debate porque se agrava a situação do rio São Francisco, muito assoreado e atacado permanentemente pelas dezenas de cidades ribeirinhas que nele jogam “in natura” seu esgoto sanitário.

Assim, tendo em vista que esse quadro pode ser ainda mais agravado, trazer água do Tocantins para o São Francisco parece ser a solução definitiva para o problema da oferta hídrica à região Nordeste.

Mas é outro sonho, pelo menos do ponto de vista de hoje.