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Diário do Nordeste

Egídio Serpa

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Dnocs: um protesto contra assistência técnica

Egídio SerpaPublicado às: 6:4216/07/2009

Em janeiro de 2008, o Dnocs concluiu o processo licitatório destinado à contratação de serviços especializados de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) que seriam prestados aos agricultores dos seus perímetros irrigados. A licitação foi vencida pelo consórcio formado pela empresa gaúcha Magna e pelo Centro de Treinamento e Desenvolvimento (Cetrede), vinculado à Universidade Federal do Ceará e integrante da estrutura administrativa do próprio Dnocs, o que, por Lei, a impediria de participar de concorrência dessa natureza. Pedindo o anonimato, técnicos envolvidos nesse ATER escrevem a este blog para revelar que a ordem de serviço só foi assinada em janeiro de 2009, “com prejuízo de mais de um ano para os agricultores familiares, sem contar que já se somam três anos sem esses serviços nos perímetros”. Afirmam ainda que, dos recursos destinados à contratação dos serviços — no valor de R$ 22 milhões — apenas R$ 7 milhões foram empenhados, “ficando, porém, as atividades limitadas ao período de apenas quatro meses”. E dizem mais: “Os técnicos só foram contratados em maio deste ano, após passarem por capacitação. E as equipes só chegaram ao campo no último dia 22 de junho e mesmo assim sem as condições mínimas de trabalho”. No final da mensagem, os técnicos dizem: “O Dnocs não dá a mínima importância para essa ATER, pois no seu site nada consta a respeito dela”.

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2 Comentários para “Dnocs: um protesto contra assistência técnica”

  1. Henrique disse:

    Assistência técnica rural: que calo esse na nossa produção agrícola! Já falei aqui em outras ocasiões e torno a afirmar: enquanto não reequiparem, capacitarem, contratarem (via concurso), melhor remunerarem e cobrarem resultados com atingimento de metas, a EMATERCE e/ou suas congêneres que porventura existam, produção agrícola no CE será sempre uma falácia. Agricultura familiar então…
    Essa ATER via Magna/Cetrede já começou mal e tem tudo pra dar errado, pois assistência técnica é trabalho continuado. Parecem os programas que inventam a cada governo que entra: sempre tem uma idéia nova, uma mágica diferente e a continuidade das ações não ocorre. Se fizerem o básico bem feito, já será um avanço imenso. Nosso estado tem uma agricultura tão atrasada que qualquer inovação que se leve ao produtor, por mais antiga e/ou simples que possa ser, trará um grande resultado. Mas isso só é possível com assitência técnica - de fato - no campo e sem interrupções politiqueiras.

  2. paloberto disse:

    Cetrede integrante da estrutura administrativa do Dnocs?
    Acho que há engano na afirmação!

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