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10:00 · 16.11.2017 / atualizado às 17:18 · 13.11.2017 por
O caranguejo-uçá (Ucides cordatus) é intensamente consumido no Nordeste do Brasil, daí a preocupação com a preservação da espécie Foto: ICMBio

Neste dia 16 de novembro, a Rede de Monitoramento de Andadas Reprodutivas de Caranguejos (Remar) lançará o aplicativo para smartphone Remar Cidadão, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e da Edinburgh Napier University, com apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O objetivo do app será coletar informações dos usuários que observarem caranguejos no período da “andada”, época da reprodução dos caranguejos, quando a captura e comercialização é proibida.

É nesta fase que as espécies de caranguejo estão mais vulneráveis à captura. Por isso, os pesquisadores responsáveis pelo aplicativo esperam, com apoio dos usuários, conseguir mapear melhor as “andadas” e, com isso, aumentar a proteção desses animais.

Os principais alvos da iniciativa são as espécies de manguezal, como o caranguejo-uçá (Ucides cordatus) e o guaiamum (Cardisoma guanhumi), esta última considerada ameaçada e incluída no “Plano de Ação Nacional para a Conservação das Espécies Ameaçadas e de Importância Socioeconômica do Ecossistema Manguezal (2015-2020)”.

Os pesquisadores esperam envolver coletores de caranguejo, comerciantes, gestores de unidades de conservação e fiscais, além de cidadãos em geral, na missão de monitorar os animais por meio do Remar Cidadão.

O lançamento oficial do aplicativo acontece no Centro Nacional de Pesquisa para a Conservação da Biodiversidade Marinha do Nordeste (Cepene-ICMBio), das 9h ao meio-dia; e no Campus Paulo Freire da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), das 19h às 22h.

Fonte: ICMBio

21:28 · 13.11.2017 / atualizado às 11:22 · 14.11.2017 por

Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o tráfico de espécies silvestres é o terceiro maior do mundo, atrás apenas do tráfico de drogas e armas. As aves correspondem a 80% das apreensões do Instituto. Dentro desse grupo, os papagaios estão entre as espécies mais vulneráveis, muito procurados como animais de estimação.

Evitar a retirada de papagaios da natureza por meio do combate ao tráfico de aves é o principal foco do Programa Papagaios do Brasil e das instituições envolvidas. O projeto foi apresentado durante o 1º Simpósio Internacional de Conservação Integrada, no Parque das Aves, em Foz do Iguaçu (PR), na semana passada.

O Programa Papagaios do Brasil integra ações de conservação de seis espécies de papagaios com diferentes graus de ameaça: papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva), papagaio-charão (Amazona pretrei), papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea), papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis), papagaio-chauá (Amazona rhodocorytha) e papagaio-moleiro (Amazona farinosa).

As espécies habitam diferentes biomas do País e, além do tráfico, enfrentam a redução do seu habitat. “As seis espécies são contempladas pelo Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Papagaios, o PAN Papagaios, que engloba um conjunto de atividades voltadas ao combate das principais ameaças a esses animais”, explica Patrícia Serafini, do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (ICMBio/Cemave).

Elenise Sipinski, coordenadora do Projeto de Conservação do Papagaio-de-cara-roxa, realizado pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), afirma que a união das instituições garante resultados mais efetivos na conservação da natureza.

O projeto atua desde 1998 no litoral paranaense e Litoral Sul de São Paulo, áreas onde a espécie ainda é encontrada. “Infelizmente há pessoas que compram papagaios silvestres e financiam esse tipo de crime. Com o Programa Papagaios do Brasil, pretendemos mostrar que a biodiversidade é nosso maior patrimônio”, comenta Sipinski.

O Programa Papagaios do Brasil tem apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e realização da SPVS, Parque das Aves, Fundação Neotrópica, Associação Amigos do Meio Ambiente (AMA) e ICMBio/Cemave. O Programa segue as diretrizes do PAN Papagaios e tem ações previstas até 2021, entre atividades de educação para conservação da natureza, pesquisas e participação de instituições públicas e privadas.

Papagaio-de-cara-roxa

Papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis)  Foto: Zig Koch

O papagaio-de-cara-roxa vive em uma estreita faixa do bioma Mata Atlântica que se estende do litoral do Paraná ao Litoral Sul de São Paulo. Desde 1998, a SPVS desenvolve o Projeto de Conservação da espécie, monitorando anualmente a população e realizando atividades de manejo e educação para conservação com as comunidades locais. Com ações como a instalação de ninhos artificiais de madeira e PVC, que suprem a falta de ocos de árvores, houve um crescimento na população nos últimos anos.

Em 2014 a situação do papagaio-de-cara-roxa saiu de “vulnerável” para “quase ameaçado” na Lista de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção. No entanto, o alerta de conservação da espécie permanece, devido à destruição de seu habitat natural e à grande quantidade de papagaios capturados para serem vendidos de forma ilegal.

Papagaio-verdadeiro

Papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva) Foto: Jaire Marinho

No Brasil, a espécie mais conhecida de papagaio é o papagaio-verdadeiro. Essas aves habitam o Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e regiões do Sul do País. Sua popularidade se deve, principalmente, à habilidade para imitar a fala humana. Por esse motivo, a espécie é a mais traficada para o comércio ilegal. Mais de quatro mil papagaios-verdadeiros já foram apreendidos pelos órgãos fiscalizadores desde 1988.

Para conservar a espécie e seu habitat natural, o Projeto Papagaio-verdadeiro pesquisa e monitora filhotes desde 1997. O projeto realiza a contagem de indivíduos em dormitórios para estimar a população nacional, além de atividades de educação e sensibilização com crianças, moradores do entorno de áreas naturais e turistas para combater o tráfico.

Papagaio-charão

Papagaio-charão (Amazona pretrei) Foto: Haroldo Palo Júnior

O papagaio-charão  vive nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, nas florestas com araucárias, onde se alimenta das sementes do pinheiro-brasileiro. Essa espécie é uma das menores entre os papagaios do país.

Entre as ações desenvolvidas para conservação da espécie, a AMA tem incentivado proprietários de terras na criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), estratégia que garante a perpetuidade da preservação de áreas naturais e protege o habitat do papagaio-charão. O Projeto Charão pesquisa e monitora os papagaios, além de promover a educação para conservação da natureza nas cidades onde a espécie é encontrada.

Papagaio-de-peito-roxo

Papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea)  Foto: Jonas Kilpp

O papagaio-de-peito-roxo  era encontrado frequentemente em várias regiões do bioma Mata Atlântica, do sul da Bahia ao Rio Grande do Sul. Mas a diminuição de áreas de florestas bem conservadas reduziu drasticamente a população da espécie.

Em 2014 a AMA e o Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Passo Fundo (ICB/UPF) realizaram a primeira avaliação nacional do tamanho da população dos papagaios-de-peito-roxo. Além de ações de pesquisa e coleta de dados, caixas-ninho também são instaladas pelo projeto para suprir a falta de ocos de árvores nativas e auxiliar na reprodução da espécie.

Papagaio-chauá

Papagaio-chauá (Amazona rhodocorytha) Foto: Carlos Garske

O papagaio-chauá  vive nas florestas úmidas da faixa litorânea do País. Na Mata Atlântica, é encontrado desde Alagoas até o Rio de Janeiro e algumas regiões de Minas Gerais. O status populacional da espécie é um dos menos conhecidos, o que torna ainda mais relevantes as iniciativas de conservação.

O Projeto de Conservação do Papagaio-chauá é executado pela Fundação Neotrópica do Brasil e pelo Parque das Aves, que realizam pesquisas e atividades de educação para conservação. Em parceria com instituições e comunidades locais, o projeto incentiva a geração alternativa de renda com menor impacto aos ambientes naturais.

Papagaio-moleiro

Papagaio-moleiro (Amazona farinosa)

O papagaio-moleiro  é o maior papagaio brasileiro, medindo cerca de 40 cm de comprimento. Pode ser encontrado em florestas mais densas da Amazônia, Bahia, São Paulo e no leste de Minas Gerais.

A principal ameaça à espécie é a captura ilegal para criação em cativeiro. Devido à sua personalidade dócil, os papagaios-moleiros são muito procurados como animais de estimação, o que tem contribuído para uma queda drástica na população, principalmente na Bahia.

20:14 · 27.10.2017 / atualizado às 20:33 · 27.10.2017 por
O evento busca despertar na sociedade o interesse pela proteção da água, do meio ambiente, do turismo ecológico Foto:  Alex Pimentel/Agência Diário

A relação do ser humano com a natureza e as conseqüências que isso vem causando geram discussões em todo o mundo. No Ceará não é diferente, principalmente em virtude do cenário de chuvas abaixo da média dos últimos anos. A busca de soluções e de debates qualificados ganha relevância e poderá ser vista, em Fortaleza, durante o VIII Encontro Intercontinental sobre a Natureza (O2).

O evento, uma realização do Instituto Hidroambiental Águas do Brasil (Ihab), será de 6 a 8 de novembro, no Centro de Eventos do Ceará. Em 2017, o O2 terá como tema central “Governança da Água e Segurança Hídrica para Usos Múltiplos”. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas pelo site: www.ihab.org.br/o2017.

“O encontro reúne pessoas do Ceará e diversas partes do mundo que estão interessadas no futuro do Planeta, no que diz respeito à água, terra, floresta e ar. O foco principal é a água, pois, sem ela, não há vida. A partir disso, são apresentadas discussões de temas transversais, por meio de trabalhos sistêmicos. Em suma, o O2 reúne pessoas que pensam globalmente e agem localmente a fim de melhorar essa relação homem-natureza”, explica Clodionor Araújo, presidente conselho estratégico do Ihab e coordenador do O2.

A programação é voltada para engenheiros, geólogos, geógrafos, agrônomos, pesquisadores, jornalistas, empresários, lideranças políticas, estudantes e pessoas comprometidas com o assunto. O O2 é um encontro bianual, com sede permanente em Fortaleza.

Ele busca despertar na sociedade o interesse pela proteção da água, do meio ambiente, do turismo ecológico, da eco arte cultura, com discussões de questões de desenvolvimento sustentável, ressaltando as atuais condições, os estudos e experiências realizadas e as ações a serem implantadas e implementadas para o manejo geoecológico da natureza no nível local e global.

O evento é composto por conferência, mesa redonda, fórum de líderes, cursos, oficinas e apresentação de casos exitosos com visão sistêmica, em temas variados como gestão das águas, construção sustentável e reúso de águas para fins potáveis. Além disso, ocorre exposição com estandes, balcões de artesanato e o evento Eco Arte e Cultura.

A Conferência Magna será no dia 6 de novembro, às 16h,  proferida por Oscar de Moraes Cordeiro Netto, professor da Universidade de Brasília (UnB), ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA) e ex-presidente da Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRH), que será condecorado como Embaixador O2 para a Natureza 2017 e terá Francisco Teixeira, titular da Secretaria de Recursos Hídricos (SRH), como presidente.

Um dos destaques da programação será o Fórum de Líderes Internacionais, que reunirá representantes de diversos países para discutir “Os Futuros da Água e Soluções – Procurando os Caminhos para atingir a Segurança Hídrica em 2030/2050”. O espaço será coordenado por Alberto Palombo, secretário executivo da Rede Interamericana de Recursos Hídricos (RIRH).

O fórum terá presença de outros nomes importantes, como Blanca Jimenez-Cisneros, secretária do Programa Hidrológico Internacional (PHI) da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco); Christopher A. Scott (EUA), diretor do Udall Center for Studies in Public Policy, da Universidade do Arizona; e Dhesigen Naidoo, CEO da Water Research Commission, a única instituição dedicada de direção e financiamento da pesquisa de água da África do Sul.

Dentro do O2 ocorrerá, ainda, a 8ª edição do Eco Arte e Cultura, evento promove e conscientiza ecologicamente a população em geral, por meio do dialogo das artes integradas com a Ecologia. Ao longo dos três dias, os participantes verão feira de artesanato com produtos naturais, oficinas, exposição fotográfica, apresentações musicais, mostra de vídeos e exposições.

O O2 e suas iniciativas complementares reunirá lideranças empresariais e políticas, executivos de organizações públicas, privadas e da sociedade civil, cientistas, pesquisadores, professores e educadores, entidades culturais, estudantes, artistas de diversas linguagens e interessados nas questões ambientais para apresentarem alternativas de como preservar a natureza, como resultado do Dialogo do Futuro da Água no Brasil, Cenários de Segurança Hídrica a 2030 – 2050.

10:00 · 20.09.2017 / atualizado às 12:06 · 20.09.2017 por
Energia eólica está entre os projetos elegíveis de participação no edital Compromisso com o Clima desenvolvidos no Brasil Foto: Eduardo Queiroz

A Natura e o Itaú Unibanco, em parceria inédita, acabam de abrir o Edital Compromisso com o Clima, para captação de projetos de compensação das emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE). A ação apresenta um formato diferenciado, participativo e que alavanca o apoio institucional a iniciativas inovadoras e sustentáveis.

Juntas, as duas empresas visam adquirir uma estimativa de 500 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2) para compensar suas emissões dos últimos períodos. A inscrição é gratuita e pode ser feita até o dia 13 de outubro por meio da plataforma Ekos Social, http://ekos.social/pages/natura-itau, onde também está disponível o regulamento completo.

São elegíveis de participação no edital Compromisso com o Clima projetos desenvolvidos no Brasil relacionados a biomassa renovável, energia eólica, energia solar, Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), metano para energia, eficiência energética, agricultura e agroflorestal, restauro florestal, Redução de emissões provenientes do desmatamento e degradação florestal (REDD+), purificadores de água, fogões eficientes, troca de combustível e tratamento de resíduos.

Dois tipos de projetos podem se inscrever:

1) Tradicionais: são aqueles que visam a redução de emissões de gases de efeito estufa verificadas por padrões de
certificação do mercado voluntário ou regulado de carbono.

2) Especiais: são aqueles que geram impacto positivo para o clima, com redução ou remoção de gases de efeito estufa na atmosfera, mas que não visam a certificação do projeto junto aos padrões dos mercados voluntário ou regulado de carbono.

Com a iniciativa conjunta, Natura e Itaú Unibanco buscam também estimular novos parceiros e fornecedores a neutralizarem suas emissões de GEE por meio de projetos em áreas como energia renovável, agricultura, floresta e tratamento de resíduos.

“A política de compensação de carbono reforça o compromisso que a Natura tem com a agenda para mitigar o efeito das mudanças climáticas estabelecida no Acordo de Paris. Para gerar maior impacto positivo ambiental e social, a parceria com o Itaú será muito importante. Estamos certos que não conseguiremos esse impacto se agirmos de forma isolada”, afirma Keyvan Macedo, gerente de Sustentabilidade da Natura.

“A compensação voluntária de emissões de Gases de Efeito Estufa é um componente importante para o combate às mudanças climáticas. Através dela, novos fluxos financeiros são gerados para projetos e iniciativas que promovem a transição para uma economia de baixo carbono”, afirma Denise Hills, superintendente de Sustentabilidade e Negócios Inclusivos do Itaú Unibanco.

A executiva reforça a importância de outras instituições a aderirem a iniciativas como esta. “À luz da convergência de objetivos, quanto mais o setor empresarial se envolver conosco nesta jornada, melhor. Todos saem ganhando”, acrescenta.

O processo de seleção de projetos será conduzido pelo Instituto Ekos Brasil, parceiro da Natura e Itaú Unibanco nesta iniciativa. Os selecionados serão conhecidos em junho de 2018. Saiba mais assistindo ao vídeo aqui.

Programa Carbono Neutro

Com o lançamento do Programa Carbono Neutro, em 2007, a Natura deu o primeiro passo rumo à redução de GEE em sua cadeia de produção, ao assumir o compromisso de reduzir em um terço as emissões relativas de GEE na atmosfera até 2013.

A meta foi alcançada e, novamente, a empresa se comprometeu em diminuir em mais 33% as emissões até 2020, em relação ao ano base de 2012.

As emissões que não puderam ser evitadas são compensadas voluntariamente pela Natura, por meio da compra de créditos de carbono no mercado voluntário e apoio a projetos de pequena escala.

Ao longo dos dez anos do Programa Carbono Neutro, foram desenvolvidas iniciativas importantes, que aliam impactos positivos para o clima com benefícios socioambientais, como no caso da instalação de fogões eficientes no Recôncavo Baiano.

Ao reduzir o uso de lenha em fogões rudimentares, o projeto vai além do impacto nas emissões de GEE, com melhoria da saúde e das condições sanitárias em quase 8 mil residências beneficiadas. Desde 2007, o Programa Carbono Neutro realizou cinco editais, com 29 projetos no Brasil e mais seis na América Latina.

A principal diferença do compromisso de redução das emissões de GEE executado pela Natura está no escopo de aplicação. Enquanto algumas iniciativas realizam medidas apenas nas emissões próprias de suas instalações, a Natura se atenta e se preocupa em aplicar suas políticas em toda sua cadeia produtiva, desde operações internas – energia utilizada na produção – até nas operações que estão fora da empresa, como transportadoras e produção de matérias primas.

Programa de Emissões de GEE

O Itaú Unibanco reconhece que as Mudanças Climáticas representam um dos principais desafios das gerações atuais e futuras. Assim como todos os setores da sociedade, o Itaú, como instituição financeira, também tem um papel importante na mitigação desses riscos, principalmente por meio da facilitação da transição para uma economia de baixo carbono.

Como parte do compromisso com a mitigação das Mudanças Climáticas, refletindo a busca pela performance sustentável e a evolução da gestão estratégica do carbono, o banco deu início, em 2015, ao Programa de Compensação de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) do Itaú Unibanco.

A gestão de carbono no Itaú Unibanco se dá, atualmente, em quatro fases: quantificação das emissões de GEE, verificação do inventário por terceira parte independente, publicação dos resultados e implementação de projetos internos de redução de emissões.

Neste sentido, a instituição entende que a etapa final para consolidar o ciclo de gestão do carbono é a Compensação das emissões de GEE oriundas de suas atividades, que não puderam ser reduzidas por meio de ações internas, por meio da compra de Créditos de Carbono que possuam cobenefícios socioambientais comprovados.

Sobre a Natura

Fundada em 1969, a Natura é uma multinacional brasileira de cosméticos e produtos de higiene e beleza. Líder no setor de venda direta no Brasil, registrou R$ 7,9 bilhões de receita líquida em 2016, possui mais de 7 mil colaboradores, 1,8 milhão de consultoras e operações nos EUA, França, Chile, México, Peru, Colômbia e Argentina.

Foi a primeira companhia de capital aberto a receber a certificação B Corp no mundo, em dezembro de 2014, o que reforça sua atuação transparente e sustentável nos aspectos social, ambiental e econômico.

A estrutura da companhia é composta por fábricas em Cajamar (SP) e Benevides (PA), oito centros de distribuição no Brasil, um hub logístico em Itupeva (SP) e centros de Pesquisa e Tecnologia em São Paulo (SP) e Nova York (EUA).

Detém o controle da fabricante australiana de cosméticos Aesop, com lojas em países da Oceania, Ásia, Europa e América do Norte. Produtos da marca Natura podem ser adquiridos com as consultoras Natura, pela Rede Natura rede.natura.net, por meio do app Natura ou em lojas em São Paulo, Rio de Janeiro, Paris e Nova York.

Sobre o Itaú Unibanco

O Itaú Unibanco, com mais de 90 anos de história, é o maior banco privado da América Latina. Presente em 19 países nas Américas, Europa e Ásia, a instituição conta com mais de 90 mil colaboradores.

Com uma rede de atendimento ampliada, composta por mais de quatro mil agências e postos de atendimento e 46 mil caixas eletrônicos em todo o território nacional, atende clientes pessoa física e pessoa jurídica em todos os segmentos.

Além disso, tem o objetivo de se tornar uma instituição cada vez mais digital – 73% de suas transações já ocorrem em canais digitais, sendo 50% delas em celulares.

O Itaú tem como visão ser o banco líder em performance sustentável e em satisfação dos clientes. Sua marca tem como propósito promover mudanças positivas na vida das pessoas e na sociedade.

Orientado por suas causas, oferece produtos e serviços que atendem às necessidades dos clientes, refletindo o esforço contínuo em proporcionar a melhor experiência para todos aqueles que interagem no dia a dia.

O banco tem ações negociadas nas bolsas de São Paulo, Nova York e Buenos Aires, e faz parte do Dow Jones Sustainability World Index há 18 anos consecutivos.

Mais informações:
Edital Compromisso pelo Clima
Inscrições: até 13 de outubro de 2017
Quem pode fazer a inscrição: pessoas jurídicas, que desenvolvam projeto de redução e/ou remoção de GEE, no Brasil
Outras informações e regulamento completo:
ekos.social/pages/natura-itau
www.itau.com.br

10:00 · 13.09.2017 / atualizado às 19:08 · 12.09.2017 por
Naidison Quintella, da coordenação nacional da ASA pelo Estado da Bahia, recebeu o prêmio Política para o Futuro  em Ordos, na China

Numa cerimônia com mais de 500 pessoas, a experiência da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) foi premiada como política para o futuro e como experiência exitosa de combate à desertificação com o segundo lugar mundial, anunciou Naidison Quintella, da coordenação nacional da ASA pelo Estado da Bahia, após o recebimento do prêmio Política para o Futuro (Future Policy Award), em Ordos, na China, no começo desta semana.

A premiação reconheceu a política pública Programa Cisternas, construída entre a sociedade civil, representada pela ASA, e os governos do Brasil, passando pelas gestões de Fernando Henrique, Lula, Dilma Rousseff e Michel Temer, como uma das mais eficazes medidas mundiais para se combater a desertificação do solo e suas graves consequências sociais. O governo brasileiro foi representado pelo chefe do Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, Marcelo Böhlke.

O prêmio, considerado o “Oscar internacional para as melhores políticas”, homenageia leis e práticas que combatem com sucesso a desertificação e a degradação da terra e é concedido pelo World Future Council (WFC), em cooperação com a Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD). Além do Brasil, iniciativas da Etiópia e China também foram laureadas.

Para Naidison, a premiação, concedida diante de representantes de 300 ministros e convidados de alto nível de nações em todo mundo, “significa um reconhecimento imenso, que a ASA não pode abrir mão de seu projeto de convivência com o Semiárido, de trabalhar com os mais pobres, construir com os agricultores, com os marginalizados, a convivência com o Semiárido”.

A cerimônia de premiação foi realizada durante um evento que o governo chinês fez para o alto comissionado da UNCCD. A China sedia a 13ª sessão Conferência das Partes da UNCCD (COP 13) até o dia 16 deste mês.

Há 18 anos, em evento paralelo à terceira edição da COP, realizada no Recife, organizações que atuavam na região Semiárida lançaram a Declaração do Semiárido Brasileiro, considerada um marco para a fundação da ASA e para a ruptura com o paradigma do combate à seca.

“A Declaração aponta medidas estruturantes para o desenvolvimento sustentável da região, pauta um conjunto de medidas políticas e práticas de convivência com o Semiárido e, nesse contexto, propõe a formulação de um programa para construir um milhão de cisternas no Semiárido Brasileiro”, diz o site da ASA. É justamente o Programa Um Milhão de Cisternas, cuja construção foi iniciada há dez edições da COP, a semente que permitiu a conquista da política pública Programa Cisternas.

A premiação

A 10ª edição do Prêmio Política para o Futuro objetiva chamar mais atenção para a desertificação e formas efetivas de combatê-la. Segundo o texto oficial de divulgação, “no século passado, as secas custaram mais vidas do que qualquer outra catástrofe relacionada com o clima. As mudanças climáticas intensificam o processo de desertificação. As ações para combater a desertificação, portanto, não só contribuem para proteger o meio ambiente, mas também podem proporcionar estabilidade social e política”.

Fonte: ASA

21:13 · 11.09.2017 / atualizado às 21:24 · 11.09.2017 por
O Parque Nacional de Ubajara, na Serra da Ibiapaba, é umas das Unidades de Conservação contempladas Foto: Marcelino Júnior / Agência Diário

Estão abertas até 6 de outubro, no site do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), as inscrições para a chamada pública de apoio a projetos de pesquisa em 19 Unidades de Conservação (UCs) federais nos biomas Caatinga e Mata Atlântica.

A iniciativa é do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) em parceria com o CNPq e as fundações estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs). Para isso, o ICMBio está disponibilizando R$ 4 milhões.

Os recursos foram viabilizados pela compensação ambiental de duas grandes obras (Integração do Rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional e Gasoduto Cacimba-Catue) e ainda poderá receber complementação das FAPs. O valor destinado a cada proposta poderá ser de até R$ 200 mil.

O apoio consistirá de itens de custeio e bolsas. A duração máxima dos projetos será de 36 meses. O intuito é beneficiar pesquisadores, estudantes, educadores, técnicos, comunidades locais, gestores de unidades de conservação e formuladores de políticas públicas, entre outros.

Manejo

Segundo a coordenadora-geral de Pesquisa e Monitoramento da Biodiversidade do ICMBio, Katia Torres Ribeiro, os projetos vão contribuir para a implementação das estratégias de manejo, uso sustentável e conservação, além de fortalecer as capacidades de pesquisa interdisciplinar, a inclusão social e a inserção das UCs no desenvolvimento regional sustentável.

“A execução desses projetos proporcionará o envolvimento de comunitários e gestores, e a geração de conhecimentos-chave para alavancar ainda mais a gestão das unidades de conservação federais”, afirma Katia.

A coordenadora ressalta que a parceria do ICmBio com o CNPq e com as FAPs “é estratégica, pois possibilita a seleção de instituições de excelência e o apoio a projetos por meio de mecanismos que o ICMBio não dispõe”.

Parcerias

Já o professor Marcelo Morales, diretor de Ciências Agrárias, Biológicas e da Saúde do CNPq, diz que a instituição tem buscando parcerias para o fomento à pesquisa na área de biodiversidade. “O ICMBio é parceiro importante, pois reconhece, de forma clara, a importância da ciência e dos cientistas brasileiros na ajuda de tomada de decisões para preservação ambiental”.

As propostas deverão observar um conjunto de oito diretrizes e aderir a pelo menos um dos temas elegíveis previstos na chamada. As orientações buscam garantir a participação comunitária, a comunicação à sociedade e a aplicabilidade dos resultados das pesquisas à conservação da biodiversidade.

Os temas, que abrangem várias áreas do conhecimento, foram definidos com a participação dos gestores das unidades de conservação e atendem a prioridades de pesquisa do ICMBio.

Conheça as unidades de conservação contempladas pelos projetos de pesquisas:

Caatinga

Esec de Aiuaba (CE), Resec Raso da Catarina (BA), Esec do Seridó (RN), Parna do Catimbau (PE), Parna da Chapada Diamantina (BA), Parna da Serra da Capivara (PI), Parna Serra das Confusões (PI), Parna de Sete Cidades (PI) e Parna de Ubajara (CE).

Mata Atlântica

Flona de Rio Preto (ES), Parna dos Campos Gerais (PR), Parna de Caparão (ES/MG), Parna do Itatiaia (RJ/MG), Parna Do Monte Pascoal (BA), Parna da Serra da Bocaina (RJ/SP), Parna da Serra dos Orgãos (RJ), Rebio de Pedra Talhada (AL/PE ), Resex Marinha da Baia de Iguapé (BA), Revis dos Campos de Palmas (PR).

Mais informações:

As propostas deverão ser encaminhadas ao CNPq exclusivamente via internet

Fonte: ICMBio

20:16 · 04.09.2017 / atualizado às 20:27 · 04.09.2017 por
A cisterna calçadão, para pequenas produções familiares, é uma das opções de investimento Foto: Eduardo Queiroz / Agência Diário

A Fundação Banco do Brasil (Fundação BB) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciaram  novo investimento social com o qual atingirá a marca de 100 mil cisternas instaladas no Semiárido brasileiro.

Serão mais R$ 22 milhões destinados à construção de 726 Cisternas de Produção e 3.579 Cisternas de Consumo. Os reservatórios para produção, também conhecidos como Cisternas Calçadão e de Enxurrada, são tecnologias sociais para captação e armazenamento de água pluvial destinada ao consumo de pequenos rebanhos e plantio de hortaliças. Já os voltados para consumo de água para beber, conhecidas como Cisternas de Placas atendem as necessidades básicas de moradores em suas residências.

Com o novo aporte, os recursos atingirão o total de R$ 340 milhões, atendendo mais de 400 mil pessoas. Desde 2012, a parceria da Fundação BB e o BNDES possibilitou a construção de 86.860 cisternas de placas e 13.141 reservatórios para produção.

Todas as cisternas construídas são georreferenciadas, o que garante a transparência na aplicação dos recursos. Durante a instalação, os moradores das comunidades são capacitados para construírem seus próprios reservatórios a fim de obterem maior aproveitamento da água potável.

A identificação e mobilização dos beneficiados e a assessoria técnica para implementação são conduzidos pela rede Articulação do Semiárido (ASA), que agrupa mais de três mil organizações da sociedade civil.

O presidente da Fundação BB, Asclepius Soares, reforça a importância da atuação da Fundação no vetor Água. “Sem água, a sobrevivência não é possível. Garantir o acesso a este recurso tão valioso para vida é trazer dignidade e cidadania. Além disso, permite que as pessoas tenham condições de conviverem com os eventos climáticos extremos do Semiárido, permanecendo em seus locais de origem”.

Histórico das parcerias

Além das cisternas, a Fundação BB e o BNDES já desenvolveram outras parcerias. Com recursos do Fundo Social, a Fundação BB e o BNDES apoiaram ações que resultaram na realização de 443 projetos sociais, beneficiando diretamente mais de 210 mil pessoas e com valor total de mais de R$ 215 milhões nos vetores: Agroecologia, Agroindústria e Resíduos Sólidos.

Considerando os valores investidos no vetor Água, a parceria da Fundação Banco do Brasil e BNDES totaliza R$ 555 milhões de recursos aplicados em projetos sociais.

Destaca-se a atuação na região Nordeste para a qual foram destinados investimentos sociais em 154 projetos. Foram aplicados R$ 72,1 milhões no Sudeste, nas regiões Norte e Nordeste foram aplicados R$ 82,5 milhões  e o valor de R$ 60,4 milhões nos estados do Centro-Oeste e Sul.

Já com os recursos do Fundo Amazônia, a parceria da Fundação BB e do BNDES apoiou 29 projetos, com investimento superior a R$ 14 milhões em sete estados, abrangendo mais de 50 municípios e atendendo a 17 mil participantes entre agricultores familiares, assentados da reforma agrária, indígenas, quilombolas e extrativistas.

Em 2014, foi lançado o edital Ecoforte Redes, no valor de R$ 25 milhões, visando o apoio a projetos territoriais de redes de agroecologia, extrativismo e produção orgânica, com intensificação de práticas de manejo sustentável de produtos da sociobiodiversidade, de sistemas produtivos orgânicos e de base agroecológica.

Também foi publicada seleção do Ecoforte Extrativismo, com investimento social de R$ 6 milhões, para apoio a estruturação de empreendimentos econômicos coletivos, visando ao beneficiamento e/ou à comercialização de produtos oriundos do uso sustentável da sociobiodiversidade em Unidades de Conservação Federais de Uso Sustentável no Bioma Amazônia.

Em agosto deste ano, a Fundação BB, o Fundo Amazônia e o BNDES, divulgaram dois novos processos seletivos no âmbito do Programa Ecoforte. Está previsto o investimento social de R$ 25 milhões de recursos não reembolsáveis, dos quais R$ 5 milhões serão destinados exclusivamente para o apoio a projetos localizados na Amazônia Legal, com aporte do Fundo Amazônia.

Fonte: Fundação BB

15:43 · 25.08.2017 / atualizado às 15:57 · 25.08.2017 por
A coleção da C&A com a Certificação Cradle to Cradle™ estará disponível em 29 lojas físicas e na loja on-line a partir de 1º de setembro, com versões feminina e masculina, em seis cores cada uma Foto: Maristela Crispim

A C&A, empresa de moda que vem oferecendo produtos e experiências que vão além do vestir, lançou, nessa quarta-feira, a sua primeira coleção circular de camisetas com certificação de nível Gold da Cradle to Cradle™.

Na ocasião, foi realizada uma mesa-redonda para debater questões como produção sustentável, os desafios da economia circular e o futuro da indústria da moda. Participaram dessa conversa o presidente da C&A, Paulo Correa; a líder da Ellen MacArthur Foundation no Brasil, Luísa Santiago; e a atriz e apresentadora Fernanda Paes Leme, com mediação da jornalista Lilian Pacce.

Participaram de mesa-redonda, no lançamento, a atriz e apresentadora Fernanda Paes Leme; o presidente da C&A, Paulo Correa; e a líder da Ellen MacArthur Foundation no Brasil, Luísa Santiago; com mediação da jornalista Lilian Pacce Foto: Maristela Crispim

Inédita na indústria da moda, a coleção é um marco para a C&A e mostrou que é possível mobilizar todos os players do mercado para desenvolver peças de forma social e ambientalmente responsáveis.

“Estamos trazendo uma história que entendemos ser um marco para o varejo de moda nacional, com o lançamento das primeiras camisetas desenhadas para serem recicladas em escala mundial. Temos a responsabilidade de liderar esse processo, já que temos o compromisso de oferecer uma moda com impacto positivo”, disse o presidente da C&A, Paulo Correa.

Paulo destacou, além da importância do pioneirismo de produzir, em escala, uma camiseta com esse conceito, que pode ser reutilizada de diversas formas no fim da sua vida útil ou simplesmente ser compostada, que a moda é uma forma de expressão pessoal que não deve ser imposta.

Dessa forma, ele ressaltou o papel de liderança num processo de transformação, que vem da dimensão filosófica da empresa familiar desde 1840: “Usar a moda para o bem é uma responsabilidade”.

Para ser mais sustentável, o futuro da moda deve ser colaborativo e construído em parceria com toda a indústria. Essa constatação é de Luísa Santiago, que também reforçou que a C&A está trazendo ao mundo coisas concretas, inspirando e de fato mostrando que é possível fazer uma economia circular regenerativa e restaurativa por princípio, que una a ideia de lucro e ganhos econômicos à de uma economia que tenha práticas positivas ao ambiente e à sociedade.

Ações como essa, especialmente quando realizadas dentro do universo da moda, têm o poder de inspirar as pessoas, pois, quando elas se tornam mais conscientes, entendem que podem contribuir para o futuro da sociedade e do meio ambiente. Do ponto de vista do consumidor, há ainda a questão da relação emocional com a peça, já que cada uma tem uma história. Mas, para Fernanda Paes Leme, o que ficam são as memórias e as peças podem ganhar novas vidas e novos significados para outras pessoas.

No evento, foram realizados workshops de customização de peças jeans, em parceria com a Malha; e de ressignificação de objetos de decoração, pelos designers do Ateliê Pistache Ganache Foto: Maristela Crispim

A preocupação da rede com a sustentabilidade também permeou a realização do evento, que contou com workshops de customização de peças de jeans, em parceria com a Malha, e de ressignificação de objetos de decoração, realizado pelos designers do Ateliê Pistache Ganache. Além disso, foram adotadas práticas para reduzir os impactos ambientais do evento: toda a emissão de carbono foi neutralizada e toda a cenografia foi pensada para que fosse evitada uma geração excessiva de resíduos.

Coleção Cradle to Cradle™

Segundo Paulo Coreia, a linha de camisetas foi produzida usando apenas materiais seguros e de forma social e ambientalmente responsável. O algodão, com certificação orgânica, por exemplo, é produzido na Índia. Além disso, houve reúso de água e foi utilizada energia renovável no processo produtivo.

O Programa de Certificação de Produtos Cradle to Cradle™ é uma forma de avaliar se os produtos e materiais são seguros para a saúde humana e para o meio ambiente. Concedida pelo Cradle to Cradle Institute, essa certificação é dividida nos níveis Basic, Bronze, Silver, Gold e Platinum.

Um dos grandes diferenciais dessa peça é que ela foi produzida, de forma que não gere excesso de resíduos e, ao fim de sua vida útil, por meio da compostagem, torne-se até mesmo nutrição para o solo.

A coleção da C&A com a Certificação Cradle to Cradle™ estará disponível em 29 lojas físicas e na loja on-line a partir de 1º de setembro, com versões feminina e masculina, em seis cores cada uma, sendo a feminina vendida a R$ 19,99 e a masculina a R$ 29,99.

Os estados que irão receber as peças C2C, serão 13 mais o Distrito Federal, sendo eles: São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, Paraná, Minas Gerais, Ceará, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Goiás, Santa Catarina, Alagoas e Paraíba. A do Ceará é a do Shopping Iguatemi Fortaleza.

Sobre a empresa

A C&A é uma empresa de moda que tem estado focada em propor produtos e experiências que vão além do vestir, conectando as pessoas a si mesmas e ao mundo à sua volta. Fundada em 1841 pelos irmãos Clemens e August, na Holanda, a marca abriu sua primeira loja no Brasil em 1976, em São Paulo. Hoje, a empresa está presente em todas as regiões e tem cobertura nacional, por meio de sua loja virtual.

*A Certificação Cradle to Cradle™ é uma marca licenciada pelo Cradle to Cradle Product Innovation Institute.

Mais informações: http://sustentabilidade.cea.com.br.

16:29 · 04.08.2017 / atualizado às 16:29 · 04.08.2017 por
O acesso a água de qualidade é uma das prioridades, com estímulo a ações como a captação e armazenamento da água da chuva Foto: Cid Barbosa / Agência Diário

Um novo projeto do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida) para o Brasil prevê investimentos de 180 milhões de dólares em seis anos, direcionados a ações de segurança hídrica e de transição para adaptação na região semiárida do Nordeste tento em conta os efeitos das mudanças climáticas. Esta parceria entre o Fida, governo federal e estados foi discutida nesta semana em Brasília, e envolveu os Ministérios da Fazenda, Meio Ambiente (MMA) e Desenvolvimento Social (MDS).

O novo projeto será co-financiado pelo Fundo Verde do Clima (GCF), entidade operacional da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCC), que apoia países em desenvolvimento na promoção da mitigação da mudança climática e adaptação aos seus efeitos, e implementado pela Articulação com o Semiárido (ASA).

O “Programa Integrado de Gestão da Água e Segurança Alimentar do Semiárido do Nordeste Brasileiro”, que está em um estágio inicial de preparação, será direcionado para a adaptação das populações rurais pobres do Nordeste aos efeitos das mudanças climáticas. Serão ações complementares aos projetos do Fida já existentes nestas comunidades visando auxiliar estas famílias na convivência com efeitos da escassez de água.

Os recursos partirão de uma doação do GCF ao Fida no valor de 60 milhões de dólares, e contarão com 120 milhões de dólares em contrapartida dos projetos Fida no Nordeste, que já são apoiados pelo Fundo Internacional.

Nesta fase inicial, está sendo elaborada uma nota conceito contendo estas e outras diretrizes do novo projeto, que está previsto para iniciar na segunda metade de 2018, se estendendo por mais seis anos. No segundo semestre de 2017 e primeiro semestre de 2018 a proposta deverá ser desenhada em detalhe e passará pelas instâncias de aprovação no governo federal, GCF e Fida.

“A área de atuação deste projeto está justamente nas regiões semiáridas que o Fida já possui projetos de apoio em parceria com os Estados. Estas ações complementares àquelas já existentes e aplicadas pelos Projetos do Fida serão de extrema importância para que estas famílias desenvolvam novas técnicas de uso e reúso de água e aperfeiçoem as já existentes”, explicou o coordenador técnico e especialista em Desenvolvimento Produtivo e Meio Ambiente do Fida, Emmanuel Bayle.

Como principais ações previstas pelo novo projeto estão o desenvolvimento de técnicas que venham garantir o acesso a água de boa qualidade para consumo humano, como a instalação de dessalinizadores nas comunidades em que a água de poços apresentam grande quantidade de sal, além de estruturas como bombas movidas a energia solar ou eólica, e novos sistemas para captação e armazenamento da água das chuvas.

“Aliada à implantação destas estruturas, também teremos um trabalho voltado ao uso e conservação do solo, desenvolvimento de práticas agroecológicas, instalação de pequenas barragens, e tecnologias mais adaptadas com pequenos sistemas de irrigação, como micro aspersão catavento, etc”, completou Emmanuel Bayle.

Além dos investimentos e técnicas implementadas nas comunidades, o Fida também fará um trabalho voltado à gestão do conhecimento por meio do Programa Semear Internacional, que é fruto de uma doação do Fundo Internacional para o país e trabalha com a disseminação das boas práticas implementadas nestas regiões.

“Pelo Semear Internacional, todos os resultados que serão obtidos ao longo destes seis anos serão divulgados com o intuito de mostrar como estas práticas podem mudar a vida das pessoas, e como estas técnicas podem ser implementadas em outras comunidades, regiões e países”, disse Emmanuel.

Além do Emmanuel Bayle, participaram da missão pelo Fida em Brasília: Paolo Silveri, gerente de Programa para o Brasil; Hardi Vieira, oficial de Programas; Oliver Page, sspecialista senior em Meio Ambiente; Tatiana Botelho, especialista em Meio Ambiente; e Danilo Pisano, especialista Financeiro.

Fonte: Programa Semear Internacional

19:52 · 28.07.2017 / atualizado às 14:32 · 31.07.2017 por
Chiara Gadaleta é consultora de moda sustentável, apresentadora de TV e dedica-se ao movimento “EcoEra”, plataforma que integra a sustentabilidade unindo ética e estética

MaxiModa completa dez edições e traz grandes nomes da gestão de moda para refletir sobre o tema “O Futuro é Agora”,  no Teatro RioMar , em 18 de agosto. Cinco convidados irão compartilhar as principais práticas aplicadas nas empresas, no comércio e no ambiente da moda brasileira, e discutirão qual o real futuro não somente para o setor, mas também para os padrões de consumo no país e as estratégias a serem adotadas para criar um ambiente sustentável de convívio entre marca e cliente.

A programação do MaxiModa 2017 traz a Fortaleza: a porta-voz da moda consciente no Brasil, Chiara Gadaleta; o CEO da Arezzo e designer de sapatos exclusivos, Alexandre Birman; a especialista em tendências e comportamento, Andrea Bisker; a diretora da revista Elle Brasil, Susana Barbosa; e a presidente da Vimer Experience, agência especializada em visual merchandising, Camila Salek.

Com patrocínio do Shopping RioMar, Sebrae e Sinditêxtil, a 10ª Edição do MaxiModa tem a Universidade de Fortaleza (Unifor) como parceira acadêmica oficial e conta, ainda, com apoio educacional do Senac/Ceará e de empresas como Hotel Gran Marquise, Boana, Mollybloom, Marcas Comunicação, Elemídia, Cidade, Compasso, Bandeirantes, Toca Fina Cozinha e Indaiá.

Chiara Gadaleta é consultora de moda sustentável, apresentadora de TV e dedica-se ao movimento “EcoEra”, plataforma pioneira que integra a sustentabilidade unindo ética e estética. Atualmente coordena o projeto “Trançados do Uatumã”, uma central de artesanato na Reserva do Uatumã na Amazônia. É idealizadora do SP.Ecoera, evento inovador e pioneiro que trata da Indústria da Moda e Beleza integrada a Sustentabilidade. Assina as colunas “Eco Era” na publicação impressa e no site da Vogue Brasil.

Confira entrevista exclusiva para o Blog Gestão Ambiental:

Na sua opinião, o brasileiro está mais consciente em relação ao consumo sustentável de moda?

Sem dúvida! Há quase dez anos, quando iniciamos as operações do EcoEra, um grupo muito pequeno de profissionais estavam antenados e buscando informações sobre como a moda poderia se integrar com temas urgentes relacionados ao meio ambiente como impacto negativo da industria em rios, atmosfera e etc. e a parte social como trabalho escravo dentre outros. Hoje, depois de quase uma década, já atingimos algumas metas significativas, como mapeamento de produtos com atributos sustentáveis, elenco de marcas com práticas conscientes em sua cadeia de valor e grupos de moda com certificados. A coluna EcoEra, na revista Vogue, o Prêmio EcoEra, que já está caminhando para sua terceira edição, são sinais de que os consumidores estão cada vez mais preocupados com as marcas que escolhem.

Qual é, do seu ponto de vista, o setor da cadeia produtiva e varejista de moda mais desenvolvido em relação a práticas mais sustentáveis?

Justamente por ser uma cadeia de valor, TODOS os setores necessitam estar alinhados. Das comunidades agrícolas até as empresas de reciclagem de fios. Das empresas que estampam as peças que usamos até os estabelecimentos que revendem as peças em desuso, aumentando sua vida útil, evitando descarte inapropriado. A boa notícia é que todos estão empenhados em criar uma indústria mais conectada com os nossos tempos: de sustentabilidade ambiental e social. Nesse contexto, algumas iniciativas merecem destaque, dentre elas, o desenvolvimento de fios biodegradáveis, apoio de comunidades de algodão orgânico no Nordeste do País, metas de resíduos zero e criação de centrais de upcycling.

Você acha que essa tendência, mostrada no programa ‘Menos é demais’, de empréstimos, trocas e mesmo compra de peças usadas vai pegar em todo Brasil, considerando as diferenças culturais de cada região?

As questões que envolvem o desenvolvimento sustentável de um mercado especifico, que por sua vez envolvem os pilares social, ambiental, econômico e cultural, são altamente LOCAIS. Cada região, cada Estado, cidade, município, bairro, grupo de pessoas possuem suas características particulares. Exatamente por esse motivo, as pesquisas do EcoEra são feitas se aprofundando cada vez mais na situação local da empresa, seu entorno e sua comunidade local. E a partir desse dados traçar planos para alcançar impactos positivos com mais amplitude. Portanto, respondendo sua pergunta, acreditamos que as práticas apresentadas no programa são customizáveis, ou seja, podem ser ajustadas a cada região e até mesmo a cada situação.

Quais são, para você, os principais desafios a serem vencidos para avançarmos em direção a um consumo de moda sustentável?

No nosso entendimento, o principal desafio é estabelecer um critério satisfatório de transparência em toda cadeia de valor. Essa cadeia vai da produção da matéria prima até o descarte da peça pelo consumidor final. O desafio é que todos os envolvidos tenham as informações necessárias para que encontremos JUNTOS soluções eficazes e replicáveis em todo o mercado de moda, beleza e design. Cada etapa da cadeia produtiva de uma peça de roupa possui um fator determinante, uma questão seria em relação ao impacto social e ambiental de cada processo e ao mesmo tempo, para cada situação de risco existe uma oportunidade para melhoria. A missão do movimento EcoEra, que hoje também atua como consultoria para pequenas, medias e grandes empresas, é pilotar e proporcionar soluções para que as marcas se tornem agentes de transformação social e ambiental e inspirem boas práticas em seus mercados de atuação.