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10:30 · 07.02.2018 / atualizado às 21:05 · 06.02.2018 por
Inscrições seguem até dia 31 de março, no site da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza Foto: Canindé Soares

Estão abertas as inscrições para a chamada do primeiro semestre de 2018 do Edital de Apoio a Projetos da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, uma das principais instituições da iniciativa privada a apoiar financeiramente ações e pesquisas científicas em conservação da biodiversidade brasileira. As inscrições podem ser feitas até 31 de março, no site da instituição, na seção “editais”.

Os projetos que almejam financiamento devem se encaixar em uma das seguintes linhas temáticas:

1) Unidades de Conservação de Proteção Integral (continentais e marinhas) e Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs): criação, ampliação e execução de atividades prioritárias de seus Planos de Manejo.

2) Espécies Ameaçadas: execução de ações prioritárias dos Planos de Ação Nacional (PAN) para espécies e ecossistemas e definição de status de ameaça. Também são aceitas ações emergenciais para aquelas espécies que ainda não possuam PANs ou que visem enquadrar uma espécie em listas oficiais de ameaças.

3) Ambientes Marinhos: estudos, ações e ferramentas para proteção e redução da pressão sobre a biodiversidade marinha.

Podem se inscrever nas três linhas do Edital de Apoio a Projetos da Fundação Grupo Boticário instituições sem fins lucrativos, como fundações ligadas a universidades, organizações não governamentais (ONGs) e associações.

Prioridade às Unidades de Conservação

“Este primeiro Edital de Apoio a Projetos de 2018 segue com as mesmas linhas temáticas de anos anteriores, mantendo seu objetivo de contribuir para a conservação da natureza brasileira. O diferencial é que, nesta chamada, a Fundação Grupo Boticário está priorizando projetos voltados à implementação de Unidades de Conservação de Proteção Integral e Reservas Particulares de Patrimônio Natural que venham a se tornar modelos de gestão”, afirma o coordenador de Ciência e Conservação da Fundação Grupo Boticário, Emerson Oliveira.

Oliveira explica que a Fundação busca propostas que contribuam para que UCs continentais ou costeiro-marinhas cumpram com os objetivos para os quais foram criadas e, assim, proporcionem benefícios para as comunidades de seu entorno.

Por exemplo, espera-se que essas áreas de referência sejam efetivamente protegidas por ações de inteligência, fiscalização e controle, de modo a preservar a natureza; que possibilitem a realização de pesquisas científicas e atividades de Educação Ambiental; e, quando permitido, que seus atrativos naturais sejam abertos ao uso público e que haja infraestrutura adequada para atender os visitantes.

Fundação Grupo Boticário

A Fundação Grupo Boticário é fruto da inspiração de Miguel Krigsner, fundador de O Boticário e atual presidente do Conselho de Administração do Grupo Boticário. A instituição foi criada em 1990, dois anos antes da Rio-92 ou Cúpula da Terra, evento que foi um marco para a conservação ambiental mundial.

A Fundação Grupo Boticário apoia ações de conservação da natureza em todo o Brasil, totalizando mais de 1.500 iniciativas apoiadas financeiramente. Protege 11 mil hectares de Mata Atlântica e Cerrado, por meio da criação e manutenção de duas reservas naturais.

Atua para que a conservação da biodiversidade seja priorizada nos negócios e nas políticas públicas, além de contribuir para que a natureza sirva de inspiração ou seja parte da solução para diversos problemas da sociedade. Também promove ações de mobilização, sensibilização e comunicação inovadoras, que aproximam a natureza do cotidiano das pessoas.

Dúvidas podem ser encaminhadas para: edital@fundacaogrupoboticario.org.br.

10:30 · 22.01.2018 / atualizado às 21:08 · 21.01.2018 por

Edital destina R$ 300 mil para maior presença em parques e reservas de Mata Atlântica e ambientes marinhos  Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário

A SOS Mata Atlântica e a Repsol Sinopec Brasil lançaram, no dia 11 passado, edital que destina R$ 300 mil ao apoio de projetos que fortaleçam parques e reservas na Mata Atlântica e em ambientes marinhos com o objetivo de aproximar a sociedade brasileira das Unidades de Conservação (UCs) públicas e privadas. As propostas poderão ser enviadas até o dia 28 de fevereiro.

Os projetos devem ter o valor máximo de R$ 30 mil e podem contemplar atividades para engajamento de voluntários, estímulo à visitação, formação de guias, monitoramento participativo, atividades educativas e de pesquisa, entre outras ações que tragam mais presença às UCs. Podem participar instituições privadas com ou sem fins-lucrativos,  como associações, fundações, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) ou consultorias.

“O apoio às Unidades de Conservação, sobretudo marinhas, está diretamente ligado aos pilares da SOS Mata Atlântica. Entre nossas principais causas estão a valorização dos parques e reservas e a proteção do mar”, diz Marcia Hirota, diretora executiva da SOS Mata Atlântica.

“A parceria com a Repsol Sinopec Brasil em editais anteriores viabilizou a execução de projetos em 25 UCs que somam mais de 1 milhão de hectares protegidos na zona costeira da Mata Atlântica, além de terem proposto a criação de três novas Unidades de Conservação”, afirma Diego Igawa Martinez, biólogo da SOS Mata Atlântica.

A ONG, ao longo de seus 31 anos, já apoiou mais de 500 UCs públicas e privadas no bioma Mata Atlântica e ambientes costeiros e marinhos. Em 2010, teve início a parceria com a Repsol Sinopec Brasil no Programa Costa Atlântica e esse trabalho conjunto já beneficiou 27 iniciativas em dez estados, com aporte de mais de R$ 1 milhão.

“Investimos na criação de oportunidades sociais, sendo a proteção e a conservação da biodiversidade e dos recursos que ela nos proporciona um aspecto essencial. Nossos investimentos em meio ambiente estão direcionados para preservação da biodiversidade marinha, pesquisa, educação e sensibilização, que se traduzem na parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica”, destaca Leonardo Junqueira, CEO da Repsol Sinopec Brasil.

Fundação SOS Mata Atlântica
A Fundação atua desde 1986 na proteção dessa que é a floresta mais ameaçada do País. A ONG realiza diversos projetos nas áreas de monitoramento e restauração da Mata Atlântica, proteção do mar e da costa, políticas públicas e melhorias das leis ambientais, educação ambiental, campanhas sobre o meio ambiente, apoio a reservas e UCs, dentre outros.

Todas essas ações contribuem para a qualidade de vida, já que vivem na Mata Atlântica mais de 72% da população brasileira. Os projetos e campanhas da ONG dependem da ajuda de pessoas e empresas para continuar a existir.

Saiba como você pode ajudar em www.sosma.org.br

Repsol Sinopec Brasil
A Companhia acaba de completar 20 anos no Brasil. Hoje, concentra suas atividades no setor de exploração e produção de petróleo e gás nas bacias de Campos, Espírito Santo e Santos e está entre as maiores produtoras do País. O cuidado do meio ambiente e a proteção da biodiversidade são compromissos assumidos pela Companhia, que estabelece sua atuação baseada em critérios de responsabilidade e transparência.

Orientada por essas premissas, a Repsol Sinopec mantém, ao longo de 12 anos, a parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica, apoiando programas para a proteção e sustentabilidade dos ambientes marinhos e costeiros, restauração florestal e Educação Ambiental por meio dos programas Costa Atlântica, Florestas do Futuro e A Mata Atlântica é Aqui!.

Fonte: SOS Mata Atlântica

10:30 · 15.01.2018 / atualizado às 10:58 · 15.01.2018 por
O livro aborda as mudanças drásticas ocorridas nos últimos 20 a 30 anos e um conceito desconhecido até o momento, o dos “bosques de animais marinhos” Foto: Guilherme Dutra

Pesquisadores do Instituto de Ciências do Mar (Labomar) e do Departamento de Biologia da Universidade Federal do Ceará (UFC) integram a equipe de cientistas brasileiros que escreveram o capítulo sobre a biodiversidade marinha brasileira no livro internacional Marine animal forest, lançado recentemente pela editora Springer-Nature, principal editora científica do mundo. A equipe foi composta, ainda, por pesquisadores das universidades federais de Pernambuco (UFPE), da Bahia (UFBA) e do Rio de Janeiro (UFRJ), além da Universidade de São Paulo (USP).

O livro conta com 45 capítulos escritos por especialistas de todo o
Planeta e pretende ser uma referência mundial sobre o tema da vida e conservação dos oceanos. Editado por Sergio Rossi, da Università del Salento (Lecce, Itália); Andrea Gori (Universidade de Barcelona); Lorenzo Bramanti (Centro Nacional de Pesquisas da França); e Covadonga Orejas (Instituto Espanhol de Oceanografia), o livro aborda as mudanças drásticas ocorridas nos últimos 20 a 30 anos e um conceito desconhecido até o momento, o dos “bosques de animais marinhos“.

O conceito de bosques de animais marinhos é inédito e faz referência às comunidades que vivem fixas no fundo do mar dominadas por animais como corais, gorgônias, esponjas e moluscos. Eles formam estruturas tridimensionais complexas que servem de refúgio para inúmeras espécies de peixes e tartarugas, dentre outras.

“No ambiente terrestre, as plantas (árvores e arbustos) formam os bosques e florestas. Porém, nos oceanos, os animais comumente dominam e criam habitats em águas rasas. Um exemplo de bosque animal é o recife de coral que seria equivalente a uma floresta tropical. Mesmo onde não há luz, como na maior parte dos oceanos, são os animais que vivem fixos no fundo do mar que criam os habitats”, explica o professor Sergio Rossi, da Università del Salento.

Sergio Rossi também explica que o “bosque animal” ou “bosque de animais marinhos” é a maior estrutura em extensão do Planeta, já que 70% da suasuperfície está coberta pelos mares e oceanos, concentrando 90% da vida na Terra. Porém, a área conhecida do fundo do mar é de apenas 5%.

O livro possui capítulos sobre a vida marinha, desde áreas tropicais até os polos da Terra e alerta contra a degradação progressiva dos
ecossistemas marinhos e a grave repercussão das mudanças ambientais globais para a conservação do Planeta.

O capítulo produzido pelos cientistas brasileiros abordou a extensa costa nacional e ilhas oceânicas, desde águas rasas a profundas. “Foi um desafio juntar toda a informação sobre a biodiversidade do fundo do mar do Brasil e ainda discutir os principais impactos humanos e ações imediatas para a sua conservação. O livro como um todo propõe uma síntese para todos os interessados na conservação dos oceanos em todas as regiões do planeta Terra”, afirma o professor Marcelo de Oliveira Soares, do Labomar.

Os pesquisadores advertem, no livro, que a atividade humana está
provocando uma perda da vida marinha e de sua capacidade de recuperação. A importância da conservação dos bosques de animais reside na produção de alimentos, pesca, turismo e fármacos. Eles também servem como proteção e berçário da vida marinha e têm papel fundamental no equilíbrio do clima e dos ciclos do Planeta com a captura dos gases do efeito estufa, por exemplo.

No caso do Brasil, os pesquisadores identificaram atividades de grande impacto, como pesca de arrasto (semelhante ao desmatamento de florestas terrestres), poluição marinha, mineração, extração de óleo e gás, obras nas zonas costeiras, aquicultura, além da presença de espécies invasoras e dos efeitos das mudanças globais (aumento do nível do mar, acidificação dos oceanos e ocorrência de eventos extremos).

Fonte: UFC

10:30 · 04.01.2018 / atualizado às 13:11 · 03.01.2018 por
A parceria pretende promover ações para reverter o processo de desertificação, com enfrentamento da degradação do solo, da água e da perda de biodiversidade nos ecossistemas da Caatinga Foto: Kid Júnior / Agência Diário

Reverter o processo de desertificação por meio de ações que enfrentem a degradação do solo, da água e a perda de biodiversidade nos ecossistemas da Caatinga é o objetivo do Projeto Redeser: Revertendo o Processo de Desertificação nas Áreas Suscetíveis do Brasil — Práticas Agroflorestais Sustentáveis e Conservação da Biodiversidade.

A iniciativa é fruto de parceria entre a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) e o Ministério do Meio Ambiente (MMA), oficializada no dia 20 de dezembro, em Brasília.

O projeto será desenvolvido em seis estados do Semiárido e beneficiará 18 municípios: Delmiro Gouveia, Olho d’Água do Cascado e Piranhas, em Alagoas; Uauá, na Bahia; Crato, Barbalha e Jardim, no Ceará; Barreirinhas, Água Doce, Tutóia e Matões, no Maranhão; Santa Luzia, São Mamede e Várzea, na Paraíba; e Carnaúba dos Dantas, Equador, Parelhas e Santana do Seridó, no Rio Grande do Norte.

Entre as ações do projeto, cuja duração é de quatro anos, estão o manejo florestal de uso múltiplo, a promoção da gestão integrada dos recursos naturais em paisagens produtivas, a restauração de florestas e paisagens e a gestão de conhecimento, além de capacitação e sensibilização.

A FAO abrirá um escritório em Barreirinhas, cujo papel será articular com o Governo do Estado do Maranhão outras iniciativas na mesma área temática.

Para Alan Bojanic, representante da FAO no Brasil, o desafio consiste em evitar a perda de solo e gerar renda para a população do Semiárido. “Temos um componente socioeconômico importante nesse projeto, não só ambiental”, destacou.

Na opinião do ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, a luta contra a desertificação é mais do que necessária, é vital. “Trata-se de um projeto muito importante. Temos todo o interesse que a parceria com a FAO se prolongue e se intensifique”, salientou.

Áreas suscetíveis

No Brasil, 16% do território (1,34 milhão de km²), estão suscetíveis à desertificação. Essa área abrange mais de 1,4 mil municípios e quase 35 milhões de pessoas. Os impactos do projeto incidirão diretamente sobre 904.142 hectares, dos quais 618.062 hectares de floresta, sendo o restante terras de cultivo e pastagens.

Mais de 152 mil hectares da área de intervenção estão degradados. As atividades do projeto Redeser evitarão o desmatamento por meio do manejo dos recursos florestais no âmbito de propriedade (pequenos produtores rurais) e de paisagem rural.

Um componente específico trabalhará a recuperação das florestas degradadas por meio da implantação de viveiros florestais, treinamento de técnicos de viveiros e fortalecimento de bancos de sementes florestais.

No total, serão investidos 3,9 milhões de dólares, incluindo recursos do Fundo Mundial para o Ambiente (GEF), além de uma contrapartida de 18 cofinanciadores.

Cofinanciadores

Assessoria e Gestão em Estudos da Natureza (Agendha)

Associação de Plantas do Nordeste (APNE)

Fundação Parque Tecnológico de Paraíba (Cepis)

Fundação Araripe

Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO)

Fundação de Educação Tecnológica e Cultural (Funetec)

Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (Iabs)

Centro Mundial Agroflorestal (Icraf)

Instituto Nacional do Semiárido (Insa)

Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA)

Ministério do Meio Ambiente (MMA)

Secretaria de Agricultura da Paraíba (SEAFDS)

Serviços de Apoio para Projetos Alternativos Comunitários (Seapac)

Secretaria de Meio Ambiente da Paraíba (SEIHRMACT)

Secretaria de Meio Ambiente de Crato (Sema)

Secretaria de Meio Ambiente de Alagoas (Samarh)

Secretaria de Planejamento do Rio Grande do Norte (Seplan)

Serviço Florestal Brasileiro (SFB)

Fonte: Nações Unidas no Brasil

10:30 · 02.01.2018 / atualizado às 16:21 · 01.01.2018 por
O artista plástico Marcos Sachs transformou equipamentos quebrados em retratos com o lixo eletrônico recebido pela Coopermiti

Quando qualquer equipamento eletrônico quebra, a maioria vai parar no lixo comum ou na calçada. No entanto, esse tipo de resíduo, que pode ser tóxico, tem ainda grande utilidade para a indústria e, agora, para a arte. Com o lixo eletrônico da Cooperativa de Produção, Recuperação, Reutilização, Reciclagem e Comercialização de Resíduos Sólidos Eletroeletrônicos (Coopermiti), o artista plástico Marcos Sachs transformou “sucata” em obra de arte.

As placas adquiridas na Coopermiti e outros materiais, os componentes eletrônicos se transformaram em esculturas, painéis e
no retrato do escritor francês, Michel Houellebecq. “Acredito que a arte seja uma ferramenta especialmente útil na conscientização de várias causas da maior importância, como é a da reciclagem”, afirma o artista.

O descarte regular do lixo eletrônico ainda é um tema pouco explorado e ensinado à população, mas de extrema relevância.
Estes equipamentos podem liberar materiais como mercúrio, cádmio, cobre e cromo, entre outros que, caso dispostos em aterros
não licenciados e controlados, podem contaminar o solo e atingir o lençol freático, causando grande impacto ao meio ambiente
e ao ser humano.

Sobre a escolha desses materiais para construir o trabalho, Sachs afirma que foi levado pela curiosidade. “Além do aspecto da
preservação ambiental, o que também me atraiu para a reutilização de materiais descartados foi a curiosidade que tinha para certas experimentações em pintura figurativa, buscando substituir a tinta tradicional por objetos coloridos. Algo intermediário, entre pintura e instalação”, conta.

Para quem deseja colaborar com o trabalho da cooperativa de reciclagem, o serviço é gratuito. No site da empresa, além dos
endereços de todos os postos, é possível encontrar conteúdo educacional sobre a importância do descarte regular de resíduos
eletrônicos. E para conhecer mais o trabalho de Marcos Sachs, basta segui-lo nas redes sociais, @marcos_sachs.

“A arte feita com material descartado é a mais acessível a todos que quiserem usar um pouco da criatividade, todo mundo pode criar algo bacana dessa forma. Mãos à obra, pessoal”, incentiva o artista.

Quem deseja conhecer mais sobre a reciclagem de eletrônicos e incentivar às crianças a olharem os objetos por outras perspectivas, a Coopermiti ainda realiza excursões para escolas e visitas guiadas que podem ser agendadas pelo site da cooperativa.

Mais informações:
www.coopermiti.com.br

10:30 · 28.12.2017 / atualizado às 19:39 · 27.12.2017 por
A cisterna calçadão é uma das opções de segunda água para pequenas produções familiares Foto: Eduardo Queiroz / Agência Diário

O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou a destinação de mais R$ 100 milhões para a instalação de 6,8 mil cisternas de segunda água, que captam e armazenam água da chuva para ser usada na irrigação de plantações e na criação de animais.

Desde que o programa foi iniciado, em 2013, já foram liberados R$ 271 milhões, que apoiaram 25 mil famílias rurais de baixa renda do Semiárido. Mas a demanda ainda é grande, cerca de 400 mil delas estão na fila do benefício.

O cálculo exato da necessidade de instalação de cisternas de segunda água está sendo fechado. Da mesma forma, o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e o Banco Mundial, à frente do projeto, vão iniciar uma avaliação para conhecer os frutos do projeto, que deve ser concluído em dois anos.

Chefe do departamento de Inclusão Produtiva do BNDES, Daniela Arantes, conta que a sua experiência com o programa mostra que o uso das cisternas transforma a capacidade produtiva na região assistida, marcada pela seca.

Ela acrescenta que o programa tem o benefício de alterar também a configuração familiar, ao responsabilizar as mulheres pela manutenção dos equipamentos. “As famílias costumam nos dizer que, depois de instalada a cisterna de segunda água, não precisam de mais nada para continuarem nas áreas rurais”, afirmou.

O programa foi criado para compensar a dificuldade de produção de 8,5 milhões de brasileiros que convivem com a seca em nove estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 66% das famílias rurais do Nordeste não possuem acesso à rede geral de abastecimento de água.

Com as cisternas, as famílias acumulam a água no período chuvoso para usar no de estiagem. Durante as entrevistas realizadas para avaliar a eficácia do programa, foi percebido, por exemplo, que as famílias passaram a ter mais tempo para produzir alimentos e criar animais a ponto de gerar renda com a venda de excedentes, apenas porque deixaram de buscar água longe de suas propriedades.

10:30 · 27.12.2017 / atualizado às 21:01 · 26.12.2017 por
O Açude Castanhão, maior do Estado do Ceará, está com apenas 2,7% da sua capacidade, após seis anos consecutivos de chuvas abaixo da média Foto: Kid Júnior/Agência Diário

Um novo relatório mostra que os estudos publicados desde que o Acordo de Paris foi firmado, há dois anos, estão ligando cada vez mais as mudanças climáticas a eventos climáticos extremos em todo o mundo

Desde a conclusão da Cúpula do Clima da ONU, em Paris, em 12 de dezembro de 2015, cientistas publicaram pelo menos 59 artigos sobre a atribuição de eventos climáticos específicos às mudanças climáticas. Destes, 41 concluem que elas aumentaram os riscos de um determinado tipo de evento extremo, revela a análise da Unidade de Inteligência Energética e Climática (Eciu). Alguns detectam um aumento na frequência, outros, na intensidade ou na duração, ou vinculam um impacto particular às mudanças climáticas, ou uma combinação desses efeitos.

Os eventos meteorológicos estudados abrangem episódios de calor extremo, seca, inundações e ondas de incêndios, e dizem respeito a todos os continentes, exceto a Antártida. Eles abrangem 32 eventos individuais recentes para os quais os riscos aumentaram devido às mudanças climáticas, com outros focando na tendência de longo prazo de riscos crescentes.

Uma pequena proporção dos eventos climáticos extremos individuais analisados nestes estudos têm um custo quantificado em termos de vidas perdidas ou danos econômicos. O relatório deduziu que, neste pequeno conjunto de eventos, as mudanças climáticas causaram cerca de 4.000 mortes e cerca de US$ 8 bilhões em danos econômicos. Mas o relatório adverte que esses números não podem ser tratados como o “custo das mudanças climáticas”.

Richard Black, diretor da Eciu e autor do relatório, disse que a compreensão das conexões entre mudanças climáticas e eventos climáticos extremos está evoluindo rapidamente. “Há apenas alguns anos, era difícil dizer mais sobre qualquer tempestade, seca ou onda de calor além de que era ‘consistente com o que a ciência prevê’. Cada vez mais, os cientistas podem olhar muito especificamente para um sinal de mudança climática em eventos extremos, e fazê-lo muito rapidamente. Este relatório mostra que, cada vez mais, estão descobrindo que os eventos específicos são mais prováveis ou mais prejudiciais pelas mudanças climáticas”.

Comentando, Friederike Otto, diretora adjunta do Instituto de Mudanças Ambientais da Universidade de Oxford, disse que a rápida evolução da ciência na atribuição de eventos está gerando conhecimento cada vez mais útil para os formuladores de políticas. “Estamos agora descobrindo que, para muitos tipos de eventos climáticos extremos, especialmente ondas de calor e chuvas extremas, podemos estar bastante confiantes sobre o efeito da mudança climática”, disse.

“Sejam formuladores de políticas analisando questões locais, como proteção contra inundações, sejam negociadores envolvidos em processos globais sobre alterações climáticas, quanto mais informações sobre como as mudanças climáticas impactam o agora e o futuro, melhores serão as decisões que podem ser tomadas. Este relatório da Eciu mostra o rápido crescimento do conhecimento, e acho que só vai acelerar”.

O relatório foi lançado na semana em que líderes mundiais se reuniram novamente em Paris para uma cúpula climática convocada pelo presidente francês Emmanuel Macron, focada na economia da mudança climática.

A Eciu é uma organização sem fins lucrativos que apoia o debate informado sobre questões de energia e mudanças climáticas no Reino Unido. A Grã-Bretanha enfrenta escolhas importantes sobre energia e sobre a resposta às mudanças climáticas.

Mais informações:
http://eciu.net/

10:30 · 11.12.2017 / atualizado às 11:29 · 11.12.2017 por
A capacidade de flexionar a carapaça e assumir o formato de bola deveria funcionar como mecanismo de proteção para o tatu-bola, mas o torna muito mais vulnerável à caça  Foto: Associação Caatinga

A capacidade de flexionar a carapaça e assumir o formato de bola deveria funcionar como mecanismo de proteção para o tatu-bola, mas ao invés disso, o torna muito mais vulnerável à caça do que os outros tatus, pois ele não foge diante da ameaça dos caçadores. Ele também é bastante vulnerável às mudanças climáticas e ambientais, e estudos sobre a espécie são escassos. Por isso, a pesquisadora cearense Liana Sena, bióloga formada pela Universidade Estadual do Ceará (Uece),  doutoranda pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), resolveu estudar o Tatu-Bola-do-Nordeste (Tolypeutes tricinctus) e identificar o impacto da caça ilegal sobre a espécie.

“Os tatus são animais extremamente presentes na cultura brasileira, principalmente no Semiárido nordestino, muito devido à caça e à agricultura. Apesar disso, são animais pouco estudados, mas que exercem funções importantes para o ambiente, como a atividade escavadora, essencial para manutenção de solos férteis”, explicou a pesquisadora.

O projeto “Usando modelos de ocupação para investigar uso do habitat do tatu-bola e sua vulnerabilidade frente à caça ilegal” foi contemplado, em novembro passado, com um financiamento da Fundação Rufford, instituição no Reino Unido que apoia 4.276 projetos de conservação da natureza em 157 países em desenvolvimento.

Os objetivos do estudo são investigar a pressão de caça sobre a espécie e estimar a efetividade dos remanescentes florestais de Caatinga em manter populações viáveis no presente e no futuro. Os resultados serão usados para sugerir áreas prioritárias para a conservação da espécie na Caatinga, revelar lacunas de proteção em outras áreas de ocorrência e subsidiar ações de manejo e conservação.

Mais conhecido por ter sido o mascote da Copa de 2014, graças a campanha da Associação Caatinga, ONG com à qual Liana já colaborou, o Tatu-Bola-do-Nordeste consta na Lista Nacional das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção na categoria “Em Perigo” (EN). É a única espécie de tatu endêmica no Brasil e foi contemplada no Plano de Ação Nacional para a Conservação do Tatu-bola elaborado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)/Ministério do Meio Ambiente (MMA) em 2014, que tem duração de cinco anos.

De acordo com Liana Sena, a principal causa apontada para a ameaça de extinção do tatu-bola é a caça: “por isso, o projeto incorporou a dimensão humana na pesquisa aplicada à conservação, como ferramenta para entender a influência de fatores socioeconômicos e culturais na caça de subsistência e captura ilegal do tatu-bola. Essas informações são cruciais para entender conflitos e a relação humano-fauna silvestre, e construir estratégias mais eficientes e realistas de intervenção e conservação”, esclareceu.

O tatu-bola ocorre em todos os estados do Nordeste e no Tocantins, Minas Gerais e Goiás, sendo encontrado predominantemente na Caatinga e em algumas áreas do Cerrado. No Brasil há uma outra espécie de tatu-bola, Tolypeutes matacus, que possui registros no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, sendo mais comum na Bolívia, Paraguai e Argentina.

A pesquisa vem sendo desenvolvida no Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, onde encontra-se a maior concentração de sítios arqueológicos atualmente conhecida nas Américas. A Unidade de Conservação foi fundada em 1979 e em 1991 foi declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas pela Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

Com informações do Site o((eco))

10:30 · 20.11.2017 / atualizado às 11:08 · 20.11.2017 por

As belezas enfatizadas atualmente pela novela “O Outro Lado do Paraíso” podem ser vistas de forma sistematizada, por mais de 300 fotografias inéditas,  no recém-lançado livro sobre o Parque Estadual do Jalapão, no Estado do Tocantins, feitas pelo fotógrafo mineiro Lester Scalon, especializado em natureza. O artista plástico e pesquisador da flora e fauna brasileira Tomas Sigrist é responsável pelos textos que contam a história do local, além das 600 ilustrações da fauna e também do CD, no formato MP3, com uma seleção de cantos de 100 aves da região.

Essa obra possibilita a fotógrafos, amantes da natureza, estudantes, educadores, profissionais do setor, pesquisadores e o público em geral o acesso a uma série de informações inéditas, além de extensa galeria de fotos, que retratam não apenas o encanto do Jalapão, com suas paisagens estonteantes, mas também registros culturais e humanos da região, como a comunidade quilombola ali presente.

O trabalho realizado no Jalapão faz parte da série de registros das Unidades de Conservação do Brasil que Scalon tem realizado ao logo dos últimos dez anos. “Em geral, as pessoas não conhecem esses locais, onde existem belezas naturais tão ricas no Brasil. O Jalapão, assim como a Serra da Canastra, o Pantanal e a Chapada dos Veadeiros, oferece um fascínio muito grande devido às suas peculiaridades. Nosso principal objetivo é despertar a curiosidade das pessoas em conhecer estes locais, e, ainda, mostrar um pouco da sua cultura”, afirma.

O fotógrafo explica, ainda, que a obra do Jalapão é diferenciada das suas últimas publicações, uma vez que há registros, não só do ambiente e do ecossistema, mas também da comunidade que ali vive. “Mostramos a cultura quilombola e seus artesanatos com capim dourado. Estou muito orgulhoso desta obra, porque, sem dúvida, permite ao leitor apreciar os panoramas por meio das imagens destacadas e interagir com a comunidade presente neste patrimônio natural brasileiro”, destaca Scalon.

O Parque Estadual e o ecossistema

O Parque Estadual do Jalapão, localizado no Tocantins (TO), desempenha um importante papel no cenário brasileiro, no que diz respeito à preservação da biodiversidade. A região está circundada por quatro estados brasileiros e está localizada entre os municípios de Mateiros (TO) e São Félix (BA).

De acordo com Sigrist, o Parque Estadual do Jalapão, inserido numa área de cerca de 160 mil hectares, é dotado de uma incrível variedade de ecossistemas tropicais e desempenha um papel
fundamental na preservação da biodiversidade, contribuindo para o status do Brasil como um dos países biologicamente mais ricos do mundo.

Porém, esta riqueza tem enfrentado problemas graves, como a perda da biodiversidade e a degradação ecológica induzida por desmatamentos, conversão de florestas em plantações, a introdução de espécies exóticas, como certas gramíneas utilizadas na pecuária, que competem com as espécies nativas, bem como a poluição da água a partir de assentamentos humanos nas proximidades do parque.

“Acredito que esta obra pode despertar a curiosidade das autoridades e de pesquisadores em buscar mais informações de como fazer um melhor controle da preservação destas áreas e
encontrar subsídios e planejamentos mais objetivos e certeiros de como realizar a gestão de um parque. O Jalapão é um grande
laboratório, uma vez que a comunidade ali inserida consegue sobreviver da própria cultura. Espero que esta obra contribua com a
sociedade, dando um embasamento técnico sobre a região”, declara Sigrist.

O especialista conta que uma das curiosidades encontradas no Jalapão é o raro pato-mergulhão, uma ave que só sobrevive em ecossistemas ambientalmente equilibrados, em especial aqueles em que há cursos de águas limpas e agitadas. “É uma ave que está em extinção. Há apenas poucos indivíduos na região do Jalapão.
Foi uma grata surpresa a descoberta dessa espécie; realizada por biólogos há alguns anos”, destaca Sigrist.

 

A técnica

Imagens de dunas, cachoeiras, rochas típicas em meio à vegetação do cerrado, a fauna e a flora, todas registradas com o máximo de cuidado por Lester Scalon, que dividiu suas fotos por temas, como: dunas, fervedouros de águas borbulhantes, artesanato local como o capim dourado, comunidade, paisagens, fauna e flora.

“Para as fotos das aves e da fauna em geral, que normalmente estão em movimento, usei intervalos sequenciais de seis, oito, dez, doze
fotos por segundo, para conseguir registrar o voo dos pássaros, por exemplo. Mas, de uma forma geral, o feeling é fundamental para a
realização do trabalho”, afirma.

Scalon conta que desta vez usou uma técnica diferenciada para captar algumas imagens, principalmente aéreas. “Pela primeira vez em meu trabalho, utilizei o suporte de um drone e captei imagens incríveis, uma vez que o Jalapão tem uma vasta área, rica em belezas naturais”, destaca.

Depois das fotos produzidas, houve o tratamento de imagens e a montagem. “Outro diferencial é a quantidade de imagens em página dupla, ampliadas, que conferem uma maior perspectiva do ambiente retratado, possibilitando que o leitor viaje por meio das fotos”, conclui calon.

Na obra constam cerca de 600 ilustrações feitas por Sigrist, que retratam diversas espécies de aves, répteis, anfíbios e mamíferos para que o leitor possa conhecer um pouco mais sobre a fauna local.

Conta com o apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet nº 8.313/91) e patrocínio da empresa CBMM, Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração.

Lester Scalon

Nascido em 1959, o fotógrafo mineiro Lester Scalon sempre foi um apaixonado pela natureza, vivendo e convivendo com ela uma vida inteira. É artista plástico, ilustrador, desenhista e pescador esportivo profissional. No entanto, ligado em outras atividades da vida cotidiana, que lhe tomavam o tempo, viu-se obrigado, por mais de 30 anos, a abdicar da arte fotográfica.

Em 1992, começou a dar os primeiros cliques. Mas foi quando conheceu o grande amigo e fotógrafo Ruy Varella que veio o grande
incentivo. Com Varella vieram as informações e os ensinamentos técnicos, que lhe proporcionaram uma evolução muito rápida em seu
trabalho fotográfico.

Seus trabalhos focados em imagens de natureza foram capa de mais de 20 milhões de listas telefônicas do Guiatel em Minas Gerais. Em 2007 ganhou o prêmio “Abril de Jornalismo” com imagens de pesca esportiva para o Guia 4 Rodas Pesca.

Jalapão é sua sétima obra sobre Unidades de Conservação, juntamente com Serra da Canastra; Insetos – Magia, Formas e Cores; Iconografia das Aves do Brasil: Mata Atlântica; Grande
Sertão Veredas; Nossas Aves, um Voo no Imaginário Popular; e Taiamã – A Vida às Margens do Pantanal.

Tomas Sigrist

Em 1986, iniciou sua carreira como pintor naturalista, e chegou a um estilo próprio de expressão para representar elementos da fauna e
flora brasileira, trabalho para o qual desenvolve pesquisas em campo, em museus e em bibliotecas no mundo todo.

Ele escreve artigos científicos sobre aves e ilustra livros para outros autores. No começo dos anos 90, auxiliou Edwin O´Neal Willis em
seu livro “Aves do Estado de São Paulo”. O projeto durou sete anos. Em 2004 lançou “Aves do Brasil – Uma visão Artística”, a que se
seguiram “Aves do Brasil Oriental”, “Iconografia das Aves do Brasil”, Insetos: Magia Formas e cores”, “Aves da Amazônia” e o “Guia de Campo – Avifauna Brasileira”.

Mais informações:

Livro: Jalapão
Editora: Avis Brasilis
Fotos: Lester Scalon
Texto, CD e ilustrações: Tomas Sigrist
288 páginas
Capa dura
Português/Inglês
Formato 27×35 panorâmico
Preço sugerido: R$ 98,00
www.Avis Brasilis.com.br

10:00 · 16.11.2017 / atualizado às 17:18 · 13.11.2017 por
O caranguejo-uçá (Ucides cordatus) é intensamente consumido no Nordeste do Brasil, daí a preocupação com a preservação da espécie Foto: ICMBio

Neste dia 16 de novembro, a Rede de Monitoramento de Andadas Reprodutivas de Caranguejos (Remar) lançará o aplicativo para smartphone Remar Cidadão, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e da Edinburgh Napier University, com apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O objetivo do app será coletar informações dos usuários que observarem caranguejos no período da “andada”, época da reprodução dos caranguejos, quando a captura e comercialização é proibida.

É nesta fase que as espécies de caranguejo estão mais vulneráveis à captura. Por isso, os pesquisadores responsáveis pelo aplicativo esperam, com apoio dos usuários, conseguir mapear melhor as “andadas” e, com isso, aumentar a proteção desses animais.

Os principais alvos da iniciativa são as espécies de manguezal, como o caranguejo-uçá (Ucides cordatus) e o guaiamum (Cardisoma guanhumi), esta última considerada ameaçada e incluída no “Plano de Ação Nacional para a Conservação das Espécies Ameaçadas e de Importância Socioeconômica do Ecossistema Manguezal (2015-2020)”.

Os pesquisadores esperam envolver coletores de caranguejo, comerciantes, gestores de unidades de conservação e fiscais, além de cidadãos em geral, na missão de monitorar os animais por meio do Remar Cidadão.

O lançamento oficial do aplicativo acontece no Centro Nacional de Pesquisa para a Conservação da Biodiversidade Marinha do Nordeste (Cepene-ICMBio), das 9h ao meio-dia; e no Campus Paulo Freire da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), das 19h às 22h.

Fonte: ICMBio