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12:13 · 09.08.2018 / atualizado às 16:35 · 09.08.2018 por
Paulo Camargo, presidente da Divisão Brasil e Leonardo Lima, diretor de Desenvolvimento Sustentável da Arcos Dorados, maior franquia da McDonald’s no mundo, que atende a América Latina e Caribe Fotos: Maristela Crispim

Sempre fui cabreira com unanimidades e extremismos, para que lado for. Sendo assim, gosto de ouvir o que as pessoas têm a dizer. Foi com esse espírito que embarquei para um bate-volta a São Paulo na última terça feira (7), atendendo a convite da Arcos Dorados, maior franquia da McDonald’s no mundo, que atende a América Latina e Caribe. 

Paulo Camargo, presidente da Divisão Brasil, e Leonardo Lima, diretor de Desenvolvimento Sustentável, estavam a postos para um bate-papo sobre sustentabilidade. Antes desse momento, também de divulgação do Relatório de Impacto Social e Ambiental 2017 da Arcos Dorados, no restaurante da Henrique Schaumann (SP), os jornalistas convidados de oito estados participaram do Programa Portas Abertas, com o gerente Ewerton Perez Cruz, para conhecer os processos, além de conferir a preparação do cinquentenário Big Mac, o sanduíche mais vendido em todo o mundo.

O Programa Portas abertas leva clientes às cozinhas dos restaurantes para conhecerem seus processos. Na foto, o gerente do McDonald’s da Henrique Schaumann, em São Paulo, Ewerton Perez Cruz

Não há muitas dúvidas a respeito da eficiência e higiene nos processos da marca. Mas, a insistência em mostrar a qualidade dos insumos, por parte do presidente Paulo Camargo, demonstra que o McDonald’s já era vítima de fake news muito antes delas receberem este nome.

Mas, se falar em alimentação saudável numa rede de fast food ainda é desconfortável, pelo menos um esforço em mostrar nos cardápios quais produtos têm mais sódio e açúcar, assim como oferecer cinco opções de saladas, substituição de fritas por frutas ou por saladas é um movimento interessante, que garante certo poder de escolha ao cliente. 

Foi bom saber que, além de ser uma das maiores empregadoras de jovens da América Latina, a Companhia ainda contribui no desenvolvimento para o trabalho

Sustentabilidade 

Voltando ao tema central do encontro, um ambicioso projeto para aproveitar a própria escala para ajudar no processo de Educação Ambiental da sociedade vem sendo gestado pela Arcos Dorados. Segundo Leonardo Lima, a ideia é tornar as lojas da franquia centros de educação ambiental. Ela surgiu da análise dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e suas 169 metas, para identificar como contribuir para a Agenda 2030, trabalho iniciado em 2016. 

O projeto é focado na Educação e no Desenvolvimento Sustentável. Com a participação ativa da comunidade local, a cidade de Birigui (SP) foi a cidade piloto. O restaurante de lá se tornou um centro de aprendizagem de práticas sustentáveis. Depois, foi espalhado para Araçatuba (SP). A meta agora é replicar pelo Brasil. 

O projeto tem cinco módulos de atuação acadêmica e se interrelaciona com dois programas atuais da companhia: Educação Infantil para o Desenvolvimento Sustentável; Gestão de Resíduos Sólidos; Florestação; Programa Bom Vizinho; Programa Portas Abertas; Alianças Estratégicas; e Educação Executiva. 

Canudinhos 

A mais recente ação de sustentabilidade do McDonald’s, no Brasil, é muito simbólica: o desestímulo ao uso do canudo plástico. Ele não é mais colocado na bandeja, mas é fornecido, se o cliente solicitar. 

Segundo Paulo Camargo, presidente da Divisão Brasil, ainda não foi encontrada uma solução logística para o caso do Rio de Janeiro, onde o uso foi proibido. Por enquanto, a empresa está negociando a importação de canudos de papel. 

Mas está formando uma coalizão global com a cadeia de cafeterias Starbucks para estimular projetos que possam dar origem a uma nova geração de canudos, copos e tampas para as suas redes de fast foods e para todas as outras também.

Depois da visita, da conversa e da leitura do relatório, posso me dizer bastante otimista com o que vi, ouvi e li. Uma empresa gigante que não apenas inclui metas de sustentabilidade, como também quer ser protagonista de um processo de educação da população voltada ao Desenvolvimento Sustentável é uma coisa boa demais nos nossos dias. Agora é acompanhar e esperar que essas ações rendam bons frutos.

O gerente do McDonald’s da Henrique Schaumann, em São Paulo, Ewerton Perez Cruz, nos mostra o cinquentenário Big Mac, o mais vendido da marca

‘Receita para o Futuro’: ‘escala para o bem’ 

“Na Arcos Dorados, nós estamos muito orgulhosos de poder compartilhar as iniciativas e os projetos que realizamos, bem como os resultados de nosso impacto social e ambiental na América Latina e no Caribe, através de nosso relatório anual: ‘A Receita do Futuro’. Este relatório é uma demonstração de como uma companhia de nosso tamanho pode usar sua escala para fazer bem à sociedade”, a declaração é de Woods Staton, executive chairman da Arcos Dorados e está logo no começo do documento. 

Intitulado “Preparando a receita do Futuro”, ele destaca os resultados de impacto social e ambiental para a América latina e o Caribe em 2017. Confira alguns deles a seguir: 

 

Gestão de resíduos 

Geração – materiais utilizados de fontes sustentáveis e que sejam aptos para a reciclagem 

Gestão e controle – separação em origem, de acordo com os requisitos de retiro e disposição 

Disposição – o processo de retiro e disposição é realizado de acordo com cada município onde fica o restaurante  

 

Energia e clima 

Trabalho na melhoria contínua dos processos e equipamentos para conseguir uma gestão eficiente de recursos por meio do Programa ABC que se centra em três prioridades: 

A. Utilização de boas práticas e conceitos de utilização racional de recursos nos restaurantes 

B. Investimento em novas tecnologias (ferramentas de controle e medição de consumo)

C. Articulação com as empresas fornecedoras de recursos

 

Uso racional 

20.000 litros de óleo são coletados por mês 

1.500 litros de água a cada 18h são maximizados com a coleta de água condensada, em cidades com clima quente ou temperado 

 

Cadeia de fornecimento sustentável 

Rigor em trabalhar com empresas comprometidas em realizar negócios de maneira responsável que estejam alinhadas com os padrões éticos, sociais e ambientais da Companhia.

Os fornecedores de insumos precisam cumprir elevados padrões de qualidade de produção e segurança alimentar, assim como a exigência de um compromisso com os Direitos Humanos, o trabalho decente e o respeito pelo meio ambiente. 

72% dos insumos (alimentos e papel) são de fornecedores locais 

67% das embalagens de papel são de fontes sustentáveis, no Brasil 100% certificadas pelo Forest Stewardship Council (FSC)

100% do peixe vendido no Brasil e em Porto Rico estão certificados pelo Marine Stewardship Council (MSC) 

 

Compromissos para o bem-estar animal 

Liderar o desenvolvimento de princípios, critérios globais e locais de uma pecuária sustentável 

Desenvolver metas e iniciar a compra verificada de carne sustentável 

 

Qualidade dos alimentos 

Apesar de ser uma empresa especializada em fast food, garante opções variadas e nutritivas com: 

100% de carne bovina de qualidade, sem aditivos nem conservante 

100% de batatas fritas sem gorduras trans 

Ingredientes de primeira qualidade 

Valores nutricionais com transparência 

 

McDonald’s na América latina e Caribe (Arcos Dorados) 

20 países 

2.188 restaurantes 

78.806 empregados (60 mil jovens entre 16 e 25 anos; 57% mulheres; 1.740 pessoas com deficiência) 

929 restaurantes no Brasil (50 mil empregos) 

Um dos principais empregadores de jovens na região 

08:37 · 23.07.2018 / atualizado às 08:37 · 23.07.2018 por

Letras Ambientais

Especial para o blog Gestão Ambiental 

 

A seca já ocorre em praticamente todo o Ceará. É o que mostra o atual mapa da cobertura vegetal do Estado, obtido por meio de monitoramento por satélite, realizado pelo Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis), da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

Pela imagem de satélite abaixo, é possível observar que na maioria dos municípios do Ceará, as áreas em vermelho indicam a ocorrência de seca grave; enquanto, em amarelo, sinalizam para a condição de seca moderada. Apenas em alguns municípios do norte e do noroeste do Estado, a vegetação está verde, ou seja, as condições climáticas continuam favoráveis e a seca ainda não atingiu a vegetação. O mapa mostra a rápida mudança ocorrida na vegetação do Ceará para a condição de seca. 

Mapa da vegetação do Ceará mostra avanço da seca na maioria dos municípios Imagem: Lapis

No período de fevereiro a maio deste ano, o Estado registrou um expressivo volume de chuvas. A Caatinga alcançou um alto nível de recuperação, de modo que, em maio, o Ceará foi considerado o Estado que ficou mais verde no Semiárido brasileiro, como mostrado no mapa abaixo:   

 

Mapa da vegetação do Ceará mostrou Caatinga completamente recuperada em maio de 2018, após as chuvas Imagem: Lapis

O atual avanço da seca ocorre porque o período da estação chuvosa no Semiárido brasileiro foi encerrado no último mês de maio. A tendência de falta de chuvas, perda na umidade dos solos e ressecamento da vegetação da Caatinga avança em toda a região, como mostra a imagem a seguir. 

Avanço da seca no Semiárido brasileiro Imagem: Lapis

O mapa acima mostra que a seca já atinge quase todos os municípios do Semiárido brasileiro, com exceção das áreas de Zona da Mata, na Costa Leste do Nordeste, onde a vegetação está verde e ocorre, no período de abril e julho, a estação chuvosa. 

Gestão das secas nos municípios 

Uma pesquisa divulgada no dia 5 de julho, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sobre o Perfil dos Municípios Brasileiros (Munic), mostrou que, no período de 2013 a 2016, em praticamente metade dos 5.570 municípios do País (48,6%) ocorreu algum evento de seca, totalizando 2.706 municípios a registrarem esses eventos climáticos.  

O estudo mostra que a maioria dos municípios afetados pela seca no Brasil (59,4%) não conta com um instrumento orientado à prevenção de desastres naturais e apenas 14,7% tem um plano específico de contingência e/ou de prevenção à seca.  

A região Nordeste, conhecida pelas secas frequentes, intensas e com profundos impactos socioeconômicos, apresentou a maior proporção de municípios afetados por esta tipologia de desastre natural (82,6%).  

No período de 2013 a 2016, o Ceará foi o Estado do Nordeste a registrar maiores proporções de municípios atingidos pela seca (97,8%), seguido pelo Piauí (93,8%), Paraíba (91,9%) e Rio Grande do Norte (91,0%).  

Ainda de acordo com o estudo, nos anos de seca, 89,3% dos municípios brasileiros informaram terem sofrido perda ou redução da produção agrícola, enquanto 81,3% declararam terem tido prejuízos financeiros.  

Segundo um Relatório do Centro de Estudos e Pesquisas em Engenharia e Defesa Civil (Ceped), no período de 1995-2014, o total de danos materiais e prejuízos (públicos e privados) causados por desastres naturais derivados de eventos climáticos no Brasil foram estimados em R$ 100 bilhões. Deste total, cerca de 75% estão diretamente vinculados às estiagens e secas a afetarem frequentemente o Nordeste e as demais regiões do Brasil.  

No Nordeste, o valor total de danos e prejuízos públicos e privados, derivados de eventos climáticos, foi cerca de R$ 47 bilhões, no período 1995-2014. O valor inclui o total de prejuízos privados na agricultura, pecuária, indústria e serviços.  O Estado do Ceará ocupa o segundo lugar (22%) como um dos mais impactados e submetidos a maiores prejuízos na região, ficando atrás somente da Bahia (28,8%). 

Para mais informações, leia o artigo “Quanto custam as secas ao Brasil”: www.letrasambientais.com.br/posts/quanto-custam-as-secas-ao-brasil 

Capacidade institucional 

As ações mais comuns adotadas pelos municípios atingidos pela seca no Brasil, para evitar ou minimizar os danos causados pelo evento climático, são de caráter emergencial: a construção de poços (59,5%) e a distribuição regular de água, por meio de carros-pipa (58,1%).  

A pesquisa chama atenção para a falta de capacidade institucional dos municípios brasileiros para lidarem com o constante risco de ocorrência de secas. O panorama é crítico para os estados do Semiárido, incluindo o Ceará, com forte potencial para a ocorrência de seca, que pode tomar proporção de desastre natural, em um cenário socioeconômico e ambiental vulnerável.  

Os prejuízos decorrentes das secas podem ser minimizados, desde que se disponham de informações seguras, e em tempo hábil, para que seja feito um planejamento adequado, evitando que esses fenômenos climáticos tomem proporção de desastres naturais e aumentem a vulnerabilidade da população, dos governos e dos setores econômicos. 

Com relação às previsões climáticas para o próximo ano, no Semiárido brasileiro, os especialistas ainda não definiram quanto à ocorrência de El Niño ou La Niña, principais sistemas meteorológicos a influenciarem as condições climáticas na região. O Oceano Pacífico continua em condição de neutralidade e, somente em setembro deste ano, será feita uma previsão para a região. 

Mais informações: 

Lapis – www.lapismet.com.br

Letras Ambientais – www.letrasambientais.com.br

10:00 · 11.07.2018 / atualizado às 10:31 · 11.07.2018 por
O objetivo é levar pessoas a Unidades de Conservação para lazer, educação ambiental e conscientização Foto: Marcelino Júnior (Parque Nacional de Ubajara)

O Brasil é o país com a maior biodiversidade do Planeta, e cerca de 2.500 Unidades de Conservação (UCs) ajudam a proteger este patrimônio. Porém, com exceção de parques mais conhecidos, como os Parques Nacionais da Tijuca, Iguaçu, Chapada Diamantina, Chapada dos Guimarães e Fernando de Noronha, a maior parte é pouco frequentada pela população. A campanha “Um Dia no Parque” quer mudar esta realidade e levar os brasileiros para os parques nacionais, no dia 22 de julho.

Idealizada pela Rede Pró UC, em parceria com a Coalizão Pró-Unidades de Conservação, e inspirada pelo Park Day, dos Estados Unidos, quando americanos se dirigem aos parques para acampar, fazer trilhas, observar pássaros, estrelas e aproveitar os parques nacionais, a campanha “Um Dia no Parque” tem o objetivo de mostrar às pessoas que perto delas provavelmente há uma UC, e que ali é possível praticar diferentes atividades, tanto sozinho quanto em grupo.

“Queremos mostrar que o meio ambiente está mais perto do que as pessoas imaginam. Você não precisa viajar ao outro extremo do País para apreciar a natureza. Valorizar parques e reservas é reconhecer a importância das áreas verdes protegidas para nossas vidas”, afirma a bióloga da Fundação SOS Mata Atlântica, Erika Guimarães, especialista em parques e reservas.

Além de levar as pessoas às UCs para lazer, a campanha quer mostrar ao público a importância destas áreas para a qualidade de vida também nas cidades, já que são responsáveis por cerca de 35% da água consumida no Brasil.

Uma pesquisa realizada em 2014, pelo WWF-Brasil, mostrou que a riqueza natural do Brasil é o maior orgulho de 58% dos brasileiros. A mesma pesquisa mostrou que 80% considera que a natureza não está protegida.

A data foi escolhida por ser próxima ao aniversário do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc), a Lei que rege as UCs, criada em 2000. “Este é um projeto de longo prazo. Nosso objetivo é criar uma cultura de reconhecimento e valorização das Unidades de Conservação pela população brasileira”, afirma Angela Kuczach, diretora-executiva da Rede Pró UC.

A categoria “parques” foi a escolhida por ser a de mais fácil reconhecimento pela população, mas todas as categorias de Unidades de Conservação são contempladas na campanha.

“Envolver as comunidades locais, capacitá-las, mostrar novas perspectivas de turismo sustentável e de base comunitária em unidades de conservação, como fazemos no Sul da Bahia nos parques de Abrolhos, Pau Brasil e Monte Pascoal, é incentivar a conservação da natureza para a o bem-estar das pessoas”, detalha Mauricio Bianco, líder da Conservação Internacional (CI) no Brasil.

Potencial turístico

O Brasil tem um potencial turístico inexplorado. Um estudo publicado pelo Fórum Econômico Mundial, em 2017, mostrou que, em uma lista de 136 países, o Brasil é o primeiro em potencial de recursos. Porém, esta riqueza não é usada para atrair visitantes.

Os parques nacionais dos Estados Unidos, país em décimo lugar no mesmo item da lista, atraem anualmente cerca de 300 milhões de visitantes, arrecadam 17 bilhões de dólares e geram 306 mil empregos.

A Espanha, com uma população de 46,5 milhões, levou aos parques nacionais cerca de 15 milhões de visitantes. Já no Brasil, atraíram 10,7 milhões de visitantes em 2017.

“O incentivo ao ecoturismo beneficia tanto a população local, que tem a economia estimulada pelo fluxo de pessoas, com mais movimento na rede hoteleira, de alimentos e artesanato, entre outros, quanto os visitantes, com experiências enriquecedoras”, diz a coordenadora do Programa de Ciências do WWF-Brasil, Mariana Napolitano.

Coalizão Pró-Unidades de Conservação

A Coalizão  é um grupo de instituições que se propõe a congregar empresas e organizações da sociedade civil comprometidas com a valorização e a defesa das Unidades de Conservação da Natureza.

Fazem parte da Coalizão:

  • Rede Pró UC
  • Fundação SOS Mata Atlântica
  • Conservação Internacional (CI) Brasil
  • Fundação Grupo Boticário
  • Imaflora
  • Instituto Semeia
  • WWF-Brasil
  • The Nature Conservacy (TNC) Brasil
  • Imazon
09:00 · 30.06.2018 / atualizado às 18:38 · 29.06.2018 por
O objetivo é encontrar empreendedores e projetos para ajudar a resolver alguns dos maiores problemas ambientais do mundo Foto: Túlio Vidal

A Cervejaria Ambev quer encontrar ideias disruptivas que ajudem a resolver algumas das principais questões ambientais da atualidade. Para isso, lança sua aceleradora com foco em impulsionar propostas que contribuam para a construção de um mundo melhor em temas como emissão de carbono, agricultura sustentável, embalagem circular e água. A ideia é identificar soluções inovadoras de empreendedores, startups e acadêmicos.

A melhor proposta será pilotada junto à Cervejaria Ambev e competirá internacionalmente com propostas de outros países na aceleradora global do grupo AB Inbev. O vencedor terá a chance de fechar um contrato com a multinacional e apresentar sua ideia a fundos globais de investimento de alto impacto.

Além do vencedor, a Cervejaria Ambev também premiará outras propostas bem avaliadas com programas de treinamento e mentoria da liderança da companhia, para identificar e desenvolver o potencial das ideias e pessoas participantes, com possibilidade de futuras contratações.

Os interessados já podem fazer o cadastro em www.aceleradoraambev.com.br e aguardar os comunicados sobre as próximas etapas do programa.

“Nossa nova aceleradora cria oportunidades de identificar e apoiar projetos inovadores de pessoas e empresas também preocupadas em resolver os maiores problemas ambientais da atualidade. Isso está conectado ao nosso sonho de unir as pessoas por um mundo melhor”, comenta Rodrigo Figueiredo, vice-presidente de Sustentabilidade e Suprimentos da Cervejaria Ambev.

A aceleradora faz parte da Plataforma 100+, lançada recentemente pela companhia. A 100+ reúne ações de impacto positivo para além dos muros da cervejaria, que buscam construir um legado sustentável para a sociedade e o meio ambiente pelos próximos 100 anos e mais.

Recentemente, a Companhia lançou suas metas ambientais para serem atingidas até 2025, que estão alinhadas aos desafios das ideias propostas na plataforma:

  • Ações Climáticas: 100% da eletricidade comprada pela Cervejaria Ambev deve ser advinda de fontes renováveis. Além disso, a cervejaria vai reduzir em 25% as emissões de carbono ao longo de sua cadeia de valor.
  • Gestão de Água: melhorar de forma mensurável a disponibilidade e a qualidade da água para 100% das comunidades em áreas de alto estresse hídrico com as quais a cervejaria se relaciona.
  • Agricultura Inteligente: 100% dos agricultores parceiros da cervejaria devem estar treinados, conectados e com estrutura financeira para desenvolver um plantio cada vez mais sustentável.
  • Embalagem Circular: 100% dos produtos da Cervejaria Ambev devem estar em embalagens retornáveis ou que sejam majoritariamente feitas de conteúdo reciclado.

Mais informações:

Endereço eletrônico: www.aceleradoraambev.com.br
Quem pode participar: pessoas empreendedoras com sugestões inovadoras para problemas ambientais
Prazo para cadastro: 31 de agosto
Premiação: aceleração de projeto com potencial de concorrer junto a outros países a um contrato global com AB Inbev, além de apresentação a grupo de investidores globais de alto impacto

10:00 · 27.06.2018 / atualizado às 15:15 · 26.06.2018 por

Podem participar governos, organizações com fins lucrativos, organizações sem fins lucrativos e instituições de ensino, pesquisa e extensão

As inscrições para o Prêmio Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (Prêmio ODS Brasil) vão até do dia 29 de junho, próxima sexta-feira, e podem ser feitas, de forma gratuita, no portal ODS Brasil.

O prêmio está dividido em quatro categorias:

  • Governos
  • Organizações com fins lucrativos
  • Organizações sem fins lucrativos
  • Instituições de ensino, pesquisa e extensão

Cada entidade poderá inscrever até três práticas da sua categoria, devendo cada uma ser inscrita separadamente.

A prática somente poderá ter a sua inscrição efetivada na 1ª Edição do Prêmio ODS Brasil se: estiver em vigência há, pelo menos, 12 meses completados até 1º de maio de 2018; apresentar e comprovar o atendimento aos critérios previstos no regulamento; e apresentar o preenchimento correto de todos os campos do formulário e o comprovante de inscrição e de situação cadastral do CNPJ ativo.

O processo de seleção das práticas será realizado em três etapas:

  • Etapa I – Validação da documentação: a Secretaria-Executiva do Prêmio verificará a documentação e o enquadramento aos requisitos do item 6 do Regulamento do Prêmio
  • Etapa II – Pré-seleção: o Comitê Técnico avaliará as práticas validadas na etapa I. Nessa etapa serão pré-selecionadas até 40 práticas finalistas, sendo até 10 práticas por categoria do Prêmio
  • Etapa III – Seleção final: o Júri realizará, a partir do resultado da etapa II, a classificação final das práticas a serem premiadas

Premiação

As instituições responsáveis pelas práticas selecionadas em 1º, 2º e 3º lugares pelo Júri serão premiadas, simbolicamente, com o Prêmio ODS Brasil 2018 em cada categoria. Os demais classificados da etapa III receberão um diploma de menção honrosa.

Todas as instituições responsáveis pelas práticas qualificadas para a etapa II do Prêmio receberão certificado de participação. A cerimônia de premiação será realizada em Brasília, no mês de dezembro de 2018.

A iniciativa tem o propósito de estimular o envolvimento dos diversos segmentos da sociedade e de governo para o fomento de práticas que contribuam para as dimensões sociais, ambientais, econômicas e institucionais.

De responsabilidade da Secretaria de Governo da Presidência da República (Segov), o prêmio também tem o objetivo de constituir e alimentar um “banco de práticas” que servirá de referência para a implementação e a disseminação da Agenda 2030.

Agenda 2030

A Agenda 2030 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) faz parte de um Protocolo Internacional, assinado por 193 países, na Assembleia Geral das Organizações das Nações Unidas (ONU), em setembro de 2015, onde o governo brasileiro assumiu o compromisso de adotar um modelo de desenvolvimento sustentável, com metas a serem alcançadas até 2030.

Com o propósito de incluir o máximo de nações, foram definidos 17 Objetivos, 169 Metas e 232 Indicadores, a serem cumpridos até 2030. Entre os temas relevantes, estão: erradicação da pobreza, saúde, educação, trabalho decente, inovação, consumo sustentável, combate à mudança do clima, paz e parcerias.

No Portal ODS Brasil é possível preencher os formulários e ter acesso ao Regulamento do Prêmio.

Fonte: Ascom/MMA

10:00 · 19.06.2018 / atualizado às 21:01 · 18.06.2018 por

Por Robson Rodrigues

Os impactos causados pelas emissões de gases de efeito estufa são cada vez mais evidentes e apontam para uma crise ambiental em escala planetária sem precedentes. Com o provável esgotamento das reservas mundiais de combustíveis fósseis, as energias renováveis ​​ganham cada vez mais protagonismo no cenário mundial.

Neste contexto, a transição para uma matriz energética mais limpa representa um dos grandes desafios mundiais deste século para atender às metas do Acordo Climático de Paris e limitar a elevação da temperatura global a 1.5ºC.

Veja, neste vídeo, quais são os investimentos necessários para controlar as emissões, a velocidade do incremento das energias renováveis e a posição do Brasil no tabuleiro internacional de mudanças climáticas.

10:30 · 16.06.2018 / atualizado às 10:40 · 16.06.2018 por
O papel do ser humano é essencial para a redução dos efeitos negativos provocados pelo mau uso do solo Foto: Kid Júnior / Agência Diário

Em 17 de junho é celebrado o Dia Mundial de Combate à Desertificação, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para reflexão sobre os efeitos negativos e para pensar alternativas de mitigação deste fenômeno. Hoje, mais de 15% do território brasileiro está suscetível à desertificação, incluindo 100% do Ceará, parte dos outros estados do Nordeste, o norte de Minas Gerais e do Espírito Santo.

O Ceará é o segundo Estado do Nordeste com maior índice de área em processo de desertificação. O mais degradado é o Rio Grande do Norte (12,87%), seguido do Ceará (11,45%) e em terceiro, a Paraíba com 8,12%. Atualmente, as regiões mais atingidas são os Inhamuns, Médio Jaguaribe e parte do Centro-Norte, onde está localizado o município de Irauçuba e seus circunvizinhos.  Os dados são da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

Segundo a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), a degradação das terras pode ocorrer tanto por alterações climáticas como pelas atividades humanas, como explica a pesquisadora da  Funceme, Sônia Perdigão: “Aqui no Estado do Ceará observamos que a utilização inadequada dos solos contribuiu bastante para esse quadro atual”.

Projeto em Jaguaribe

Com expertise em pesquisas na área de solos e conhecimentos do território com utilização de geotecnologias, a Funceme realiza mapeamentos e diagnósticos na área. Executou e, atualmente, monitora um projeto piloto de recuperação de área degradada, implementado na localidade do Brum, no Município de Jaguaribe. Lá, a partir de técnicas de manejo e conservação do solo, uma área de cinco hectares vem ganhando nova vida com surgimento de espécies nativas.

“Conhecendo o solo pode-se planejar a sua utilização de forma adequada, considerando suas potencialidades e limitações”, reforça Sonia Perdigão, que integra o grupo de pesquisadores do Núcleo de Recursos Hídricos e Meio Ambiente da Funceme.

Entre as novas ações que irão colaborar para ampliar e atualizar as ações de mitigação e combate à desertificação, está o inédito Levantamento de Solos do Ceará, que vem sendo avaliado e validado pela equipe técnica da Funceme. O estudo, que abrange uma área de aproximadamente 92.600 km², cerca de 63% do Estado, está em andamento e sua conclusão está prevista para o início de 2019.

Fonte: Funceme

10:30 · 07.06.2018 / atualizado às 19:21 · 07.06.2018 por
O bem-estar das espécies marinhas, e do próprio ser humano, depende, também, do gerenciamento dos resíduos que produzimos Foto: Ruver Bandeira

Com palestra do velejador Amyr Klink, Fortaleza sedia a Segunda Semana do Mar (Semar), um dos maiores eventos já realizados no Nordeste para discutir o mar nas mais diversas vertentes. Esporte, meio ambiente, história, economia, segurança, ciência, comunicação e saúde estarão reunidas, de 9 a 12 de junho, no Iate Clube de Fortaleza. O tema principal deste ano será “Lixo Marinho“.

Para abertura da semana, será realizada uma limpeza de praia na manhã de sábado (9), que também contará com o apoio de 20 mergulhadores, organizados pela Operadora de Mergulho Mar do Ceará, que irão retirar os resíduos submersos próximo à orla da Praia de Iracema.

No domingo, haverá a regata em homenagem a “Batalha do Riachuelo”, com Banda de Música da Marinha do Brasil, que realizará a abertura das competições aquáticas, com a participação stand up, caiaque, vela e natação.

Palestras

Durante quatro dias, especialistas participam em mais de 20 palestras e 10 exposições, além de oficinas de mergulho com a Operadora Mar do Ceará, na piscina do Iate Clube. Uma mesa-redonda, composta das principais autoridades em questões marítimas e ambientais do Estado, será mediada pela jornalista Maristela Crispim.

Entre os temas das palestras, será discutido o combate ao lixo marinho, a conservação no manguezal, mergulho recreativo e profissional, esportes de vela, surf e stand up paddle como superação. Pesca fantasma, população de tubarões e naufrágios também serão abordados.
Com a Universidade Federal do Ceará (UFC), Secretaria do Meio Ambiente (Sema), Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Associação Brasileira do Lixo Marinho (ABLM), Colônia de Pescadores, Capitania dos Portos, Marinha do Brasil e a Operadora de Mergulho Mar do Ceará, será discutido, em mesa redonda, o tema “Fiscalização e Gestão dos Resíduos Sólidos Marinhos no Estado no Ceará”.

Haverá exposições de peças de antiguidade náuticas, venda de cristais resgatados do fundo do mar, estande da Prefeitura com doação de mudas, exposição de aquarismo, oficina de bonecos marinhos de pano, exposições, entre elas “Terra em Movimento: E o mar virou sertão”. O encerramento do evento contará com a participação especial do Coral da UFC.

A Segunda Semana do Mar é realizada por um coletivo de entidades independentes que operam, estudam ou produzem conhecimento no mar, e têm o apoio da Marinha do Brasil, UFC, Capitania dos Portos, Governo do Estado, Prefeitura de Fortaleza e Iate Clube de Fortaleza.

Amyr Klink

Velejador brasileiro, palestrante e escritor, Amyr Klink foi o primeiro navegador a atravessar o Atlântico Sul sozinho a remo. Cinco anos depois, viajou rumo à Antártida em um veleiro construído especificamente para a expedição. É, ainda, autor de vários livros e com mais de 2.500 palestras pelo mundo. A palestra será no sábado, às 17h30.

Mais informações:
II Semana do Mar (Semar)
Data: 9 a 12 de junho
Horário: 8h às 20h
Local: Iate Clube de Fortaleza – Avenida Abolição, 4813 – Mucuripe
Entrada gratuita (sugerimos a doação de 1 kg de alimento/dia para quem for participar das palestras)

09:00 · 05.06.2018 / atualizado às 20:28 · 04.06.2018 por
A poluição plástica é considerada uma das principais causas atuais de danos ao meio ambiente e à saúde Foto: Jorge Gamboa

Desde que foi instituído, em 1974, o Dia Mundial do Meio Ambiente se tornou a principal plataforma global para sensibilizar pessoas, organizações e países sobre a proteção da natureza.

Neste ano, com o tema #AcabeComAPoluiçãoPlástica, a data soma esforços à campanha #MaresLimpos da ONU Meio Ambiente para combater o lixo marinho e mobilizar todos os setores da sociedade global no enfrentamento deste problema, que, se não for solucionado, poderá resultar em mais plástico do que peixes nos oceanos até 2050.

A poluição plástica é considerada uma das principais causas atuais de danos ao meio ambiente e à saúde. Mesmo assim, os números da produção e descarte incorreto deste material não param de crescer. Mais plástico foi produzido na última década do que em todo o século passado. Por ano, são consumidas até 5 trilhões de sacolas plásticas em todo o Planeta.

Metade do plástico consumido pelos humanos é descartável (e evitável) e pelo menos 13 milhões de toneladas vão parar nos oceanos anualmente, prejudicando 600 espécies marinhas, das quais 15% estão ameaçadas de extinção.

Mais de 100 países já se uniram sob o slogan do Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano e se comprometeram com atividades, como mutirões de limpeza de praias e florestas, e anúncios de políticas públicas voltadas ao descarte e consumo responsável do plástico.

Para o diretor-executivo da ONU Meio Ambiente, Erik Solheim, este é um momento crucial para reverter a maré de poluição global. “Precisamos encontrar soluções melhores e mais rápidas do que nunca. Desistir não é uma opção para nós. Agora é a hora de agir juntos — independentemente da nossa idade — pelo bem do nosso planeta”, alertou.

No Brasil, a ONU Meio Ambiente promover e apoia uma série de ações durante toda a semana, entre os dias 4 e 11 de junho. Ontem, foi assinada a portaria que cria a Comissão Gestora do Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar, pelo ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte.

A Comissão, da qual a ONU Meio Ambiente fará parte, terá o prazo de um ano para concluir o Plano Nacional, o qual deverá ser elaborado com a participação de vários setores da sociedade por meio de consulta pública.

Hoje, Dia Mundial do Meio Ambiente, a agência e a National Geographic promoverão uma roda de conversa sobre a poluição plástica, a partir das 19h30, no Cubo Itaú, em São Paulo.

A enviada especial da NatGeo, Paulina Chamorro, irá comentar os dados e descobertas da edição internacional de maio da revista, cuja capa contendo a obra do designer mexicano Jorge Gamboa e o provocativo título “Planeta ou Plástico?” viralizou mundialmente. Fernanda Daltro, head campaigner da ONU Meio Ambiente, irá falar sobre a campanha Mares Limpos, lançada em 2017.

Hoje ainda, a ONU Meio Ambiente e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), por meio do Centro Sebrae de Sustentabilidade (CSS), lançarão o Portal de Ecoinovação (www.ecoinovação.com.br). A plataforma reunirá informações e conteúdos interativos, como infográficos, publicações e vídeos, para auxiliar o empreendedor brasileiro a embarcar no movimento global da sustentabilidade corporativa.

Nesta quarta-feira (6), no AquaRio, no Rio de Janeiro, serão anunciados os resultados do Desafio Mares Limpos 2017 com os Escoteiros do Brasil, em que mais de 3 mil escoteiros receberam insígnias Mares Limpos por terem reduzido seu consumo de plásticos descartáveis. Segundo os escoteiros, um dos maiores obstáculos encontrados foi a resistência das próprias famílias em abraçar novos hábitos.

Na ocasião, também serão anunciadas as medidas de redução do plástico descartável nas operações do Grupo Cataratas nos parques nacionais da Tijuca (RJ), Foz do Iguaçu (SC) e Fernando de Noronha (PE). Denise Hamú, representante da ONU Meio Ambiente no Brasil, fará a abertura da exposição “Dá para ser diferente”, em que três tanques do AquaRio terão plástico no lugar dos peixes para demonstrar a atual situação dos oceanos.

Na quinta-feira (7), a digital influencer e defensora #MaresLimpos, Fe Cortez, lançará a websérie “Mares Limpos” no canal do projeto “Menos 1 Lixo” no YouTube (www.youtube.com/menos1lixooficial). Serão dez capítulos, com dez minutos de duração cada, abordando o problema da poluição plástica de forma didática e dinâmica. A narrativa incluirá dados, descobertas e entrevistas com ativistas e cientistas do Brasil e do mundo, como o capitão Charles Moore, que descobriu a ilha de plástico do Pacífico.

Na sexta-feira (8), a ONU Meio Ambiente estará em Santa Catarina, onde as 11 cidades que compõem a Associação de Municípios da Foz do Rio Itajaí (AMFRI) irão aderir à campanha Mares Limpos, comprometendo-se a desenvolver e implementar um Plano Regional de Combate ao Lixo no Mar com foco no Rio Itajaí.

Na sexta-feira (8) e no sábado (9), a ONU Meio Ambiente promoverá, em parceria com a Fundação Amazonas Sustentável (FAS) e a Secretaria do Meio Ambiente do Governo do Estado do Amazonas (Sema), o seminário “Dos Rios Limpos e Mares Limpos com os ODS”, em Manaus.

Além de inserir a poluição dos rios interiores na agenda de debates sobre lixo marinho, o evento será palco do lançamento da iniciativa “Rios Limpos para Mares Limpos”. Como parte do objetivo global de promover o “maior clean up do mundo” neste período, a ONU Meio Ambiente também apoiará ações de limpeza de praias e rios durante toda a semana.

Outras atividades que integram as celebrações incluem: participação na mesa da audiência pública na Câmara Municipal de São Paulo sobre o consumo de canudos plásticos (5), participação na II Semana do Mar de Fortaleza (11), apresentação em painel na Semana de Meio Ambiente de Santos (7) e apoio à 7ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, em São Paulo.

#AcabeComAPoluiçãoPlástica

A ONU Meio Ambiente lançou o jogo global #AcabeComAPoluiçãoPlástica para incentivar uma mudança nos hábitos de consumo de plásticos descartáveis.

O desafio começou com influenciadores digitais e celebridades, como o ator Adrian Grenier, postando um vídeo ou foto nas suas redes sociais mostrando a mudança de comportamento que decidiram adotar e que troca algum item de plástico descartável por alternativas mais sustentáveis.

Nesse vídeo ou foto eles marcam três pessoas ou organizações, desafiando-as a mostrar a sua mudança nas próximas 24h para combater a poluição plástica e assim por diante, envolvendo cada vez mais pessoas ao redor do mundo.

É rápido e simples participar: decida qual mudança você vai adotar em seu dia a dia para acabar com a poluição plástica, tire uma selfie ou grave um vídeo mostrando sua nova escolha, marque três pessoas/organizações/empresas para desafiá-las e use as hashtags #AcabeComAPoluiçãoPlástica e #DiaMundialdoMeioAmbiente em seus posts. Lembre-se de mencionar a @ONUMeioAmbiente.

Fonte:

ONU Meio Ambiente / Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente

10:30 · 29.05.2018 / atualizado às 20:46 · 28.05.2018 por


Uma agenda desafiadora que tem mobilizado a atenção de 193 países, com a meta de, em apenas 12 anos, buscar caminhos em direção a um mundo que integre aspectos sociais, energéticos, econômicos e ambientais, com segurança e equidade para os povos.

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), ratificados em 2015, durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, na sede da ONU, em Nova Iorque, representam essa proposta e reforçam a necessidade de participação de todos os segmentos da sociedade internacional para que os 17 objetivos e 169 metas se transformem em ações delineadoras do futuro.

E foi na ciência desenvolvida em laboratórios e campos experimentais de todo o Brasil, com a colaboração de instituições parceiras, que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) foi buscar seus principais resultados, para reuni-los na coleção “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável” (Coleção ODS), lançada na programação de aniversário da Empresa, no dia 24 de abril, em Brasília. São ao todo 18 títulos, sendo um institucional, intitulado “Pesquisa e Inovação Agropecuária na Agenda 2030: contribuições da Embrapa”, e 17 sobre as pesquisas relacionadas a cada um dos Objetivos.

No fim de cada um dos títulos, foi dedicado um capítulo sobre as perspectivas, oportunidades e desafios tecnológicos em cada tema dos ODS, com foco nos cenários para a próxima década.

Para a Embrapa, os desafios institucionais, a internalização da Agenda 2030, a capacidade de antecipação, a orientação para os impactos desejados, a gestão da informação e do conhecimento, a consolidação de redes, parcerias e alianças e contribuição para as políticas públicas são apenas algumas das diretrizes que vão nortear com mais atenção a agenda dos próximos anos.

Segundo a gerente de Macroestratégia da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas (Sire), pesquisadora Daniela Lopes, a transversalidade das tecnologias desenvolvidas pela Embrapa reforçam a importância da pesquisa. “As fossas sépticas biodigestoras, por exemplo, se alinham aos ODS 3, 6 e 11 e os alimentos biofortificados se vinculam aos ODS 1, 2 e 3”, diz. “O mesmo ocorre com várias outras tecnologias”.

Esforço conjunto

O trabalho de produção da coleção de e-books, que reuniu algumas das contribuições da Embrapa e parceiros a todos os 17 ODS e a 76 metas, do total de 169 listadas pela ONU, envolveu o trabalho 308 autores e 70 editores, que, em cerca de quatro meses, prepararam os conteúdos para que fossem enviados, em janeiro de 2018, para as equipes de editoração e revisão, compostas por cinco editores, sete revisores, três bibliotecárias e dois designers.

As reuniões para acertar os detalhes e acompanhar a produção demandaram mais de 34 horas em 17 videoconferências, sem contar centenas de telefonemas e e-mails entre os membros da rede.

Para identificar essa grande equipe, o primeiro passo foi buscar no Quaesta, ferramenta computacional de pesquisa em projetos da Embrapa, pesquisadores que trabalham com os temas relacionados aos ODS e, a partir dos 150 nomes evidenciados no levantamento, foram feitas as indicações para editores técnicos e autores na empresa e em instituições parceiras.

Simultaneamente à preparação dos e-books, outra frente de trabalho se formou em articulação com a então Secretaria de Comunicação (Secom) da Embrapa e o Departamento de Tecnologia da Informação, para elaborar uma página na internet com informações sobre os ODS e a contribuição da pesquisa da Embrapa na agenda internacional, a partir do alinhamento com os 12 Objetivos Estratégicos estabelecidos no VI Plano Diretor da Embrapa (PDE).

Como acessar

As publicações são editadas no formato ePub, padrão adotado internacionalmente para livros eletrônicos, desenvolvido para que a apresentação do conteúdo se ajuste a diferentes tamanhos de telas de dispositivos.

O leitor não é obrigado a pagar pelo programa necessário para ler o arquivo diretamente na tela do seu computador, celular ou tablet, pois vários deles podem ser instalados gratuitamente, e a maioria dos tablets já vêm com programa leitor de ePub.

No caso de celulares, entre os programas gratuitos estão o Google Play Livros (para sistemas Android), Calibre (para Windows e Linux) e iBook (para iOS). Para leitura em computadores e laptops, é necessário a instalção de plugins, como o EpubReader para o navegador Firefox e o Readium para usuários do navegador Chrome.

Os e-books podem ser acessados em:

www.embrapa.br/45-anos/publicacoes