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Reciclar é urgente e inadiável

Publicado em 18/05/2013 - 11:29 por | Comentar

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Por Maristela Crispim

O Dia Mundial da Reciclagem foi comemorado ontem, 17 de maio, enquanto o nosso País, vive um momento ímpar no que diz respeito aos resíduos sólidos, com a proximidade do fim do prazo mais radical da Política Nacional de resíduos Sólidos (PNRS), sancionada em agosto de 2010, após mais de 20 anos de tramitação no Congresso. Ela estabeleceu agosto de 2014 como prazo para a extinção dos lixões em nosso território.

Mas, reunidos há duas semanas em Brasília, nossos atuais prefeitos querem mais tempo e pediram isso ao Congresso. Eles alegam que seus antecessores não cumpriram os outros prazos. Na semana que passou, entrevistei o diretor-executivo do Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), André Vilhena, que foi categórico: “Eles não vão ter mais tempo. Isso é um desrespeito com os que cumpriram”, disse.

O fato é que a legislação chegou mais que em boa hora. No período pré-industrial, os resíduos não geravam grande preocupação por dois principais motivos: volume e composição. No fim de 2011, ultrapassamos a marca de 7 bilhões de habitantes e a descartabilidade cresceu tanto quanto o nosso consumismo.

De acordo a última Pesquisa Nacional de Saneamento Básico, do Instituto Brasileiro de Estatística (IBGE), cada brasileiro produz, em média, 1,1Kg de lixo em média por dia. No País, são coletadas diariamente 188,8 toneladas de resíduos sólidos. Desse total, em 50,8% dos municípios, os resíduos ainda têm destino inadequado, pois vão para os 2.906 lixões do País. Em 27,7% das cidades o lixo vai para os aterros sanitários e em 22,5% delas, para os aterros controlados.

É importante frisar que a PNRS responsabiliza todas as partes – produtor, comerciante, consumidor, e governo – pela destinação final dos resíduos e que é realmente necessário que todos cumpram o seu dever para sairmos do lugar.

Infelizmente, evitar o desperdício, reutilizar e reciclar ainda não fazem parte do dia a dia da maioria dos brasileiros. Mas isso precisa mudar urgentemente. Há quem diga que vai funcionar se afetar o bolso, como ocorreu com a obrigatoriedade com cinto de segurança. Mas eu quero acreditar que algo de diferente possa acontecer.

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) destaca que o número de programas de coleta seletiva passou de 451, em 2000; para 994, em 2008. Mas esse contingente está concentrado nas regiões Sul e Sudeste, onde, respectivamente, 46% e 32,4% dos municípios informaram à pesquisa do IBGE que possuem coleta seletiva em todos os distritos.

É importante dizer que, além do fechamento dos lixões até agosto de 2014, a lei determina que só poderão ser encaminhados aos aterros sanitários aqueles resíduos que não podem ser reciclados, os rejeitos.

Se aplicadas, as novas responsabilidades definidas pela PNRS vão reduzir gastos públicos municipais e ampliar a capacidade de investimentos das prefeituras em sistemas de reaproveitamento de resíduos de forma consorciada, assim como o compartilhamento de aterros sanitários entre municípios de uma mesma região.

Reciclagem

A palavra reciclagem ganhou destaque a partir do fim da década de 1980, quando foi constatado que as fontes de petróleo e de outras matérias-primas não renováveis estavam se esgotando rapidamente, e que já faltava espaço para a disposição de resíduos na natureza.

As maiores vantagens da reciclagem são a minimização da utilização de fontes naturais, muitas vezes não renováveis; e a minimização da quantidade de resíduos que necessita de tratamento final, como aterramento, ou incineração.

Refinando conceitos, a reciclagem serve apenas para os materiais que podem voltar ao estado original e serem transformados novamente em um produto igual em todas as suas características. O reaproveitamento ou reutilização consiste em transformar um determinado material já beneficiado em outro.

Um exemplo claro da diferença entre os dois conceitos, é o reaproveitamento do papel. O papel chamado de reciclado não é nada parecido com aquele que foi beneficiado pela primeira vez. Este novo papel tem cor diferente, textura diferente e gramatura diferente. Isto acontece devido a não possibilidade de retornar o material utilizado ao seu estado original e sim transformá-lo em uma massa que ao fim do processo resulta em um novo material de características diferentes.

Já uma lata de alumínio pode ser derretida de volta ao estado em que estava antes de ser beneficiada e ser transformada em lata, podendo novamente voltar a ser uma lata com as mesmas características.

Em alguns casos, não é possível reciclar indefinidamente o material. Isso acontece, por exemplo, com o papel, que tem algumas de suas propriedades físicas minimizadas a cada processo de reciclagem, devido ao inevitável encurtamento das fibras de celulose.

Em outros casos, felizmente, isso não acontece. A reciclagem do alumínio, por exemplo, não acarreta em nenhuma perda de suas propriedades físicas, e esse pode, assim, ser reciclado continuamente.

Resultados

Os resultados da reciclagem são expressivos tanto no campo ambiental, quanto nos campos econômico e social. No meio ambiente a reciclagem pode reduzir a acumulação progressiva de resíduos a produção de novos materiais, como por exemplo o papel, que exigiria o corte de mais árvores; as emissões de gases como metano e gás carbônico; as agressões ao solo, ar e água; entre outros tantos fatores negativos.

No aspecto econômico, contribui para o uso mais racional dos recursos naturais e a reposição daqueles recursos que são passíveis de reaproveitamento. No âmbito social, não só proporciona melhor qualidade de vida para as pessoas, por meio das melhorias ambientais, como também tem gerado muitos postos de trabalho e rendimento para pessoas que vivem nas camadas mais pobres.

No Brasil existem os carroceiros ou catadores de papel, que vivem da venda de sucatas, papéis, alumínio e outros materiais recicláveis deixados no lixo. Eles também trabalham na coleta ou na classificação de materiais para a reciclagem. Para muitas das pessoas que trabalham na reciclagem (em especial os que têm menos educação formal), a reciclagem é uma das únicas alternativas de ganhar o seu sustento.

Coleta seletiva

Coleta seletiva é o recolhimento dos materiais que são possíveis de serem reciclados, previamente separados na fonte geradora. A separação na fonte evita a contaminação dos materiais reaproveitáveis, aumenta o valor agregado destes e diminui os custos de reciclagem.

Para iniciar um processo de coleta seletiva é preciso avaliar, quantitativamente e qualitativamente, o perfil dos resíduos sólidos gerados em determinado município ou localidade, a fim de estruturar melhor o processo de coleta.

O lixo orgânico (deteriorável), também conhecido como lixo molhado, composto pelos restos de alimentos, deve ser separado do lixo chamado seco, podendo ter como destino os aterros sanitários ou entrarem num sistema de compostagem ou de biogás.

Classificação

Porta a Porta – Veículos coletores percorrem as residências em dias e horários específicos que não coincidam com a coleta normal de lixo. Os moradores colocam os recicláveis nas calçadas, acondicionados em contêineres distintos.

Posto de Entrega Voluntária (PEV) – Utiliza contêineres ou pequenos depósitos, colocados em pontos físicos no município, onde o cidadão, espontaneamente, deposita os recicláveis.

Posto de Troca – Troca do material a ser reciclado por algum bem ou benefício.

Programa Interno de Coleta Seletiva (PIC) – Realizado em instituições públicas e privadas, em parceria com associações de catadores ou empresas.

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Conservação Internacional lança o guia mais completo do mundo para primatas

Publicado em 15/05/2013 - 14:09 por | Comentar

Categorias: Biodiversidade
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Novo volume da Enciclopédia de Mamíferos é o primeiro livro a traçar o perfil de todas as espécies de primatas, com ilustrações de cada uma e percepções sobre o papel desses animais na natureza e o valor que eles têm para os seres humanos

Novo volume da Enciclopédia de Mamíferos é o primeiro livro a traçar o perfil de todas as espécies de primatas, com ilustrações de cada uma e percepções sobre o papel desses animais na natureza e o valor que eles têm para os seres humanos

Brasília. A informação mais completa sobre 16 famílias, 77 gêneros e 479 espécies de primatas está presente no novo livro lançado pela editora espanhola Lynx Edicions, em parceria com a Conservação Internacional (CI) e a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN).

O 3º volume da série Handbook of the Mammals of the World é inteiramente dedicado aos primatas e apresenta-os em sua notável variedade de formas, tamanhos, cores, habitats, hábitos alimentares, organização social e sua relação com os humanos. Esse livro de 952 páginas apresenta, pela primeira vez na história, ilustrações de todas as espécies, além de centenas de fotos e mapas.

“Estamos esperançosos de que o novo livro, publicado como parte de uma série de tanto prestígio, vai proporcionar grandes avanços ao ajudar a estimular o interesse por primatas, dando assim uma contribuição importante para a conservação desse importante grupo de animais”, disse Russell Mittermeier, presidente da Conservação Internacional e Presidente do Grupo de Especialistas em Primatas da Comissão de Sobrevivência de Espécies da IUCN.

“A maioria das pessoas não percebe que os primatas são polinizadores e dispersores de sementes, desempenhando um papel fundamental na natureza e contribuindo para o bem-estar humano, através da manutenção de florestas saudáveis, que nos dão ar limpo, água e um clima estável”, acrescenta.

Importância

De fato, os primeiros estudos sobre primatas estavam baseados no desejo de aprender mais sobre a evolução humana, a partir do estudo sobre nossos parentes vivos mais próximos. Nos últimos anos, no entanto, pesquisas mostram que esses animais não são apenas essencialmente interessantes, mas também são componentes essenciais para a saúde das florestas e, portanto, muito valiosos nos serviços vitais que prestam à humanidade.

Primatas podem ser encontrados principalmente nos trópicos, e muitos deles são “espécies-símbolo” na divulgação da necessidade de proteger as florestas onde vivem. Aqui no Brasil, por exemplo, o muriqui, que ocorre na Mata Atlântica, bioma fortemente impactado, é o maior mamífero endêmico do País. Ele viaja por longas distâncias, nas copas das árvores, ajudando a regenerar a floresta, pois dispersa por onde passa as sementes das frutas que come.

Em Madagascar, o indri é conhecido pelo alto ruído que emite e que pode ser ouvido a quilômetros de distância. O maior mamífero do mundo que vive em árvores é o orangotango, que pode pesar quase 200 quilos.

Na República Democrática do Congo, encontramos o nosso parente vivo mais próximo, o bonobo, um tipo de chimpanzé popularmente conhecido por seu temperamento dócil e um comportamento sexual bem variado, que inclui práticas homossexuais entre as fêmeas. Nos anos 60, os bonobos eram comparados aos hippies.

Ameaças

Metade de todas as espécies de primatas, no entanto, está ameaçada, principalmente devido à caça e à destruição generalizada de suas florestas.

Sobre iss, Anthony Rylands, co-editor chefe e vice-presidente do Grupo de Especialistas em Primatas, que dedicou três anos de trabalho a essa publicação, disse: “Tive o privilégio de ter trabalhado com aqueles que contribuíram de maneira tão brilhante para essa coleção extraordinária e única e, mais especialmente, com o artista Stephen D. Nash, que ilustrou pela primeira vez e tão maravilhosamente todos os primatas que conhecemos hoje”.

E completou: “no entanto, por trás dessa celebração está a parte triste de que todas as espécies estão agora em declínio – muitos em breve desaparecerão por completo, a menos que seja interrompida a grave destruição das florestas tropicais – em números devastadores, tanto para a sobrevivência dos primatas não humanos quanto para os humanos”.

Série

O Manual dos Mamíferos do Mundo é uma série de oito volumes que descreve todas as espécies de mamíferos atualmente reconhecidos, juntamente com uma visão geral de cada família de mamíferos. Ele fornece informações atualizadas sobre as relações sistemáticas, história natural, ecologia e estado de conservação atual dos mamíferos. Cada espécie é ilustrada e cada capítulo inclui também fotografias coloridas.

O livro fornece cobertura mundial abrangente, envolvendo um grupo internacional de autores especializados. Três volumes foram publicados até agora: Volume 1 (Carnívoros), em 2009; volume 2 (Mamíferos com Casco), em 2011; e, agora em 2013, é lançado o volume 3 (Primatas).

Conservação Internacional

A Conservação Internacional é uma organização privada, sem fins lucrativos, fundada em 1987 com o objetivo de promover o bem-estar humano por meio do fortalecimento da sociedade no cuidado responsável e sustentável para com a natureza – nossa biodiversidade global – amparada na ciência, em parcerias e em experiências de campo.

Como organização não governamental (ONG) global, a CI atua em mais de 40 países, distribuídos por quatro continentes. Em 1988, iniciou seus primeiros projetos no Brasil e, em 1990, se estabeleceu como uma ONG nacional. Possui escritórios em Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Brasília (DF) e Rio de Janeiro (RJ), além de uma unidade avançada em Caravelas (BA).

Como adquirir

Handbook of the Mammals of the World. Vol. 3 está à venda no site: http://www.lynxeds.com/hmw/handbook-mammals-world-volume-3

Fonte:  Conservação Internacional

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Evento na Assembleia Legislativa do Ceará cria grupo para acompanhamento do Código Florestal

Publicado em 12/05/2013 - 21:42 por | Comentar

Categorias: Código Florestal
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A Fundação SOS Mata Atlântica é uma das respensáveis pela iniciativa Foto: Cid Barbosa

A Fundação SOS Mata Atlântica é uma das respensáveis pela iniciativa Foto: Cid Barbosa

Com a aprovação do Código Florestal pela presidente Dilma Rousseff, a lei deve agora ser implementada e acompanhada pela sociedade. O lançamento do Grupo de Trabalho (GT) de Acompanhamento da Implementação do Código Florestal no Ceará ocorre no dia 16 de maio (quinta-feira), às 14 horas, no Complexo de Comissões Técnicas Deputado Aquiles Peres Mota da Assembleia Legislativa do Ceará. Aberto ao público, o evento é uma realização da Frente Parlamentar Ambientalista do Ceará, da Fundação SOS Mata Atlântica e da Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (Anamma).

A iniciativa é parte da Campanha Nacional de Acompanhamento da Implementação do Código Florestal, que visa sensibilizar e mobilizar a sociedade para que esteja atenta ao cumprimento do novo Código Florestal e para que participe do monitoramento de sua implementação, apoiando e estimulando ações ambientais da sociedade civil organizada, de órgãos públicos e da iniciativa privada.

“A exemplo do que fizemos com a Lei da Mata Atlântica, queremos levar essas discussões para os Estados, evitando que as decisões e debates aconteçam apenas em Brasília”, explica Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica. “A ideia é estimular a cidadania e o acompanhamento da Lei, em um processo descentralizado e participativo, e também reforçar o papel das Frentes Parlamentares Estaduais. Por isso, vamos incentivar o acompanhamento do Código Florestal nos Estados da Mata Atlântica”, diz ele.

Um dos temas que será abordado no evento é o Cadastro Ambiental Rural (CAR), uma ferramenta para tornar o processo de regularização ambiental dos imóveis rurais mais simples e ágil, e que está previsto como um dos mecanismos do Código Florestal aprovado.

O GT de Acompanhamento da Implementação do Código Florestal integra a Frente Parlamentar Ambientalista do Ceará. A Frente tem como objetivo assegurar a discussão da agenda ambiental pelo Legislativo, bem como apoiar políticas públicas e ações governamentais e da iniciativa privada que promovam o desenvolvimento sustentável no Estado. As Frentes Parlamentares Estaduais são um desdobramento da Frente Nacional, que tem atuação no Congresso. A coordenadora da Frente Parlamentar Ambientalista do Ceará é a deputada Eliane Novaes (PSB).

Saiba mais

  • A Frente Parlamentar Ambientalista foi criada para assegurar a integração da agenda ambiental à pauta do Poder Legislativo, bem como apoiar políticas públicas e ações governamentais e da iniciativa privada que promovam o desenvolvimento sustentável. Site: www.frenteambientalista.com
  • A Fundação SOS Mata Atlântica é uma organização não-governamental criada em 1986 e tem como missão promover a conservação da diversidade biológica e cultural do Bioma Mata Atlântica e ecossistemas sob sua influência, estimulando ações para o desenvolvimento sustentável, bem como promover a educação e o conhecimento sobre a Mata Atlântica, mobilizando, capacitando e estimulando o exercício da cidadania socioambiental. Site: www.sosma.org.br
  • A Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (Anamma) foi criada em 1986 por representantes municipais para congregar e representar os municípios brasileiros em assuntos relacionados ao meio ambiente e promover a cooperação e o intercâmbio permanente entre eles. Tem relevante papel na estruturação e resolução de conflitos interinstitucionais na área ambiental, como a aprovação da resolução nº 237 do Conselho nacional do Meio Ambiente (Conama) regrando o Licenciamento Ambiental, a criação e regulamentação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), a regulamentação do Artigo 23 da Constituição Federal e a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Site: www.anamma.com.br

SERVIÇO

Lançamento do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Implementação do Código Florestal da Frente Parlamentar Ambientalista do Ceará

Data: 16 de maio – 14h

Local: Complexo de Comissões Técnicas Deputado Aquiles Peres Mota – Avenida Desembargador Moreira, 2807 – Dionísio Torres – Fortaleza – CE

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Lixões permanecem uma icógnita

Publicado em 09/05/2013 - 14:52 por | Comentar

O prazo estabelecido pela PNRS para por fim aos lixões é agosto de 2014, mas prefeitos admitem inacapacidade de cumprir e pedem prorrogação Foto: Fabiane de Paula

O prazo para que todos os lixões a céu aberto do País sejam desativados é 2 de agosto do ano que vem. Mas, se depender de muitos prefeitos brasileiros, essa profecia não se cumpre em 2014. A Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), reunida na semana passada, em Brasília, anunciou que vai negociar com o Congresso e com o governo federal a prorrogação do prazo.

O recém-empossado presidente da entidade, José Fortunati (PDT), de Porto Alegre, declarou que é impossível grande parte das cidades cumprir a lei. Ele já buscou apoio dos presidentes da Câmara e do Senado para que seja alterada a lei que criou a PNRS. Pediu prazos distintos, de acordo com a realidade de cada cidade. Ele argumentou que 72% dos prefeitos vitoriosos nas eleições de 2012 não estavam no cargo. Por isso, culpam as gestões anteriores pelo atraso na adaptação à lei.

Relator da lei que instituiu a PNRS, o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) criticou a proposta dos prefeitos. Ele disse que a legislação tem que premiar posturas e punir quem não segue uma regra e colocou-se terminantemente contrário a qualquer dilatação do prazo.

Novos prazos

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) estima que apenas 20% dos 5.565 municípios brasileiros concluíram os projetos ou solicitaram verbas para sua elaboração até 2 de agosto de 2012, quando expirou o prazo legal para esta etapa do processo.

O gerente de Projetos da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, Saburo Takahashi, revelou que o órgão deve soltar, em breve, uma nova chamada para os municípios que perderam o primeiro prazo. Ele disse que, para atender os 80% que restam, é preciso tomar pé da situação e verificar como o governo pode apoiar os municípios que ainda não têm planos.

LixoesnoBrasil

O que diz a lei

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) passou duas décadas em tramitação no Congresso Nacional até virar lei, em 2010. Um dos principais objetivos é fazer com que o Brasil atinja o índice de reciclagem de resíduos de 20% até 2015, que é uma das metas do Plano Nacional sobre Mudança do Clima. Ela foi criada com um horizonte de 20 anos, com previsão de atualização a cada quatro anos.

Uma dos destaques é a logística reversa, que determina a responsabilidade compartilhada entre fabricantes, fornecedores, comerciantes e consumidores de produtos para garantir que os resíduos sejam descartados de forma ambientalmente correta. Também institui programas de coleta seletiva, educação ambiental e inclusão dos catadores de material reciclável em todos os municípios. Exige, ainda, padrões sustentáveis de produção, consumo e reciclagem de resíduos.

Mas o ponto mais polêmico é a exigência que estados e municípios desativem todos os lixões e instalem aterros sanitários até 2 de agosto de 2014. A lei admite que os municípios formem consórcios para a gestão dos resíduos sólidos. Segundo o texto, o prefeito que não cumprir o prazo pode ser processado por improbidade administrativa. As cidades tiveram dois anos para se adequar à política nacional, mas a maioria sequer elaborou o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, que é a primeira etapa do processo.

Auxílio

O Ministério das Cidades fará, até julho deste ano, uma série de seminários regionais para orientar os gestores na preparação de seus Planos Municipais de Saneamento Básico. Ele será cobrado a partir de 2014 como condição para que os municípios recebam recursos na área, de acordo com a Lei nº 11.445/2007, regulamentada pelo Decreto n° 7.217/2010.

Os seminários “Política e Plano Municipal de Saneamento Básico” têm como objetivo capacitar os entes políticos no cumprimento das normas legais, pois os municípios deverão ter seus planos aprovados e suas instâncias de participação social instituídas até 2014.

As capacitações serão realizadas em todas as regiões do País buscam apresentar e discutir aspectos relacionais aos planos com o apoio na legislação em vigor; estimular a formação de multiplicadores para a difusão da metodologia de elaboração dos planos; além de fortalecer a capacidade institucional de estados e municípios para a promoção da política de saneamento básico.

Os seminários ocorrem em parceria com a Caixa Econômica Federal e tem como público-alvo os gestores, técnicos, profissionais, entidades envolvidas no setor de saneamento e sociedade civil, que também poderá contribuir para a preparação do plano.

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As inscrições podem ser feitas previamente pelo site www.capacidades.gov.br. Caso o número de interessados ultrapasse as vagas oferecidas, gestores e técnicos em saneamento terão prioridade de participação.

Fontes: Agência Brasil / MMA/ Ministério das Cidades

 

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Cresce o número de construções verdes no Nordeste

Publicado em 07/05/2013 - 8:59 por | Comentar

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Em Fortaleza, um dos destaques é o LC Corporate Green Tower

Na região Nordeste, o Green Building Council Brasil (GBC Brasil) tem presenciado o crescimento acelerado de edificações que buscam os diferenciais da certificação Leadership in Energy and Environmental Design (Leed). Em 2011 eram 577.617 m² registrados buscando a certificação. Mas até o fim de 2012, já eram 4.006.556 m², com destaque para Ceará e Pernambuco – o aumento representa cerca de 86%, ao longo de dois anos.

Entre os prédios certificados no Nordeste, estão o novo auditório do Edifício Sede da Odebrecht (Salvador/BA), a fábrica da Kraft Foods Nordeste (Vitoria do Santo Antão/PE) e o prédio da Energisa Paraíba (Patos/PB), que será apresentado na Conferência Greenbuilding a arquitetos e engenheiros, em São Paulo, no dia 28 de agosto, como case nacional de sustentabilidade.

No Ceará, esta é uma tendência ainda em fase inicial. Um dos destaques é o O LC Corporate Green Tower, empreendimento comercial cujo projeto segue modernos conceitos de sustentabilidade, maximizando o aproveitamento de recursos como energia e água, além de minimizar seus impactos ambientais. Ele ainda busca a certificação Leed.

O número de empreendimentos brasileiros com Leed é um termômetro do setor: até novembro de 2012, o Brasil já tinha 78 prédios certificados e mais de 600 em processo de certificação Leed, cenário que revela um novo parâmetro para edificações que melhoram a qualidade de vida e trabalho, reduzem custos, promove inovações e valorizam empreendimentos.

O selo Leed está presente em 140 países. Com esse avanço, o Brasil mantém a posição de quarta nação no ranking mundial de empreendimentos Leed, atrás apenas dos Estados Unidos, China e Emirados Árabes Unidos.

O Leed é um sistema de certificação e orientação ambiental de edificações. Trata-se do selo de maior reconhecimento internacional e o mais utilizado no Brasil. Os benefícios de prédios ecologicamente corretos são consideráveis e já não causam tanto impacto no orçamento da construção.

Hoje o custo adicional é de 1% a 7% em relação a um edifício convencional. Em média o valor do edifício aumenta 10,9% para novas construções e 6,8% para projetos de edifícios existentes, bem como o retorno do investimento aumenta 9,9% para novas construções e 19,2% para projetos de edifícios existentes.

A demanda e o interesse crescente baratearam as opções verdes, que proporcionam, por exemplo, redução de gastos em um condomínio em até 30%. O cálculo é realizado com base nas reduções do consumo de energia, água e do custo operacional do edifício (manutenção e reformas).

Serviço

4ª Greenbuilding Brasil – Conferência Internacional & Expo

Data: De 27 a 29 de agosto de 2013

Local: Expo Center Norte, São Paulo

Horário:

Exposição – das 10 às 19h, Conferência – das 9h às 18h

Visitas técnicas: 30 de agosto (8h às 13h)

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Organização Meteorológica Mundial alerta sobre avanço do aquecimento no Planeta

Publicado em 03/05/2013 - 10:01 por | Comentar

O aquecimento global causa o derretimento do gelo polar e uma série de mudanças no clima do Planeta com consequências para todos os seus habitantes Foto: Agência Reuters

O aquecimento global causa o derretimento do gelo polar e uma série de mudanças no clima do Planeta com consequências para todos os seus habitantes Foto: Agência Reuters

Uma bomba em forma de notícia foi lançada ontem (2 de maio), pela Organização Meteorológica Mundial (OMM). O relatório anual sobre mudanças climáticas “Atlas da Saúde e do Clima”, que relaciona as mudanças no clima e os eventos climáticos extremos à saúde das pessoas, alerta para um degelo recorde no Ártico entre agosto e setembro de 2012. Segundo o documento, o ano de 2012 foi um dos nove mais quentes desde 1850.

De acordo com o estudo, as temperaturas acima da média foram observadas na maior parte das áreas terrestres e foram mais notadas na América do Norte, no Sul da Europa, na Rússia (Ocidental), em áreas do Norte da África e no Sul da América do Sul.

Entre agosto e setembro de 2012, a cobertura de gelo no Ártico era 3,4 milhões de quilômetros quadrados, o que representa um decréscimo de 18% na comparação com o ano de 2007, ano do registro anterior. “O aquecimento contínuo da atmosfera é um sinal preocupante”, disse o secretário-geral da OMM, Michel Jaurrad.

Ele chamou a atenção para “muitos outros extremos” registrados em 2012, como as secas e os ciclones tropicais. “A variação natural do clima sempre deu origem a estes extremos, mas as características físicas do tempo e do clima estão cada vez mais sendo moldadas pelas mudanças climáticas”, destacou. Revelou, ainda, que o nível do mar aumentou 20 centímetros desde 1880 e que, com isso, tempestades, como o Furacão Sandy, causam muitas inundações costeiras.

O semiárido brasileiro, que viveu em 2012 a pior seca em 50 anos, está incluído com destaque neste rol de anomalias climáticas mais importantes do planeta no período, que afetou 1,1 mil municípios, um quinto de todas as cidades brasileiras. O auge da seca foi registrado entre março e maio, com um déficit de chuva de 300 milímetros, o que, segundo o estudo, põe em risco a Segurança Alimentar da população. Em resumo, no continente sul-americano, incluindo o Brasil, a onda de calor fez as temperaturas médias ficarem entre 1ºC e 2°C acima do normal.

Segundo Jarraud, o aquecimento mundial varia devido a uma série de fatores, incluindo os fenômenos meteorológicos como El Niño e La Niña – que contribuem para o aquecimento e degelo, do Oceano Pacífico, assim como as erupções vulcânicas. De acordo com ele, “o aquecimento vai continuar”, em decorrência do aumento das concentrações atmosféricas de gases de efeito estufa (GEE).

O atlas apresenta exemplos práticos de como o uso do tempo e de informações sobre o clima podem proteger a saúde pública e está disponível em árabe, chinês, inglês, francês, russo e espanhol.

Com informações da OMM, Agência Brasil

 

ATLAS OF HEALTH AND CLIMATE

Clique na imagem da capa para ter acesso à publicação em Inglês

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Reparar é o quarto R da sustentabilidade

Publicado em 02/05/2013 - 9:45 por | Comentar

Categorias: Eletroeletrônicos
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Especialistas do IEEE analisam como o reparo de celulares pode tornar a indústria de eletrônicos de consumo mais comprometida com o meio ambiente

Especialistas do IEEE analisam como o reparo de celulares pode tornar a indústria de eletrônicos de consumo mais comprometida com o meio ambiente

Nova York. Reduzir, reutilizar e reciclar são considerados fundamentos de uma vida sustentável. Contudo, especialistas do Instituto de Engenheiros Elétricos e Eletrônicos (IEEE), a maior organização técnico-profissional do mundo, identificaram que reparar é uma palavra igualmente importante no compromisso com o meio ambiente, especialmente quando se fala da indústria de eletrônicos de consumo.

Por meio de pequenas mudanças no design, os fabricantes de celulares podem aprimorar a condição de reparo de seus produtos e agilizar o processo de fabricação nos primeiros estágios da operação. Dessa forma, o impacto ambiental é minimizado enquanto se promove o comércio global e o desenvolvimento social.

Segundo o relatório “Rastreando a Telefonia Móvel Mundial” da International Data Corporation, os fornecedores irão colocar no mercado mais de 1,7 bilhão de telefones celulares em 2013 e esse número deve crescer até 1,4 por cento a cada ano. O impacto ambiental de produzir esse volume de aparelhos é respeitável, se considerarmos que são usados 75 quilos de matéria-prima para produzir cada celular e mais de 30 litros de água para produzir um só microship.

O relatório “Avaliação do Ciclo de Vida do Sistema de Comunicação Móvel UMTS: Em direção a Sistemas Ecoeficientes”, apresentado durante o Simpósio Internacional sobre Eletrônica e Meio Ambiente do IEEE, indica que a extensão da vida útil dos celulares de um para quatro anos diminui o impacto ambiental em cerca de 40 por cento. Enquanto estão sendo criadas inovações para aprimorar a sustentabilidade desse processo, os fabricantes de telefones celulares podem angariar benefícios ambientais mais imediatos ao tornarem seus produtos mais fáceis de consertar.

“Fabricantes de celulares produzem uma grande variedade de aparelhos para atender aos requisitos tecnológicos e financeiros dos usuários tradicionais e dos proprietários de primeira viagem, tanto nos mercados líderes globais quanto em países em desenvolvimento”, diz Stu Lipoff, Membro do IEEE e Presidente da IP Action.

“Os primeiros estágios de operações para a fabricação, que incluem a mineração de matérias-primas, resíduos de mina e poluição da água no processo, assim como a energia necessária para refinar e produzir o aparelho, podem ser reduzidos com o emprego de designs que contribuam para uma reparabilidade mais fácil e econômica. Assim, celulares reformados do mercado de primeira mão ganhariam vida estendida nos mercados secundário e terciário. Tal processo não só ajudaria a reduzir o impacto ambiental do processo produtivo, mas também forneceria mais tecnologias avançadas para as nações em desenvolvimento, colaborando para o desenvolvimento do comércio global e melhoria da qualidade de vida ao redor do mundo”, afirma.

Chave de fenda

Avanços tecnológicos têm permitido que fabricantes produzam aparelhos cada vez menores e mais finos. Porém, junto a essa tendência está a de empregar designs cada vez mais fechados e utilizar materiais que tornam os aparelhos praticamente irreparáveis.

“Independentemente do tamanho, há vários elementos de design que os fabricantes podem usar para melhorar a reparabilidade de seus produtos”, afirma Kyle Wiens, Membro do IEEE e CEO da iFixit. “Coisas simples melhoram muito a reparabilidade de telefones e aumentam significativamente sua vida útil. Por exemplo, utilizar compartimentos que abram, usar parafusos ao invés de adesivos e oferecer fácil acesso às partes que costumam quebrar, como a tela. É fundamental que designers incorporem elementos sustentáveis em seus produtos, não apenas para que estes durem mais, mas também para que ajudem a promover um futuro sustentável e com respeito ao meio ambiente”, explica.

IEEE

A IEEE é uma das maiores organizações técnico-profissional dedicada ao avanço da tecnologia para o benefício da humanidade. Por meio das suas publicações, conferências, padrões tecnológicos e atividades profissionais e educacionais, a IEEE é ouvida em várias áreas que incluem desde sistemas aeroespaciais, computadores e telecomunicações até engenharia biomédica, energia elétrica e produtos eletrônicos.

Fonte e mais informações: www.ieee.org

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Como obter o Selo Procel Eletrobras de Economia de energia

Publicado em 30/04/2013 - 9:24 por | Comentar

procel

O Selo Procel de Economia de Energia ou simplesmente Selo Procel Eletrobras, foi instituído por Decreto Presidencial em 8 de dezembro de 1993. É um produto desenvolvido e concedido pela Eletrobras Procel e tem por objetivo orientar o consumidor no ato da compra, indicando os produtos que apresentam os melhores níveis de eficiência energética dentro de cada categoria.

Dessa forma, o Selo estimula a fabricação e a comercialização de produtos mais eficientes, contribuindo para o desenvolvimento tecnológico e a preservação do meio ambiente. Atualmente o Selo Procel Eletrobras é concedido a 36 categorias de equipamentos contemplando mais de 3.400 equipamentos de cerca de 200 empresas. Apenas no ano de 2012 foram comercializados cerca de 44 milhões de equipamentos com o Selo.

Geralmente, a introdução de um novo equipamento é motivada inicialmente pela percepção que um determinado produto apresenta em relação a algum potencial de conservação de energia. Este potencial deve ser verificado pela realização de um estudo de impacto energético. Este estudo é realizado com base em ensaios preliminares de modelos encontrados no mercado, informações de vendas fornecidas por associações e fabricantes e dados de posse e hábito obtidos pela pesquisa da Eletrobras. Os ensaios são realizados em laboratórios indicados pela Eletrobras Procel e acreditados pelo Inmetro, com base em normas técnicas, normalmente traduzidas e ou adaptadas de normas internacionais.

Após a definição de um novo produto, é necessário definir, juntamente com o laboratório, fabricantes e o Inmetro quais serão os critérios específicos para a concessão do Selo Procel Eletrobras. Segundo Daniel Bouts, arquiteto da Eletrobras, os critérios podem ser relativos a desempenho, sustentabilidade. “Os critérios são estabelecidos, normalmente com base em normas internacionais, mas com adaptações para realidade nacional, de forma a destacar os modelos com melhor desempenho e assim incentivar a sua aquisição. O aumento da procura pelos modelos com o Selo Procel Eletrobras estimula os fabricantes a buscarem o Selo para os demais itens da sua linha”, diz.

No Caso de reatores, o fabricante que desejar fazer uso do Selo Procel Eletrobras em modelo de sua linha de fabricação (ou em modelo importado) deverá comprovar, mediante ensaios, que os mesmos atendem os seguintes parâmetros: fator de eficácia, fator de potência, Distorção Harmônica Total (DHT) da corrente de alimentação e Fator de Fluxo Luminoso do Reator.

“Além de contribuir de imediato para a redução do consumo de energia no País as ações da Eletrobras Procel estão contribuindo para a conscientização das futuras gerações sobre a questão da eficiência energética”, explica.

Para o diretor geral do Laboratório Testtech, Álvaro Theisen, a Eletrobras Procel tem um papel muito importante para o país atualmente e para as próximas gerações. “Além de contribuir de imediato para a redução do consumo de energia no país as suas ações estão contribuindo para a conscientização das futuras gerações sobre a questão da eficiência energética. Em função disso, a Testtech Laboratórios considera uma prioridade contribuir com o Brasil através do Procel e trabalhar em parceria com a Eletrobras”, conclui.

Vale lembrar que Eletrobras Procel já investiu aproximadamente R$ 16 milhões na formação de uma rede de laboratórios de ensaios para concessão do Selo Procel Eletrobras. Essa rede é formada por mais de 20 laboratórios em centros de pesquisa e universidades, envolvendo mais de 150 profissionais, os quais em 2012, foram realizados cerca de 7.400 ensaios de eficiência energética em equipamentos. Os próximos equipamentos previstos a serem contemplado com o Selo Procel Eletrobras são os fornos micro-ondas, as luminárias para iluminação pública, os relés fotoelétricos, as TVs no modo ativo, as lâmpadas fluorescentes tubulares, as centrífugas e os fornos de padaria.

Daniel explica ainda o processo que o fabricante precisa fazer para ser certificado com o Selo: “Caso o fabricante deseje ter o Selo em seu produto, ele deve encaminhar amostras de cada modelo para ensaio laboratorial de forma verificar se o mesmo atende aos critérios exigidos para concessão do Selo. Caso o resultado dos ensaios seja favorável, o fabricante deverá encaminhar o relatório de ensaio para Eletrobras e preencher a documentação necessária para a sua inclusão no programa”.

Lista dos equipamentos atuais que possuem o Selo Procel Eletrobras

1 – Bomba Centrífuga – 2011

2 – Circulador de Ar – 2012

3 – Coletor Solar Plano – Aplicação Banho – 2000

4 – Coletor Solar Plano – Aplicação Piscina – 2000

5 – Condicionador de Ar – Janela – 1996

6 – Condicionador de Ar – Split Cassete – 2010

7 – Condicionador de Ar – Split Hi-Wall – 2004

8 – Condicionador de Ar – Split Piso-Teto – 2009

9 – Freezer Horizontal – 1998

10 – Freezer Vertical – 1995

11 – Freezer Vertical Frost-Free – 2003

12 – Lâmpada a Vapor de Sódio – 2008

13 – Lâmpadas Fluorescente Compacta – 2001

14 – Máquina de Lavar Roupa – Automática – 2006

15 – Máquina de Lavar Roupa – Lava e Seca – 2009

16 – Máquina de Lavar Roupa – Semiautomática – 2006

17 – Motor de Indução Trifásico – 1997

18 – Motobomba Centrífuga – 2011

19 – Painel Fotovoltaico de Geração de Energia – 2010

20 – Reator Eletromagnético para Lâmpada a Vapor de Sódio – 2002

21 – Reator Eletrônico para Lâmpadas Fluorescentes Tubular – 2010

22 – Refrigerador Combinado – 1995

23 – Refrigerador Combinado Frost-Free – 1998

24 – Refrigerador de 1 Porta – 1995

25 – Refrigerador de 1 Porta Compacto – 2002

26 – Refrigerador de 1 Porta Frost-Free – 2008

27 – Reservatório Térmico – Alta Pressão – 2005

28 – Reservatório Térmico – 2002

29 – Televisor CRT – Modo de Espera – 2007

30 – Televisor LCD – Modo de Espera – 2009

31 – Televisor LED – Modo de Espera – 2010

32 – Televisor Plasma – Modo de Espera – 2009

33 – Ventilador de Coluna – 2012

34 – Ventilador de Mesa – 2012

35 – Ventilador de Parede – 2012

36 – Ventilador de Teto – 2008

Fonte: Procel Info

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Pela preservação da Caatinga

Publicado em 28/04/2013 - 7:30 por | 2 Comentários

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A riqueza do bioma Caatinga está na sua biodiversidade, perfeitamente adaptada às estiagens Foto: Maristela Crispim

Por Maristela Crispim

Hoje (28 de abril) é comemorado o Dia da Caatinga, uma data para destacar a importância de preservar um dos biomas mais ameaçados do Brasil, pelo alto nível de desmatamento e baixa proteção. Reunindo os dados oficiais disponíveis, que não são muito atualizados, sabemos que pelo menos 45% da vegetação nativa já foi desmatada. Além disso, tem o menor índice de áreas protegidas no País. Por fim, o nosso Semiárido enfrenta uma forte estiagem, a pior seca do Nordeste nos últimos 50 anos.

Períodos de estiagem fazem parte da rotina da Caatinga, sempre no segundo semestre, não causando prejuízos aos seus ecossistemas, perfeitamente adaptados. Mas vivemos uma situação incomum, com dois anos de precipitações extremamente irregulares. A situação se agrava porque o sertanejo precisa tocar a sua vida e, sem um plano de convivência com tamanha adversidade climática, acaba aumentando a pressão sobre o seu equilíbrio.

Esse tipo de comportamento do clima não é inédito. Mas, como a comunidade científica, reunida no Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), já vem prevendo um aumento na ocorrência de eventos extremos em função do aquecimento global, essa possibilidade não deve ser descartada, embora a confirmação ainda careça de mais estudos.

Ao longo dos anos, uma imagem negativa da Caatinga foi se consolidando, visão reforçada por políticas paternalistas que enfatizavam a ideia de ambiente miserável, desvalorizando os ecossistemas do bioma, dotado de menos pesquisa e menos investimentos. Ao mesmo tempo, na última década, tanto estimuladas pela academia, quanto por entidades como a Embrapa Semiárido e o Instituto Nacional do Semiárido (Insa), vêm sendo desenvolvidas experiências interessantes que deveriam ser multiplicadas.

Da mesma forma, na última década, a sociedade civil organizada vem se destacando no desenvolvimento de tecnologias sociais que têm promovido mudanças significativas nas vidas de muitos sertanejos. A Articulação do Semiárido (ASA), com o Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC), que garante água para as necessidades básicas por seis meses; e o Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), que além da água para as necessidades básicas, dá condições para uma pequena produção agroecológica, garantindo segurança alimentar e aumento de renda.

Uma outra importante contribuição tem sido o estímulo à criação de Unidades de Conservação (Ucs). A Associação Caatinga, em particular, tem exercido um importante papel neste sentido e mantém, na Serra das Almas (Crateús – CE), um importante espaço preservado para a pesquisa, divulgação e valorização do bioma.

Nesta semana, em particular, houve um importante reforço, em Brasília, para que, por meio do Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 504/10, a Caatinga seja reconhecida como patrimônio nacional na Constituição, assim como o Cerrado, passo extremamente importante para construir uma estratégia de proteção desses biomas, que constituem mais de dois terços do território nacional e que abrigam o tatu-bola, animal eleito mascote da Copa do Mundo após mobilização da própria Associação Caatinga.

Leia mais no caderno Regional do Diário do Nordeste de hoje.

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Conferência Científica discute políticas de combate à desertificação na Alemanha

Publicado em 25/04/2013 - 15:59 por | 2 Comentários

O economista cearense Antonio Rocha Magalhães discursa no painel Impactos econômicos e sociais da desertificação, da degradação dos solos e a seca Foto: UNCCD

O economista cearense Antônio Rocha Magalhães, presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia (CST) da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, fez abertura, no dia 9 de abril, da 2ª Conferência Científica da Convenção das Nações Unidas sobre Combate à Desertificação (UNCCD), em Bonn (Alemanha). Esta Conferência estava programada para Fortaleza (CE), em fevereiro passado. Talvez a distância tenha arrefecido seus efeitos por aqui.

Ele destacou os principais temas da conferência: avaliação econômica de Desertificação, Degradação das Terras Secas (DLDD), resiliência e gestão sustentável da terra. Destacou, ainda, a meta estabelecida na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), para melhorar o conhecimento técnico e científico sobre os aspectos econômicos da Gestão Sustentável das Terras (SLM). Desse modo, o envolvimento do cientistas é fundamental no caminho para a neutralização da degradação dos solos.

Na ocasião, Walter J. Ammann, presidente e CEO de Fórum Global de Risco de Davos, enfatizou a importância de aumentar a consciência mundial sobre a desertificação como uma questão premente na agenda de desenvolvimento global. Descreve a degradação de terras secas como um processo lento e silencioso, levando a desastres econômicos e sociais, se não tomadas, agora, as medidas necessárias.

Na plenária sobre Impactos Econômicos e Sociais da Desertificação e da Degradação dos Solos e a Seca, Anneke Trux, líder do time que elaborou o Projeto da Convenção de Combate à Desertificação (CCD Projeto), da Divisão Meio Ambiente e Mudanças Climáticas da Agência de Cooperação Internacional do Governo da Alemanha (GIZ), discorreu sobre os impactos econômicos e sociais da desertificação, a degradação dos solos e a seca, afirmando que não podemos considerar a degradação da terra como um problema ambiental só.

“Temos que entender e avaliar melhor as políticas de DLDD. A pobreza leva à degradação da terra e vice-versa. Se a inércia é mais cara do que ação, estamos no caminho certo? É menos dispendioso para a terra evitar a degradação do que lidar com as suas consequências”, afirmou.

Baixo custo e retorno positivo

As sessões paralelas mostraram que os baixos custos de investimento em gestão sustentável do solo têm retorno positivo sobre os investimentos:

- A fim de combater DLDD e enfrentar os desafios de uma população crescente, é necessária a mobilização do local ao global, com a aplicação de uma abordagem integrada.

-A ciência tem a oferecer o melhor do conhecimento, que deve ser compartilhado globalmente e adaptada às necessidades na perspectiva da política local.

- Como a agricultura tem sido intensificada, fornecendo alimento adicional para a população local, sistemas silvo pastoris fornecem uma alternativa viável para alcançar uma gestão sustentável da terra.

- Precisamos mostrar às partes interessadas resultados mensuráveis, visíveis, por meio da implementação de interfaces gráficas. Tomadores de decisão precisam de confiança nos dados, a fim de fazer escolhas mais inteligentes.

- Variação espacial dos custos de investimento das tecnologias de manejo sustentável da terra e da distância para mercados devem desempenhar um papel fundamental na definição de estratégias e políticas de SLM apropriadas.

- Abordagens personalizadas são necessárias para Gestão Sustentável das Terras (SLM) em zonas áridas e zonas úmidas. Há grande potencial para valorizar as zonas úmidas. No entanto, uma estratégia de ação precisa ser desenvolvida sem impor pressão sobre os recursos naturais.

Fonte: UNCCD

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