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10:00 · 19.06.2018 / atualizado às 21:01 · 18.06.2018 por

Por Robson Rodrigues

Os impactos causados pelas emissões de gases de efeito estufa são cada vez mais evidentes e apontam para uma crise ambiental em escala planetária sem precedentes. Com o provável esgotamento das reservas mundiais de combustíveis fósseis, as energias renováveis ​​ganham cada vez mais protagonismo no cenário mundial.

Neste contexto, a transição para uma matriz energética mais limpa representa um dos grandes desafios mundiais deste século para atender às metas do Acordo Climático de Paris e limitar a elevação da temperatura global a 1.5ºC.

Veja, neste vídeo, quais são os investimentos necessários para controlar as emissões, a velocidade do incremento das energias renováveis e a posição do Brasil no tabuleiro internacional de mudanças climáticas.

10:30 · 16.06.2018 / atualizado às 10:40 · 16.06.2018 por
O papel do ser humano é essencial para a redução dos efeitos negativos provocados pelo mau uso do solo Foto: Kid Júnior / Agência Diário

Em 17 de junho é celebrado o Dia Mundial de Combate à Desertificação, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para reflexão sobre os efeitos negativos e para pensar alternativas de mitigação deste fenômeno. Hoje, mais de 15% do território brasileiro está suscetível à desertificação, incluindo 100% do Ceará, parte dos outros estados do Nordeste, o norte de Minas Gerais e do Espírito Santo.

O Ceará é o segundo Estado do Nordeste com maior índice de área em processo de desertificação. O mais degradado é o Rio Grande do Norte (12,87%), seguido do Ceará (11,45%) e em terceiro, a Paraíba com 8,12%. Atualmente, as regiões mais atingidas são os Inhamuns, Médio Jaguaribe e parte do Centro-Norte, onde está localizado o município de Irauçuba e seus circunvizinhos.  Os dados são da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

Segundo a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), a degradação das terras pode ocorrer tanto por alterações climáticas como pelas atividades humanas, como explica a pesquisadora da  Funceme, Sônia Perdigão: “Aqui no Estado do Ceará observamos que a utilização inadequada dos solos contribuiu bastante para esse quadro atual”.

Projeto em Jaguaribe

Com expertise em pesquisas na área de solos e conhecimentos do território com utilização de geotecnologias, a Funceme realiza mapeamentos e diagnósticos na área. Executou e, atualmente, monitora um projeto piloto de recuperação de área degradada, implementado na localidade do Brum, no Município de Jaguaribe. Lá, a partir de técnicas de manejo e conservação do solo, uma área de cinco hectares vem ganhando nova vida com surgimento de espécies nativas.

“Conhecendo o solo pode-se planejar a sua utilização de forma adequada, considerando suas potencialidades e limitações”, reforça Sonia Perdigão, que integra o grupo de pesquisadores do Núcleo de Recursos Hídricos e Meio Ambiente da Funceme.

Entre as novas ações que irão colaborar para ampliar e atualizar as ações de mitigação e combate à desertificação, está o inédito Levantamento de Solos do Ceará, que vem sendo avaliado e validado pela equipe técnica da Funceme. O estudo, que abrange uma área de aproximadamente 92.600 km², cerca de 63% do Estado, está em andamento e sua conclusão está prevista para o início de 2019.

Fonte: Funceme

10:30 · 07.06.2018 / atualizado às 19:21 · 07.06.2018 por
O bem-estar das espécies marinhas, e do próprio ser humano, depende, também, do gerenciamento dos resíduos que produzimos Foto: Ruver Bandeira

Com palestra do velejador Amyr Klink, Fortaleza sedia a Segunda Semana do Mar (Semar), um dos maiores eventos já realizados no Nordeste para discutir o mar nas mais diversas vertentes. Esporte, meio ambiente, história, economia, segurança, ciência, comunicação e saúde estarão reunidas, de 9 a 12 de junho, no Iate Clube de Fortaleza. O tema principal deste ano será “Lixo Marinho“.

Para abertura da semana, será realizada uma limpeza de praia na manhã de sábado (9), que também contará com o apoio de 20 mergulhadores, organizados pela Operadora de Mergulho Mar do Ceará, que irão retirar os resíduos submersos próximo à orla da Praia de Iracema.

No domingo, haverá a regata em homenagem a “Batalha do Riachuelo”, com Banda de Música da Marinha do Brasil, que realizará a abertura das competições aquáticas, com a participação stand up, caiaque, vela e natação.

Palestras

Durante quatro dias, especialistas participam em mais de 20 palestras e 10 exposições, além de oficinas de mergulho com a Operadora Mar do Ceará, na piscina do Iate Clube. Uma mesa-redonda, composta das principais autoridades em questões marítimas e ambientais do Estado, será mediada pela jornalista Maristela Crispim.

Entre os temas das palestras, será discutido o combate ao lixo marinho, a conservação no manguezal, mergulho recreativo e profissional, esportes de vela, surf e stand up paddle como superação. Pesca fantasma, população de tubarões e naufrágios também serão abordados.
Com a Universidade Federal do Ceará (UFC), Secretaria do Meio Ambiente (Sema), Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Associação Brasileira do Lixo Marinho (ABLM), Colônia de Pescadores, Capitania dos Portos, Marinha do Brasil e a Operadora de Mergulho Mar do Ceará, será discutido, em mesa redonda, o tema “Fiscalização e Gestão dos Resíduos Sólidos Marinhos no Estado no Ceará”.

Haverá exposições de peças de antiguidade náuticas, venda de cristais resgatados do fundo do mar, estande da Prefeitura com doação de mudas, exposição de aquarismo, oficina de bonecos marinhos de pano, exposições, entre elas “Terra em Movimento: E o mar virou sertão”. O encerramento do evento contará com a participação especial do Coral da UFC.

A Segunda Semana do Mar é realizada por um coletivo de entidades independentes que operam, estudam ou produzem conhecimento no mar, e têm o apoio da Marinha do Brasil, UFC, Capitania dos Portos, Governo do Estado, Prefeitura de Fortaleza e Iate Clube de Fortaleza.

Amyr Klink

Velejador brasileiro, palestrante e escritor, Amyr Klink foi o primeiro navegador a atravessar o Atlântico Sul sozinho a remo. Cinco anos depois, viajou rumo à Antártida em um veleiro construído especificamente para a expedição. É, ainda, autor de vários livros e com mais de 2.500 palestras pelo mundo. A palestra será no sábado, às 17h30.

Mais informações:
II Semana do Mar (Semar)
Data: 9 a 12 de junho
Horário: 8h às 20h
Local: Iate Clube de Fortaleza – Avenida Abolição, 4813 – Mucuripe
Entrada gratuita (sugerimos a doação de 1 kg de alimento/dia para quem for participar das palestras)

09:00 · 05.06.2018 / atualizado às 20:28 · 04.06.2018 por
A poluição plástica é considerada uma das principais causas atuais de danos ao meio ambiente e à saúde Foto: Jorge Gamboa

Desde que foi instituído, em 1974, o Dia Mundial do Meio Ambiente se tornou a principal plataforma global para sensibilizar pessoas, organizações e países sobre a proteção da natureza.

Neste ano, com o tema #AcabeComAPoluiçãoPlástica, a data soma esforços à campanha #MaresLimpos da ONU Meio Ambiente para combater o lixo marinho e mobilizar todos os setores da sociedade global no enfrentamento deste problema, que, se não for solucionado, poderá resultar em mais plástico do que peixes nos oceanos até 2050.

A poluição plástica é considerada uma das principais causas atuais de danos ao meio ambiente e à saúde. Mesmo assim, os números da produção e descarte incorreto deste material não param de crescer. Mais plástico foi produzido na última década do que em todo o século passado. Por ano, são consumidas até 5 trilhões de sacolas plásticas em todo o Planeta.

Metade do plástico consumido pelos humanos é descartável (e evitável) e pelo menos 13 milhões de toneladas vão parar nos oceanos anualmente, prejudicando 600 espécies marinhas, das quais 15% estão ameaçadas de extinção.

Mais de 100 países já se uniram sob o slogan do Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano e se comprometeram com atividades, como mutirões de limpeza de praias e florestas, e anúncios de políticas públicas voltadas ao descarte e consumo responsável do plástico.

Para o diretor-executivo da ONU Meio Ambiente, Erik Solheim, este é um momento crucial para reverter a maré de poluição global. “Precisamos encontrar soluções melhores e mais rápidas do que nunca. Desistir não é uma opção para nós. Agora é a hora de agir juntos — independentemente da nossa idade — pelo bem do nosso planeta”, alertou.

No Brasil, a ONU Meio Ambiente promover e apoia uma série de ações durante toda a semana, entre os dias 4 e 11 de junho. Ontem, foi assinada a portaria que cria a Comissão Gestora do Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar, pelo ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte.

A Comissão, da qual a ONU Meio Ambiente fará parte, terá o prazo de um ano para concluir o Plano Nacional, o qual deverá ser elaborado com a participação de vários setores da sociedade por meio de consulta pública.

Hoje, Dia Mundial do Meio Ambiente, a agência e a National Geographic promoverão uma roda de conversa sobre a poluição plástica, a partir das 19h30, no Cubo Itaú, em São Paulo.

A enviada especial da NatGeo, Paulina Chamorro, irá comentar os dados e descobertas da edição internacional de maio da revista, cuja capa contendo a obra do designer mexicano Jorge Gamboa e o provocativo título “Planeta ou Plástico?” viralizou mundialmente. Fernanda Daltro, head campaigner da ONU Meio Ambiente, irá falar sobre a campanha Mares Limpos, lançada em 2017.

Hoje ainda, a ONU Meio Ambiente e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), por meio do Centro Sebrae de Sustentabilidade (CSS), lançarão o Portal de Ecoinovação (www.ecoinovação.com.br). A plataforma reunirá informações e conteúdos interativos, como infográficos, publicações e vídeos, para auxiliar o empreendedor brasileiro a embarcar no movimento global da sustentabilidade corporativa.

Nesta quarta-feira (6), no AquaRio, no Rio de Janeiro, serão anunciados os resultados do Desafio Mares Limpos 2017 com os Escoteiros do Brasil, em que mais de 3 mil escoteiros receberam insígnias Mares Limpos por terem reduzido seu consumo de plásticos descartáveis. Segundo os escoteiros, um dos maiores obstáculos encontrados foi a resistência das próprias famílias em abraçar novos hábitos.

Na ocasião, também serão anunciadas as medidas de redução do plástico descartável nas operações do Grupo Cataratas nos parques nacionais da Tijuca (RJ), Foz do Iguaçu (SC) e Fernando de Noronha (PE). Denise Hamú, representante da ONU Meio Ambiente no Brasil, fará a abertura da exposição “Dá para ser diferente”, em que três tanques do AquaRio terão plástico no lugar dos peixes para demonstrar a atual situação dos oceanos.

Na quinta-feira (7), a digital influencer e defensora #MaresLimpos, Fe Cortez, lançará a websérie “Mares Limpos” no canal do projeto “Menos 1 Lixo” no YouTube (www.youtube.com/menos1lixooficial). Serão dez capítulos, com dez minutos de duração cada, abordando o problema da poluição plástica de forma didática e dinâmica. A narrativa incluirá dados, descobertas e entrevistas com ativistas e cientistas do Brasil e do mundo, como o capitão Charles Moore, que descobriu a ilha de plástico do Pacífico.

Na sexta-feira (8), a ONU Meio Ambiente estará em Santa Catarina, onde as 11 cidades que compõem a Associação de Municípios da Foz do Rio Itajaí (AMFRI) irão aderir à campanha Mares Limpos, comprometendo-se a desenvolver e implementar um Plano Regional de Combate ao Lixo no Mar com foco no Rio Itajaí.

Na sexta-feira (8) e no sábado (9), a ONU Meio Ambiente promoverá, em parceria com a Fundação Amazonas Sustentável (FAS) e a Secretaria do Meio Ambiente do Governo do Estado do Amazonas (Sema), o seminário “Dos Rios Limpos e Mares Limpos com os ODS”, em Manaus.

Além de inserir a poluição dos rios interiores na agenda de debates sobre lixo marinho, o evento será palco do lançamento da iniciativa “Rios Limpos para Mares Limpos”. Como parte do objetivo global de promover o “maior clean up do mundo” neste período, a ONU Meio Ambiente também apoiará ações de limpeza de praias e rios durante toda a semana.

Outras atividades que integram as celebrações incluem: participação na mesa da audiência pública na Câmara Municipal de São Paulo sobre o consumo de canudos plásticos (5), participação na II Semana do Mar de Fortaleza (11), apresentação em painel na Semana de Meio Ambiente de Santos (7) e apoio à 7ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, em São Paulo.

#AcabeComAPoluiçãoPlástica

A ONU Meio Ambiente lançou o jogo global #AcabeComAPoluiçãoPlástica para incentivar uma mudança nos hábitos de consumo de plásticos descartáveis.

O desafio começou com influenciadores digitais e celebridades, como o ator Adrian Grenier, postando um vídeo ou foto nas suas redes sociais mostrando a mudança de comportamento que decidiram adotar e que troca algum item de plástico descartável por alternativas mais sustentáveis.

Nesse vídeo ou foto eles marcam três pessoas ou organizações, desafiando-as a mostrar a sua mudança nas próximas 24h para combater a poluição plástica e assim por diante, envolvendo cada vez mais pessoas ao redor do mundo.

É rápido e simples participar: decida qual mudança você vai adotar em seu dia a dia para acabar com a poluição plástica, tire uma selfie ou grave um vídeo mostrando sua nova escolha, marque três pessoas/organizações/empresas para desafiá-las e use as hashtags #AcabeComAPoluiçãoPlástica e #DiaMundialdoMeioAmbiente em seus posts. Lembre-se de mencionar a @ONUMeioAmbiente.

Fonte:

ONU Meio Ambiente / Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente

10:30 · 29.05.2018 / atualizado às 20:46 · 28.05.2018 por


Uma agenda desafiadora que tem mobilizado a atenção de 193 países, com a meta de, em apenas 12 anos, buscar caminhos em direção a um mundo que integre aspectos sociais, energéticos, econômicos e ambientais, com segurança e equidade para os povos.

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), ratificados em 2015, durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, na sede da ONU, em Nova Iorque, representam essa proposta e reforçam a necessidade de participação de todos os segmentos da sociedade internacional para que os 17 objetivos e 169 metas se transformem em ações delineadoras do futuro.

E foi na ciência desenvolvida em laboratórios e campos experimentais de todo o Brasil, com a colaboração de instituições parceiras, que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) foi buscar seus principais resultados, para reuni-los na coleção “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável” (Coleção ODS), lançada na programação de aniversário da Empresa, no dia 24 de abril, em Brasília. São ao todo 18 títulos, sendo um institucional, intitulado “Pesquisa e Inovação Agropecuária na Agenda 2030: contribuições da Embrapa”, e 17 sobre as pesquisas relacionadas a cada um dos Objetivos.

No fim de cada um dos títulos, foi dedicado um capítulo sobre as perspectivas, oportunidades e desafios tecnológicos em cada tema dos ODS, com foco nos cenários para a próxima década.

Para a Embrapa, os desafios institucionais, a internalização da Agenda 2030, a capacidade de antecipação, a orientação para os impactos desejados, a gestão da informação e do conhecimento, a consolidação de redes, parcerias e alianças e contribuição para as políticas públicas são apenas algumas das diretrizes que vão nortear com mais atenção a agenda dos próximos anos.

Segundo a gerente de Macroestratégia da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas (Sire), pesquisadora Daniela Lopes, a transversalidade das tecnologias desenvolvidas pela Embrapa reforçam a importância da pesquisa. “As fossas sépticas biodigestoras, por exemplo, se alinham aos ODS 3, 6 e 11 e os alimentos biofortificados se vinculam aos ODS 1, 2 e 3”, diz. “O mesmo ocorre com várias outras tecnologias”.

Esforço conjunto

O trabalho de produção da coleção de e-books, que reuniu algumas das contribuições da Embrapa e parceiros a todos os 17 ODS e a 76 metas, do total de 169 listadas pela ONU, envolveu o trabalho 308 autores e 70 editores, que, em cerca de quatro meses, prepararam os conteúdos para que fossem enviados, em janeiro de 2018, para as equipes de editoração e revisão, compostas por cinco editores, sete revisores, três bibliotecárias e dois designers.

As reuniões para acertar os detalhes e acompanhar a produção demandaram mais de 34 horas em 17 videoconferências, sem contar centenas de telefonemas e e-mails entre os membros da rede.

Para identificar essa grande equipe, o primeiro passo foi buscar no Quaesta, ferramenta computacional de pesquisa em projetos da Embrapa, pesquisadores que trabalham com os temas relacionados aos ODS e, a partir dos 150 nomes evidenciados no levantamento, foram feitas as indicações para editores técnicos e autores na empresa e em instituições parceiras.

Simultaneamente à preparação dos e-books, outra frente de trabalho se formou em articulação com a então Secretaria de Comunicação (Secom) da Embrapa e o Departamento de Tecnologia da Informação, para elaborar uma página na internet com informações sobre os ODS e a contribuição da pesquisa da Embrapa na agenda internacional, a partir do alinhamento com os 12 Objetivos Estratégicos estabelecidos no VI Plano Diretor da Embrapa (PDE).

Como acessar

As publicações são editadas no formato ePub, padrão adotado internacionalmente para livros eletrônicos, desenvolvido para que a apresentação do conteúdo se ajuste a diferentes tamanhos de telas de dispositivos.

O leitor não é obrigado a pagar pelo programa necessário para ler o arquivo diretamente na tela do seu computador, celular ou tablet, pois vários deles podem ser instalados gratuitamente, e a maioria dos tablets já vêm com programa leitor de ePub.

No caso de celulares, entre os programas gratuitos estão o Google Play Livros (para sistemas Android), Calibre (para Windows e Linux) e iBook (para iOS). Para leitura em computadores e laptops, é necessário a instalção de plugins, como o EpubReader para o navegador Firefox e o Readium para usuários do navegador Chrome.

Os e-books podem ser acessados em:

www.embrapa.br/45-anos/publicacoes

16:53 · 16.05.2018 / atualizado às 16:53 · 16.05.2018 por
A avaliação da PNRS, os rumos para o setor público atingir os objetivos estabelecidos, a geração de energia a partir do lixo e como fazer a gestão integrada dessas políticas são alguns dos temas do 5º Seminário Nacional de Resíduos Sólidos Foto: Alex Pimentel

A avaliação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), os rumos para o setor público atingir os objetivos estabelecidos, a geração de energia a partir do lixo e como fazer a gestão integrada dessas políticas são alguns dos temas que serão debatidos no 5º Seminário Nacional de Resíduos Sólidos, que será realizado em Fortaleza, nos dias 21 e 22 de maio, no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).

Com credenciamento a partir das 8h do dia 21, o evento terá na sua abertura palestra magna de Ricardo Plácido Ribeiro, coordenador-geral de Auditoria das Áreas de Integração Nacional e Meio Ambiente do Ministério de Transparência e Controladoria-Geral da União, Secretaria Federal de Controle Interno e Diretoria de Auditoria de Políticas de Infraestrutura.

A primeira mesa redonda será após a palestra magna e terá por tema “Rumos para o setor público atingir os objetivos da Polícia Nacional de Resíduos Sólidos”. O Mediador será Alceu de Castro Galvão Júnior, analista de regulação da Coordenadoria de Saneamento Básico da Agência Reguladora de Serviços Delegados do Ceará (Arce).

Na segunda mesa redonda, à tarde, entra em debate a Geração de Energia a partir dos Resíduos Sólidos, tendo como mediador o professor do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Universidade Federal do Ceará (UFC), Suetônio Mota. A terceira mesa redonda do dia enfoca “Como fazer a gestão integrada dos Resíduos Sólidos” com Luís Eduardo
Salvatore, do Instituto Brasil Solidário. Para o seminário as inscrições são gratuitas.

O dia seguinte (22), será todo reservado para os minicursos de Educação Ambiental, com Luís Eduardo Salvatore;  Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, com Alceu Galvão de Castro Júnior; e Consórcios de Resíduos Sólidos, com o professor Alissom Melo. O seminário é uma realização da Arce, promoção do jornal Diário do Nordeste, A Fundação de Cultura e Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão (Funcepe) e Instituto Future, com apoio institucional da Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece) e organização da Decora Eventos.

Mais informações:
Data: 21 e 22 de maio de 2018 (segunda e terça-feira)
Local: CDL Fortaleza – Auditório Gervásio Pegado
Site: www.prasticaeventos.com/residuos2018

 

PROGRAMAÇÃO

21 de maio de 2018

8h – Credenciamento

9h às 11h – Solenidade de Abertura

Palestra Magna: CGU Avaliação da Política Nacional de Resíduos Sólidos
Palestrante: Ricardo Plácido Ribeiro – coordenador-geral de Auditoria das Áreas de Integração Nacional e Meio Ambiente do Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União / Secretaria Federal de Controle Interno (SFC) – Diretoria de Auditoria de Políticas de Infraestrutura

11h às 13h
Mesa redonda 1 – Rumos para o setor público atingir os objetivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos
Mediador:
Alceu de Castro Galvão Junior – analista de regulação da Coordenadoria de Saneamento Básico da Agência Reguladora de Serviços Delegados do Estado do Ceará (Arce)
Debatedores:
Luís Fernando Cabral Barreto Júnior – presidente da Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa)
Manoel Renato Machado Filho – diretor do Departamento de Infraestrutura Social e Urbana do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão
Fernando Alfredo Rabello Franco – presidente da Associação Brasileira de Agências de Regulação (Abar) e conselheiro da Agência Reguladora de Serviços Delegados do Estado do
Ceará (Arce)
Águeda Muniz – secretária de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza
José Maria Lucena – prefeito do Município de Limoeiro do Norte

13h às 14h – Intervalo para almoço

14h às 16h
Mesa redonda 2 – Geração de Energia a partir dos Resíduos Sólidos
Mediador:
Suetônio Mota – professor titular do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Universidade Federal do Ceará (UFC)
Palestrantes:
ENEL
Marquise Incorporações
C. Rolim Engenharia
Cimento Apodi
Hotel Brasil Tropical Residence
Cidade Limpa

16h às 18h
Mesa redonda 3 – Como fazer a gestão integrada dos Resíduos Sólidos
Mediador: Luís Eduardo Salvatore – Instituto Brasil Solidário
Debatedores:
Artur Bruno – secretário de Meio Ambiente do Estado do Ceará
Secretaria das Cidades do Estado do Ceará
Prefeitura Municipal de Jijoca de Jericoacoara
AMBEV
Coca-cola
Indaiá
Ministério do Meio Ambiente
Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR)

22 de maio de 2018

Minicursos
Horário: 8h às 17h

Minicurso 1 – Educação Ambiental
Professor: Luís Eduardo Salvatore – Instituto Brasil Solidário

Minicurso 2 – Gestão Integrada de Resíduos Sólidos
Professor: Alceu Galvão de Castro Júnior – analista de regulação da Coordenadoria de Saneamento Básico da Agência Reguladora de Serviços Delegados do Estado do Ceará (Arce)

Minicurso 3 – Consórcios de Resíduos Sólidos
Professor: Alissom Melo – analista de Regulação da Coordenadoria de Saneamento Básico da Agência Reguladora de Serviços Delegados do Estado do Ceará (Arce)

* Programação preliminar sujeita a alterações

18:35 · 08.05.2018 / atualizado às 18:35 · 08.05.2018 por
O projeto “A avifauna de Fernando de Noronha – Conheça os outros moradores da ilha”, da Associação Proscience, de Pernambuco, foi um dos selecionados Foto: Kid Júnior / Agência Diário

A Fundação SOS Mata Atlântica e a Repsol Sinopec Brasil apresentaram o resultado do edital que destinará R$ 300 mil para projetos que colaboram com o aumento do engajamento e presença da sociedade nas áreas protegidas.

As iniciativas selecionadas estão em Unidades de Conservação (UCs) públicas e privadas da Mata Atlântica e em ambientes marinhos e realizam atividades de pesquisa, voluntariado, qualificação de jovens, gênero, observação de aves e ciência cidadã, entre outras.

Foram selecionados dez projetos de oito estados da Mata Atlântica. Neste edital, foram 109 inscritos de 16 dos 17 estados abrangidos pelo bioma – o único estado sem propostas foi Sergipe. Este foi o recorde de inscrições desde a primeira edição do edital, em 2010. Dentre as propostas, 69% eram de ambientes marinhos e 31% de UCs públicas e privadas da Mata Atlântica.

Juntos, os projetos selecionados ajudam a proteger uma área de mais de 500 mil hectares e estão localizados em UCs de proteção integral – como o Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes (SP) e o Monumento Natural Morro dos Conventos (SC) –, e de uso sustentável – como as Florestas Nacionais Ipanema (SP) e Assungui (PR) e a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Pedra D’Anta (PE).
“Recebemos muito mais inscrições do que esperávamos. Isso indica que valorizar parques e reservas e proteger o mar é uma preocupação relevante“, afirma a bióloga Erika Guimarães da Fundação SOS Mata Atlântica, especialista em Parques e Reservas.

Pela primeira vez o edital foi destinado para promover maior presença nas Unidades de Conservação – passando por pesquisa, até uso público e voluntariado. “Acreditamos que envolver a sociedade nessa causa é a melhor forma de garantir a efetividade das áreas protegidas, com a participação, cuidado e, principalmente, valorização de seus benefícios“, diz Diego Igawa Martinez, biólogo da Fundação SOS Mata Atlântica.

Ao longo de seus 31 anos, a SOS Mata Atlântica já apoiou mais de 500 UCs públicas e privadas no bioma Mata Atlântica, colaborando para a proteção de aproximadamente 2 milhões de hectares com um investimento de R$ 3 milhões. Em 2010, teve início a parceria com a Repsol Sinopec Brasil, no Programa Costa Atlântica, e esse trabalho conjunto já beneficiou 27 iniciativas em dez estados, com aporte de mais de R$ 1 milhão.

Veja a lista completa dos projetos apoiados

Geoambiental Brasil (SC)
Unidades de Conservação da Costa de Araranguá – difundindo a natureza local com o Roteiro Geoecológico
Divulgar a existência e a importância das Unidades de Conservação da Natureza da Costa de Araranguá, decretadas em dezembro de 2016, mas ainda desconhecidas pela sociedade, abordando a preservação e a geodiversidade da região.

Instituto Curicaca (RS)
Integração de jovens locais no Uso Público do Parque Estadual de Itapeva
Fortalecer o papel do Parque Estadual de Itapeva na conservação da biodiversidade associada aos usos indiretos pela visitação pública e a educação ambiental.

Associação de Catadores de Marisco de Ilha Grande – Piauí (PI)
Articulação de Mulheres Empoderadas em Atividades Sustentáveis
Desenvolver ações sustentáveis e de empoderamento social das marisqueiras residentes na Área de Proteção Ambiental Delta do Parnaíba para o fortalecimento desta Unidade de Conservação.

Fundação de Apoio à Universidade Federal de São Paulo – FapUNIFESP (SP)
Análise do Perfil Socioeconômico e Experiência do Visitante no Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes – São Paulo: contribuições a gestão do uso público
Gerar informações e realizar oficinas para contribuir com a gestão do uso público baseada no turismo de mergulho, que vem sendo implementado de maneira gradual e planejada no Arquipélago de Alcatrazes após a criação do Refúgio de Vida Silvestre.

Associação Proscience (PE)
A avifauna de Fernando de Noronha – Conheça os outros moradores da ilha
Promover a conservação da avifauna de Fernando de Noronha e a aproximação da sociedade às Unidades de Conservação do arquipélago através da atividade de observação de aves, aliando uso público e instrumentos e ciência cidadã.

Instituto Manacá (SP)
Programa de abertura de escalada em rocha na Floresta Nacional de Ipanema, e monitoramento do Urubu-Rei nos setores de escalada
Fortalecer o uso público com a modalidade de escalada em rocha na Floresta Nacional de Ipanema, aliado à capacitação de monitores locais e monitoramento da ocorrência do Urubu-Rei (Sarcoramphus papa) nos afloramentos rochosos.

Associação Miríade (PR)
Trilhas da Gralha Azul – Projeto de Turismo de Base Comunitária com o protagonismo juvenil na Flona do Assungui – Campo Largo (PR)
Implantar um roteiro de turismo de base comunitária na Floresta Nacional do Assungui destacando as trilhas ecológicas com o protagonismo de jovens da região de 18 a 24 anos.

Oceânica – Pesquisa, Educação e Conservação (RN)
Águas da Mata Atlântica – APA Bonfim-Guaraíra
Fortalecer a presença e o engajamento da comunidade de Nísia Floresta e São José de Mipibu com a Área de Proteção Ambiental Bonfim-Guaraíra, utilizando a água como tema central e relacionando a proteção da Mata Atlântica na manutenção da qualidade dos recursos hídricos da região.

Bíon Consultoria e Assessoria Ambiental (MS)
Programa de Monitoria Voluntária no Parque Nacional da Serra da Bodoquena (MS): Estruturação e Fortalecimento
Estruturar, fortalecer e ampliar o Programa de Monitoria no Parque Nacional da Serra da Bodoquena (MS), através de capacitação, elaboração de materiais didáticos e outras metodologias.

Associação para a Conservação das Aves do Brasil (PE)
Observação de aves e Ciência Cidadã: um caminho para reconectar pessoas e natureza
Promover o engajamento da comunidade local com a Reserva Particular do Patrimônio Natural Pedra D’Anta e com a conservação da Mata Atlântica e sua biodiversidade.

Fonte: Fundação SOS Mata Atlântica

16:26 · 22.04.2018 / atualizado às 16:29 · 22.04.2018 por

O Dia da Terra, cuja finalidade é criar uma consciência comum aos problemas da contaminação, conservação da biodiversidade e outras preocupações ambientais para proteger o Planeta, foi criado pelo senador norte-americano Gaylord Nelson, no dia 22 de abril de 1970. 

É bem verdade que o nosso maravilhoso poder de pensar, criar, desenvolver nos levou a conquistas inimagináveis, mas o uso dos recursos naturais do Planeta e os rastros da nossa presença são igualmente de uma dimensão que chegam a afetar o delicado equilíbrio conquistado ao longo de milênios de evolução natural. 

A maioria de nós leva a vida sem se dar conta disso, mas todos causamos impactos, de alguma forma, ao funcionamento desse imenso organismo vivo que habitamos. Aquilo que conquistamos a partir da Revolução Industrial, iniciada no século XVIII, na Inglaterra, com a mecanização dos sistemas de produção e as suas consequências danosas ao longo do século XX e desses primeiros anos do século XXI só começou a despertar a atenção de alguns realmente a partir dos anos 1970. 

Em 1992, com a Cúpula da Terra, as principais nações do mundo passaram a se reunir periodicamente em busca de soluções conjuntas. Mas foi a partir da criação, em 1988, do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), organização científico-política no âmbito das Nações Unidas (ONU), que a influência humana sobre o clima começou a ser esclarecida. 

As emissões de gases-estufa produzidas pelas atividades humanas, como a indústria, a queima de combustíveis fósseis, o uso de fertilizantes, o desperdício de alimentos e o desmatamento, são a principal causa do problema, e elas têm crescido sem cessar, estando atualmente nos níveis mais altos já verificados na história. Os efeitos negativos do aquecimento global sobre a sociedade humana e a natureza são vastos e disseminados globalmente. 

É claro que as grandes nações e corporações do mundo detém o poder de frear essa avalanche destrutiva causada ao Planeta por nós, seres humanos, mas precisamos, cada um de nós, estarmos informados, alertas e procurarmos viver da forma menos impactante possível.  

Estima-se que a população global chegou a 7,6 bilhões, em outubro de 2017. As Nações Unidas preveem que a população humana atingirá até 11,2 bilhões em 2100. Com uma perspectiva assim, é fundamental o repensar dos hábitos visando a manutenção das gerações que ainda estão por vir.  Que tal começar a mudar hoje mesmo?

16:06 · 04.04.2018 / atualizado às 16:06 · 04.04.2018 por
Municípios com alta susceptibilidade à desertificação serão alvo das ações Foto: Kid Júnior / Agência Diário

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil e o Ministério do Meio Ambiente (MMA) vão desenvolver iniciativa de recuperação de terras degradadas. Trata-se do projeto Revertendo o processo de desertificação nas áreas suscetíveis do Brasil: práticas agroflorestais sustentáveis e conservação da biodiversidade (Redeser). As ações começarão no Maranhão, em quatro municípios com alto risco de desertificação: Barreirinhas, Tutóia, Matões e Água Doce. Posteriormente, serão estendidas para os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba Bahia e Alagoas.

Segundo o Representante da FAO no Brasil, Ala Bojanic, o projeto integra o escopo da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos das Secas. “É essencial recuperar e manter a terra hoje, para garantir comida para o futuro”.

No Brasil, 16% do território (1,34 milhão de km²) estão suscetíveis à desertificação. Essa área atinge 1.490 municípios e quase 35 milhões de pessoas, de acordo com dados do MMA.

Bojanic explica que a ideia é envolver a comunidade, autoridades estaduais e municipais para que seja possível reverter o processo de degradação de terra, a partir de uma visão não apenas técnica, mas também social e econômica. “O projeto deverá trabalhar a geração de renda para as famílias, os direitos das mulheres, dos povos indígenas, de grupos vulneráveis para fortalecer a dimensão social nestas regiões”, disse.

A união dos três componentes – ambiental, social e produtivo – é o foco do MMA para conter a desertificação no Nordeste. Para isso, serão instaladas Unidades de Recuperação de Área Degradada (Urad). Estas Unidades vão desenvolver ações de manejo dos recursos florestais no âmbito de propriedade (pequenos produtores rurais) e de paisagem rural. Além disso, serão desenvolvidas ações de recuperação das florestas degradadas por meio da implantação de viveiros florestais, treinamento de técnicos de viveiros e fortalecimento de bancos de sementes florestais.

O lançamento do projeto ocorreu no mês de fevereiro, na cidade de Barreirinhas, um dos municípios beneficiados pela iniciativa, com a participação da FAO, MMA, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), prefeitos da região, parlamentares e comunidades tradicionais, entre outros.

No total, serão investidos 3,9 milhões de dólares de doação, com recursos Global Environmental Facility (GEF), além de uma contrapartida de 18 cofinanciadores: Assessoria e Gestão em Estudos da Natureza (Agendha); Associação de Plantas do Nordeste (APNE); Fundação Parque Tecnológico de Paraíba (Cepis); Fundação Araripe (FA); FAO; Fundação de Educação Tecnológica e Cultural (Funetec); Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS); Centro Mundial Agroflorestal (Icraf); Instituto Nacional do Semiárido (Insa); Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA); MMA; Secretaria de Agricultura da Paraíba (SEAFDS); Serviços de Apoio para Projetos Alternativos Comunitários (Seapc); Secretaria de Meio Ambiente da Paraíba (SEIHRMACT); Secretaria de Meio Ambiente de Crato (Sema); Secretaria de Meio Ambiente de Alagoas (Semarh); Secretaria de Planejamento do Rio Grande do Norte (Seplan); e Serviço Florestal Brasileiro (SFB).

Fonte: FAO / MMA

14:23 · 02.04.2018 / atualizado às 14:26 · 02.04.2018 por
O livro já está à venda pelo site: www.letrasambientais.com.br/sobre-livro

Está marcado para a próxima quarta-feira (4) o pré-lançamento do livro “Um século de secas: por que as políticas hídricas não transformaram o Semiárido brasileiro?”, escrito pela jornalista Catarina Buriti e pelo meteorologista Humberto Barbosa.

O pré-lançamento vai ocorrer no Miniauditório do Centro de Treinamento do Banco do Nordeste (BNB), na Avenida Dr. Silas Munguba, 5700, Passaré, durante a oficina temática “Desafios para o Desenvolvimento Agricultura Sustentável: Bioma Caatinga“, realizada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

A obra é interdisciplinar e trata da história de mais de um século de secas na atual região semiárida brasileira. A pesquisa inclui as primeiras políticas de açudagem, para o que se entendia, no início do século XX, como “combate à seca”, passando pela piscicultura, irrigação, políticas de desenvolvimento econômico; e as recentes ações de construção de cisternas e o Projeto de Integração do Rio São Francisco.

Os autores levaram quatro anos para produzir o livro. Durante a pesquisa, visitaram e/ou consultaram documentos das principais instituições e organizações sociais que fazem parte da história da política de convivência com a seca no Semiárido.

Buscavam uma resposta para a seguinte questão: o que todas essas políticas hídricas tiveram em comum? Porque as políticas para a seca não trouxeram mudanças significativas para a região? Qual o motivo de, em pleno século XXI, o fenômeno continuar tomando proporções de desastre natural, causando prejuízos generalizados à economia do Semiárido brasileiro? Por que obras intensamente propaladas como soluções para a seca não modificaram ou talvez não alterem o cenário socioeconômico da região?

Os autores demonstram no livro que a ausência de mecanismos institucionais efetivamente descentralizados, que permitissem a participação social democrática, autônoma e qualificada no controle e na formulação de políticas hídricas, foi um dos fatores históricos predominantes para a falta de efetividade na governança das águas na região.

Com base na pesquisa, além de os autores oferecerem uma compreensão crítica e abrangente sobre a região semiárida do Brasil, no passado e no presente,  apontam caminhos e traçam estratégias político-institucionais para promover a gestão sustentável da seca, no contexto de possíveis mudanças climáticas.

No contexto do Semiárido brasileiro, a pesquisa foi validada em municípios do Cariri paraibano, microrregiões da Paraíba, consideradas as mais secas do Brasil. Além disso, são áreas altamente vulneráveis às mudanças climáticas, ao processo de desertificação e, por essa razão, extremamente carentes de políticas para mitigação dos impactos da seca.

O livro se destina a públicos de diferentes áreas, incluindo tomadores de decisão, formuladores de políticas, pesquisadores, professores, estudantes, agentes de organizações da sociedade civil, empresários e ativistas ambientais.

Os autores

Humberto Alves Barbosa é meteorologista, mestre em Sensoriamento Remoto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e doutor em Solo, Água e Ciências Ambientais pela Universidade do Arizona. É coordenador do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis) e pesquisador da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Participa como autor de relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).

Catarina de Oliveira Buriti é escritora, jornalista, historiadora, mestre em História e doutora em Recursos Naturais. Desenvolve pesquisas sobre história da ciência, políticas públicas e Semiárido brasileiro. Atua na área de difusão científica do Instituto Nacional do Semiárido (Insa).

Mais informações:
Lançamento do Livro “Um século de secas: por que as políticas hídricas não transformaram o Semiárido brasileiro?”
Local: Banco do Nordeste (BNB) – Avenida Dr. Silas Munguba, 5700 – Passaré
HORÁRIO: 9h
O livro já está à venda pelo site: www.letrasambientais.com.br/sobre-livro