Gestão Ambiental

Autor: admin


10:51 · 19.09.2018 / atualizado às 13:54 · 19.09.2018 por
No Centro de Reciclagem, em Barueri (SP), um equipamento desenvolvido no Brasil separa o pó do café do alumínio, sem o uso de água. O primeiro vira adubo. O segundo volta à cadeia produtiva

Nespresso, pioneira no mercado de cafés em cápsulas, desenvolveu a estratégia global de sustentabilidade The Positive Cup (A Xícara Positiva), com a meta de que cada xícara de café da marca tenha impacto positivo na sociedade e no meio ambiente. O programa engloba três pilares: aquisição sustentável de café, gestão responsável do alumínio e gestão eficiente do clima. No pilar alumínio, a meta é chegar a 100% dos clientes uma solução fácil de reciclagem até 2020. 

A escolha do alumínio tem duas justificativas. Primeiro é o melhor material para manter a qualidade e o frescor dos cafés, pois, hermeticamente fechada, a cápsula protege contra os efeitos do oxigênio, luz e umidade. Segundo, é um material infinitamente reciclável. 

De acordo com o presidente-executivo da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), Milton Rego, a reciclagem do material alia uma combinação de vantagens: “O processo de reciclagem do alumínio utiliza apenas 5% da energia elétrica e, segundo dados do International Aluminium Institute (IAI), libera somente 5% das emissões de gás de efeito estufa quando comparado com a produção de alumínio primário”, explica. 

No Centro de Reciclagem, localizado em Barueri (SP), um equipamento desenvolvido no Brasil separa o alumínio do pó do café , sem o uso de água, e os dois materiais seguem caminhos diferentes. O primeiro vira adubo e o segundo retorna à cadeia produtiva. Atualmente, são mais de 70 pontos de recolhimento de cápsulas no Brasil. 

Pioneira também na reciclagem de cápsulas, a Nespresso oferece visitas oficiais ao Centro de Reciclagem. As visitas do público podem ser feitas mediante inscrições pelo site ou por meio do tour virtual, disponibilizado desde junho. 

Com duração de 90 minutos, o programa de visitas, inaugurado no mês em que é celebrado o Dia Internacional da Reciclagem (17 de maio), envolve a explicação de toda a cadeia de reciclagem.  As visitas fazem parte da campanha de Criação de Valor Compartilhado da Nespresso. 

“Investimos para que a reciclagem aconteça em favor do meio ambiente, pensando em toda a cadeia. A Nespresso ajuda parceiros a destinar corretamente a matéria-prima, atuando de forma responsável com o meio e de acordo com cada país em que opera”, comenta Claudia Leite, gerente de cafés e sustentabilidade da Nespresso no Brasil. 

“As cápsulas usadas são coletadas nestes pontos e enviadas ao Centro de Reciclagem por meio de logística reversa. Em 2017, reciclamos 13,3% do total de cápsulas vendidas, um crescimento significativo em relação ao ano anterior, mas temos o compromisso de fazer muito mais”, completa Claudia. 30 milhões de francos suíços são investidos anualmente pela Companhia em reciclagem no mundo, informa. 

E para quem ainda critica o consumo de café em cápsulas, Claudia também tem uma outra resposta: “o maior bebedor de café do mundo é a pia. A porção individual acaba com o desperdício” 

Nestlé Nespresso SA 

Pioneira e referência em café em porções individuais de alta qualidade, a empresa trabalha com mais de 75 mil produtores em 12 países, sendo 2 mil no Brasil, por meio de seu AAA Sustainable Quality Program, para incorporar práticas de sustentabilidade nas fazendas e em seus arredores. 

Lançado em 2003, em colaboração com a Rainforest Alliance, o programa ajuda a aumentar a produção e a qualidade das colheitas, com a assistência técnica de 400 agrônomos no mundo, sendo 20 no Brasil, garantindo o abastecimento sustentável de café e melhorando a qualidade de vida dos produtores e de suas comunidades. 

Com sede em Lausanne, na Suíça, a Nespresso opera em 69 países e tem mais de 12 mil colaboradores. Em 2016, a empresa operava uma rede de varejo global com mais de 600 Boutiques.  

No Brasil 

A marca está presente no Brasil há dez anos e conta com 17 boutiques nas principais cidades do País e serviços como atendimento personalizado 24h por dia, sete dias por semana, pelo telefone 0800 7777 737, opções de entrega com prazos variados para os pedidos realizados pelo site ou aplicativo mobile gratuito (disponível para IOS e Android), assistência técnica imediata para máquinas e pontos de coleta para reciclagem de cápsulas usadas. 

Mais informações: 

www.nespresso.com/br/pt/como-reciclar

12:21 · 15.09.2018 / atualizado às 12:37 · 15.09.2018 por
Em cinco anos no Ceará, mais de 200 campanhas foram realizadas, com 7.850 voluntários, em mais de 12 municípios com mais de 178 toneladas de lixo marinho recolhidas de áreas naturais (rios, manguezais e praias)

Milhões de voluntários, em 150 países, se unem hoje, com energia, boa vontade e preocupação com o meio ambiente para limpar seus países da poluição causada por resíduos e os cearenses também estão convocados para fazer parte desse grande movimento. No País, o Instituto Limpa Brasil é o responsável por organizar e coordenar as ações. 

Mas qual a necessidade de uma data específica para isso? A resposta é mobilização e Educação Ambiental. É difícil acreditar que alguém aprecie o lazer numa praia repleta de resíduos. Mas, daí à atitude de não sujar ou de participar de uma ação voluntária de limpeza, o passo é bem mais largo. 

Mobilização no Ceará e no mundo 

Associação Brasileira do Lixo Marinho (ABLM) no Ceará e os amigos, voluntários, coletivos e instituições ligadas ao Projeto Limpando o Mundo Ceará movimentam, hoje, seis municípios, 22 localidades (praias, rios, manguezais e estuários) e cerca de 300 pessoas da rede de parceiros em uma grande ação de proteção da vida marinha e dos oceanos, no Dia Mundial de Limpeza de Praias, neste 15 de Setembro, terminando com outras ações no fim do mês. 

O Dia Mundial de Limpeza de Praias ocorre todos os anos no terceiro sábado do mês de setembro. Ao redor do Planeta, organizações governamentais e não-governamentais, junto com a sociedade civil organizada, se propõem a ações de Limpezas de Praias remoção do lixo marinho nos ambientes litorâneos e serranos com ações de Educação Ambiental para a população, focando na divulgação das consequências da poluição marinha nos ecossistemas e na vida humana e no destino correto dos resíduos sólidos. 

Movimento internacional que promove a campanha de limpeza de rios e praias em todo o mundo, no mês de setembro, recebe nomes como “Clean Up the World” ou “International Costal Clean Up”, pelas organizações que iniciaram o movimento de despoluição, na Austrália e América do Norte, nos anos 80. É a maior ação global para limpeza da Terra. 

Promovido por diversas instituições que atuam com conservação marinha e políticas públicas, a ação chegou ao Brasil nos anos 90 com o título: Dia Mundial da Limpeza em Rios e Praias (DMLRP). Trata-se de um dos programas internacionais de meio ambiente mais inspiradores e efetivos que existe e é apoiado pela Organização das Nações Unidas (ONU), por meio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). 

Voluntários em todas as partes do mundo vão às praias, rios, praças, parques, trilhas coletar resíduos sólidos deixados diretamente pelos usuários desses locais ou por descargas originadas por outras fontes. 

A ação vem possibilitando, no longo prazo, mudanças de atitudes e comportamentos em nível local e global. A ideia é simples. Voluntários atuam na limpeza das suas comunidades, transformando esses ambientes em locais mais agradável e saudáveis para viver. As limpezas são coordenadas por grupos comunitários, coletivos, ambientalistas, colégios, escolas, bandeirantes, departamentos de governos, empresas e indivíduos dedicados ao meio ambiente. 

No Estado do Ceará, o Parque Ecológico da Barra do Ceará, é o epicentro de uma mobilização das lideranças da Barra do Ceará e em outras 12 localidades com grupos organizados em seis municípios (Paracuru, Caucaia, Fortaleza, Aracati, Beberibe e Icapuí), com mais de 300 voluntários envolvidos na ação que começa neste fim de semana e se estende até o fim do mês. 

I Encontro Ambiental Musical das Praias, Rios e Oceanos 

Artistas e músicos se uniram à causa. O compositor da Barra do Ceará, Bernardo Neto, irá abre a manhã com suas canções inspiradas no Rio Ceará, seguido do Cantor Zeric Místico, Banda Opostus, fechando com a banda Soul de Calçada. 

O Projeto no Ceará 

O Limpando o Mundo Ceará é coordenado por Juaci Araújo, membro da ABLM e educador ambiental, com início em abril de 2013, sempre buscando apoio e patrocínio para suas atividades de campanhas de Educação Ambiental e monitoramento com ações de limpeza de áreas naturais. Ao todo, são 20 anos dedicados à realização de campanhas de Educação Ambiental no combate do lixo marinho e realizando limpeza de áreas naturais. 

O projeto conta com encontros, exposições de fotos, capacitações, oficinas e rodas de diálogos com todos os setores, ajudando na sensibilização e levando informações sobre a biodiversidade marinha, conservação e a importância do reaproveitamento e da reciclagem nas cidades, gerando uma rede de pessoas multiplicadoras e atentas à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Outro ponto forte é a utilização de várias linguagens das artes promovendo um movimento de artistas em torno da causa. 

Números nos últimos 5 anos 

Mais de 200 campanhas realizadas, 7.850 voluntários envolvidos, uma rede de amigos e parceiros nas ações, mais de 12 municípios com atividades promovidas, um prêmio da Trip Transformadores, participação em mais de 50 eventos como convidado, participação em todas as oito edições do Sesc Povos do Mar e Herança Nativa, integrante da organização e realização na I e II Semana do Mar em Fortaleza, participação em três Edições do Viva a Mata da Fundação SOS Mata Atlântica (SP), cinco exposições fotográficas, atuação junto às duas edições do Projeto Manati e de cinco edições do Festival das Gaivotas / Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos  (Aquasis). São mais de 178 toneladas de lixo marinho recolhidas de áreas naturais (rios, manguezais e praias). 

Destino correto 

Nesta manhã de 15 de setembro, os 12 grupos de voluntários estão sendo orientados e estão em atividades de remoção do lixo marinho.  Os resíduos sólidos removidos serão destinados a centro de recicladores do entorno, parceiros do projeto e com um grande papel na sociedade nos processos de reciclagem e coleta seletiva, tendo apoio das prefeituras locais. 

A ideia é dar um correto destino dos materiais para centros de triagem de resíduos sólidos nas regiões, onde o material que possa ser reciclado ou reaproveitado seja reinserido no sistema produtivo. Muito do material encontrado nas áreas impactadas não são reaproveitadas para a reciclagem tornando-se um problema maior para a sociedade e a vida dos ambientes aquáticos e terrestres. 

Informar e sensibilizar a população para a Lei Nº 12. 305/2010, que determina a extinção de lixões a céu aberto e a criação de coleta seletiva e reciclagem nas cidades e aterros sanitários é uma das metas principais do trabalho de educação ambiental do projeto e da ABLM. 

Com as leis municipais no Rio de Janeiro e Caucaia (CE), as pessoas podem ser multadas por jogar lixo na rua. Separação dos resíduos sólidos, coleta seletiva e reciclagem – que ainda não ocorrem de forma plena – precisam avançar, levando junto os recicladores, que ainda sofrem por falta de investimento e políticas públicas eficientes para desenvolver o setor. 

Histórico do Movimento 

O Dia Mundial de Limpeza de Praias e Rios ocorre no terceiro sábado de setembro, desde 1989. Os primeiros esforços para realização dessa iniciativa aconteceram na Austrália e nos Estados Unidos, por meio da organização Ocean Conservancy. No Ceará, desde 1994 a Aquasis levantou esta bandeira e trabalho. 

Em 2013, os surfistas Petrônio Tavares, Calunga, Paulo Saad (Dado), Juaci Araújo e Alberto Campos, preocupados com este problema, se uniram e reforçaram uma nova linha de trabalho para atuar na sociedade fazendo a união de três parceiros: Instituto Povos do Mar (Ipom), Aquasis e Greenish – que se tornou patrocinador oficial do Projeto Limpando o Mundo no Ceará, até 2014. 

O fundador da iniciativa de conservação dos ambientes aquáticos foi o ambientalista Ian Kiernan, que durante uma volta ao mundo em um iate ficou horrorizado com a quantidade de lixo sufocando os oceanos do mundo. Com o apoio de uma comissão de amigos, ele organizou um evento da comunidade, o Clean Up Sydney Harbour, com aproximadamente 40 mil voluntários que se reuniram para ajudar a limpar os oceanos.  

Desde de 1994, essas campanhas em cooperação com vários parceiros já mobilizaram mais de 20 mil voluntários no litoral do Ceará e mais de mil toneladas de lixo foram removidas de áreas de praias, manguezais e estuários, um benefício que evitou que esses resíduos sólidos se espalhassem no oceano e continuassem a causar danos aos ecossistemas costeiros. 

Pontos turísticos de Fortaleza 

Parte da programação especial do Dia Mundial de Limpeza de Praias, uma ação especial é realizada, a partir das 15h deste sábado, na Praia de Iracema, um dos mais principais cartões postais de Fortaleza, incluindo outros pontos da Capital, como o Polo de Lazer da Aerolândia, a Praia do Náutico e também a Barra do Ceará. 

Esses eventos, em particular, contam com o apoio da C. RolimHotel SonataIndaiáUniversidade de Fortaleza (Unifor)Instituto IracemaSecretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma)GreenpeaceRotaractEscoteiros do Brasil e da Cooperativa de Materiais recicláveis (Socrelpe). 

Ação na Praia de Iracema 

15h – Concentração próximo ao Hotel Sonata – Avenida Beira-Mar, 848 

15h30 – Formação dos grupos e distribuição dos Kits 

15h45 – Mutirão de limpeza 

16h30 – Retorno dos grupos e triagem dos materiais coletados. 

17h30 – Encerramento das atividades. 

Engajamento oficial 

A Seuma integra a ação voluntária de limpeza nestes sábado e domingo (15 e 16), na orla da Praia de Iracema e Meireles. Neste sábado (15) pela manhã, voluntários percorrem 1,9 km da orla do Meireles, do espigão do Náutico até o Mercado dos Peixes Pescador Oscar Verçosa. Às 15h, se unem à ação em frente do Hotel Sonata, para percorrer toda a orla da Praia de Iracema até a comunidade do Poço da Draga. 

Já neste domingo (16), o mutirão de limpeza inicia às 15h30, no espigão da Rui Barbosa, finalizando no espigão do Náutico, no Meireles. Além da limpeza, haverá ação de Educação Ambiental e roda de conversa sobre cidadania. 

A ação conta com troca de material reciclável por mudas de plantas nativas ou frutíferas. Neste sábado (15), o ponto de apoio para a troca estará na frente do Hotel Sonata, a partir das 15h. No domingo (16), será no espigão da Rui Barbosa, às 15h30. 

No Brasil 

Esta ação global liderada por cidadãos une as comunidades locais que estão lutando com os desafios de resíduos mal geridos e descartados da pior maneira possível, despejados em lixões, vão parar em praias, rios, florestas, ruas e terrenos. 

No país, Instituto Limpa Brasil é o responsável por organizar e coordenar as ações (www.limpabrasil.org). A organização conta com o apoio da Neoenergia, por meio de suas subsidiárias Coelba (Bahia) e Celpe (Pernambuco). 

Dezenas de cidades brasileiras como Salvador, Recife, São Paulo, Fortaleza, Maceió e Belo Horizonte, entre outras, participam com seus voluntários dessa grande ação de cidadania global.  

Maratona mundial 

A maratona de limpeza começou em Fiji, no sul do Pacífico, passando por todo o Planeta até chegar ao Havaí, nos Estados Unidos. Envolve dezenas de milhões de pessoas residentes, desde pequenas aldeias rurais até as maiores megacidades do mundo. Em alguns países a participação é de até 5% da população. 

Para dar oportunidade às pessoas de fazer perguntas e discutir abertamente o evento, está no ar uma sessão de perguntas e respostas intitulada: “Frequently  asked  questions  about  World  Cleanup  Day”, em  Português “Perguntas frequentes sobre o Dia Mundial da Limpeza”, hospedada no canal do Twitte@letsdoitworld.  Use a hashtag #FAQ_WCD para acompanhar a conversa ou apresente perguntas adicionais a serem discutidas. 

A ação está sendo impulsionada pela iniciativa global Let’s  do  it!   Que iniciou ações de limpeza em 113 países ao longo da última década, com a participação de mais de 20 milhões voluntários no total. 

O movimento começou na Estônia, pequeno país do norte da Europa, em 2008, quando 50 mil pessoas se reuniram para limpar todo o país em apenas cinco horas. Por isso, a sede do World Cleanup Day 2018 é Tallinn, capital da Estônia. Dali são feitas as atualizações sobre o desenvolvimento das ações de limpeza em todo o mundo nas 30 horas em que elas são realizadas em cada canto do Planeta. 

A equipe do Dia Mundial da Limpeza fica à disposição para mostrar o que está acontecendo em todos os 150 países, distribuindo atualizações regulares sobre as últimas estatísticas, publicando notícias de limpeza de países e feeds de mídia social, bem como um programa de TV online ao vivo, produzido em linha direta na sede. 

A transmissão incluirá conexões de vídeo ao vivo dos locais das ações e entrevistas com seus organizadores. A transmissão ao vivo será possível em múltiplas plataformas como YoutubeFacebook e por meio do site worldcleanupday.org. 

Limpa Brasil-Let’s do it! 

O Instituto Limpa Brasil é realizador nacional das iniciativas  World Cleanup Day, Eu Sou Catador e Limpa Brasil Let’s do it! e tem como proposta do Instituto Limpa Brasil – Let’s do it! criar uma nova cultura com relação ao descarte correto do lixo, além de incentivar a sociedade a limpar e manter as cidades limpas. 

Por esse motivo, um dos pontos mais importantes do evento é o envolvimento das escolas municipais, com a realização de palestras e seminários, dinâmicas de grupo e gincanas, capacitação de professores e a estruturação dos pontos de coleta de materiais recicláveis durante a semana de mobilização. Esse movimento gera um engajamento da comunidade local e incentiva a transformação de alunos, pais, parentes e profissionais envolvidos em agentes de mobilização, que alertam sobre os malefícios do descarte incorreto do lixo. 

Mais informações:  

Confira a lista com os endereços e horários das ações em: www.limpabrasil.org

16:48 · 14.09.2018 / atualizado às 17:17 · 14.09.2018 por
Com 500 participantes, as discussões trataram de propostas de políticas públicas que estão sendo levadas pelo CEBDS aos presidenciáveis Foto: Ulisses Matandos

Nesta semana, presidentes e executivos de grandes empresas brasileiras ou com atuação no País estiveram reunidos em evento que, da água filtrada na hora e bebida em copos de vidro, passando pelos cordõezinhos de crachás nas cores da diversidade, até a redução calculada no volume de impressos, foi pensado para respirar sustentabilidade, tendo como horizonte primeiro a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. 

A necessidade de implementação de um mercado de carbono e a urgência do melhor uso e tratamento dos recursos hídricos, alguns dos principais desafios que o Brasil enfrenta para alcançar um modelo sustentável de crescimento nos próximos anos, foi um dos destaques na programação do Congresso Sustentável 2018, realizado na terça-feira (11), pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), no Teatro Santander, em São Paulo.  

Durante o evento, que reuniu a mais alta de liderança de grandes empresas brasileiras – responsáveis por gerar mais de 1 milhão de postos de trabalho no Brasil em diversos segmentos –, foi apresentada a Agenda CEBDS por um País Sustentável. O documento, que pode ser baixado no site do CEBDS, contém dez propostas elaboradas pelos CEOs das próprias empresas associadas à organização e destinadas aos candidatos à Presidência da República. 

Aumento na participação de fontes renováveis na matriz energética, segurança hídricaexpansão do saneamento básico, soluções para transição a uma economia de baixo carbono, mecanismos financeiros de estímulo a práticas sustentáveis e equidade de gênero no mercado de trabalho foram alguns dos temas abordados. 

A presidente do CEBDS, Marina Grossi, destacou a importância do engajamento de todos na transição para um modelo de desenvolvimento sustentável Foto: Ulisses Matandos

“A viabilidade do velho modelo econômico está ultrapassada. O setor empresarial brasileiro tem demonstrado na prática que é possível ampliar os investimentos em processos mais sustentáveis e economicamente viáveis”, afirmou a presidente do CEBDS, Marina Grossi, durante a abertura do evento, destacando que a transição para um modelo de Desenvolvimento Sustentável depende conjuntamente do indivíduo, do coletivo, da empresa e do governo. “Para aquilo que não se pode fazer diretamente, se busca parceria”, acrescentou. 

Marina falou ainda sobre as oportunidades empresariais para os próximos quatro anos e que, dentro da responsabilidade compartilhada, cabe ao governo criar um ambiente para fazer acontecer. “O que a sociedade, nossas empresas, negócios, governo, cada um de nós está construindo para o futuro?”, provocou. 

Recursos Hídricos 

O presidente do Santander Brasil, Sérgio Rial, destacou o alto engajamento da sociedade durante as eleições deste ano, que propicia conscientização da população sobre o seu papel no processo de transformação. Utilizando como exemplo o saneamento básico, o executivo ressaltou que não falta dinheiro, no entanto, carecemos de um marco regulatório, e que o Estado precisa estabelecer condições básicas para garantir a segurança dos investimentos a serem feitos pelo setor privado. 

Ele lembrou que o País é liderança na área ambiental no que diz respeito às energias renováveis como instrumentos de baixo carbono. “Porque existe um arcabouço confiável e claro e, assim, as empresas vêm investir com retorno aceitável”. No caso do saneamento, destacou que “é impossível investir no setor sem ter que negociar com 5.600 municípios brasileiros. Não falta dinheiro, não faltam investidores, por isso a sociedade deve se mobilizar”, finalizou. 

“Nós temos números de saneamento do século XIX”, lembrou Marina Grossi, utilizando dados do Instituto Trata Brasil e destacando seus reflexos na saúde e na produtividade. 

“O Brasil perde entre a captação e a entrada, por ano, sete sistemas Cantareira, o equivalente a 37% ; despeja seis mil piscinas olímpicas de esgoto bruto em seus mananciais; e 27% dos reservatórios monitorados pela ANA (Agência Nacional de Águas) estão secos. Desse jeito, em 2050, teremos uma grande frota de carros elétricos andando em ruas com esgoto a céu aberto”, ironizou a presidente da BRK Ambiental, Teresa Vernaglia. “Vai faltar água para a irrigação. Isso vai afetar o setor produtivo como um todo”, completou. 

Por outro lado, falou sobre reúso de água e da importância de um marco regulatório que permita a ampliação de escala dessa experiência. Na discussão entre o público e o privado, afirmou que isso não importa para o cidadão que não tem água e saneamento. “O importante é receber o serviço por um preço justo. O grande problema é a falta de investimento”, finalizou. 

Petróleo 

André Lopes de Araújo, presidente da Shell Brasil, surpreendeu ao falar sobre energias renováveis e o potencial de crescimento do setor Foto: Maristela Crispim

André Lopes de Araújo, presidente da Shell Brasil, surpreendeu ao falar sobre energias renováveis e o potencial de crescimento do setor. “Já trabalhamos com renováveis há algum tempo e somos os maiores produtores de etanol”, afirmou. Mas finalizou defendendo o petróleo como algo ainda presente por alguns anos nesta realidade: “Não podemos fugir da realidade das nossas reservas. Temos riquezas e escolhas a fazer. O petróleo vai estar aí ainda por décadas e deve atingir seu pico no fim da década de 2020. Estamos falando de um mundo que ainda precisa de muita energia e não tenho vergonha de dizer que o petróleo fará parte dessa transição”. 

Bernardo Paiva, presidente executivo da Ambev, destacou a parceria com a Volkswagen Caminhões e Ônibus para adoção de 1.600 caminhões elétricos por todos os 20 operadores logísticos que trabalham com a empresa até 2023. “É um caminho sem volta. Um dia chegaremos a 100%”, afirmou. 

Energias renováveis 

Em entrevista exclusiva ao Blog Gestão Ambiental, o presidente da Vestas Brasil & Cone Sul, Rogerio Zampronha, destacou a importância da energia eólica e o grande potencial dos ventos no Nordeste Foto: Maristela Crispim

O presidente da Vestas Brasil & Cone Sul, Rogerio Zampronha, enfatizou que a eólica é a fonte de energia mais em conta disponível no País, menos da metade da segunda mais barata e pode estar envolvida na redução de custos na produção de uma forma muito mais interessante. 

Observou, ainda, que a energia gerada pelos ventos já representa 9% da matriz brasileira. Em 2017, alcançou a marca de 12,8 GW de capacidade instalada e a previsão é de chegar a 28 GW em 2026. “No ano passado, o volume de emissões de carbono que deixou de ocorrer por causa da fonte eólica é o mesmo que se teria se deixassem de circular 16 milhões de veículos, o que equivale a 85% da frota hoje no Estado de São Paulo”, informou. 

Em entrevista exclusiva ao Blog Gestão Ambiental, ele disse que o Nordeste é abençoado com os melhores ventos do País e tem crescido muito no setor eólico, sobretudo os estados do Rio Grande do Norte e Bahia, que, no último leilão, tiveram predominância, mais uma vez, embora o Ceará tenha sido o pioneiro no setor. Ele falou também sobre as novas fronteiras que se abrem nos estados do Maranhão, Piauí e Paraíba. 

Sobre o recente investimento em parques eólicos continente a dentro, Zampronha destacou que, nas regiões serranas, onde o vento é mais forte à noite, é oportuna a instalação de sistemas híbridos, eólico durante à noite e solar de dia, sem falar nos benefícios socias associados à interiorização desses parques. 

O diretor de Relações Institucionais da Febraban, Mário Sérgio Vasconcelos, apresentou estudo de viabilidade de financiamento para projetos de energia solar fotovoltaica, realizado pelo BID e a Absolar Foto: Maristela Crispim

O diretor de Relações Institucionais da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Mário Sérgio Vasconcelos, apresentou, no Sustentável 2018, um estudo de viabilidade de financiamento para projetos de energia solar fotovoltaica, realizado em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). 

“A Febraban vem buscando os caminhos possíveis para uma economia de baixo carbono, e temos avançado nos últimos quatro anos. Cerca de 27% dos empréstimos do setor já são destinados a investimentos de baixo carbono”, ressaltou. 

Para André Clark, CEO da Siemens, o Brasil caminha para um powerhouse de geração de energia. “A transição energética passa por três coisas: tecnologia, mudanças climáticas e mercado consumidor. Estamos no centro dessas mudanças. Estados Unidos, China e Europa fazem a transição por causa do carvão. Nós fazemos pelo uso da terra e da água”, compara. 

A superintendente de Sustentabilidade e Negócios do Itaú, Denise Hills, estimou que, nos próximos cinco anos, o setor financeiro no Brasil deverá ter um avanço significativo na incorporação de aspectos socioambientais. 

O Sustentável 2018 foi patrocinado pelo Santander, Itaú, Braskem, Philip Morris, Instituto Clima e Sociedade (iCS) Instituto Arapyaú, e contou com apoio da Nespresso e Filtros Europa. O evento terá suas emissões de carbono compensadas por compra de créditos de carbono ou plantio de árvores, em parceria com a Neutralize Carbono. 

13:02 · 05.09.2018 / atualizado às 13:03 · 05.09.2018 por
Especialistas nesta área são inseridos em empreendimentos e modelos de negócio inovadores como ferramenta lucrativa Foto: Maristela Crispim

Pensar no desenvolvimento econômico sem esquecer os aspectos ambientais do setor produtivo, minimizando os impactos ambientais e os custos oriundos da produção com uma gestão eficiente. Esse é o principal objetivo do MBA em Gestão Ambiental na Cadeia Produtiva, com vagas em oferta pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

Podem se inscrever profissionais graduados nas áreas de Engenharia, Arquitetura, Administração, Contabilidade, Biologia, Geologia, Geografia, Química, Agronomia, Direito e outros envolvidos com a área da Gestão Socioambiental ou que estejam interessados na área de meio ambiente.

Ao final do curso, o aluno será capaz de compreender as principais diretrizes legais e socioambientais no contexto produtivo, permitindo entender e aplicar os diversos tipos de ferramentas, equipamentos, procedimentos, processos, limites operacionais e tecnologias atuais.

Vale ressaltar que o curso oferece uma infraestrutura diferenciada, com salas de aula que foram estruturadas no formato de arena e com mesas redondas, dentro do mesmo padrão das universidades de Harvard e Stanford, de modo a proporcionar a melhor experiência de aprendizado.

Segundo Suellen Galvão, coordenadora do MBA em Gestão Ambiental na Cadeia Produtiva da Unifor, o curso está estruturado de modo a atender as demandas futuras e atuais do setor produtivo. “Cada vez mais em ascensão, o setor produtivo no Ceará comunga de modelos de gestão mais modernos que buscam aliar inovação ao Desenvolvimento Socioambiental das corporações por meio de práticas e tecnologias sustentáveis”, afirma.

“A perenidade das empresas passa por aspectos como responsabilidade socioambiental, compliance, inovação dos processos, práticas colaborativas e mudança de paradigmas. E a mudança de paradigma sobre Gestão Ambiental no setor produtivo é um fator chave para sua Sustentabilidade. O empresário precisa aprender sobre as inúmeras possibilidades de gerir melhor seus processos por meio da Gestão Ambiental e não vê-la mais somente como custo”, relata Suellen.

“Por oferecer uma forte base conceitual e atuação prática, o curso vem suprir a demanda de empresas que desejam aplicar Gestão Ambiental, mas não sabem por onde começar e/ou consideram um setor desnecessário ou caro a ser implantado. E é essa a importância desse profissional: contribuir para o Desenvolvimento Sustentável do setor produtivo”, complementa a coordenadora.

Políticas Ambientais

Já a coordenadora de Políticas Ambientais da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza (Seuma), Edilene Oliveira, enfatiza que as organizações, cada vez mais, precisam da implementação de Sistemas de Gestão Ambiental (SGA) que promovem processos e práticas de sustentabilidade, observando a legislação e normas técnicas específicas.

“Essas ações colaboram com o meio ambiente e ajudam na racionalização de recursos naturais e financeiros, no fortalecimento da marca, quer seja pública ou privada, além dessas práticas envolverem os colaboradores para sensibilização ambiental, dentro e fora dos espaços de trabalho”.

“Os profissionais da Gestão Ambiental são responsáveis por ações de recuperação da biodiversidade e programas que revertam a degradação do meio ambiente. Na esfera pública, são responsáveis por elaborar e implementar políticas que promovam o gerenciamento das questões ambientais nas áreas de planejamento, certificação, sustentabilidade e educação ambiental”, enumera Edilene.

Mais informações:
Inscrições: até 30 de setembro, podendo ser prorrogadas
Período do Curso: setembro/2018 a junho/2020
Para entrar no site, clique aqui: MBA em Gestão Ambiental na Cadeia Produtiva

10:00 · 20.08.2018 / atualizado às 10:28 · 20.08.2018 por

Por Letras Ambientais

A maioria dos municípios do Nordeste brasileiro já enfrenta situação e seca grave ou moderada. É o que mostra o atual mapa da cobertura vegetal da região, obtido por meio de monitoramento por satélite, realizado pelo Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis). As imagens de satélites permitem analisar a rápida mudança na cobertura vegetal, de acordo com a expansão da seca pelos municípios da região.

Uma pesquisa recente do Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE), sobre o Perfil dos Municípios Brasileiros (Munic), mostrou que, no período de 2013 a 2016, a região Nordeste apresentou a maior proporção de municípios afetados pela seca (82,6%). Do total de 1.794 municípios do Nordeste, foram registrados eventos de seca em 1.481.

Apesar de esses eventos climáticos serem frequentes, intensos e com profundos impactos socioeconômicos no Nordeste, a pesquisa do IBGE mostra que apenas 15,7% dos municípios da região possuem um plano específico de contingência e/ou prevenção à seca.

A maioria dos municípios da região adota ações emergenciais para evitar ou minimizar os danos causados pela seca. Uma das ações mais comuns, segundo o estudo, é a distribuição regular de água, por meio de carros-pipa, adotada em 65,5% dos municípios da região. Em seguida, está a construção de poços (61%) e de cisternas (49%).

O pesquisador Humberto Barbosa, coordenador do Lapis, ressaltou que essa falta de planejamento nos municípios, para o enfrentamento da seca, é o que faz com que o evento climático se torne desastre natural. Ele comenta: “mesmo nesses 15% dos municípios que possuem um plano específico para lidar com a seca, ainda não analisamos o teor e a qualidade desse instrumento de planejamento, ou seja, não sabemos se realmente as ações planejadas fogem da pauta emergencial, em direção a um projeto permanente para convivência com a seca”.

Barbosa é um dos autores do Livro “Um século de secas: por que as políticas hídricas não transformaram o Semiárido brasileiro?” e destacou: “Na obra, observamos que, historicamente, a ausência de participação social no processo de planejamento das políticas para a região semiárida foi um dos fatores comuns para que a seca continue sendo enfrentada apenas com ações emergenciais. No entanto, são fundamentais ações estruturais e coordenadas para que a população possa conviver melhor com a seca”.

Segundo um Relatório do Centro de Estudos e Pesquisas em Engenharia e Defesa Civil (Ceped), no período de 1995-2014, os danos materiais e prejuízos (públicos e privados) causados por desastres naturais, derivados de eventos climáticos no Brasil, foram estimados em R$ 100 bilhões. Deste total, cerca de 75% estão diretamente vinculados às estiagens e secas, a afetarem frequentemente o Nordeste e as demais regiões do Brasil.

No Nordeste, o custo total de danos e prejuízos, derivados de eventos climáticos, foi cerca de R$ 47 bilhões. O valor inclui os prejuízos privados nos setores da agricultura, pecuária, indústria e serviços.

Radiografia

A seguir, apresenta-se uma radiografia da seca em cada Estado do Nordeste, vista a partir de mapas. Dentre os temas abordados, estão: a condição da cobertura vegetal dos municípios, antes e depois da seca deste ano; os danos e prejuízos causados pela seca; os estados mais afetados e aqueles mais preparados para evitar que esses eventos climáticos tomem proporções de desastre natural.

Os dados utilizados são oriundos do satélite Meteosat-10, com metodologia desenvolvida pelo Lapis, que determina diariamente o Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI) para a  região.

Os mapas animados, mostrados na sequência, comparam e analisam a condição da cobertura vegetal de cada um dos nove estados do Nordeste, no período da estação chuvosa (abril a maio) e no início da seca (julho a agosto).

Ceará

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No período de fevereiro a maio deste ano, foi registrado, no Ceará, um expressivo volume de chuvas. Por essa razão, a Caatinga alcançou um alto nível de recuperação. Em maio, o Estado foi considerado o que ficou mais verde no Semiárido brasileiro, como mostrado no primeiro mapa acima.

Atualmente, um total de 66% dos municípios cearenses já estão secos. Dos 184 municípios do Ceará, 121 apresentam situação de seca moderada ou grave, enquanto 63 continuam em condição climática favorável. Apenas em alguns municípios do norte, do noroeste ou do sul do Estado, a vegetação está verde, ou seja, a seca ainda não atingiu a vegetação.

De 30 de julho a 5 de agosto, o mapa mostra a rápida mudança ocorrida na vegetação do Ceará para a condição de seca. As áreas em vermelho indicam a ocorrência de seca grave, abrangendo a maioria dos municípios; enquanto, em amarelo, sinalizam para a condição de seca moderada.

Segundo o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, 77 municípios do Ceará estão reconhecidos em Situação de Emergência, sendo 13 decorrentes da estiagem e 64 por ocasião da seca.

Há uma diferença entre os conceitos de seca e estiagem. A seca se refere à deficiência de chuvas durante um período prolongado, provocando escassez de água para atividades, grupos ou setores ambientais. As estiagens se caracterizam por serem menos intensas que a seca e ocorrerem durante um período de tempo mais curto.

A Situação de Emergência é o reconhecimento legal, pelo município atingido, de uma situação anormal provocada por desastres, segundo fatores de intensidade e alcance dos danos (humanos, materiais e ambientais) e dos prejuízos (sociais e econômicos).

A intensidade do impacto do desastre natural para o Município é o que leva os gestores a classificarem o prejuízo gerado para a população e infraestrutura local. Existem quatro níveis para medir os impactos dos desastres naturais. As secas e estiagens são consideradas desastres naturais de nível 3, caracterizando Situação de Emergência.

Nesse caso, os danos são importantes e os prejuízos vultuosos, mas suportáveis e superáveis pela comunidade afetada. A situação de normalidade pode ser restabelecida desde que os recursos mobilizados no território do município afetado sejam reforçados e suplementados com o apoio de meios estaduais e federais.

Segundo o IBGE, no período de 2013 a 2016, o Ceará foi o Estado do Nordeste a registrar maiores proporções de municípios atingidos pela seca (97,8%). Apesar desse dado, apenas 22,2% dos seus municípios possuem um plano de contingência e/ou prevenção à seca.

No período de 1995-2014, o Estado ocupou o segundo lugar como um dos mais impactados e submetidos a maiores danos e prejuízos na região, oriundos de eventos climáticos. O valor estimado pelos municípios do Ceará, para o período, correspondeu a 22,2% do total estimado para o Nordeste, de acordo com o Ceped.

Piauí

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O mapa acima mostra que, no período de 30 de abril a 6 de maio, as chuvas no Piauí permitiram a recuperação de praticamente toda sua cobertura vegetal, com exceção do sudoeste do Estado.

O atual mapa da cobertura vegetal do Piauí, referente ao período de 30 de julho a 5 de agosto, mostra que 71% dos municípios apresentam seca grave ou moderada. Do total de 224 municípios do Estado, 160 estão secos, enquanto apenas 64 continuam verdes, ou seja, sob condições climáticas favoráveis, solo úmido e manutenção da cobertura vegetal.

Segundo o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, 48 municípios do Piauí estão reconhecidos em Situação de Emergência, sendo 10 decorrentes da estiagem e 38 por ocasião da seca.

A pesquisa do IBGE sobre o perfil dos municípios brasileiros mostrou que, no período de 2013 a 2016, o Piauí foi o segundo Estado do Nordeste com maior proporção de municípios afetados pela seca (93,8%). Apesar desse dado, apenas 9,4% dos municípios do Piauí possuem um plano de contingência e/ou prevenção à seca.

Quantos aos danos e prejuízos provocados por eventos climáticos, especialmente pela seca, no período de 1995-2014, o Piauí foi o quarto Estado do Nordeste brasileiro a registrar maiores impactos diretos. O custo dos danos e prejuízos decorrentes de eventos climáticos, nos municípios do Piauí, foram estimados em 16,1% do total na região.

Paraíba

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De acordo com a atual imagem de satélite da cobertura vegetal da Paraíba, a seca já atinge mais de 71% da Paraíba. Dos 223 municípios, 160 apresentam seca moderada ou grave. O evento climático ocorre, de forma mais grave, nas microrregiões do Cariri, Seridó e Catolé do Rocha.

Enquanto isso, em apenas 63 municípios do Leste do Estado, incluindo a Zona da Mata e parte do Agreste, a vegetação está verde, ou seja, as condições climáticas continuam favoráveis e a seca ainda não atingiu a vegetação.

Os mapas acima mostram a rápida mudança ocorrida na vegetação a Paraíba, para a condição de seca. A primeira imagem retrata o Estado durante a estação chuvosa, no período de 30 de abril a 6 de maio, enquanto a segunda mostra as condições atuais da vegetação, no período de 30 de julho a 5 de agosto.

Segundo o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, desde abril deste ano, 197 municípios da Paraíba são reconhecidos em Situação de Emergência, por ocasião de estiagem.

Segundo o IBGE, no período de 2013 a 2016, a Paraíba foi o terceiro Estado do Nordeste a registrar maior proporção de municípios atingidos pela seca (91,9%). Por outro lado, apenas 25,6% dos municípios da Paraíba possuem um plano de contingência e/ou prevenção a essa tipologia de desastre natural.

Apesar de ainda ser baixo, proporcionalmente, é o Estado do Nordeste com maior percentual de municípios a apresentar esse tipo de instrumento de planejamento para minimizar os impactos da seca.

No período de 1995-2014, a Paraíba ocupou o quinto lugar, no Nordeste, como um dos Estados mais impactados e submetidos a maiores prejuízos provocados pela seca. Os danos materiais e prejuízos (públicos e privados), causados por desastres naturais, derivados de eventos climáticos, foram estimados em 6% do total dos custos na região.

Rio Grande do Norte

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Um total de 62% dos municípios do Rio Grande do Norte já estão secos. Segundo o monitoramento da cobertura vegetal por satélite, realizado pelo Lapis, dos 167 municípios do Estado, 104 enfrentam seca grave ou moderada, conforme segundo mapa acima.

Apenas 63 municípios do Leste Potiguar, alguns do norte e do noroeste do Estado, continuam com vegetação verde, indicando que os solos continuam úmidos, em decorrência das condições climáticas favoráveis.

De acordo com o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, 161 municípios do Rio Grande do Norte estão em Situação de Emergência, por ocasião da seca.

Segundo o IBGE, no período de 2013 a 2016, o Rio Grande do Norte foi o quarto estado do Nordeste a registrar maior proporção de municípios atingidos pela seca (91%). Por outro lado, apenas 8,3% dos municípios do Rio Grande do Norte possuem um plano de contingência e/ou prevenção à seca.

No período de 1995-2014, o Rio Grande do Norte esteve entre os estados do Nordeste a sofrer menos impactos econômicos diretos da seca, com um total estimado de 3,1% dos danos materiais e prejuízos (públicos e privados) estimados para a região, causados por desastres naturais oriundos de eventos climáticos.

Bahia

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Um total de 57% dos municípios da Bahia já enfrentam seca. Segundo o monitoramento por satélite, realizado pelo Lapis, dos 417 municípios do estado, 237 enfrentam seca moderada ou grave, conforme mostrado no segundo mapa, referente ao período de 30 de julho a 5 de agosto.

O Oeste da Bahia integra a região de Matopiba, considerada a última fronteira agrícola do País, com importante participação na balança comercial brasileira. Hoje, todos os municípios dessa área estão afetados pela seca, trazendo consequências diretas à economia nacional.

Apenas 43% dos municípios do Estado continuam verdes, ou seja, ainda não foram atingidos pela seca. Eles estão localizados na porção Leste do Estado, compreendendo as mesorregiões do Sul e Centro-Sul Baiano, Região Metropolitana de Salvador, Nordeste e Centro-Norte Baiano.

No período de 30 de abril e 6 de maio deste ano, conforme mostrado no mapa acima, boa parte dos municípios da Bahia ficou com cobertura vegetal verde, por ocasião das chuvas registradas no Estado, ou apenas tiveram estiagem moderada.

De acordo com o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, 207 municípios da Bahia estão em Situação de Emergência, sendo 203 decorrentes da estiagem e 4 por ocasião da seca.

Segundo o IBGE, no período de 2013 a 2016, a Bahia foi o quinto Estado do Nordeste a registrar maior proporção de municípios atingidos pela seca (88,5%). Todavia, apenas 15% dos municípios da Bahia possuem um plano de contingência e/ou prevenção à seca. É o Estado do Nordeste com maior número de Prefeituras a apresentar esse tipo de instrumento de planejamento (62 municípios). Todavia, proporcionalmente, o percentual ainda é considerado muito baixo, diante da abrangência de municípios afetados pela seca na Bahia.

A Bahia é o Estado do Nordeste que mais registrou danos e prejuízos (públicos e privados) diretos, em função de desastres naturais oriundos de eventos climáticos, no período de 1995-2014.

Do custo total de R$ 47 bilhões, estimado para a região Nordeste, a Bahia concentrou 29% desses danos e prejuízos. Como mencionado, o custo da seca é estimado em 75% do total de danos e prejuízos decorrentes de eventos climáticos no Nordeste.

Alagoas

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Um total de 33% dos municípios de Alagoas já estão secos. É o que mostra o atual mapa da cobertura vegetal do Estado, conforme monitoramento realizado pelo Lapis, referente ao período de 30 de julho a 5 de agosto. Dos 102 municípios alagoanos, 34 estão afetados por seca grave ou moderada, localizados na mesorregião do Sertão Alagoano e alguns no Agreste, na porção semiárida do Estado.

As áreas que atualmente continuam verdes estão localizadas no Leste Alagoano e em boa parte da mesorregião do Agreste. No período de 30 de abril a 6 de maio deste ano, como mostrado no mapa acima, as chuvas permitiram certa recuperação da cobertura vegetal desses municípios. Mas desde maio, quando terminou a estação chuvosa no Semiárido brasileiro, a seca se espalhou pelo Sertão e Agreste Alagoano.

Diante da severidade da atual estiagem na mesorregião do Sertão e parte do Agreste Alagoano, esta semana, a Defesa Civil Nacional reconheceu Situação de Emergência em 38 municípios do Estado. O decreto de reconhecimento do governo federal garante que esses municípios voltem a receber recursos emergenciais para conviver com a seca.

Segundo o IBGE, no período de 2013 a 2016, Alagoas foi o sexto Estado do Nordeste a registrar maior proporção de municípios atingidos pela seca (77,5%). Um total de 22,5% dos municípios alagoanos possuem um plano de contingência e/ou prevenção à seca.

De acordo com o Relatório do Ceped, Alagoas é um dos estados do Nordeste a registrarem menos danos e prejuízos decorrentes de desastres naturais de origem climática, compreendendo apenas 3,6% do total na região, no período de 1995-2014.

Sergipe

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Em Sergipe, 20% dos municípios estão secos atualmente, de acordo com o mapa da cobertura vegetal obtido pelo Lapis, por meio de monitoramento por satélite, referente ao período de 30 de julho a 5 de agosto. Dos 75 municípios do Estado, 15 enfrentam seca grave ou moderada. A seca se concentra na mesorregião do Sertão de Sergipe.

Diferentemente dos demais estados do Nordeste, na imagem de satélite de 30 de abril a 6 de maio, havia um maior número de municípios secos em Sergipe, tendo diminuído agora em julho. Provavelmente, isso ocorreu em decorrência da influência de frentes frias naquela área.

De acordo com o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, seis municípios de Sergipe estão em Situação de Emergência, sendo cinco decorrentes da estiagem e apenas um ocasionado pela seca.

Segundo o IBGE, no período de 2013 a 2016, Sergipe foi o sétimo Estado do Nordeste a registrar maior proporção de municípios atingidos pela seca (77,3%). Apenas 8% dos municípios do Estado possuem um plano de contingência e/ou prevenção à seca.

Sergipe também é um dos estados do Nordeste a registrarem menores danos e prejuízos decorrentes de desastres naturais de origem climática, compreendendo somente 2,9% do total na região, no período de 1995-2014.

Pernambuco

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Em Pernambuco, 52% dos municípios já são afetados pela seca. Do total de 185 municípios, 96 enfrentam seca grave ou moderada. De acordo com o monitoramento ambiental por satélite, realizado pelo Lapis, apenas na Região Metropolitana de Recife, na mesorregião da Zona da Mata e em parte dos municípios do Agreste pernambucano, a cobertura vegetal continua verde, em função das condições climáticas favoráveis.

No atual mapa da cobertura vegetal de Pernambuco, referente ao período de 30 de julho a 05 de agosto deste ano, a seca já atinge a maior parte do estado, incluindo a mesorregião do São Francisco, do Sertão e grande parte do Agreste.

Embora o percentual de municípios pernambucanos afetados pela seca seja de apenas 52%, abrange praticamente toda a área do estado. Isso ocorre em função de os municípios do interior, onde a seca predomina, apresentarem maior extensão territorial.

Quando comparados à porção Leste do estado, onde os municípios são de pequena extensão, o percentual de área onde a vegetação permanece verde é pouco expressivo.

De acordo com o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, 53 municípios de Pernambuco estão reconhecidos em Situação de Emergência, em razão da ocorrência de estiagem.

Segundo o IBGE, no período de 2013 a 2016, Pernambuco foi o oitavo estado do Nordeste a registrar maior proporção de municípios atingidos pela seca (77,2%). Apenas 24,8% desses municípios possuem um plano de contingência e/ou prevenção à seca.

Proporcionalmente, é o segundo Estado do Nordeste a apresentar mais prefeituras com esse tipo de instrumento de planejamento para fazer frente aos impactos da seca.

Com relação aos danos e prejuízos causados por eventos climáticos, Pernambuco ocupa o terceiro lugar no ranking como um dos mais afetados no Nordeste. Segundo Relatório do Ceped, os danos e prejuízos decorrentes de desastres naturais de origem climática em Pernambuco corresponderam a 16,2% do total na região, no período de 1995-2014.

Maranhão

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O Maranhão é o Estado do Nordeste menos afetado pela seca. De acordo com o monitoramento realizado pelo Lapis, atualmente, apenas 13,3% dos municípios maranhenses estão secos. Dos 217 municípios do Estado, somente 29 enfrentam seca, localizados no Sul Maranhense.

De acordo com o mapa da cobertura vegetal, de 30 de abril a 6 de maio, praticamente não havia seca no Estado, restrita apenas à seca moderada em alguns municípios do Sul Maranhense.

Não existem registros no Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, de municípios do Maranhão em Situação de Emergência, por ocasião de seca ou estiagem.

Segundo o IBGE, no período de 2013 a 2016, o Maranhão foi o Estado do Nordeste a registrar menor proporção de municípios atingidos pela seca (39%). Apenas 5% dos municípios do Estado possuem um plano de contingência e/ou prevenção à seca.

Com relação aos danos e prejuízos provocados por desastres naturais de origem climática, o Maranhão informou apenas 1,2% dos custos totais no Nordeste, no período de 1995-2014. Esse número mostra que o estado foi o que sofreu menos impactos da seca em toda a região.

Gestão da seca nos municípios

Como observado, as ações mais comuns adotadas pelos municípios do Nordeste, para evitar ou minimizar os danos e prejuízos causados pela seca, são de caráter emergencial. Dessa forma, a pesquisa do IBGE chama atenção para a falta de capacidade institucional dos municípios da região para lidarem com o constante risco de ocorrência de seca.

O panorama é crítico, sobretudo para as áreas inseridas no Semiárido brasileiro, com forte potencial para a ocorrência de seca, podendo tomar proporção de desastre natural, em um cenário socioeconômico e ambiental vulnerável.

Na estação chuvosa de 2018 (fevereiro a maio), as chuvas atingiram a maior parte dos municípios do Semiárido brasileiro, aliviando a seca que já durava sete anos. No entanto, o meteorologista Humberto Barbosa explicou que o volume de chuvas foi inferior à média histórica, sobretudo nos estados da parte sul do Nordeste (parte de Pernambuco, Alagoas, Bahia e parte do sul do Piauí).

“Essas chuvas foram insuficientes para diminuir o déficit de precipitação que a região vem sofrendo há sete anos, decorrentes dos impactos das secas meteorológica e hidrológica nos anos anteriores”, observou.

Recentemente, o IBGE divulgou os primeiros resultados do novo Censo Agropecuário. A região Nordeste foi a única a registrar queda na área destinada à produção agropecuária. No período de 2006 a 2017, a área ocupada pela agropecuária avançou 5% no Brasil, ocupando 16,6 milhões de hectares adicionais, área maior que a do Estado do Ceará (14,9 milhões de hectares).

No Nordeste, porém, houve uma redução de 9,9 milhões de hectares na área de produção agropecuária, o que equivale a aproximadamente o Estado inteiro de Pernambuco a menos na agropecuária local. Os sete anos de seca na região influenciaram diretamente essa redução.

Conclusão

A seca causa profundos impactos sociais, econômicos e ambientais ao Nordeste brasileiro. Falta capacidade institucional dos municípios da região para enfrentar a seca. Por essa razão, é necessário atuar no planejamento estruturado de ações para a convivência com a seca, utilizando informações seguras de monitoramento desses eventos climáticos e evitando maiores danos e prejuízos à região.

Fontes:
Letras Ambientais: www.letrasambientais.com.br
Lapis: lapismet.com.br

12:13 · 09.08.2018 / atualizado às 16:35 · 09.08.2018 por
Paulo Camargo, presidente da Divisão Brasil e Leonardo Lima, diretor de Desenvolvimento Sustentável da Arcos Dorados, maior franquia da McDonald’s no mundo, que atende a América Latina e Caribe Fotos: Maristela Crispim

Sempre fui cabreira com unanimidades e extremismos, para que lado for. Sendo assim, gosto de ouvir o que as pessoas têm a dizer. Foi com esse espírito que embarquei para um bate-volta a São Paulo na última terça feira (7), atendendo a convite da Arcos Dorados, maior franquia da McDonald’s no mundo, que atende a América Latina e Caribe. 

Paulo Camargo, presidente da Divisão Brasil, e Leonardo Lima, diretor de Desenvolvimento Sustentável, estavam a postos para um bate-papo sobre sustentabilidade. Antes desse momento, também de divulgação do Relatório de Impacto Social e Ambiental 2017 da Arcos Dorados, no restaurante da Henrique Schaumann (SP), os jornalistas convidados de oito estados participaram do Programa Portas Abertas, com o gerente Ewerton Perez Cruz, para conhecer os processos, além de conferir a preparação do cinquentenário Big Mac, o sanduíche mais vendido em todo o mundo.

O Programa Portas abertas leva clientes às cozinhas dos restaurantes para conhecerem seus processos. Na foto, o gerente do McDonald’s da Henrique Schaumann, em São Paulo, Ewerton Perez Cruz

Não há muitas dúvidas a respeito da eficiência e higiene nos processos da marca. Mas, a insistência em mostrar a qualidade dos insumos, por parte do presidente Paulo Camargo, demonstra que o McDonald’s já era vítima de fake news muito antes delas receberem este nome.

Mas, se falar em alimentação saudável numa rede de fast food ainda é desconfortável, pelo menos um esforço em mostrar nos cardápios quais produtos têm mais sódio e açúcar, assim como oferecer cinco opções de saladas, substituição de fritas por frutas ou por saladas é um movimento interessante, que garante certo poder de escolha ao cliente. 

Foi bom saber que, além de ser uma das maiores empregadoras de jovens da América Latina, a Companhia ainda contribui no desenvolvimento para o trabalho

Sustentabilidade 

Voltando ao tema central do encontro, um ambicioso projeto para aproveitar a própria escala para ajudar no processo de Educação Ambiental da sociedade vem sendo gestado pela Arcos Dorados. Segundo Leonardo Lima, a ideia é tornar as lojas da franquia centros de educação ambiental. Ela surgiu da análise dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e suas 169 metas, para identificar como contribuir para a Agenda 2030, trabalho iniciado em 2016. 

O projeto é focado na Educação e no Desenvolvimento Sustentável. Com a participação ativa da comunidade local, a cidade de Birigui (SP) foi a cidade piloto. O restaurante de lá se tornou um centro de aprendizagem de práticas sustentáveis. Depois, foi espalhado para Araçatuba (SP). A meta agora é replicar pelo Brasil. 

O projeto tem cinco módulos de atuação acadêmica e se interrelaciona com dois programas atuais da companhia: Educação Infantil para o Desenvolvimento Sustentável; Gestão de Resíduos Sólidos; Florestação; Programa Bom Vizinho; Programa Portas Abertas; Alianças Estratégicas; e Educação Executiva. 

Canudinhos 

A mais recente ação de sustentabilidade do McDonald’s, no Brasil, é muito simbólica: o desestímulo ao uso do canudo plástico. Ele não é mais colocado na bandeja, mas é fornecido, se o cliente solicitar. 

Segundo Paulo Camargo, presidente da Divisão Brasil, ainda não foi encontrada uma solução logística para o caso do Rio de Janeiro, onde o uso foi proibido. Por enquanto, a empresa está negociando a importação de canudos de papel. 

Mas está formando uma coalizão global com a cadeia de cafeterias Starbucks para estimular projetos que possam dar origem a uma nova geração de canudos, copos e tampas para as suas redes de fast foods e para todas as outras também.

Depois da visita, da conversa e da leitura do relatório, posso me dizer bastante otimista com o que vi, ouvi e li. Uma empresa gigante que não apenas inclui metas de sustentabilidade, como também quer ser protagonista de um processo de educação da população voltada ao Desenvolvimento Sustentável é uma coisa boa demais nos nossos dias. Agora é acompanhar e esperar que essas ações rendam bons frutos.

O gerente do McDonald’s da Henrique Schaumann, em São Paulo, Ewerton Perez Cruz, nos mostra o cinquentenário Big Mac, o mais vendido da marca

‘Receita para o Futuro’: ‘escala para o bem’ 

“Na Arcos Dorados, nós estamos muito orgulhosos de poder compartilhar as iniciativas e os projetos que realizamos, bem como os resultados de nosso impacto social e ambiental na América Latina e no Caribe, através de nosso relatório anual: ‘A Receita do Futuro’. Este relatório é uma demonstração de como uma companhia de nosso tamanho pode usar sua escala para fazer bem à sociedade”, a declaração é de Woods Staton, executive chairman da Arcos Dorados e está logo no começo do documento. 

Intitulado “Preparando a receita do Futuro”, ele destaca os resultados de impacto social e ambiental para a América latina e o Caribe em 2017. Confira alguns deles a seguir: 

 

Gestão de resíduos 

Geração – materiais utilizados de fontes sustentáveis e que sejam aptos para a reciclagem 

Gestão e controle – separação em origem, de acordo com os requisitos de retiro e disposição 

Disposição – o processo de retiro e disposição é realizado de acordo com cada município onde fica o restaurante  

 

Energia e clima 

Trabalho na melhoria contínua dos processos e equipamentos para conseguir uma gestão eficiente de recursos por meio do Programa ABC que se centra em três prioridades: 

A. Utilização de boas práticas e conceitos de utilização racional de recursos nos restaurantes 

B. Investimento em novas tecnologias (ferramentas de controle e medição de consumo)

C. Articulação com as empresas fornecedoras de recursos

 

Uso racional 

20.000 litros de óleo são coletados por mês 

1.500 litros de água a cada 18h são maximizados com a coleta de água condensada, em cidades com clima quente ou temperado 

 

Cadeia de fornecimento sustentável 

Rigor em trabalhar com empresas comprometidas em realizar negócios de maneira responsável que estejam alinhadas com os padrões éticos, sociais e ambientais da Companhia.

Os fornecedores de insumos precisam cumprir elevados padrões de qualidade de produção e segurança alimentar, assim como a exigência de um compromisso com os Direitos Humanos, o trabalho decente e o respeito pelo meio ambiente. 

72% dos insumos (alimentos e papel) são de fornecedores locais 

67% das embalagens de papel são de fontes sustentáveis, no Brasil 100% certificadas pelo Forest Stewardship Council (FSC)

100% do peixe vendido no Brasil e em Porto Rico estão certificados pelo Marine Stewardship Council (MSC) 

 

Compromissos para o bem-estar animal 

Liderar o desenvolvimento de princípios, critérios globais e locais de uma pecuária sustentável 

Desenvolver metas e iniciar a compra verificada de carne sustentável 

 

Qualidade dos alimentos 

Apesar de ser uma empresa especializada em fast food, garante opções variadas e nutritivas com: 

100% de carne bovina de qualidade, sem aditivos nem conservante 

100% de batatas fritas sem gorduras trans 

Ingredientes de primeira qualidade 

Valores nutricionais com transparência 

 

McDonald’s na América latina e Caribe (Arcos Dorados) 

20 países 

2.188 restaurantes 

78.806 empregados (60 mil jovens entre 16 e 25 anos; 57% mulheres; 1.740 pessoas com deficiência) 

929 restaurantes no Brasil (50 mil empregos) 

Um dos principais empregadores de jovens na região 

08:37 · 23.07.2018 / atualizado às 08:37 · 23.07.2018 por

Letras Ambientais

Especial para o blog Gestão Ambiental 

 

A seca já ocorre em praticamente todo o Ceará. É o que mostra o atual mapa da cobertura vegetal do Estado, obtido por meio de monitoramento por satélite, realizado pelo Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis), da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

Pela imagem de satélite abaixo, é possível observar que na maioria dos municípios do Ceará, as áreas em vermelho indicam a ocorrência de seca grave; enquanto, em amarelo, sinalizam para a condição de seca moderada. Apenas em alguns municípios do norte e do noroeste do Estado, a vegetação está verde, ou seja, as condições climáticas continuam favoráveis e a seca ainda não atingiu a vegetação. O mapa mostra a rápida mudança ocorrida na vegetação do Ceará para a condição de seca. 

Mapa da vegetação do Ceará mostra avanço da seca na maioria dos municípios Imagem: Lapis

No período de fevereiro a maio deste ano, o Estado registrou um expressivo volume de chuvas. A Caatinga alcançou um alto nível de recuperação, de modo que, em maio, o Ceará foi considerado o Estado que ficou mais verde no Semiárido brasileiro, como mostrado no mapa abaixo:   

 

Mapa da vegetação do Ceará mostrou Caatinga completamente recuperada em maio de 2018, após as chuvas Imagem: Lapis

O atual avanço da seca ocorre porque o período da estação chuvosa no Semiárido brasileiro foi encerrado no último mês de maio. A tendência de falta de chuvas, perda na umidade dos solos e ressecamento da vegetação da Caatinga avança em toda a região, como mostra a imagem a seguir. 

Avanço da seca no Semiárido brasileiro Imagem: Lapis

O mapa acima mostra que a seca já atinge quase todos os municípios do Semiárido brasileiro, com exceção das áreas de Zona da Mata, na Costa Leste do Nordeste, onde a vegetação está verde e ocorre, no período de abril e julho, a estação chuvosa. 

Gestão das secas nos municípios 

Uma pesquisa divulgada no dia 5 de julho, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sobre o Perfil dos Municípios Brasileiros (Munic), mostrou que, no período de 2013 a 2016, em praticamente metade dos 5.570 municípios do País (48,6%) ocorreu algum evento de seca, totalizando 2.706 municípios a registrarem esses eventos climáticos.  

O estudo mostra que a maioria dos municípios afetados pela seca no Brasil (59,4%) não conta com um instrumento orientado à prevenção de desastres naturais e apenas 14,7% tem um plano específico de contingência e/ou de prevenção à seca.  

A região Nordeste, conhecida pelas secas frequentes, intensas e com profundos impactos socioeconômicos, apresentou a maior proporção de municípios afetados por esta tipologia de desastre natural (82,6%).  

No período de 2013 a 2016, o Ceará foi o Estado do Nordeste a registrar maiores proporções de municípios atingidos pela seca (97,8%), seguido pelo Piauí (93,8%), Paraíba (91,9%) e Rio Grande do Norte (91,0%).  

Ainda de acordo com o estudo, nos anos de seca, 89,3% dos municípios brasileiros informaram terem sofrido perda ou redução da produção agrícola, enquanto 81,3% declararam terem tido prejuízos financeiros.  

Segundo um Relatório do Centro de Estudos e Pesquisas em Engenharia e Defesa Civil (Ceped), no período de 1995-2014, o total de danos materiais e prejuízos (públicos e privados) causados por desastres naturais derivados de eventos climáticos no Brasil foram estimados em R$ 100 bilhões. Deste total, cerca de 75% estão diretamente vinculados às estiagens e secas a afetarem frequentemente o Nordeste e as demais regiões do Brasil.  

No Nordeste, o valor total de danos e prejuízos públicos e privados, derivados de eventos climáticos, foi cerca de R$ 47 bilhões, no período 1995-2014. O valor inclui o total de prejuízos privados na agricultura, pecuária, indústria e serviços.  O Estado do Ceará ocupa o segundo lugar (22%) como um dos mais impactados e submetidos a maiores prejuízos na região, ficando atrás somente da Bahia (28,8%). 

Para mais informações, leia o artigo “Quanto custam as secas ao Brasil”: www.letrasambientais.com.br/posts/quanto-custam-as-secas-ao-brasil 

Capacidade institucional 

As ações mais comuns adotadas pelos municípios atingidos pela seca no Brasil, para evitar ou minimizar os danos causados pelo evento climático, são de caráter emergencial: a construção de poços (59,5%) e a distribuição regular de água, por meio de carros-pipa (58,1%).  

A pesquisa chama atenção para a falta de capacidade institucional dos municípios brasileiros para lidarem com o constante risco de ocorrência de secas. O panorama é crítico para os estados do Semiárido, incluindo o Ceará, com forte potencial para a ocorrência de seca, que pode tomar proporção de desastre natural, em um cenário socioeconômico e ambiental vulnerável.  

Os prejuízos decorrentes das secas podem ser minimizados, desde que se disponham de informações seguras, e em tempo hábil, para que seja feito um planejamento adequado, evitando que esses fenômenos climáticos tomem proporção de desastres naturais e aumentem a vulnerabilidade da população, dos governos e dos setores econômicos. 

Com relação às previsões climáticas para o próximo ano, no Semiárido brasileiro, os especialistas ainda não definiram quanto à ocorrência de El Niño ou La Niña, principais sistemas meteorológicos a influenciarem as condições climáticas na região. O Oceano Pacífico continua em condição de neutralidade e, somente em setembro deste ano, será feita uma previsão para a região. 

Mais informações: 

Lapis – www.lapismet.com.br

Letras Ambientais – www.letrasambientais.com.br

10:00 · 11.07.2018 / atualizado às 10:31 · 11.07.2018 por
O objetivo é levar pessoas a Unidades de Conservação para lazer, educação ambiental e conscientização Foto: Marcelino Júnior (Parque Nacional de Ubajara)

O Brasil é o país com a maior biodiversidade do Planeta, e cerca de 2.500 Unidades de Conservação (UCs) ajudam a proteger este patrimônio. Porém, com exceção de parques mais conhecidos, como os Parques Nacionais da Tijuca, Iguaçu, Chapada Diamantina, Chapada dos Guimarães e Fernando de Noronha, a maior parte é pouco frequentada pela população. A campanha “Um Dia no Parque” quer mudar esta realidade e levar os brasileiros para os parques nacionais, no dia 22 de julho.

Idealizada pela Rede Pró UC, em parceria com a Coalizão Pró-Unidades de Conservação, e inspirada pelo Park Day, dos Estados Unidos, quando americanos se dirigem aos parques para acampar, fazer trilhas, observar pássaros, estrelas e aproveitar os parques nacionais, a campanha “Um Dia no Parque” tem o objetivo de mostrar às pessoas que perto delas provavelmente há uma UC, e que ali é possível praticar diferentes atividades, tanto sozinho quanto em grupo.

“Queremos mostrar que o meio ambiente está mais perto do que as pessoas imaginam. Você não precisa viajar ao outro extremo do País para apreciar a natureza. Valorizar parques e reservas é reconhecer a importância das áreas verdes protegidas para nossas vidas”, afirma a bióloga da Fundação SOS Mata Atlântica, Erika Guimarães, especialista em parques e reservas.

Além de levar as pessoas às UCs para lazer, a campanha quer mostrar ao público a importância destas áreas para a qualidade de vida também nas cidades, já que são responsáveis por cerca de 35% da água consumida no Brasil.

Uma pesquisa realizada em 2014, pelo WWF-Brasil, mostrou que a riqueza natural do Brasil é o maior orgulho de 58% dos brasileiros. A mesma pesquisa mostrou que 80% considera que a natureza não está protegida.

A data foi escolhida por ser próxima ao aniversário do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc), a Lei que rege as UCs, criada em 2000. “Este é um projeto de longo prazo. Nosso objetivo é criar uma cultura de reconhecimento e valorização das Unidades de Conservação pela população brasileira”, afirma Angela Kuczach, diretora-executiva da Rede Pró UC.

A categoria “parques” foi a escolhida por ser a de mais fácil reconhecimento pela população, mas todas as categorias de Unidades de Conservação são contempladas na campanha.

“Envolver as comunidades locais, capacitá-las, mostrar novas perspectivas de turismo sustentável e de base comunitária em unidades de conservação, como fazemos no Sul da Bahia nos parques de Abrolhos, Pau Brasil e Monte Pascoal, é incentivar a conservação da natureza para a o bem-estar das pessoas”, detalha Mauricio Bianco, líder da Conservação Internacional (CI) no Brasil.

Potencial turístico

O Brasil tem um potencial turístico inexplorado. Um estudo publicado pelo Fórum Econômico Mundial, em 2017, mostrou que, em uma lista de 136 países, o Brasil é o primeiro em potencial de recursos. Porém, esta riqueza não é usada para atrair visitantes.

Os parques nacionais dos Estados Unidos, país em décimo lugar no mesmo item da lista, atraem anualmente cerca de 300 milhões de visitantes, arrecadam 17 bilhões de dólares e geram 306 mil empregos.

A Espanha, com uma população de 46,5 milhões, levou aos parques nacionais cerca de 15 milhões de visitantes. Já no Brasil, atraíram 10,7 milhões de visitantes em 2017.

“O incentivo ao ecoturismo beneficia tanto a população local, que tem a economia estimulada pelo fluxo de pessoas, com mais movimento na rede hoteleira, de alimentos e artesanato, entre outros, quanto os visitantes, com experiências enriquecedoras”, diz a coordenadora do Programa de Ciências do WWF-Brasil, Mariana Napolitano.

Coalizão Pró-Unidades de Conservação

A Coalizão  é um grupo de instituições que se propõe a congregar empresas e organizações da sociedade civil comprometidas com a valorização e a defesa das Unidades de Conservação da Natureza.

Fazem parte da Coalizão:

  • Rede Pró UC
  • Fundação SOS Mata Atlântica
  • Conservação Internacional (CI) Brasil
  • Fundação Grupo Boticário
  • Imaflora
  • Instituto Semeia
  • WWF-Brasil
  • The Nature Conservacy (TNC) Brasil
  • Imazon
09:00 · 30.06.2018 / atualizado às 18:38 · 29.06.2018 por
O objetivo é encontrar empreendedores e projetos para ajudar a resolver alguns dos maiores problemas ambientais do mundo Foto: Túlio Vidal

A Cervejaria Ambev quer encontrar ideias disruptivas que ajudem a resolver algumas das principais questões ambientais da atualidade. Para isso, lança sua aceleradora com foco em impulsionar propostas que contribuam para a construção de um mundo melhor em temas como emissão de carbono, agricultura sustentável, embalagem circular e água. A ideia é identificar soluções inovadoras de empreendedores, startups e acadêmicos.

A melhor proposta será pilotada junto à Cervejaria Ambev e competirá internacionalmente com propostas de outros países na aceleradora global do grupo AB Inbev. O vencedor terá a chance de fechar um contrato com a multinacional e apresentar sua ideia a fundos globais de investimento de alto impacto.

Além do vencedor, a Cervejaria Ambev também premiará outras propostas bem avaliadas com programas de treinamento e mentoria da liderança da companhia, para identificar e desenvolver o potencial das ideias e pessoas participantes, com possibilidade de futuras contratações.

Os interessados já podem fazer o cadastro em www.aceleradoraambev.com.br e aguardar os comunicados sobre as próximas etapas do programa.

“Nossa nova aceleradora cria oportunidades de identificar e apoiar projetos inovadores de pessoas e empresas também preocupadas em resolver os maiores problemas ambientais da atualidade. Isso está conectado ao nosso sonho de unir as pessoas por um mundo melhor”, comenta Rodrigo Figueiredo, vice-presidente de Sustentabilidade e Suprimentos da Cervejaria Ambev.

A aceleradora faz parte da Plataforma 100+, lançada recentemente pela companhia. A 100+ reúne ações de impacto positivo para além dos muros da cervejaria, que buscam construir um legado sustentável para a sociedade e o meio ambiente pelos próximos 100 anos e mais.

Recentemente, a Companhia lançou suas metas ambientais para serem atingidas até 2025, que estão alinhadas aos desafios das ideias propostas na plataforma:

  • Ações Climáticas: 100% da eletricidade comprada pela Cervejaria Ambev deve ser advinda de fontes renováveis. Além disso, a cervejaria vai reduzir em 25% as emissões de carbono ao longo de sua cadeia de valor.
  • Gestão de Água: melhorar de forma mensurável a disponibilidade e a qualidade da água para 100% das comunidades em áreas de alto estresse hídrico com as quais a cervejaria se relaciona.
  • Agricultura Inteligente: 100% dos agricultores parceiros da cervejaria devem estar treinados, conectados e com estrutura financeira para desenvolver um plantio cada vez mais sustentável.
  • Embalagem Circular: 100% dos produtos da Cervejaria Ambev devem estar em embalagens retornáveis ou que sejam majoritariamente feitas de conteúdo reciclado.

Mais informações:

Endereço eletrônico: www.aceleradoraambev.com.br
Quem pode participar: pessoas empreendedoras com sugestões inovadoras para problemas ambientais
Prazo para cadastro: 31 de agosto
Premiação: aceleração de projeto com potencial de concorrer junto a outros países a um contrato global com AB Inbev, além de apresentação a grupo de investidores globais de alto impacto

10:00 · 27.06.2018 / atualizado às 15:15 · 26.06.2018 por

Podem participar governos, organizações com fins lucrativos, organizações sem fins lucrativos e instituições de ensino, pesquisa e extensão

As inscrições para o Prêmio Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (Prêmio ODS Brasil) vão até do dia 29 de junho, próxima sexta-feira, e podem ser feitas, de forma gratuita, no portal ODS Brasil.

O prêmio está dividido em quatro categorias:

  • Governos
  • Organizações com fins lucrativos
  • Organizações sem fins lucrativos
  • Instituições de ensino, pesquisa e extensão

Cada entidade poderá inscrever até três práticas da sua categoria, devendo cada uma ser inscrita separadamente.

A prática somente poderá ter a sua inscrição efetivada na 1ª Edição do Prêmio ODS Brasil se: estiver em vigência há, pelo menos, 12 meses completados até 1º de maio de 2018; apresentar e comprovar o atendimento aos critérios previstos no regulamento; e apresentar o preenchimento correto de todos os campos do formulário e o comprovante de inscrição e de situação cadastral do CNPJ ativo.

O processo de seleção das práticas será realizado em três etapas:

  • Etapa I – Validação da documentação: a Secretaria-Executiva do Prêmio verificará a documentação e o enquadramento aos requisitos do item 6 do Regulamento do Prêmio
  • Etapa II – Pré-seleção: o Comitê Técnico avaliará as práticas validadas na etapa I. Nessa etapa serão pré-selecionadas até 40 práticas finalistas, sendo até 10 práticas por categoria do Prêmio
  • Etapa III – Seleção final: o Júri realizará, a partir do resultado da etapa II, a classificação final das práticas a serem premiadas

Premiação

As instituições responsáveis pelas práticas selecionadas em 1º, 2º e 3º lugares pelo Júri serão premiadas, simbolicamente, com o Prêmio ODS Brasil 2018 em cada categoria. Os demais classificados da etapa III receberão um diploma de menção honrosa.

Todas as instituições responsáveis pelas práticas qualificadas para a etapa II do Prêmio receberão certificado de participação. A cerimônia de premiação será realizada em Brasília, no mês de dezembro de 2018.

A iniciativa tem o propósito de estimular o envolvimento dos diversos segmentos da sociedade e de governo para o fomento de práticas que contribuam para as dimensões sociais, ambientais, econômicas e institucionais.

De responsabilidade da Secretaria de Governo da Presidência da República (Segov), o prêmio também tem o objetivo de constituir e alimentar um “banco de práticas” que servirá de referência para a implementação e a disseminação da Agenda 2030.

Agenda 2030

A Agenda 2030 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) faz parte de um Protocolo Internacional, assinado por 193 países, na Assembleia Geral das Organizações das Nações Unidas (ONU), em setembro de 2015, onde o governo brasileiro assumiu o compromisso de adotar um modelo de desenvolvimento sustentável, com metas a serem alcançadas até 2030.

Com o propósito de incluir o máximo de nações, foram definidos 17 Objetivos, 169 Metas e 232 Indicadores, a serem cumpridos até 2030. Entre os temas relevantes, estão: erradicação da pobreza, saúde, educação, trabalho decente, inovação, consumo sustentável, combate à mudança do clima, paz e parcerias.

No Portal ODS Brasil é possível preencher os formulários e ter acesso ao Regulamento do Prêmio.

Fonte: Ascom/MMA

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