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Consumo cada vez maior e utilização de mais recursos por população crescente aumenta a pressão sobre o Planeta

Publicado em 16/05/2012 - 10:27 por | Comentar

A demanda cada vez maior por recursos por uma população crescente está causando uma enorme pressão sobre a biodiversidade do Planeta e ameaça nosso futuro em termos de segurança, saúde e bem-estar. É o que revela a edição de 2012 do Relatório Planeta Vivo da Rede WWF, principal pesquisa bianual sobre a saúde do Planeta, lançado ontem pelo WWF.

Produzido em colaboração com a Sociedade Zoológica de Londres e a Global Footprint Network (Rede da Pegada Mundial), o relatório deste ano foi lançado nesta terça-feira (15 de maio) na Estação Espacial Internacional pelo astronauta holandês André Kuipers, que apresentou uma perspectiva única da situação do Planeta em sua missão na Agência Espacial Europeia.

“Temos apenas um Planeta. Daqui de cima, posso ver a pegada da humanidade, inclusive os incêndios florestais, a poluição do ar e a erosão – são desafios que se refletem nesta edição do Relatório do Planeta Vivo”, afirmou Kuipers, ao apresentar o relatório durante sua segunda missão espacial. “Embora o Planeta sofra pressões insustentáveis, nós temos a capacidade de salvar o nosso lar, não apenas em nosso próprio benefício mas, sobretudo, para as próximas gerações”, completou Kuipers.

A versão completa do relatório está disponível apenas em inglês, mas o WWF-Brasil lançou nesta terça-feira, em Brasília, a versão reduzida do estudo, o Sumário Relatório Planeta Vivo, a Caminho da Rio+20. A publicação traz os principais resultados do relatório e uma análise da situação ambiental do Planeta nestes últimos 20 anos, desde a Rio 92 até a Rio+20.

Saúde dos ecossistemas

O Relatório do Planeta Vivo utiliza o Índice Planeta Vivo, mundial, para medir as mudanças na saúde dos ecossistemas do Planeta, por meio do rastreamento de 9 mil populações de mais de 2.600 espécies. Esse índice global mostra uma diminuição de quase 30%, desde 1970, que é mais acentuada nos trópicos – onde foi constatado um declínio de 60% em menos de 40 anos.

Assim como a biodiversidade se encontra numa tendência descendente, a Pegada Ecológica do Planeta Terra – que é outro indicador chave utilizado nesse relatório – ilustra como a nossa demanda por recursos naturais se tornou insustentável.

“Vivemos como se tivéssemos um Planeta extra à nossa disposição. Utilizamos 50% mais recursos do que o planeta Terra pode produzir de forma sustentável. A menos que a gente altere esse rumo, esse número vai aumentar rapidamente – até 2030, até mesmo dois planetas não serão suficientes”, afirma Jim Leape, Diretor Geral da Rede WWF.

Consumo excessivo

O relatório destaca o impacto do crescimento da população humana e o consumo excessivo como sendo as forças que causam maior pressão sobre o meio ambiente. “Esse relatório é como um check-up do Planeta e os resultados indicam que ele está muito doente”, explicou Jonathan Baillie, Diretor do Programa de Conservação da Sociedade Zoológica de Londres.

“Se ignorarmos este diagnóstico, isso terá implicações importantes para a humanidade. Nós podemos restaurar a saúde do Planeta, mas somente iremos conseguir isso se abordarmos as raízes das causas, que são o crescimento populacional e o consumo excessivo”, copletou.

O relatório também destaca o impacto da urbanização como uma dinâmica crescente. Até 2050, duas em cada três pessoas viverão em uma cidade; e a humanidade precisará desenvolver formas novas e aperfeiçoadas de gestão e manejo dos recursos naturais.

A diferença entre os países ricos e pobres também foi destacada neste relatório. Países com renda elevada têm uma Pegada Ecológica que é, em média, cinco vezes a dos países de baixa renda.

Os dez países com a maior Pegada Ecológica por pessoa são: Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Dinamarca, Estados Unidos da América, Bélgica, Austrália, Canadá, Holanda e Irlanda.

De acordo com o Índice Planeta Vivo, no entanto, o declínio da biodiversidade desde 1970 tem sido mais rápido nos países de baixa renda – o que demonstra como as nações mais pobres e mais vulneráveis subsidiam o estilo de vida dos países mais ricos.

A decrescente capacidade biológica (que é a capacidade de uma região de regenerar recursos) exigirá que um país importe recursos essenciais de ecossistemas estrangeiros – o que, potencialmente e em longo prazo, será em detrimento desses países.

“A dependência crescente de recursos externos coloca os países em significativo risco. A crise ecológica torna-se uma causa de nossas crescentes dores econômicas”, afirma Mathis Wackernagel, presidente da Global Footprint Network.

“Usar cada vez mais de uma natureza que é cada vez menor é uma estratégia perigosa. No entanto, a maior parte dos países continua nesse caminho. Com isso, eles colocam em risco não apenas o Planeta mas – o que é ainda mais importante -, colocam a si próprios em risco”, destaca.

O Relatório Planeta Vivo apresenta diversas soluções necessárias para reverter o declínio apresentado pelo Índice Planeta Vivo e para diminuir a Pegada Ecológica para um limite compatível com o Planeta. Essas soluções são colocadas como 16 ações prioritárias e incluem uma melhoria nos padrões de consumo, com a atribuição de valor econômico ao capital natural e a criação de marcos legais e políticos para uma gestão equitativa de alimentos, água e energia.

Rio + 20

O lançamento do relatório acontece cinco semanas antes que as nações, empresas e sociedade civil se reúnam no Rio de Janeiro para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

Passados 20 anos desde a última cúpula mundial sobre o Planeta, essa reunião agora constitui uma oportunidade chave para que as lideranças mundiais reconfirmem seus compromissos com a criação de um futuro sustentável.

“O Brasil, que abriga uma de uma das maiores biodiversidades do mundo, tem um papel fundamental nesse processo de mudança, que deve ocorrer não apenas no discurso mas, principalmente, com ações práticas”, afirma Maria Cecília Wey de Brito, secretária-geral do WWF-Brasil. E para ela, esse compromisso deve ser de todos: dos governos, dos cidadãos e das organizações da sociedade.

“Os governos devem assumir o compromisso com a conservação ambiental e adotar ações que garantam a proteção dos ecossistemas, como, por exemplo, o incentivo à criação e à implementação de áreas protegidas, o combate ao desmatamento, o incentivo ao consumo responsável e o estímulo a boas práticas produtivas”, ressalta.

De acordo com Maria Cecília, no que se refere às cidades, é fundamental que elas usem mecanismos de avaliação de impactos, como a Pegada Ecológica, e adotem políticas públicas de mitigação que ajudem a reduzir os impactos. Ela também destaca o papel do cidadão nesse processo.

“Os cidadãos precisam repensar o seu consumo, avaliar até que ponto seus hábitos cotidianos estão impactando o meio ambiente e fazer escolhas mais sustentáveis”.

O lançamento do relatório pelo WWF-Brasil, em Brasília, contou com a presença de Marcos Pontes, primeiro astronauta brasileiro a ver o Planeta do espaço. Ele falou sobre a experiência de ver a terra de longe. “Eu gostaria que todas as pessoas tivessem a oportunidade de ver o Planeta do alto. A essa distância, é possível ver o quanto ele está sendo degradado”.

De acordo com Pontes, é muito bom ter o conforto que a cidade oferece mas isso não pode ser feito à custa de destruir nossos recursos naturais, o que vem acontecendo em um ritmo acelerado. “As cidades, vistas do espaço, são como cicatrizes no Planeta. O ideal é que elas fossem tatuagens e não cicatrizes”, comparou.

Fonte: WWF Brasil

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ONU lança campanha de discussão global na internet para Rio+20

Publicado em 15/05/2012 - 10:45 por | Comentar

 

A quase um mês da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou, ontem (14 de maio), a campanha “O futuro que queremos”, que convida a população mundial a compartilhar suas ideias na Internet. A campanha, que tem a parceria do Comitê Nacional Organizador da Rio+20, começa hoje (15 de maio). O site para participar é o www.ofuturoquenosqueremos.org.br.

Segundo a ONU, somente em abril, a campanha global teve mais de 85 milhões de visualizações no Twitter, por meio de mais de 13 mil postagens.

De acordo com Giancarlo Summa, diretor do Centro de Informação das Nações Unidas, a campanha inclui ações como a tradução e adaptação do site da conversa mundial para o português, a criação e produção de vídeos para a TV, e uma série de anúncios que serão espalhados pelo Rio de Janeiro, explicando como participar desse evento.

“Milhões de pessoas vão poder participar e se inteirar do que acontece na Rio+20. A grande diferença com relação a 20 anos atrás é que ou você estava lá ou você acompanhava pelo jornal, rádio e TV, não havia nenhuma possibilidade de acompanhar em tempo real, e é isso que o ‘O futuro que queremos’ propõe, uma conversa global, pedindo que os cidadãos ajam em nome da coletividade”, explicou Giancarlo.

A Conferência da Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável acontece entre os dias 20 e 22 de junho deste ano, no Rio de Janeiro, 20 anos após a Cúpula da Terra de 1992 (Eco 92). Para a ONU, essa será uma oportunidade para definir os caminhos para um mundo mais seguro, igualitário, limpo e verde para todos.

Eu sou nós”

No Brasil, haverá, ainda, uma campanha exclusiva chamada de “Eu sou nós”. A ação visa convidar os brasileiros a participarem dessa conversa global. O vídeo conta com participações de famosos como o escritor Paulo Coelho e o rapper MV Bill.

“O que a gente quer fazer é ouvir as pessoas, o que você acha do futuro. É uma campanha de discussão global. Aqui no Brasil acreditamos que é onde teremos mais impacto. ‘Eu sou nós’ é uma forma de chamar as pessoas para participar, para chamar atenção para a conversa global, e assim interligar toda a população”, completou Giancarlo.

Agenda total

Além de “O futuro que queremos”, a ONU também lançou nesta segunda-feira a “Agenda total”, uma plataforma que visa reunir todos os eventos que acontecerão simultaneamente durante a Rio+20.

De acordo com Silvana Di Matos, coordenadora do “Agenda total”, a ferramenta reúne datas e horários de eventos, fóruns, enquetes, postagens de documentos, vídeos, fotos, videoconferências e reuniões online.

“Essa iniciativa pretende integrar todas as agendas da Rio+20. Como são milhares de eventos que vão acontecer na cidade, nós precisávamos ter um ponto de encontro da Rio+20 na Internet. Serão distribuídas senhas para que as pessoas que tenham eventos, elas divulguem as suas agendas e ao mesmo tempo elas façam upload de conteúdo”, disse.

Silvana explicou que o projeto também foi pensado para servir à imprensa, que receberá logins e senhas e poderá utilizar as imagens e vídeos, e ainda ter acesso aos participantes da rede para entrevistas e interação direta. O público pode acessar o “Agenda total” através do endereço www.agendatotal.org.

Fonte: G1

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Professor espanhol ministrará curso sobre sustentabilidade

Publicado em 14/05/2012 - 13:46 por | 1 Comentário

 O professor de Psicologia Social e Ambiental Ricardo Garcia-Mira, da Universidade da Coruña, na Espanha, estará na Universidade Federal do Ceará (UFC), de 21 e 24 de maio, para ministrar conferência e minicursos com o tema “Sustentabilidade: cultura e valores ambientais”.

A conferência de abertura será no dia 24 de maio, às 19h, no Auditório José Albano, do Centro de Humanidades I (Av. da Universidade, 2683 – Benfica). Nos dias 21, 23 e 24 de maio, das 14h às 18h, Garcia-Mira ministra um curso, com vagas limitadas, sobre sustentabilidade e psicologia social e ambiental; cultura e participação do cidadão na ação ambiental; percepção, atitudes, representações e consumo na cidade, dentre outras temáticas.

Os participantes do curso poderão fazer uma trilha ecológica, no dia 26 de maio, na praia de Canoa Quebrada. Os eventos são promovidos pelo Laboratório de Pesquisa em Psicologia Ambiental da UFC (Locus), Programa de Pós-Graduação de Psicologia da UFC e Programa de Extensão Educação Patrimonial e Ambiental: ações protetoras frente ao risco e à vulnerabilidade social da juventude (Proext Patrimônio).

O telefone para contato é o (85) 3366.7648. As inscrições podem ser feitas até o dia 17 de maio no endereço: locuspsiambiental.blogspot.com.br.

 

Fonte: Laboratório de Pesquisa em Psicologia Ambiental da UFC (Locus)

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Parceria R$ 6 milhões para Caatinga

Publicado em 11/05/2012 - 23:00 por | Comentar

Categorias: Bioma Caatinga

A sustentabilidade ambiental nos diversos biomas brasileiros com inclusão social são prioridades da parceria do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) com o Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal (FSA Caixa).

Como parte dessas ações e com foco no bioma Caatinga, foi assinado nesta quinta-feira (10 de maio), convênio de R$ 6 milhões para a promoção da eficiência energética, uso sustentável e combate à desertificação.

A ação conta com o apoio das secretarias de Biodiversidade e Floresta (SBF) e Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEDR) do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Serviço Florestal Brasileiro (SFB).

Os recursos serão destinados a sete projetos previamente selecionados, que irão atuar em três eixos em favor da sustentabilidade da matriz energética: manejo florestal comunitário e familiar da caatinga; promoção da eficiência energética junto aos setores gesseiro e ceramista e implementação de fogões ecológicos para comunidade rurais.

Inclusão e preservação

A atuação do projeto será nas regiões do Baixo Jaguaribe (Ceará), Xingó (Alagoas, Bahia, Sergipe e Pernambuco) e Araripe (Pernambuco, Piauí e Ceará), com período de dois anos de execução, o que permitirá a elaboração de planos de manejo e assistência técnica para cerca de 15 mil hectares de Caatinga, capacitação a mais de 120 empresas e a implementação de cerca de mil fogões ecológicos em residências rurais em mais de 80 assentamentos.

“Iniciativas como essa fazem parte de um processo de estruturação de ações de fomento à biodiversidade com a promoção de desenvolvimento sustentável e inclusão social”, aponta o diretor do Departamento de Combate à Desertificação da Secretaria de Extrativismo de Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Francisco Campello. Ele conta que, na prática, os projetos selecionados beneficiarão toda a cadeia produtiva da indústria gesseira e cerâmica.

Ao invés de desmatar aleatoriamente a floresta, os pequenos produtores nos assentamentos (em parte, fornecedores da indústria de cerâmica e gesso) serão incentivados ao manejo florestal para, a partir daí, produzir carvão e lenha de forma ecológica e sem prejudicar o meio ambiente. As famílias também serão beneficiadas com fogões ecológicos, o que irá garantir a sustentabilidade da produção e redução das emissões de gases de efeito estufa.

Em 2010, o MMA e o FSA Caixa assinaram acordo de cooperação por meio do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA). O ministério, com apoio de suas secretarias e entidades vinculadas, identifica as ações necessárias e prioritárias ao fomento, bem como promove os processos de seleção pública de projetos que serão financiados. Nessa parceria cabe ao FSA-Caixa, além da participação na concepção temática dos projetos, o repasse dos recursos que viabilizarão sua execução.

Fonte: MMA

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42% dos resíduos sólidos coletados no País vão para locais inadequados

Publicado em 10/05/2012 - 10:34 por | Comentar

Categorias: Resíduos Sólidos

Em 2011, foram coletadas 55,5 milhões de toneladas de resíduos sólidos, mas uma parcela considerável ainda tem destinação inadequada Foto: Kid Júnior

São Paulo. A quantidade de resíduos sólidos gerados no Brasil em 2011 totalizou 61,9 milhões de toneladas, 1,8% a mais do que no ano anterior, de acordo dados do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2011, lançado nesta terça-feira, pela Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), durante a 11ª Conferência de Produção Mais Limpa e Mudanças Climáticas da Cidade de São Paulo. Do total coletado, 42% do lixo acabam em local inadequado.

Segundo o diretor executivo da Abrelpe, Carlos Silva Filho, o crescimento de resíduos sólidos no período de 2010 para 2011 foi duas vezes maior do que o crescimento da população, que cresceu 0,9% no período. “Se continuarmos nessa curva ascendente de crescimento ano após ano e não conseguirmos, de alguma forma, adotar ações adequadas para conter essa geração, certamente, em médio prazo, nossos sistemas de gestão de resíduos entrarão em colapso”.

O estudo mostra ainda que, em 2011, foram coletados 55,5 milhões de toneladas de resíduos sólidos, o que resulta em uma cobertura de 90%. “Cerca de 10% de tudo o que é gerado acabam em terrenos baldios, córregos, lagos e praças. Nós vemos que esse problema é recorrente em praticamente todas as cidades do país”, disse Silva Filho. Da quantidade coletada, o Sudeste responde por 53% e o Nordeste por 22%. “Nessas duas regiões estão concentrados 75% de todo o lixo do território nacional”.

Segundo o Panorama, 42% dos resíduos sólidos foram destinados em locais inadequados como lixões e aterros controlados. Filho ressaltou que a Abrelpe considera a segunda opção inadequada porque, do ponto de vista ambiental, têm o mesmo impacto negativo que os lixões. “O aterro controlado não protege o meio ambiente como um aterro sanitário”.

De acordo com a publicação, a quantidade de lixo levado para aterros sanitários pode ter sido maior em porcentagem, mas ao analisar a quantidade nota-se que em 2011 a situação piorou. “Em 2010 o volume de destinação inadequada foi 22,9 milhões de toneladas contra 23,2 milhões de toneladas em 2011”, disse.

O Panorama indica ainda que dos 5.565 municípios brasileiros, 58,6% do total, afirmaram ter iniciativas de coleta seletiva, o que significa um aumento de 1% em comparação ao ano anterior. Com relação à coleta de lixo hospitalar, os municípios coletaram e destinaram 237,6 mil toneladas de resíduos de saúde, das quais 40% têm destino inadequado. “Dessa porcentagem temos 12% indo para lixão, sendo depositados sobre o solo sem tratamento prévio, não só contaminando o meio ambiente mas trazendo um risco muito grave para as pessoas que tiram seu sustento desses lixões”.

Para Silva Filho, o cenário revelado pelo Panorama precisa ser modificado até agosto de 2014, quando acaba o prazo para o cumprimento das metas da Lei Nacional de Resíduos Sólidos. Na avaliação do diretor executivo, as empresas do setor estão preparadas para enfrentar o desafio, pois têm tecnologia, conhecimento técnico e mão de obra. “Precisamos de vontade política e do recurso necessário para tanto. Sem isso não teremos a possibilidade de atender o que determina a lei nacional”, disse.

Fonte: Flávia Albuquerque (reportagem) / Fábio Massalli (edição) – Agência Brasil

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Pesquisas estimulam reúso de água no mundo

Publicado em 08/05/2012 - 17:36 por | Comentar

A Região Metropolitana de São Paulo, a Bacia do Rio Copiapó, no Chile, a Bacia do Rio Bravo/Rio Grande, no México, e a Bacia do Rio Suquía, na Argentina passarão a ser um laboratório de experimentos para a descoberta e disseminação de novos métodos e ferramentas que estimulem a aplicação de tecnologias de reúso de água no mundo.

O projeto, bancado pela União Europeia, chama-se Coroado (www.coroado-project.eu) e é coordenado no Brasil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP).

As regiões escolhidas são estratégicas do ponto de vista do consumo. Este é um aspecto importante sob o prisma da condição atual de preservação dos recursos hídricos, vulneráveis a secas, infraestrutura precária, desperdício, aumento de demanda e mananciais degradados ou inacessíveis. Especialistas no assunto garantem que, se o consumo continuar no ritmo atual, até 2025 mais da metade das nações do Planeta sofrerá com a escassez de água.

Segundo a responsável pelo Coroado no Brasil, a professora e pesquisadora Monica Ferreira do Amaral Porto, vice-chefe do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Poli, o projeto tem um custo superior a 4.500.000 euros e terá quatro anos de duração.

“Entre as ações, deverá avaliar as diversas tecnologias de reúso e reciclagem da água, em contraste com tecnologias e capacidade locais; custos e benefícios relativos à prática do reúso; soluções eficientes e economicamente viáveis para o fornecimento de água, e para o combate da degradação de ecossistemas e reservas de água”, explica.

No Brasil, a Escola Politécnica foi escolhida para liderar o projeto em função de sua infraestrutura e competências. Um de seus laboratórios, o Centro Internacional de Referência em Reúso de Água (Cirra), coordenado pelo professor José Carlos Mierzwa, com a colaboração do professor Ivanildo Hespanhol, é reconhecido internacionalmente por seu trabalho na área, assim como a linha de pesquisa desenvolvida pela professora Monica Porto na área de qualidade da água.

O primeiro evento internacional do projeto está sendo realizado até o dia 10 de maio, no Hotel Bourbon, em São Paulo. Trata-se de um encontro de trabalho com representantes das 13 universidades participantes do projeto, nove europeias e quatro sul-americanas.

“Haverá um dia aberto para empresários e outros convidados participarem das discussões, como a Fiesp, que tem sido uma grande incentivadora do reúso da água na indústria”, explica Monica Porto.

De acordo com a professora Monica Porto, o relatório final com os resultados do projeto servirá de base para a União Europeia canalizar investimentos em locais com grande potencial de aplicação de tecnologias de reúso. “Pois um dos objetivos do projeto é justamente incentivar o poder público a adotar tecnologias de uso e reciclagem da água”, acrescenta.

Aplicação

A pesquisadora lembra que a aplicabilidade do reúso da água é ampla e deve ser estimulada pelos governos. “Em setores industriais estratégicos, como a petroquímica e a siderurgia, muitas indústrias chegam a reutilizar 90% de sua água, representando também uma grande economia do ponto de vista financeiro”, ensina.

A tecnologia tem sido muito empregada também na agricultura irrigada e até mesmo na limpeza urbana. Em São Paulo, por exemplo, ruas do Centro são lavadas com água de reúso. Muitos codomínios têm incluído no projeto equipamentos para o reaproveitamento da água usada pelos moradores na lavagem de roupas ou de alimentos.

Fonte: Poli/USP

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Greenpeace cobra práticas mais limpas

Publicado em 07/05/2012 - 10:18 por | Comentar

Categorias: Eletrônicos Verdes

 

Ativistas do Greenpeace realizaram protesto pacífico em frente a loja da Apple em shopping de São Paulo. As ações aconteceram em oito países Foto: Divulgação / Greenpeace

São Paulo. O Greenpeace foi, na última sexta-feira, até uma loja de produtos da Apple no Shopping Eldorado, em São Paulo, convidar a empresa a abandonar energias sujas e perigosas, como carvão e nuclear, e aderir a energias renováveis para alimentar seus datacenters.

Com faixas e balões em frente à loja, os ativistas chamaram a atenção de quem estava no shopping com a mensagem “Apple, limpe a minha nuvem” –uma referência à nuvem de dados da Internet. Fantasiado de sol, um dos participantes lembrou que a energia solar tem um grande potencial de geração de energia limpa, mas ainda é pouco aproveitada.

Já do lado de fora do shopping, voluntários montaram um ponto verde para explicar ao público os objetivos da campanha e sobre a necessidade de apostar em energias limpas, que não geram emissões de CO2. A queima do carvão, um combustível de origem fóssil, é uma das principais fontes de emissão de gases que causam as mudanças climáticas.

“Este foi um protesto pacífico e bem humorado para pedir à Apple que deixe de contribuir com o aquecimento global, abandonando os combustíveis fósseis que movem seus datacenters”, disse Pedro Torres, da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil. “Quando as pessoas ao redor do mundo compartilham suas músicas ou fotos na nuvem, elas deveriam ter o direito de saber se ela é alimentada por energia limpa e segura”, afirma Pedro Torres, coordenador.

Protestos semelhantes aconteceram em oito países, incluindo os Estados Unidos, sede da Apple. Milhões de pessoas em todo o mundo utilizam os servidores da empresa ao armazenarem suas informações no serviço iCloud.

Limpe a minha nuvem

O Greenpeace Internacional publicou recentemente o relatório “How Clean is Your Cloud?” (“Quão limpa é a sua nuvem?”), em que avaliou que tipo de energia a Apple e outras treze empresas de TI (Tecnologia da Informação) utilizam para alimentar seus datacenters.

A Apple recebeu notas baixas em todas as categorias, inclusive em transparência sobre as energias utilizadas em suas instalações e em investimentos e construção de datacenters. Mais da metade da demanda energética da empresa é suprida por queima de carvão e quase um terço por energia nuclear.

Com o crescimento da Internet em todo o mundo, as empresas de TI precisam aumentar a capacidade de seus datacenters. São edifícios gigantescos, que abrigam milhares de computadores consumindo uma quantidade assustadora de energia elétrica. Para se ter uma ideia do que isso representa, se juntássemos todas as empresas de TI em uma só empresa, ela seria considerada a quinta maior consumidora de eletricidade do mundo.

Mais de 200 mil pessoas já assinaram a petição do Greenpeace pedindo para que a Apple, Amazon e Microsoft se comprometam a utilizar energias limpas para suas nuvens de armazenamento de dados. A petição está disponível na internet pelo endereço: www.greenpeace.org/brasil/limpenossanuvem.

Fonte: Greepeace Brasil

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Barco completa primeira volta ao mundo feita com energia solar

Publicado em 06/05/2012 - 17:52 por | Comentar

Categorias: Energia Solar

Turanor Planetsolar chegou a Mônaco nesta sexta-feira Foto: Agência Reuters

O Turanor Planetsolar chegou a Mônaco nesta sexta-feira (4 de maio) e se tornou o primeiro barco movido a energia solar a completar uma volta ao mundo. A viagem durou cerca de um ano e meio, já que a embarcação partiu de Mônaco em setembro de 2010.

O catamarã, de 31 metros de comprimento e 15 metros de largura, viajou em direção ao oeste. Passou pelo Oceano Atlântico, pelo Canal do Panamá, cruzou o Pacífico e fez paradas estratégicas na Ásia até retornar ao Mediterrâneo, onde entrou pelo Canal de Suez, no Egito.

Projetado por um neozelandês e construído na Alemanha, o Turanor Planetsolar tem bandeira suíça, de onde também vem o capitão Raphael Domjan, chefe da tripulação de apenas seis pessoas.

O projeto custou US$ 26 milhões e conta com 500 metros quadrados de painéis fotovoltaicos. Não só é a maior embarcação movida a energia solar no mundo, como tem também a maior bateria recarregável, que é segredo industrial.

Mesmo sem a luz solar, consegue navegar por três dias. A velocidade máxima é de 15 km/h, mas a velocidade média é aproximadamente a metade disso. Dessa forma, foram necessários 26 dias para cruzar o Oceano Atlântico.

Passando por todos os continentes, o navio precisou enfrentar piratas e quebrou pelo menos quatro recordes do Guinness Book, entre eles o de mais longa viagem com barco movido a energia solar e primeira circum-navegação de barco movido a energia solar.

“O MS Turanor Planet Solar é muito mais do que um navio”, destacou Immo Stroeher, empresário alemão que investiu capital na viagem para torná-la possível. Embora o propósito dos investidores seja o de divulgar a energia solar pelo mundo, ainda não se sabe o que será feito com o navio, que pode ser alugado ou até mesmo vendido.

 

Mais informações: http://www.planetsolar.org/

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Pesquisa do Ibope diz que brasileiros estão mais preocupados com o meio ambiente

Publicado em 05/05/2012 - 22:44 por | Comentar

Categorias: Atitude, Cidadania

Os brasileiros estão mais preocupados com o meio ambiente, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo os pesquisadores, que ouviram mais de dois mil entrevistados com 16 anos ou mais, o índice de pessoas preocupadas com o assunto passou de 80%, em 2010, para 94%, em 2011.

Para mais da metade dos entrevistados, o problema mais grave é o desmatamento, seguido pela poluição das águas e pelas mudanças climáticas. O levantamento destaca, ainda, que 53% das pessoas ouvidas defendem que o desmatamento da Amazônia seja a prioridade do Brasil entre as questões relativas ao meio ambiente.

O documento mostra também que não há consenso da população sobre o maior responsável pela poluição ambiental. Quando questionados sobre a responsabilidade pelo aquecimento global, 38% dos entrevistados elegeram a indústria; mais de 20% apontaram o cidadão como o grande vilão ambiental; e, para 18% dos entrevistados, os governos tiveram a maior parcela de responsabilidade.

Ainda de acordo com a pesquisa, a população não percebe grandes alterações, nos últimos anos, nas ações das empresas, do governo e da população em geral em prol da preservação ambiental. Apesar disso, 71% dos entrevistados disseram evitar o desperdício de água e quase 60% garantem economizar energia.

A maioria dos brasileiros também disse estar disposta a pagar mais caro por produtos ambientalmente corretos, mas apenas 18% efetivamente modificam seu consumo em prol do meio ambiente.

Fonte: Carolina Gonçalves/ Agência Brasil

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Situação do saneamento no Brasil é dramática e não condiz com crescimento econômico do País

Publicado em 04/05/2012 - 7:54 por | Comentar

As deficiências de saneamento básico ainda são problema crítico das cidades brasileiras Foto: Lucas de Menezes

Rio de Janeiro. Os indicadores de saneamento no Brasil são “dramáticos” e fazem o País parecer parado no século XIX. A avaliação é do presidente executivo do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos. A organização não governamental realiza estudos e acompanha a situação do saneamento básico no País.

De acordo com o Trata Brasil, os últimos dados disponíveis do Ministério das Cidades, de 2009, mostram que cerca de 55,5% da população brasileira não estão ligados a qualquer rede de esgoto e que somente um terço dos detritos coletados no País é tratado.

“Podemos dizer que a grande maioria do esgoto do País continua indo para os cursos d’água, os rios, as lagoas, os reservatórios e, consequentemente, o oceano. O Brasil parou no século XIX. Qualquer indicador que você pegue tem níveis dramáticos, que não têm nenhuma relação com o avanço econômico que o Brasil vem tendo”, disse Carlos.

Para o especialista, o Brasil teve avanços, principalmente com a criação do Ministério das Cidades e com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Os progressos, no entanto, ainda são tímidos em relação às necessidades do País.

Segundo ele, atualmente são investidos entre R$ 7 bilhões e R$ 8 bilhões por ano em saneamento no Brasil, quantia inferior à necessária para atingir as metas do governo até 2030 – investimento de R$ 420 milhões pelos próximos 18 anos, o que corresponde a cerca de R$ 20 bilhões por ano, de acordo com estimativas feitas pelo Ministério das Cidades.

Mesmo com o aumento dos recursos para saneamento básico nos últimos anos, principalmente por causa do PAC, a maioria dos projetos não sai do papel. Um levantamento divulgado no início de abril deste ano pelo Trata Brasil, sobre as 114 principais obras de saneamento da primeira fase do programa, mostra que apenas 7% delas estão prontas. Entre as demais, 32% estavam paralisadas e 23% atrasadas.

“O problema não é a falta de recursos. Os municípios não conseguem tocar as obras. Muitos projetos (apresentados ao PAC) estavam desatualizados e tinham problemas técnicos. Muitas obras não passaram nem na primeira inspeção (do programa)”, informou o especialista.

Para Édison Carlos, os principais entraves ao avanço do saneamento básico no País são a falta de prioridade dada pelos políticos à questão e a falta de interesse da população em cobrar essas obras das autoridades.

O Instituto Trata Brasil participará da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), mas Édison Carlos é cético em relação aos avanços que poderão ser obtidos.

“Espero estar errado, mas acho que temas como os biocombustíveis, a questão da floresta e o efeito estufa tendem a dominar as discussões. Além disso, o que costuma balizar essas discussões são temas econômicos”.

Duplicação do acesso

Apenas 44,5% dos domicílios brasileiros estão conectados a uma rede de esgoto. O quadro, segundo o secretário nacional de Saneamento Ambiental, Leodegar Tiscoski, é de uma situação “muito precária”. O Plano Nacional de Saneamento Básico, que deve ser lançado no segundo semestre deste ano, tem a meta de duplicar esse acesso e ampliar a rede para chegar a 90% dos domicílios até 2030.

Para cumprir essa meta do plano, assim como outras (universalização do acesso à água e da coleta de lixo urbano), é necessário investimento de R$ 420 bilhões nos próximos 18 anos, o que corresponde a R$ 20 bilhões por ano, entre recursos públicos e privados.

Mesmo que os investimentos previstos sejam efetuados, haverá 10% da população ainda sem acesso ao esgotamento sanitário. Segundo Tiscoski, o governo federal não tem uma previsão de quando conseguirá fazer que essa parcela da população tenha acesso ao saneamento – e, efetivamente, universalizar o acesso à rede de esgoto.

De acordo com o secretário, obras de saneamento são complexas, levam tempo e precisam de bons projetos. Por isso, mesmo que haja recursos disponíveis, não há como garantir que as obras sairão do papel no curto prazo.

“Uma obra de saneamento tem ciclo de cinco anos, sendo dois anos para seleção, elaboração de projetos e licitação, e três anos para execução, em média. Os estados, os municípios e as companhias também têm limitações, como problemas de gestão, falta de projeto, de licença ambiental e uma série de fatores que travam o pleno andamento das obras”, disse.

Tiscoski informou que até o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que foi um avanço na área, enfrentou problemas. A primeira fase do programa foi lançada em 2007 e, desde então, foram selecionados 800 projetos de coleta de esgoto, que somam R$ 21 bilhões. Segundo o secretário, no entanto, muitos estados e municípios tinham projetos defasados ou sequer tinham projetos para rede de esgoto. “Temos obras de 2007 ainda não iniciadas, justamente pela falta de projetos”, disse.

Fonte: Reportagem Vitor Abdala / Edição Carolina Sarres – Agência Brasil

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