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Autor: Maristela Crispim


10:00 · 20.08.2018 / atualizado às 10:28 · 20.08.2018 por

Por Letras Ambientais

A maioria dos municípios do Nordeste brasileiro já enfrenta situação e seca grave ou moderada. É o que mostra o atual mapa da cobertura vegetal da região, obtido por meio de monitoramento por satélite, realizado pelo Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis). As imagens de satélites permitem analisar a rápida mudança na cobertura vegetal, de acordo com a expansão da seca pelos municípios da região.

Uma pesquisa recente do Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE), sobre o Perfil dos Municípios Brasileiros (Munic), mostrou que, no período de 2013 a 2016, a região Nordeste apresentou a maior proporção de municípios afetados pela seca (82,6%). Do total de 1.794 municípios do Nordeste, foram registrados eventos de seca em 1.481.

Apesar de esses eventos climáticos serem frequentes, intensos e com profundos impactos socioeconômicos no Nordeste, a pesquisa do IBGE mostra que apenas 15,7% dos municípios da região possuem um plano específico de contingência e/ou prevenção à seca.

A maioria dos municípios da região adota ações emergenciais para evitar ou minimizar os danos causados pela seca. Uma das ações mais comuns, segundo o estudo, é a distribuição regular de água, por meio de carros-pipa, adotada em 65,5% dos municípios da região. Em seguida, está a construção de poços (61%) e de cisternas (49%).

O pesquisador Humberto Barbosa, coordenador do Lapis, ressaltou que essa falta de planejamento nos municípios, para o enfrentamento da seca, é o que faz com que o evento climático se torne desastre natural. Ele comenta: “mesmo nesses 15% dos municípios que possuem um plano específico para lidar com a seca, ainda não analisamos o teor e a qualidade desse instrumento de planejamento, ou seja, não sabemos se realmente as ações planejadas fogem da pauta emergencial, em direção a um projeto permanente para convivência com a seca”.

Barbosa é um dos autores do Livro “Um século de secas: por que as políticas hídricas não transformaram o Semiárido brasileiro?” e destacou: “Na obra, observamos que, historicamente, a ausência de participação social no processo de planejamento das políticas para a região semiárida foi um dos fatores comuns para que a seca continue sendo enfrentada apenas com ações emergenciais. No entanto, são fundamentais ações estruturais e coordenadas para que a população possa conviver melhor com a seca”.

Segundo um Relatório do Centro de Estudos e Pesquisas em Engenharia e Defesa Civil (Ceped), no período de 1995-2014, os danos materiais e prejuízos (públicos e privados) causados por desastres naturais, derivados de eventos climáticos no Brasil, foram estimados em R$ 100 bilhões. Deste total, cerca de 75% estão diretamente vinculados às estiagens e secas, a afetarem frequentemente o Nordeste e as demais regiões do Brasil.

No Nordeste, o custo total de danos e prejuízos, derivados de eventos climáticos, foi cerca de R$ 47 bilhões. O valor inclui os prejuízos privados nos setores da agricultura, pecuária, indústria e serviços.

Radiografia

A seguir, apresenta-se uma radiografia da seca em cada Estado do Nordeste, vista a partir de mapas. Dentre os temas abordados, estão: a condição da cobertura vegetal dos municípios, antes e depois da seca deste ano; os danos e prejuízos causados pela seca; os estados mais afetados e aqueles mais preparados para evitar que esses eventos climáticos tomem proporções de desastre natural.

Os dados utilizados são oriundos do satélite Meteosat-10, com metodologia desenvolvida pelo Lapis, que determina diariamente o Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI) para a  região.

Os mapas animados, mostrados na sequência, comparam e analisam a condição da cobertura vegetal de cada um dos nove estados do Nordeste, no período da estação chuvosa (abril a maio) e no início da seca (julho a agosto).

Ceará

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No período de fevereiro a maio deste ano, foi registrado, no Ceará, um expressivo volume de chuvas. Por essa razão, a Caatinga alcançou um alto nível de recuperação. Em maio, o Estado foi considerado o que ficou mais verde no Semiárido brasileiro, como mostrado no primeiro mapa acima.

Atualmente, um total de 66% dos municípios cearenses já estão secos. Dos 184 municípios do Ceará, 121 apresentam situação de seca moderada ou grave, enquanto 63 continuam em condição climática favorável. Apenas em alguns municípios do norte, do noroeste ou do sul do Estado, a vegetação está verde, ou seja, a seca ainda não atingiu a vegetação.

De 30 de julho a 5 de agosto, o mapa mostra a rápida mudança ocorrida na vegetação do Ceará para a condição de seca. As áreas em vermelho indicam a ocorrência de seca grave, abrangendo a maioria dos municípios; enquanto, em amarelo, sinalizam para a condição de seca moderada.

Segundo o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, 77 municípios do Ceará estão reconhecidos em Situação de Emergência, sendo 13 decorrentes da estiagem e 64 por ocasião da seca.

Há uma diferença entre os conceitos de seca e estiagem. A seca se refere à deficiência de chuvas durante um período prolongado, provocando escassez de água para atividades, grupos ou setores ambientais. As estiagens se caracterizam por serem menos intensas que a seca e ocorrerem durante um período de tempo mais curto.

A Situação de Emergência é o reconhecimento legal, pelo município atingido, de uma situação anormal provocada por desastres, segundo fatores de intensidade e alcance dos danos (humanos, materiais e ambientais) e dos prejuízos (sociais e econômicos).

A intensidade do impacto do desastre natural para o Município é o que leva os gestores a classificarem o prejuízo gerado para a população e infraestrutura local. Existem quatro níveis para medir os impactos dos desastres naturais. As secas e estiagens são consideradas desastres naturais de nível 3, caracterizando Situação de Emergência.

Nesse caso, os danos são importantes e os prejuízos vultuosos, mas suportáveis e superáveis pela comunidade afetada. A situação de normalidade pode ser restabelecida desde que os recursos mobilizados no território do município afetado sejam reforçados e suplementados com o apoio de meios estaduais e federais.

Segundo o IBGE, no período de 2013 a 2016, o Ceará foi o Estado do Nordeste a registrar maiores proporções de municípios atingidos pela seca (97,8%). Apesar desse dado, apenas 22,2% dos seus municípios possuem um plano de contingência e/ou prevenção à seca.

No período de 1995-2014, o Estado ocupou o segundo lugar como um dos mais impactados e submetidos a maiores danos e prejuízos na região, oriundos de eventos climáticos. O valor estimado pelos municípios do Ceará, para o período, correspondeu a 22,2% do total estimado para o Nordeste, de acordo com o Ceped.

Piauí

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O mapa acima mostra que, no período de 30 de abril a 6 de maio, as chuvas no Piauí permitiram a recuperação de praticamente toda sua cobertura vegetal, com exceção do sudoeste do Estado.

O atual mapa da cobertura vegetal do Piauí, referente ao período de 30 de julho a 5 de agosto, mostra que 71% dos municípios apresentam seca grave ou moderada. Do total de 224 municípios do Estado, 160 estão secos, enquanto apenas 64 continuam verdes, ou seja, sob condições climáticas favoráveis, solo úmido e manutenção da cobertura vegetal.

Segundo o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, 48 municípios do Piauí estão reconhecidos em Situação de Emergência, sendo 10 decorrentes da estiagem e 38 por ocasião da seca.

A pesquisa do IBGE sobre o perfil dos municípios brasileiros mostrou que, no período de 2013 a 2016, o Piauí foi o segundo Estado do Nordeste com maior proporção de municípios afetados pela seca (93,8%). Apesar desse dado, apenas 9,4% dos municípios do Piauí possuem um plano de contingência e/ou prevenção à seca.

Quantos aos danos e prejuízos provocados por eventos climáticos, especialmente pela seca, no período de 1995-2014, o Piauí foi o quarto Estado do Nordeste brasileiro a registrar maiores impactos diretos. O custo dos danos e prejuízos decorrentes de eventos climáticos, nos municípios do Piauí, foram estimados em 16,1% do total na região.

Paraíba

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De acordo com a atual imagem de satélite da cobertura vegetal da Paraíba, a seca já atinge mais de 71% da Paraíba. Dos 223 municípios, 160 apresentam seca moderada ou grave. O evento climático ocorre, de forma mais grave, nas microrregiões do Cariri, Seridó e Catolé do Rocha.

Enquanto isso, em apenas 63 municípios do Leste do Estado, incluindo a Zona da Mata e parte do Agreste, a vegetação está verde, ou seja, as condições climáticas continuam favoráveis e a seca ainda não atingiu a vegetação.

Os mapas acima mostram a rápida mudança ocorrida na vegetação a Paraíba, para a condição de seca. A primeira imagem retrata o Estado durante a estação chuvosa, no período de 30 de abril a 6 de maio, enquanto a segunda mostra as condições atuais da vegetação, no período de 30 de julho a 5 de agosto.

Segundo o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, desde abril deste ano, 197 municípios da Paraíba são reconhecidos em Situação de Emergência, por ocasião de estiagem.

Segundo o IBGE, no período de 2013 a 2016, a Paraíba foi o terceiro Estado do Nordeste a registrar maior proporção de municípios atingidos pela seca (91,9%). Por outro lado, apenas 25,6% dos municípios da Paraíba possuem um plano de contingência e/ou prevenção a essa tipologia de desastre natural.

Apesar de ainda ser baixo, proporcionalmente, é o Estado do Nordeste com maior percentual de municípios a apresentar esse tipo de instrumento de planejamento para minimizar os impactos da seca.

No período de 1995-2014, a Paraíba ocupou o quinto lugar, no Nordeste, como um dos Estados mais impactados e submetidos a maiores prejuízos provocados pela seca. Os danos materiais e prejuízos (públicos e privados), causados por desastres naturais, derivados de eventos climáticos, foram estimados em 6% do total dos custos na região.

Rio Grande do Norte

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Um total de 62% dos municípios do Rio Grande do Norte já estão secos. Segundo o monitoramento da cobertura vegetal por satélite, realizado pelo Lapis, dos 167 municípios do Estado, 104 enfrentam seca grave ou moderada, conforme segundo mapa acima.

Apenas 63 municípios do Leste Potiguar, alguns do norte e do noroeste do Estado, continuam com vegetação verde, indicando que os solos continuam úmidos, em decorrência das condições climáticas favoráveis.

De acordo com o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, 161 municípios do Rio Grande do Norte estão em Situação de Emergência, por ocasião da seca.

Segundo o IBGE, no período de 2013 a 2016, o Rio Grande do Norte foi o quarto estado do Nordeste a registrar maior proporção de municípios atingidos pela seca (91%). Por outro lado, apenas 8,3% dos municípios do Rio Grande do Norte possuem um plano de contingência e/ou prevenção à seca.

No período de 1995-2014, o Rio Grande do Norte esteve entre os estados do Nordeste a sofrer menos impactos econômicos diretos da seca, com um total estimado de 3,1% dos danos materiais e prejuízos (públicos e privados) estimados para a região, causados por desastres naturais oriundos de eventos climáticos.

Bahia

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Um total de 57% dos municípios da Bahia já enfrentam seca. Segundo o monitoramento por satélite, realizado pelo Lapis, dos 417 municípios do estado, 237 enfrentam seca moderada ou grave, conforme mostrado no segundo mapa, referente ao período de 30 de julho a 5 de agosto.

O Oeste da Bahia integra a região de Matopiba, considerada a última fronteira agrícola do País, com importante participação na balança comercial brasileira. Hoje, todos os municípios dessa área estão afetados pela seca, trazendo consequências diretas à economia nacional.

Apenas 43% dos municípios do Estado continuam verdes, ou seja, ainda não foram atingidos pela seca. Eles estão localizados na porção Leste do Estado, compreendendo as mesorregiões do Sul e Centro-Sul Baiano, Região Metropolitana de Salvador, Nordeste e Centro-Norte Baiano.

No período de 30 de abril e 6 de maio deste ano, conforme mostrado no mapa acima, boa parte dos municípios da Bahia ficou com cobertura vegetal verde, por ocasião das chuvas registradas no Estado, ou apenas tiveram estiagem moderada.

De acordo com o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, 207 municípios da Bahia estão em Situação de Emergência, sendo 203 decorrentes da estiagem e 4 por ocasião da seca.

Segundo o IBGE, no período de 2013 a 2016, a Bahia foi o quinto Estado do Nordeste a registrar maior proporção de municípios atingidos pela seca (88,5%). Todavia, apenas 15% dos municípios da Bahia possuem um plano de contingência e/ou prevenção à seca. É o Estado do Nordeste com maior número de Prefeituras a apresentar esse tipo de instrumento de planejamento (62 municípios). Todavia, proporcionalmente, o percentual ainda é considerado muito baixo, diante da abrangência de municípios afetados pela seca na Bahia.

A Bahia é o Estado do Nordeste que mais registrou danos e prejuízos (públicos e privados) diretos, em função de desastres naturais oriundos de eventos climáticos, no período de 1995-2014.

Do custo total de R$ 47 bilhões, estimado para a região Nordeste, a Bahia concentrou 29% desses danos e prejuízos. Como mencionado, o custo da seca é estimado em 75% do total de danos e prejuízos decorrentes de eventos climáticos no Nordeste.

Alagoas

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Um total de 33% dos municípios de Alagoas já estão secos. É o que mostra o atual mapa da cobertura vegetal do Estado, conforme monitoramento realizado pelo Lapis, referente ao período de 30 de julho a 5 de agosto. Dos 102 municípios alagoanos, 34 estão afetados por seca grave ou moderada, localizados na mesorregião do Sertão Alagoano e alguns no Agreste, na porção semiárida do Estado.

As áreas que atualmente continuam verdes estão localizadas no Leste Alagoano e em boa parte da mesorregião do Agreste. No período de 30 de abril a 6 de maio deste ano, como mostrado no mapa acima, as chuvas permitiram certa recuperação da cobertura vegetal desses municípios. Mas desde maio, quando terminou a estação chuvosa no Semiárido brasileiro, a seca se espalhou pelo Sertão e Agreste Alagoano.

Diante da severidade da atual estiagem na mesorregião do Sertão e parte do Agreste Alagoano, esta semana, a Defesa Civil Nacional reconheceu Situação de Emergência em 38 municípios do Estado. O decreto de reconhecimento do governo federal garante que esses municípios voltem a receber recursos emergenciais para conviver com a seca.

Segundo o IBGE, no período de 2013 a 2016, Alagoas foi o sexto Estado do Nordeste a registrar maior proporção de municípios atingidos pela seca (77,5%). Um total de 22,5% dos municípios alagoanos possuem um plano de contingência e/ou prevenção à seca.

De acordo com o Relatório do Ceped, Alagoas é um dos estados do Nordeste a registrarem menos danos e prejuízos decorrentes de desastres naturais de origem climática, compreendendo apenas 3,6% do total na região, no período de 1995-2014.

Sergipe

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Em Sergipe, 20% dos municípios estão secos atualmente, de acordo com o mapa da cobertura vegetal obtido pelo Lapis, por meio de monitoramento por satélite, referente ao período de 30 de julho a 5 de agosto. Dos 75 municípios do Estado, 15 enfrentam seca grave ou moderada. A seca se concentra na mesorregião do Sertão de Sergipe.

Diferentemente dos demais estados do Nordeste, na imagem de satélite de 30 de abril a 6 de maio, havia um maior número de municípios secos em Sergipe, tendo diminuído agora em julho. Provavelmente, isso ocorreu em decorrência da influência de frentes frias naquela área.

De acordo com o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, seis municípios de Sergipe estão em Situação de Emergência, sendo cinco decorrentes da estiagem e apenas um ocasionado pela seca.

Segundo o IBGE, no período de 2013 a 2016, Sergipe foi o sétimo Estado do Nordeste a registrar maior proporção de municípios atingidos pela seca (77,3%). Apenas 8% dos municípios do Estado possuem um plano de contingência e/ou prevenção à seca.

Sergipe também é um dos estados do Nordeste a registrarem menores danos e prejuízos decorrentes de desastres naturais de origem climática, compreendendo somente 2,9% do total na região, no período de 1995-2014.

Pernambuco

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Em Pernambuco, 52% dos municípios já são afetados pela seca. Do total de 185 municípios, 96 enfrentam seca grave ou moderada. De acordo com o monitoramento ambiental por satélite, realizado pelo Lapis, apenas na Região Metropolitana de Recife, na mesorregião da Zona da Mata e em parte dos municípios do Agreste pernambucano, a cobertura vegetal continua verde, em função das condições climáticas favoráveis.

No atual mapa da cobertura vegetal de Pernambuco, referente ao período de 30 de julho a 05 de agosto deste ano, a seca já atinge a maior parte do estado, incluindo a mesorregião do São Francisco, do Sertão e grande parte do Agreste.

Embora o percentual de municípios pernambucanos afetados pela seca seja de apenas 52%, abrange praticamente toda a área do estado. Isso ocorre em função de os municípios do interior, onde a seca predomina, apresentarem maior extensão territorial.

Quando comparados à porção Leste do estado, onde os municípios são de pequena extensão, o percentual de área onde a vegetação permanece verde é pouco expressivo.

De acordo com o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, 53 municípios de Pernambuco estão reconhecidos em Situação de Emergência, em razão da ocorrência de estiagem.

Segundo o IBGE, no período de 2013 a 2016, Pernambuco foi o oitavo estado do Nordeste a registrar maior proporção de municípios atingidos pela seca (77,2%). Apenas 24,8% desses municípios possuem um plano de contingência e/ou prevenção à seca.

Proporcionalmente, é o segundo Estado do Nordeste a apresentar mais prefeituras com esse tipo de instrumento de planejamento para fazer frente aos impactos da seca.

Com relação aos danos e prejuízos causados por eventos climáticos, Pernambuco ocupa o terceiro lugar no ranking como um dos mais afetados no Nordeste. Segundo Relatório do Ceped, os danos e prejuízos decorrentes de desastres naturais de origem climática em Pernambuco corresponderam a 16,2% do total na região, no período de 1995-2014.

Maranhão

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O Maranhão é o Estado do Nordeste menos afetado pela seca. De acordo com o monitoramento realizado pelo Lapis, atualmente, apenas 13,3% dos municípios maranhenses estão secos. Dos 217 municípios do Estado, somente 29 enfrentam seca, localizados no Sul Maranhense.

De acordo com o mapa da cobertura vegetal, de 30 de abril a 6 de maio, praticamente não havia seca no Estado, restrita apenas à seca moderada em alguns municípios do Sul Maranhense.

Não existem registros no Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, de municípios do Maranhão em Situação de Emergência, por ocasião de seca ou estiagem.

Segundo o IBGE, no período de 2013 a 2016, o Maranhão foi o Estado do Nordeste a registrar menor proporção de municípios atingidos pela seca (39%). Apenas 5% dos municípios do Estado possuem um plano de contingência e/ou prevenção à seca.

Com relação aos danos e prejuízos provocados por desastres naturais de origem climática, o Maranhão informou apenas 1,2% dos custos totais no Nordeste, no período de 1995-2014. Esse número mostra que o estado foi o que sofreu menos impactos da seca em toda a região.

Gestão da seca nos municípios

Como observado, as ações mais comuns adotadas pelos municípios do Nordeste, para evitar ou minimizar os danos e prejuízos causados pela seca, são de caráter emergencial. Dessa forma, a pesquisa do IBGE chama atenção para a falta de capacidade institucional dos municípios da região para lidarem com o constante risco de ocorrência de seca.

O panorama é crítico, sobretudo para as áreas inseridas no Semiárido brasileiro, com forte potencial para a ocorrência de seca, podendo tomar proporção de desastre natural, em um cenário socioeconômico e ambiental vulnerável.

Na estação chuvosa de 2018 (fevereiro a maio), as chuvas atingiram a maior parte dos municípios do Semiárido brasileiro, aliviando a seca que já durava sete anos. No entanto, o meteorologista Humberto Barbosa explicou que o volume de chuvas foi inferior à média histórica, sobretudo nos estados da parte sul do Nordeste (parte de Pernambuco, Alagoas, Bahia e parte do sul do Piauí).

“Essas chuvas foram insuficientes para diminuir o déficit de precipitação que a região vem sofrendo há sete anos, decorrentes dos impactos das secas meteorológica e hidrológica nos anos anteriores”, observou.

Recentemente, o IBGE divulgou os primeiros resultados do novo Censo Agropecuário. A região Nordeste foi a única a registrar queda na área destinada à produção agropecuária. No período de 2006 a 2017, a área ocupada pela agropecuária avançou 5% no Brasil, ocupando 16,6 milhões de hectares adicionais, área maior que a do Estado do Ceará (14,9 milhões de hectares).

No Nordeste, porém, houve uma redução de 9,9 milhões de hectares na área de produção agropecuária, o que equivale a aproximadamente o Estado inteiro de Pernambuco a menos na agropecuária local. Os sete anos de seca na região influenciaram diretamente essa redução.

Conclusão

A seca causa profundos impactos sociais, econômicos e ambientais ao Nordeste brasileiro. Falta capacidade institucional dos municípios da região para enfrentar a seca. Por essa razão, é necessário atuar no planejamento estruturado de ações para a convivência com a seca, utilizando informações seguras de monitoramento desses eventos climáticos e evitando maiores danos e prejuízos à região.

Fontes:
Letras Ambientais: www.letrasambientais.com.br
Lapis: lapismet.com.br

12:13 · 09.08.2018 / atualizado às 16:35 · 09.08.2018 por
Paulo Camargo, presidente da Divisão Brasil e Leonardo Lima, diretor de Desenvolvimento Sustentável da Arcos Dorados, maior franquia da McDonald’s no mundo, que atende a América Latina e Caribe Fotos: Maristela Crispim

Sempre fui cabreira com unanimidades e extremismos, para que lado for. Sendo assim, gosto de ouvir o que as pessoas têm a dizer. Foi com esse espírito que embarquei para um bate-volta a São Paulo na última terça feira (7), atendendo a convite da Arcos Dorados, maior franquia da McDonald’s no mundo, que atende a América Latina e Caribe. 

Paulo Camargo, presidente da Divisão Brasil, e Leonardo Lima, diretor de Desenvolvimento Sustentável, estavam a postos para um bate-papo sobre sustentabilidade. Antes desse momento, também de divulgação do Relatório de Impacto Social e Ambiental 2017 da Arcos Dorados, no restaurante da Henrique Schaumann (SP), os jornalistas convidados de oito estados participaram do Programa Portas Abertas, com o gerente Ewerton Perez Cruz, para conhecer os processos, além de conferir a preparação do cinquentenário Big Mac, o sanduíche mais vendido em todo o mundo.

O Programa Portas abertas leva clientes às cozinhas dos restaurantes para conhecerem seus processos. Na foto, o gerente do McDonald’s da Henrique Schaumann, em São Paulo, Ewerton Perez Cruz

Não há muitas dúvidas a respeito da eficiência e higiene nos processos da marca. Mas, a insistência em mostrar a qualidade dos insumos, por parte do presidente Paulo Camargo, demonstra que o McDonald’s já era vítima de fake news muito antes delas receberem este nome.

Mas, se falar em alimentação saudável numa rede de fast food ainda é desconfortável, pelo menos um esforço em mostrar nos cardápios quais produtos têm mais sódio e açúcar, assim como oferecer cinco opções de saladas, substituição de fritas por frutas ou por saladas é um movimento interessante, que garante certo poder de escolha ao cliente. 

Foi bom saber que, além de ser uma das maiores empregadoras de jovens da América Latina, a Companhia ainda contribui no desenvolvimento para o trabalho

Sustentabilidade 

Voltando ao tema central do encontro, um ambicioso projeto para aproveitar a própria escala para ajudar no processo de Educação Ambiental da sociedade vem sendo gestado pela Arcos Dorados. Segundo Leonardo Lima, a ideia é tornar as lojas da franquia centros de educação ambiental. Ela surgiu da análise dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e suas 169 metas, para identificar como contribuir para a Agenda 2030, trabalho iniciado em 2016. 

O projeto é focado na Educação e no Desenvolvimento Sustentável. Com a participação ativa da comunidade local, a cidade de Birigui (SP) foi a cidade piloto. O restaurante de lá se tornou um centro de aprendizagem de práticas sustentáveis. Depois, foi espalhado para Araçatuba (SP). A meta agora é replicar pelo Brasil. 

O projeto tem cinco módulos de atuação acadêmica e se interrelaciona com dois programas atuais da companhia: Educação Infantil para o Desenvolvimento Sustentável; Gestão de Resíduos Sólidos; Florestação; Programa Bom Vizinho; Programa Portas Abertas; Alianças Estratégicas; e Educação Executiva. 

Canudinhos 

A mais recente ação de sustentabilidade do McDonald’s, no Brasil, é muito simbólica: o desestímulo ao uso do canudo plástico. Ele não é mais colocado na bandeja, mas é fornecido, se o cliente solicitar. 

Segundo Paulo Camargo, presidente da Divisão Brasil, ainda não foi encontrada uma solução logística para o caso do Rio de Janeiro, onde o uso foi proibido. Por enquanto, a empresa está negociando a importação de canudos de papel. 

Mas está formando uma coalizão global com a cadeia de cafeterias Starbucks para estimular projetos que possam dar origem a uma nova geração de canudos, copos e tampas para as suas redes de fast foods e para todas as outras também.

Depois da visita, da conversa e da leitura do relatório, posso me dizer bastante otimista com o que vi, ouvi e li. Uma empresa gigante que não apenas inclui metas de sustentabilidade, como também quer ser protagonista de um processo de educação da população voltada ao Desenvolvimento Sustentável é uma coisa boa demais nos nossos dias. Agora é acompanhar e esperar que essas ações rendam bons frutos.

O gerente do McDonald’s da Henrique Schaumann, em São Paulo, Ewerton Perez Cruz, nos mostra o cinquentenário Big Mac, o mais vendido da marca

‘Receita para o Futuro’: ‘escala para o bem’ 

“Na Arcos Dorados, nós estamos muito orgulhosos de poder compartilhar as iniciativas e os projetos que realizamos, bem como os resultados de nosso impacto social e ambiental na América Latina e no Caribe, através de nosso relatório anual: ‘A Receita do Futuro’. Este relatório é uma demonstração de como uma companhia de nosso tamanho pode usar sua escala para fazer bem à sociedade”, a declaração é de Woods Staton, executive chairman da Arcos Dorados e está logo no começo do documento. 

Intitulado “Preparando a receita do Futuro”, ele destaca os resultados de impacto social e ambiental para a América latina e o Caribe em 2017. Confira alguns deles a seguir: 

 

Gestão de resíduos 

Geração – materiais utilizados de fontes sustentáveis e que sejam aptos para a reciclagem 

Gestão e controle – separação em origem, de acordo com os requisitos de retiro e disposição 

Disposição – o processo de retiro e disposição é realizado de acordo com cada município onde fica o restaurante  

 

Energia e clima 

Trabalho na melhoria contínua dos processos e equipamentos para conseguir uma gestão eficiente de recursos por meio do Programa ABC que se centra em três prioridades: 

A. Utilização de boas práticas e conceitos de utilização racional de recursos nos restaurantes 

B. Investimento em novas tecnologias (ferramentas de controle e medição de consumo)

C. Articulação com as empresas fornecedoras de recursos

 

Uso racional 

20.000 litros de óleo são coletados por mês 

1.500 litros de água a cada 18h são maximizados com a coleta de água condensada, em cidades com clima quente ou temperado 

 

Cadeia de fornecimento sustentável 

Rigor em trabalhar com empresas comprometidas em realizar negócios de maneira responsável que estejam alinhadas com os padrões éticos, sociais e ambientais da Companhia.

Os fornecedores de insumos precisam cumprir elevados padrões de qualidade de produção e segurança alimentar, assim como a exigência de um compromisso com os Direitos Humanos, o trabalho decente e o respeito pelo meio ambiente. 

72% dos insumos (alimentos e papel) são de fornecedores locais 

67% das embalagens de papel são de fontes sustentáveis, no Brasil 100% certificadas pelo Forest Stewardship Council (FSC)

100% do peixe vendido no Brasil e em Porto Rico estão certificados pelo Marine Stewardship Council (MSC) 

 

Compromissos para o bem-estar animal 

Liderar o desenvolvimento de princípios, critérios globais e locais de uma pecuária sustentável 

Desenvolver metas e iniciar a compra verificada de carne sustentável 

 

Qualidade dos alimentos 

Apesar de ser uma empresa especializada em fast food, garante opções variadas e nutritivas com: 

100% de carne bovina de qualidade, sem aditivos nem conservante 

100% de batatas fritas sem gorduras trans 

Ingredientes de primeira qualidade 

Valores nutricionais com transparência 

 

McDonald’s na América latina e Caribe (Arcos Dorados) 

20 países 

2.188 restaurantes 

78.806 empregados (60 mil jovens entre 16 e 25 anos; 57% mulheres; 1.740 pessoas com deficiência) 

929 restaurantes no Brasil (50 mil empregos) 

Um dos principais empregadores de jovens na região 

08:37 · 23.07.2018 / atualizado às 08:37 · 23.07.2018 por

Letras Ambientais

Especial para o blog Gestão Ambiental 

 

A seca já ocorre em praticamente todo o Ceará. É o que mostra o atual mapa da cobertura vegetal do Estado, obtido por meio de monitoramento por satélite, realizado pelo Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis), da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

Pela imagem de satélite abaixo, é possível observar que na maioria dos municípios do Ceará, as áreas em vermelho indicam a ocorrência de seca grave; enquanto, em amarelo, sinalizam para a condição de seca moderada. Apenas em alguns municípios do norte e do noroeste do Estado, a vegetação está verde, ou seja, as condições climáticas continuam favoráveis e a seca ainda não atingiu a vegetação. O mapa mostra a rápida mudança ocorrida na vegetação do Ceará para a condição de seca. 

Mapa da vegetação do Ceará mostra avanço da seca na maioria dos municípios Imagem: Lapis

No período de fevereiro a maio deste ano, o Estado registrou um expressivo volume de chuvas. A Caatinga alcançou um alto nível de recuperação, de modo que, em maio, o Ceará foi considerado o Estado que ficou mais verde no Semiárido brasileiro, como mostrado no mapa abaixo:   

 

Mapa da vegetação do Ceará mostrou Caatinga completamente recuperada em maio de 2018, após as chuvas Imagem: Lapis

O atual avanço da seca ocorre porque o período da estação chuvosa no Semiárido brasileiro foi encerrado no último mês de maio. A tendência de falta de chuvas, perda na umidade dos solos e ressecamento da vegetação da Caatinga avança em toda a região, como mostra a imagem a seguir. 

Avanço da seca no Semiárido brasileiro Imagem: Lapis

O mapa acima mostra que a seca já atinge quase todos os municípios do Semiárido brasileiro, com exceção das áreas de Zona da Mata, na Costa Leste do Nordeste, onde a vegetação está verde e ocorre, no período de abril e julho, a estação chuvosa. 

Gestão das secas nos municípios 

Uma pesquisa divulgada no dia 5 de julho, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sobre o Perfil dos Municípios Brasileiros (Munic), mostrou que, no período de 2013 a 2016, em praticamente metade dos 5.570 municípios do País (48,6%) ocorreu algum evento de seca, totalizando 2.706 municípios a registrarem esses eventos climáticos.  

O estudo mostra que a maioria dos municípios afetados pela seca no Brasil (59,4%) não conta com um instrumento orientado à prevenção de desastres naturais e apenas 14,7% tem um plano específico de contingência e/ou de prevenção à seca.  

A região Nordeste, conhecida pelas secas frequentes, intensas e com profundos impactos socioeconômicos, apresentou a maior proporção de municípios afetados por esta tipologia de desastre natural (82,6%).  

No período de 2013 a 2016, o Ceará foi o Estado do Nordeste a registrar maiores proporções de municípios atingidos pela seca (97,8%), seguido pelo Piauí (93,8%), Paraíba (91,9%) e Rio Grande do Norte (91,0%).  

Ainda de acordo com o estudo, nos anos de seca, 89,3% dos municípios brasileiros informaram terem sofrido perda ou redução da produção agrícola, enquanto 81,3% declararam terem tido prejuízos financeiros.  

Segundo um Relatório do Centro de Estudos e Pesquisas em Engenharia e Defesa Civil (Ceped), no período de 1995-2014, o total de danos materiais e prejuízos (públicos e privados) causados por desastres naturais derivados de eventos climáticos no Brasil foram estimados em R$ 100 bilhões. Deste total, cerca de 75% estão diretamente vinculados às estiagens e secas a afetarem frequentemente o Nordeste e as demais regiões do Brasil.  

No Nordeste, o valor total de danos e prejuízos públicos e privados, derivados de eventos climáticos, foi cerca de R$ 47 bilhões, no período 1995-2014. O valor inclui o total de prejuízos privados na agricultura, pecuária, indústria e serviços.  O Estado do Ceará ocupa o segundo lugar (22%) como um dos mais impactados e submetidos a maiores prejuízos na região, ficando atrás somente da Bahia (28,8%). 

Para mais informações, leia o artigo “Quanto custam as secas ao Brasil”: www.letrasambientais.com.br/posts/quanto-custam-as-secas-ao-brasil 

Capacidade institucional 

As ações mais comuns adotadas pelos municípios atingidos pela seca no Brasil, para evitar ou minimizar os danos causados pelo evento climático, são de caráter emergencial: a construção de poços (59,5%) e a distribuição regular de água, por meio de carros-pipa (58,1%).  

A pesquisa chama atenção para a falta de capacidade institucional dos municípios brasileiros para lidarem com o constante risco de ocorrência de secas. O panorama é crítico para os estados do Semiárido, incluindo o Ceará, com forte potencial para a ocorrência de seca, que pode tomar proporção de desastre natural, em um cenário socioeconômico e ambiental vulnerável.  

Os prejuízos decorrentes das secas podem ser minimizados, desde que se disponham de informações seguras, e em tempo hábil, para que seja feito um planejamento adequado, evitando que esses fenômenos climáticos tomem proporção de desastres naturais e aumentem a vulnerabilidade da população, dos governos e dos setores econômicos. 

Com relação às previsões climáticas para o próximo ano, no Semiárido brasileiro, os especialistas ainda não definiram quanto à ocorrência de El Niño ou La Niña, principais sistemas meteorológicos a influenciarem as condições climáticas na região. O Oceano Pacífico continua em condição de neutralidade e, somente em setembro deste ano, será feita uma previsão para a região. 

Mais informações: 

Lapis – www.lapismet.com.br

Letras Ambientais – www.letrasambientais.com.br

10:00 · 11.07.2018 / atualizado às 10:31 · 11.07.2018 por
O objetivo é levar pessoas a Unidades de Conservação para lazer, educação ambiental e conscientização Foto: Marcelino Júnior (Parque Nacional de Ubajara)

O Brasil é o país com a maior biodiversidade do Planeta, e cerca de 2.500 Unidades de Conservação (UCs) ajudam a proteger este patrimônio. Porém, com exceção de parques mais conhecidos, como os Parques Nacionais da Tijuca, Iguaçu, Chapada Diamantina, Chapada dos Guimarães e Fernando de Noronha, a maior parte é pouco frequentada pela população. A campanha “Um Dia no Parque” quer mudar esta realidade e levar os brasileiros para os parques nacionais, no dia 22 de julho.

Idealizada pela Rede Pró UC, em parceria com a Coalizão Pró-Unidades de Conservação, e inspirada pelo Park Day, dos Estados Unidos, quando americanos se dirigem aos parques para acampar, fazer trilhas, observar pássaros, estrelas e aproveitar os parques nacionais, a campanha “Um Dia no Parque” tem o objetivo de mostrar às pessoas que perto delas provavelmente há uma UC, e que ali é possível praticar diferentes atividades, tanto sozinho quanto em grupo.

“Queremos mostrar que o meio ambiente está mais perto do que as pessoas imaginam. Você não precisa viajar ao outro extremo do País para apreciar a natureza. Valorizar parques e reservas é reconhecer a importância das áreas verdes protegidas para nossas vidas”, afirma a bióloga da Fundação SOS Mata Atlântica, Erika Guimarães, especialista em parques e reservas.

Além de levar as pessoas às UCs para lazer, a campanha quer mostrar ao público a importância destas áreas para a qualidade de vida também nas cidades, já que são responsáveis por cerca de 35% da água consumida no Brasil.

Uma pesquisa realizada em 2014, pelo WWF-Brasil, mostrou que a riqueza natural do Brasil é o maior orgulho de 58% dos brasileiros. A mesma pesquisa mostrou que 80% considera que a natureza não está protegida.

A data foi escolhida por ser próxima ao aniversário do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc), a Lei que rege as UCs, criada em 2000. “Este é um projeto de longo prazo. Nosso objetivo é criar uma cultura de reconhecimento e valorização das Unidades de Conservação pela população brasileira”, afirma Angela Kuczach, diretora-executiva da Rede Pró UC.

A categoria “parques” foi a escolhida por ser a de mais fácil reconhecimento pela população, mas todas as categorias de Unidades de Conservação são contempladas na campanha.

“Envolver as comunidades locais, capacitá-las, mostrar novas perspectivas de turismo sustentável e de base comunitária em unidades de conservação, como fazemos no Sul da Bahia nos parques de Abrolhos, Pau Brasil e Monte Pascoal, é incentivar a conservação da natureza para a o bem-estar das pessoas”, detalha Mauricio Bianco, líder da Conservação Internacional (CI) no Brasil.

Potencial turístico

O Brasil tem um potencial turístico inexplorado. Um estudo publicado pelo Fórum Econômico Mundial, em 2017, mostrou que, em uma lista de 136 países, o Brasil é o primeiro em potencial de recursos. Porém, esta riqueza não é usada para atrair visitantes.

Os parques nacionais dos Estados Unidos, país em décimo lugar no mesmo item da lista, atraem anualmente cerca de 300 milhões de visitantes, arrecadam 17 bilhões de dólares e geram 306 mil empregos.

A Espanha, com uma população de 46,5 milhões, levou aos parques nacionais cerca de 15 milhões de visitantes. Já no Brasil, atraíram 10,7 milhões de visitantes em 2017.

“O incentivo ao ecoturismo beneficia tanto a população local, que tem a economia estimulada pelo fluxo de pessoas, com mais movimento na rede hoteleira, de alimentos e artesanato, entre outros, quanto os visitantes, com experiências enriquecedoras”, diz a coordenadora do Programa de Ciências do WWF-Brasil, Mariana Napolitano.

Coalizão Pró-Unidades de Conservação

A Coalizão  é um grupo de instituições que se propõe a congregar empresas e organizações da sociedade civil comprometidas com a valorização e a defesa das Unidades de Conservação da Natureza.

Fazem parte da Coalizão:

  • Rede Pró UC
  • Fundação SOS Mata Atlântica
  • Conservação Internacional (CI) Brasil
  • Fundação Grupo Boticário
  • Imaflora
  • Instituto Semeia
  • WWF-Brasil
  • The Nature Conservacy (TNC) Brasil
  • Imazon
09:00 · 30.06.2018 / atualizado às 18:38 · 29.06.2018 por
O objetivo é encontrar empreendedores e projetos para ajudar a resolver alguns dos maiores problemas ambientais do mundo Foto: Túlio Vidal

A Cervejaria Ambev quer encontrar ideias disruptivas que ajudem a resolver algumas das principais questões ambientais da atualidade. Para isso, lança sua aceleradora com foco em impulsionar propostas que contribuam para a construção de um mundo melhor em temas como emissão de carbono, agricultura sustentável, embalagem circular e água. A ideia é identificar soluções inovadoras de empreendedores, startups e acadêmicos.

A melhor proposta será pilotada junto à Cervejaria Ambev e competirá internacionalmente com propostas de outros países na aceleradora global do grupo AB Inbev. O vencedor terá a chance de fechar um contrato com a multinacional e apresentar sua ideia a fundos globais de investimento de alto impacto.

Além do vencedor, a Cervejaria Ambev também premiará outras propostas bem avaliadas com programas de treinamento e mentoria da liderança da companhia, para identificar e desenvolver o potencial das ideias e pessoas participantes, com possibilidade de futuras contratações.

Os interessados já podem fazer o cadastro em www.aceleradoraambev.com.br e aguardar os comunicados sobre as próximas etapas do programa.

“Nossa nova aceleradora cria oportunidades de identificar e apoiar projetos inovadores de pessoas e empresas também preocupadas em resolver os maiores problemas ambientais da atualidade. Isso está conectado ao nosso sonho de unir as pessoas por um mundo melhor”, comenta Rodrigo Figueiredo, vice-presidente de Sustentabilidade e Suprimentos da Cervejaria Ambev.

A aceleradora faz parte da Plataforma 100+, lançada recentemente pela companhia. A 100+ reúne ações de impacto positivo para além dos muros da cervejaria, que buscam construir um legado sustentável para a sociedade e o meio ambiente pelos próximos 100 anos e mais.

Recentemente, a Companhia lançou suas metas ambientais para serem atingidas até 2025, que estão alinhadas aos desafios das ideias propostas na plataforma:

  • Ações Climáticas: 100% da eletricidade comprada pela Cervejaria Ambev deve ser advinda de fontes renováveis. Além disso, a cervejaria vai reduzir em 25% as emissões de carbono ao longo de sua cadeia de valor.
  • Gestão de Água: melhorar de forma mensurável a disponibilidade e a qualidade da água para 100% das comunidades em áreas de alto estresse hídrico com as quais a cervejaria se relaciona.
  • Agricultura Inteligente: 100% dos agricultores parceiros da cervejaria devem estar treinados, conectados e com estrutura financeira para desenvolver um plantio cada vez mais sustentável.
  • Embalagem Circular: 100% dos produtos da Cervejaria Ambev devem estar em embalagens retornáveis ou que sejam majoritariamente feitas de conteúdo reciclado.

Mais informações:

Endereço eletrônico: www.aceleradoraambev.com.br
Quem pode participar: pessoas empreendedoras com sugestões inovadoras para problemas ambientais
Prazo para cadastro: 31 de agosto
Premiação: aceleração de projeto com potencial de concorrer junto a outros países a um contrato global com AB Inbev, além de apresentação a grupo de investidores globais de alto impacto

10:00 · 27.06.2018 / atualizado às 15:15 · 26.06.2018 por

Podem participar governos, organizações com fins lucrativos, organizações sem fins lucrativos e instituições de ensino, pesquisa e extensão

As inscrições para o Prêmio Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (Prêmio ODS Brasil) vão até do dia 29 de junho, próxima sexta-feira, e podem ser feitas, de forma gratuita, no portal ODS Brasil.

O prêmio está dividido em quatro categorias:

  • Governos
  • Organizações com fins lucrativos
  • Organizações sem fins lucrativos
  • Instituições de ensino, pesquisa e extensão

Cada entidade poderá inscrever até três práticas da sua categoria, devendo cada uma ser inscrita separadamente.

A prática somente poderá ter a sua inscrição efetivada na 1ª Edição do Prêmio ODS Brasil se: estiver em vigência há, pelo menos, 12 meses completados até 1º de maio de 2018; apresentar e comprovar o atendimento aos critérios previstos no regulamento; e apresentar o preenchimento correto de todos os campos do formulário e o comprovante de inscrição e de situação cadastral do CNPJ ativo.

O processo de seleção das práticas será realizado em três etapas:

  • Etapa I – Validação da documentação: a Secretaria-Executiva do Prêmio verificará a documentação e o enquadramento aos requisitos do item 6 do Regulamento do Prêmio
  • Etapa II – Pré-seleção: o Comitê Técnico avaliará as práticas validadas na etapa I. Nessa etapa serão pré-selecionadas até 40 práticas finalistas, sendo até 10 práticas por categoria do Prêmio
  • Etapa III – Seleção final: o Júri realizará, a partir do resultado da etapa II, a classificação final das práticas a serem premiadas

Premiação

As instituições responsáveis pelas práticas selecionadas em 1º, 2º e 3º lugares pelo Júri serão premiadas, simbolicamente, com o Prêmio ODS Brasil 2018 em cada categoria. Os demais classificados da etapa III receberão um diploma de menção honrosa.

Todas as instituições responsáveis pelas práticas qualificadas para a etapa II do Prêmio receberão certificado de participação. A cerimônia de premiação será realizada em Brasília, no mês de dezembro de 2018.

A iniciativa tem o propósito de estimular o envolvimento dos diversos segmentos da sociedade e de governo para o fomento de práticas que contribuam para as dimensões sociais, ambientais, econômicas e institucionais.

De responsabilidade da Secretaria de Governo da Presidência da República (Segov), o prêmio também tem o objetivo de constituir e alimentar um “banco de práticas” que servirá de referência para a implementação e a disseminação da Agenda 2030.

Agenda 2030

A Agenda 2030 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) faz parte de um Protocolo Internacional, assinado por 193 países, na Assembleia Geral das Organizações das Nações Unidas (ONU), em setembro de 2015, onde o governo brasileiro assumiu o compromisso de adotar um modelo de desenvolvimento sustentável, com metas a serem alcançadas até 2030.

Com o propósito de incluir o máximo de nações, foram definidos 17 Objetivos, 169 Metas e 232 Indicadores, a serem cumpridos até 2030. Entre os temas relevantes, estão: erradicação da pobreza, saúde, educação, trabalho decente, inovação, consumo sustentável, combate à mudança do clima, paz e parcerias.

No Portal ODS Brasil é possível preencher os formulários e ter acesso ao Regulamento do Prêmio.

Fonte: Ascom/MMA

10:00 · 19.06.2018 / atualizado às 21:01 · 18.06.2018 por

Por Robson Rodrigues

Os impactos causados pelas emissões de gases de efeito estufa são cada vez mais evidentes e apontam para uma crise ambiental em escala planetária sem precedentes. Com o provável esgotamento das reservas mundiais de combustíveis fósseis, as energias renováveis ​​ganham cada vez mais protagonismo no cenário mundial.

Neste contexto, a transição para uma matriz energética mais limpa representa um dos grandes desafios mundiais deste século para atender às metas do Acordo Climático de Paris e limitar a elevação da temperatura global a 1.5ºC.

Veja, neste vídeo, quais são os investimentos necessários para controlar as emissões, a velocidade do incremento das energias renováveis e a posição do Brasil no tabuleiro internacional de mudanças climáticas.

10:30 · 16.06.2018 / atualizado às 10:40 · 16.06.2018 por
O papel do ser humano é essencial para a redução dos efeitos negativos provocados pelo mau uso do solo Foto: Kid Júnior / Agência Diário

Em 17 de junho é celebrado o Dia Mundial de Combate à Desertificação, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para reflexão sobre os efeitos negativos e para pensar alternativas de mitigação deste fenômeno. Hoje, mais de 15% do território brasileiro está suscetível à desertificação, incluindo 100% do Ceará, parte dos outros estados do Nordeste, o norte de Minas Gerais e do Espírito Santo.

O Ceará é o segundo Estado do Nordeste com maior índice de área em processo de desertificação. O mais degradado é o Rio Grande do Norte (12,87%), seguido do Ceará (11,45%) e em terceiro, a Paraíba com 8,12%. Atualmente, as regiões mais atingidas são os Inhamuns, Médio Jaguaribe e parte do Centro-Norte, onde está localizado o município de Irauçuba e seus circunvizinhos.  Os dados são da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

Segundo a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), a degradação das terras pode ocorrer tanto por alterações climáticas como pelas atividades humanas, como explica a pesquisadora da  Funceme, Sônia Perdigão: “Aqui no Estado do Ceará observamos que a utilização inadequada dos solos contribuiu bastante para esse quadro atual”.

Projeto em Jaguaribe

Com expertise em pesquisas na área de solos e conhecimentos do território com utilização de geotecnologias, a Funceme realiza mapeamentos e diagnósticos na área. Executou e, atualmente, monitora um projeto piloto de recuperação de área degradada, implementado na localidade do Brum, no Município de Jaguaribe. Lá, a partir de técnicas de manejo e conservação do solo, uma área de cinco hectares vem ganhando nova vida com surgimento de espécies nativas.

“Conhecendo o solo pode-se planejar a sua utilização de forma adequada, considerando suas potencialidades e limitações”, reforça Sonia Perdigão, que integra o grupo de pesquisadores do Núcleo de Recursos Hídricos e Meio Ambiente da Funceme.

Entre as novas ações que irão colaborar para ampliar e atualizar as ações de mitigação e combate à desertificação, está o inédito Levantamento de Solos do Ceará, que vem sendo avaliado e validado pela equipe técnica da Funceme. O estudo, que abrange uma área de aproximadamente 92.600 km², cerca de 63% do Estado, está em andamento e sua conclusão está prevista para o início de 2019.

Fonte: Funceme

10:30 · 07.06.2018 / atualizado às 19:21 · 07.06.2018 por
O bem-estar das espécies marinhas, e do próprio ser humano, depende, também, do gerenciamento dos resíduos que produzimos Foto: Ruver Bandeira

Com palestra do velejador Amyr Klink, Fortaleza sedia a Segunda Semana do Mar (Semar), um dos maiores eventos já realizados no Nordeste para discutir o mar nas mais diversas vertentes. Esporte, meio ambiente, história, economia, segurança, ciência, comunicação e saúde estarão reunidas, de 9 a 12 de junho, no Iate Clube de Fortaleza. O tema principal deste ano será “Lixo Marinho“.

Para abertura da semana, será realizada uma limpeza de praia na manhã de sábado (9), que também contará com o apoio de 20 mergulhadores, organizados pela Operadora de Mergulho Mar do Ceará, que irão retirar os resíduos submersos próximo à orla da Praia de Iracema.

No domingo, haverá a regata em homenagem a “Batalha do Riachuelo”, com Banda de Música da Marinha do Brasil, que realizará a abertura das competições aquáticas, com a participação stand up, caiaque, vela e natação.

Palestras

Durante quatro dias, especialistas participam em mais de 20 palestras e 10 exposições, além de oficinas de mergulho com a Operadora Mar do Ceará, na piscina do Iate Clube. Uma mesa-redonda, composta das principais autoridades em questões marítimas e ambientais do Estado, será mediada pela jornalista Maristela Crispim.

Entre os temas das palestras, será discutido o combate ao lixo marinho, a conservação no manguezal, mergulho recreativo e profissional, esportes de vela, surf e stand up paddle como superação. Pesca fantasma, população de tubarões e naufrágios também serão abordados.
Com a Universidade Federal do Ceará (UFC), Secretaria do Meio Ambiente (Sema), Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Associação Brasileira do Lixo Marinho (ABLM), Colônia de Pescadores, Capitania dos Portos, Marinha do Brasil e a Operadora de Mergulho Mar do Ceará, será discutido, em mesa redonda, o tema “Fiscalização e Gestão dos Resíduos Sólidos Marinhos no Estado no Ceará”.

Haverá exposições de peças de antiguidade náuticas, venda de cristais resgatados do fundo do mar, estande da Prefeitura com doação de mudas, exposição de aquarismo, oficina de bonecos marinhos de pano, exposições, entre elas “Terra em Movimento: E o mar virou sertão”. O encerramento do evento contará com a participação especial do Coral da UFC.

A Segunda Semana do Mar é realizada por um coletivo de entidades independentes que operam, estudam ou produzem conhecimento no mar, e têm o apoio da Marinha do Brasil, UFC, Capitania dos Portos, Governo do Estado, Prefeitura de Fortaleza e Iate Clube de Fortaleza.

Amyr Klink

Velejador brasileiro, palestrante e escritor, Amyr Klink foi o primeiro navegador a atravessar o Atlântico Sul sozinho a remo. Cinco anos depois, viajou rumo à Antártida em um veleiro construído especificamente para a expedição. É, ainda, autor de vários livros e com mais de 2.500 palestras pelo mundo. A palestra será no sábado, às 17h30.

Mais informações:
II Semana do Mar (Semar)
Data: 9 a 12 de junho
Horário: 8h às 20h
Local: Iate Clube de Fortaleza – Avenida Abolição, 4813 – Mucuripe
Entrada gratuita (sugerimos a doação de 1 kg de alimento/dia para quem for participar das palestras)

09:00 · 05.06.2018 / atualizado às 20:28 · 04.06.2018 por
A poluição plástica é considerada uma das principais causas atuais de danos ao meio ambiente e à saúde Foto: Jorge Gamboa

Desde que foi instituído, em 1974, o Dia Mundial do Meio Ambiente se tornou a principal plataforma global para sensibilizar pessoas, organizações e países sobre a proteção da natureza.

Neste ano, com o tema #AcabeComAPoluiçãoPlástica, a data soma esforços à campanha #MaresLimpos da ONU Meio Ambiente para combater o lixo marinho e mobilizar todos os setores da sociedade global no enfrentamento deste problema, que, se não for solucionado, poderá resultar em mais plástico do que peixes nos oceanos até 2050.

A poluição plástica é considerada uma das principais causas atuais de danos ao meio ambiente e à saúde. Mesmo assim, os números da produção e descarte incorreto deste material não param de crescer. Mais plástico foi produzido na última década do que em todo o século passado. Por ano, são consumidas até 5 trilhões de sacolas plásticas em todo o Planeta.

Metade do plástico consumido pelos humanos é descartável (e evitável) e pelo menos 13 milhões de toneladas vão parar nos oceanos anualmente, prejudicando 600 espécies marinhas, das quais 15% estão ameaçadas de extinção.

Mais de 100 países já se uniram sob o slogan do Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano e se comprometeram com atividades, como mutirões de limpeza de praias e florestas, e anúncios de políticas públicas voltadas ao descarte e consumo responsável do plástico.

Para o diretor-executivo da ONU Meio Ambiente, Erik Solheim, este é um momento crucial para reverter a maré de poluição global. “Precisamos encontrar soluções melhores e mais rápidas do que nunca. Desistir não é uma opção para nós. Agora é a hora de agir juntos — independentemente da nossa idade — pelo bem do nosso planeta”, alertou.

No Brasil, a ONU Meio Ambiente promover e apoia uma série de ações durante toda a semana, entre os dias 4 e 11 de junho. Ontem, foi assinada a portaria que cria a Comissão Gestora do Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar, pelo ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte.

A Comissão, da qual a ONU Meio Ambiente fará parte, terá o prazo de um ano para concluir o Plano Nacional, o qual deverá ser elaborado com a participação de vários setores da sociedade por meio de consulta pública.

Hoje, Dia Mundial do Meio Ambiente, a agência e a National Geographic promoverão uma roda de conversa sobre a poluição plástica, a partir das 19h30, no Cubo Itaú, em São Paulo.

A enviada especial da NatGeo, Paulina Chamorro, irá comentar os dados e descobertas da edição internacional de maio da revista, cuja capa contendo a obra do designer mexicano Jorge Gamboa e o provocativo título “Planeta ou Plástico?” viralizou mundialmente. Fernanda Daltro, head campaigner da ONU Meio Ambiente, irá falar sobre a campanha Mares Limpos, lançada em 2017.

Hoje ainda, a ONU Meio Ambiente e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), por meio do Centro Sebrae de Sustentabilidade (CSS), lançarão o Portal de Ecoinovação (www.ecoinovação.com.br). A plataforma reunirá informações e conteúdos interativos, como infográficos, publicações e vídeos, para auxiliar o empreendedor brasileiro a embarcar no movimento global da sustentabilidade corporativa.

Nesta quarta-feira (6), no AquaRio, no Rio de Janeiro, serão anunciados os resultados do Desafio Mares Limpos 2017 com os Escoteiros do Brasil, em que mais de 3 mil escoteiros receberam insígnias Mares Limpos por terem reduzido seu consumo de plásticos descartáveis. Segundo os escoteiros, um dos maiores obstáculos encontrados foi a resistência das próprias famílias em abraçar novos hábitos.

Na ocasião, também serão anunciadas as medidas de redução do plástico descartável nas operações do Grupo Cataratas nos parques nacionais da Tijuca (RJ), Foz do Iguaçu (SC) e Fernando de Noronha (PE). Denise Hamú, representante da ONU Meio Ambiente no Brasil, fará a abertura da exposição “Dá para ser diferente”, em que três tanques do AquaRio terão plástico no lugar dos peixes para demonstrar a atual situação dos oceanos.

Na quinta-feira (7), a digital influencer e defensora #MaresLimpos, Fe Cortez, lançará a websérie “Mares Limpos” no canal do projeto “Menos 1 Lixo” no YouTube (www.youtube.com/menos1lixooficial). Serão dez capítulos, com dez minutos de duração cada, abordando o problema da poluição plástica de forma didática e dinâmica. A narrativa incluirá dados, descobertas e entrevistas com ativistas e cientistas do Brasil e do mundo, como o capitão Charles Moore, que descobriu a ilha de plástico do Pacífico.

Na sexta-feira (8), a ONU Meio Ambiente estará em Santa Catarina, onde as 11 cidades que compõem a Associação de Municípios da Foz do Rio Itajaí (AMFRI) irão aderir à campanha Mares Limpos, comprometendo-se a desenvolver e implementar um Plano Regional de Combate ao Lixo no Mar com foco no Rio Itajaí.

Na sexta-feira (8) e no sábado (9), a ONU Meio Ambiente promoverá, em parceria com a Fundação Amazonas Sustentável (FAS) e a Secretaria do Meio Ambiente do Governo do Estado do Amazonas (Sema), o seminário “Dos Rios Limpos e Mares Limpos com os ODS”, em Manaus.

Além de inserir a poluição dos rios interiores na agenda de debates sobre lixo marinho, o evento será palco do lançamento da iniciativa “Rios Limpos para Mares Limpos”. Como parte do objetivo global de promover o “maior clean up do mundo” neste período, a ONU Meio Ambiente também apoiará ações de limpeza de praias e rios durante toda a semana.

Outras atividades que integram as celebrações incluem: participação na mesa da audiência pública na Câmara Municipal de São Paulo sobre o consumo de canudos plásticos (5), participação na II Semana do Mar de Fortaleza (11), apresentação em painel na Semana de Meio Ambiente de Santos (7) e apoio à 7ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, em São Paulo.

#AcabeComAPoluiçãoPlástica

A ONU Meio Ambiente lançou o jogo global #AcabeComAPoluiçãoPlástica para incentivar uma mudança nos hábitos de consumo de plásticos descartáveis.

O desafio começou com influenciadores digitais e celebridades, como o ator Adrian Grenier, postando um vídeo ou foto nas suas redes sociais mostrando a mudança de comportamento que decidiram adotar e que troca algum item de plástico descartável por alternativas mais sustentáveis.

Nesse vídeo ou foto eles marcam três pessoas ou organizações, desafiando-as a mostrar a sua mudança nas próximas 24h para combater a poluição plástica e assim por diante, envolvendo cada vez mais pessoas ao redor do mundo.

É rápido e simples participar: decida qual mudança você vai adotar em seu dia a dia para acabar com a poluição plástica, tire uma selfie ou grave um vídeo mostrando sua nova escolha, marque três pessoas/organizações/empresas para desafiá-las e use as hashtags #AcabeComAPoluiçãoPlástica e #DiaMundialdoMeioAmbiente em seus posts. Lembre-se de mencionar a @ONUMeioAmbiente.

Fonte:

ONU Meio Ambiente / Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente