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Ministério quer proteger fauna ameaçada de extinção no Brasil

07:00 · 18.10.2011 / atualizado às 11:01 · 17.10.2011 por
No Brasil, a onça-pintada (Panthera onca), também conhecida como jaguar, está cada vez mais próxima da extinção porque seu modo de vida requer grandes extensões de território. É a única espécie do gênero Panthera encontrada nas Américas, sendo o terceiro maior felino do mundo após o tigre e o leão, e o maior do Hemisfério Ocidental Foto: Silvana Tarelho (24/06/2006)

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) vai intensificar ações para a redução da lista de espécies da fauna ameaçadas de extinção. Até 2014, anuncia ter planos de ação para a proteção de todas as espécies que correm risco de desaparecer.

“Esse é um dos compromissos assumidos pelo Brasil na COP 10, em Nagoya”, observou o secretário de Biodiversidade e Florestas, Bráulio Dias, na quinta-feira passada, quando participou do seminário Construção da Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas de Extinção, no Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Bráulio Dias estava se referindo à conferência das Nações Unidas na cidade japonesa de Nagoya, realizada no ano passado, com 193 países, para preservação do Planeta. O secretário citou que o País já avançou muito nas ações para a proteção da fauna “como a revisão periódica da lista e instalação de comitês de planejamento das iniciativas”, mas são ainda necessárias outras estratégias.

Entre as novas estratégias, Bráulio Dias citou a Aliança Brasileira para Extinção Zero, iniciativa do MMA “para a análise de lacunas entre os critérios usados para a criação de unidades de conservação”. Ele explicou que isso significa analisar a relação das áreas protegidas e os resultados de ações de conservação. O secretário ainda citou a necessidade de parcerias com o setor privado e com os governos estaduais.

“Pulamos de 2% pra 23% os planos de ação para proteção de espécies na atual lista de ameaçadas de extinção. Até o fim do ano chegaremos a 35% e até o fim do Governo Dilma vamos alcançar 100%”, disse Rômulo Mello, presidente do ICMBio.

O presidente do ICMBio comentou iniciativas do Governo Federal para a conservação das unidades de conservação como o Bolsa Verde, que paga por serviços ambientais a famílias de baixa renda, e a aliança que a ministra Izabella Teixeira firmou com o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloísio Mercadante, para estimular cada vez mais o conhecimento científico para a preservação do meio ambiente.

Fonte: MMA

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