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Categoria: Ações Socioambientais


09:33 · 23.08.2016 / atualizado às 20:39 · 22.08.2016 por

Uma planta que até pouco tempo atrás era usada somente como cerca viva para defesa de propriedades rurais começa a ganhar o status de alternativa forrageira para o gado e de uma arma poderosa que os agricultores familiares podem utilizar para recuperar áreas degradadas e em processo de desertificação no Semiárido brasileiro. A espécie em questão é a Opuntia dillenii, popularmente conhecida como Palma de Espinhos. Sem contar que ela ainda apresenta a vantagem genética de ser imune às pragas da Cochonilha do Carmim e de Carapaça.

Uma pesquisa realizada no sítio São Pedro, de propriedade do agricultor experimentador Valdir da Silva Souza, localizado no distrito de Catolé de Boa Vista, do município de Campina Grande (PB), entre agosto de 2015 a junho de 2016, demonstrou que, em um período de dez meses, a Palma de Espinhos, mesmo cultivada em um solo degradado e com as plantas submetidas a pouca chuvas, foi capaz de produzir 7.341,71 kg/ha de massa verde ou 5.873,87 kg de água/ha.

Nesse cenário, as plantações surgem como uma alternativa agricultável denominada de “roçados de espinhos”. Neles os agricultores familiares podem formar os açudes verdes, já que as plantas armazenam alto teor de água. No entanto, o que mais impressionou os pesquisadores foi a capacidade da Opuntia dillenii recuperar o solo de áreas degradadas e mesmo daquelas já submetidas a estágios severos de desertificação.

Dados preliminares apontam que o solo do terreno que serviu de base para a experiência apresentou significativa melhora de todos os indicadores de nutrientes e atividade biológica. Como plantar? No experimento científico a espécie foi cultivada em um espaçamento de 1.5 m x 0,5 m x 0,5 m, o terreno localizado entre as fileiras de plantas foi usado para produção de feno e cobertura morta, evitando-se a limpeza da área intercalada. (Com informações do Instituto Nacional do Semiárido (Insa).

09:00 · 24.08.2015 / atualizado às 22:04 · 22.08.2015 por

O Instituto Nacional do Semiárido (Insa), Unidade de Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), realiza na próxima quarta-feira (26/8), a partir das 14h, o Seminário “Envelhecimento ativo no Semiárido brasileiro: inclusão e qualidade de vida”. O Seminário, que irá ocorrer no auditório do Insa, em Campina Grande (PB), é uma parceria da Universidade Estadual da Paraíba (Uepb), por meio do programa Universidade Aberta à Maturidade (Uama), com o Insa, por intermédio do Programa Semiárido em Foco, e com a ONG Maturidade Cidadã.

O evento inicia um processo de reflexão e iniciativas no campo da formação, capacitação e articulação, que poderá subsidiar politicas públicas e ações da sociedade civil, tomando como referência a experiência da Uama. Além de difundir e socializar as ações e os resultados da Uama, o Seminário também pretende sensibilizar gestores, técnicos, pesquisadores e demais participantes para a importância de ampliar e fortalecer iniciativas na região semiárida para inclusão da pessoa idosa, especialmente por meio do estabelecimento de relações interinstitucionais.

Envelhecimento ativo

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre Índice de Envelhecimento, a composição etária da região semiárida é de 42 idosos (com 60 anos ou mais de idade) para cada grupo de 100 jovens (até 14 anos de idade). O Semiárido paraibano se destaca por apresentar a maior relação entre idosos e jovens (50 idosos para cada 100 jovens), e o Semiárido alagoano a menor relação (32 idosos para cada 100 jovens).

Observa-se que o idoso, depois da aposentadoria, geralmente com 65 anos ou mais, não deixa completamente suas atividades no campo, mas continuam ativos, desenvolvendo tarefas conforme permitem suas condições físicas. A Uama é um Programa Especial da Uepb voltado para o público idoso com o objetivo de proporcionar convivência e inclusão social, troca de experiências e formação de lideranças comunitárias, aprendizado, conhecimento e pesquisa, visando uma melhor qualidade de vida e o envelhecimento bem-sucedido.

O Programa iniciou em Campina Grande suas atividades voltadas à formação da pessoa idosa, com abrangência na região Agreste da Paraíba. Tem ampliado sua ação com vistas à educação para o envelhecimento ativo e saudável, estando em funcionamento nos municípios de Lagoa Seca (PB), localizado no Brejo Paraibano, e de Guarabira (PB), na Zona da Mata, tendo a probabilidade de expansão futura para outros estados, em particular de municípios da região semiárida brasileira. Diferentes intervenções dirigidas à pessoa idosa, em caráter interdisciplinar, podem contribuir para melhorar as condições de vida do idoso da região semiárida. O diálogo com instâncias governamentais e não governamentais que atuam na região é fundamental, com o intuito de estabelecer parcerias nesse processo.

08:00 · 23.08.2015 / atualizado às 20:47 · 22.08.2015 por

A Articulação do Semiárido (ASA) lançou uma carta em defesa da região. O documento é endossado pelo Fórum Cearense pela Vida no Semiárido e por centenas de outras entidades.  Destaca os avanços dos últimos anos mas faz críticas à postura governamental.

 

CARTA ABERTA

Por um Semiárido vivo com direito à água e Soberania Alimentar

Exma. Presidenta da República Federativa do Brasil

Sra. Dilma Rousseff

“A luta contra a miséria e a fome tem dupla dimensão: a emergencial e a estrutural. A articulação entre as duas dimensões é complexa e cheia de astúcias. Atuar no emergencial sem considerar o estrutural é contribuir para perpetuar a miséria. Propor o estrutural sem atuar no emergencial é praticar o cinismo de curto prazo em nome da filantropia de longo prazo”. (Betinho)

Nós, cidadãos e cidadãs, brasileiros e brasileiras, intelectuais, artistas, parlamentares e integrantes de movimentos sociais populares, do campo e da cidade, somos testemunhas dos muitos avanços vividos no Brasil nos últimos anos, que resultaram na redução de desigualdades sociais e econômicas.

A situação apontada pelo sociólogo Betinho em relação à seca de 1979 a 1983, onde quase um milhão de pessoas morreram de sede e de fome, em decorrência da falta de ação do Estado, é uma realidade distante. O Semiárido de hoje é reconhecido por sua beleza, resiliência, alta capacidade de inovação e produção de conhecimento e alimentos. Tudo isso graças à força do povo que vive nessa região, que com acesso a uma série de políticas públicas integradas, deu novo rumo à sua história.

Políticas como o Bolsa Família, o Crédito, o PAA, o PNAE, o Seguro Safra, o Bolsa Estiagem e o Água para Todos propiciaram nova condição de vida ao povo do Semiárido. O acesso à água contribuiu diretamente com a desconstrução da imagem de um Semiárido sem vida e sem capacidade produtiva. Atualmente, quase um milhão famílias têm água de qualidade para beber ao lado de casa, através das cisternas de placas; cerca de 120 mil famílias podem produzir de forma agroecológica, através das diversas

tecnologias de armazenamento de água para esse fim, a exemplo das cisternas-calçadão, barragens subterrâneas, barreiros-trincheiras, entre outras. Foi com a contribuição do Água para Todos que 40 milhões de pessoas saíram da miséria e da indigência.

E apesar de todas as conquistas, ainda há muito o que fazer. O Semiárido vive uma das maiores secas dos últimos 60 anos. Por essa razão, neste momento de crise nacional e internacional, ao fazermos escolhas Sra. Presidenta, é fundamental reconhecer a existência de grupos sociais historicamente penalizados, e assim, os necessários ajustes não devem recair sobre eles.

Queremos continuar assistindo à histórica redução das desigualdades que marcam o País. Não podemos parar, tampouco diminuir o ritmo dessas políticas, especialmente às responsáveis por garantir soberania alimentar.

Reforçamos nosso apelo à Vossa Excelência para que não deixe o ajuste fiscal paralisar ações que vêm mudando radicalmente a paisagem e as faces do Semiárido para melhor e que garantem vida digna ao seu povo.

Tenha certeza, Senhora Presidenta, estamos juntos nesta batalha de justiça e dignidade e não aceitaremos nada menos que a ampliação das políticas que transformam para sempre a vida das pessoas.

Fome e miséria nunca mais!!!

15 de agosto de 2015.

08:20 · 08.09.2014 / atualizado às 08:23 · 06.09.2014 por

Solenidade de abertura nesta segunda-feira de manhã e contará com a presença de representantes de entidades do setor e autoridades governamentais, entre elas o prefeito Fernando Haddad

 

O Congresso Mundial de Resíduos Sólidos ISWA 2014 será aberto hoje em São Paulo , às 9h30, com uma solenidade da qual vão participar o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad; o secretário do Meio Ambiente do estado de São Paulo, Rubens Naman Rizek Júnior; e o secretário de recursos hídricos e ambiente urbano do Ministério das Cidades, Ney Maranhão, além de outras autoridades e representantes de entidades do setor.

 

Anfitrião do evento, David Newman, presidente da ISWA – Internacional Solid Waste Association, fará a palestra magna sobre o tema Gestão Sustentável de Resíduos para Garantir um Futuro Saudável, durante a qual divulgará dados inéditos sobre investimentos globais em projetos de gestão de resíduos sólidos.  Na sequência, Antonis Mavropoulos, do Comitê Técnico-Científico da ISWA, falará sobre Inspirações para Inovar o Atual Sistema de Gestão de Resíduos.

 

Principal evento técnico em âmbito global para discutir práticas, tendências, soluções e desafios do setor de gestão de resíduos sólidos, o Congresso Mundial de Resíduos Sólidos ISWA 2014, que acontece de 8 a 11 de setembro no Sheraton World Trade Center, em São Paulo, deverá reunir mais de 800 participantes de 70 países. Organizado pela ISWA, em parceria com a ABRELPE – Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, esta é a primeira vez em que o evento é promovido no Brasil.

 

Na edição de 2013, realizada na cidade de Viena, na Áustria, o Congresso concluiu pela necessidade de um “Plano Marshall” para obtenção de recursos e resolução de problemas na gestão de resíduos em âmbito global. As ações iniciadas e os avanços para desenvolver esse plano serão apresentados durante o ISWA 2014.

 

Além das sessões técnicas, que vão abranger cerca de 200 apresentações, o evento propiciará aos participantes a chance de visitar algumas das principais plantas de gestão de resíduos do País, como a recém-inaugurada Central de Separação Automática de resíduos da cidade de São Paulo, unidades de tratamento de resíduos perigosos e um dos maiores aterros sanitários do mundo.

 

Como parte da programação do Congresso ISWA 2014, será realizado o Fórum Global da IPLA – Programa das Nações Unidas para Gestão de Resíduos junto a Autoridades Locais, encontro realizado pela UNCRD – Comissão das Nações Unidas para Desenvolvimento Regional. Lançada em 2009, a IPLA tem como missão promover o aperfeiçoamento da gestão de resíduos junto aos municípios.

 

O Fórum Global acontecerá como uma Sessão Especial do Congresso ISWA 2014 e buscará discutir os temas mais atuais e promissores para o estabelecimento de uma gestão integrada e sustentável de resíduos sólidos nas cidades.

 

10:23 · 18.04.2014 / atualizado às 10:28 · 18.04.2014 por
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O Projeto “Encontros Socioambientais com Lenine – Música e Sustentabilidade numa só nota”, patrocinado pela Petrobras, tem como objetivo ampliar a conscientização sobre cidadania e o conhecimento de práticas e tecnologias sustentáveis, além de promover a troca de experiências e informações entre os projetos visitados. Em continuidade à ação, que conta com a visita de Lenine a projetos apoiados pela companhia em 12 Estados, o cantor e compositor estará em Chaval (CE), hoje (18); e em Jericoacoara (CE), amanhã (19).

Hoje pela manhã, o músico conhece o trabalho realizado pelo Projeto Pesca Solidária, criado em 2010 para a conservação do estuário dos rios Timonha e Ubatuba, na divisa do litoral do Piauí e Ceará. A visita acontece no projeto, localizado em Porto do Mosquito, em Chaval, com café da manhã com a presença da comunidade pesqueira das cidades de Cajueiro da Praia, Chaval e Barroquinha, onde atua o projeto.

Em seguida haverá um passeio pelo estuário dos rios Timonha e Ubatuba para acompanhar uma pesca artesanal e uma despesca dos currais de peixes. À noite, o artista fará uma apresentação gratuita e aberta ao público, na praça central de Jericoacoara.

Lenine é colaborador de instituições no Brasil e no exterior que defendem causas sociais e ambientais. A afinidade do músico com o tema marca presença em diversas composições de sua autoria. Até junho, o músico percorrerá projetos ambientais, sociais e esportivos educacionais distribuídos por 12 Estados das cinco regiões geográficas do País. A estimativa é de que mais de 24 mil pessoas diretamente, e 640 mil indiretamente, sejam alcançadas, estimulando as comunidades a participar dos projetos existentes e a construir novos projetos com potencial de promover transformações sociais e ambientais.

O patrocínio ao projeto “Encontros Socioambientais com Lenine” está alinhado ao eixo estratégico Mobilização para Temas e Causas do Programa Petrobras Socioambiental: http://sites.petrobras.com.br/socioambiental/. Por meio do programa, a companhia investirá R$ 1,5 bilhão até 2018, em projetos com foco nas linhas de atuação: Produção Inclusiva e Sustentável, Biodiversidade  e Sociodiversidade, Direitos da Criança e do Adolescente, Florestas e Clima, Educação, Água e Esporte.

O objetivo do programa é potencializar a contribuição da Petrobras para o desenvolvimento sustentável e a promoção de direitos, com investimentos em práticas em todo país voltadas para um ambiente ecologicamente equilibrado.

Patrocínio da Petrobras no Ceará

A Petrobras patrocina seis projetos ambientais, sociais e de esportes educacionais no Estado. Os projetos incluídos na agenda desta semana são:

Pesca Solidária – Criado em 2010 para a conservação do estuário dos rios Timonha e Ubatuba na divisa do litoral do Piauí e Ceará.

Esporte e Educação Essa é a Nossa Praia – Projeto de esporte e educação, realizado pelo Instituto de Capacitação e Integração da Família, com patrocínio da Petrobras, na cidade de Paracuru (CE).

De Olho na Água – Projeto que possui três diretrizes: planejamento e gestão ambiental, desenvolvimento econômico sustentável e mudança de atitude. Já beneficiou diretamente, 1.500 moradores de comunidades de Ponta Grossa, Requenguela, Barrinha, Retiro Grande e Córrego do Sal. Indiretamente, 18 mil pessoas da região participaram de suas atividades.

Esporte e Educação Essa é a Nossa Praia – Democratizar o acesso da população jovem ao esporte e ao mundo digital, no município de Paracuru (CE) é o objetivo principal do projeto Esporte e educação: essa é a nossa praia. Os jovens participantes aprenderão a praticar surf, sandboard, vôlei de praia e futebol de areia. Além das aulas de esporte, serão ministradas aulas de comunicação digital.

Projeto Cacto – Iniciativa da Organização Não Governamental Fábrica de Imagens, oferece cursos voltados para jovens que tenham entre 16 e 29 anos e estejam cursando a partir do 9º ano do Ensino Fundamental ou tenham concluído o Ensino Médio na rede pública de ensino.

Jogos de Aprender – O projeto Jogos de Aprender, iniciativa da Associação Recreativa e Esportiva para Crianças e Adolescentes (Arca) que pretende desenvolver relação de atividades esportivas com conteúdos abordados nas disciplinas de matemática e português, para crianças e jovens matriculados no sistema público de ensino

No Clima da Caatinga – É um dos projetos da Associação Caatinga para conservação do bioma. O objetivo principal do Projeto No Clima da Caatinga é impactar positivamente na diminuição dos efeitos do aquecimento global através da conservação da Caatinga, no sertão de Crateús (CE).

Fonte: Petrobras