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Categoria: Adversidades Climáticas


13:21 · 06.02.2014 / atualizado às 13:36 · 06.02.2014 por
O projeto envolve a participação de agricultores experimentadores, entidades e parceiros locais Foto: Alex Pimentel
O projeto envolve a participação de agricultores experimentadores, entidades e parceiros locais Foto: Agência Diário / Alex Pimentel

Aproximadamente 100 agricultores familiares do Semiárido brasileiro serão os beneficiados diretamente por projeto do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), em parceria com a Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA Brasil).

Em cada Estado, o projeto envolve a participação de agricultores experimentadores, entidades e parceiros locais e é constituído por várias etapas, dentre as quais já ocorreram a formação dos técnicos que atuarão nos territórios e a caracterização histórica das experiências desenvolvidas pelas famílias em suas propriedades.

Esta etapa implicou no mapeamento das estratégias utilizadas pelas famílias que vivem na região para a convivência concreta com eventos extremos, como é o caso das longas estiagens.

O próximo passo do projeto será aplicar um conjunto de indicadores de avaliação de sustentabilidade dos agroecossistemas, para diagnosticar as estratégias mais viáveis que têm possibilitado que estes agricultores resistam e/ou se recuperem dos impactos dos eventos ambientais extremos.

Dentre os atributos de avaliação de sustentabilidade a serem utilizados, estão: produtividade, autonomia, resiliência, gestão, adaptabilidade, estabilidade e equidade.

Oficina de Trabalho

No período de 11 a 14 de fevereiro será realizada, em Campina Grande (PB), a 3ª Oficina de Trabalho com os pesquisadores envolvidos na execução do projeto nos diferentes Estados do Semiárido.

O objetivo será discutir o processo metodológico de sensibilização e caracterização qualitativa dos agroecossistemas realizadas nos territórios, restituir as experiências do projeto e planejar as próximas ações.

A metodologia utilizada no projeto se diferencia por priorizar a pesquisa participativa, ou seja, construir conhecimentos com base no diálogo e nas experiências implementadas nas comunidades com as famílias envolvidas com práticas de transição agroecológica.

A Oficina irá discutir como se deu o processo de apropriação da pesquisa pelos agricultores experimentadores no que se refere à sensibilização dos conceitos e ferramentas metodológicas propostas. A construção coletiva da pesquisa privilegia a interação dinâmica e multidimensional na construção dos conhecimentos.

Os estudos socioeconômicos e ecológicos nas unidades agrofamiliares, realizados nos nove Estados do Semiárido brasileiro, permitirão, no fim do projeto, a sistematização das estratégias agrícolas e sociais utilizadas pelos agricultores para a convivência com os longos períodos de estiagens.

Fonte: Insa