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Categoria: Agricultura Orgânica


14:50 · 20.05.2014 / atualizado às 14:50 · 20.05.2014 por

 

III Encontro Nacional de Agroecologia (ENA) terminou nesta segunda-feira (19), em Juazeiro (BA), com a presença de duas mil pessoas, sendo 70% dos participantes agricultores. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) promoveu, no encontro, dois espaços de diálogo com a sociedade, um para discutir a sociobiodiversidade e outro para promover o edital Ecoforte extrativista, do Fundo Amazônia, no valor de R$ 7 milhões, que será lançado em breve.

“Este ENA teve o diferencial da participação numerosa de povos e comunidades tradicionais e povos indígenas”, destacou a diretora do Departamento de Extrativismo do MMA, Larisa Gaivizzo. Segundo ela, houve, no encontro, o reconhecimento dos territórios protegidos – Unidades de Conservação (UCs) – como locais de conservação, de conhecimento e de práticas ecológicas de manejo dos recursos naturais. “O MMA e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) têm papel importante na definição desse papel nas UC”, disse.

A coordenadora de Juventude do MMA, Marccella Berte, participou da Plenária das Juventudes. “Jovens das universidades e do campo trocaram sonhos e ampliaram a vontade de pautar seus desafios no encontro e na construção de políticas publicas”, salientou, lembrando que cresce a cada edição do ENA o interesse dos jovens pela Agroecologia. Neste ano, foram 13 tendas com atividades funcionando ao mesmo tempo.

O mote do III ENA foi “por que interessa à sociedade apoiar a agroecologia?”. Entre as questões discutidas, estavam a mudança no padrão de produção agrícola, a luta contra o uso e a venda indiscriminada de agrotóxicos, a importância das “sementes crioulas”, chamadas também de “sementes da diversidade” em contraponto às sementes transgênicas e o não fechamento das escolas no campo.

Incentivo

Por meio do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo), criado em 2012 pelo governo federal, as políticas públicas começaram a incentivar a produção orgânica. O Planapo envolve dez ministérios e tem o objetivo de ampliar e efetivar ações para orientar o Desenvolvimento Rural Sustentável.

Representantes do governo e da sociedade civil, entre eles movimentos sociais do campo e da floresta, compõem a Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Cnapo), um grupo de trabalho que debate as ações e estratégias para executar o Planapo.

2014 é o Ano Internacional da Agricultura Familiar, instituído pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), e o Ano do Brasil orgânico e sustentável, definido pelo governo federal para promover produtos da agricultura familiar brasileira durante a Copa do Mundo Fifa no Brasil.

Fonte: MMA

 

08:12 · 15.05.2014 / atualizado às 08:12 · 15.05.2014 por
O III ENA, que começa amanhã e vai até 19 de maio, debate uma agricultura que cuida da terra, alimenta a saúde e cultiva o futuro Foto: Honório Barbosa / Agência Diário
O III ENA, que começa amanhã e vai até 19 de maio, debate uma agricultura que cuida da terra, alimenta a saúde e cultiva o futuro Foto: Honório Barbosa / Agência Diário

O III Encontro Nacional de Agroecologia (III ENA) será realizado de 16 e 19 de maio de 2014, em Juazeiro (BA), com o lema “Cuidar da Terra, Alimentar a Saúde, Cultivar o Futuro”. São esperadas aproximadamente 2 mil pessoas de todo o País, dentre elas 70% agricultoras e agricultores, e diversos segmentos da sociedade.

O evento organizado pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), com a participação de diversas entidades que compõe esta rede, além de movimentos sociais do campo, da saúde, da economia solidária e do feminismo, é o resultado de um processo de mapeamento e visita a experiências concretas por meio de Caravanas Agroecológicas e Culturais, que começaram em 2013.

Programa

O centro do III ENA será a “Feira de Saberes e Sabores”, espaço aberto aos moradores de Juazeiro e região, com produtos agroecológicos da agricultura familiar e das populações tradicionais de todo o País.

Lugar ideal para a troca de mercadorias, para conversa e amizade, e sobretudo ambiente propício à troca de conhecimento, a Feira será instalada na Universidade Federal do Vale São Francisco (Univasf) e vai narrar também a diversidade das práticas agroecológicas a partir dos territórios por onde passaram as Caravanas e a interlocução das diversas práticas com as políticas públicas existentes – e que garantem ou deveriam garantir a ampliação da produção de alimentos agroecológicos.

Estão previstas, ainda, palestras com intelectuais brasileiros e estrangeiros, e um grande show na noite de sábado. A programação vai ajudar a responder: “por que interessa à sociedade apoiar a agroecologia?”. Os diversos seminários temáticos ajudarão a compreender o emaranhado de relações entre a produção de alimentos e o cotidiano de toda a população.

Estão em pauta temas como o acesso universal e livre às sementes em contraposição aos transgênicos; agrotóxicos, contaminação e saúde; reforma agrária e direitos territoriais; acesso à mercados locais e institucionais; agricultura nas cidades e ainda os direitos das mulheres e à comunicação.

É esperada para o fim do evento a entrega aos representantes do governo uma carta política sobre as discussões nas atividades e demandas do movimento agroeocológico.

Caravanas agroecológicas e culturais

Para a ANA, as experiências concretas dos agricultores são fundamentais e é por meio delas que se encontra caminhos para a produção de alimentos saudáveis e sem agrotóxicos, a partir da agricultura familiar, que fortalece as redes locais da economia e se importa com a igualdade de gêneros e a vida do trabalhador e do consumidor.

É por causa deste método de trabalho que as Caravanas Agroecológicas e Culturais ganharam centralidade no processo de mobilização do III Encontro Nacional de Agroecologia entre 2013 e 2014.

Planejadas pela ANA com organizações locais, foram pelo menos 12 territórios visitados em todo o País, envolvendo mais de 2,5 mil pessoas. Divididas por rotas, as visitas às experiências promoveram uma troca de saberes intensa entre os agricultores, técnicos, estudantes, gestores públicos, dentre outros.

As variadas experiências mostraram a capacidade da Agroecologia de promover o desenvolvimento dos territórios e o bem-estar da população. Também evidenciaram que há uma série de projetos oposto aos princípios postulados pela Agroecologia disputando os territórios, como é o caso do perímetro irrigado a ser implantado na Chapada do Apodi (RN-CE), o crescimento da mineração na Zona da Mata (MG), as hidrelétricas previstas para o Rio Tapajós, em Santarém (PA) e o uso intenso de agrotóxicos no Mato Grosso, inclusive na região de Cáceres.

Assim como em todo o País, entre outros projetos que impossibilitam a existência da agricultura familiar agroecológica. As atividades garantiram um panorama de realidades muito distintas e que traduzem, em sua diversidade o que é agroecologia. Foi documentada a agricultura no modo de vida na beira dos rios na Amazônia, os mercados de alimentos orgânicos na região Sul e as lutas pela terra no Tocantins e em tantos territórios que ainda sofrem com a dívida histórica da reforma agrária.

Saiba mais:

III ENCONTRO NACIONAL DE AGROECOLOGIA

16 a 19 de maio

Campus da Universidade Federal do Vale São Francisco (Univasf)

Juazeiro, Bahia

Outras informações: www.agroecologia.org.br

Fonte: ASA Brasil

20:56 · 25.03.2014 / atualizado às 20:56 · 25.03.2014 por
Em parceria com BNDES, edital do Programa Ecoforte conta com recursos de R$ 25 milhões e vai beneficiar 30 propostas Foto: Cid Barbosa / Agência Diário
Em parceria com BNDES, edital do Programa Ecoforte conta com recursos de R$ 25 milhões e vai beneficiar 30 propostas Foto: Cid Barbosa / Agência Diário

Até o dia 16 de maio estão abertas as inscrições para o edital do Programa de Fortalecimento e Ampliação das Redes de Agroecologia, Extrativismo e Produção Orgânica (Ecoforte). O programa é voltado para redes de cooperativas e associações que atuam com Agricultura Orgânica e extrativismo de forma sustentável e vai selecionar 30 projetos em todo o País.

O programa vai destinar, nesta primeira etapa, R$ 25 milhões em investimentos sociais, em uma parceria da Fundação Banco do Brasil (FBB) com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os recursos devem beneficiar cerca de 20 mil famílias de assentados da reforma agrária, agricultores familiares, indígenas, povos e comunidades tradicionais.

A expectativa é diversificar e ampliar a capacidade produtiva, intensificar as práticas de manejo sustentável de produtos da sociobiodiversidade e de sistemas produtivos orgânicos e de base agroecológica. O Ecoforte prevê a comercialização dos produtos das redes, cooperativas e associações de pequenos produtores e, assim, aumentar a renda familiar dos participantes, possibilitando a inclusão socioprodutiva deste público.

Podem participar da seleção pública associações sem fins lucrativos, fundações de direito privado ou cooperativas, na condição de representante de rede de agroecologia, que existam há pelo menos três anos e que apresentem projeto no valor de até R$ 1,25 milhão, com prazo máximo de 24 meses para a execução da proposta.

O edital do Ecoforte foi lançado no dia 14 passado, no Palácio do Planalto, em evento que teve a participação do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, do presidente da Fundação Banco do Brasil, José Caetano Minchillo; do assessor da presidência do BNDES, Francisco Oliveira; de integrantes da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, membros do Comitê Gestor do Ecoforte e representantes do governo e da sociedade civil. A cerimônia fez parte da 6ª reunião ordinária da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO).

De acordo com o presidente da Fundação Banco do Brasil, José Caetano Minchillo, o programa Ecoforte busca a articulação entre os parceiros para o fortalecimento de redes, cooperativas e organizações socioprodutivas de agroecologia. “Com o carimbo do Ecoforte iremos agregar mais investimentos sociais, como por exemplo, do Fundo Amazônia, para incentivar o agroextrativismo na região Norte”.

Nilton Fábio Alves Lopes é representante do Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas e esteve no lançamento. Segundo ele, o programa potencializa as experiências em agroecologia. “O Ecoforte vem reforçar os trabalhos que fazemos em nossa região, em agroecologia. Lá temos várias iniciativas, algumas inclusive apoiadas pela Fundação Banco do Brasil, como o  Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais), e essas tecnologias sociais fortalecem as alternativas das comunidades no desenvolvimento da agroecologia. Nós vamos participar da seleção e estamos apostando na articulação que desenvolvemos e na disposição do acesso do direito dos povos e comunidades tradicionais com foco em agroecologia”.

Planapo

O Programa Ecoforte integra o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo), do governo federal que visa ampliar a produção e o consumo de alimentos orgânicos e agroecológicos no Brasil. Além da Fundação Banco do Brasil, participam do programa o Banco do Brasil, o BNDES, a Secretaria-Geral da Presidência da República; o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA); Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa); Ministério do Meio Ambiente (MMA); Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS); Ministério do Trabalho e Emprego (MTE); a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab); e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Dênis Monteiro, Secretário Executivo da Articulação Nacional de Agroecologia, aponta a importância da soma de esforços para estimular a agroecologia. “Ter o Ecoforte alinhado às ações do Planapo fortalece o objetivo de efetivação do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, que é um dos nossos principais desafios. O plano tem um conjunto de ações muito importante. Se as iniciativas realmente chegarem aos agricultores e às agricultoras que estão vivendo nas comunidades, a gente vai conseguir atingir os objetivos de aumentar a escala de produção agroecológica e diversificar a produção”, destacou.

As organizações interessadas na seleção podem participar, no dia 27 de março, de uma oficina de capacitação que vai esclarecer dúvidas sobre o edital e fornecer orientações que ajudem na elaboração dos projetos.

O edital do Ecoforte está aberto até o dia 16 de maio de 2014 e pode ser consultado no site da Fundação Banco do Brasil, www.fbb.org.br

Fonte: FBB / MMA

13:37 · 04.02.2014 / atualizado às 13:43 · 04.02.2014 por
Edital prevê destinação de R$ 15 milhões Foto: Agência Diário / Waleska Santiago
Edital prevê destinação de R$ 15 milhões Foto: Agência Diário / Waleska Santiago

Povos e comunidades tradicionais beneficiários em Unidades de Conservação (Ucs) – reserva extrativista, reserva de desenvolvimento sustentável, área de proteção ambiental ou floresta nacional – podem participar da Chamada Pública do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para apoio à agricultura familiar.

O edital prevê a destinação de R$ 15 milhões para fortalecimento de cooperativas e associações de produtores rurais de base familiar, formalmente constituídas, por meio de investimentos em estruturação de circuitos locais e regionais de produção, beneficiamento, processamento, armazenamento e comercialização.

Se destina ao fortalecimento social e econômico de organizações produtivas rurais de base familiar que operem a Política de Garantia de Preço Mínimo dos Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio) ou forneçam alimentos para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) ou o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Serão priorizados projetos das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, além de povos e comunidades tradicionais, quilombolas, indígenas e mulheres.

Os apoios serão dados em valores de até R$ 70 mil para projetos que fortaleçam sistemas de produção orgânica ou de base agroecológica, apresentados por organizações com atuação comprovada nessas áreas, e para proponentes cujos projetos beneficiem exclusivamente mulheres, respeitado o limite máximo de R$ 2.800 por beneficiário direto do projeto; e de até R$ 50 mil para os demais projetos, respeitado o limite máximo de R$ 2.000 por beneficiário direto do projeto.

Os recursos deverão ser aplicados em máquinas, móveis, materiais permanentes e veículos novos; construção, adequação e reparo em imóveis; equipamentos de irrigação, proteção individual e informática; embalagens, rótulos e outros materiais utilizados na etapa de comercialização; serviços técnicos especializados relacionados à atividade produtiva das organizações proponentes; e outros itens.

As inscrições poderão ser realizadas de 17 de fevereiro a 31 de março, período em que o formulário de inscrição será disponibilizado para download no sítio da Conab. O edital está disponível aqui.

Fonte: ICMBio

14:13 · 16.01.2014 / atualizado às 14:13 · 16.01.2014 por
Os produtos orgânicos devem ter padrão de oferta aos mercados de bares, hotéis, restaurantes e no varejo Foto: Agência Diário / Kid Júnior
Os produtos orgânicos devem ter padrão de oferta aos mercados de bares, hotéis, restaurantes e no varejo Foto: Agência Diário / Kid Júnior

Sessenta empreendimentos da agricultura familiar irão participar da Campanha Brasil Orgânico e Sustentável. As inscrições podem ser feitas até o próximo dia 26, no site do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS). Para os agricultores familiares essa é uma oportunidade de promover seus produtos, uma vez que, com a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, o Brasil terá grande atenção.

O diretor do Departamento de Geração de Renda e Agregação de Valor da Secretaria da Agricultura Familiar do MDA, Nilton Pinho de Bem, explica que as cooperativas que fazem parte da campanha são apoiadas pelo Ministério por meio de políticas públicas como o Programa de Ater Mais Gestão (para gestão de cooperativas) e os programas de compras públicas da agricultura familiar. “A campanha é uma excelente oportunidade para apoiar as cooperativas na comercialização e promoção de vendas de seus produtos”, disse.

Serão montados estandes em várias cidades sedes da Copa. Cada estande contará com a participação de seis empreendimentos da agricultura familiar representando seus produtos. Os empreendimentos selecionados participarão dos quiosques durante sete dias em cada cidade, entre os dias 11 a 27 de junho de 2014, dependendo da cidade sede.

Campanha

A campanha Brasil Orgânico e Sustentável consiste em inserir os produtos orgânicos, da agricultura familiar, em pontos de degustação, canais de venda direta, participação em eventos de projeção nacional e internacional, sempre com a marca Brasil Orgânico e Sustentável. Esses produtos estarão presentes também nos eventos esportivos e nos demais eventos paralelos à realização dos jogos da Copa do Mundo de 2014.

O projeto é uma iniciativa do Governo Federal, por meio do MDS, Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Ministério do Esporte (ME), em parceria com a Agência de Cooperação Alemã (GIZ) e Associação Brasil Orgânico e Sustentável (Abrasos).

Seleção

Os empreendimentos interessados devem possuir um ou mais dos seguintes selos: Selo de Identificação da Participação da Agricultura Familiar (Sipaf); Produto Orgânico do Brasil; Comércio Justo; Identificação Geográfica; Maior percentual de sócios inscritos no Cadastro Único para programas sociais do Governo Federal; ou acessar o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

Deverão possuir, também, produtos com padrão de oferta aos mercados de bares, hotéis, restaurantes e no varejo, além de ter interesse em inserir e / ou ampliar a oferta de seus produtos nesses setores.

Cada empreendimento deverá preencher integralmente o questionário de seleção no site do MDS que deverá ser enviado até às 23h59 do dia 26 de janeiro para Audrei dos Santos Soares no seguinte e-mail: audrei.soares@mds.gov.br. Qualquer dúvida entrar em contato pelo telefone: (61) 2030-1119.

Fonte: MDS

09:50 · 23.10.2013 / atualizado às 10:43 · 23.10.2013 por
O agricultor Zito dos Milagres receberá uma das visitas Foto: Divulgação / Jackson Angell
O agricultor Zito dos Milagres receberá uma das visitas Foto: Divulgação / Jackson Angell

O governo federal lançou, no último dia 17, o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica – Brasil Agroecológico, com a meta de atender a 75 mil famílias, por meio de assistência técnica voltada à produção orgânica, e apoiar 50 mil agricultores para que consigam a certificação de produtores orgânicos.

Ele envolve dez ministérios e tem como objetivo articular as políticas e ações de incentivo ao cultivo de alimentos orgânicos com base agroecológica. Segundo o governo, inicialmente, serão investidos R$ 8,8 bilhões em três anos. A maior parte dos recursos, R$ 7 bilhões, será do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Plano Agrícola e Pecuário.

Ainda em meio à euforia de ver esse plano sair do papel, após mais de um ano de discussões, estão acontecendo, em todo o País, uma série de visitas a territórios ricos em experiências de agroecologia. Aqui, a Caravana Agroecológica e Cultural da Chapada do Apodi começa hoje e vai até o sábado, reunindo aproximadamente 200 pessoas, entre representantes de comunidades tradicionais, agricultores, pesquisadores e lideranças dos movimentos sociais do campo, organizações e redes da sociedade civil do Nordeste e de outras regiões do Brasil.

Intercambio de experiências

O objetivo é promover o intercâmbio de experiências da agricultura familiar de base agroecológica , fortalecer as redes locais de agroecologia e a resistência da Chapada do Apodi, que abrange os Estados do Rio Grande do Norte e Ceará, uma preparação para o III Encontro Nacional de Agroecologia (ENA), previsto para o primeiro semestre de 2014, em Juazeiro (BA).

Após a abertura, em Mossoró, os participantes da Caravana seguirão em rotas percorrendo diversos municípios do Estado do Rio Grande do Norte e do Ceará, dentre os quais estão: Açu (RN); Olho d’Água do Borges e Campo Grande (RN); Tibau , Grossos, Mossoró (RN), com a experiência da Rede Xique-Xique, e Limoeiro do Norte (CE); para conhecer experiências de agricultura irrigada, bioágua, economia solidária e o perímetro irrigado Jaguaribe-Apodi, passando também pelos assentamentos rurais para conhecer o desenvolvimento agroecológico da região de Apodi (RN).

No último dia de encontro, será realizado um ato público para denunciar o modelo do projeto de Perímetro Irrigado de Santa Cruz do Apodi, proposto pelo Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs). Segundo os trabalhadores rurais, a obra pretende desapropriar mais de 13 mil hectares de terras da Chapada do Apodi em benefício do agronegócio, afetando mais de 800 famílias que vivem e produzem de forma agroecológica, ameaçando a autonomia da agricultura camponesa no território.

“Para nós, essa caravana vem contribuir muito para troca de conhecimentos sobre a agricultura familiar e também dar força para nossas lutas, pelas nossas terras e pelo direito de viver e plantar nelas”, diz Francisca Antônia de Lima, agricultora do P.A Laje do Meio, um dos locais que será visitado.

Sobre os preparatórios para a Caravana, Agnaldo Fernandes, secretário do Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais de Apodi, diz: “estamos construindo de forma coletiva e com muito cuidado para que a gente possa ter um encontro de trocas de conhecimento que venha a favorecer a agroecologia em nossa região”.

A Caravana é uma realização da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Apodi, Comissão Pastoral da Terra (CPT), Marcha Mundial das Mulheres (MMM), Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Central Única dos Trabalhadores (CUT), entre outras redes e organizações do Ceará e Rio Grande do Norte.

Programação

23/10

Abertura em Mossoró

19h – “Terra” – Cia Escarcéu de Teatro

19h30 – Mesa de Abertura no Centro de Treinamento Seminário Santa Teresinha

Noite Cultural

24/10 – Rotas 1

7h

Rota Padre Pedro Neefs: Mossoró – Ipanguaçu

Rota Ronaldo Valença: Mossoró – Olho d’água dos Borges – Campo Grande

Rota Romana Barros Mossoró – Tibau – Grossos – Mossoró (Rede Xique-Xique)

Rota Zé Maria do Tomé: Mossoró – Limoeiro do Norte – Baixo Jaguaribe

19h – Noite Cultural

25/10 – Rotas 2

7h

Rota Padre Pedro Neefs: Apodi – Carpina – Baixa Fechada – Barragem de Santa Cruz

Rota Ronaldo Valença: Apodi – PA Milagres – PA Lage do Meio

Rota Romana Barros: Apodi – PA Moacir Lucena – Agrovila Palmares – Lajedo de Soledade.

Rota Zé Maria do Tomé: Limoeiro do Norte – Caatingueirinha – Oziel Alves

Rota Margarida Alves: Apodi – P.A Sítio do Góis – PA Tabuleiro Grande

16h – Encontro das Rotas no Acampamento Edivan Pinto (Apodi)

19h – Feira Agroecológica e Cultural

26/10

8h – Ato de solidariedade à Chapada do Apodi

Avaliação da Caravana e Mística de encerramento– Auditório do STTR

Outras Informações:

Blog da caravana: www.caravanaagroecologicaapodi.wordpress.com

10:57 · 12.06.2013 / atualizado às 10:57 · 12.06.2013 por
A produção com baixa emissão de carbono será discutida por especialistas de cada bioma brasileiro Foto: Rodrigo Carvalho / Agência Diário
A produção com baixa emissão de carbono será discutida por especialistas de cada bioma brasileiro Foto: Rodrigo Carvalho / Agência Diário

O seminário “Caminhos para uma Agricultura Familiar sob Bases Ecológicas: produzindo com Baixa Emissão de Carbono” será realizado amanhã e depois (13 e 14), em Brasília. O  objetivo, segundo o diretor executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Paulo Moutinho, é promover um diálogo qualificado sobre os caminhos da produção familiar de baixa emissão de carbono.

O evento é organizado pelo Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia (Ipam), com o apoio da Secretaria de Agricultura Familiar (SAF) e o Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (Nead), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), assim como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

O seminário contará com painéis dedicados à discussão da produção familiar, em diferentes biomas brasileiras, com a participação de especialistas de cada região. Partindo da discussão sobre “O Estado Atual das Mudanças Climáticas no Brasil e “Mudança Climática e Agricultura”, palestras a serem proferidas por Paulo Moutinho e Eduardo Assad, da Embrapa, o seminário pretende produzir subsídios à construção de estratégias regionais e nacional para a redução de emissões de carbono na agricultura familiar e sua adaptação às mudanças do clima.

Serviço

Seminário “Caminhos para uma Agricultura Familiar sob bases Ecológicas: Produzindo com Baixa Emissão de Carbono”

Data/horário: 13/06 – 9h às 18h30 – 14/06 – 9h às 13h

Local: Auditório do Incra (Brasília) – Setor Bancário Norte (SBN), Q. 1 bl. D – Ed. Palácio do Desenvolvimento, 11º andar

Inscrições gratuitas e limitadas

(interessados devem enviar email para anaiza@ipam.org.br)

Programação

Dia 13/06/2013

10h às 10h50 – Mesa de abertura

Carlos Guedes – Presidente do Incra

Valter Bianchini – Secretário da Agricultura Familiar / MDA

Juliana Simões – DPCD / Secex / MMA

Representante da Embrapa

Paulo Moutinho – Diretor Executivo do Ipam

10h50 às 11h30 – Palestras iniciais

O Estado atual das Mudanças Climáticas no Brasil – Paulo Moutinho – Ipam

Mudança Climática e Agricultura – Eduardo Assad – Embrapa

11h30 às 11h45 – Discussão

11h45 – Painel 1 – Produção Familiar de Baixo Carbono no Bioma Amazônia

Mediador: Andrea Azevedo – Ipam

Palestrantes:

Francisco de Assis Costa – UFPA / Naea

Judson Valentim – Embrapa Acre

Debatedores:

Cássio Pereira – Ipam

Luciano Mattos – Embrapa Cerrados

12h55 – Discussão

13h15 – Almoço

14h30 – Painel 2 – Produção Familiar de Baixo Carbono no Bioma Mata Atlântica

Mediador: Roberto Nascimento – Diretor Nead / MDA

Palestrantes:

Vanderley Porfirio da Silva – Embrapa Florestas

Paulo Kageyama – USP/Esalq

Debatedores:

Sonia Bergamasco – Unicamp / Feagri

Rui Rocha – Instituto Floresta Viva / Imazon

15h40 – Discussão

16h – Intervalo

16h10 – Painel 3 – Produção Familiar de Baixo Carbono no Bioma Pantanal e Pampa

Mediador: Representante do Incra

Palestrante:

Carolina Joana da Silva – Unemat

Enio Sosinski – Embrapa Clima Temperado

Debatedores:

Solange Ikeda – Instituto Gaia / Unemat

Nilton Pinho do Bem – SAF / MDA

17h20 – Discussão

17h40 – Encerramento do dia / Coquetel

Dia 14/06/2013

10h- Painel 4 – Produção Familiar de Baixo Carbono no Bioma Cerrado

Mediador: Cassio Trovatto – MDA / SAF

Palestrantes:

Rafael Tonucci – Embrapa Caprinos e Ovinos

Thomas Ludewigs – CDS / UnB

Debatedores:

Jorge Artur – Ecoideias

Andrew Miccolis – Instituto Sálvia / Rede Cerrado

11h10 – Discussão

11h30 – Intervalo

11h45h – Painel 5 – Produção Familiar de Baixo Carbono no Bioma Caatinga

Mediador: Representante MDA

Palestrantes:

Stéphanie Nasuti – CDS – UnB / Rede Clima

Rodrigo Azevedo – Unilab

Debatedores:

Francisco Campello – Diretoria de Combate á Desertificação / MMA

Giovanne Xenofonte – ONG Caatinga

12h40 – Discussão

13h – Encerramento

Fonte: Ipam

18:17 · 31.03.2013 / atualizado às 18:18 · 31.03.2013 por
Os alimentos da agricultura familiar serão mais valorizados ainda a partir de 2014 Foto: Kid Júnior

A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou 2014 como o Ano Internacional da Agricultura Familiar (AIAF 2014). O objetivo é sensibilizar governos e sociedades sobre a importância e a contribuição da agricultura familiar para a segurança alimentar e a produção de alimentos. A informação foi divulgada no último Boletim de Agricultura Familiar da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).

Segundo o chefe de Políticas da FAO, Salomon Salcedo, o setor é um dos pilares da segurança alimentar regional: “80% das propriedades na América Latina e no Caribe fazem parte da agricultura familiar. O setor gera cerca de 70% do emprego agrícola na região”, afirmou.

Para organizar as suas atividades do Ano, foi criado o Comitê Mundial de Acompanhamento do AIAF 2014, com a participação de 12 Estados-Membros, além de representantes de agências da ONU, do Fórum Mundial Rural, da União Europeia, de organizações de produtores e do setor privado.

Segundo a FAO, considerando apenas os países do Mercosul, o setor emprega diretamente cerca de 10 milhões de pessoas. Ele também é fundamental em termo de produção: no Brasil, é responsável por 38% da produção agrícola; 30% no Uruguai; 25% no Chile; 20% no Paraguai e 19% na Argentina.

Entretanto, houve um declínio acentuado nos gastos públicos em agricultura nos países em desenvolvimento, particularmente na América Latina e no Caribe. Nesta região, os gastos públicos totais em agricultura caíram de 6,9% em 1980 para 1,9% em 2007. Esta relação é de fato a mais baixa entre todos os países em desenvolvimento e contrasta com figuras como o Leste da Ásia e o Pacífico (6,5%), além do Sul da Ásia (4,9%).

Salcedo ressaltou que os governos devem proporcionar um ambiente favorável para que os produtores aumentem seu investimento e produção no setor, combinando a antiga sabedoria dos agricultores familiares com a evolução tecnológica moderna.

Fonte: ONU

22:05 · 19.05.2012 / atualizado às 22:05 · 19.05.2012 por

Brasília. O governo prepara uma política nacional de agroecologia e produção orgânica para ampliar para 300 mil, até 2014, o número de famílias envolvidas na produção de produtos agroecológicos, além de incentivar o consumo desses produtos pela população. Essas ações foram discutidas ontem no evento Diálogo Governo e Sociedade Civil.

Para alcançar a meta, uma das ações previstas para ampliar a quantidade de famílias empregadas na produção de orgânicos, estimada atualmente em 200 mil, é a implantação de projetos agroecológicos em assentamentos de reforma agrária.

Está previsto também o aumento da distribuição de sementes, qualificação dos produtores e da assistência técnica. A política busca ainda passar de 2% para 15% a participação de produtos orgânicos nas compras governamentais, também até 2014.

Romeu Leite, presidente da Câmara Temática Nacional de Agricultura Orgânica, que é formada por governo e organizações da sociedade civil, citou a ampliação da pesquisa e o registro legal de insumos que substituem os agrotóxicos como lacunas que precisam ser preenchidas pela política.

“É irrisório o que se investe no Brasil em pesquisa nessa linha limpa. Para reduzir o uso de agrotóxicos, é preciso que haja insumos. E, nesse sentido, têm insumos usados há décadas dentro da orgânica que agora foram tornados ilegais porque precisa de registro, embora sejam são de baixo impacto. É preciso que haja agilidade nessa questão do registro”, disse.

Ao apresentar as linhas gerais da política, o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Paulo Cabral, também assinalou a disposição do governo de disponibilizar linhas de crédito diferenciadas para a agricultura orgânica, além de ampliar a pesquisa no setor com o objetivo de aumentar o número de registros de insumos regulamentados para a agricultura orgânica.

Gilson Alceu Bittencourt, da Secretaria-Geral da Presidência da República, defendeu que as medidas busquem também baratear a produção, tornando os produtos orgânicos acessíveis a toda a população. “Se por um lado precisamos ampliar a oferta de produtos, por outro precisamos ampliar o acesso. Não adianta ser uma produção orgânica para uma minoria”, constatou.

O Diálogo Governo e Sociedade Civil é organizado em parceria entre a Secretaria-Geral da Presidência da República e o MMA.

Fonte: Agência Brasil