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Categoria: Agroecologia


10:00 · 03.01.2017 / atualizado às 10:11 · 03.01.2017 por
As Tecnologias Sociais aliam conhecimento popular e acadêmico, com participação da comunidade usuária no desenvolvimento e implementação Foto: Fabiane de Paula / Agência Diário
As Tecnologias Sociais aliam conhecimento popular e acadêmico, com participação da comunidade usuária no desenvolvimento e implementação Foto: Fabiane de Paula / Agência Diário

O Banco de Tecnologias Sociais (BTS) da Fundação Banco do Brasil (FBB) reúne 850 experiências, capazes de gerar efetiva transformação social e de resolver os mais diversos problemas sociais nas áreas de alimentação, educação, energia, habitação, meio ambiente, recursos hídricos, renda e saúde. Estas Tecnologias Sociais (TS)  foram certificadas em oito edições do Prêmio Fundação Banco do Brasil e estão prontas para serem reaplicadas.

Para facilitar a implementação, oito propostas vencedoras, finalistas e certificadas foram manualizadas, com as noções e diretrizes relativas à implementação das técnicas. Elas foram sistematizadas com o intuito de orientar os seus reaplicadores, tendo por base outras experiências bem sucedidas. A proposta consiste em disponibilizar a técnica a interessados nessas metodologias para a solução de problemas .

As Tecnologias Sociais aliam conhecimento popular e acadêmico, com participação da comunidade usuária no desenvolvimento e implementação, gerando resultados comprovados na resolução de seus problemas.  No contexto de atuação da Fundação BB, as TS focam eminentemente a solução de problemas das comunidades menos favorecidas da população brasileira.

A manualização contou com a colaboração das entidades responsáveis pela certificação de cada Tecnologia Social, explicando, em detalhes, como envolver a comunidade, implementar a técnica e promover eventuais adequações às especificidades locais.

Os manuais podem ser acessados nos links abaixo
Agrofloresta baseada na estrutura, dinâmica e biodiversidade florestal
Metodologia do PIC (Projeto de Inclusão Comunitária)
PRV como Base Tecnológica para Produção de Leite Agroecológica
Água Limpa – Desafio para o desenvolvimento consciente e sustentável
Ensino Médio com Intermediação Tecnológica: Inovação na Educação Básica da Bahia
Fossa Ecológica-TEvap
Horta Comunitária – Inclusão Social e Produtiva

Fonte:

Fundação Banco do Brasil

19:29 · 16.12.2016 / atualizado às 19:29 · 16.12.2016 por
Associados emprestam para plantar e depois devolvem, permitindo a manutenção dos costumes locais e da biodiversidade
Associados emprestam para plantar e depois devolvem, permitindo a manutenção dos costumes locais e da biodiversidade

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Uma rede comunitária de intercâmbio de sementes foi implantada em 12 municípios dos Territórios de Sobral e Vales do Curu e Aracatiaçu, no Ceará. O objetivo é garantir a segurança alimentar de agricultores familiares, por meio da prática agroecológica. O projeto envolve cerca de mil pessoas, em 49 comunidades.

A iniciativa da Cáritas Diocesana de Sobral é uma das selecionadas via edital no Programa Ecoforte e conta com o investimento social de R$ 1,1 milhão da Fundação Banco do Brasil e do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O projeto implantou 20 Casas de Sementes e Mudas e reestruturou outras 15. As casas emprestam as sementes crioulas – utilizadas tradicionalmente pelos antepassados – para os associados.

Eles cultivam hortaliças, plantas medicinais e mandioca, entre outros vegetais. Após o crescimento inicial, devolvem as sementes para a casa comunitária, de forma que fique garantida a manutenção do acervo para o uso coletivo.

Segundo o coordenador do projeto, Erivan Camelo, as casas de intercâmbio ajudam a manter a biodiversidade dos vegetais ao mesmo tempo em que tornam os agricultores familiares independentes das grandes indústrias de sementes.

“É um movimento de resgate e continuidade da vida, movimento contra-hegemônico das corporações atuais. Preservando as sementes, eles estão preservando a cultura camponesa, a alimentação diversificada e a farmácia viva”, diz.

Em regime de mutirão, as famílias também formaram dez roçados comunitários agroecológicos, onde cultivam hortaliças, milho, feijão, melancia, jerimum, plantas nativas, e plantas forrageiras, que são recuperadoras do solo e servem de alimento para os animais.

A fim de garantir a irrigação nos períodos de estiagem, foram implantadas dez cisternas para captação e armazenamento de água da chuva.

O projeto vai contar, ainda, com seis unidades comunitárias de criação de galinha caipira, previstas para iniciar em dezembro. As unidades ficarão sob a responsabilidade de grupos de mulheres, com cerca de 80 participantes.

Os agricultores familiares já realizaram visita a iniciativa similar, em Ouricuri (PE), e participaram de dois encontros de intercâmbio com as doze cidades envolvidas. Nessas oportunidades eles trocam conhecimentos e experiências a fim de aprimorar as práticas de manejo das sementes e do solo.

A escolha das soluções foi baseada em um diagnóstico sobre a necessidade das comunidades, segundo a coordenadora do projeto Maria Erlândia Gomes Pereira.

O diagnóstico foi realizado com o envolvimento de associações de moradores e sindicatos locais. Os municípios abrangidos são Bela Cruz, Forquilha, Frecheirinha, Irauçuba, Marco, Massapê, Morrinhos, Santana do Acaraú, Sobral, Itapipoca, Trairi e Tururu.

14:50 · 20.05.2014 / atualizado às 14:50 · 20.05.2014 por

 

III Encontro Nacional de Agroecologia (ENA) terminou nesta segunda-feira (19), em Juazeiro (BA), com a presença de duas mil pessoas, sendo 70% dos participantes agricultores. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) promoveu, no encontro, dois espaços de diálogo com a sociedade, um para discutir a sociobiodiversidade e outro para promover o edital Ecoforte extrativista, do Fundo Amazônia, no valor de R$ 7 milhões, que será lançado em breve.

“Este ENA teve o diferencial da participação numerosa de povos e comunidades tradicionais e povos indígenas”, destacou a diretora do Departamento de Extrativismo do MMA, Larisa Gaivizzo. Segundo ela, houve, no encontro, o reconhecimento dos territórios protegidos – Unidades de Conservação (UCs) – como locais de conservação, de conhecimento e de práticas ecológicas de manejo dos recursos naturais. “O MMA e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) têm papel importante na definição desse papel nas UC”, disse.

A coordenadora de Juventude do MMA, Marccella Berte, participou da Plenária das Juventudes. “Jovens das universidades e do campo trocaram sonhos e ampliaram a vontade de pautar seus desafios no encontro e na construção de políticas publicas”, salientou, lembrando que cresce a cada edição do ENA o interesse dos jovens pela Agroecologia. Neste ano, foram 13 tendas com atividades funcionando ao mesmo tempo.

O mote do III ENA foi “por que interessa à sociedade apoiar a agroecologia?”. Entre as questões discutidas, estavam a mudança no padrão de produção agrícola, a luta contra o uso e a venda indiscriminada de agrotóxicos, a importância das “sementes crioulas”, chamadas também de “sementes da diversidade” em contraponto às sementes transgênicas e o não fechamento das escolas no campo.

Incentivo

Por meio do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo), criado em 2012 pelo governo federal, as políticas públicas começaram a incentivar a produção orgânica. O Planapo envolve dez ministérios e tem o objetivo de ampliar e efetivar ações para orientar o Desenvolvimento Rural Sustentável.

Representantes do governo e da sociedade civil, entre eles movimentos sociais do campo e da floresta, compõem a Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Cnapo), um grupo de trabalho que debate as ações e estratégias para executar o Planapo.

2014 é o Ano Internacional da Agricultura Familiar, instituído pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), e o Ano do Brasil orgânico e sustentável, definido pelo governo federal para promover produtos da agricultura familiar brasileira durante a Copa do Mundo Fifa no Brasil.

Fonte: MMA

 

08:12 · 15.05.2014 / atualizado às 08:12 · 15.05.2014 por
O III ENA, que começa amanhã e vai até 19 de maio, debate uma agricultura que cuida da terra, alimenta a saúde e cultiva o futuro Foto: Honório Barbosa / Agência Diário
O III ENA, que começa amanhã e vai até 19 de maio, debate uma agricultura que cuida da terra, alimenta a saúde e cultiva o futuro Foto: Honório Barbosa / Agência Diário

O III Encontro Nacional de Agroecologia (III ENA) será realizado de 16 e 19 de maio de 2014, em Juazeiro (BA), com o lema “Cuidar da Terra, Alimentar a Saúde, Cultivar o Futuro”. São esperadas aproximadamente 2 mil pessoas de todo o País, dentre elas 70% agricultoras e agricultores, e diversos segmentos da sociedade.

O evento organizado pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), com a participação de diversas entidades que compõe esta rede, além de movimentos sociais do campo, da saúde, da economia solidária e do feminismo, é o resultado de um processo de mapeamento e visita a experiências concretas por meio de Caravanas Agroecológicas e Culturais, que começaram em 2013.

Programa

O centro do III ENA será a “Feira de Saberes e Sabores”, espaço aberto aos moradores de Juazeiro e região, com produtos agroecológicos da agricultura familiar e das populações tradicionais de todo o País.

Lugar ideal para a troca de mercadorias, para conversa e amizade, e sobretudo ambiente propício à troca de conhecimento, a Feira será instalada na Universidade Federal do Vale São Francisco (Univasf) e vai narrar também a diversidade das práticas agroecológicas a partir dos territórios por onde passaram as Caravanas e a interlocução das diversas práticas com as políticas públicas existentes – e que garantem ou deveriam garantir a ampliação da produção de alimentos agroecológicos.

Estão previstas, ainda, palestras com intelectuais brasileiros e estrangeiros, e um grande show na noite de sábado. A programação vai ajudar a responder: “por que interessa à sociedade apoiar a agroecologia?”. Os diversos seminários temáticos ajudarão a compreender o emaranhado de relações entre a produção de alimentos e o cotidiano de toda a população.

Estão em pauta temas como o acesso universal e livre às sementes em contraposição aos transgênicos; agrotóxicos, contaminação e saúde; reforma agrária e direitos territoriais; acesso à mercados locais e institucionais; agricultura nas cidades e ainda os direitos das mulheres e à comunicação.

É esperada para o fim do evento a entrega aos representantes do governo uma carta política sobre as discussões nas atividades e demandas do movimento agroeocológico.

Caravanas agroecológicas e culturais

Para a ANA, as experiências concretas dos agricultores são fundamentais e é por meio delas que se encontra caminhos para a produção de alimentos saudáveis e sem agrotóxicos, a partir da agricultura familiar, que fortalece as redes locais da economia e se importa com a igualdade de gêneros e a vida do trabalhador e do consumidor.

É por causa deste método de trabalho que as Caravanas Agroecológicas e Culturais ganharam centralidade no processo de mobilização do III Encontro Nacional de Agroecologia entre 2013 e 2014.

Planejadas pela ANA com organizações locais, foram pelo menos 12 territórios visitados em todo o País, envolvendo mais de 2,5 mil pessoas. Divididas por rotas, as visitas às experiências promoveram uma troca de saberes intensa entre os agricultores, técnicos, estudantes, gestores públicos, dentre outros.

As variadas experiências mostraram a capacidade da Agroecologia de promover o desenvolvimento dos territórios e o bem-estar da população. Também evidenciaram que há uma série de projetos oposto aos princípios postulados pela Agroecologia disputando os territórios, como é o caso do perímetro irrigado a ser implantado na Chapada do Apodi (RN-CE), o crescimento da mineração na Zona da Mata (MG), as hidrelétricas previstas para o Rio Tapajós, em Santarém (PA) e o uso intenso de agrotóxicos no Mato Grosso, inclusive na região de Cáceres.

Assim como em todo o País, entre outros projetos que impossibilitam a existência da agricultura familiar agroecológica. As atividades garantiram um panorama de realidades muito distintas e que traduzem, em sua diversidade o que é agroecologia. Foi documentada a agricultura no modo de vida na beira dos rios na Amazônia, os mercados de alimentos orgânicos na região Sul e as lutas pela terra no Tocantins e em tantos territórios que ainda sofrem com a dívida histórica da reforma agrária.

Saiba mais:

III ENCONTRO NACIONAL DE AGROECOLOGIA

16 a 19 de maio

Campus da Universidade Federal do Vale São Francisco (Univasf)

Juazeiro, Bahia

Outras informações: www.agroecologia.org.br

Fonte: ASA Brasil

20:56 · 25.03.2014 / atualizado às 20:56 · 25.03.2014 por
Em parceria com BNDES, edital do Programa Ecoforte conta com recursos de R$ 25 milhões e vai beneficiar 30 propostas Foto: Cid Barbosa / Agência Diário
Em parceria com BNDES, edital do Programa Ecoforte conta com recursos de R$ 25 milhões e vai beneficiar 30 propostas Foto: Cid Barbosa / Agência Diário

Até o dia 16 de maio estão abertas as inscrições para o edital do Programa de Fortalecimento e Ampliação das Redes de Agroecologia, Extrativismo e Produção Orgânica (Ecoforte). O programa é voltado para redes de cooperativas e associações que atuam com Agricultura Orgânica e extrativismo de forma sustentável e vai selecionar 30 projetos em todo o País.

O programa vai destinar, nesta primeira etapa, R$ 25 milhões em investimentos sociais, em uma parceria da Fundação Banco do Brasil (FBB) com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os recursos devem beneficiar cerca de 20 mil famílias de assentados da reforma agrária, agricultores familiares, indígenas, povos e comunidades tradicionais.

A expectativa é diversificar e ampliar a capacidade produtiva, intensificar as práticas de manejo sustentável de produtos da sociobiodiversidade e de sistemas produtivos orgânicos e de base agroecológica. O Ecoforte prevê a comercialização dos produtos das redes, cooperativas e associações de pequenos produtores e, assim, aumentar a renda familiar dos participantes, possibilitando a inclusão socioprodutiva deste público.

Podem participar da seleção pública associações sem fins lucrativos, fundações de direito privado ou cooperativas, na condição de representante de rede de agroecologia, que existam há pelo menos três anos e que apresentem projeto no valor de até R$ 1,25 milhão, com prazo máximo de 24 meses para a execução da proposta.

O edital do Ecoforte foi lançado no dia 14 passado, no Palácio do Planalto, em evento que teve a participação do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, do presidente da Fundação Banco do Brasil, José Caetano Minchillo; do assessor da presidência do BNDES, Francisco Oliveira; de integrantes da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, membros do Comitê Gestor do Ecoforte e representantes do governo e da sociedade civil. A cerimônia fez parte da 6ª reunião ordinária da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO).

De acordo com o presidente da Fundação Banco do Brasil, José Caetano Minchillo, o programa Ecoforte busca a articulação entre os parceiros para o fortalecimento de redes, cooperativas e organizações socioprodutivas de agroecologia. “Com o carimbo do Ecoforte iremos agregar mais investimentos sociais, como por exemplo, do Fundo Amazônia, para incentivar o agroextrativismo na região Norte”.

Nilton Fábio Alves Lopes é representante do Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas e esteve no lançamento. Segundo ele, o programa potencializa as experiências em agroecologia. “O Ecoforte vem reforçar os trabalhos que fazemos em nossa região, em agroecologia. Lá temos várias iniciativas, algumas inclusive apoiadas pela Fundação Banco do Brasil, como o  Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais), e essas tecnologias sociais fortalecem as alternativas das comunidades no desenvolvimento da agroecologia. Nós vamos participar da seleção e estamos apostando na articulação que desenvolvemos e na disposição do acesso do direito dos povos e comunidades tradicionais com foco em agroecologia”.

Planapo

O Programa Ecoforte integra o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo), do governo federal que visa ampliar a produção e o consumo de alimentos orgânicos e agroecológicos no Brasil. Além da Fundação Banco do Brasil, participam do programa o Banco do Brasil, o BNDES, a Secretaria-Geral da Presidência da República; o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA); Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa); Ministério do Meio Ambiente (MMA); Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS); Ministério do Trabalho e Emprego (MTE); a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab); e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Dênis Monteiro, Secretário Executivo da Articulação Nacional de Agroecologia, aponta a importância da soma de esforços para estimular a agroecologia. “Ter o Ecoforte alinhado às ações do Planapo fortalece o objetivo de efetivação do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, que é um dos nossos principais desafios. O plano tem um conjunto de ações muito importante. Se as iniciativas realmente chegarem aos agricultores e às agricultoras que estão vivendo nas comunidades, a gente vai conseguir atingir os objetivos de aumentar a escala de produção agroecológica e diversificar a produção”, destacou.

As organizações interessadas na seleção podem participar, no dia 27 de março, de uma oficina de capacitação que vai esclarecer dúvidas sobre o edital e fornecer orientações que ajudem na elaboração dos projetos.

O edital do Ecoforte está aberto até o dia 16 de maio de 2014 e pode ser consultado no site da Fundação Banco do Brasil, www.fbb.org.br

Fonte: FBB / MMA

14:13 · 16.01.2014 / atualizado às 14:13 · 16.01.2014 por
Os produtos orgânicos devem ter padrão de oferta aos mercados de bares, hotéis, restaurantes e no varejo Foto: Agência Diário / Kid Júnior
Os produtos orgânicos devem ter padrão de oferta aos mercados de bares, hotéis, restaurantes e no varejo Foto: Agência Diário / Kid Júnior

Sessenta empreendimentos da agricultura familiar irão participar da Campanha Brasil Orgânico e Sustentável. As inscrições podem ser feitas até o próximo dia 26, no site do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS). Para os agricultores familiares essa é uma oportunidade de promover seus produtos, uma vez que, com a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, o Brasil terá grande atenção.

O diretor do Departamento de Geração de Renda e Agregação de Valor da Secretaria da Agricultura Familiar do MDA, Nilton Pinho de Bem, explica que as cooperativas que fazem parte da campanha são apoiadas pelo Ministério por meio de políticas públicas como o Programa de Ater Mais Gestão (para gestão de cooperativas) e os programas de compras públicas da agricultura familiar. “A campanha é uma excelente oportunidade para apoiar as cooperativas na comercialização e promoção de vendas de seus produtos”, disse.

Serão montados estandes em várias cidades sedes da Copa. Cada estande contará com a participação de seis empreendimentos da agricultura familiar representando seus produtos. Os empreendimentos selecionados participarão dos quiosques durante sete dias em cada cidade, entre os dias 11 a 27 de junho de 2014, dependendo da cidade sede.

Campanha

A campanha Brasil Orgânico e Sustentável consiste em inserir os produtos orgânicos, da agricultura familiar, em pontos de degustação, canais de venda direta, participação em eventos de projeção nacional e internacional, sempre com a marca Brasil Orgânico e Sustentável. Esses produtos estarão presentes também nos eventos esportivos e nos demais eventos paralelos à realização dos jogos da Copa do Mundo de 2014.

O projeto é uma iniciativa do Governo Federal, por meio do MDS, Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Ministério do Esporte (ME), em parceria com a Agência de Cooperação Alemã (GIZ) e Associação Brasil Orgânico e Sustentável (Abrasos).

Seleção

Os empreendimentos interessados devem possuir um ou mais dos seguintes selos: Selo de Identificação da Participação da Agricultura Familiar (Sipaf); Produto Orgânico do Brasil; Comércio Justo; Identificação Geográfica; Maior percentual de sócios inscritos no Cadastro Único para programas sociais do Governo Federal; ou acessar o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

Deverão possuir, também, produtos com padrão de oferta aos mercados de bares, hotéis, restaurantes e no varejo, além de ter interesse em inserir e / ou ampliar a oferta de seus produtos nesses setores.

Cada empreendimento deverá preencher integralmente o questionário de seleção no site do MDS que deverá ser enviado até às 23h59 do dia 26 de janeiro para Audrei dos Santos Soares no seguinte e-mail: audrei.soares@mds.gov.br. Qualquer dúvida entrar em contato pelo telefone: (61) 2030-1119.

Fonte: MDS

15:40 · 02.11.2013 / atualizado às 15:49 · 02.11.2013 por
Agricultores experimentadores participaram de intercâmbio de informações no sertão paraibano Foto: Maristela Crispim
Agricultores experimentadores participaram de intercâmbio de informações no sertão paraibano Foto: Maristela Crispim

Por Maristela Crispim*

Campina Grande. Reunidos, de 28 a 31 de outubro, no 3º Encontro Nacional de Agricultores Experimentadores, esses guardiões da biodiversidade, que cultivam vida e resistência no Semiárido, trocaram de experiências em apresentações verbais, na Feira de Saberes e Sabores e em visitas temáticas para conhecer experiências de criatórios no Semiárido (potencial forrageiro da Caatinga, manejo alimentar das raças nativas e adaptadas); sementes e a diversificação produtiva dos cultivos anuais; quintais produtivos; e manejo agroflorestal das caatingas.

Organizado pela Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) o Encontro reuniu aproximadamente 300 agricultores experimentadores dos nove Estados do Semiárido, de Minas Gerais até o Piauí, e mais o Maranhão.

No Encontro também teve espaço para a discussão dos avanços e desafios da assessoria técnica às redes de agricultores experimentadores. Luciano Marçal da Silveira, que é coordenador do Programa Local da Paraíba da Organização Não Governamental (ONG) AS-PTA, que trabalha Agricultura e Agroecologia no Rio de Janeiro, Paraná e Paraíba, explicou que, ao longo de 30 anos vigorou no País o paradigma da Revolução Verde, que associa um pacote tecnológico artificial, com adubos, agrotóxicos, irrigação e sementes de fora, o que rompeu com uma agricultura que já existia antes.

Nessa linha, explica que há uma tendência de desqualificação da agricultura familiar, de classificá-la como atrasada. “Mas há uma contracorrente, até porque a modernização da agricultura no Semiárido foi um desastre, que promoveu a multiplicação da pobreza”, afirma.

“Durante muito tempo a roça e a queima foram sustentáveis, porque no passado havia muita disponibilidade de terra para migrar. Mas, com propriedades cada vez menores, esse tipo de prática precisou ser repensado, por meio da capacidade de observação do uso dos recursos naturais disponíveis”, acrescenta.

Para ele, é preciso reverter esse quadro, vendo a Caatinga não como limitante, mas como fonte de recursos, como base para a regeneração produtiva com práticas mais sustentáveis, “que precisam, antes de mais nada, olhar para a tradição, quais são as práticas mais eficientes no uso dos recursos; promover um reencontro da ciência com o desenvolvimento local; construir condições para que a agricultura estabeleça uma produção com a base de recursos que a Caatinga oferece e isso não se constrói sem a participação inventiva do agricultor”, enfatiza.

Luciano destaca a importância de recolocar o agricultor como construtor de conhecimentos, construir ambientes coletivos de trocas em rede para aprendizados mútuos. Mas alerta que, se os agricultores estão assumindo novos papéis, é importante que os técnicos repensem seus papéis: “eles têm uma formação difusionista, com dificuldade de estabelecer uma visão mais horizontal, que contribua para o fortalecimento dessas redes”.

Para ele, é preciso fugir do daquela receita da visita individual e levar o conhecimento para ajudar na construção em ambientes coletivos. “Mas é preciso mobilização para que isso aconteça. A construção coletiva de técnicas rompe o paradigma da separação entre pesquisa e extensão e o desenvolvimento técnico nunca foi tão exigido quanto agora”, finaliza.

* A jornalista viajou a convite da ASA

09:50 · 23.10.2013 / atualizado às 10:43 · 23.10.2013 por
O agricultor Zito dos Milagres receberá uma das visitas Foto: Divulgação / Jackson Angell
O agricultor Zito dos Milagres receberá uma das visitas Foto: Divulgação / Jackson Angell

O governo federal lançou, no último dia 17, o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica – Brasil Agroecológico, com a meta de atender a 75 mil famílias, por meio de assistência técnica voltada à produção orgânica, e apoiar 50 mil agricultores para que consigam a certificação de produtores orgânicos.

Ele envolve dez ministérios e tem como objetivo articular as políticas e ações de incentivo ao cultivo de alimentos orgânicos com base agroecológica. Segundo o governo, inicialmente, serão investidos R$ 8,8 bilhões em três anos. A maior parte dos recursos, R$ 7 bilhões, será do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Plano Agrícola e Pecuário.

Ainda em meio à euforia de ver esse plano sair do papel, após mais de um ano de discussões, estão acontecendo, em todo o País, uma série de visitas a territórios ricos em experiências de agroecologia. Aqui, a Caravana Agroecológica e Cultural da Chapada do Apodi começa hoje e vai até o sábado, reunindo aproximadamente 200 pessoas, entre representantes de comunidades tradicionais, agricultores, pesquisadores e lideranças dos movimentos sociais do campo, organizações e redes da sociedade civil do Nordeste e de outras regiões do Brasil.

Intercambio de experiências

O objetivo é promover o intercâmbio de experiências da agricultura familiar de base agroecológica , fortalecer as redes locais de agroecologia e a resistência da Chapada do Apodi, que abrange os Estados do Rio Grande do Norte e Ceará, uma preparação para o III Encontro Nacional de Agroecologia (ENA), previsto para o primeiro semestre de 2014, em Juazeiro (BA).

Após a abertura, em Mossoró, os participantes da Caravana seguirão em rotas percorrendo diversos municípios do Estado do Rio Grande do Norte e do Ceará, dentre os quais estão: Açu (RN); Olho d’Água do Borges e Campo Grande (RN); Tibau , Grossos, Mossoró (RN), com a experiência da Rede Xique-Xique, e Limoeiro do Norte (CE); para conhecer experiências de agricultura irrigada, bioágua, economia solidária e o perímetro irrigado Jaguaribe-Apodi, passando também pelos assentamentos rurais para conhecer o desenvolvimento agroecológico da região de Apodi (RN).

No último dia de encontro, será realizado um ato público para denunciar o modelo do projeto de Perímetro Irrigado de Santa Cruz do Apodi, proposto pelo Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs). Segundo os trabalhadores rurais, a obra pretende desapropriar mais de 13 mil hectares de terras da Chapada do Apodi em benefício do agronegócio, afetando mais de 800 famílias que vivem e produzem de forma agroecológica, ameaçando a autonomia da agricultura camponesa no território.

“Para nós, essa caravana vem contribuir muito para troca de conhecimentos sobre a agricultura familiar e também dar força para nossas lutas, pelas nossas terras e pelo direito de viver e plantar nelas”, diz Francisca Antônia de Lima, agricultora do P.A Laje do Meio, um dos locais que será visitado.

Sobre os preparatórios para a Caravana, Agnaldo Fernandes, secretário do Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais de Apodi, diz: “estamos construindo de forma coletiva e com muito cuidado para que a gente possa ter um encontro de trocas de conhecimento que venha a favorecer a agroecologia em nossa região”.

A Caravana é uma realização da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Apodi, Comissão Pastoral da Terra (CPT), Marcha Mundial das Mulheres (MMM), Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Central Única dos Trabalhadores (CUT), entre outras redes e organizações do Ceará e Rio Grande do Norte.

Programação

23/10

Abertura em Mossoró

19h – “Terra” – Cia Escarcéu de Teatro

19h30 – Mesa de Abertura no Centro de Treinamento Seminário Santa Teresinha

Noite Cultural

24/10 – Rotas 1

7h

Rota Padre Pedro Neefs: Mossoró – Ipanguaçu

Rota Ronaldo Valença: Mossoró – Olho d’água dos Borges – Campo Grande

Rota Romana Barros Mossoró – Tibau – Grossos – Mossoró (Rede Xique-Xique)

Rota Zé Maria do Tomé: Mossoró – Limoeiro do Norte – Baixo Jaguaribe

19h – Noite Cultural

25/10 – Rotas 2

7h

Rota Padre Pedro Neefs: Apodi – Carpina – Baixa Fechada – Barragem de Santa Cruz

Rota Ronaldo Valença: Apodi – PA Milagres – PA Lage do Meio

Rota Romana Barros: Apodi – PA Moacir Lucena – Agrovila Palmares – Lajedo de Soledade.

Rota Zé Maria do Tomé: Limoeiro do Norte – Caatingueirinha – Oziel Alves

Rota Margarida Alves: Apodi – P.A Sítio do Góis – PA Tabuleiro Grande

16h – Encontro das Rotas no Acampamento Edivan Pinto (Apodi)

19h – Feira Agroecológica e Cultural

26/10

8h – Ato de solidariedade à Chapada do Apodi

Avaliação da Caravana e Mística de encerramento– Auditório do STTR

Outras Informações:

Blog da caravana: www.caravanaagroecologicaapodi.wordpress.com

10:57 · 12.06.2013 / atualizado às 10:57 · 12.06.2013 por
A produção com baixa emissão de carbono será discutida por especialistas de cada bioma brasileiro Foto: Rodrigo Carvalho / Agência Diário
A produção com baixa emissão de carbono será discutida por especialistas de cada bioma brasileiro Foto: Rodrigo Carvalho / Agência Diário

O seminário “Caminhos para uma Agricultura Familiar sob Bases Ecológicas: produzindo com Baixa Emissão de Carbono” será realizado amanhã e depois (13 e 14), em Brasília. O  objetivo, segundo o diretor executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Paulo Moutinho, é promover um diálogo qualificado sobre os caminhos da produção familiar de baixa emissão de carbono.

O evento é organizado pelo Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia (Ipam), com o apoio da Secretaria de Agricultura Familiar (SAF) e o Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (Nead), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), assim como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

O seminário contará com painéis dedicados à discussão da produção familiar, em diferentes biomas brasileiras, com a participação de especialistas de cada região. Partindo da discussão sobre “O Estado Atual das Mudanças Climáticas no Brasil e “Mudança Climática e Agricultura”, palestras a serem proferidas por Paulo Moutinho e Eduardo Assad, da Embrapa, o seminário pretende produzir subsídios à construção de estratégias regionais e nacional para a redução de emissões de carbono na agricultura familiar e sua adaptação às mudanças do clima.

Serviço

Seminário “Caminhos para uma Agricultura Familiar sob bases Ecológicas: Produzindo com Baixa Emissão de Carbono”

Data/horário: 13/06 – 9h às 18h30 – 14/06 – 9h às 13h

Local: Auditório do Incra (Brasília) – Setor Bancário Norte (SBN), Q. 1 bl. D – Ed. Palácio do Desenvolvimento, 11º andar

Inscrições gratuitas e limitadas

(interessados devem enviar email para anaiza@ipam.org.br)

Programação

Dia 13/06/2013

10h às 10h50 – Mesa de abertura

Carlos Guedes – Presidente do Incra

Valter Bianchini – Secretário da Agricultura Familiar / MDA

Juliana Simões – DPCD / Secex / MMA

Representante da Embrapa

Paulo Moutinho – Diretor Executivo do Ipam

10h50 às 11h30 – Palestras iniciais

O Estado atual das Mudanças Climáticas no Brasil – Paulo Moutinho – Ipam

Mudança Climática e Agricultura – Eduardo Assad – Embrapa

11h30 às 11h45 – Discussão

11h45 – Painel 1 – Produção Familiar de Baixo Carbono no Bioma Amazônia

Mediador: Andrea Azevedo – Ipam

Palestrantes:

Francisco de Assis Costa – UFPA / Naea

Judson Valentim – Embrapa Acre

Debatedores:

Cássio Pereira – Ipam

Luciano Mattos – Embrapa Cerrados

12h55 – Discussão

13h15 – Almoço

14h30 – Painel 2 – Produção Familiar de Baixo Carbono no Bioma Mata Atlântica

Mediador: Roberto Nascimento – Diretor Nead / MDA

Palestrantes:

Vanderley Porfirio da Silva – Embrapa Florestas

Paulo Kageyama – USP/Esalq

Debatedores:

Sonia Bergamasco – Unicamp / Feagri

Rui Rocha – Instituto Floresta Viva / Imazon

15h40 – Discussão

16h – Intervalo

16h10 – Painel 3 – Produção Familiar de Baixo Carbono no Bioma Pantanal e Pampa

Mediador: Representante do Incra

Palestrante:

Carolina Joana da Silva – Unemat

Enio Sosinski – Embrapa Clima Temperado

Debatedores:

Solange Ikeda – Instituto Gaia / Unemat

Nilton Pinho do Bem – SAF / MDA

17h20 – Discussão

17h40 – Encerramento do dia / Coquetel

Dia 14/06/2013

10h- Painel 4 – Produção Familiar de Baixo Carbono no Bioma Cerrado

Mediador: Cassio Trovatto – MDA / SAF

Palestrantes:

Rafael Tonucci – Embrapa Caprinos e Ovinos

Thomas Ludewigs – CDS / UnB

Debatedores:

Jorge Artur – Ecoideias

Andrew Miccolis – Instituto Sálvia / Rede Cerrado

11h10 – Discussão

11h30 – Intervalo

11h45h – Painel 5 – Produção Familiar de Baixo Carbono no Bioma Caatinga

Mediador: Representante MDA

Palestrantes:

Stéphanie Nasuti – CDS – UnB / Rede Clima

Rodrigo Azevedo – Unilab

Debatedores:

Francisco Campello – Diretoria de Combate á Desertificação / MMA

Giovanne Xenofonte – ONG Caatinga

12h40 – Discussão

13h – Encerramento

Fonte: Ipam

15:38 · 23.04.2013 / atualizado às 15:38 · 23.04.2013 por

PPA2012

A Petrobras já anunciou os projetos sociais e ambientais contemplados nas seleções públicas dos Programas Petrobras Ambiental e Petrobras Desenvolvimento & Cidadania, lançadas em setembro do ano passado. A Companhia destinará R$ 102 milhões a 46 projetos ambientais e R$ 145 milhões a 130 projetos sociais, de todas as regiões do País. Será o maior investimento de todas as edições dos programas. Nas duas seleções públicas foram inscritos 4.177 projetos.

Das 46 iniciativas ambientais selecionadas,17 são da região Sudeste, 12 são do Nordeste, seis do Centro-Oeste, seis do Norte e cinco do Sul. Das 130 iniciativas sociais contempladas, 41 são da região Sudeste, 50 são do Nordeste, oito do Centro-Oeste, 13 do Norte, 14 do Sul; e quatro têm atuação nacional.

Ceará

O Projeto Florestação, do Centro de Estudos de Trabalho e Assessoria ao Trabalhador (Cetra), foi o único entre os 20 inscritos selecionado no Estado do Ceará. Ele tem como objetivo o fortalecimento das capacidades de agricultores agroecológicos dos Vales do Curu e Aracatiaçu para ampliar a sustentabilidade ambiental de seus agroecossistemas e comunidades, promovendo a reconversão produtiva e recuperação de áreas degradadas e conservação de áreas de vegetação natural.

Resultados

Os resultados foram divulgados aos representantes de projetos finalistas e a jornalistas em três coletivas de imprensa simultâneas, que contaram com a presença de representantes da gerência de Responsabilidade Social da Companhia.

No Rio de Janeiro (RJ), o anúncio dos projetos contemplados nas regiões Sul e Sudeste foi realizado no Instituto Pequena Cruzada, parceiro do projeto social Mão na Massa. Os projetos finalistas da região Nordeste receberam a notícia na sede do Projeto Floresta Sustentável, em Mata de São João (BA). Em Brasília (DF), o anúncio dos projetos selecionados nas regiões Norte, Centro-Oeste e em Minas Gerais aconteceu nas instalações do Projeto Mãos de Esther, todos patrocinados pela Petrobras.

Seleção

A cada dois anos, a Petrobras realiza seleções públicas como forma de democratizar o acesso aos recursos e garantir a transparência do processo de patrocínio. A Companhia também promove as caravanas que são oficinas presenciais e online para capacitar as organizações proponentes na elaboração de projetos sociais e ambientais.

Para estas seleções, foram capacitadas mais de 4 mil pessoas em 37 cidades de norte a sul do país, e realizados mais de 2.500 atendimentos online. De janeiro a abril, foi realizado o processo de análise e escolha dos projetos, composto por quatro etapas para cada programa: Triagem Administrativa, Triagem Técnica, Comissão de Seleção e Conselho Deliberativo.

Programas

Os Programas contam com planejamento plurianual e seus resultados têm contribuído para a melhoria da qualidade de vida das populações mais pobres e vulneráveis e a preservação do meio ambiente em todas as regiões do País.

O Programa Petrobras Ambiental (PPA) em seu ciclo de 2008/2012 investiu R$ 500 milhões em projetos voltados para preservação e recuperação do meio ambiente e da biodiversidade, tendo alcançado dezenas de bacias e ecossistemas em seis biomas brasileiros: Amazônia, Mata Atlântica, Caatinga, Cerrado, Pampa Sulino, Pantanal, além de ambiente marinho e costeiro.

Suas ações já envolveram diretamente mais de quatro milhões de pessoas, além de mais de 1.500 parcerias, cerca de duas mil publicações, nove mil cursos e palestras e o estudo de mais de oito mil espécies nativas. Atualmente o PPA tem cerca de 100 projetos em sua carteira.

O Programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania, em seu ciclo 2007/2012 investiu R$ 1,2 bilhão em projetos voltados para a promoção da garantia dos direitos da criança e do adolescente, para a geração de renda e oportunidade de trabalho e para qualificação profissional. Com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento local, regional e nacional, e gerar a inserção social de pessoas e grupos em vulnerabilidade social, suas ações já envolvem diretamente cerca de 18 milhões de pessoas. Atualmente o Programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania tem 375 projetos em sua carteira.

Conheça os projetos selecionados para o PPA 2012 na região Nordeste

Alagoas

Renas-Ser – O projeto Renas-Ser, criado pela Organização de Preservação Ambiental, tem como objetivo contribuir para a recuperação da biodiversidade no Semiárido, por meio da conservação e recuperação das nascentes, associada a um amplo programa de educação ambiental. Sua linha de atuação no programa é a gestão de corpos hídricos superficiais e subterrâneos.

Bahia

Projeto CO2 Manguezal – O Projeto CO2 Manguezal foi criado pela Fundação Vovó do Mangue para a produção de mudas de mangue das três espécies mais encontradas na região da Baía de Todos os Santos. O objetivo é recuperar áreas degradadas, dentro da Área de Preservação Ambiental Baía de Todos os Santos, implementando, como ação complementar, atividades de educação ambiental, voltadas para a conservação de recursos naturais. Sua linha de atuação no programa é a fixação de carbono e emissões evitadas, com base na recuperação de áreas degradadas.

Águas do Jacuípe – O projeto Águas do Jacuípe, do Instituto de Permacultura da Bahia, irá recuperar áreas degradadas, através do reflorestamento de matas ciliares, utilizando-se de Sistemas Agroflorestais em dois afluentes do Rio Jacuípe: Riacho do Urubu e Rio Camizãozinho, assessorando famílias de agricultores locais. Sua linha de atuação no programa é a fixação de carbono e emissões evitadas, com base na recuperação de áreas degradadas.

Pescando Consciente – O Projeto Pescando Consciente, do Centro de Estudos Socioambientais, tem intuito de desenvolver ações integradas para a recuperação e conservação das espécies costeiras e marinhas utilizadas pelas comunidades tradicionais do município de Marau. Sua linha de atuação no programa é a recuperação ou conservação de espécies e ambientes costeiros, marinhos e de água doce.

Ceará

Florestação – O Projeto Florestação, do Centro de Estudos de Trabalho e Assessoria ao Trabalhador (Cetra), tem como objetivo o fortalecimento das capacidades de agricultores agroecológicos dos Vales do Curu e Aracatiaçu, de forma a ampliar a sustentabilidade ambiental de seus agroecossistemas e comunidades, promovendo a reconversão produtiva e recuperação de áreas degradadas e conservação de áreas de vegetação natural. Sua linha de atuação no programa é a fixação de carbono e emissões evitadas, com base na conservação de florestas e áreas naturais; reconversão produtiva de áreas; e recuperação de áreas degradadas.

Paraíba

Sertão E.e Solidário – O Projeto Sertão E.e Solidário, do Centro de Educação Popular e Formação Social, tem objetivo de promover a melhoria da qualidade de vida de agricultores familiares, na microrregião da Serra de Teixeira, a partir dos potencias e limites da região, e de ações práticas e educativas, fortalecendo a agricultura familiar com práticas agroecológicas que possam incidir na redução dos impactos ambientais. Sua linha de atuação no programa é a gestão de corpos hídricos superficiais e subterrâneos, com base na reversão de processos de degradação dos recursos hídricos; e promoção e prática de uso racional dos recursos hídricos.

Pernambuco

Mulheres na Caatinga – O Projeto Mulheres na Caatinga, da Casa da Mulher do Nordeste, tem o intuito de promover a recuperação de áreas degradadas da vegetação da Caatinga no Território do Pajeú, ampliando os processos de fixação de carbono, evitando emissões e os impactos do aquecimento global. Sua linha de atuação no programa é a fixação de carbono e emissões evitadas, com base na recuperação de áreas degradadas.

Águas de areias – O Projeto Águas de Areias, da Associação Águas do Nordeste, foi criado para contribuir para a recuperação ambiental e gestão dos mananciais de águas de aluvião no Alto Rio Capibaribe, visando à sustentabilidade hídrica das populações rurais situadas nessa região do semiárido pernambucano. Sua linha de atuação no programa é a gestão de corpos hídricos superficiais e subterrâneos, com base na reversão de processos de degradação dos recursos hídricos; e promoção e prática de uso racional dos recursos hídricos.

Hippocampus – O Projeto Hippocampus, do Laboratório de Aquicultura Marinha, tem como objetivo principal realizar ações de conservação dos cavalos-marinhos, com base nos estudos de dinâmica populacional nas várias regiões do País e da estruturação genética das populações ao longo da costa brasileira. Em Pernambuco, no Ceará e Piauí, será desenvolvido um programa de educação ambiental, a fim de informar e orientar as comunidades envolvidas com o uso do recurso cavalo-marinho, tanto de turistas como de canoeiros/jangadeiros, direcionando-os para o uso sustentável das espécies. Será ampliada a área de atuação das atividades sociais com os projetos de geração de renda. Ao final do projeto será promovido um workshop para divulgação e integração dos resultados, consolidando o grupo formado como uma rede nacional de pesquisas em cavalos-marinhos. Sua linha de atuação no programa é a recuperação ou conservação de espécies e ambientes costeiros, marinhos e de água doce.

Piauí Projeto Biomade – O Projeto Biomade, do Instituto Tartarugas do Delta, tem o intuito de registrar a fauna marinha ameaçada de extinção da Área de Proteção Ambiental do Delta do Parnaíba. Sua linha de atuação no programa é a recuperação ou conservação de espécies e ambientes costeiros, marinhos e de água doce.

Rio Grande do Norte

Bioágua Familiar – O Projeto Bioágua Familiar, da Assessoria consultoria, e Capacitação Técnica Orientada Sustentável, visa a consolidar o Sistema Bioágua Familiar de reúso da água doméstica, como alternativa para a produção de alimentos e redução da contaminação ambiental, nos quintais das famílias agricultoras da região semiárida brasileira.

Sergipe

Águas do São Francisco – O Projeto Águas do São Francisco, da Instituição Sergipetec, tem como foco a recuperação de áreas degradas das bacias hidrográficas dos rios Jacaré-Curituba e Betume, na região do Baixo São Francisco, promovendo a educação ambiental e contribuindo para o uso sustentável dos recursos naturais. Sua linha de atuação no programa é a gestão de corpos hídricos superficiais e subterrâneos.