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Categoria: Água


09:17 · 22.03.2015 / atualizado às 09:36 · 22.03.2015 por

 

A ANA destaca que a seca foi severa no Semiárido, com situação crítica nos Inhamuns e Sertão Central do Ceará Ilustração: Lincoln Souza
A ANA destaca que a seca foi severa no Semiárido, com situação crítica nos Inhamuns e Sertão Central do Ceará Ilustração: Lincoln Souza

Por Fernando Maia

Fortaleza. Para celebrar o Dia Mundial da Água, neste domingo, a Agência Nacional de Águas (ANA) lançou, na última sexta-feira, encarte especial sobre a crise hídrica, que acompanha o Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos – Informe 2014. O documento salienta a grande quantidade de municípios no Nordeste com baixa garantia hídrica. “No triênio 2012 a 2014, destaca-se a situação extremamente crítica no Semiárido, onde foram observadas secas com tempos médios de recorrência superiores a 100 anos, em 2012 e 2013, sendo que em 2014 houve chuvas com frequência normal, mas abaixo da média”.

Segundo o encarte, “a seca foi particularmente severa no Sertão, com situação crítica no Sertão dos Inhamuns e Central do Ceará, classificados como extremamente secos, em comparação com a série histórica. No triênio da seca no Nordeste, o primeiro ano foi crítico em termos climáticos, ocasionando situações dramáticas, com mananciais e estoques sendo deplecionados (descarregados) acentuadamente, seguido de dois anos com pouca precipitação, caracterizados como anos secos”.

Em termos de reserva hídrica, o documento ressalta que “nesses três anos, tem ocorrido o uso compulsório dos estoques de água sem que tenha havido chuva capaz de amenizar ou promover qualquer recarga nos açudes do Semiárido, estratégicos para a população da região. O nível dos reservatórios do Nordeste caíram de 61,7%, em maio de 2012, para 25,3%, em março deste ano. As ações de regulação no Nordeste neste período variaram da redução da vazão de defluência (sucessão) de água dos reservatórios até a fixação de dias alternados para captação de água em rios e açudes ou mesmo a suspensão temporária dos usos”.

Na mesma data, a ANA lançou o site da Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil. Segundo seus idealizadores, “o objetivo da página é apresentar as informações mais atuais sobre diversos aspectos do setor de recursos hídricos, consolidadas pela ANA, de forma simples e objetiva. No portal, há informações sobre seis grandes temas: quantidade de água, qualidade, usos do recurso, balanço hídrico, eventos críticos (secas e cheias) e gestão”.

Sem renovação

O professor de Hidrologia da Universidade de Fortaleza (Unifor) Rogério Campos, que é doutor em Recursos Hídricos, lembra que, pela característica climática da nossa região, há pouca renovação das águas dos reservatórios. O especialista enfatiza que, há praticamente quatro anos, a água acumulada não sangra nos açudes. “Além desse fator, aqueles mananciais, que têm fontes poluidoras no seu entorno, se tornam mais vulneráveis do ponto de vista da qualidade da água. Quando os açudes só acumulam, ou seja, não sofrem renovação, a tendência é que exista uma concentração maior de poluentes”, explica.

Mudança

Dentre as medidas que poderiam ser adotadas para minimizar esse problema, o professor Rogério Campos sugere uma mudança de atitude. “Seria muito importante que as válvulas de fundo fossem abertas nos período de sangria para liberar as águas mais profundas, permitindo, assim, a sua renovação. Acontece que ocorre o contrário. Quando os açudes enchem, a válvulas de fundo permanecem fechadas. Com isso, a água mais profunda continua lá e a nova, fruto da recarga ocasionada pelas chuvas, vai embora pelo sangradouro”. Embora não entre nessa questão de forma direta, como faz questão de ressaltar o especialista, a evaporação, de certa forma, contribui também para tornar precária a qualidade da água, “à medida que, quanto maior a evaporação, mais os poluentes se concentram”.

Para o professor Rogério Campos, é preciso combater as fontes poluidoras que assolam nossos açudes. “Isso precisa ser feito imediatamente. Não se pode admitir que o pouco de água que temos sofra esse processo de poluição. Devemos, além de tratar os esgotos, punir quem estiver poluindo”, completa.

Conjuntura

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam para uma situação preocupante no Planeta em relação aos recursos hídricos. Segundo a OMS, sete pessoas morrem por minuto no mundo por ingerir água insalubre. Nada menos que 768 milhões de pessoas não têm acesso à água tratada no Planeta, de acordo com OMS e Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

A falta de saneamento, que acaba poluindo os mananciais, é outra questão preocupante. A OMS e a Unicef apontam que 2,5 bilhões de pessoas vivem sem saneamento básico adequado no mundo. O que é contraditório nessa história é que cada R$ 1,00 investido em saneamento básico representa R$ 4,00 de economia gastos com a saúde, conforme cálculo da OMS.

* O texto acima integra série de reportagens especiais publicada no caderno Regional do Diário do Nordeste a partir do  Dia de São José (19 de março). A série tratou das chuvas e da religiosidade; da rede de açudagem do Ceará e da interligação das bacias; das tecnologias sociais que têm permitido que agricultores familiares convivam com as adversidades climáticas; e, por fim, no Dia Mundial da Água (22 de março), esta reflexão sobre a escassez e a qualidade do bem mais essencial à existência da vida. Boa leitura!

Caderno1

Matéria1 http://bit.ly/199GyJm

Matéria2 http://bit.ly/1MXQRO8

Matéria3 http://bit.ly/1LACbcm

Matéria4 http://bit.ly/1BXekvK

Caderno2

Matéria1 http://bit.ly/1Ha99K9

Matéria2 http://bit.ly/1bk19fV

Matéria3 http://bit.ly/1xGDmv7

Matéria4 http://bit.ly/1DG8imC

Caderno3

Matéria1 http://bit.ly/1xnSEu8

Matéria2 http://bit.ly/1BZzTfk

Materia3 http://bit.ly/1CHHxyg

Matéria4 http://bit.ly/1CHHCCb

PáginaDiaMundialdaÁgua

http://bit.ly/1C1XPP7

 

13:15 · 22.07.2014 / atualizado às 13:15 · 22.07.2014 por
O prêmio foi concebido para reconhecer projetos, iniciativas e programas que promovam melhores práticas na gestão, participação, comunicação, sensibilização e educação relacionados à água Foto: Cid Barbosa / Agência Diário
O prêmio foi concebido para reconhecer projetos, iniciativas e programas que promovam melhores práticas na gestão, participação, comunicação, sensibilização e educação relacionados à água Foto: Cid Barbosa / Agência Diário

Como parte da comemoração do fim da década “Água, fonte de vida” (2005-2015), as Nações Unidas lançaram a quinta edição do prêmio organizado por sua agência ONU-Água, para promover melhores práticas na gestão desse recurso natural e no âmbito da participação, comunicação, sensibilização e educação.

O prêmio foi concebido para reconhecer projetos, iniciativas e programas e não o trabalho individual. Aqueles que queiram concorrer sozinhos devem encontrar o aval e apresentar-se com o apoio de uma organização. O prazo de inscrição termina no dia 15 de setembro de 2014.

Com o tema “Água e Desenvolvimento Sustentável”, esta quinta edição do prêmio oferece ainda uma oportunidade para refletir sobre os compromissos internacionais nesse campo e sobre os esforços realizados para alcançar a meta dos Objetivos de Desenvolvimento de reduzir pela metade a proporção de pessoas sem acesso à água potável e ao saneamento para 2015, bem como deter a exploração insustentável dos recursos hídricos.

O prêmio será entregue no dia 22 de março, durante uma cerimônia, em Nova York, por ocasião do Dia Mundial da Água. Essa é uma iniciativa organizada e coordenada pelo Escritório das Nações Unidas de Apoio à Década Internacional para a Ação “Água – Fonte de Vida” 2005-2015, que implementa o Programa ONU-Água para a Promoção e Comunicação e o Programa Mundial de Avaliação dos Recursos Hídricos (WWAP).

Para mais informação, clique aqui.

Fonte: ONU Brasil

15:25 · 08.11.2013 / atualizado às 15:25 · 08.11.2013 por

O2

Com o objetivo de discutir às questões ambientais e pensar alternativas em prol da sustentabilidade da natureza será realizada,em Fortaleza, a sexta edição do Encontro Intercontinental sobre a Natureza (O2), de 12 a 14 de novembro, no Centro de Eventos do Ceará, uma promoção do Instituto Hidroambiental Águas do Brasil (Ihab).
De acordo com o presidente do Ihab, o geólogo Clodionor Araújo, essa temática é vital para todos os setores sociais e econômicos:  “Segurança hídrica significa garantir que ecossistemas de água doce, costeira e outros relacionados sejam protegidos e melhorados; que o desenvolvimento sustentável e a estabilidade política sejam promovidos; que cada pessoa tenha acesso à água potável suficiente a um custo acessível para levar uma vida saudável e produtiva; e que a população vulnerável seja protegida contra os riscos relacionados à água”.
O crescimento urbano desordenado, outro fenômeno intercontinental, também será discutido no evento. Atualmente, o Brasil possui cerca de 192 milhões de habitantes e as cidades não estão preparadas, nem estruturadas e cada vez mais apresentam problemas relacionados ao uso do solo, deslizamentos, produção de lixo e saneamento básico, entre outros.
A sexta edição do O2 vai promover outros debates sobre as diversas questões ambientais e traz a Fortaleza pesquisadores internacionais, como Ricardo Sandoval Minero (do México), Bimo Nkhata (África), Eimar Karar (África) e Christopher Scott (Arizona). Além de destaques nacionais, como Vicente Andreu Guillo, da Agência Nacional de Águas (ANA); Thales de Queiroz Sampaio, do Serviço Geológico do Brasil; Lazaro Valentim Zuquette, do Departamento de Geotecnia da USP/São Carlos.
O público terá oportunidade, ainda, de conhecer estudos, experiências e ações de manejo ecológico, participar de palestras, cursos, e visitar a Feira Proeco, que apresentará negócios sustentáveis de sucesso. Uma exposição fotográfica com as mais interessantes ações de reciclagem também será uma atração do evento.
As inscrições podem ser realizadas na sede do Ihab, na Rua Ildefonso Albano, 820, Meireles ou pela Internet: www.ihab.org.br
Mais informações
Encontro Intercontinental sobre a Natureza (O2)
Data: 12 a 14 de novembro de 2013
Local: Centro de Eventos – Av. Washington Soares, 1141
Inscrições: IHAB – Rua Ildefonso Albano, 820, Meireles / (85) 3262.1559 / www.ihab.org.br

08:01 · 17.06.2013 / atualizado às 11:13 · 17.06.2013 por

WDCD2013

O Dia Mundial do Combate à Seca e à Desertificação é celebrado anualmente no dia 17 de junho, desde 1995, o ano em que o dia foi proclamado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Neste dia pretende-se promover a sensibilização pública relativa à cooperação internacional no combate à desertificação e os efeitos da seca. O tema escolhido para o ano de 2013 é a seca e a escassez de água.

De toda a água na Terra, apenas 2,5% é doce. E, de tudo isto, o fornecimento total utilizável para os ecossistemas, incluindo o ser humano, é inferior a 1%. E, matematicamente falando, quando a demanda por água excede a oferta disponível, resulta em escassez.

As terras secas são particularmente vulneráveis à escassez de água e a intensificação projetada de escassez de água doce irá causar maiores tensões em zonas áridas. Embora cada pessoa precise de pelo menos 2.000 metros cúbicos de água para o desenvolvimento do bem-estar humano e sustentável a cada ano, em média, as pessoas nas terras áridas têm acesso a apenas 1.300 metros cúbicos.

Mapa da escassez de água

map1

O objetivo do Dia Mundial de Combate à Desertificação de 2013 é criar consciência sobre os riscos de seca e escassez de água no sertão e, além, chamar a atenção para a importância de manter os solos saudáveis, como parte da agenda pós-Rio +20, bem como a agenda dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) pós-2015.

O slogan deste ano, “Não deixe que o nosso futuro secar” apela para que todos possam tomar medidas para promover a preparação e a resiliência à escassez de água, desertificação e seca. O slogan encarna a mensagem de que todos nós somos responsáveis pela água e conservação do solo e uso sustentável, e que existem soluções para estes graves problemas de recursos naturais. A degradação da terra ameaça o nosso futuro.

Dentro da campanha, a hashtag #WDCD2013 foi proposta para todas as postagens relacionadas ao tema. Ela chama todos a compartilhar fotos e notícias de eventos na sua página no Facebook.

Em Fortaleza

Em comemoração ao Dia Mundial de Combate à Desertificação, o Conselho de Políticas e Gestão do Meio ambiente (Conpam) realiza hoje, a partir das 14h, evento na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará. O objetivo é difundir as ações do Estado relacionadas à desertificação.

Estão previstas palestras sobre os temas “Experiências do Projeto Mata Branca na Convivência com o Semiárido”, ministrada pela assessora de projetos especiais do Conpam, Tereza Farias; “A Funceme no contexto da desertificação”, chefe do Núcleo de Meteorologia, Meiry Sayuiri Sakamoto; e “Ações Ambientais do Projeto São José”, assessor ambiental da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA), Hermínio José Moreira Lima. Também será lançado o livro “Levantamento de reconhecimento de média intensidade dos solos – Mesorregião do Sul Cearense”.

No Ceará, as áreas mais fortemente atingidas, conforme o professor Marcos Nogueira, da Universidade Estadual do Ceará (Uece), apresentam uso desordenado dos recursos naturais com práticas agrícolas primitivas, queimadas indiscriminadas e inadequação dos sistemas produtivos. O processo pode ser verificado nos municípios de Irauçuba, Jaguaribe e Inhamuns, o que corresponde a um espaço territorial de quase 30 mil km², cerca de 23% da área do Estado.

Fontes: UNCCD e Conpam

14:03 · 22.03.2013 / atualizado às 14:03 · 22.03.2013 por
Em avaliação do Programa Rede das Águas, da Fundação SOS Mata Atlântica, em 2012, a água do Rio Cocó, em Fortaleza, foi classificada como “regular” Foto: Tuno Vieira

Por Maristela Crispim

Hoje é o Dia Mundial da Água e, desde o começo deste mês, recebi mais de quatro dezenas de e-mails de assessorias de imprensa de empresas interessadas em mostrar ao público suas ações de sustentabilidade na área de recursos hídricos. A superlotação da minha caixa, neste caso, demonstra que, de um jeito ou de outro, alguém está preocupado pelo menos em mostrar que dá importância a esse bem fundamental à existência da vida.

Entre as informações que recebi, não de empresas ou indivíduos, mas de pesquisas ou de iniciativas globais, locais ou governamentais visando mostrar diagnósticos, mobilizar ou estruturar políticas de gestão racional dos recursos hídricos, destaco algumas abaixo.

Qualidade das águas dos rios

O projeto “A Mata Atlântica é aqui – exposição itinerante do cidadão atuante” da Fundação SOS Mata Atlântica, viajou por 21 cidades das regiões Sudeste e Nordeste em 2012, realizando atividades de educação ambiental. Entre essas ações, está a análise da qualidade da água de um manancial de cada cidade.

Entre janeiro e dezembro de 2012, foram analisados 30 rios de nove Estados brasileiros e nenhum obteve resultado satisfatório. Desse total, 26 foram analisados pela primeira vez. Entre os rios já analisados em outros anos, três pioraram seus índices e um se manteve na mesma classificação.

“A iniciativa tem o papel de provocar uma reflexão sobre a importância do cuidado com a água nas cidades brasileiras e mostrar como as ações cotidianas podem impactar a qualidade da água que bebemos”, afirma Romilda Roncatti, coordenadora da exposição itinerante da Fundação SOS Mata Atlântica.

Para o monitoramento, foi feita a coleta de água usando um kit desenvolvido pelo Programa Rede das Águas, da Fundação SOS Mata Atlântica, que possibilita uma análise que engloba 14 parâmetros físico-químicos, entre eles transparência, lixo e odor.

O kit classifica a qualidade das águas em cinco níveis de pontuação: péssimo (de 14 a 20 pontos), ruim (de 21 a 26 pontos), regular (de 27 a 35 pontos), bom (de 36 a 40 pontos) e ótimo (acima de 40 pontos).

“Esse monitoramento tem caráter educativo e não tem valor pericial, pois a proposta é apresentar uma percepção ambiental sobre a região analisada”, esclarece Malu Ribeiro, coordenadora do Programa Rede das Águas, da Fundação SOS Mata Atlântica.

Dos 30 corpos d’água monitorados, 70% foram classificados como “regular” e 30% no nível “ruim”. Nenhum dos pontos de coleta conseguiu a soma necessária para alcançar os níveis “bom” ou “ótimo”.

No caso do Ceará, foram analisados os dois principais rios da Capital, Fortaleza, de 3 a 15 de julho do ano passado. Com 30 pontos, o Rio Cocó foi classificado como “regular”; já o Rio Maranguapinho, com 26 pontos, ficou na categoria “ruim”. “Infelizmente, os monitoramentos indicam que os rios de nossas cidades estão, de maneira geral, com qualidade bem longe do ideal, um alerta para que as pessoas fiquem atentas e cobrem do poder público ações para transformar essa realidade”, conclui Malu.

Programa Rede das Águas

A Rede das Águas é um programa de informação e intercâmbio voltado à mobilização social para a gestão integrada da água e da floresta, além do fortalecimento e aprimoramento de políticas públicas e reúne os projetos da Fundação SOS Mata Atlântica relacionados ao tema água. Consolidou-se como ferramenta de mobilização no setor de recursos hídricos e possibilitou o início das atividades de educação ambiental e mobilização ligadas ao tema água em rede social.

Um exemplo é o Observando os Rios, uma metodologia composta por kits de monitoramento da qualidade da água utilizada hoje em diversas bacias hidrográficas brasileiras, de dez Estados do bioma Mata Atlântica (SP, MG, PR, SC, RS, RJ, AL, CE, PE. GO e DF).

Mais informações no site: www.rededasaguas.org.br.

Fundação SOS Mata Atlântica

Criada em 1986, a Fundação SOS Mata Atlântica é uma organização privada sem fins lucrativos, que tem como missão promover a conservação da diversidade biológica e cultural do bioma Mata Atlântica e ecossistemas sob sua influência. Assim, estimula ações para o desenvolvimento sustentável, promove a educação e o conhecimento sobre a Mata Atlântica, mobiliza, capacita e incentiva o exercício da cidadania socioambiental.

A Fundação desenvolve projetos de conservação ambiental, produção de dados, mapeamento e monitoramento da cobertura florestal do bioma, campanhas, estratégias de ação na área de políticas públicas, programas de educação ambiental e restauração florestal, voluntariado, desenvolvimento sustentável, proteção e manejo de ecossistemas.

Investir em eficiência

Um dos nossos principais entraves está na qualidade, já que temos grandes problemas no setor de saneamento. Para o Instituto Tratabrasil, o avanço do saneamento básico no País depende da melhorias na gestão do setor, em especial nas perdas. Destaca que, em 2010, as perdas de faturamento das empresas operadoras com vazamentos, roubos e ligações clandestinas, falta de medição ou medições incorretas no consumo de água, alcançaram, na média nacional, 37,5%.

O estudo do Instituto Tratabrasil “Perdas de água: entraves ao avanço do saneamento básico e riscos de agravamento à escassez hídrica no Brasil”, desenvolvido pelos professores doutores Rudinei Toneto Jr., da USP-Ribeirão Preto e Carlos Saiani, do Instituto Mackenzie, destaca que no Nordeste as oscilações dos índices de perdas são notáveis, sendo menor no Ceará (21,76%) e maior em Alagoas (65,87%).

“O estudo e suas simulações mostram que mesmo pequenos ganhos, como reduções de 10% nas perdas atuais, resultariam em recursos financeiros muito importantes para melhorar o fornecimento de água, mas também a expansão das redes de esgoto e tratamento no Brasil. Níveis de perdas tão altas, como os das regiões Norte e Nordeste, fazem com que em muitos casos a arrecadação com o fornecimento de água não seja suficiente sequer para pagar os custos desses serviços. Esse quadro inibe os investimentos necessários para que muitos brasileiros tenham condições de viver dignamente”, comenta Édison Carlos, presidente executivo do Instituto.

Instituto Trata Brasil

O Trata Brasil é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), iniciativa de responsabilidade socioambiental que visa à mobilização dos diversos segmentos da sociedade para garantir a universalização do saneamento no País.

Criado em julho de 2007, tem como proposta informar e sensibilizar a população sobre a importância e o direito de acesso à coleta e ao tratamento de esgoto e mobilizá-la a participar das decisões de planejamento em seu bairro e sua cidade; cobrar do poder público recursos para a universalização do saneamento; apoiar ações de melhoria da gestão em saneamento nos âmbitos municipal, estadual e federal; estimular a elaboração de projetos de saneamento e oferecer aos municípios consultoria para o desenvolvimento desses projetos, e incentivar o acompanhamento da liberação e da aplicação de recursos para obras.

Incentivo financeiro

Para celebrar a data de hoje, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e a Agência Nacional de Águas (ANA) lançaram ontem um programa de incentivo financeiro, por meio de pagamentos por resultados, para fortalecer a gestão das águas nos Estados. Além do lançamento do Pacto das Águas, foi assinado aditivo ao acordo de cooperação entre o MMA, a ANA e a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República para a criação de um núcleo de pensamentos estratégicos para a área de Recursos Hídricos.

Questão de prioridade

Quando a Organização das Nações Unidas (ONU) adotou os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), em 2000, a água e o saneamento ficaram relegados a um segundo plano. Desde o ano passado, quando, na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio + 20), a ONU iniciou a formulação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para sua agenda posterior a 2015, há uma campanha para destacar a importância da água e do saneamento.

Por isso, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) lançou, na segunda quinzena de dezembro, a campanha Ano Internacional da Cooperação pela Água 2013, destinada ao Dia (22 de março) e ao Ano Internacional da Água.

Cinco objetivos

1. Conscientizar sobre a importância, os benefícios e os desafios da cooperação em questões relacionadas à água

2. Gerar conhecimento e construir capacidades em prol da cooperação pela água

3. Provocar ações concretas e inovadoras em prol da cooperação pela água

4. Fomentar parcerias, diálogo e cooperação pela água como prioridades máximas, mesmo após 2013

5. Fortalecer a cooperação internacional pela água para abrir caminho para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) defendidos por toda a comunidade que trata sobre água e atendendo às necessidades de todas as sociedades

Ficou a cargo da Unesco a organização das atividades, por se tratar de organização multidisciplinar que combina as ciências naturais e sociais, educação, cultura e comunicação. Dada a natureza intrínseca da água como um elemento transversal e universal, o Ano Internacional de Cooperação pela Água naturalmente abraça e toca em todos esses aspectos.

O objetivo é aumentar a conscientização, no potencial para uma maior cooperação, e sobre os desafios da gestão da água em função do aumento da demanda por acesso, distribuição e serviços.

O Ano destaca a história de iniciativas de cooperação de sucesso com o recurso, assim como identifica problemas envolvendo educação, diplomacia, gestão transfronteiriça, a cooperação de financiamento nacionais e / ou internacionais, quadros legais e apoia a formulação de novos objetivos que vão contribuir para o desenvolvimento dos recursos hídricos de forma verdadeiramente sustentável.

08:21 · 28.12.2012 / atualizado às 08:21 · 28.12.2012 por

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) lançou, na segunda quinzena de dezembro, a campanha Ano Internacional da Cooperação pela Água 2013, destinada ao Dia (22 de março) e ao Ano Internacional da Água. A iniciativa pretende alcançar cinco objetivos:

1. Conscientizar sobre a importância, os benefícios e os desafios da cooperação em questões relacionadas à água

2. Gerar conhecimento e construir capacidades em prol da cooperação pela água

3. Provocar ações concretas e inovadoras em prol da cooperação pela água

4. Fomentar parcerias, diálogo e cooperação pela água como prioridades máximas, mesmo após 2013

5. Fortalecer a cooperação internacional pela água para abrir caminho para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) defendidos por toda a comunidade que trata sobre água e atendendo às necessidades de todas as sociedades

Definição

Em dezembro de 2010, a Assembleia Geral da ONU declarou 2013 como o Ano Internacional das Nações Unidas de Cooperação água (Resolução A/RES/65/154). Na reflexão desta declaração, o Dia Mundial da Água 2013, em 22 de Março de 2013, também é dedicado à cooperação pela água.

Ficou a cargo da Unesco a organização das atividades, por se tratar de organização multidisciplinar que combina as ciências naturais e sociais, educação, cultura e comunicação. Dada a natureza intrínseca da água como um elemento transversal e universal, o Ano Internacional de Cooperação pela Água naturalmente abraça e toca em todos esses aspectos.

O objetivo deste Ano Internacional é aumentar a conscientização, no potencial para uma maior cooperação, e sobre os desafios da gestão da água em função do aumento da demanda por acesso, distribuição e serviços.

O Ano vai destacar a história de iniciativas de cooperação de sucesso com o recurso, assim como identificar problemas envolvendo educação, diplomacia, gestão transfronteiriça, a cooperação de financiamento nacionais e/ou internacionais, quadros legais e as ligações com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).

Também é uma oportunidade para aproveitar a dinâmica criada na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio +20) e apoiar a formulação de novos objetivos que vão contribuir para o desenvolvimento dos recursos hídricos de forma verdadeiramente sustentável.

Fonte: http://www.watercooperation2013.org/

07:50 · 23.04.2012 / atualizado às 07:50 · 23.04.2012 por

Começa hoje, a partir das 9 horas, no Auditório do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), na Avenida Duque de Caxias, 1.700 – 1º andar, no Centro de Fortaleza, o VII Fórum em Pauta, uma realização da Bolsa de Responsabilidade Social e Portal Imprensa.

A Conferência de abertura está marcada para as 9h30 “O impacto da transposição do Rio São Francisco no desenvolvimento sustentável do estado do Ceará”, com Cássio Borges, mediada por Xyco Theóphilo.

Na sequência, às 11h20, o Painel I “Por que “água” é notícia? Escassez, uso e reúso de informações – Como mostrar à mídia cearense que o tema água não é pauta saturada e que pode estar presente nas mais diversas editorias, com Rogério Campos, Cesar Augusto Pinheiro e Ticiana Marinho de Carvalho Studart, mediado por Thaís Naldoni (Imprensa)

Após o intervalo para almoço, às 14h30, o Painel II “Desafios e dificuldades para inserir a pauta “Água” no cotidiano do noticiário regional – Como o tema “água” foi e pode ser abordado para que seja uma pauta de interesse, conscientização e serviço para o consumidor de notícias”, com Maristela Crispim e Tarcília Rego, mediado por Samira de Castro (presidente do Sindjorce)

Por fim, a Conferência de encerramento, sobre “A atuação do Dnocs no contexto hídrico Brasileiro”, com Raquel Cristina Pontes, mediado por Sinval de Itacarambi Leão (Imprensa)

Para amanhã estão programadas visitas-reportagem ao Açude Castanhão e ao Porto do Pecém.

Mais informações e inscrições:

http://portalimprensa.uol.com.br/forumagua

08:00 · 22.03.2012 / atualizado às 08:16 · 22.03.2012 por
O Rio Salgado, na Região do Cariri, é, dos três rios cearenses monitorados, o que teve a pior pontuação Foto: Honório Barbosa

A água é o insumo mais fundamental à manutenção da vida em nosso planeta e, como é escasso em quantidade, qualidade e disponibilidade, precisa ser valorizado como tal. O dia de hoje, dedicado pela Organização das Nações Unidas (ONU) à água, deve servir, antes de tudo como incentivo à reflexão sobre o tema.

Aproveitando a data – este ano dedicada pela ONU à discussão sobre segurança alimentar –  para estimular a sociedade brasileira a pensar mais sobre o assunto, a Organização Não-Governamental (ONG) Fundação SOS Mata Atlântica divulga mais um balanço realizado em rios de 11 Estados brasileiros, pela equipe do projeto itinerante “A Mata Atlântica é aqui – exposição itinerante do cidadão atuante”.

No total, foram realizadas 49 avaliações, de janeiro de 2011 a março de 2012. Entre os rios avaliados, nenhum obteve resultado satisfatório. A iniciativa tem o patrocínio de Bradesco Cartões, Natura e Volkswagen Caminhões & Ônibus.

Dos 49 corpos d’água monitorados, nos estados Estados do CE, PI, BA, SP, MG, ES, RJ, MS, RS, PR e SC, 75,5% foram classificados como “regular” e 24,5% no nível “ruim”. Nenhum dos pontos de coleta conseguiu a soma necessária para alcançar os níveis “bom” ou “ótimo”.

Dos três rios cearenses analisados, um, o Rio Salgado (Juazeiro do Norte) obteve 26 pontos, sendo considerado “ruim”. Os outros dois – Acaraú (Sobral) e São Gonçalo (Tianguá) foram considerados “regulares”, com 31 e 32 pontos, respectivamente.

As análises que tiveram o melhor resultado foram as do Rio Santa Maria da Vitória, em Vitória (ES); Rio Paraíba do Sul, em Resende (RJ); Bica da Marina, em Angra dos Reis (RJ); Arroio Jupira, em Foz do Iguaçu (PR); e do Rio Camboriú, na cidade de Balneário Camboriú (SC), todas com 33 pontos.

Os resultados mais baixos ficaram para os rios Criciúma, na cidade de Criciúma (SC), com 23 pontos, e o Itapicuru Mirim, em Jacobina (BA), com 24 pontos.

“Desde maio de 2009 o projeto tem realizado análises como estas e ainda não chegamos a um rio classificado ao menos como bom. Se compararmos os resultados atuais com os anteriores, verificamos que não há grandes mudanças, o que mostra a necessidade de ações que contribuam para a conservação e a melhoria da qualidade de nossas águas”, disse Malu Ribeiro, coordenadora do Programa Rede das Águas, da SOS Mata Atlântica.

Análises

A cada semana, o projeto “A Mata Atlântica é aqui – exposição itinerante do cidadão atuante” visita uma cidade diferente e promove atrações gratuitas com a população local. Entre as atividades está a seleção de um ou mais corpos d’água locais para serem analisados.

Essas avaliações têm o objetivo de checar a qualidade dos rios, córregos, lagos e outros corpos d’água das cidades e, desta forma, alertar a população sobre a real situação do local onde vive. Para realizar a análise, a equipe conta com um kit de monitoramento desenvolvido pelo Programa Rede das Águas da própria ONG.

O kit classifica a qualidade das águas em cinco níveis de pontuação: péssimo (de 14 a 20 pontos), ruim (de 21 a 26 pontos), regular (de 27 a 35 pontos), bom (de 36 a 40 pontos) e ótimo (acima de 40 pontos).

Os níveis de pontuação são compostos pelo Índice de Qualidade da Água (IQA), padrão definido no Brasil por resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), obtido pela soma da pontuação de 14 parâmetros físico-químicos, biológicos e de percepção, avaliados com auxílio do kit.

Em cada análise são avaliados a temperatura, turbidez, espumas, lixo, odor, peixes, larvas e vermes brancos ou vermelhos, coliformes totais, oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio, potencial hidrogeniônico, níveis de nitrato e de fosfato. Cada um destes parâmetros pode acrescentar de um a três pontos, obtendo o mínimo de 14 e máximo de 42 pontos.

Alterações

O ano de 2011 marcou o início do terceiro ciclo anual do projeto itinerante da SOS Mata Atlântica. Neste ciclo, a exposição revisitou algumas cidades e realizou uma nova coleta de água em rios já avaliados pela equipe.

Alguns destes resultados tiveram grandes alterações, como é o caso do Córrego Bom Retiro, em Londrina (PR); do Rio Tietê, em Itu (SP); e do Rio Santa Maria da Vitória, Vitória (ES), que ganharam sete pontos em suas análises e passaram da classificação “ruim” para a “regular”.

Outras avaliações com grandes alterações foram as dos rios Criciúma, em Criciúma (SC), que perdeu cinco pontos, e Paquequer, em Teresópolis (RJ), com quatro pontos a menos. Ambos caíram da classificação “regular” para “ruim”.

“A água é essencial para a vida. Não podemos tratá-la como se fosse uma lata de lixo onde jogamos nossos esgotos e o que simplesmente não queremos mais. O cuidado com os recursos hídricos deve ser feito por todos”, destaca Malu.

Uma grande preocupação é com relação à proposta de alterar o Código Florestal, que está atualmente na Câmara. O texto coloca em risco esses importantes ambientes ao propor a consolidação de ocupações irregulares em manguezais ocorridas até 2008, consolidar ocupações urbanas nessas áreas e permitir novas ocupações, sendo 35% em manguezais do Bioma Mata Atlântica e 10% na Amazônia.

Pacto das Águas

Parlamentares e representantes de diversas organizações ambientais estarão reunidos em um café da manhã, nesta quinta-feira (22 de março), às 9h, no plenário II da Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), para debater o tema “Tempo de Soluções: Do VI Fórum Mundial da Água à realidade no Brasil”.

O evento marcará o lançamento do Pacto das Águas, que reunirá Legislativo, sociedade civil, organismos de bacia e gestores de água em defesa da gestão integrada dos recursos hídricos. O objetivo é fortalecer o tema água politicamente. O café da manhã será a primeira ação do Pacto e está sendo organizado pela SOS Mata Atlântica, em parceria com a Frente Parlamentar Ambientalista.

Programa Rede das Águas

A Rede das Águas é um programa de informação e intercâmbio voltado à mobilização social para a gestão integrada da água e da floresta, além do fortalecimento e aprimoramento de políticas públicas.

Reúne os projetos da Fundação SOS Mata Atlântica relacionados ao tema água, como o Núcleo União Pró-Tietê, que nasceu em 1991 estimulado pela campanha pela despoluição do Rio Tiête e que reuniu 1,2 milhão de assinaturas num abaixo-assinado entregue ao Governo do Estado de São Paulo.

Consolidou-se como ferramenta de mobilização no setor de recursos hídricos e possibilitou o início das atividades de educação ambiental e mobilização ligadas ao tema água em rede social.

Um exemplo é o Observando os Rios, uma metodologia composta por kits de monitoramento da qualidade da água utilizada hoje em diversas bacias hidrográficas brasileiras, de dez Estados do bioma Mata Atlântica (SP, MG, PR, SC, RS, RJ, AL, CE, PE. GO e DF). Mais informações no site: www.rededasaguas.org.br.

Sobre o projeto itinerante

O projeto “A Mata Atlântica é aqui – exposição itinerante do cidadão atuante”, da Fundação SOS Mata Atlântica, foi lançado em maio de 2009 e já visitou mais de 90 cidades nos 17 Estados em que a Mata Atlântica ocorre.

Ao todo, mais de 290 mil pessoas já participaram das atividades realizadas no caminhão. Além disso, mais de 110 corpos d’água foram monitorados pelo projeto, que contou com apoio de 250 instituições ao longo da viagem. Quem tiver interesse em acompanhar as visitas do projeto em cada cidade por onde passa, deve acessar www.sosma.org.br/blog.

Sobre a Fundação SOS Mata Atlântica

Criada em 1986, a Fundação SOS Mata Atlântica comemorou em 2011 seus 25 anos. É uma organização privada sem fins lucrativos, que tem como missão promover a conservação da diversidade biológica e cultural do Bioma Mata Atlântica e ecossistemas sob sua influência. Assim, estimula ações para o desenvolvimento sustentável, promove a educação e o conhecimento sobre a Mata Atlântica, mobiliza, capacita e incentiva o exercício da cidadania socioambiental.

A Fundação desenvolve projetos de conservação ambiental, produção de dados, mapeamento e monitoramento da cobertura florestal do Bioma, campanhas, estratégias de ação na área de políticas públicas, programas de educação ambiental e restauração florestal, voluntariado, desenvolvimento sustentável, proteção e manejo de ecossistemas. Mais informações em www.sosma.org.br.

Confira aqui os rios avaliados e seus resultados

Fonte: Fundação SOS Mata Atlântica

10:44 · 14.03.2012 / atualizado às 10:44 · 14.03.2012 por
A ONU destaca que a demanda pelos suprimentos de água no mundo é tão intensa que será necessária uma mudança radical na forma como ela é usada para evitar a escassez Foto: SXC.HU

A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou, na última segunda-feira (12 de março), o relatório “Administrando Água sob Risco e Incerteza”, sobre o desenvolvimento dos recursos hídricos no mundo.

O documento destaca que o crescimento sem precedentes da demanda alimentícia, rápida urbanização e a mudança climática ameaçam significativamente o abastecimento de água global.

Divulgado no Fórum Mundial da Água, realizado nesta semana em Marselha, no sul da França, o texto recomenda atitudes urgentes, em diversos setores, para evitar o desperdício de água, ressaltando que, sem medidas drásticas, a pressão sobre a água vai agravar as disparidades econômicas entre os países, atingindo principalmente os mais pobres.

A estimativa é que haverá, até 2050, um aumento de 19% no uso de água na agricultura, que já consome 70% da água doce no mundo. Além disso, o crescimento da exploração das reservas subterrâneas e as mudanças climáticas estão alterando os padrões de chuva, a umidade do solo, causando secas e tempestades. A estimativa é que em 2070, 44 milhões de pessoas serão afetadas pelas consequências das mudanças climáticas.

“A menos que a água tenha uma importância central no planejamento do desenvolvimento, bilhões de pessoas, em sua maioria nos países em desenvolvimento, podem enfrentar uma redução de meios de subsistência e oportunidades de vida. Uma melhor governança da água é necessária, incluindo investimento em infraestrutura do setor público e privado”, afirma o comunicado da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

De acordo com o relatório, a infraestrutura de saneamento não acompanha o ritmo da população urbana; mais de 80% da água usada não é recolhida ou tratada e um bilhão de pessoas ainda não tem acesso à água limpa. “Temos muito a fazer antes que todas as pessoas tenham acesso a água e saneamento necessários para levar uma vida de dignidade e bem-estar”, disse o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon.

Na área de energia, a Agência Internacional de Energia (AIE) calcula que pelo menos 5% do transporte mundial será alimentado por biocombustíveis em 2030 e que sua produção poderia consumir até 100% da quantidade total de água utilizada no mundo pela agricultura.

O documento cita que elevar as plantações de cana-de-açúcar, voltadas à produção do etanol, seria um plano devastador para regiões como a África Ocidental, onde já há problemas de escassez de água.

Além disso, segundo o relatório, se o atual modo de consumo não mudar, a necessidade de água destinada à produção energética crescerá 11,2% até 2050.

O custo econômico desta situação é considerável: em 2011, por exemplo, 90% dos desastres naturais estavam ligados à água e o custo total de ao menos 373 catástrofes naturais registradas em 2010 chegou a US$ 110 bilhões.

Segundo Michel Jarraud, presidente da Agência das Nações Unidas para a Água, em comunicado divulgado pela ONU, uma resposta coletiva de toda a comunidade internacional é necessária para resolver o problema.

O relatório aponta ainda que a Ásia tem cerca de 60% da população mundial, mas conta com apenas um terço da água potável da Terra. O Brasil produz aproximadamente 12% da água doce superficial do Planeta e, segundo dados da Agência Nacional de Águas (ANA), o país dispõe de 18% de toda água doce superficial da Terra.

De acordo com Programa Mundial para o Desenvolvimento da Água, vinculado às Nações Unidas, o objetivo do estudo é buscar alternativas para que todos se envolvam na busca pela melhoria da qualidade e aceitação das decisões sobre o tema.

Fontes: ONU-Brasil / Agência Brasil / G1

13:43 · 05.03.2012 / atualizado às 13:49 · 05.03.2012 por

O Dia Mundial da Água é comemorado anualmente em 22 de março como um meio de focar a atenção sobre a importância da água doce e defender a gestão sustentável deste recurso.

Atendendo recomendação da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (UNCED), a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) designou o dia 22 de março de 1993 como o primeiro Dia Mundial da Água.

A cada ano, a data serve para destacar um aspecto específico da água doce. O tema deste ano está ligado à Segurança Alimentar, considerando que a população mundial alcançou a marca dos 7 bilhões de habitantes no dia 31 de outubro passado e que a previsão é que haverá outros dois bilhões até 2050.

Segundo o site da ONU dedicado ao tema – disponível em Inglês, Francês e Espanhol – as estatísticas indicam que cada pessoa bebe de dois a quatro litros de água diariamente e a maior parte da água que ingerimos está nos alimentos que consumimos.

“Enquanto um bilhão de pessoas no mundo já vivem em condições de fome crônica e os recursos hídricos sofrem sofrem pressões, não dá para fingir que o problema não é nosso”, destaca o texto introdutório ao tema.

O desafio lançado é enfrentar o crescimento populacional e garantir acesso a alimentos nutritivos para todos, o que exige uma série de medidas às quais todos podemos dar contribuição, consumindo produtos que não façam uso intensivo de água; reduzindo o desperdício de alimentos; produzindo mais alimentos, de melhor qualidade, com menos água, por exemplo.

No Brasil

Em comemoração à data em nosso País, a Agência Nacional de Águas (ANA) lançou hoje o hotsite “Águas de Março”, para abrigar informações sobre os eventos nacionais, estaduais, municipais de organizações ligadas aos recursos hídricos, em especial neste 2012, com o tema “Água e Segurança Alimentar”.

Além dos eventos, o site abriga notícias, cartilhas, vídeos, dicas e exemplos de uso racional da água. Para conhecer a página ou cadastrar eventos, acesse www.ana.gov.br e fique por dentro do que acontece no Brasil em comemoração ao Dia Mundial da Água 2012.