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Categoria: Aquecimento Global


21:09 · 04.11.2016 / atualizado às 21:09 · 04.11.2016 por
Cada cidadão, governo, empresa e organização da sociedade civil tornou-se hoje legalmente comprometido em reduzir as emissões Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário
Cada cidadão, governo, empresa e organização da sociedade civil tornou-se, hoje, legalmente comprometido em reduzir as emissões Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário

O Acordo do Clima entrou em vigor nesta sexta-feira, apenas 11 meses depois de pactuado em Paris. A rapidez demonstra que o mundo está inclinado a buscar soluções para o aquecimento global, destaca a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura.
O Brasil deu sua contribuição como terceira grande economia a ratificar o Acordo, em setembro. É chegada a hora de cada país partir para ações práticas, cumprindo os compromissos assumidos em suas respectivas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs).
Pelo Acordo de Paris, os países concordaram em ter metas obrigatórias de redução de emissões de gases  do efeito estufa  (GEE) entre 2020 e 2030.
Cada cidadão, governo, empresa e organização da sociedade civil tornou-se hoje legalmente comprometido com a tarefa de estabilizar o aquecimento global em bem menos de 2 graus centígrados em relação à era pré-industrial e fazer esforços para limitá-lo a 1,5 graus centígrados.
“O acordo do clima passa a vigorar quatro anos antes do prazo oficial de 2020. Em vez de enxergar isso como oportunidade para adiar sua regulamentação até lá, os governos do mundo inteiro precisam correr para deixá-lo plenamente operacional bem antes disso”, disse Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima.
Mas, ao mesmo tempo, relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) aponta grandes lacunas entre os níveis de emissões assumidos nos compromissos nacionais e os necessários para que o aquecimento global fique abaixo dos 2 graus centígrados até o fim do século.
Ao serem somados, os compromissos ficam bem aquém do necessário. Estão mais distantes ainda do 1,5 grau centígrado, valor mais desejado para evitar danos aos países mais sensíveis às mudanças climáticas.
O Pnuma fez o alerta ontem de que o mundo só vai alcançar a meta dos 2 graus centígrados se fizer um corte adicional de 25% nas emissões de gases de efeito estufa até o ano de 2030 em relação ao que já estava previsto para ser reduzido.

08:00 · 27.01.2016 / atualizado às 21:45 · 26.01.2016 por
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O mapa codificado por cores mostra uma progressão das anomalias de temperatura da superfície global de 1880 a 2015. As temperaturas superiores às normais são mostradas em vermelho e as inferiores são mostradas em azul. O quadro final representa as temperaturas globais médias de cinco anos, de 2010 a 2015, com escala em graus Celsius
Crédito: NASA / Goddard Space Flight Center Scientific Visualization Studio

2015 foi ano mais quente do planeta Terra desde a que a moderna manutenção de registros começou, em 1880, de acordo com análises independentes pela Administração Nacional Aeronáutica e Espacial (Nasa) e pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), dos Estados Unidos. A temperatura global média em 2015 quebrou a marca anterior, de 2014, por 0,13 graus Celsius.

As temperaturas de 2015 continuaram uma tendência de aquecimento de longo prazo, de acordo com as análises feitas por cientistas do Instituto da Nasa Goddard de Estudos Espaciais (Giss), em Nova York (Gistemp).

Cientistas da NOAA concordam com a constatação de que 2015 foi o ano mais quente já registrado com base em análises separadas. Porque os locais das estações de tempo e medições mudam ao longo do tempo e há alguma incerteza nos valores individuais no índice Gistemp. Tendo isto em conta, a análise Nasa estima que 2015 foi o ano mais quente com 94% de certeza.

“A mudança climática é o desafio de nossa geração e trabalho vital da Nasa sobre esta importante questão que afeta cada pessoa na Terra”, disse o administrador da Nasa, Charles Bolden. “O anúncio de hoje não só ressalta como crítico programa de observação da Terra da Nasa é um ponto de dados-chave que devem fazer os decisores políticos se levantar e tomar conhecimento. Agora é a hora de agir sobre o clima”, afirmou na divulgação do estudo.

A temperatura média da superfície do Planeta subiu cerca de 1ºC desde o fim do século XIX, uma mudança em grande parte impulsionada pelo aumento do dióxido de carbono (CO2) e outras emissões geradas pela atividade humana na atmosfera.

A maior parte do aquecimento ocorreu nos últimos 35 anos, com 15 dos 16 anos mais quentes registrados a partir de 2001. No ano passado, pela primeira vez, as temperaturas médias globais chegaram a 1ºC ou mais acima da média 1880-1899.

Fenômenos como o El Niño ou La Niña, respectivamente de aquecimento ou resfriamento do Oceano Pacífico tropical, podem contribuir para variações de curto prazo na temperatura média global. O aquecimento do El Niño esteve em vigor durante a maior parte de 2015.

“2015 foi notável, mesmo no contexto contínuo de El Niño”, disse Gavin Schmidt, diretor do Giss. “As temperaturas do ano passado tiveram um incremento do El Niño, mas é um efeito cumulativo da tendência de longo prazo que resultou no registro de aquecimento que estamos vendo”, acrescentou.

A dinâmica de tempo muitas vezes afeta as temperaturas regionais, de modo que nem todas as regiões na Terra experimentaram as temperaturas médias recordes no ano passado.

As análises da Nasa incorporam medições de temperatura de superfície de 6.300 estações meteorológicas, observações navais e baseadas em bóia de temperaturas da superfície do mar, e as medições de temperatura de estações de pesquisa da Antártida.

Estas medições brutas são analisadas utilizando um algoritmo que considera o espaçamento variado de estações de temperatura em todo o mundo e os efeitos de aquecimento urbano, que poderiam distorcer as conclusões. O resultado desses cálculos é uma estimativa da diferença de temperatura média global a partir de um período de referência de 1951-1980.

O Instituto da Nasa Goddard de Estudos Espaciais (Giss) é uma subdivisão do Centro de Vôo Espacial Goddard da agência, em Greenbelt, em Maryland. O laboratório é afiliado ao Instituto Terra, da Universidade de Columbia e à Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas de Nova York.

O conjunto de dados de 2015 sobre a temperatura da superfície total e a metodologia completa utilizada para fazer o cálculo de temperatura estão disponíveis em:
http://data.giss.nasa.gov/gistemp/

Para mais informações sobre as atividades das ciências da Terra da Nasa, visite:
http://www.nasa.gov/earth

Fonte: Nasa

17:05 · 25.02.2015 / atualizado às 17:09 · 25.02.2015 por
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No sábado, 28 de março, cidades, empresas e pessoas apagarão as suas luzes por 60 minutos em um grande ato simbólico mundial contra o aquecimento global – a Hora do Planeta – e Fortaleza foi a primeira capital do Nordeste a aderir. Serão apagadas as luzes da estátuas de Iracema (Praia e Lagoa de Messejana), fachada do Mercado Central, relógio da Praça do Ferreira, Seminário da Prainha, Palácio do Bispo, Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente, Catedral Metropolitana de Fortaleza e Igreja de Fátima.

Lançada hoje, a campanha já conta com a adesão de 40 cidades no Brasil, incluindo capitais nas cinco regiões do País, além de Fortaleza, Belo Horizonte, Curitiba, Goiânia e Manaus. A meta é superar o número de 144 cidades brasileiras (24 capitais) participantes em 2014, e garantir a adesão de todas as capitais. No ano passado, o movimento reuniu mais de 7.000 cidades, em cerca de 150 países.

No Brasil, a campanha reforça a importância da conservação da natureza e do combate às mudanças climáticas em meio à crise hídrica sem precedentes vivida pelo País.

Histórico

Pelo sétimo ano consecutivo, a organização ambientalista WWF-Brasil promove a Hora do Planeta no País. No dia 28 de março, as luzes serão apagadas entre 20h30 e 21h30, na maior mobilização mundial para que os líderes globais adotem medidas para deter as mudanças climáticas. A atual edição da iniciativa conta com o patrocínio da Ambev e Malwee.

“A conservação do meio ambiente deixou de ser focada no bem-estar das gerações futuras, para ser uma grande questão da geração atual. Neste ano, os efeitos da devastação, que já vêm nos atingindo há tempos, pode ser sentido de forma ainda mais contundente – e em vários pontos do mundo”, declarou, por meio de informe, a secretária-geral do WWF-Brasil, Maria Cecilia Wey de Brito.

No texto do WWF-Brasil, está destacado que a crise hídrica, além dos impactos diretos nas vidas de muitos brasileiros, também abala a produção de energia, muito concentrada em hidrelétricas. “As duas crises incidem sobre a economia, que sofre com queda da produção agrícola e industrial”, acrescenta.

“Diante desse quadro está evidente que precisamos tomar providências concretas – e urgentes – para que as atuais alterações climáticas globais possam ser amenizadas por meio de alternativas energéticas, limpas e renováveis, e de ações de políticas públicas e individuais eficazes na conservação das reservas naturais do planeta”, continua Maria Cecilia.

No contexto da Hora do Planeta, o WWF-Brasil vai lançar uma petição – que poderá ser assinada até agosto – para que o governo federal crie um plano nacional para proteção e recuperação de nascentes, rios, lagos, córregos e outros mananciais, o que ajudaria a aumentar a quantidade e a qualidade da água para consumo.

Adesão

Para aderir ao movimento, as cidades interessadas devem entrar em contato com o WWF-Brasil pelo e-mail cidades@wwf.org.br. As cidades recebem um Termo de Adesão, que deve ser assinado por alguma autoridade local indicando quais monumentos e prédios públicos as cidades irão apagar durante a Hora do Planeta.

Contexto global

2015 é um ano decisivo na busca de soluções para as mudanças climáticas. Em dezembro, será sediada em Paris (França) a 21ª Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCC). O encontro, que reunirá os maiores líderes globais, tem como principal objetivo pavimentar o caminho para a assinatura de um acordo global de clima, com medidas para mitigar o avanço do aquecimento global e aumentar as adaptações necessárias para o enfrentamento das mudanças climáticas.

A Hora do Planeta, presente em todos os continentes, é a grande oportunidade de unificar a comunidade global em torno de ações individuais que vão chamar a atenção dos dirigentes mundiais para a importância de se fechar um acordo global e eficaz para a conservação ambiental.

“A Hora do Planeta é um movimento das pessoas e também o mais duradouro do mundo, voltado para o clima. As luzes podem sair por uma hora, mas as ações realizadas por milhões de pessoas, ao longo do ano, irão inspirar as soluções necessárias para deter a mudança climática”, declarou, oficialmente, o CEO e co-fundador da Hora do Planeta, Andy Ridley.

Hora do Planeta

A Hora do Planeta, conhecida globalmente como Earth Hour, é uma iniciativa global da Rede WWF para enfrentar as mudanças climáticas. Desde sua primeira edição, em março de 2007, a Hora do Planeta não para de crescer. O que começou como evento isolado, em uma única cidade, Sidney, na Austrália, tornou-se uma ação global, envolvendo um bilhão de pessoas em mais de 7 mil cidades de 162 países e territórios.

Alguns dos mais conhecidos monumentos mundiais, entre elas, as pirâmides do Egito; a Torre Eiffel, em Paris; a Acrópole de Atenas e – até mesmo – a cidade de Las Vegas já ficaram no escuro durante 60 minutos. No Brasil, a Hora do Planeta acontece oficialmente desde 2009.

WWF-Brasil

É uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações.

Criado em 1996 e sediado em Brasília, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o País e integra a Rede WWF, a maior rede independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

Rede WWF

A Rede WWF é uma das maiores organizações ambientalistas independentes do mundo. Ela tem o apoio de quase 5 milhões de pessoas e uma rede mundial ativa em mais de 100 países. A missão da Rede WWF é acabar com a degradação do meio ambiente natural do planeta e construir um futuro onde os seres humanos vivam em harmonia com a natureza, assegurando o uso sustentável dos recursos naturais renováveis e promovendo a redução da poluição e do desperdício de consumo.

Mais informações:

Site Brasil: www.wwf.org.br/horadoplaneta

Vídeo Oficial Hora do Planeta 2015: http://bit.ly/VideoOficialHoradoPlaneta2015

Site Global: www.earthhour.org

Fonte: WWF-Brasil

09:16 · 02.04.2014 / atualizado às 09:16 · 02.04.2014 por
Trata-se de um gesto simbólico, de mobilização, que vem crescendo ano a ano Foto: Maristela Crispim
Trata-se de um gesto simbólico, de mobilização, que vem crescendo ano a ano Foto: Maristela Crispim

A sexta edição da Hora do Planeta no Brasil, realizada no sábado (29/3), das 20h30 às 21h30, com promoção do WWF-Brasil, bateu o recorde de participação de cidades brasileiras com a adesão de 144 municípios, em todas as regiões do País. O número representa 29 cidades mais do que no ano anterior e dez mais do que em 2012 – ano que detinha o maior envolvimento verde-amarelo desde a primeira edição por aqui, em 2009.

O Monumento às Bandeiras, em São Paulo; o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro; a Esplanada dos Ministérios, o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto, em Brasília; e a Igreja São Francisco de Assis (Igrejinha da Pampulha), em Belo Horizonte, são apenas alguns dos 475 ícones – entre monumentos, prédios e equipamentos públicos locais – que foram apagados de Norte a Sul do Brasil por sessenta minutos.

“É um gesto simbólico que convida a um engajamento para gerar mudanças em nossas rotinas para minimizar os efeitos do aquecimento global. A ideia é que todos continuem nessa jornada”, explicou a superintendente de Comunicação, Marketing e Engajamento do WWF-Brasil, Renata A. Soares, ao abrir o evento que marcou a data na praça Victor Civita, em São Paulo, de onde um interruptor gigante apagou, simbolicamente, as cidades brasileiras participantes e inseriu o País no mapa global da Hora do Planeta 2014.

No mundo todo mais de 7 mil cidades, em 162 países, participaram da Hora do Planeta. Da Ópera House de Sydney ao Empire State Building (Nova York), tiveram suas luzes apagadas e ícones como a Torre Eiffel, em Paris, o Big Ben e o Palácio de Buckingham, em Londres, o Kremlin, em Moscou, as Pirâmides de Giza, no Egito, e a Table Mountain, na Cidade do Cabo. “É sempre extraordinário ver as cidades e monumentos envolvidos na Hora do Planeta, mas em 2014 tivemos histórias e atividades que vão além dos sessenta minutos e provam que o movimento é comandado pelo poder das pessoas”, afirmou o CEO e co-fundador da Hora do Planeta, Andy Ridley.

Não à toa, o embaixador global da Hora do Planeta 2014 foi um super-herói, o Homem-Aranha – por meio de uma parceria pioneira com a Sony Pictures. Herói do filme “O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro”, com lançamento em 1º de maio no Brasil, o personagem apoia uma ação mundial de arrecadação de recursos para projetos ambientais.

Já no Brasil, o Homem do Farol – simpático personagem criado pela agência Grey Brasil – foi responsável por desligar o interruptor gigante que “apagou” as cidades participantes pela Hora do Planeta 2014. “Como sou morador e administrador de um farol, não posso desligar as luzes, mas fiz questão de vir aqui incentivar os brasileiros a aderirem a esse ato de conscientização”, comentou ele no evento.

A lista completa com as 144 cidades participantes está disponível em:

http://www.wwf.org.br/participe/horadoplaneta/cidades/

Hora do Planeta

A Hora do Planeta, conhecida globalmente como Earth Hour, é uma iniciativa global da Rede WWF para enfrentar as mudanças climáticas. Desde sua primeira edição, em março de 2007, a Hora do Planeta não parou de crescer. O que começou como um evento isolado em uma única cidade, Sidney, na Austrália, tornou-se uma ação global, envolvendo um bilhão de pessoas em mais de 7 mil cidades de 152 países. Alguns dos mais conhecidos monumentos mundiais, como as pirâmides do Egito, a Torre Eiffel em Paris, a Acrópole de Atenas e até mesmo a cidade de Las Vegas (EUA) já ficaram no escuro durante sessenta minutos.

WWF-Brasil

O WWF-Brasil é uma organização não-governamental brasileira dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. O WWF-Brasil, criado em 1996 e sediado em Brasília, desenvolve projetos em todo o País e integra a Rede WWF, a maior rede independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

Fonte: WWF-Brasil

10:01 · 14.02.2014 / atualizado às 10:01 · 14.02.2014 por

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Com promoção do WWF-Brasil, a Hora do Planeta 2014 acontece no sábado, 29 de março. Com o slogan “Use seu poder para salvar o Planeta”, o maior movimento mundial contra o aquecimento global irá apresentar embaixadores, reais e fictícios, para mobilizar cidades, empresas e pessoas. Paralelamente, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo são finalistas da iniciativa global Hora do Planeta: Desafio das Cidades, que irá eleger a Capital Global da Hora do Planeta.

Pelo sexto ano consecutivo, a organização ambientalista WWF-Brasil promove a campanha Hora do Planeta no País. Lançada mundialmente ontem (13/02), a Hora do Planeta 2014 acontecerá no sábado, 29 de março, entre 20h30 e 21h30.

Com o slogan “Use seu poder para salvar o planeta”, o movimento aposta no poder de cada um para a mudança, seja o cidadão brasileiro ou o Homem-Aranha, primeiro embaixador global do movimento.

Paralelamente, a Rede WWF promove a Hora do Planeta: Desafio das Cidades, que irá premiar iniciativas rumo ao desenvolvimento de uma economia de baixo carbono. Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG) são finalistas do desafio.

“Como maior ato simbólico mundial contra o aquecimento global, a Hora do Planeta abre espaço para a reflexão da postura de cidades, empresas e cidadãos. Com o Desafio das Cidades vamos além da hora, com o objetivo de estimular a criação e disseminação de melhores práticas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas por meio de planos ambiciosos, inspiradores e factíveis para o desenvolvimento de uma economia de baixo carbono”, afirma a secretária-geral do WWF-Brasil, Maria Cecília Wey de Brito, lembrando que na edição de 2013 mais de 7.000 em 154 países apagaram as suas luzes por sessenta minutos.

No Brasil, Belo Horizonte foi a primeira cidade a aderir à Hora do Planeta 2014. Também já participam da campanha Macapá (AP), Campinas (SP), Erechim (RS) e Joinville (SC). No total, já são quinze cidades brasileiras confirmadas no movimento global. Em 2013, a Hora do Planeta contabilizou 113 cidades no Brasil, que juntas apagaram mais de 627 ícones (entre monumentos, espaços públicos e prédios históricos).

Para se juntar à Hora do Planeta 2014 basta acessar o site oficial da campanha (www.horadoplaneta.org.br) e apagar as luzes no dia 29 de março, entre 20h30 e 21h30. As cidades brasileiras interessadas em participar devem solicitar o Termo de Adesão Hora do Planeta 2014 que oficializa a participação.

Já empresas, organizações e pessoas podem se cadastrar on-line e acessar peças como banners, imagens de capa para mídias sociais, entre outros. As redes sociais – Facebook, Twitter e Instagram, também são canais oficiais de comunicação da campanha.

Confira o vídeo da campanha

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Hora do Planeta: Desafio das Cidades

Criada pela Rede WWF há três anos, a iniciativa Hora do Planeta: Desafio das Cidades é uma forma de ir além da mobilização gerada pelo movimento global, com a conquista de compromissos concretos de redução do impacto do ser humano sobre o clima. Cidades de 13 países foram convidadas a reportar dados relevantes, planos e ações com relação às suas emissões de carbono.

Pela primeira vez o Brasil está envolvido, com três finalistas: Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. Outras cinco cidades (Betim, Manaus, Porto Alegre, Fortaleza e Sorocaba), que têm projetos interessantes rumo ao desenvolvimento urbano sustentável, também concorreram, mas não foram selecionadas.

Neste ano, o foco global da competição foram os investimentos em benefício da reestruturação das matrizes energéticas, em um movimento que priorize as fontes limpas de energia em detrimento daquelas originárias de combustíveis fósseis. Além dos municípios brasileiros, concorrem na atual edição do desafio cidades da Bélgica, Canadá, Coreia do Sul, Dinamarca, Estados Unidos, Finlândia, Índia, Indonésia, Itália, México, Noruega e Suécia.

As cidades finalistas serão avaliadas, a partir de critérios técnicos, por um júri internacional de especialistas. O anúncio da Capital Global da Hora do Planeta ocorrerá no final de março na cidade canadense de Vancouver. Além da cidade vencedora pelo júri, será escolhida uma cidade por voto popular. As finalistas podem ser votadas no site global We Love Cities (www.welovecities.org/pt). Além de escolher a sua preferida, o internauta pode também encaminhar sugestões de melhorias que serão entregues a cada uma das participantes do concurso.

Use seu poder para salvar o planeta

Com o Slogan “Use seu poder para salvar o planeta”, a Hora do Planeta 2014 irá apresentar até o dia 29 de março embaixadores que estimulem a participação das pessoas no movimento.

“Globalmente temos o Homem-Aranha como nosso primeiro embaixador. Com ele, simbolizamos que todos nós temos poder para fazer mudanças. Ao longo da campanha, vamos apresentar outros embaixadores, reais e fictícios, para mostrar que é possível usar o poder que todos temos para salvar o planeta”, explica a superintendente de Comunicação, Marketing e Engajamento do WWF-Brasil, Renata A. Soares.

A participação do Homem-Aranha foi possível graças a uma parceria entre a Rede WWF e a Sony Pictures Entertainement. Os atores Andrew Garfield, Emma Stone e Jamie Foxx, que respectivamente atuam como Peter Parker/Homem-Aranha, Gwen Stacy e Max Dillon/Electro no filme “O Espetacular Homem-Aranha 2 – A Ameaça de Electro”, com lançamento previsto para 1º de Maio no Brasil, juntamente com o diretor Marc Webb, também irão apoiar e participar efetivamente da Hora do Planeta 2014.

Hora do Planeta

A Hora do Planeta, conhecida globalmente como Earth Hour, é uma iniciativa global da Rede WWF para enfrentar as mudanças climáticas. Desde sua primeira edição, em março de 2007, a Hora do Planeta não parou de crescer.

O que começou como um evento isolado em uma única cidade, Sidney, na Austrália, tornou-se uma ação global, envolvendo um bilhão de pessoas em mais de 5 mil cidades de 152 países. Alguns dos mais conhecidos monumentos mundiais, como as pirâmides do Egito, a Torre Eiffel em Paris, a Acrópole de Atenas e até mesmo a cidade de Las Vegas (EUA) já ficaram no escuro durante 60 minutos.

WWF-Brasil

O WWF-Brasil é uma organização não-governamental brasileira dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações.

O WWF-Brasil, criado em 1996 e sediado em Brasília, desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

Rede WWF

A Rede WWF é uma das maiores organizações ambientalistas independentes do mundo. Ela tem o apoio de quase 5 milhões de pessoas e uma rede mundial ativa em mais de 100 países. A missão da Rede WWF é acabar com a degradação do meio ambiente natural do planeta e construir um futuro onde os seres humanos vivam em harmonia com a natureza, assegurando o uso sustentável dos recursos naturais renováveis e promovendo a redução da poluição e do desperdício de consumo.

Fonte: WWF-Brasil

Mais informações

Hora do Planeta 2014

Data: 29 de março (sábado)

Horário: das 20h30 às 21h30

www.horadoplaneta.org.br

13:14 · 22.01.2014 / atualizado às 13:19 · 22.01.2014 por
Com a perspectiva de a seca se prolongar por mais um ano, é preciso mais que fé e determinação para que o sertanejo continue em sua terra Foto: Agência Diário / José Leomar
Com a perspectiva de a seca se prolongar por mais um ano, é preciso mais que fé e determinação para que o sertanejo continue em sua terra Foto: Agência Diário / José Leomar

O Fórum Econômico Mundial (FEM) publicou, no fim da semana passada, a nona edição do relatório Riscos Globais 2014 (Global Risks 2014), que aponta quais são os riscos mais prováveis que o mundo enfrentará nos próximos meses. Entre os problemas mais destacados figuram as mudanças climáticas e os extremos meteorológicos.

Um estudo divulgado pela Nasa, ontem, aponta que o ano de 2013 foi o sétimo mais quente desde que a temperatura começou a ser medida sistematicamente, em 1880. Segundo a agência norte-americana, em 2013 foi mantida a tendência de longo prazo de um aquecimento global das temperaturas. Os anos mais quentes registrados são 2010 e 2005. Dos 10 anos mais quentes da história, nove ocorreram desde 2000, sendo 1998 a exceção.

O trabalho, realizado no Instituto Goddard de Estudos Espaciais da agência espacial americana, mostra que a temperatura média global do ano passado foi de 14,6ºC, 0,6ºC acima da média do século XX. Além disso, há 38 anos, em nenhum deles a temperatura média se situou abaixo dessa média de 14,6ºC.

El Niño

Um outro estudo, conduzido por uma equipe internacional de pesquisadores, ligados a instituições como a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), a Organização para a Pesquisa Industrial e Científica da Comunidade da Austrália (CSIRO) e o Centro de Excelência para Ciência do Sistema Climático (CoECSS), publicado nesta semana no periódico Nature Climate Change, afirma que o aquecimento das temperaturas médias do Planeta acarretará em uma maior ocorrência do El Niño (aquecimento anormal nas águas do Oceano Pacífico) em sua forma mais intensa, resultando em mais eventos climáticos extremos em diversas partes do globo. Segundo Agus Santoso, do CoECSS, atualmente temos um forte El Niño a cada 20 anos e o trabalho mostra que teremos um a cada 10 anos.

Em conferência da ONU-Água, realizada nesta semana, em Zaragoza (Espanha), representantes das agências das Nações Unidas, governos, empresas, organizações não governamentais e especialistas da indústria de todo o mundo discutiram a importância da água e da energia em preparação para o Dia Mundial da Água de 2014 (22 de março).

Em meio às discussões: “a demanda por água pode exceder em 44% os recursos anuais disponíveis até 2050, enquanto a demanda de energia pode experimentar um aumento de 50% até o mesmo ano”. Isso porque a necessidade de água para gerar energia primária está crescendo conforme o crescimento econômico, as mudanças demográficas e as mudanças de estilos de vida.

Estiagem

Ontem, após dois dias de discussões, os pesquisadores da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) divulgaram que há probabilidade de a estiagem que aflige a região há dois anos se prolongar em 2014. A previsão climática para os próximos três meses no Ceará aponta 40% de probabilidade de que as chuvas fiquem abaixo da média até abril, 35% de chance de termos chuva em torno da média e 25% de probabilidade de precipitações acima da média.

Neste momento, é preciso fé, determinação e apoio que permitam ao sertanejo continuar em suas terras até que venham dias melhores. No que depender do que diz a comunidade científica, o horizonte não é nada animador.

Com informações do Instituto Carbono Brasil e da Funceme

21:18 · 29.09.2013 / atualizado às 23:27 · 29.09.2013 por
A erosão em praias como a do Icaraí demonstração que a nossa já é vulnerável Foto: Érica Fonseca / Agência Diário
A erosão em praias como a do Icaraí demonstra que a nossa já é vulnerável Foto: Érica Fonseca / Agência Diário

Por Maristela Crispim*

Reunidos até ontem em Estocolmo, na Suécia, os pesquisadores integrantes do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) divulgaram a primeira parte de seu quinto relatório de avaliação (AR5), uma nova atualização dos seus prognósticos sobre os rumos das mudanças climáticas globais. Nele, os pesquisadores acrescentaram mais centímetros à elevação do nível do mar esperada para o próximo século. Essa elevação seria causada pelo aumento do degelo na região da Antártica e do Ártico.

No cenário mais otimista, com corte de emissões e políticas climáticas, o aumento da temperatura terrestre poderia variar entre 0,3 °C e 1,7 °C de 2010 até 2100 e o nível do mar poderia subir entre 26 e 55 centímetros ao longo deste século.

Já no pior cenário, com altas emissões de gases-estufa e não cumprimento de regras para a redução, a superfície da Terra poderia aquecer entre 2,6 °C e 4,8 °C ao longo deste século, fazendo com que o nível dos oceanos aumente entre 45 e 82 centímetros. O documento mostra também que o nível dos oceanos aumentou 19 centímetros entre 1901 e 2010.

Uma mudança da escala de dezenas de centímetros na projeção não é pequena. A margem de erro para o cenário mais pessimista chega a quase um metro de altura, o que afetaria não apenas nações insulares, mas as metrópoles costeiras do Planeta, segundo alertaram os pesquisadores do IPCC.

Considerando as possíveis consequências, eles tentam adotar respostas cada vez mais precisas. “Reduzimos atualmente a margem de incerteza de forma considerável” declarou Anny Cazenave, especialista em observação dos oceanos no Laboratório Francês de Estudos em Geofísica e Oceanografia Espacial (Legos).

No Ceará

A coordenadora do curso de Oceanografia da Universidade Federal do Ceará (UFC), Lidriana Pinheiro reconhece que uma elevação da ordem de 80 centímetros no nível do mar potencializaria o processo erosivo que já acomete parte da nossa costa, a exemplo do que ocorre em praias como Iparana, Pacheco e Caponga, por exemplo.

Segundo suas informações, o processo existente depende tanto de fatores naturais, como a flutuação no nível do mar e a própria morfologia da costa; quanto de origem antropogênica (atividades humanas), com o barramento de rios que impede o transporte natural dos sedimentos e o avanço urbano em direção à área de praias.

“É claro que o foco de erosão não se dá de uma forma só ao longo do litoral. Onde tem falésia, por exemplo, é diferente de onde não tem”, explica. A professora alerta quem, diante dos prognósticos, é necessário que planos de ordenamento e gerenciamento urbanos de cidades litorâneas incluam a convivência com a erosão costeira para evitar a destruição do patrimônio material e histórico local. “As obras e expansões urbanas nessas áreas precisam atentar para os cenários futuros, mesmo que ainda haja controvérsia em relações a essas previsões na comunidade científica”, afirma.

No Brasil

Em nosso país, a previsão levanta uma discussão sobre o futuro de milhares de cidades que ficam no litoral. As mais vulneráveis já foram mapeadas por pesquisadores brasileiros, já que o País tem um imenso litoral com mais de oito mil quilômetros de praias.

O mais completo estudo já feito no Brasil sobre os impactos da elevação do nível do mar revela que 40% das nossas praias são vulneráveis. Manguezais, dunas, áreas de baixada e cidades densamente povoadas próximas de estuários como Rio de Janeiro e Recife oferecem menos resistência ao mar.

Setenta e um pesquisadores assinam o relatório feito no País em 2006. O estudo detalha os impactos previstos em 16 Estados. “O Brasil tem vulnerabilidade ao longo de todo o litoral, de forma pontual”, disse o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Dieter Muhe, coordenador do estudo, em entrevista à TV Globo.

Segundo o professor, já existe uma recomendação do governo federal de que toda nova construção em área urbana deve ficar a uma distância mínima de 50 metros da praia, exatamente do ponto onde termina a areia. Nas regiões desocupadas, a distância mínima deve ser de 200 metros.

Como ocorre

O principal fenômeno por trás do aumento do nível do mar é o fato de que a água aumenta de volume quando está mais quente e os oceanos absorvem boa parte do calor aprisionado na atmosfera.

“A expansão termal é a maior contribuição para o aumento futuro do nível do mar, sendo responsável por 30% a 55% do total, com a segunda maior contribuição vindo das geleiras”, afirma a versão preliminar do sumário político do documento. O texto destaca, ainda, que “há alta confiabilidade em que o aumento do derretimento da superfície da Groenlândia vai exceder a elevação da queda de neve, levando à contribuição positiva (aumentou do nível do mar)”.

De acordo com estudos mais recentes, as calotas da Groenlândia e da Antártica teriam contribuído em pouco menos de um terço da elevação do nível do mar há 20 anos. O resto se distribui entre a dilatação térmica e o derretimento das geleiras de montanhas.

Nas pesquisas, leva-se mais em consideração um fenômeno insuficientemente conhecido em 2007: o deslizamento nos mares das geleiras costeiras da Groenlândia e da Antártica, detalhou Cazenave, co-autora, como em 2007, do capítulo sobre o mar do novo relatório do IPCC. Um dos problemas por trás dessas projeções, no entanto, é que o balanço do derretimento e da formação de gelo na Antártida ainda é difícil de prever.

Incertezas regionais

Os pesquisadores admitem que ainda é possível fazer avanços na forma de registrar a grande variabilidade regional da elevação das águas. Essa variabilidade se deve às diferenças na expansão térmica, mas também aos movimentos da crosta terrestre. Em algumas regiões, o solo tem a tendência de afundar, por exemplo, por causa do bombeamento da água ou da exploração do petróleo, tornando estas regiões ainda mais vulneráveis.

Apesar de a maioria das observações e dos modelos de computador alertar para o derretimento da parte ocidental do continente gelado, o aumento de precipitação na Antártida oriental deixa o cenário incerto. “Há uma cofiabilidade média de que nevascas na Antártida vão aumentar, enquanto o derretimento de superfície continuará pequeno, resultando numa contribuição negativa (redução do nível do mar”, diz o texto.

Um avanço do novo relatório é a tentativa de lidar melhor com as incertezas regionais. Por exemplo, apesar de a Groenlândia ter a massa de gelo terrestre que mais vai contribuir para a elevação do mar, lá ele não deve subir. Como a massa de gelo da região vai diminuir, ela perde força de gravidade que puxa água na direção da costa. E o mesmo deve ocorrer com a Península Antártica.

“Precisamos entender o papel das plataformas de gelo, das geleiras, o efeito térmico e saber como a crosta vai se mover”, detalha Aimée Slangen, da Universidade de Utrecht, na Holanda. Slangen publicou, no ano passado, um estudo sobre diferenças regionais na subida da linha d’água, mas diz que ainda é difícil fazer um mapa preciso.

O último esboço do relatório afirma que, em 95% das áreas oceânicas do mundo, o nível do mar vai subir, e que 70% das áreas costeiras terão um aumento com desvio de menos de 20% da média. Para os cientistas, porém, é preciso aprimorar o mapeamento. “Para uma cidade ou um país, a média mundial não importa, é preciso saber o que está acontecendo logo à porta de casa”, afirma Slangen.

Atividades humanas

Essa publicação do IPCC confirma que há 95% de probabilidade de que as atividades humanas sejam a principal causa para o aquecimento global e que estamos a caminho de uma elevação de 4,8ºC até o fim do século.

O relatório “Mudanças Climáticas 2013 – As bases físicas científicas” resultou de quatro anos de trabalho do GT I e da análise de 9.200 estudos. Algumas das conclusões do documento foram antecipadas, como a extrema probabilidade (mais de 95%) de que as atividades humanas, principalmente a queima de combustíveis fósseis, sejam a principal causa para o aquecimento do planeta desde 1950.

“É grande a confiança de que isso (as ações da humanidade) resultou no aquecimento dos oceanos, no derretimento de neve e gelo, no aumento do nível do mar e transformou alguns extremos climáticos”, afirmou o documento preliminar.

Os pesquisadores revelaram que a concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, gás oriundo da queima de combustíveis fósseis e o mais nocivo ao ambiente, cresceu 40% desde 1750 e continua a se acumular. Com isso, a temperatura na Terra já subiu 0,89ºC entre 1901 e 2012 e deve se elevar entre 1,5ºC, no melhor cenário, e 6ºC no pior até o fim do século.

Pelos cálculos do IPCC, a concentração de CO2 na atmosfera vem se intensificando – subiu 20% entre 1750 e 1958 e chegou a 40% agora. O resultado imediato é o agravamento do efeito estufa, que provoca o aquecimento do Planeta.

“Cada uma das últimas três décadas foi mais quente que todas as décadas precedentes desde 1850, e a primeira década do século XXI foi a mais quente”, adverte o relatório. Entre 2016 e 2035, o planeta deve aquecer entre 0,3ºC e 0,7ºC.

Ao avaliar quatro cenários de emissões de gases, o IPCC fez previsões de que até 2100 a temperatura no planeta pode aumentar entre 0,3 ºC e 1,7 ºC (no cenário mais brando, com menos emissões e políticas climáticas implementadas) e entre 2,6 ºC 4,8 ºC se não houver controle do lançamento de gases-estufa.

Para o Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC), que possui membros do IPCC em seus quadros, as projeções indicam que a temperatura média em todas as grandes regiões do Brasil será de 3ºC a 6ºC mais elevada em 2100 do que no fim do século XX.

O IPCC defende que o aquecimento global deveria ser limitado a 2ºC para que as piores consequências das mudanças climáticas, como o aumento da frequência e da intensidade dos eventos climáticos extremos, não aconteçam.

O novo documento também detalha porque o aquecimento global ficou mais lento nos últimos 15 anos, fato que está sendo utilizado por céticos para questionar toda a ciência climática.

Uma das explicações é a maior ocorrência da La Niña, que resfria as águas do Oceano Pacífico, mas outras variáveis naturais podem ter também influenciar, como a atividade vulcânica, que dispersa partículas na atmosfera que refletem a luz do sol de volta para o espaço.

O IPCC

O IPCC foi estabelecido em 1988 e é formado por milhares de climatologistas, geógrafos, meteorologistas, economistas e outros especialistas que representam mais de uma centena de países.

Em 2007, a entidade recebeu o Prêmio Nobel da Paz por “construir e divulgar um maior conhecimento sobre a mudança climática causada pelo homem e por fixar a base das medidas que são necessárias para resistir a essa crise”.

O IPCC é dividido em três Grupos de Trabalho (GTs) e uma Força-Tarefa. O GT I é responsável pela “Base Científica da Mudança Climática”, o II lida com “Impactos da Mudança Climática, Adaptação e Vulnerabilidade” e o III está a cargo de explicar a “Mitigação da Mudança Climática”. A Força-Tarefa busca melhorar as metodologias para o cálculo e divulgação das emissões nacionais de gases do efeito estufa.

É importante destacar que o IPCC não realiza as pesquisas climáticas que apresenta. Os relatórios que divulga são um panorama de tudo o que foi publicado na literatura científica recentemente. Sua importância consiste em trazer para os governos e para a sociedade, em uma linguagem mais acessível, o que a ciência afirma estar acontecendo com o nosso planeta.

O “Mudanças Climáticas 2013 – As bases físicas científicas” contou com a participação de 259 autores de 39 países e ouviu mais de 50 mil comentários. A previsão é de que o GT II apresentará seu relatório em março de 2014 e o GT III, em abril.

O grande documento síntese de todos esses trabalhos será a Quinta Avaliação do IPCC (IPCC Fifth Assessment Report – AR5), que deve ser divulgado durante a Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas no fim do ano que vem em Lima, no Peru (COP 20). As outras quatro grandes avaliações do IPCC foram publicadas em 1990, 1995, 2001 e 2007.

Dados

– Temperatura global aumentou 0,85 ºC entre 1880 e 2012

– Há 95% de chance de que o homem causou aquecimento

– A concentração de CO2 no ar é a maior em 800 mil anos

– No pior cenário de emissões, a temperatura sobe 4,8 ºC até 2100

– No mesmo cenário, nível do mar pode aumentar 89 cm até 2100

– O gelo do Ártico pode retroceder 94% até 2100 durante o verão

*Com informações de agências

10:01 · 03.05.2013 / atualizado às 10:11 · 03.05.2013 por
O aquecimento global causa o derretimento do gelo polar e uma série de mudanças no clima do Planeta com consequências para todos os seus habitantes Foto: Agência Reuters
O aquecimento global causa o derretimento do gelo polar e uma série de mudanças no clima do Planeta com consequências para todos os seus habitantes Foto: Agência Reuters

Uma bomba em forma de notícia foi lançada ontem (2 de maio), pela Organização Meteorológica Mundial (OMM). O relatório anual sobre mudanças climáticas “Atlas da Saúde e do Clima”, que relaciona as mudanças no clima e os eventos climáticos extremos à saúde das pessoas, alerta para um degelo recorde no Ártico entre agosto e setembro de 2012. Segundo o documento, o ano de 2012 foi um dos nove mais quentes desde 1850.

De acordo com o estudo, as temperaturas acima da média foram observadas na maior parte das áreas terrestres e foram mais notadas na América do Norte, no Sul da Europa, na Rússia (Ocidental), em áreas do Norte da África e no Sul da América do Sul.

Entre agosto e setembro de 2012, a cobertura de gelo no Ártico era 3,4 milhões de quilômetros quadrados, o que representa um decréscimo de 18% na comparação com o ano de 2007, ano do registro anterior. “O aquecimento contínuo da atmosfera é um sinal preocupante”, disse o secretário-geral da OMM, Michel Jaurrad.

Ele chamou a atenção para “muitos outros extremos” registrados em 2012, como as secas e os ciclones tropicais. “A variação natural do clima sempre deu origem a estes extremos, mas as características físicas do tempo e do clima estão cada vez mais sendo moldadas pelas mudanças climáticas”, destacou. Revelou, ainda, que o nível do mar aumentou 20 centímetros desde 1880 e que, com isso, tempestades, como o Furacão Sandy, causam muitas inundações costeiras.

O semiárido brasileiro, que viveu em 2012 a pior seca em 50 anos, está incluído com destaque neste rol de anomalias climáticas mais importantes do planeta no período, que afetou 1,1 mil municípios, um quinto de todas as cidades brasileiras. O auge da seca foi registrado entre março e maio, com um déficit de chuva de 300 milímetros, o que, segundo o estudo, põe em risco a Segurança Alimentar da população. Em resumo, no continente sul-americano, incluindo o Brasil, a onda de calor fez as temperaturas médias ficarem entre 1ºC e 2°C acima do normal.

Segundo Jarraud, o aquecimento mundial varia devido a uma série de fatores, incluindo os fenômenos meteorológicos como El Niño e La Niña – que contribuem para o aquecimento e degelo, do Oceano Pacífico, assim como as erupções vulcânicas. De acordo com ele, “o aquecimento vai continuar”, em decorrência do aumento das concentrações atmosféricas de gases de efeito estufa (GEE).

O atlas apresenta exemplos práticos de como o uso do tempo e de informações sobre o clima podem proteger a saúde pública e está disponível em árabe, chinês, inglês, francês, russo e espanhol.

Com informações da OMM, Agência Brasil

 

ATLAS OF HEALTH AND CLIMATE
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11:21 · 01.04.2013 / atualizado às 11:22 · 01.04.2013 por
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O vídeo acima resume o que é o 350.org, movimento global de cidadãos que age no sentido de reduzir as emissões de carbono, por meio da promoção da redução da dependência dos combustíveis fósseis e do uso nocivo da terra, impulsionando uma economia baseada na energia limpa e, no processo, transformar a Terra num lugar habitável, alegre e justo.

A partir de amanhã, 2 de abril, qualquer habitante de Fortaleza (ou do Ceará) pode ingressar oficialmente no movimento. O primeiro encontro está marcado para as 18 horas, no Auditório Central da Universidade Estadual do Ceará (Uece), no Campus do Itaperi, na Avenida Paranjana, 1700.

Para entender melhor o motivo do nome, 350 é o limite máximo de segurança para a concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera (medido em partes por milhão) acima do qual o Planeta entra em um estado de crise climática.

Segundo o manifesto – publicado no site http://world.350.org/brasil/ – o 350.org está focado na transformação das comunidades locais, com a construção de um movimento inclusivo e capacitado, comprometidos com a ação real, pensando e agindo para dimensionar o problema. Criatividade é a pedra fundamental destas ações, conectadas com a alma, tanto quanto com o cérebro, usando a tecnologia para apoiar a organização no mundo real.

Ainda segundo o manifesto, não precisa ser especialistas para integrar o movimento, mas saber o suficiente sobre a crise climática para falar a verdade, sem deixar de considerar que, embora a ciência seja importante, as histórias fazem o movimento poderoso e humano, destacando que não usam meios violentos para alcançar a mudança almejada.

06:32 · 23.03.2013 / atualizado às 06:34 · 23.03.2013 por

Pelo quinto ano consecutivo, o WWF-Brasil promove hoje a Hora do Planeta, um ato simbólico, promovido no mundo todo pela Rede WWF, no qual governos, empresas e a população demonstram a sua preocupação com o aquecimento global, apagando as suas luzes durante sessenta minutos. Hoje, sábado, dia 23, das 20h30 às 21h30, 92 cidades, sendo 22 capitais, estarão mobilizadas com diversas atividades pela Hora do Planeta.

Na cidade-âncora Brasília serão apagadas as luzes da Esplanada dos Ministérios, do Congresso Nacional, da Catedral e de outros monumentos históricos. O público contará com a participação da banda regional Patubatê e do grupo DJs Criolina, no Museu Nacional da República, local do evento.

São Paulo também apagará as luzes de símbolos como a Ponte Estaiada, o Obelisco, o Mercado Municipal, o estádio do Pacaembu, o Monumento das Bandeiras, o Theatro Municipal, o Arco do Anhangabaú e a Biblioteca Mário de Andrade. Além disso, o grupo Vá de Bike reunirá ciclistas numa pedalada no centro da capital paulista. O circuito passará por três desses locais e monumentos paulistanos que ficarão às escuras durante a Hora do Planeta.

No Rio de Janeiro ficarão às escuras o Cristo Redentor, os Arcos da Lapa, a Orla de Copacabana e de Ipanema, o Arpoador, o Parque Garota de Ipanema, a Igreja da Penha e a Catedral Metropolitana.

Celebridades como o músico Tom Zé, a atriz Paolla Oliveira, o chef Alex Atala, entre muitos outros famosos vestiram a camisa em apoio à ação. A cantora Gaby Amarantos topou o desafio “Eu vou se você for” do WWF e prometeu ficar um dia inteiro longe da internet se 1000 pessoas curtissem a foto dela no Instagram. O cineasta Flávio Tambellini também embarcou no desafio e se propôs a usar bicicleta por um mês e plantar uma árvore por semana no Rio de Janeiro se 1000 pessoas fizessem o mesmo.

Essas iniciativas, que já reuniram mais de quatro milhões de interações no YouTube, consistem na produção de um vídeo em que qualquer pessoa assume um compromisso e desafia outra com o objetivo de mudar o Planeta.

Cerca de 50 empresas, como Banco do Brasil, Lojas Renner, McDonald’s, Meliá Hotels também apoiaram a ação. O HSBC-Brasil realizará uma mobilização pela água do Planeta em nove capitais brasileiras – São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Florianópolis, Recife, Goiânia, Campo Grande e Brasília. Colaboradores do banco realizarão atividades como plantio de mudas, recuperação de nascentes e medição da qualidade das águas dos rios. Além disso, dez prédios administrativos do HSBC ficarão às escuras.

Participe você também e torne esses 60 minutos um momento de reflexão sobre o que você pode fazer para ajudar a manter o equilíbrio da nossa grande casa: o planeta Terra!

Fonte: WWF-Brasil