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Categoria: Arborização


08:30 · 24.09.2014 / atualizado às 08:30 · 24.09.2014 por
O juazeiro, árvore da Caatinga, tem função importantíssima na manutenção do equilíbrio ambiental Foto: Agência Diário / Cid Barbosa
O juazeiro, árvore da Caatinga, tem função importantíssima na manutenção do equilíbrio ambiental Foto: Agência Diário / Cid Barbosa

A página de Gestão Ambiental completa dez anos em dezembro de 2014 e, para celebrar a data, estamos publicando reportagens especiais. Começamos no Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), com um caderno especial sobre resíduos sólidos. Em julho publicamos multipages sobre água; em agosto o tema foi energia. Hoje o foco é a necessidade de conservação do nosso bioma: a Caatinga.

Só lembrando: 21 de setembro é o Dia da Árvore das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, marcando o início da primavera. No Norte e Nordeste, a Semana da Árvore é comemorada em março, período ideal para o plantio devido ao nosso regime chuvoso.

Seguem, abaixo, dicas sobre a importância da vegetação em nossa vida e também para plantio e manutenção do nosso verde:

A importância da vegetação natural em nossa vida

A vegetação natural ajuda a

  • Manter os recursos hídricos

  • Conservar a diversidade de espécies de plantas e animais

  • Controlar a erosão do solo

  • Manter o microclima (conforto térmico)

  • Protege de ventos e enxurradas

O Estado do Ceará fica quase integralmente no bioma Caatinga, com vegetação adaptada às condições do Semiárido, de altas temperaturas, chuvas escassas, concentradas em alguns meses e de distribuição irregular

Para manter essas condições em equilíbrio, devemos contribuir para a manutenção da sua biodiversidade.

Uma das principais ameaças é o desmatamento para extração de lenha e carvão, utilizados em diversas atividades

Ações como manejo adequado e utilização e fontes de energia alternativas, como restos de de poda, por exemplo, ajudam muito.

Se você mora em uma casa, mesmo que na cidade, pode contribuir ao cultivar espécies adequadas ao clima e ao local onde serão plantadas, e de preferência nativas. É importante orientação nessa hora para saber sobre o crescimento, tamanho da copa, raízes, cuidados etc.

Mesmo se você morar em apartamento, pode se engajar em movimentos, participar ou estimular campanhas de replantio na praça ou parque mais próximo.

E bom lembrar que, em nossa região, a época mais adequada para o plantio é o período de chuvas (janeiro a junho). Se plantar em época seca deve-se irrigar numa frequência mínima de três vezes por semana, até o restabelecimento do período de chuvas.

Se não puder mesmo, cultive pelo menos uma jardineira ou jarros com plantas ornamentais, para temperos ou chás. O contato com plantas faz bem e estimula o interesse sobre o assunto.

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Dicas para o plantio

Espécies

Na composição de espécies deve-se buscar o equilíbrio entre espécies nativas e exóticas adaptadas, devendo-se dar preferência às espécies nativas ocorrentes na região bioclimática, já que estão adaptadas ao ecossistema local, promovendo a sua conservação, bem como a recuperação e reintrodução de pássaros nativos.

Período

A época mais adequada para o plantio é o período de chuvas (janeiro a junho). Quando do plantio em época seca deve-se adotar a prática de irrigação numa frequência mínima de três vezes por semana, até o restabelecimento do período de chuvas.

Espaço

No caso de espécies e médio e grande porte a área permeável em torno da árvore quando adulta deverá ter, no mínimo, um faixa de 0,60m. Sempre que possível deve ser mantida área não impermeabilizada em torno das árvores, na forma de canteiro, faixa ou soluções similares.

Manejo

Após o plantio da muda em local definitivo, inicia o período de manutenção e conservação, quando se deverá cuidar da irrigação, das adubações de restituição, das podas, da manutenção da permeabilidade dos canteiros ou faixas.

Normas técnicas

  • Para uma arborização adequada o porte das árvores deve necessariamente estar em sintonia com o espaço destinado

  • As espécies selecionadas a serem plantadas devem corresponder, prioritariamente, à listagem de nativas e exóticas adaptadas, correlacionadas pelo órgão ambiental

  • Em áreas públicas não será permitido o plantio de espécies exóticas invasoras, plantas com espinhos, com princípios ativos tóxicos, árvores produtoras de frutos, que possam prejudicar o trânsito, ou a conservação de vias públicas, causar acidentes e/ou prejuízos patrimoniais

  • O formato e a dimensão da copa devem ser compatíveis com o espaço físico tridimensional disponível, permitindo o livre trânsito de veículos e pedestres, evitando danos às fachadas e conflito com a sinalização, iluminação e placas indicativas

  • Nos passeios, devem-se plantar apenas espécies com sistema radicial pivotante. As raízes devem possuir um sistema de enraizamento profundo para evitar o levantamento e a destruição de calçadas, asfaltos, muros de alicerces profundos

  • Selecionar espécies rústicas e resistentes a pragas e doenças

Poda

A poda é realizada basicamente com quatro finalidades:

  • Poda de Formação – Neste tipo de poda, ramos laterais são retirados até uma altura de 1,80 m visando não prejudicar o futuro trânsito de pedestres e veículos sob a copa

  • Poda de Limpeza – Nesta poda eliminam-se os ramos velhos, em excesso, mortos, lascados, doentes ou praguejados

  • Poda de Contenção – Este tipo de poda é realizado visando adequar a copa da árvore ao espaço físico disponível em função de um plantio inadequado. A recomendação geral é manter um mínimo de 30% da copa, mantendo sempre que possível o formato original

  • Poda de Segurança – Este tipo de poda é realizado visando remover partes da árvore que ameaçam a segurança da população, das edificações e outras instalações, como as redes aéreas elétricas e telefônicas

Poda de Raiz

Quando inevitável, a poda de raiz, pelo risco que representa, deve ser aplicada com muito critério, sempre acompanhada por um profissional habilitado e observando algumas recomendações básicas:

  • Evitar o corte de raízes grossas (com diâmetro entre 10mm e 20mm) e raízes fortes (com diâmetro superior a 20mm). Quanto maior o diâmetro da raiz, mais lenta a regeneração e maior o comprometimento da estabilidade

  • Não eliminar raízes ao redor de toda árvore. Quanto maior a quantidade de raízes eliminadas, maior o comprometimento da estabilidade

  • Não realizar corte de raízes próximas ao tronco. O corte deve ser realizado a uma distância mínima de 50 cm do tronco da árvore

  • Expor a raiz que será cortada. Antes de realizar o corte, deve ser aberta uma valeta, manual e cuidadosamente, para expor a raiz e permitir a realização de um corte liso, sem danos a quaisquer de suas partes

  • Não realizar o corte de raízes com ferramentas de impacto (facão, machado, etc.). O corte de raízes deve ser realizado com serra bem afiada, sendo o primeiro corte na extremidade próxima à árvore e o segundo na outra extremidade

  • Proteger as raízes e o solo do ressecamento

Fonte das dicas: Manual de Arborização: Procedimentos Técnicos para Plantio, Transplantio, Poda e Corte – Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma)

21:15 · 03.12.2013 / atualizado às 21:58 · 03.12.2013 por
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Por Maristela Crispim

Este post apresenta um trabalho primoroso, de rara profundidade, sensibilidade e de muitas outras virtudes que só podem ser apreendidas se dedicarmos 30 minutos do nosso tempo a assisti-lo. E asseguro: vale cada minuto! Eu mesma já postei esse vídeo antes, mas, como tenho certeza que muitos nunca tiveram a oportunidade de apreciar este trabalho, volto a ele.

Produção canadense de Frédéric Back (1987), é uma bela releitura do bucólico conto “O Homem que Plantava Árvores” – “L’homme qui plantait des arbres” (1953) – do francês Jean Giono (1895 – 1970), passado no sul dos Alpes franceses. Como o título sugere, trata-se da história de um homem que dedicou a vida a plantar árvores.

No começo da história o narrador (com o charme da língua francesa) é um jovem andarilho em busca de aventuras. Um dia, vagando por montanhas desoladas, cheio de sede, encontra um pastor que o ajuda. Fascinado pela sua reserva, solidão e mistérios, mesmo sem ser convidado, vai-se deixando ficar e descobre que seu passatempo é plantar árvores. Neste momento, estamos no início do século XX, antes da Primeira Guerra Mundial.

O conto prossegue com sucessivos regressos do narrador ao mesmo local, acompanhando a transformação na paisagem operada por aquele homem solitário e imperturbável em seu trabalho obstinado, dia a dia, mês a mês, ano a ano, década a década, à revelia de tudo, até mesmo das autoridades.

Trata-se não apenas de um conto de base ecológica, mas de uma história otimista, que demonstra que não há obstáculos que a persistência e habilidade não possam transpor. É uma história que pode ajudar a acender luzes onde não mais se vislumbra saídas.

10:20 · 19.09.2012 / atualizado às 10:20 · 19.09.2012 por

Por Maristela Crispim

Os fortalezenses e amantes desta cidade têm motivo de sobra para comemorar, na próxima sexta-feira, o primeiro ano de existência do Movimento Pró-Árvore, que reúne pessoas (especialistas ou simplesmente apaixonados pelo verde) em torno de um interesse, que deveria ser comum a todos:de preservar e estimular a arborização da Cidade e também do Estado do Ceará.

A comemoração oficial será a partir das 16 horas do dia 21 de setembro, num local que não seria o mesmo sem suas árvores; a Praça dos Mártires, mais conhecida como Passeio Público, que conta uma parte da história da capital do Ceará também pela sua exuberante vegetação, que aconchega os visitantes.

Desde que surgiu, no 1º Encontro, realizado no Instituto Gaia, com a palestra “As Árvores de Fortaleza” por Antonio Sérgio F. Castro, um dos fundadores do Pró-Árvore, o movimento já realizou diversas ações, tanto de denúncia contra cortes e podas criminosos, quanto para apreciação da natureza, em expedições, apelidadas pelo grupo como “Idas ao Mato” e “Percursos Urbanos”.

Além de cinco encontros, 16 Idas ao Mato e outros tantos Percursos Urbanos, o grupo realizou Rodas de Conversa e participou de eventos, discussões sobre políticas públicas na área e debates em veículos de comunicação.

As Idas ao Mato já contabilizam Pucaba, Mangabeira, Eusébio, Dunas do Cocó, Lagoa Encantada, Jardim Botânico de São Gonçalo, Serra do Camará, Dunas do Cumbuco, Serra do Juá, Serra da Aratanha, Serra Grande, Jericoacoara, Sargento Mor (Caucaia), Pão de Açúcar, Tabuba, Serra de Baturité e Serra da Conceição.

Os Percursos Urbanos incluem circuitos a pé por pés de Baobás e pela arborização urbana da cidade. O grupo atuou, ainda, na defesa das Dunas do Cocó, da Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) da Matinha do Pici, dos oitis do Colégio Militar e do Parque Guararapes, entre outras intervenções.

O grupo criado no Facebook, para discussões e divulgações entre os participantes do Pró-Árvore, já conta com 214 membros e facilita a troca de informações e organização de eventos e manifestos.

O primeiro ano de existência coincidiu com o lançamento, em março passado, da “Campanha Plante uma Árvore. Semeie esta ideia”, do Grupo Edson Queiroz, lançada neste ano, com o objetivo de estimular a criação e a recuperação de áreas verdes no Ceará.

Já que estamos falando em datas comemorativas, é bom lembrar que A Festa Anual da Árvore é comemorada em março no Nordeste, e não em setembro, como ocorre no Centro-Oeste, Sudeste e Sul. O principal motivo é que, aqui, tão perto do Equador, as quatro estações não são tão definidas e o período mais propício para o plantio é o chuvoso, considerando que a melhor forma de comemoração é plantar novas árvores.

09:04 · 02.08.2012 / atualizado às 09:04 · 02.08.2012 por

“Um ato de amor pelas árvores” é o tema do 5º Encontro do Movimento Pró-Árvore, a partir das 15 horas do próximo domingo, dia 5 de agosto, no anfiteatro do Parque Rio Branco, bairro Joaquim Távora, em Fortaleza; iniciativa que comunga com os objetivos da “Campanha Plante uma Árvore. Semeie esta ideia”, do Grupo Edson Queiroz, lançada neste ano.

Galhos de ação

1- Defesa de árvores: denúncias de ameaças e de cortes de árvores e outras ações que causem danos à cobertura vegetal.

2- Estímulo à produção de mudas, plantio e cuidado com árvores nos espaços públicos e privados.

3- Produção e difusão de conteúdos, ações culturais e educativas (Comunicação). Fotos, vídeos, blog, cartilhas, livros.

4- Incentivo à manutenção, dinamização e criação de novos parques e corredores ecológicos (defesa de áreas verdes públicas).

5- Fomento à pesquisa, produção científica, difusão e documentação da flora na cidade (inventário das árvores notáveis, visita a parques) e no campo (idas e expedições ao mato).

08:14 · 19.01.2012 / atualizado às 08:14 · 19.01.2012 por
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Não resisti e resolvi postar aqui no blog. Eu nunca tinha visto este curta de animação, que, embora seja ainda da década de 1980, está mais atualizado do que nunca. Fiquei encantada e esqueci tudo à minha volta por 30 minutos.

Esta animação – delicada e única – venceu o Oscar de filme curto de animação, é um tributo ao trabalho árduo e à paciência.

Conta a história de um homem bom e simples, um pastor que, em total sintonia com a natureza, faz crescer uma floresta onde antes era uma região árida e inóspita. As sementes por ele plantadas representam a esperança de que podemos deixar para trás um mundo mais belo e promissor do que aquele que herdamos.

A obra está licenciada para 50 países e, além do Oscar, recebeu mais 40 prêmios:

OSCAR® 1988 – Melhor filme curto de animação

ANNECY 1987 (Festival Internacional do Cinema de Animação) – Grande Prêmio e Prémio do Público, Annecy, França, 1987

Festival Internacional de Animação de Hiroshima 1987 – Grande Prêmio

Festival Internacional de Ottawa 1988 – Grande Prêmio

Aproveite a exibição, que dura aproximadamente 30 minutos, realçada em sua poesia pela narração em francês e aproveite para refletir um pouco sobre as suas atitudes em relação ao próximo, seja ele humano, animal ou vegetal.