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Categoria: Biodiversidade Marinha


10:03 · 10.07.2013 / atualizado às 10:09 · 10.07.2013 por
O Brasil deve receber cerca de 14 mil baleias jubarte neste ano Foto: Instituto Baleia Jubarte/ Enrico Marcovaldi
O Brasil deve receber cerca de 14 mil baleias jubarte neste ano Foto: Instituto Baleia Jubarte/ Enrico Marcovaldi

Praia do Forte (BA). A temporada reprodutiva da espécie já teve início e estima-se que aproximadamente 14 mil baleias jubarte cheguem à costa do Brasil para se reproduzir, amamentar e cuidar de suas crias.

Elas podem ser avistadas do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, mas os principais pontos de permanência destes animais são os Estados da Bahia e do Espírito Santo, a destacar Abrolhos, no extremo sul baiano e norte do Espírito Santo.

Apesar dos milhares de quilômetros que separam a Antártida da América do Sul, mais precisamente do Brasil, as exuberantes baleias jubarte se deslocam todo ano para as águas tropicais do litoral brasileiro com o objetivo de se reproduzir. O maior berço reprodutivo fica em Abrolhos, região costeira do sul da Bahia.

Durante a temporada, de julho a novembro, é possível observar esses gigantescos e encantadores animais por meio do turismo de observação de baleias, o “whalewatching”. Quem quiser avistar uma baleia jubarte de perto, pode fazer um cruzeiro em vários pontos da Bahia, basta fazer contato com uma das operadoras parceiras do Instituto Baleia Jubarte. Clique aqui para ver a relação.

Encalhes

Enquanto turistas se preparam para ver as baleias jubarte de perto, em cruzeiros, o Projeto Baleia Jubarte, patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Ambiental (PPA), intensifica suas ações de pesquisa e de resgate. É comum neste período do ano o encalhe de jubartes em várias partes da costa brasileira.

No caso de encalhe, o Programa de Resgate do Projeto Baleia Jubarte tem um telefone de emergência que funciona 24 horas para atender os casos de encalhe de baleias, golfinhos, focas ou lobos-marinhos, vivos ou mortos. Ligações a cobrar também são recebidas. Praia do Forte: (71) 3676.1463 e (71) 8154.2131 / Caravelas: (73) 3297.1340.

Conheça mais sobre a atuação do Projeto Baleia Jubarte e o comportamento da espécie em: www.baleiajubarte.org.br

O Brasil deve receber cerca de 14 mil baleias jubarte neste ano Foto: Instituto Baleia Jubarte/ Enrico Marcovaldi
As baleias migram para a costa brasileira para reprodução e primeiros cuidados com os filhotes Foto: Instituto Baleia Jubarte/ Enrico Marcovaldi

Fonte: Instituto Baleia Jubarte

14:25 · 21.06.2013 / atualizado às 15:44 · 21.06.2013 por
Os surfistas aproveitam a data para agir e conscientizar sobre a importância da conservação da biodiversidade dos oceanos Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário
Os surfistas aproveitam a data para agir e conscientizar sobre a importância da conservação da biodiversidade dos oceanos Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário

Em homenagem ao Dia Internacional do Surf, a Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis) e o Instituto Povo do Mar (Ipom), com o apoio do Serviço Social do Comércio do Ceará (Sesc-CE) e Cuca Che Guevara, realiza, neste sábado (22), a primeira ação coletiva do Projeto Limpando o Mundo. A programação conta com atividades culturais, esportivas e de limpeza das praias de Pacheco, Iparana e Praia de Iracema pelos voluntários do projeto.

Lançado no dia 4 de junho deste ano, o Projeto Limpando o Mundo tem duração de 12 meses e visa formar uma rede de 400 jovens voluntários que serão capacitados, sensibilizados e informados sobre a Conservação da Biodiversidade, Biologia Marinha e Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). A iniciativa acontecerá em 20 localidades do Ceará, começando pelo litoral de Iparana, em Caucaia, até a praia de Abreulândia, localizada no município de Aquiraz.

Durante as ações, os participantes irão atuar como pesquisadores e guardiões da praia, detectando quais tipos de resíduos são encontrados no mar e quais as suas consequências para o litoral e a vida dos mamíferos aquáticos. No fim do projeto será apresentado o “Diagnóstico do Lixo Marinho”, com um banco de dados estatísticos e de imagens sobre os resíduos encontrados nessas regiões.

Dia Internacional do Surf é comemorado anualmente da época do solstício de verão no Hemisfério Norte (21 de junho). Idealizado pela Associação Europeia dos Esportes com Pranchas (EuroSIMA) e apoiado pela Federação Europeia de Surf (ESF), Surfers Against Sewage (SAS), Surfrider Foundation e Ecosurfi no Brasil, o Dia Internacional do Surf (DIS) celebra o cuidado com a natureza, a cultura e o estilo de vida da comunidade do surf.

Organizado pela primeira vez em 2004 na Europa e América do Norte, é realizado no Brasil desde 2008, e já mobilizou atividades em várias partes da costa brasileira, sempre coletivamente por empresas, ONGs e associações de surf.

Além do Brasil, participam do Dia Internacional do Surf (DIS) países como Argentina, Áustria, Austrália, Canadá, Inglaterra, França, Itália, Marrocos, Noruega, Portugal, Ilhas Reunião, Escócia, Senegal, Eslovênia, Espanha, Suíça, Holanda, Venezuela, entre outros.

Reúne surfistas, artistas, alunos de escolas públicas e particulares, escoteiros, estudantes universitários e moradores locais para uma grande celebração em prol das praias, dos oceanos e da cultura surf.

Sugere que todos os participantes vivam intensamente a data com atividades esportivas, culturais, ambientais e sociais, sendo esse um momento para a comunidade do surf mostrar o seu respeito as praia e aos oceanos.

Qualquer instituição voluntariamente pode inscrever atividades para ser realizada no Dia Internacional do Surf. Neste ano as ações acontecem em sete Estados brasileiros: Ceará, Paraíba, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Florianópolis e Rio Grande do Sul.

No Ceará, as praias de Caucaia e Fortaleza terão a primeira ação coletiva do projeto “Limpando o Mundo”, com patrocínio da Greenish.

Programação

Dia 22/6

5h às 18h – Campanha: “Eu surfo por um oceano e praias protegidas”

Surfistas do Ceará são convidados, pelas mídias sociais do projeto “Limpando o Mundo”, para registrar uma foto do seu dia de surf em prol dos oceanos e a Biodiversidade Marinha. Para participar, basta postar a imagem na página: https://www.facebook.com/pages/Limpando-O-Mundo-CEARÁ

07h30 às 12hBUS SURF – Grande Circular Linha SURF de Fortaleza

Sai da Escola Aldeia Surf (Praia do Futuro, no Vila Galé). Vai percorrer a orla de Fortaleza,  pelos principais picos de surf  (Praias: Futuro, Titanzinho, Iracema, Leste-oeste e Boca da Barra). No trajeto será desenvolvida uma roda de conversa de fatos da história do surf na Capital e a importância da conservação da zona costeira. O roteiro encerra com uma entrega de flores no Estuário do Rio Ceará.

8h às 12hTreino de Surf e Limpeza de Praias com os voluntários do Projeto Limpando o Mundo

Região 1 – Caucaia

Icaraí, Praia Bela – Concentração de voluntários em frente ao restaurante Line

Praia de Iparana e Pacheco – Concentração de voluntários próximo ao espigão do Sesc

Região 2 – Município de Fortaleza

Praia de Iracema, entre a Ponte dos Ingleses e a Ponte Metálica – Concentração dos Voluntários na Ponte dos Ingleses

16h às 19hAtividades educativas – “Projeto Limpando o Mundo e a Cultura”

Local: Ponte dos Ingleses.

Exposição de Fotos

Telão com filmes de surf

Saudação ao Oceano no pôr do sol da Ponte Metálica

Roda de diálogos com convidados – O Surf e a sustentabilidade no Ceará desafios e Conquistas

19h às 21h30Caucaia Cine Surf – “Projeto Limpando o Mundo e a Cultura Surf”

Local: em frente à loja Intersurf (próximo ao restaurante Line, Praia do Icaraí)

Apresentação de filmes “Caçadores da Pororoca e dos novos atletas profissionais do Ceará” (Ícaro Lopes, Diego Mendes, Paulo Barros). Presença dos surfistas Isaias Silva, Artur Silva, Flavio Nunes entre outros convidados. Será realizada uma roda de diálogo “O Surf e a sustentabilidade no Ceará Desafios e Conquistas”, com convidados, onde serão abordadas questões culturais, profissionais, sociais, ambientais e econômicas para a sustentabilidade e conservação do planeta, diante dos desafios da sociedade humana do século XXI

Fonte: Aquasis

15:17 · 18.03.2013 / atualizado às 15:17 · 18.03.2013 por
Os pesquisadores analisaram esqueletos de animais encalhados na costa brasileira, inclusive os que estão expostos na sede do Baleia Jubarte Foto: Instituto Baleia Jubarte/ Enrico Marcovaldi

Um estudo encabeçado pelo Instituto Baleia Jubarte – feito em parceria com pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) – traz informações inéditas e relevantes para a conservação das baleias jubarte.

A partir da análise de alterações ósseas de indivíduos da espécie, pesquisadores fizeram um dos maiores levantamentos do mundo sobre as enfermidades ósseas que atingem esses animais, que podem chegar a pesar 40 toneladas, e planejam criar uma espécie de inventário de saúde das jubartes brasileiras.

A coleta de amostras de pele e de material biológico ejetado com o borrifo (ar expirado pelas baleias) e o material extraído dos ossos das jubartes que encalharam no litoral brasileiro fornecem aos pesquisadores informações valiosas sobre a vida e a morte de indivíduos da espécie, que ficam no Brasil de julho a novembro – quando muitos deles chegam mortos às praias, na maioria das vezes, sem causa identificada.

No estudo foram analisados ossos de 49 baleias jubarte que encalharam na região de Abrolhos, principal ponto reprodutivo no Brasil, entre 2002 e 2011. Desse total, 12 apresentaram, no mínimo, um problema ósseo.

A pesquisadora Kátia Groch, que está à frente do trabalho, coordenado por José Luiz Catão, da USP, é enfática ao dizer que este levantamento pode revelar dados importantes sobre as condições patológicas da baleia, o impacto da atividade humana na saúde desses animais e lançar luzes sobre possíveis causas de encalhe. “O resultado é fundamental para entender as ameaças às populações de baleias e subsidiar políticas públicas para sua proteção”, diz Kátia.

Além dela, participaram do trabalho os veterinários Milton Marcondes e Adriana Colósio, também do Instituto Baleia Jubarte, que desenvolve projeto patrocinado pelo Programa Petrobras Ambiental (PPA).

Fonte: Instituto Baleia Jubarte

14:23 · 23.01.2013 / atualizado às 14:23 · 23.01.2013 por

 

As grandes concentrações de resíduos sólidos nos oceanos, conhecidas como “sopa de plástico”, têm perspectiva de continuar aumentando nos próximos 500 anos, apesar dos esforços pra reduzir o problema, segundo pesquisadores australianos.

A formação desses blocos de lixo nos oceanos é lenta, mas sua presença tem impacto negativo de longo prazo, destacou o cientista Erik Van Sebelle, um dos autores da pesquisa feita pelo Conselho Australiano de Investigação. “Mesmo que deixemos de jogar lixo plástico nos oceanos, essas massas seguirão crescendo”, comentou em entrevista publicada na última terça-feira.

Formadas pela ação das correntes superficiais marítimas, crescem devido ao acúmulo de todo o plástico que já foi lançado ao mar, não necessariamente naquele local, explicou o especialista.

Em 1997, o oceanógrafo Charles Moore descobriu a denominada “Grande Porção de Lixo do Pacífico”, também conhecida como “Continente de Plástico”, uma zona de detritos que se estende entre a costa da Califórnia, nos Estados Unidos, rodeia o Havaí e chega até o Japão. Essas superfícies de lixo concentram grandes quantidades de plástico e outros resíduos.

De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), 13 mil partículas de lixo plástico são encontradas em cada quilômetro quadrado do mar, mas o problema é maior no Norte do Pacífico.

As partículas plásticas – um mistura rica em produtos químicos tóxicos – são aspiradas por espécies marinhas. Pássaros e peixes morrem por confundirem as partículas plásticas com alimento. Estudos já comprovaram que até mesmo os plânctons, a base da cadeia alimentar, já são impactados.

Com informações de agências

14:07 · 17.01.2013 / atualizado às 14:21 · 17.01.2013 por
O Projeto Tamar já tem resultados animadores, mas é preciso atenção para conter outras ameaças Foto: Projeto Tamar

Quem se ocupa da sobrevivência das espécies que habitam o nosso Planeta tem mesmo que ser vigilante e isso se aplica a todos nós. Ao mesmo tempo em que o Projeto Tamar anuncia um recorde de tartarugas marinhas gigantes fêmeas desovando no litoral do Espírito Santo, uma excelente notícia; o Laboratório de Ecotoxicologia do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba, estuda a influência de pesticidas organoclorados e bifenilos policlorados (PCBs) no desenvolvimento da fibropapilomatose, doença que atinge as tartarugas-verdes, levando à formação de tumores que podem alterar a sobrevivência da espécie, já ameaçada de extinção.

O Projeto Tamar, patrocinado pela Petrobras, registrou recorde no País de tartarugas marinhas gigantes fêmeas (Dermochelys coriacea) encontradas desovando nas praias de Regência, Povoação e Pontal do Ipiranga, no município de Linhares, norte do Espírito Santo. Os dados são da base do Tamar que fica na Reserva Biológica de Comboios, considerada a única área regular de desova desta espécie de tartaruga no Brasil.

Na atual temporada, foram marcadas 27 fêmeas da espécie gigante, 11 a mais do que na última temporada (2011/2012). “Há indícios de que os primeiros filhotes desta espécie, protegidos nas temporadas anteriores, já estão voltando para desovar. As fêmeas recém-encontradas são novas e não tinham sido marcadas. Esse número é o recorde dos recordes e estamos falando de uma espécie que está ameaçada de extinção, explica o oceanógrafo do Projeto Tamar na base de Comboios, Henrique Filgueiras.

Segundo a International Union for Conservation of Nature (IUCN), que classifica o risco de extinção das espécies, esta é uma das espécies marinhas mais ameaçadas do mundo.

Desde 1982, o Tamar monitora e protege os ninhos que são depositados nas praias de Regência e Povoação, em Linhares. Os registros mostram que há 30 anos foram marcadas 15 fêmeas de tartarugas, sendo apenas uma da espécie gigante, ou tartaruga de couro, e 14 da espécie cabeçuda.

Abertura de ninhos

Janeiro e fevereiro são os meses de nascimento das tartarugas, sendo marcados pela abertura dos ninhos. O oceanógrafo lembra que neste período há nascimentos quase diariamente.

“Entre os meses de outubro e dezembro, acontecem as desovas, e nosso trabalho é monitorar e marcar as fêmeas e os ninhos. Em janeiro e fevereiro, é o pico de nascimento das tartarugas, e nós as monitoramos e as protegemos”, explica.

Em Regência, quando há algum ninho em frente à base com indícios de eclosão dos ovos, a comunidade é avisada e pode acompanhar de perto, junto com a equipe do projeto, a abertura dos ninhos e a ida dos filhotes para o mar.

Desde 1983, a Petrobras é a patrocinadora oficial do Projeto Tamar, que preserva as tartarugas marinhas ao longo da costa brasileira. O projeto desenvolve pesquisas e ações com o objetivo de afastar a ameaça de extinção, sendo referência mundial na preservação de tartarugas marinhas.

Impacto da poluição

A influência de pesticidas organoclorados e bifenilos policlorados (PCBs) no desenvolvimento da fibropapilomatose, doença que atinge as tartarugas-verdes é pesquisada no Laboratório de Ecotoxicologia do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba.

A doença, que leva a formação de tumores, pode alterar a sobrevivência da espécie, que está ameaçada de extinção. O estudo identificou traços das substâncias nas tartarugas e os pontos do litoral brasileiro em que os animais apresentam casos de fibroapapilomatose.

“A tartaruga-verde está distribuída por todos os oceanos, nas zonas de águas tropicais e subtropicais, porém a espécie consta na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), que é o inventário mais detalhado do mundo sobre o estado de conservação mundial de várias espécies vivas”, afirma a colombiana Angélica María Sánchez Sarmiento, mestranda do Programa de Patologia Comparada da Faculdade de Medicina Veterinária (FMVZ) da USP, que participa da pesquisa. Além disso, a espécie também está classificada na lista vermelha da fauna brasileira ameaçada de extinção.

Angélica e a bióloga Silmara Rossi, doutoranda em Ecologia Aplicada no programa de pós-graduação interunidades entre o Cena e a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, levantam dados sobre tartarugas-verdes acometidas pela fibropapilomatose, tipo de doença tumoral benigna cuja causa é multifatorial e que pode alterar a sobrevivência dessa espécie marinha.

“A pesquisa busca determinar a presença dos pesticidas e PCBs nos tecidos de tartarugas-verdes afetadas ou não pela moléstia, comparando os resultados em áreas com diferentes taxas de prevalência da doença e estabelecendo uma possível relação com a fibropapilomatose”, aponta Angélica.

Monitoramento

As tartarugas-verdes estudadas foram resgatadas ou capturadas durante o monitoramento pelas bases dos projetos “Tamar-ICMBio” de Vitória (ES), Ubatuba (SP), Almofala (CE), Florianópolis (SC) e Fernando de Noronha (PE) e “Biopesca”, localizado na Praia Grande (SP). O trabalho é supervisionado pela professora Eliana Reiko Matushima, do Cena, e conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

“Por meio do equipamento de cromatografia gasosa com detector de captura de elétrons existente no Cena, foi possível detectar a presença de PCBs, compostos considerados carcinogênicos, possivelmente associados à formação dos tumores”, aponta Silmara.

Outro dado relevante levantado pelas pesquisadoras é que as tartarugas-verdes estudadas em Florianópolis e Fernando de Noronha não acusaram registro da doença, enquanto que em Almofala, Ubatuba e Vitória existem muitos casos. “A análise envolve tartarugas provenientes de diversas localidades da costa brasileira, com e sem fibropapilomas”, explica a bióloga. “Qualquer mal relacionado à poluição é um fator relevante para a redução populacional desses animais e para o desequilíbrio dos ecossistemas.”

O Laboratório de Ecotoxicologia do Cena é especializado em avaliações de comportamento de pesticidas em solos, água e plantas. “O conhecimento acumulado nas pesquisas sobre o monitoramento dessas substâncias poderá fornecer uma grande contribuição para os resultados do estudo”, destaca o professor Valdemar Luiz Tornisielo, coordenador do Laboratório.

Fontes: Projeto Tamar / Petrobras – Agenusp/Assessoria de Impensa do Cena

09:29 · 14.01.2013 / atualizado às 13:03 · 14.01.2013 por
Os animais são avistados com frequência no litoral brasileiro Foto: Enrico Marcovaldi / Instituto Baleia Jubarte

O Instituto Baleia Jubarte começa 2013 com uma boa notícia: a aprovação no V Edital do Programa Costa Atlântica – iniciativa da Fundação SOS Mata Atlântica – com o projeto “Abrindo os olhos e os ouvidos: diagnóstico e sensibilização das comunidades pesqueiras sobre as áreas marinhas protegidas e os conflitos na Região de Abrolhos”.

O objetivo é contribuir para a disseminação de informações e para a sensibilização de comunidades pesqueiras do extremo sul da Bahia a respeito da importância da criação de áreas marinhas protegidas no Banco dos Abrolhos e minimizar conflitos entre pescadores e cetáceos, fomentando a melhoria da gestão e do ordenamento de pesca na região – uma das mais biodiversas do Brasil.

A iniciativa é considerada inovadora ao propor uma abordagem diferenciada no diálogo com as comunidades pesqueiras. Segundo a bióloga e pesquisadora Beatriz Barbato, coordenadora do projeto, “os conflitos observados na Região dos Abrolhos entre pescadores e organizações não-governamentais conservacionistas nasceram com o processo de criação e implantação do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos e com as determinações legais dos órgãos ambientais fiscalizadores decorrentes do estabelecimento de unidades de conservação de proteção integral sem que houvesse um esclarecimento efetivo e o atendimento das necessidades da população local frente às limitações impostas”, pondera.

Entrevistas com pescadores de cidades como Prado, Alcobaça, Caravelas, Nova Viçosa e Mucuri, servirão para coletar informações sobre casos de perda de material e emalhamento de cetáceos em aparatos de pesca. Beatriz explica que a proposta é diagnosticar as principais áreas de ocorrência de interações, a estimativa do prejuízo causado aos pescadores e às artes de pesca envolvidas. Por meio de encontros periódicos pretende-se debater e construir propostas conjuntas e efetivas de solução para os problemas apresentados.

Ainda não foi confirmada a data de início da execução do projeto.

Fonte: Instituto Baleia Jubarte

12:34 · 25.12.2012 / atualizado às 12:34 · 25.12.2012 por
Os brasileiros Marcela Rocha e Danilo Mesquita darão a volta ao mundo em um veleiro e vão ajudar a ciência a obter detalhes sobre a contaminação dos mares pelo plástico Foto: Divulgação

Um casal de brasileiros assumiu a responsabilidade de contribuir com a ciência para obter mais detalhes sobre o impacto do plástico nos oceanos. Eles resolveram dar a volta ao mundo a bordo de um veleiro para colher amostras da água, que poderão fornecer detalhes sobre a atual situação dos mares.

Os paulistas Marcela Rocha e Danilo Mesquita embarcam nesta terça-feira (25), Dia de Natal, na primeira etapa da “Expedição 4 Ventos!”, que deve durar pelo menos dois anos e pretende percorrer 48,2 mil km, passar por ao menos 20 países e cruzar os Oceanos Pacífico, Atlântico e Índico.

Em parceria com o Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP), eles recolherão amostras para auxiliar na investigação do microplástico, partículas de cinco milímetros de materiais orgânicos sintéticos que ficam na superfície do mar e ameaçam a biodiversidade.

A paixão pelo mar, aliada ao hobbie do casal por aulas de mergulho, desenvolveu a preocupação em preservar o universo marinho — cuja perda da biodiversidade fez acender um alerta mundial.

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), 13 mil partículas de lixo plástico são encontradas em cada quilômetro quadrado do mar, mas o problema é maior no Norte do Pacífico.

As partículas plásticas estão sendo aspiradas pelas criaturas do mar e pelas aves, e a mistura é rica em produtos químicos tóxicos. Pássaros e peixes morrem de inanição por confundirem as partículas plásticas com alimento. Estudos já comprovaram que até mesmo os plânctons, a base da cadeia alimentar, estão sendo impactados.

Em entrevista ao G1 direto de Miami, nos Estados Unidos, de onde o veleiro modelo Gulfstar 37 partirá nesta terça, Marcela Rocha, componente da missão, afirmou que a coleta das micropartículas será feita por uma rede especial desenvolvida pela USP em parceria com a Administração Nacional dos Oceanos e da Atmosfera (NOAA, na tradução do inglês), instituto do governo dos EUA.

Chamada de rede de Nêuston, o equipamento vai recolher o plástico da superfície marinha e as amostras serão enviadas, sob refrigeração, para os laboratórios da USP. “Acreditamos que o estudo pode contribuir para a constatação sobre a realidade das águas do planeta, além de um plano de prevenção para a preservação da vida marinha”, explica.

O veleiro da “Expedição 4 Ventos”, que parte hoje (25) dos EUA rumo a Cuba. O projeto deve durar ao menos dois anos Foto: Divulgação

O veleiro

Um Gulfstar 37 pés será o meio de transporte do casal – que já se prepara psicologicamente para a convivência no isolamento. “O Danilo já me alertou que se a TPM pegar pesada, vou para o bote de salvamento”, brinca Marcela, que é radialista e abandonou a profissão pelo projeto (mesma decisão tomada por Danilo, também radialista).

Preparado com um dessalinizador (que transforma água salobra em potável), além de ser autossuficiente em energia, graças a um painel solar e um gerador eólico, o barco terá comunicação via satélite, internet e telefone, com o apoio de uma empresa de telefonia móvel.

O navio sairá de Miami em direção a Cuba, atravessando o Mar do Caribe rumo ao Panamá, onde terão acesso ao Oceano Pacífico, com foco na parte Sul. Depois, cruzarão parte da Ásia, acessando o Oceano Índico, até o Cabo da Boa Esperança, na África do Sul, onde entram nas águas do Atlântico Sul, rumo ao Brasil. A previsão é que veleiro chegue em águas brasileiras em fevereiro de 2015.

Segundo Marcela, a expedição visitará áreas ainda inóspitas, carentes de estudos, principalmente aquelas do Pacífico Sul e Atlântico Sul. Ela afirma que a ilha de Lixo conhecida como “Grande Porção de Lixo do Pacífico”, localizada entre os EUA, Canadá e o Havaí, não será alvo da pesquisa.

Desafio mundial

A proteção dos oceanos se tornou uma das principais bandeiras da Organização das Nações Unidas (ONU). Neste ano, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio + 20), países negociaram a criação de regras mais duras para preservação marinha, com o objetivo de proteger a biodiversidade e não impactar a segurança alimentar.

Rosalinda Montone, professora do Instituto Oceanográfico da USP (IO) e responsável por analisar as partículas de poluentes recolhidas em alto mar, disse que esses fragmentos podem impactar a cadeia alimentar dos oceanos.

Ela ressalta a importância da expedição e disse que a captação de amostras é uma das partes mais difíceis do projeto. “Vamos depender muito de coleta, considerada uma parte crítica e cuidadosa”, disse.

Ela afirma que o objetivo da parceria entre o IO e a expedição é realizar um mapeamento dos pontos do planeta onde ocorrem alta concentração de partículas de plástico. “Temos que pensar no uso do plástico no continente, não no mar. Certamente será um dos grandes desafios da humanidade”, explica a pesquisadora.

Eduardo Carvalho

Do Globo Natureza, em São Paulo

10:09 · 21.12.2012 / atualizado às 10:09 · 21.12.2012 por
Espécie é a mais ameaçada de extinção entre os mamíferos marinhos Foto: Divulgação/Aquasis

 

Com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Ambiental (PPA), o Projeto Manatí inaugurou ontem, dia 20, o Centro de Reabilitação de Mamíferos Marinhos, no município de Caucaia, Ceará, uma referência na América do Sul para reabilitação de filhotes recém-nascidos de peixe-boi marinho e pequenos golfinhos.

O projeto foi criado pela Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis), com o intuito de executar ações integradas de monitoramento de encalhes, resgate, reabilitação e educação ambiental, em prol da conservação deste mamífero marinho que é o mais ameaçado de extinção do Brasil.

O Centro de Reabilitação possui piscinas e tanques, além de uma área técnica com laboratório, ambulatório, cozinha para preparo de alimentos dos animais e sistema de suporte automatizado, entre outros departamentos.

Com ações também voltadas para a educação ambiental, o projeto desenvolve atividades lúdicas com comunidades no Ceará o no Piauí, com objetivo de inserir o peixe-boi como elemento cultural e de valorização ambiental. Além disto, a Aquasis ministra oficinas de reaproveitamento de óleo de cozinha, para evitar o descarte inadequado e a contaminação do lençol freático que abastece as nascentes que são fontes de água doce para o peixe-boi.

Os peixes-boi marinhos medem entre três e quatro metros e podem pesar até uma tonelada e possuem uma baixa taxa reprodutiva. Normalmente, nasce um único filhote após um período de gestação de 12 a 13 meses e raramente é observado o nascimento de gêmeos.

Atualmente, a espécie encontra-se ameaçada pela pressão das atividades humanas ao longo de todo o litoral. Por ser um animal costeiro, ele sofre com a redução das suas áreas de cuidado parental, destruição de áreas de alimentação, captura acidental em aparelhos de pesca, colisão com embarcações, poluição causada por despejo de esgotos domésticos e contaminação por metais pesados oriundos dos agrotóxicos utilizados na lavoura.

No Ceará e Rio Grande do Norte, um dos principais impactos causados pela ocupação desordenada de estuários e manguezais é o assoreamento dos rios, que impede as fêmeas grávidas de darem à luz nessas áreas abrigadas. Isso faz com que essa região seja a principal área de encalhes de filhotes recém-nascidos vivos no Brasil, sendo considerada prioritária e estratégica pelo Governo Federal para a conservação da espécie.

O Programa Petrobras Ambiental foi criado em 2003 e, atualmente, patrocina cerca de 100 projetos, tendo alcançado dezenas de bacias e ecossistemas em seis biomas brasileiros, sendo Amazônia, Mata Atlântica, Caatinga, Cerrado, Pantanal, Pampa e ambiente marinho e costeiro. Suas ações já envolveram diretamente mais de 4 milhões de pessoas, além de mais de 1.500 parcerias, 1.910 publicações, 8.895 cursos e palestras e o estudo de mais de 8 mil espécies nativas.

Fonte: Petrobras

16:13 · 01.10.2012 / atualizado às 16:13 · 01.10.2012 por

 

O Governo Federal demonstra preocupação com a sustentabilidade da pesca Foto: Kid Júnior
O alerta recai tanto sobre a sobrepesca quanto sobre as atividades poluentes Foto: Kid Júnior

A preservação de áreas marinhas e costeiras marcou o Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação, realizado na última semana em Natal (RN). Especialistas defenderam a criação de mais áreas de proteção nos oceanos, como forma de preservar os ecossistemas.

De 1,3 mil espécies de peixes no bioma marinho, por exemplo, 19 estão em extinção. Dos recifes de corais entre o Rio Grande do Norte e o sul da Bahia, 80% também foram perdidos nos últimos 50 anos.

Os dados sobre os recifes constam de estudo inédito divulgado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) no evento. A poluição industrial, o despejo de esgoto e de adubo (levado pelos rios) são os responsáveis pela morte dos corais, principalmente nas grandes cidades do Nordeste, de acordo com o professor Mauro Maida. O desmatamento da Mata Atlântica e de mangues e a retirada de calcário dos corais para a construção civil acentuaram o problema.

Ao lado dos efeitos do aquecimento global, como a elevação da temperatura do mar e a absorção em excesso de dióxido de carbono, a sobrepesca – a pesca acima do limite de reposição – tornou-se a principal inimiga dos ecossistemas marinhos, diz Maida.

“É preciso lembrar que peixe não cai do céu e que a proteção da cadeia produtiva é o papel das unidades de conservação”. Lá – já que não há ninguém matando – se dá a cria e a engorda. Com isso, os bichos saem naturalmente dessas áreas e podem ser capturados, grandes, do lado de fora”, completa o professor.

Nos 4,5 milhões de quilômetros quadrados do bioma marinho brasileiro, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), identificou a necessidade de criação de pelo menos 50 reservas extrativistas, uma das categorias de unidades de conservação, até 2014.

Diante da exploração intensa e desregulada de itens com valor comercial, as atuais 59 unidades não são suficientes para proteger o uso da zona costeira e não atendem a 5% do total da área, informa o presidente do ICMBio, Roberto Vizentin.

“O mar tem toda a potencialidade em recursos para a segurança alimentar e em recursos que estão na base do crescimento industrial, como petróleo e gás. É como no território, se não tivermos uma estratégia de ordenar essa extraordinária riqueza, que já está sofrendo pressão, as atividades no ambiente marítimo ficam cada vez mais vulneráveis”, reconheceu Vizentin.

Ele pretende ampliar ainda a área no Pantanal, na Caatinga e Mata Atlântica, que são protegidos em menos de 10%.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), que lançou recentemente o Pacto para os Oceanos, 3 bilhões de pessoas dependem da biodiversidade marinha e costeira para a própria subsistência. Com a iniciativa, o órgão multilateral quer que 10% das áreas marítimas e costeiras no mundo sejam alvo de medidas de conservação até 2020 e que até 2015 todos os países criem metas para reduzir o lançamento de poluentes ao mar, além de propor medidas de mitigação.

Fonte: Isabela Vieira (reportagem) / Graça Adjuto (Edição) – Agência Brasil

09:16 · 22.05.2012 / atualizado às 09:16 · 22.05.2012 por

 

A biodiversidade marinha é um dos temas a serem discutidos durante a Rio + 20, no Rio de Janeiro, no próximo mês Foto: Natinho Rodrigues/Agência Diário

Biodiversidade Marinha é o tema do Dia Internacional para a Diversidade Biológica (BID), comemorado hoje. A Designação do BID de 2012 sobre o tema dos ecossistemas marinhos fornece à Convenção das Partes sobre Diversidade Biológica (CDB) e a todos os interessados em vida marinha a oportunidade de aumentar a conscientização sobre a questão e aumentar a ação prática.

Ministros do Meio Ambiente de mais de 30 países da Aliança dos Pequenos Estados Insulares (AOSIS), dos países menos desenvolvidos e de vários países latino-americanos e europeus, participaram de uma mesa-redonda informal – um acompanhamento das negociações sobre o clima realizadas em Durban – organizada pela comissária da União Europeia para o Clima, Connie Hedegaard, pelo comissário da UE para o Meio Ambiente, Janez Potočnik, e pela presidência dinamarquesa do Conselho da UE, nos dias 7 e 8 de maio passados.

A mesa-redonda teve como objetivo basear-se nos importantes avanços alcançados na Conferência sobre o Clima de Durban, em 2011, e identificar potenciais prioridades e objetivos comuns para a Conferência Rio+20.

Nessa perspectiva, a Comissão Oceanográfica Intergovernamental da Unesco (Unesco-COI) forneceu uma visão global sobre as questões-chave relativas aos oceanos que estão sendo discutidas no processo de negociações da Rio+20 e destacou várias metas desejáveis quanto aos oceanos, que caracterizariam um resultado bem-sucedido na Rio+20.

Algumas das áreas-chave destacadas foram a conservação da biodiversidade marinha, a acidificação dos oceanos, a poluição marinha, o investimento necessário em ciência e o desenvolvimento de capacitação para a transição para uma economia azul e verde.

Vida no mar

De 2000 a 2010, uma colaboração sem precedentes em todo o mundo, por cientistas de todo o mundo, foi estabelecida para tentar determinar o quanto a vida está presente no mar.

Apelidado de “Censo da Vida Marinha”, o esforço envolveu 2.700 cientistas, de mais de 80 países, que participaram em 540 expedições ao redor do mundo. Eles estudaram a água do mar superficial e foram sondadas as mais profundas e mais escuras profundezas do oceano, navegaram os mares tropicais e exploraram o gelo espalhado nos oceanos Ártico e Antártico.

O Censo acrescentou 1.200 espécies à lista conhecida de vida no mar, mas os cientistas ainda estão trabalhando em mais 5.000 exemplares para determinar se eles também são espécies recém-descobertas.

A estimativa do número de espécies marinhas conhecidas – as espécies que foram identificadas e as que foram documentadas, mas aguardam classificação – tenha aumentado como resultado direto dos esforços do Censo, e agora está em torno de 250 mil.

Este total não inclui algumas formas de vida microbiana, como vírus marinhos. No seu relatório final, a equipe do Censo sugeriu que poderia ser pelo menos um milhão. Alguns pensam que o número pode ser duas vezes maior.

A data

A Organização das Nações Unidas (ONU) proclamou 22 de maio o Dia Internacional da Diversidade Biológica (BID) para aumentar a compreensão e conscientização sobre as questões da Biodiversidade.

A princípio, no fim de 1993, a data da entrada em vigor da Convenção da Diversidade Biológica, 29 de dezembro, foi designada como o Dia Internacional da Diversidade Biológica.

Mas em dezembro de 2000, a Assembleia Geral da ONU adotou 22 de maio como o BID, para comemorar a aprovação do texto da Convenção, em 22 de maio de 1992, pela Ata Final da Conferência de Nairóbi para a adoção do texto aprovado da Convenção sobre Diversidade Biológica.

A mudança foi parcialmente aceita porque era difícil para muitos países para planejar e realizar celebrações adequadas para a data de 29 de dezembro, dado o número de feriados que coincidem em torno dessa época do ano.

Mais informações: http://www.cbd.int/idb/2012/