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Categoria: Bioma Caatinga


18:09 · 28.04.2017 / atualizado às 18:45 · 30.04.2017 por
A expedição ao Cânion do Poti teve como um dos objetivos conhecer melhor os hábitos do tatu-bola par ajudar na conservação Foto: Devian Zutter

Em comemoração ao Dia Nacional da Caatinga, celebrado neste 28 de abril, a Associação Caatinga lançou o documentário “Expedição ao Cânion do Poti”, um dos resultados do Programa Tatu-bola, apoiado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. O objetivo central é sensibilizar o público sobre a importância da conservação do tatu-bola e do bioma Caatinga, além de arrecadar fundos para dar continuidade às ações do Projeto Tatu-bola.

“Esperamos que as pessoas possam conhecer e familiarizar-se com a espécie e seu habitat. Desta forma, conhecendo nosso bioma e toda a riqueza de fauna e flora associada, eles poderão ajudar de alguma maneira na sua conservação, seja com ações práticas ou repassando as informações aprendidas para seus parentes e amigos. Assim, mais e mais pessoas conhecerão o surpreendente mundo da Caatinga”, reforça o biólogo Samuel Portela, que participou da expedição ao cânion do Rio Poti e faz parte da coordenação técnica do Programa Tatu-bola.

O curta-metragem “Expedição ao Cânion do Poti” retrata a trajetória de pesquisadores que se aventuraram por dez dias na região do Cânion do Rio Poti, para identificar áreas de ocorrência do tatu-bola. O animal, presente na Caatinga e em algumas florestas do Cerrado brasileiro, está ameaçado de extinção e foi categorizado como vulnerável na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), que identifica espécies ameaçadas. A ideia do Projeto Tatu-bola é tirar a espécie da lista de animais ameaçados de extinção e torná-la símbolo de proteção do bioma Caatinga.

O biólogo Samuel Portela destaca que a expedição ao Cânion do Rio Poti foi uma experiência importante para a conservação do tatu-bola, pois nela foi possível confirmar a presença da espécie na área de abrangência do Programa Tatu-bola e conhecer mais sobre o ambiente em que ele vive, como por exemplo, o tipo de vegetação existente onde ele costuma habitar, o tipo de solo e um pouco dos seus hábitos.

O Programa de Conservação do Tatu-bola está no terceiro semestre de atuação e tem por objetivo identificar áreas de ocorrência do animal e preservá-las a fim de garantir ambientes seguros para seu desenvolvimento e reprodução. É desenvolvido pela Associação Caatinga com o apoio da Fundação Grupo Boticário desde novembro de 2015.

Campanha de Financiamento Coletivo

No lançamento do documentário, também foi apresentada a Campanha de financiamento Coletivo do Projeto Tatu-bola, na plataforma Kickante, que tem como meta arrecadar, por meio de doações, R$ 500 mil.

Com esse valor, será possível implantar o Centro de Pesquisa e Conservação do Tatu-bola (CPCTB), que funcionará na Reserva Natural Serra das Almas (RNSA), localizada na divisa do Ceará e Piauí, e dará suporte a um trabalho multidisciplinar para promover a conservação do tatu-bola, a manutenção da espécie na natureza, a redução do risco de extinção, a redução do risco de desertificação, a contenção dos efeitos do aquecimento global e a segurança hídrica.

O apoio do valor arrecadado ajudará a viabilizar ações que irão gerar conhecimento atualizado sobre a ecologia e distribuição da espécie; identificar áreas prioritárias para a conservação da espécie; promover conservação da espécie através da criação de reservas ambientais (Unidades de Conservação) e estabelecimento de corredores ecológicos; tornar o animal mais conhecidos e os ambientes naturais onde ocorre; e sensibilizar a sociedade, por meio de ações de educação ambiental.

A Associação Caatinga é uma organização não governamental que atua há 17 anos em projetos de conservação e preservação do único bioma originalmente brasileiro, a Caatinga.

Fonte: Associação Caatinga

10:30 · 12.04.2017 / atualizado às 20:18 · 11.04.2017 por
O Projeto tem como objetivo o manejo de no mínimo 5.000 hesctares de Caatinga, por meio da implantação de 17 planos de manejo florestal de uso múltiplo Foto: Cid Barbosa / Agência Diário

A Secretaria do Meio Ambiente do Estado (Sema), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), juntamente com o Fundo Socioambiental da Caixa, está promovendo o Projeto Desenvolvimento de Práticas de Manejo Florestal Sustentável na Região do Baixo Jaguaribe.

O Projeto tem como objetivo o manejo de no mínimo 5.000 hectares de Caatinga, por meio da implantação de 17 planos de manejo florestal de uso múltiplo, além do estabelecimento de mecanismos para promover o desenvolvimento econômico com sustentabilidade, por meio de 17 Planos de Negócios implantados com base nos Planos de Manejos.

Em 2017, foi contratada a empresa Verde Vida Engenharia Ambiental Ltda. para prestação de assistência técnica aos 17 assentamentos selecionados no Projeto nos seis municípios da área de abrangência: Russas, Morada Nova, Ibicuitinga, Ibaretama, Ocara e Beberibe.

Os trabalhos de assistência técnica iniciaram com reuniões de mobilização juntos aos assentados para início dos Diagnósticos Rurais Participativos e, paralelamente, vêm sendo desenvolvidas atividades de assistência técnica para exploração dos talhões aprovados pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace).

A implantação do Plano de Manejo nos assentamentos rurais vem beneficiando aproximadamente 461 famílias, apresentando vantagens para a região, como suprimento de energéticos florestais, pois a vegetação da Caatinga é tolerante às secas, assim como apresenta a capacidade de rebroto por tocos e raízes, assegurando menor risco de perda do recurso florestal por motivo de seca.

Com a implantação do Manejo Florestal, espera-se melhoria ambiental com a retirada da madeira de forma adequada, preservando os recursos hídricos e solos, além de benefícios sociais, pois a dificuldade em obtenção de renda por parte dos agricultores torna o desenvolvimento de atividades sustentáveis uma ferramenta importante para favorecer a permanência do homem no campo, principalmente em períodos de estiagem, evitando a migração.

Esse projeto também poderá contribuir para a implementação de políticas públicas relacionadas ao meio ambiente e à floresta, promovendo a formação de profissionais para atender à demanda de mercado por prestação de serviços vinculados às atividades florestais sustentáveis na Caatinga e gerando alternativas de renda às comunidades rurais assentadas.

Fonte: Sema

19:18 · 01.11.2016 / atualizado às 21:51 · 01.11.2016 por
As pesquisas exploratórias servem não apenas para quantificar as espécies que vivem na Reserva, mas para investigar seus hábitos e desenvolver estratégias de preservação Foto: Associação Caatinga
As pesquisas exploratórias servem não apenas para quantificar as espécies que vivem na Reserva, mas para investigar seus hábitos e desenvolver estratégias de preservação Foto: Associação Caatinga

Por Honório Barbosa

Crateús.  Três felinos de grande porte foram observados recentemente na Reserva Natural Serra das Almas (RNSA), neste município do Sertão cearense. A Unidade de Conservação (UC) é administrada pela Associação Caatinga.

Os pesquisadores Marina Zanin, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Clotilde Estrada e Francisco Palomares da Estação Biológica de Doñana, na Espanha descobriram em suas pesquisas exploratórias que três onças pardas (Puma concolor), um macho e duas fêmeas, vivem na Reserva.
A pesquisa tem por objetivo conhecer o comportamento das onças pardas. O trabalho de campo começou no segundo semestre de 2015. As visitas tiveram por objetivo coletar fezes dos animais, que foram analisadas em laboratórios na Espanha.

A continuidade do estudo pode mostrar um número ainda maior de felinos. Além da onça parda, jaguatiricas e gatos maracajás e mouriscos também foram identificados no estudo.
Thiago Vieira, gerente da RNSA, comemorou o resultado da pesquisa e ressaltou a importância das descobertas. “As pesquisas exploratórias são interessantes não só para quantificar as espécies que vivem na Reserva, mas também para investigar seus hábitos e desenvolver estratégias de preservação”, afirmou.
Esperava-se descobrir outras espécies para estimular a criação de novas UCs. O pesquisador Francisco Palomares já trabalhou em vários países da América do Sul com as onças pintadas e pardas. Segundo ele, a RNSA concentra uma das maiores quantidades de fezes de onça parda por Km².
Os pesquisadores estiveram no Ceará entre os dias 28 de setembro e 2 de outubro. O trabalho foi considerado oportuno, com bons resultados. O esforço do grupo é para manter a unidade preservada, longe de caçadores. Infelizmente, muito moradores mantêm o hábito da caça, praticam a atividade como algo comum e regular, contribuindo para eliminar espécies nativas.
A Associação Caatinga é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) voltada à proteção do único bioma originalmente brasileiro, a Caatinga. Foi fundada em outubro de 1998 e mantém a Reserva Natural Serra das Almas, localizada no sertão de Crateús, a 400 Km de Fortaleza.
Tatu-bola
Recentemente, foi realizada uma expedição pioneira ao Cânion do Rio Poty, em Crateús e em localidades do vizinho Estado do Piauí. A iniciativa foi da Associação Caatinga, com apoio da Fundação Grupo o Boticário. O objetivo foi identificar novas áreas de ocorrência do tatu-bola, mapear áreas, aprofundar pesquisas sobre o animal e propor a criação de uma UC Pública e de Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN).

11:51 · 21.09.2016 / atualizado às 15:24 · 21.09.2016 por
O juazeiro (Ziziphus joazeiro), como este de Parambu (CE), é uma árvore fascinante, que se mantém verde mesmo no período de estiagem Foto: Cid Barbosa
O juazeiro  é uma árvore fascinante, que se mantém verde mesmo no período de estiagem Foto: Cid Barbosa

O juazeiro (Ziziphus joazeiro) é uma digna árvore representante do Bioma Caatinga, que permanece verde o ano inteiro, com ou sem chuva. Mas nem todas as nossas árvores são assim. Grande parte perde as folhas todos os anos, no período de estiagem, para manterem-se vivas até que as chuvas cheguem e renovem o seu ciclo.

Esse é um dos motivos pelos quais hoje não é o Dia da Árvore no Nordeste (e nem no Norte). A Festa Anual da Árvore é comemorada em março nestas regiões, e não em setembro, como ocorre no Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

O principal motivo para essa distinção é que, aqui, tão perto da linha do Equador, as quatro estações do ano não são tão definidas e o período mais propício para o plantio é o chuvoso, no caso do Estado do Ceará, de fevereiro a maio.

Já que a melhor forma de comemorar a data é plantar árvores, elas necessitam dos devidos cuidados para vingarem, sendo o principal deles a irrigação adequada.

O decreto federal que estabelece a data comemorativa no território nacional é o 55.795, de 24 de fevereiro de 1965. Mas, do ponto de vista da valorização , todos os dias deveriam ser o Dia da Árvore, e não apenas um.

“E também todos os dias elas nos beneficiam e merecem respeito e carinho”, conforme Antonio Sérgio Farias Castro, engenheiro agrônomo e membro fundador do Movimento Pró-Árvore.

08:00 · 01.03.2016 / atualizado às 11:40 · 01.03.2016 por
Devido à caça e à destruição de seu habitat natural, o tatu-bola está na Lista Oficial da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção como animal em perigo Foto: Associação Caatinga
Devido à caça e à destruição de seu habitat natural, o tatu-bola está na Lista Oficial da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção como animal em perigo Foto: Associação Caatinga

O Programa de Conservação do Tatu-bola será lançado, na quarta-feira (2), às 18h, no Salão Aberto da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), pela organização não governamental Associação Caatinga, com o apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

O apoio da Fundação ao Programa para a proteção da espécie, concretizado no fim de 2015, viabilizará o desenvolvimento de ações estratégicas do Plano de Ação Nacional para a Conservação do Tatu-bola, política publica federal criada em 2014. com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), da Associação Caatinga, e de 22 pesquisadores e ambientalistas de todo o País.

A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza é parceira da Associação Caatinga em iniciativas de conservação da Caatinga desde 2003 e financiou, ao longo de seus 25 anos, quase 1.500 iniciativas de conservação da natureza, em todas as regiões do Brasil.

“O apoio ao Programa Tatu-bola faz parte dos nossos esforços para ampliar pesquisas, políticas públicas e outras ações em prol da Caatinga, bioma que está ameaçado e que carece de medidas efetivas de proteção de sua singular biodiversidade”, afirma a diretora executiva da Fundação Grupo Boticário, Malu Nunes.

As principais ações do Programa de Conservação do Tatu-bola pelos próximos quatro anos serão identificar áreas de ocorrência do animal com potencial para a criação de Unidades de Conservação (UCs) e criar UCs em áreas prioritárias que favoreçam a permanência do tatu-bola nas florestas nativas.

Espera-se que esses esforços somados às ações de sensibilização das comunidades próximas e mobilização da sociedade por meio de ações de comunicação contribuam para a redução da taxa de perda do habitat do Tatu-bola, em outras palavras, ajudem a preservar a Caatinga.

Para o coordenador geral da Associação Caatinga, Rodrigo Castro evitar a extinção do Tatu-bola vai muito além da preocupação com o animal. “O Programa de Conservação do Tatu-bola é uma iniciativa inédita voltada a essa espécie tão ameaçada. O Programa ressalta a necessidade de preservarmos as florestas da Caatinga para o animal, para as outras espécies de animais e plantas e para a segurança hídrica no sertão. Tanto quanto o tatu-bola, nos também dependemos de florestas preservadas. Cuidar da Caatinga é garantir a vida e a produção de água num ambiente único no Planeta”, afirma.

Tatu-bola

O Tatu-bola (Tolypeutes tricinctus) ganhou notoriedade mundial ao ser escolhido como mascote da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, a partir de campanha desenvolvida pela Associação Caatinga, por tratar-se da menor e menos conhecida espécie de tatu brasileira e corre sério risco de extinção.

Devido à caça e à destruição de seu habitat natural, o tatu-bola está desaparecendo do mapa e consta da Lista Oficial da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção como animal em perigo, nível de ameaça que está a apenas dois passos da extinção.

Fontes: Associação Caatinga / Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza

20:27 · 15.01.2016 / atualizado às 20:27 · 15.01.2016 por
O animal permanece em Crateús e a Associação Caatinga está providenciando a destinação mais adequada Foto: Associação Caatinga
O animal permanece em Crateús e a Associação Caatinga está providenciando a destinação mais adequada Foto: Associação Caatinga

Um tatu-bola foi encontrado no quintal da casa de agricultores da localidade Pau de Óleo, no município de Crateús (CE). Após encontrarem o animal, os agricultores foram orientados a encaminhá-lo animal à Associação Caatinga, organização não governamental (ONG) de proteção ao bioma original do Nordeste e responsável pelo Programa de Conservação do Tatu-bola, apoiado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

Em 2014, o tatu-bola atraiu os olhares do mundo para si como mascote da Copa do Mundo, mas a situação do mamífero segue preocupante. O animal típico da Caatinga, aparece na lista vermelha de espécies ameaçadas de extinção da União Nacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Em janeiro de 2015,outro tatu-bola foi resgatado na Reserva Natural Serra das Almas (RNSA) e encaminhado ao Zoológico de Brasília, onde um casal de tatus-bola é mantido em cativeiro para estudos a fim de preservar a espécie.

O gerente da Reserva, Thiago Vieira, afirma que a confiança popular no trabalho da instituição contribui para o desenvolvimento das ações de conservação do Bioma. “A entrega desse tatu-bola à Associação Caatinga pela comunidade do entorno da RNSA é reflexo positivo do trabalho desenvolvido em prol da conservação do Bioma. Fazemos a nossa parte com as ações de Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável e a comunidade reconhece e colabora conosco”, ressalta Thiago.

O tatu-bola conta com um Plano de Ação Nacional para Conservação (PAN), elaborado sob coordenação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e com o apoio da Associação Caatinga. Graças à parceria da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, a Associação Caatinga implementa as ações prioritárias previstas no PAN para a conservação do mamífero.

“A conservação do tatu-bola traz impactos positivos para as outras formas de vida existentes na Caatinga. A execução das ações do PAN torna possível também a conservação de inúmeras outras espécies raras, endêmicas ou ameaçadas dos biomas Caatinga e Cerrado, além de contribuir para a mitigação de efeitos potencializadores do aquecimento global, combater a degradação e desertificação”, afirma Samuel Portela, coordenador de áreas protegidas da Associação Caatinga.

O animal permanece em Crateús e a Associação Caatinga está providenciando a destinação mais adequada.

11:59 · 28.04.2015 / atualizado às 18:11 · 28.04.2015 por

 

Por Honório Barbosa

Iguatu. O Dia Nacional da Caatinga é comemorado hoje, 28 de abril, e o transcurso da data proporciona o debate sobre a importância desse bioma, a convivência com o Semiárido e os períodos de escassez hídrica.

Depois de quatro anos de chuvas abaixo da média, discutir a preservação da cobertura florestal do sertão nordestino é cada vez mais imprescindível. Afinal, a água que chega à Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) e a outros centros urbanos cearenses é proveniente das bacias hidrográficas que estão no sertão.

O governo federal instituiu, em 2003, o dia 28 de abril como o Dia Nacional da Caatinga. A data homenageia o professor João de Vasconcelos Sobrinho, pernambucano, pioneiro nos estudos ambientais sobre a região no Brasil. Entidades ligadas ao setor ambiental promovem ações e debates sobre o bioma Caatinga, único no mundo, colocando em pauta a necessidade de sua conservação.

Está marcada para as 15 horas de hoje sessão solene, na Assembleia Legislativa do Ceará, para a entrega da Medalha Ambientalista Joaquim de Castro Feitosa, no Plenário 13 de Maio. O evento faz parte das comemorações do centenário de nascimento do agrônomo e pesquisador da Caatinga.

Prioridade

A Caatinga é um bioma único no mundo. Entretanto está muito devastado. A sua preservação é de fundamental importância para a economia regional. A água que abastece Fortaleza e municípios da Região Metropolitana vem do Açude Castanhão, em Jaguaribara, por meio do Canal do Trabalhador e do Canal da Integração. As bacias dos Rios Jaguaribe e Salgado são de fundamental importância para o abastecimento das casas, comércio e indústria de vários municípios cearenses.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), a Caatinga tem 45% de sua área total desmatada no Brasil. Os dados do Ministério mostram, ainda, que, dos dez municípios que mais contribuíram para o desmatamento da Caatinga, quatro são cearenses. Boa Viagem, Tauá, Acopiara e Crateús estão entre as cidades com maior índice de degradação da vegetação original no País.

Reconhecimento

No âmbito nacional, há uma Proposta de Emenda à Constituição, a PEC 504/10 que pretende transformar a Caatinga e o Cerrado em patrimônios nacionais. O projeto já foi votado no Senado e entrou por pelo menos três vezes na chamada “ordem do dia” da Câmara, mas não foi votada por ainda não ser percebida como pauta prioritária pelos membros da Câmara.

Se aprovada, a PEC da Caatinga e do Cerrado irá garantir o reconhecimento dos dois biomas e, por meio disso, poderá atrair mais ações de preservação ambiental e investimentos para a região e também poderá contribuir para a proteção dos recursos hídricos e segurança hídrica no Nordeste.

O desmatamento da Caatinga e o baixo índice de áreas protegidas contribuem para o desgaste do reabastecimento dos reservatórios, que já contam com pouca água. Atualmente, 112 açudes têm volume em torno de 30% do total de suas capacidades no Estado do Ceará.

“A situação é preocupante, pois, se não cuidarmos das regiões do entorno desses açudes, o risco de desaparecimento da água restante é eminente”, observou o secretário executivo da Associação Caatinga, Rodrigo Castro. “Preservar as margens dos açudes, rios, riachos e nascentes garante a preservação da água, a capacidade de armazenamento dos reservatórios e a recarga hídrica das barragens”.

Estima-se que 13 metros cúbicos de água são consumidos por segundo em Fortaleza e Região Metropolitana, utilizados no consumo humano e industrial. Destes 13, oito são provenientes do Castanhão, que atualmente conta com menos de 25% da capacidade; 3,6 m³ vêm do Canal do Trabalhador e 0,4% da água que utilizamos vem da bacia hidrográfica da Região Metropolitana. Ao todo, mais de 60% da água que abastece Fortaleza e Região Metropolitana vem do interior cearense.

Ir além

“As obras de infraestrutura, transferência de águas são importantes, mas o debate precisa ir além, pois há necessidade de investimentos em prevenção, recuperação das matas ciliares, de encostas, e de campanhas de uso racional da água”, frisou Castro. “A demanda de água é crescente, mas a oferta vem caindo. Os açudes estão armazenando menor volume por causa do assoreamento e os rios estão degradados”, salientou.

O secretário executivo da Associação Caatinga observa que não só o Nordeste, mas o Brasil enfrenta uma crise hídrica cada vez mais grave. “Onde estão as campanhas de consumo consciente, racional?”, questionou. “E as leis de punição para quem desperdiça água?”.

O coordenador do Pacto Ambiental dos Inhamuns, Jorge de Moura, chamou a atenção, ainda, para o problema de introdução de espécies exóticas que concorrem com a flora nativa.

Ontem, foi realizada, na Reserva Particular do Patrimônio Natural Serra das Almas, em Crateús, caminhada ecológica alusiva ao Dia Nacional da Caatinga.

Saiba mais

– A Caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro e foi reconhecido como uma das 37 grandes regiões naturais do Planeta, ao lado da Amazônia e do Pantanal

– É o terceiro bioma mais degradado, depois da Mata Atlântica e Cerrado. 45% de sua área já foi desmatada

– A Caatinga possui alto grau de endemismo (cerca de 1/3 de suas plantas e 56% de seus peixes são espécies exclusivas), ou seja, essa riqueza biológica não pode ser encontrada em nenhuma outra parte do mundo

– Os serviços ambientais oferecidos pela Caatinga asseguram a convivência do ser humano com o ambiente e sua biodiversidade tem grande importância econômica e social

– A Caatinga ocupa uma área de cerca de 840 mil quilômetros quadrados, o equivalente a 11% do território nacional

– Engloba os Estados Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe e o norte de Minas Gerais

– Rico em biodiversidade, o bioma abriga 178 espécies de mamíferos, 591 de aves, 177 de répteis, 79 espécies de anfíbios, 241 de peixes e 221 abelhas

– Cerca de 27 milhões de pessoas vivem na região, a maioria carente e dependente dos recursos do bioma para sobreviver

Mais informações:

Associação Caatinga

Fone: (85) 3241.0759

www.acaatinga.org.br

 

08:30 · 24.09.2014 / atualizado às 08:30 · 24.09.2014 por
O juazeiro, árvore da Caatinga, tem função importantíssima na manutenção do equilíbrio ambiental Foto: Agência Diário / Cid Barbosa
O juazeiro, árvore da Caatinga, tem função importantíssima na manutenção do equilíbrio ambiental Foto: Agência Diário / Cid Barbosa

A página de Gestão Ambiental completa dez anos em dezembro de 2014 e, para celebrar a data, estamos publicando reportagens especiais. Começamos no Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), com um caderno especial sobre resíduos sólidos. Em julho publicamos multipages sobre água; em agosto o tema foi energia. Hoje o foco é a necessidade de conservação do nosso bioma: a Caatinga.

Só lembrando: 21 de setembro é o Dia da Árvore das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, marcando o início da primavera. No Norte e Nordeste, a Semana da Árvore é comemorada em março, período ideal para o plantio devido ao nosso regime chuvoso.

Seguem, abaixo, dicas sobre a importância da vegetação em nossa vida e também para plantio e manutenção do nosso verde:

A importância da vegetação natural em nossa vida

A vegetação natural ajuda a

  • Manter os recursos hídricos

  • Conservar a diversidade de espécies de plantas e animais

  • Controlar a erosão do solo

  • Manter o microclima (conforto térmico)

  • Protege de ventos e enxurradas

O Estado do Ceará fica quase integralmente no bioma Caatinga, com vegetação adaptada às condições do Semiárido, de altas temperaturas, chuvas escassas, concentradas em alguns meses e de distribuição irregular

Para manter essas condições em equilíbrio, devemos contribuir para a manutenção da sua biodiversidade.

Uma das principais ameaças é o desmatamento para extração de lenha e carvão, utilizados em diversas atividades

Ações como manejo adequado e utilização e fontes de energia alternativas, como restos de de poda, por exemplo, ajudam muito.

Se você mora em uma casa, mesmo que na cidade, pode contribuir ao cultivar espécies adequadas ao clima e ao local onde serão plantadas, e de preferência nativas. É importante orientação nessa hora para saber sobre o crescimento, tamanho da copa, raízes, cuidados etc.

Mesmo se você morar em apartamento, pode se engajar em movimentos, participar ou estimular campanhas de replantio na praça ou parque mais próximo.

E bom lembrar que, em nossa região, a época mais adequada para o plantio é o período de chuvas (janeiro a junho). Se plantar em época seca deve-se irrigar numa frequência mínima de três vezes por semana, até o restabelecimento do período de chuvas.

Se não puder mesmo, cultive pelo menos uma jardineira ou jarros com plantas ornamentais, para temperos ou chás. O contato com plantas faz bem e estimula o interesse sobre o assunto.

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Dicas para o plantio

Espécies

Na composição de espécies deve-se buscar o equilíbrio entre espécies nativas e exóticas adaptadas, devendo-se dar preferência às espécies nativas ocorrentes na região bioclimática, já que estão adaptadas ao ecossistema local, promovendo a sua conservação, bem como a recuperação e reintrodução de pássaros nativos.

Período

A época mais adequada para o plantio é o período de chuvas (janeiro a junho). Quando do plantio em época seca deve-se adotar a prática de irrigação numa frequência mínima de três vezes por semana, até o restabelecimento do período de chuvas.

Espaço

No caso de espécies e médio e grande porte a área permeável em torno da árvore quando adulta deverá ter, no mínimo, um faixa de 0,60m. Sempre que possível deve ser mantida área não impermeabilizada em torno das árvores, na forma de canteiro, faixa ou soluções similares.

Manejo

Após o plantio da muda em local definitivo, inicia o período de manutenção e conservação, quando se deverá cuidar da irrigação, das adubações de restituição, das podas, da manutenção da permeabilidade dos canteiros ou faixas.

Normas técnicas

  • Para uma arborização adequada o porte das árvores deve necessariamente estar em sintonia com o espaço destinado

  • As espécies selecionadas a serem plantadas devem corresponder, prioritariamente, à listagem de nativas e exóticas adaptadas, correlacionadas pelo órgão ambiental

  • Em áreas públicas não será permitido o plantio de espécies exóticas invasoras, plantas com espinhos, com princípios ativos tóxicos, árvores produtoras de frutos, que possam prejudicar o trânsito, ou a conservação de vias públicas, causar acidentes e/ou prejuízos patrimoniais

  • O formato e a dimensão da copa devem ser compatíveis com o espaço físico tridimensional disponível, permitindo o livre trânsito de veículos e pedestres, evitando danos às fachadas e conflito com a sinalização, iluminação e placas indicativas

  • Nos passeios, devem-se plantar apenas espécies com sistema radicial pivotante. As raízes devem possuir um sistema de enraizamento profundo para evitar o levantamento e a destruição de calçadas, asfaltos, muros de alicerces profundos

  • Selecionar espécies rústicas e resistentes a pragas e doenças

Poda

A poda é realizada basicamente com quatro finalidades:

  • Poda de Formação – Neste tipo de poda, ramos laterais são retirados até uma altura de 1,80 m visando não prejudicar o futuro trânsito de pedestres e veículos sob a copa

  • Poda de Limpeza – Nesta poda eliminam-se os ramos velhos, em excesso, mortos, lascados, doentes ou praguejados

  • Poda de Contenção – Este tipo de poda é realizado visando adequar a copa da árvore ao espaço físico disponível em função de um plantio inadequado. A recomendação geral é manter um mínimo de 30% da copa, mantendo sempre que possível o formato original

  • Poda de Segurança – Este tipo de poda é realizado visando remover partes da árvore que ameaçam a segurança da população, das edificações e outras instalações, como as redes aéreas elétricas e telefônicas

Poda de Raiz

Quando inevitável, a poda de raiz, pelo risco que representa, deve ser aplicada com muito critério, sempre acompanhada por um profissional habilitado e observando algumas recomendações básicas:

  • Evitar o corte de raízes grossas (com diâmetro entre 10mm e 20mm) e raízes fortes (com diâmetro superior a 20mm). Quanto maior o diâmetro da raiz, mais lenta a regeneração e maior o comprometimento da estabilidade

  • Não eliminar raízes ao redor de toda árvore. Quanto maior a quantidade de raízes eliminadas, maior o comprometimento da estabilidade

  • Não realizar corte de raízes próximas ao tronco. O corte deve ser realizado a uma distância mínima de 50 cm do tronco da árvore

  • Expor a raiz que será cortada. Antes de realizar o corte, deve ser aberta uma valeta, manual e cuidadosamente, para expor a raiz e permitir a realização de um corte liso, sem danos a quaisquer de suas partes

  • Não realizar o corte de raízes com ferramentas de impacto (facão, machado, etc.). O corte de raízes deve ser realizado com serra bem afiada, sendo o primeiro corte na extremidade próxima à árvore e o segundo na outra extremidade

  • Proteger as raízes e o solo do ressecamento

Fonte das dicas: Manual de Arborização: Procedimentos Técnicos para Plantio, Transplantio, Poda e Corte – Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma)

09:41 · 05.08.2014 / atualizado às 10:38 · 05.08.2014 por

 

A iniciativa é do Programa Semear e poderão ser apoiados estudos temáticos, sistematizações de experiências e boas práticas, além de visitas de intercâmbio Foto: Cid Barbosa / Agência Diário
A iniciativa é do Programa Semear e poderão ser apoiados estudos temáticos, sistematizações de experiências e boas práticas, além de visitas de intercâmbio Foto: Cid Barbosa / Agência Diário

Começaram ontem (04/08) as inscrições para o Edital de Apoio a Propostas de Gestão do Conhecimento em Zonas Semiáridas do Nordeste do Brasil – a primeira chamada vai até 29 de setembro. Promovido pelo Programa Semear, o edital visa facilitar o acesso da população rural a um conjunto de conhecimentos e inovações que contribuam para melhorar suas condições de vida, coexistir com as condições semiáridas e tirar maior proveito das possibilidades de desenvolvimento do Semiárido nordestino brasileiro.

“Investimos na gestão do conhecimento como estratégia para o desenvolvimento rural. O Edital é mais um instrumento para identificar, registrar e disseminar práticas e saberes contextualizados para a convivência com o Semiárido, gerados por diferentes atores sociais”, explica Ângela Brasileiro, coordenadora do Programa.

Serão apoiadas propostas de Estudos Temáticos, Sistematizações de Experiências, Inovações e Boas Práticas, além de Visitas de Intercâmbio que contemplem, pelo menos, uma das seguintes áreas temáticas: Inovações produtivas e tecnológicas; Recursos naturais e adaptação às mudanças climáticas; e Negócios Rurais.

As propostas selecionadas deverão ser implementadas em até seis meses e em municípios que compõem as zonas semiáridas dos Estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, conforme indicado em anexo do Edital.

Podem participar Pessoas Jurídicas sem fins lucrativos, como associações, cooperativas, organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIPs), organizações não governamentais (ONGs), dentre outros. Apenas na categoria Estudos Temáticos, poderão participar também Pessoas Físicas, como pesquisadores, professores, técnicos, especialistas, agricultores, dentre outros.

O Programa Semear é implementado em parceria pelo Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (Fida) e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), com apoio da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID)

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Áreas Temáticas para apresentação de propostas

Inovações produtivas e tecnológicas: identificação e promoção de inovações produtivas e/ou tecnológicas apropriadas para a convivência com o Semiárido, respeitando a cultura e as características bioclimáticas da região.

Recursos naturais e adaptação às mudanças climáticas: experiências de manejo de recursos naturais, energias alternativas, de recuperação de áreas degradadas e outras formas de adaptação às mudanças climáticas.

Negócios rurais: identificação e disseminação de experiências exitosas de negócios rurais, agrícolas e não agrícolas, que contribuam para a melhoria das condições socioeconômicas da população rural do Semiárido Nordestino.

Como se inscrever

A íntegra do Edital e o passo a passo das inscrições estão no Portal Semear: www.portalsemear.org.br

Informações também em:

www.facebook.com/programasemear1

www.youtube.com/user/programasemear

www.twitter.com/programasemear1

Fonte: Programa Semear

 

10:05 · 03.01.2014 / atualizado às 10:05 · 03.01.2014 por
Umbuzeiro é uma das espécies relevantes para o manejo florestal de produtos não madeireiros Foto: Embrapa
Umbuzeiro é uma das espécies relevantes para o manejo florestal de produtos não madeireiros Foto: Embrapa

Aproximadamente 150 extensionistas que atuam na Caatinga se tornarão multiplicadores do conhecimento sobre o uso sustentável desse bioma para comunidades rurais com o auxílio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal (FNDF), gerido pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB).

Os técnicos, ligados a cinco entidades dos Estados da Bahia, Ceará e Pernambuco, vêm participando de um curso em módulos sobre o manejo florestal. Eles já tiveram os módulos sobre os recursos florestais, ecologia e uso múltiplo da Caatinga (como produção de mel, frutas nativas e fitoterápicos). Agora vão concluir a capacitação com o conteúdo sobre princípios técnicos e práticas do manejo.

As informações obtidas poderão ser aplicadas na assistência a pequenos produtores rurais, seja com aqueles que ainda não realizam manejo, mas desejam iniciá-lo, seja com agricultores familiares que já extraem produtos e precisam de apoio técnico.

Segundo o coordenador técnico da Associação Regional da Escola Família Agrícola do Sertão (Arefase), Nelson Lopes, os agricultores demandam assistência para manejar a Caatinga de maneira sustentável. “A gente é desafiado, como profissional, a mostrar como trabalhar de forma diferente, sustentável”, diz.

No norte da Bahia, onde a Arefase atua, uma característica marcante é o uso coletivo do fundo de pasto, áreas de até 3 mil hectares onde animais são criados soltos e a vegetação é preservada. Entre os principais interesses dos agricultores familiares está o manejo florestal dos produtos não madeireiros – como forragem para os animais, frutos e fibras – com o uso de técnicas aliadas ao conhecimento que possuem.

Com a capacitação realizada para extensionistas, o SFB busca fortalecer o manejo por meio de uma de suas principais pontas, que é o profissional atuante no campo. Ao mesmo tempo em que esse técnico leva uma alternativa de uso sustentável, contribui para geração de renda e conservação do bioma.

Calendário

As capacitações para os extensionistas começaram entre outubro e novembro e terminarão em fevereiro de 2014. A parte final da capacitação vai abordar temas como histórico da adoção do manejo, integração das práticas do manejo ao sistema produtivo tradicional, aumento da renda, mercados, além das técnicas em si do manejo madeireiro, como talhonamento e ciclo e intensidade de corte.

As instituições que recebem as capacitações são, além da Efase (escola mantida pela Arefase), o Centro de Assessoria e Apoio aos Trabalhadores e Instituições Não Governamentais Alternativas, de Pernambuco; o Centro de Habilitação e Apoio ao Pequeno Agricultor do Araripe, de Pernambuco; o Centro de Capacitação e Assessoria Técnica, do Ceará; e o Instituto de Integração e Desenvolvimento Ambiental e Social, também do Ceará.

Fonte: Serviço Florestal Brasileiro