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Categoria: Bioma Cerrado


08:11 · 09.07.2013 / atualizado às 08:11 · 09.07.2013 por

MONITORAMENTO CAMPANHA

Por Maristela Crispim

No fim da semana passada recebi um simpático convite vindo das hospitaleiras Gerais. Fui estimulada a divulgar uma campanha de plantio de espécies endêmicas do bioma Cerrado. Minha recompensa será o plantio de uma espécie em meu nome e, quem sabe um dia, terei a oportunidade de regá-la ou descansar à sua sombra…

Em novembro de 2012, a Floricultura Ikebana Flores, de Belo Horizonte, deu início à campanha “Plante uma Árvore”, realizada na Serra do Gandarela, santuário natural localizado a aproximadamente 40 quilômetros da Capital Mineira.

Localizada nos municípios de Caeté, Santa Barbara, Barão de Cocais, Rio Acima, Itabirito e Raposos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, faz parte da Reserva da Biosfera do Espinhaço.

É, ainda, divisora das bacias hidrográficas dos rios Doce/Piracicaba e São Francisco/Rio das Velhas, ao formar um corredor ecológico natural com o Caraça, unindo as duas bacias.

Com o apoio de blogs/sites, até o momento, mais de 100 internautas já contribuíram, explica a publicitária Thaís Alessandra, do Coletivo Cirandar. Obedecendo a um cronograma de plantio, a cada post sobre a campanha, uma muda endêmica é plantada em uma área devastada na Serra do Gandarela em nome do internauta colaborador.

As atividades do plantio estão sendo realizadas em meses nublados, para favorecer o crescimento saudável das plantas. Em de janeiro de 2013 o primeiro plantio foi realizado e monitorado após seis meses por meio de visita ao local.

Thaís Alessandra é a responsável pela divulgação da campanha, em ações de redes sociais, textos e captação de parceiros.

Quem quiser que a Ikebana Flores plante uma muda típica do Cerrado na Serra do Gandarela em seu nome só precisa divulgar a campanha em seu site, blog ou redes sociais.

Todas as atividades do plantio são divulgadas no site da Ikebana Flores. Além disso, a floricultura distribui gratuitamente mudas nativas do bioma.  Ela fica na Avenida Getúlio Vargas, 1697, Savassi.

Participe! O futuro da Serra do Gandarela também depende de você!

10:57 · 12.06.2013 / atualizado às 10:57 · 12.06.2013 por
A produção com baixa emissão de carbono será discutida por especialistas de cada bioma brasileiro Foto: Rodrigo Carvalho / Agência Diário
A produção com baixa emissão de carbono será discutida por especialistas de cada bioma brasileiro Foto: Rodrigo Carvalho / Agência Diário

O seminário “Caminhos para uma Agricultura Familiar sob Bases Ecológicas: produzindo com Baixa Emissão de Carbono” será realizado amanhã e depois (13 e 14), em Brasília. O  objetivo, segundo o diretor executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Paulo Moutinho, é promover um diálogo qualificado sobre os caminhos da produção familiar de baixa emissão de carbono.

O evento é organizado pelo Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia (Ipam), com o apoio da Secretaria de Agricultura Familiar (SAF) e o Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (Nead), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), assim como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

O seminário contará com painéis dedicados à discussão da produção familiar, em diferentes biomas brasileiras, com a participação de especialistas de cada região. Partindo da discussão sobre “O Estado Atual das Mudanças Climáticas no Brasil e “Mudança Climática e Agricultura”, palestras a serem proferidas por Paulo Moutinho e Eduardo Assad, da Embrapa, o seminário pretende produzir subsídios à construção de estratégias regionais e nacional para a redução de emissões de carbono na agricultura familiar e sua adaptação às mudanças do clima.

Serviço

Seminário “Caminhos para uma Agricultura Familiar sob bases Ecológicas: Produzindo com Baixa Emissão de Carbono”

Data/horário: 13/06 – 9h às 18h30 – 14/06 – 9h às 13h

Local: Auditório do Incra (Brasília) – Setor Bancário Norte (SBN), Q. 1 bl. D – Ed. Palácio do Desenvolvimento, 11º andar

Inscrições gratuitas e limitadas

(interessados devem enviar email para anaiza@ipam.org.br)

Programação

Dia 13/06/2013

10h às 10h50 – Mesa de abertura

Carlos Guedes – Presidente do Incra

Valter Bianchini – Secretário da Agricultura Familiar / MDA

Juliana Simões – DPCD / Secex / MMA

Representante da Embrapa

Paulo Moutinho – Diretor Executivo do Ipam

10h50 às 11h30 – Palestras iniciais

O Estado atual das Mudanças Climáticas no Brasil – Paulo Moutinho – Ipam

Mudança Climática e Agricultura – Eduardo Assad – Embrapa

11h30 às 11h45 – Discussão

11h45 – Painel 1 – Produção Familiar de Baixo Carbono no Bioma Amazônia

Mediador: Andrea Azevedo – Ipam

Palestrantes:

Francisco de Assis Costa – UFPA / Naea

Judson Valentim – Embrapa Acre

Debatedores:

Cássio Pereira – Ipam

Luciano Mattos – Embrapa Cerrados

12h55 – Discussão

13h15 – Almoço

14h30 – Painel 2 – Produção Familiar de Baixo Carbono no Bioma Mata Atlântica

Mediador: Roberto Nascimento – Diretor Nead / MDA

Palestrantes:

Vanderley Porfirio da Silva – Embrapa Florestas

Paulo Kageyama – USP/Esalq

Debatedores:

Sonia Bergamasco – Unicamp / Feagri

Rui Rocha – Instituto Floresta Viva / Imazon

15h40 – Discussão

16h – Intervalo

16h10 – Painel 3 – Produção Familiar de Baixo Carbono no Bioma Pantanal e Pampa

Mediador: Representante do Incra

Palestrante:

Carolina Joana da Silva – Unemat

Enio Sosinski – Embrapa Clima Temperado

Debatedores:

Solange Ikeda – Instituto Gaia / Unemat

Nilton Pinho do Bem – SAF / MDA

17h20 – Discussão

17h40 – Encerramento do dia / Coquetel

Dia 14/06/2013

10h- Painel 4 – Produção Familiar de Baixo Carbono no Bioma Cerrado

Mediador: Cassio Trovatto – MDA / SAF

Palestrantes:

Rafael Tonucci – Embrapa Caprinos e Ovinos

Thomas Ludewigs – CDS / UnB

Debatedores:

Jorge Artur – Ecoideias

Andrew Miccolis – Instituto Sálvia / Rede Cerrado

11h10 – Discussão

11h30 – Intervalo

11h45h – Painel 5 – Produção Familiar de Baixo Carbono no Bioma Caatinga

Mediador: Representante MDA

Palestrantes:

Stéphanie Nasuti – CDS – UnB / Rede Clima

Rodrigo Azevedo – Unilab

Debatedores:

Francisco Campello – Diretoria de Combate á Desertificação / MMA

Giovanne Xenofonte – ONG Caatinga

12h40 – Discussão

13h – Encerramento

Fonte: Ipam

16:22 · 16.04.2013 / atualizado às 16:22 · 16.04.2013 por

No dia 28 de abril é comemorado o Dia Nacional da Caatinga e, para ampliar a conservação do bioma, a Associação Caatinga está reascendendo as discussões para a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição que inclui a Caatinga e o Cerrado como Patrimônio Nacional (PEC 504/2010). O § 4ª do art. 225 da Constituição reconhece apenas a Floresta Amazônica, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira como Patrimônio Nacional.

Dentre as ações planejadas pela campanha “Caatinga e Cerrado: Patrimônio Nacional Já!” está a articulação para realização de uma audiência pública para discussão da PEC na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados no dia 25 de abril e a sensibilização dos parlamentares e instituições ambientalistas para a Sessão Solene em Homenagem ao Dia Nacional da Caatinga que acontecerá no dia 26, no Plenário Ulysses Guimarães da Câmara dos Deputados, Brasília.

Outra ação promovida pela Associação é a criação e divulgação de uma petição pública em favor da PEC, que está disponibilizada no site Avaaz. As assinaturas servirão para ratificar o apoio da população ao reconhecimento dos dois biomas. Pessoas estão sendo mobilizadas através das redes sociais e da rede de parceiros e apoiadores da instituição e da campanha.

Neste ano a PEC Cerrado completaria 18 anos, a Caatinga entrou na proposta em 2010. Para a Associação Caatinga é chegada a hora de corrigir o equívoco da Constituição, pois a Caatinga e o Cerrado abrigam 54% dos Estados brasileiros, 30% da população nacional, 1/3 do nosso território e abriga espécies únicas no mundo.

O mascote da Copa do Mundo de 2014, por exemplo, ocorre unicamente nesses dois biomas e ironicamente, o animal que representará a rica biodiversidade brasileira nesse evento mundial, pertence a uma região natural não considerada Patrimônio Nacional.

O não reconhecimento desses biomas gera consequências negativas para o País, tanto para a proteção biológica do nosso patrimônio, pois regiões não reconhecidas não são valorizadas e protegidas, quanto para a nossa imagem mundial quanto a responsabilidade e o compromisso com nossas riquezas naturais.

Importância

A Caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro, possui alto grau de espécies únicas (cerca de 1/3 de suas plantas e 15% de seus animais são espécies exclusivas). A biodiversidade da Caatinga ampara múltiplas atividades econômicas voltadas para fins agrossilvopastoris, industriais, farmacêuticos, cosméticos, químicos e de alimentos. 45% de sua área já foi desmatada.

O Cerrado é o segundo maior bioma brasileiro, é um dos hotspots mundiais da biodiversidade (área prioritária para a conservação do planeta); possui as maiores reservas subterrâneas de água doce do mundo: Aquíferos Guarani, Bambuí e Urucaia que abastecem as principais bacias hidrográficas do país: é a caixa d’água do Brasil. Está entre os biomas mais ameaçados do Planeta.

Histórico da PEC

A Proposta de Emenda à Constituição para elevar o Cerrado a Patrimônio Nacional era a PEC 115/95. Com a inclusão da Caatinga na proposta em 2010, ela passou para PEC 504/2010. O Senado já aprovou o texto da PEC 504/2010, publicado no Diário da Câmara dos Deputados de 04 de Agosto de 2010.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados se posicionou favorável à admissibilidade da proposta. Agora falta a Câmara dos Deputados priorizar a votação da PEC 504/10 e aprová-la, visto que o texto proposto pela própria casa não sofreu alteração no senado.

Associação Caatinga

A Associação Caatinga é uma instituição não governamental, sem fins lucrativos, fundada em 1998, reconhecida como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) e registrada no Cadastro Nacional de Entidades Ambientalistas (CNEA). Com a missão de conservar a biodiversidade da Caatinga, a Associação Caatinga desenvolve projetos de conservação de áreas naturais há quase 15 anos.

Suas ações estão ligadas a restauração florestal, recuperação de nascentes, disseminação de tecnologias sustentáveis para o Semiárido, capacitação de educadores e agricultores rurais, educação ambiental, apoio à pesquisa para a conservação da caatinga e articulação para a formulação de políticas públicas ambientais. Em seus projetos e ações beneficiou mais de 72 mil pessoas diretamente.

Mantém a Reserva Natural Serra das Almas, um santuário ecológico de 6.146 hectares no Sertão de Crateús (CE), reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura (Unesco) como o primeiro Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Caatinga.

Já ajudou a transformar 30 mil hectares em áreas protegidas e liderou a articulação da sociedade para a criação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) Socioambiental do Ceará. Além de ser membro fundador do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente de Crateús, é membro fundador do programa Selo Município Verde do Ceará (programa de certificação ambiental de municípios), membro fundador da Associação Asa Branca de proprietários de Reservas Naturais do Ceará e membro do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente do Estado do Ceará (Conpam).

Fiec participa da mobilização

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) realizou ontem, 15 de abril, reunião/almoço com o coordenador da bancada federal dos deputados cearenses, deputado federal Antônio Balhmann (PSB-CE) e assessores para solicitar seu apoio em relação à Audiência Pública e à Sessão Solene que serão realizadas na Câmara dos Deputados visando colocar para votação a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 504/2010). Os empresários pediram a Balhmann que mobilize outros deputados do Norte e Nordeste em torno do assunto.

Fonte: Associação Caatinga / Fiec