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Categoria: Bioma Mata Atlântica


21:13 · 11.09.2017 / atualizado às 21:24 · 11.09.2017 por
O Parque Nacional de Ubajara, na Serra da Ibiapaba, é umas das Unidades de Conservação contempladas Foto: Marcelino Júnior / Agência Diário

Estão abertas até 6 de outubro, no site do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), as inscrições para a chamada pública de apoio a projetos de pesquisa em 19 Unidades de Conservação (UCs) federais nos biomas Caatinga e Mata Atlântica.

A iniciativa é do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) em parceria com o CNPq e as fundações estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs). Para isso, o ICMBio está disponibilizando R$ 4 milhões.

Os recursos foram viabilizados pela compensação ambiental de duas grandes obras (Integração do Rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional e Gasoduto Cacimba-Catue) e ainda poderá receber complementação das FAPs. O valor destinado a cada proposta poderá ser de até R$ 200 mil.

O apoio consistirá de itens de custeio e bolsas. A duração máxima dos projetos será de 36 meses. O intuito é beneficiar pesquisadores, estudantes, educadores, técnicos, comunidades locais, gestores de unidades de conservação e formuladores de políticas públicas, entre outros.

Manejo

Segundo a coordenadora-geral de Pesquisa e Monitoramento da Biodiversidade do ICMBio, Katia Torres Ribeiro, os projetos vão contribuir para a implementação das estratégias de manejo, uso sustentável e conservação, além de fortalecer as capacidades de pesquisa interdisciplinar, a inclusão social e a inserção das UCs no desenvolvimento regional sustentável.

“A execução desses projetos proporcionará o envolvimento de comunitários e gestores, e a geração de conhecimentos-chave para alavancar ainda mais a gestão das unidades de conservação federais”, afirma Katia.

A coordenadora ressalta que a parceria do ICmBio com o CNPq e com as FAPs “é estratégica, pois possibilita a seleção de instituições de excelência e o apoio a projetos por meio de mecanismos que o ICMBio não dispõe”.

Parcerias

Já o professor Marcelo Morales, diretor de Ciências Agrárias, Biológicas e da Saúde do CNPq, diz que a instituição tem buscando parcerias para o fomento à pesquisa na área de biodiversidade. “O ICMBio é parceiro importante, pois reconhece, de forma clara, a importância da ciência e dos cientistas brasileiros na ajuda de tomada de decisões para preservação ambiental”.

As propostas deverão observar um conjunto de oito diretrizes e aderir a pelo menos um dos temas elegíveis previstos na chamada. As orientações buscam garantir a participação comunitária, a comunicação à sociedade e a aplicabilidade dos resultados das pesquisas à conservação da biodiversidade.

Os temas, que abrangem várias áreas do conhecimento, foram definidos com a participação dos gestores das unidades de conservação e atendem a prioridades de pesquisa do ICMBio.

Conheça as unidades de conservação contempladas pelos projetos de pesquisas:

Caatinga

Esec de Aiuaba (CE), Resec Raso da Catarina (BA), Esec do Seridó (RN), Parna do Catimbau (PE), Parna da Chapada Diamantina (BA), Parna da Serra da Capivara (PI), Parna Serra das Confusões (PI), Parna de Sete Cidades (PI) e Parna de Ubajara (CE).

Mata Atlântica

Flona de Rio Preto (ES), Parna dos Campos Gerais (PR), Parna de Caparão (ES/MG), Parna do Itatiaia (RJ/MG), Parna Do Monte Pascoal (BA), Parna da Serra da Bocaina (RJ/SP), Parna da Serra dos Orgãos (RJ), Rebio de Pedra Talhada (AL/PE ), Resex Marinha da Baia de Iguapé (BA), Revis dos Campos de Palmas (PR).

Mais informações:

As propostas deverão ser encaminhadas ao CNPq exclusivamente via internet

Fonte: ICMBio

14:59 · 17.12.2013 / atualizado às 15:07 · 17.12.2013 por
Projetos apoiarão a criação e gestão de Unidades de Conservação. Hoje, apenas 1,57% da costa brasileira encontra-se protegida Foto: Kiko Silva
Projetos apoiarão a criação e gestão de Unidades de Conservação. Hoje, apenas 1,57% da costa brasileira encontra-se protegida Foto: Kiko Silva

A Fundação SOS Mata Atlântica divulga os contemplados do VI Edital do Programa Costa Atlântica. As seis organizações selecionadas receberão, ao todo, cerca de R$ 300 mil reais para projetos para a conservação da biodiversidade e a sustentabilidade das zonas costeira e marinha sob influência do Bioma Mata Atlântica.

As instituições contempladas são: Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis), do Ceará; Associação Voz da Natureza, do Espírito Santo; Comissão Ilha Ativa, do Piauí; Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos, de Santa Catarina; Fundação Mamíferos Aquáticos, da Paraíba; e Sea & Limno Technology Consultoria Ambiental (Salt), de São Paulo.

“A maioria dos projetos aprovados nesse ano acompanha a linha 1 do edital, de “Fortalecimento de Unidades de Conservação Marinha”. Esse é um grande diferencial, pois corresponde à necessidade de criação de Unidades de Conservação (UCs) da Costa Atlântica. Além disso, os projetos são importantes para o desenvolvimento regional e o fortalecimento das comunidades locais”, afirma Camila Keiko Takahashi, do Programa Costa Atlântica.

A bióloga explica que o Brasil tem uma zona costeira e marinha de mais de 4 milhões de quilômetros quadrados, e que hoje apenas 1,57% encontra-se protegido sob alguma forma de Unidade de Conservação. “Os projetos selecionados irão contribuir com a manutenção das áreas marinhas protegidas e também com a preservação dessa biodiversidade já bastante ameaçada”, comenta.

Beneficiados do VI Edital do Programa Costa Atlântica

Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis) – Ceará

A proposta da Aquasis envolve a revisão e atualização da lei de criação da Área de Proteção Ambiental (APA) Manguezal da Barra Grande, uma Unidade de conservação municipal criada em 1998, antes da lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc), de 2000, com o objetivo de proteger o estuário da Barra Grande e o Banco dos Cajuais. Estes são ecossistemas que abrigam espécies migratórias, ameaçadas e também de grande valor comercial no extremo leste do Ceará.

“O Programa Costa Atlântica tem uma importância fundamental no desenvolvimento de projetos, pesquisas e políticas para a conservação de áreas e de biodiversidade marinhas no Brasil, assim como na proteção dessas regiões com subsídios para a consolidação de Unidades de Conservação. no Ceará, o Programa tem tido um papel relevante nos processos de conservação da biodiversidade e dos serviços ambientais da zona costeira e marinha conduzidos pela Aquasis”, explica Thaís Moura Campos Vila Nova, secretária-executiva e coordenadora do Programa de Áreas Protegidas.

Associação Voz da Natureza Espírito Santo

Em parceria com a Fundação Pro-Tamar e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) da Reserva Biológica de Comboios, envolvendo ativamente cinco comunidades da foz do Rio Doce (Regência, Comboios, Povoação, Degredo e Barra do Riacho), a Associação Ambiental Voz da Natureza iniciará o processo para a criação de uma Unidade de Conservação na foz do Rio Doce, local que demarca o limite sul do banco dos Abrolhos, onde encontra-se tartarugas marinhas, boto-cinza, toninhas, diversos peixes de importância comercial, tubarões e raias.

“Para nós o edital é essencial, pois está possibilitando que essa Unidade de Conservação surja com um pleito dos atores locais, que há dez anos solicitaram sua criação. O edital marca o início de uma série de atividades de desenvolvimento socioambiental que pretendemos levar para a região”, conta Eric Freitas Mazzei, membro da Associação Voz da Natureza.

Comissão Ilha Ativa – Piauí

Preocupados com o manejo sustentável e consciente dos recursos naturais locais, a Comissão Ilha Ativa buscará contribuir no processo de conservação e preservação ambiental dos bens naturais da Área de Proteção Ambiental (APA) Delta do Parnaíba. Promoverá também uma reflexão para a proteção da sociobiodiversidade local a partir de ações educativas, como campanha de limpeza e roda de memória.

“O Programa Costa Atlântica possibilitará o fomento das nossas atividades de Educação Ambiental dentro da Unidade de Conservação. Ele vem para fortalecer e ampliar cada vez mais a nossa metodologia de trabalho e os objetivos da APA”, destaca Francinalda Maria Rodrigues da Rocha, coordenadora da Comissão Ilha Ativa.

Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos – Santa Catarina

O Núcleo de Gestão Integrado de Santa Catarina (NGI – SC) é composto por cinco unidades de conservação: a APA da Baleia Franca, APA do Anhatomirim, Estação Ecológica (Esec) de Carijós, Reserva Biológica (Rebio) Marinha do Arvoredo e Reserva Extrativista (Resex) do Pirajubé. A Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos propõe a sistematização da abordagem territorial, baseando-se nos planos de desenvolvimento dos municípios do Estado de Santa Catarina e do governo federal na elaboração e revisão dos Planos de Manejo das Unidades de Conservação do NGI –SC.

“Para nós, o Programa Costa Atlântica é importante, pois preserva e defende a riqueza natural que temos, além de também de alguma forma contribuir para um diálogo entre diversos atores, buscando diminuir o impacto sobre a biodiversidade”, afirma Maurício Roque Serva de Oliveira, coordenador técnico da Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos.

Fundação Mamíferos Aquáticos – Paraíba

O Projeto da Fundação Mamíferos Aquáticos, é focado na comunidade da Barra de Mamanguape, município de Rio Tinto, na Paraíba. A proposta visa atender os pescadores artesanais, em especial as mulheres marisqueiras da comunidade, por meio da promoção da valorização dessas mulheres, melhoria da qualidade de vida dos pescadores artesanais e ampliação das oportunidade de geração de renda.

“Para nós, o Edital é importante, pois, pela primeira vez, iremos realizar o plano e manejo da unidade que existe desde 1993”, observa João Carlos Gomes Borges, diretor-presidente da Fundação Mamíferos Aquáticos.

Sea & Limno Technology Consultoria Ambiental (Salt) – São Paulo

O projeto dará suporte à gestão, monitoramento, planejamento de atividades de pesquisa e gerenciamento administrativo da Esec Tupinambás, inserida no Arquipélago de Alcatrazes, litoral norte de São Paulo. Também serão realizadas reuniões para definição de demandas e interesses da Esec e o desenvolvimento de ferramentas de sistematização de dados para contribuir para a gestão e monitoramento da unidade de conservação, além de oferecer subsídios para a finalização e implantação do seu Plano de Manejo.

“O Programa Costa Atlântica é de grande importância, pois contribui com projetos como o nosso, que visam a criação de uma ferramenta para a gestão de unidades de conservação. Colabora também para a consolidação das Unidades de Conservação, ajudando a geri-las”, diz Vitor Massaki Izumi, sócio-diretor da Salt e coordenador técnico do projeto.

Programa Costa Atlântica

Criado em 2006, o Programa Costa Atlântica, da Fundação SOS Mata Atlântica, tem como objetivo incrementar os esforços de conservação das zonas costeira e marinha sob influência do Bioma Mata Atlântica. Uma das estratégias de ação é o Fundo Pró-unidades de Conservação Marinha. A iniciativa foi estabelecida como um fundo de perpetuidade para garantir a proteção, gestão e sustentabilidade das áreas marinhas protegidas existentes. Outra estratégia é o Fundo Costa Atlântica, que por meio de editais públicos apoia a criação e consolidação de unidades de conservação, negócios e uso dos recursos naturais marinhos e costeiros. Esse fundo já apoia uma área de 2.885.439,67 hectares distribuídos em oito Estados da costa brasileira.

Fundação SOS Mata Atlântica

Criada em 1986, a Fundação SOS Mata Atlântica é uma organização privada sem fins lucrativos, que tem como missão promover a conservação da diversidade biológica e cultural do bioma Mata Atlântica e ecossistemas sob sua influência. Assim, estimula ações para o desenvolvimento sustentável, promove a educação e o conhecimento sobre a Mata Atlântica, mobiliza, capacita e incentiva o exercício da cidadania socioambiental. A Fundação desenvolve projetos de conservação ambiental, produção de dados, mapeamento e monitoramento da cobertura florestal do bioma, campanhas, estratégias de ação na área de políticas públicas, programas de educação ambiental e restauração florestal, voluntariado, desenvolvimento sustentável, proteção e manejo de ecossistemas.

Fonte: Fundação SOS Mata Atlântica

07:24 · 26.07.2013 / atualizado às 07:24 · 26.07.2013 por

logo_site 

A Mata Atlântica é o bioma mais ameaçado do Brasil – a área original que resta desta floresta é de apenas 8,5%. Para sensibilizar as pessoas sobre o tema de forma divertida, a Fundação SOS Mata Atlântica desenvolveu o aplicativo SOS Mata Atlântica – O Jogo. Totalmente em 3D e disponível gratuitamente para IOS, Android e Facebook, o jogo social foi produzido em parceria com a produtora de games brasileira OvniStudios.

A tarefa do jogador é simples, basta se voluntariar através do game e desempenhar atividades que variam entre reflorestamento, combate à caça predatória, coleta seletiva do lixo, controle da qualidade do ar, água e do solo, além de atividades agrícolas e pecuárias desenvolvidas de forma a impactar menos o ambiente.

Na medida em que o jogador avança, ele adquire bonificação em consciência ambiental. Quanto maior a consciência ambiental, maior é a variedade liberada de árvores nativas da Mata Atlântica e itens de decoração para customizar a sua sede.

Um dos principais diferenciais do jogo é ser híbrido e multiplataforma, disponível para iPhone, iPad, iPod-Touch, Android e também Facebook, com diversas atividades sociais, como um ranking global. Entre amigos, há a possibilidade de convidá-los e desafiá-los para missões, além de postar atividades no mural do Facebook.

Diferentemente de outros jogos do gênero, SOS Mata Atlântica – O Jogo é totalmente em 3D, com gráficos extremamente leves, que rodam com bom desempenho em praticamente todos os smartphones, tablets e computadores presentes no mercado.

Novos conteúdos e missões serão liberados gradualmente. Brindes e recompensas também serão distribuídos a pessoas que comparecerem presencialmente a eventos e atividades realizadas pela Fundação SOS Mata Atlântica.

Criada em 1986, a Fundação SOS Mata Atlântica é uma organização privada sem fins lucrativos, que tem como missão promover a conservação da diversidade biológica e cultural do bioma Mata Atlântica e ecossistemas sob sua influência. Estimula ações para o desenvolvimento sustentável, promove a educação e o conhecimento sobre a Mata Atlântica, mobiliza, capacita e incentiva o exercício da cidadania socioambiental.

A Fundação desenvolve projetos de conservação ambiental, produção de dados, mapeamento e monitoramento da cobertura florestal do bioma, campanhas, estratégias de ação na área de políticas públicas, programas de educação ambiental e restauração florestal, voluntariado, desenvolvimento sustentável, proteção e manejo de ecossistemas.

Assista ao trailer do game SOS Mata Atlântica:

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14:39 · 23.06.2013 / atualizado às 18:23 · 23.06.2013 por
Coordenado pelas ONGs CI-Brasil e Fundação SOS Mata Atlântica, o Programa de Incentivo às Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) destinará R$ 300 mil reais para criação e gestão dessas áreas, que, no Ceará, incluem o município de Ubajara Foto: Cid Babosa / Agência Diário
Coordenado pelas ONGs CI-Brasil e Fundação SOS Mata Atlântica, o Programa de Incentivo às Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) destinará R$ 300 mil reais para criação e gestão dessas áreas, que, no Ceará, incluem o município de Ubajara Foto: Cid Babosa / Agência Diário

O Programa de Incentivo às Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) abre inscrições para seu XII Edital, que destinará 300 mil reais à criação e gestão de RPPNs na Mata Atlântica.

Podem participar proprietários de terra e organizações não governamentais de 49 municípios com ocorrência do bioma Mata Atlântica. Interessados poderão inscrever suas propostas até 15 de julho de 2013. O edital conta com recursos do Bradesco Capitalização e Instituto Credit Suisse Hedging Griffo.

O Programa é coordenado pelas ONGs Conservação Internacional (CI-Brasil) e Fundação SOS Mata Atlântica. Por meio de editais, o Programa apoia proprietários de terra interessados em criar suas reservas particulares.

O objetivo da iniciativa é ampliar a área de Mata Atlântica protegida no País. Em 2013, o Programa completa dez anos, contabilizando o apoio à criação de 361 novas RPPNs – sendo 194 já reconhecidas – e à gestão de outras 101 reservas, totalizando 56 mil hectares de florestas protegidos.

No Ceará, o Programa já apoiou a criação de cinco reservas e gestão de outras duas, somando 260 hectares beneficiados. Confira, abaixo, a lista dos municípios cearenses  incluídos na área de aplicação da Lei da Mata Atlântica:

Mata Atlântica_CE

Todos os requisitos e outros detalhes, como documentos necessários e a lista de municípios incluídos na área de aplicação da Lei da Mata Atlântica, estão no edital disponível nos sites www.sosma.org.br, www.conservacao.org, www.aliancamataatlantica.org.br ou no link direto: http://bit.ly/RPPN2013.

“O apoio e incentivo às RPPNs é uma estratégia fundamental para a conservação da Mata Atlântica, pois grande parte dos remanescentes está em propriedades particulares”, destaca Mariana Machado, coordenadora do Programa.

“Os parceiros do Programa acreditam no potencial das RPPNs para somar esforços às políticas públicas de conservação da biodiversidade e dos serviços ambientais que a floresta gera e por isso há dez anos o programa empenha-se na captação de recursos para investir nessas propriedades”, afirma.

Em uma década, foram quase seis milhões de reais destinados diretamente a projetos de criação e gestão de reservas particulares na Mata Atlântica. Além do apoio a projetos, o Programa também vem desenvolvendo ações para fortalecimento do movimento organizado em prol das RPPNs, articulação para implantação de políticas públicas para incentivo e apoio às reservas particulares, bem como divulgação e difusão deste tema. O Programa de incentivo às RPPNs da Mata Atlântica é a iniciativa que mais tem investido na conservação em terras privadas no Brasil.

Para o XII edital, o Programa volta a atender a demanda dos proprietários para implementação dos planos de manejo de suas reservas. “Essa linha apoiará projetos de implementação dos programas e ações propostos no Plano de Manejo, tais como programa de educação ambiental ou de pesquisa, ações de proteção da reserva, implantação de trilhas, etc.”, explica Mariana.

Podem concorrer ao XII Edital propostas que visem à criação de RPPNs inseridas dentro da área de aplicação da Lei da Mata Atlântica (Lei nº 11.428 de 2006) ou propostas destinadas à implementação de Planos de Manejo reservas também inseridas no bioma. As propostas devem ter valor máximo de 10 mil reais para a criação de uma nova reserva, e de 15 mil reais nos casos de implementação de Plano de Manejo.

Podem enviar propostas pessoas físicas ou jurídicas, proprietária da área da RPPN, organizações ambientalistas sem fins lucrativos ou associações de proprietários. No caso de propostas encaminhadas por terceiros – pessoa física (pesquisador, técnico, consultor) ou jurídica (ONG, OSCIP, empresa, universidade, associação) – deve ser apresentada cópia de instrumento de acordo formal entre as partes.

Na avaliação das propostas, além do cumprimento das normas técnicas apresentadas no edital, a coordenação do Programa observa também critérios como a contribuição da área para a proteção da biodiversidade e de recursos hídricos, proximidade com outras unidades de conservação, beleza cênica e paisagística, presença de espécies ameaçadas de extinção e/ou endêmicas, grau de ameaça da região onde a RPPN será criada, entre outros.

Interessados têm até o dia 15 de julho para submeter suas propostas no site http://gerencia.sosma.org.br/rppn. As propostas também podem ser enviadas pelo correio, aos cuidados de Mariana Machado, para Avenida Paulista, 2073, Conjunto Nacional, Torre Horsa 1 – 13º andar – sala 1318, Bela Vista – CEP: 01311-300 – São Paulo/SP. Dúvidas e mais informações no email programarppn@sosma.org.br ou no telefone (11) 3262-4088 – ramal 2226.

Reservas Particulares

Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) é uma categoria de unidade de conservação criada pela vontade do proprietário rural, que decide transformar sua terra em uma reserva e assume compromisso perpétuo com a conservação da natureza.

As RPPNs são importantes para proteger as riquezas naturais, além de ajudar na preservação da água, na regulação do clima e do regime de chuvas, no controle de erosões, dentre outros serviços ambientais. Atividades recreativas, turísticas, de educação e pesquisa são permitidas na reserva. Dessa forma, muitas RPPNs também geram renda e conhecimento em sua região, com atividades como ecoturismo, educação ambiental e artesanato.

Essas reservas garantem a proteção de diversas espécies ameaçadas, como os primatas mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) e macaco-prego-do-peito-amarelo (Cebus xanthosternos), a ave Formigueiro-de-cauda-ruiva (Myrmeciza ruficauda) e o pau-brasil (Caesalpina echinata), entre outras.

“Uma grande parcela dos fragmentos florestais existentes na Mata Atlântica está localizada dentro de propriedades particulares. Portanto, a criação, a manutenção e a gestão de RPPNs são fundamentais para a conservação de espécies ameaçadas e de trechos importantes do bioma”, destaca Mariana Machado.

Conservação Internacional

A Conservação Internacional (CI) é uma organização privada, sem fins lucrativos, fundada em 1987 com o objetivo de promover o bem-estar humano fortalecendo a sociedade no cuidado responsável e sustentável para com a natureza – nossa biodiversidade global – amparada em uma base sólida de ciência, parcerias e experiências de campo.

Como uma organização não governamental (ONG) global, a CI atua em mais de 40 países, distribuídos por quatro continentes. Em 1988, iniciou seus primeiros projetos no Brasil e, em 1990, se estabeleceu como uma ONG nacional. Possui escritórios em Belo Horizonte-MG, Belém-PA, Brasília-DF e Rio de Janeiro-RJ, além de uma unidade avançada em Caravelas-BA. Mais informações: www.conservacao.org

Fundação SOS Mata Atlântica

Criada em 1986, a Fundação SOS Mata Atlântica é uma organização privada sem fins lucrativos, que tem como missão promover a conservação da diversidade biológica e cultural do bioma Mata Atlântica e ecossistemas sob sua influência. Assim, estimula ações para o desenvolvimento sustentável, promove a educação e o conhecimento sobre a Mata Atlântica, mobiliza, capacita e incentiva o exercício da cidadania socioambiental.

A Fundação desenvolve projetos de conservação ambiental, produção de dados, mapeamento e monitoramento da cobertura florestal do bioma, campanhas, estratégias de ação na área de políticas públicas, programas de educação ambiental e restauração florestal, voluntariado, desenvolvimento sustentável, proteção e manejo de ecossistemas. Mais informações: www.sosma.org.br

Fontes: Conservação Internacional e Fundação SOS Mata Atlântica

10:57 · 12.06.2013 / atualizado às 10:57 · 12.06.2013 por
A produção com baixa emissão de carbono será discutida por especialistas de cada bioma brasileiro Foto: Rodrigo Carvalho / Agência Diário
A produção com baixa emissão de carbono será discutida por especialistas de cada bioma brasileiro Foto: Rodrigo Carvalho / Agência Diário

O seminário “Caminhos para uma Agricultura Familiar sob Bases Ecológicas: produzindo com Baixa Emissão de Carbono” será realizado amanhã e depois (13 e 14), em Brasília. O  objetivo, segundo o diretor executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Paulo Moutinho, é promover um diálogo qualificado sobre os caminhos da produção familiar de baixa emissão de carbono.

O evento é organizado pelo Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia (Ipam), com o apoio da Secretaria de Agricultura Familiar (SAF) e o Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (Nead), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), assim como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

O seminário contará com painéis dedicados à discussão da produção familiar, em diferentes biomas brasileiras, com a participação de especialistas de cada região. Partindo da discussão sobre “O Estado Atual das Mudanças Climáticas no Brasil e “Mudança Climática e Agricultura”, palestras a serem proferidas por Paulo Moutinho e Eduardo Assad, da Embrapa, o seminário pretende produzir subsídios à construção de estratégias regionais e nacional para a redução de emissões de carbono na agricultura familiar e sua adaptação às mudanças do clima.

Serviço

Seminário “Caminhos para uma Agricultura Familiar sob bases Ecológicas: Produzindo com Baixa Emissão de Carbono”

Data/horário: 13/06 – 9h às 18h30 – 14/06 – 9h às 13h

Local: Auditório do Incra (Brasília) – Setor Bancário Norte (SBN), Q. 1 bl. D – Ed. Palácio do Desenvolvimento, 11º andar

Inscrições gratuitas e limitadas

(interessados devem enviar email para anaiza@ipam.org.br)

Programação

Dia 13/06/2013

10h às 10h50 – Mesa de abertura

Carlos Guedes – Presidente do Incra

Valter Bianchini – Secretário da Agricultura Familiar / MDA

Juliana Simões – DPCD / Secex / MMA

Representante da Embrapa

Paulo Moutinho – Diretor Executivo do Ipam

10h50 às 11h30 – Palestras iniciais

O Estado atual das Mudanças Climáticas no Brasil – Paulo Moutinho – Ipam

Mudança Climática e Agricultura – Eduardo Assad – Embrapa

11h30 às 11h45 – Discussão

11h45 – Painel 1 – Produção Familiar de Baixo Carbono no Bioma Amazônia

Mediador: Andrea Azevedo – Ipam

Palestrantes:

Francisco de Assis Costa – UFPA / Naea

Judson Valentim – Embrapa Acre

Debatedores:

Cássio Pereira – Ipam

Luciano Mattos – Embrapa Cerrados

12h55 – Discussão

13h15 – Almoço

14h30 – Painel 2 – Produção Familiar de Baixo Carbono no Bioma Mata Atlântica

Mediador: Roberto Nascimento – Diretor Nead / MDA

Palestrantes:

Vanderley Porfirio da Silva – Embrapa Florestas

Paulo Kageyama – USP/Esalq

Debatedores:

Sonia Bergamasco – Unicamp / Feagri

Rui Rocha – Instituto Floresta Viva / Imazon

15h40 – Discussão

16h – Intervalo

16h10 – Painel 3 – Produção Familiar de Baixo Carbono no Bioma Pantanal e Pampa

Mediador: Representante do Incra

Palestrante:

Carolina Joana da Silva – Unemat

Enio Sosinski – Embrapa Clima Temperado

Debatedores:

Solange Ikeda – Instituto Gaia / Unemat

Nilton Pinho do Bem – SAF / MDA

17h20 – Discussão

17h40 – Encerramento do dia / Coquetel

Dia 14/06/2013

10h- Painel 4 – Produção Familiar de Baixo Carbono no Bioma Cerrado

Mediador: Cassio Trovatto – MDA / SAF

Palestrantes:

Rafael Tonucci – Embrapa Caprinos e Ovinos

Thomas Ludewigs – CDS / UnB

Debatedores:

Jorge Artur – Ecoideias

Andrew Miccolis – Instituto Sálvia / Rede Cerrado

11h10 – Discussão

11h30 – Intervalo

11h45h – Painel 5 – Produção Familiar de Baixo Carbono no Bioma Caatinga

Mediador: Representante MDA

Palestrantes:

Stéphanie Nasuti – CDS – UnB / Rede Clima

Rodrigo Azevedo – Unilab

Debatedores:

Francisco Campello – Diretoria de Combate á Desertificação / MMA

Giovanne Xenofonte – ONG Caatinga

12h40 – Discussão

13h – Encerramento

Fonte: Ipam