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Categoria: Catadores de Lixo


08:38 · 14.10.2015 / atualizado às 08:38 · 14.10.2015 por
Em Fortaleza, por exemplo, os catadores ligados à Ascajan tiveram uma melhoria significativa nas condições de trabalho por meio de projetos e parcerias Foto: Fabiane de Paula / Agência Diário
Em Fortaleza, por exemplo, os catadores ligados à Ascajan tiveram uma melhoria significativa nas condições de trabalho por meio de projetos e parcerias Foto: Fabiane de Paula / Agência Diário

Iniciativa reconhece cidades com experiências de inclusão de catadores de materiais na gestão de resíduos. Quatro projetos vencedores vão receber até R$ 120 mil

Brasília. Boas práticas de inclusão social de catadores de materiais recicláveis realizadas por prefeituras ou consórcios municipais podem se candidatar até 1º de novembro à terceira edição do Prêmio Cidade Pró-Catador. A iniciativa é da Fundação Banco do Brasil em conjunto com a Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR) e em parceria com o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Para concorrer, é necessário ter mais de um ano de execução do projeto. Serão quatro categorias de premiação conforme o número de habitantes no Município. Os critérios para a seleção são:

– Inclusão socioeconômica dos catadores

– Sustentabilidade

– Caráter inovador

– Reaplicabilidade

– Impacto no público-alvo

– Integração com outras políticas

– Participação da comunidade

– Existência de parcerias

– Escopo do projeto

As quatro iniciativas vencedoras – uma por categoria – vão receber da Fundação BB até RS 120 mil, mediante apresentação de projeto da Prefeitura, da cooperativa ou da associação de catadores.
O presidente da Fundação Banco do Brasil, José Caetano Minchillo, destaca benefícios da iniciativa, tanto para gestores públicos, quanto para catadores: “Com a premiação, unimos as duas pontas: a gestão e os catadores. A iniciativa também dá visibilidade às boas práticas e promove o envolvimento do governo municipal no planejamento e na execução da política dos resíduos sólidos”.
A primeira edição do Prêmio Cidade Pró-Catador foi lançada em setembro de 2013, com o objetivo de reconhecer as iniciativas de inclusão de catadores de materiais recicláveis na gestão de resíduos sólidos dos municípios. Houve a inscrição de 63 municípios, dos quais dez foram selecionados na primeira etapa. As vencedoras foram Arroio Grande (RS), Bonito de Santa Fé (PB), Crateús (CE) e Ourinhos (SP).
A segunda edição, em 2014, premiou municípios ou consórcios intermunicipais com projetos conjuntos com entidades de catadores. Foram mais de 80 inscrições em quatro categorias e quatro iniciativas vencedoras – Londrina (PR), Santa Cruz do Sul (RS), Manhumirim (MG) e Brazópolis (MG).

Fonte: Fundação BB

17:06 · 04.11.2014 / atualizado às 17:14 · 04.11.2014 por

Com o objetivo de estruturar redes solidárias formadas por cooperativas e associações de materiais recicláveis, a Fundação Banco do Brasil publica edital para a contratação de bases de serviços de apoio às redes de cooperação de empreendimentos econômicos solidários.

O objetivo é prestar serviços de apoio, consultoria e assessoramento técnico para possibilitar aos empreendimentos condições de melhorar a renda e benefícios sociais para os catadores, cooperados e associados, estruturar redes solidárias de materiais recicláveis, de modo a possibilitar avanços na cadeia de valor, e a inserção no mercado da reciclagem como prestadoras de serviços das políticas públicas de coleta seletiva de resíduos sólidos e da logística reversa.

Para a contratação das executoras de serviços, selecionadas no edital, serão disponibilizados R$ 5,3 milhões, provenientes da Fundação BB e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por intermédio da Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes).

Podem participar do Edital, cooperativas singulares, associações, cooperativas de segundo grau ou centrais de cooperativas e associações, participantes de rede de cooperação de empreendimentos econômicos solidários selecionadas no edital de seleção pública da Secretaria-Geral da Presidência da República nº 01/2013, além de entidades privadas sem fins lucrativos.

Desde 2003, a Fundação Banco do Brasil atua na cadeia produtiva de resíduos sólidos com a inclusão social dos catadores de materiais recicláveis em ações de geração de trabalho e renda e de educação, e apoia a melhoria das condições de trabalho de catadores de materiais recicláveis.

As ações promovem o fortalecimento dos empreendimentos econômicos solidários dos catadores, com investimentos em formação e capacitação para a autogestão, infraestrutura (galpões, máquinas, equipamentos, veículos), assistência técnica, assessoramento e consolidação de associações, cooperativas de catadores de materiais recicláveis e fortalecimento de redes de comercialização.

São parceiros da Fundação BB no projeto Cataforte: Banco do Brasil, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), Ministério do Trabalho e Emprego com a Secretaria Nacional de Economia Solidária (MTE/Senaes), Ministério do Meio Ambiente (MMA) e Petrobras.

Mais informações:

Os documentos poderão ser enviados pessoalmente à Fundação Banco do Brasil, mediante protocolo até às 18h do dia 12/11/2014 ou postados até 12/11/2014 com Aviso de Recebimento (AR). O edital poderá ser consultado na Internet, disponível no site Fundação BB (www.fbb.org.br).

Fonte: Fundação Banco do Brasil

 

09:04 · 17.04.2012 / atualizado às 09:04 · 17.04.2012 por
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Por Maristela Crispim

“Ilha das Flores”. Vi esse curta pela primeira vez há mais de 20 anos, mas sempre que tenho a oportunidade de revê-lo, me ponho a pensar sobre o papel de nós, seres humanos, aqui neste Planeta.

Lembrei dele por causa da estreia nacional de mais um documentário com a temática lixo, que particularmente me atrai. “À Margem do Lixo” – terceiro documentário da tetralogia de Evaldo Mocarzel, que inclui “À Margem da Imagem” e À Margem do Concreto” – foi feito para dar a versão do catador sobre o tema. Ele está em cartaz em 1.109 cineclubes de 700 cidades do Brasil até o mês de maio.

De certa forma, o documentário de Vik Muniz, “Lixo Extraordinário”, também faz isso. Mas nunca é demais, considerando que todos nós consumimos bens, produzimos lixo, mas poucos param para pensar nas consequências desses atos quase automáticos.

Voltando à “Ilha das Flores”, o curta-metragem dirigido por Jorge Furtado em 1989, época em que eu era estudante universitária e ativista, me tocou profundamente (e ainda me toca).

Com um humor irônico, que usa a linguagem científica para descrever o problema, nos fala sobre desigualdade social e foi reconhecidíssmo na função à qual se propõe: fazer as pessoas pensarem sobre o consumo e as suas consequências, já que estamos falando de seres que diferem dos outros animais por suas habilidades físicas e mentais.

Enfim, quem não viu precisa ver, e que já viu, deve rever.

10:32 · 10.04.2012 / atualizado às 07:55 · 16.04.2012 por
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“À Margem do Lixo”, documentário de Evaldo Mocarzel, entra em cartaz no dia 13 de abril, em, Brasília, Fortaleza, Florianópolis, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Salvador. Entre os meses de abril e maio, 1.109 cineclubes de 700 cidades do Brasil também vão exibir o filme. O trailer já dá uma mostra do cuidado na realização do trabalho.

À Margem do Lixo mostra a rotina de vida dos catadores de papel e materiais recicláveis na cidade de São Paulo. Trata-se da terceira parte de uma tetralogia iniciada com “À Margem da Imagem”, que recebeu 19 prêmios em festivais no Brasil e no exterior, e “À Margem do Concreto”, que recebeu o prêmio de Melhor Filme pelo Júri Popular no Festival de Brasília. O próximo será sobre consumismo.

“O documentário tenta focalizar a indústria da reciclagem a partir do catador. O Brasil é líder mundial da reciclagem de alumínio. 87% do alumínio produzido é reciclado”, explica o diretor Evaldo Mocarzel. “A lucratividade desta indústria é sustentada de muitas maneiras pela economia informal e pela miséria destes catadores”, completou Mocarzel.

O diretor, que também é jornalista, faz questão de frisar a diferença entre um documentário e uma reportagem. “No documentário, você pode fazer uma imersão em um tema e não tem que ouvir todos os lados. Se eu colocasse um dono de fábrica (de reciclagem de materiais), eu estaria criando uma armadilha ética condenável”, explicou. “Eu queria um filme que falasse sobre o trabalho. Eu queria um cinema de propaganda da luta e da militância”, ressaltou.

Cine Mais Cultura

À Margem do Lixo, do diretor Evaldo Mocarzel, será distribuído, entre os meses de abril e maio deste ano, a 1..109 cineclubes de quase 700 cidades de todos os Estados brasileiros. Participarão filiados ao Conselho Nacional de Cineclubes (entidade da sociedade civil que representa os cineclubes do País) e contemplados do Programa Cine Mais Cultura, do Ministério da Cultura (ação que disponibiliza por meio de editais equipamentos de projeção digital, obras brasileiras do catálogo da Programadora Brasil e oficina de capacitação cineclubista, atendendo prioritariamente periferias de grandes centros urbanos e municípios em vulnerabilidade social).

O objetivo da Raiz Distribuidora é provocar uma grande discussão sobre as formas alternativas de exibição no lançamento de filmes no Brasil, já que os filmes brasileiros têm enormes dificuldades de competir por um espaço no circuito exibidor comercial com os grandes lançamentos internacionais.

Portanto, a Raiz quer cumprir a missão de fazer o documentário “À Margem do Lixo” ser visto pelo máximo de pessoas possível, em todos os cantos do País.

Sobre o Diretor

Nasceu em Niterói (RJ) e formou-se em Cinema e Jornalismo na Universidade Federal Fluminense. Seu primeiro curta-metragem, “Retratos no Parque”, foi realizado em 1999. Dois anos depois, dirigiu o curta “À Margem da Imagem”, que discute a estetização da miséria e o roubo da imagem de quem está na exclusão social mais absoluta e que virou longa-metragem em 2003. No ano seguinte, realizou o documentário “Mensageiras da Luz”.

Em 2005, Evaldo Mocarzel dirigiu dois documentários: “Do Luto à Luta”, sobre a síndrome de down e “À Margem do Concreto”, sobre os sem-teto de São Paulo. No ano de 2006, finalizou o documentário “Jardim Ângela”. Em 2007, lança mais dois documentários: “Brigada Para-Quedista”, sobre a tropa de elite do Exército e “O Cinema dos Meus Olhos”, sobre a relação de críticos e realizadores com o cinema.

Em 2008, finalizou o documentário “A Margem do Lixo” e “Sentidos à Flor da Pele”. Os projetos “BR-3 A Peça” e “BR-3 Documentário” foram realizados em 2009, junto com os longas “Quebradeiras” e “São Paulo Companhia de Dança”. Seus dois últimos projetos, finalizados em 2010, foram “Cubra Libre” e “Encontro das Águas”.

Prêmios Recebidos

41° Festival de Brasília (2008) Prêmio Especial do Júri, Melhor Filme pelo Júri Popular, Prêmio Aquisição TV Brasil, Melhor Fotografia.

XII Festival Internacional de Derechos Humanos: Melhor Documentário

Ficha técnica

Brasil, 2008, 84 min, livre

Direção: Evaldo Mocarzel

Produção: Assunção Hernandes

Produção Executiva: Fernando Andrade

Direção de Produção: Leonardo Mecchi

Produção de Set: Celso Martins e Beto Nogueira

Direção de Fotografia: Gustavo Hadba e André Lavenère

Roteiro: Evaldo Mocarzel e Willem Dias

Pesquisa: Eduardo Nunomura

Montagem: Willem Dias

Fotografia de Still: Epitácio Pessoa

Música: Thiago Cury e Marcus Siqueira

Produção de Finalização: Letícia Santos e Leonardo Mecchi

Distribuição: Raiz Produções