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Categoria: Coleta Seletiva


10:00 · 06.07.2016 / atualizado às 21:38 · 05.07.2016 por
A expansão da coleta seletiva está atralada ao fim dos lixões, implantação e uso racional de aterros sanitários, reintrodução dos recicláveis na cadeia produtiva e inserção socioeconômica dos catadores organizados em cooperativas Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário
A expansão da coleta seletiva está atrelada ao fim dos lixões, implantação e uso racional de aterros sanitários, reintrodução dos recicláveis na cadeia produtiva e inserção socioeconômica dos catadores organizados em cooperativas Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário

A coleta seletiva é realizada hoje em 1.055 municípios brasileiros. Esse número representa um aumento de 13,8% em relação a 2014, ano-prazo para o cumprimento efetivo da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) com o fim dos lixões. A revelação é da décima edição da pesquisa Ciclosoft, divulgada no fim de junho pelo Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre).

Realizada desde 1994, a pesquisa tem seus dados atualizados a cada dois anos, o que permite acompanhar, de perto, o que acontece com o sistema em todo o País, não apenas em relação à existência ou não da coleta seletiva, mas também no que diz respeito aos modelos empregados, à composição gravimétrica dos recicláveis e à comparação dos custos da coleta seletiva e da convencional, entre outras informações.

“A Política Nacional de Resíduos Sólidos, de 2010, determina que todos os municípios brasileiros ofereçam a coleta seletiva à sua população. O histórico das edições da nossa pesquisa Ciclosoft mostra um claro engajamento dos municípios após a aprovação da Política. O aumento nesses seis anos foi de 138%, mas o fato é que, mesmo assim, apenas 18% das cidades disponibilizam o sistema”, analisa Victor Bicca, presidente do Cempre.

A Ciclosoft 2016 confirma a concentração do serviço nas regiões Sudeste e Sul que, juntas, somam 81% dos municípios com coleta seletiva. “Um dado interessante é que as regiões metropolitanas das 12 principais capitais brasileiras, que congregam cerca de 130 municípios, representam quase 40% dos resíduos gerados no País.

O desafio é que essas cidades efetivem seus sistemas de coleta seletiva, pois isso resultaria em um grande impulso para a destinação correta dos materiais recicláveis no Brasil e teria um alto poder de influenciar a efetiva expansão do sistema”, destaca Bicca. As cidades são: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Recife e Salvador.

Atrelados à expansão da coleta seletiva, estão benefícios, como o encerramento dos lixões, a implantação e uso racional de aterros sanitários, a reintrodução dos recicláveis na cadeia produtiva e a inserção socioeconômica dos catadores organizados em cooperativas como agentes da coleta.

Com abrangência nacional, a Ciclosoft obtém seus dados por meio de questionários enviados às prefeituras e visitas técnicas. A participação é aberta e voluntária.

Conheça, a seguir, as principais informações consolidadas pela Ciclosoft 2016.

Municípios com coleta seletiva

Mix de estratégias

Os programas de maior êxito são aqueles em que há uma combinação de diferentes modelos de coleta seletiva:

• A maior parte dos municípios opera o sistema por meio de PEVs (54%) e cooperativas (54%)

• A coleta porta a porta precisa de maior atenção dos gestores municipais (29%)

A operacionalização do sistema

A coleta pode ser realizada por mais de um agente executor:

• Contratação de empresas particulares – 67%

• A própria Prefeitura – 51%

• Cooperativas de catadores – 44%

É bem amplo o tipo de suporte dado às cooperativas e pode abranger equipamentos, galpões de triagem, ajuda de custo para despesas com água e energia elétrica, caminhões (incluindo combustível), capacitações e investimentos na divulgação da coleta e em educação ambiental.

Os municípios que desejarem participar da Ciclosoft 2018 podem enviar sua solicitação para o email: pesquisa@cempre.org.br.

Os dados completos da pesquisa Ciclosoft desde 2004 estão disponíveis no site do Cempre.

Fonte: Cempre

08:38 · 14.10.2015 / atualizado às 08:38 · 14.10.2015 por
Em Fortaleza, por exemplo, os catadores ligados à Ascajan tiveram uma melhoria significativa nas condições de trabalho por meio de projetos e parcerias Foto: Fabiane de Paula / Agência Diário
Em Fortaleza, por exemplo, os catadores ligados à Ascajan tiveram uma melhoria significativa nas condições de trabalho por meio de projetos e parcerias Foto: Fabiane de Paula / Agência Diário

Iniciativa reconhece cidades com experiências de inclusão de catadores de materiais na gestão de resíduos. Quatro projetos vencedores vão receber até R$ 120 mil

Brasília. Boas práticas de inclusão social de catadores de materiais recicláveis realizadas por prefeituras ou consórcios municipais podem se candidatar até 1º de novembro à terceira edição do Prêmio Cidade Pró-Catador. A iniciativa é da Fundação Banco do Brasil em conjunto com a Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR) e em parceria com o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Para concorrer, é necessário ter mais de um ano de execução do projeto. Serão quatro categorias de premiação conforme o número de habitantes no Município. Os critérios para a seleção são:

– Inclusão socioeconômica dos catadores

– Sustentabilidade

– Caráter inovador

– Reaplicabilidade

– Impacto no público-alvo

– Integração com outras políticas

– Participação da comunidade

– Existência de parcerias

– Escopo do projeto

As quatro iniciativas vencedoras – uma por categoria – vão receber da Fundação BB até RS 120 mil, mediante apresentação de projeto da Prefeitura, da cooperativa ou da associação de catadores.
O presidente da Fundação Banco do Brasil, José Caetano Minchillo, destaca benefícios da iniciativa, tanto para gestores públicos, quanto para catadores: “Com a premiação, unimos as duas pontas: a gestão e os catadores. A iniciativa também dá visibilidade às boas práticas e promove o envolvimento do governo municipal no planejamento e na execução da política dos resíduos sólidos”.
A primeira edição do Prêmio Cidade Pró-Catador foi lançada em setembro de 2013, com o objetivo de reconhecer as iniciativas de inclusão de catadores de materiais recicláveis na gestão de resíduos sólidos dos municípios. Houve a inscrição de 63 municípios, dos quais dez foram selecionados na primeira etapa. As vencedoras foram Arroio Grande (RS), Bonito de Santa Fé (PB), Crateús (CE) e Ourinhos (SP).
A segunda edição, em 2014, premiou municípios ou consórcios intermunicipais com projetos conjuntos com entidades de catadores. Foram mais de 80 inscrições em quatro categorias e quatro iniciativas vencedoras – Londrina (PR), Santa Cruz do Sul (RS), Manhumirim (MG) e Brazópolis (MG).

Fonte: Fundação BB

13:06 · 14.06.2014 / atualizado às 13:24 · 14.06.2014 por
Estação móvel de reciclagem do Pão de Açúcar e da Unilever ajudará a torcida brasileira a ter uma atitude sustentável #praserfeliz
Estação móvel de reciclagem do Pão de Açúcar e da Unilever ajudará a torcida brasileira a ter uma atitude sustentável #praserfeliz

O Grupo Pão de Açúcar lançou, em parceria com a Unilever, o “reciclar #praserfeliz” durante os dias de jogos da Copa do Mundo. Um veículo preparado para receber materiais recicláveis, com comunicação especial, percorrerá pontos com alta concentração de pessoas em três cidades: São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza.

Promotores convidarão as pessoas a destinar corretamente seus resíduos, evitando o descarte incorreto e o acúmulo nas ruas. Os que participarem da iniciativa ganham uma maquiagem festiva para torcer ainda mais pela seleção.

As ações acontecem durante todo o período do mundial. Foram escolhidos lugares com alta concentração de bares e restaurantes, em que as pessoas se reunirão para assistir aos jogos juntas e torcer.

A estação estará nesses locais entre 11h e 20h. Todos os recicláveis arrecadados serão doados para cooperativas de reciclagem que são parceiras do programa Estação de Reciclagem Pão de Açúcar Unilever, presente nos estacionamentos de 127 lojas em todo o Brasil. Existente desde 2001 o programa já arrecadou mais de 75 mil toneladas de materiais recicláveis.

O “reciclar #praserfeliz” é parte do movimento pela felicidade lançado pelo Pão de Açúcar, que indica e oferece atitudes simples para que as pessoas busquem aquilo que as fazem felizes. No caso do “reciclar #praserfeliz” por meio da reciclagem, a pessoa assume o protagonismo em uma ação de qualidade de vida.

Assim como todas as inciativas da marca deste ano, esta também virá identificada com o tema “atitude #praserfeliz”. Compartilhando a ação e a hashtag, espera-se que outras pessoas se sintam contagiadas a fazerem o mesmo, reforçando o movimento.

A sustentabilidade é um dos pilares estratégicos do Pão de Açúcar, que busca ser reconhecido pelo consumidor como o varejista mais sustentável. A gestão de resíduos dos clientes é um dos temas prioritários e pioneiros da marca, reforçando seu compromisso de consumo consciente.

Estações de Reciclagem Pão de Açúcar Unilever

Em 2001, o Pão de Açúcar e a Unilever chamavam a atenção da população ao iniciar uma ação que seria essencial para a sociedade alguns anos depois: a reciclagem. O pioneirismo veio com o Programa Estação de Reciclagem Pão de Açúcar Unilever, que em 13 anos já arrecadou mais de 75 mil toneladas de materiais recicláveis (papel, vidro, plástico e metal) e se consolida como o primeiro programa de parceria entre varejo e indústria no cenário nacional de reciclagem.

Os materiais recicláveis são doados para 36 cooperativas de reciclagem parceiras do Programa. Além do caráter social da ação, com a geração de renda e a inclusão social beneficiando mais de 6,9 mil pessoas direta e indiretamente por ano, as estações de reciclagem contribuem também com oincentivo ao descarte consciente.

O projeto está em constante evolução. Em 2007, a rede incluiu nas Estações pontos de arrecadação de óleo de cozinha, onde já foram coletados mais de 1,2 milhão de litros do produto usado, e grande parte é encaminhada para a produção de biocombustível.

Fonte: Grupo Pão de Açúcar

15:13 · 11.04.2014 / atualizado às 15:40 · 11.04.2014 por
O Piloto receberá aparelhos em qualquer estado de conservação, independentemente de modelo, marca ou fabricante Foto: Kid Júnior / Agência Diário
O Piloto receberá aparelhos em qualquer estado de conservação, independentemente de modelo, marca ou fabricante Foto: Kid Júnior / Agência Diário

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) impõe o prazo de agosto de 2014 para a eliminação de lixões e aterros controlados, definição dos acordos setoriais e implantação dos sistemas de logística reversa para diversas cadeias de indústrias, importadores e distribuidores, entre outras medidas.

Os resíduos eletroeletrônicos, quando descartados no meio ambiente, ou manipulados de maneira incorreta são altamente contaminantes. Se descartados corretamente, porém, podem gerar matérias-primas, como plásticos, vidros, metais e outros.

Atendendo à legislação referente aos resíduos eletroeletrônicos, um grupo técnico da Associação Brasileira das Entidades Representativas e Empresas de Serviço Autorizado em Eletroeletrônicos (Abrasa), Instituto Nacional de Resíduos (Inre), Green Mind, WG & Associados, Gestão Estratégica de Resíduos Eletroeletrônicos (Geree) e Ecoletas, vêm buscando criar um sistema de gestão, visando a Logística Reversa na PNRS em seu descarte ecologicamente correto dos resíduos especiais.

Isso atende à etapa posterior ao uso dos equipamentos eletroeletrônicos, chamada de pós-consumo, com intuito de promover o seu recolhimento em Fortaleza. Para o teste inicial deste sistema, está sendo realizado um piloto que terá como resultado a avaliação dos processos que compõem este sistema de gestão para a logística reversa e destinação ambientalmente correta dos resíduos.

Serão recebidos, até 24 de maio, equipamentos como notebooks, computadores, telefones celulares, HDs, placas eletrônicas, estabilizadores, nobreaks, módulos, telefones, impressoras, televisores LCD, monitores LCD, aparelhos de som, DVD/VHS, câmeras, filmadoras, vídeo games, aspiradores de pó, iiquidificadores, ventiladores, lixadeiras/esmerilheiras, balanças digitais, furadeira/parafusadeiras, ferros de passar roupa e secador de cabelo; assim como seus resíduos e componentes.

Integra a proposta do piloto disseminar uma discussão sobre o tema na região de abrangência do ponto de recolhimento. Os consumidores poderão participar desta experiência e contribuir com a logística reversa dos resíduos eletroeletrônicos na cidade de Fortaleza.

A campanha receberá aparelhos em qualquer estado de conservação, independentemente de modelo, marca ou fabricante. Para isso, antes do início da divulgação, foi realizado o credenciamento e treinamento operacional de cada ponto de coleta. Haverá uma pessoa para auxiliar o recebimento no balcão, que efetuará o manuseio do equipamento retornado, a sua estocagem, geração de relatórios de entregas e outros documentos e apoio ao reciclador no momento da retirada dos equipamentos.

No momento da entrega do(s) aparelho(s), o consumidor deverá preencher e assinar o termo de doação do equipamento direto para o reciclador. Esta é uma etapa muito importante do processo, pois garante a posse e transfere a responsabilidade sobre o resíduo do consumidor para o reciclador.

A legislação determina a responsabilidade compartilhada, onde todos os participantes da produção, venda e consumidores são responsáveis por aquele resíduo. Ao entregar o seu resíduo eletroeletrônico, o consumidor compreende a importância do consumo consciente e o descarte ambientalmente correto.

Será disponibilizado também ao ponto de coleta formulário de intercorrência, aonde poderão ser anotados os problemas, questões e situações percebidas para envio à gestora e inclusão no relatório final.

Haverá um serviço de apoio ao piloto através de telefone e e-mail a serem divulgados para prestar apoio em geral, responder dúvidas e questionamentos e receber comentários e críticas, bem como relatórios de intercorrências.

Serão disponibilizadas, também, informações sobre o piloto no site www.inre.org.br, pelo email retorne@inre.eco.br, nos pontos de coleta e meios de comunicação locais.

Ao fim da operação, será emitido um certificado de destinação ambientalmente adequada que será enviado por email ao consumidor, comprovando a sua participação na logística reversa de equipamentos eletroeletrônicos.

A Abrasa representa atualmente 10.429 empresas (MEs e EPPs) prestadoras de assistência técnica autorizada em pós-vendas e comércio de componentes eletroeletrônicos em todos os Estados do Brasil e Distrito Federal com capilaridade nacional.

O Inre é uma entidade gestora de logística reversa e tratamento pós-consumo de resíduos eletroeletrônicos (REEE), apolítica, sem conflitos e sem fins lucrativos que visa contribuir para a implantação da PNRS, como agente ativo na condução, implementação e respeito à lei, mantendo diálogo matricial e buscando o menor preço para a cadeia produtiva, consumidor e sociedade. O Sistema Inre de Logística Reversa para Equipamentos Eletroeletrônicos abrange todo o território nacional de forma modular.

A Ecoletas faz o Gerenciamento e a destinação final de Resíduos Eletrônicos para empresas e instituições que buscam soluções legais e ambientalmente corretas, solucionando o problema do e-lixo de forma completa e inovadora. A empresa foi a primeira no Estado do Ceará com licenciamento ambiental para descarte de lixo eletrônico. Conta com profissionais experientes e qualificados para oferecer o melhor atendimento.

Os postos de entrega não receberão, durante o Piloto, os seguintes tipos de equipamentos: monitor e TV CRT, tonner, cartucho, pilha, baterias, lâmpadas, micro-ondas, fogões, máquina de lavar, geladeiras, freezeres, condicionadores de ar.

Pontos de coleta participantes do piloto

Centro técnico eletrônico – R. Pinto Madeira, 1264 – Aldeota – (85) 3231.9615

TC Telecom Samsung – Av. Antônio Sales, 2830 – Dionísio Torres – (85) 3261.2815

Videocomp Eletrônica – Av. Oliveira Paiva, 1113 – Cidade dos Funcionários – (85) 3279.2606

Eletrônica Multimarcas – Av. Bezerra de Meneses, 1977 – (85) 3287.2233

Ecoletas Ambiental – Av. Deputado Paulino Racha, 1881 – Castelão – (85) 3295.2179

Sindiverde – Av. Barão de Studart, 1980 3º andar – Aldeota

21:15 · 19.11.2013 / atualizado às 21:15 · 19.11.2013 por

Estação Móvel KOMBI-RECICLAGEM

O Pão de Açúcar acaba de lançar  o projeto “Pare & Separe”, em que um veículo preparado para receber materiais recicláveis, com comunicação especial e promotores percorre 17 pontos turísticos de cada uma das capitais, servindo como um ponto de entrega voluntário para descarte de papel, plástico, metal e vidro.

Qualquer pessoa pode levar seus materiais para a estação móvel de reciclagem. Aqueles que fizerem check in por meio do Facebook ganharão um voucher que pode ser trocado por uma sacola reutilizável de ráfia em qualquer loja Pão de Açúcar.

Todos os recicláveis arrecadados serão doados para cooperativas de reciclagem parceiras do programa Estação de Reciclagem Pão de Açúcar Unilever, presente nos estacionamentos de 126 lojas em todo o Brasil. Existente desde 2001 o programa já arrecadou mais de 71 mil toneladas promovendo a inclusão social e a geração de renda das comunidades parceiras, além de benefícios ambientais.

No Rio de Janeiro, a estação móvel passará por locais como Copacabana, Leblon, Ipanema, Jardim Botânico, Recreio, Arpoador, Parque da Cidade e Barra da Tijuca. Em São Paulo, as pessoas podem separar para entregar seus materiais de reciclagem em lugares como: Parque Villa Lobos, Parque Ibirapuera, Largo da Batata, MASP, Estação da Luz, Mercadão e Praça Benedito Calixto. Para conferir a relação completa de locais e suas respectivas datas, visite a  fan page oficial do Pão de Açúcar no Facebook.

Programa Estações de Reciclagem Pão de Açúcar Unilever

Desde 2001, o Pão de Açúcar e a Unilever mantém uma parceria que permite ao consumidor dar a correta destinação a embalagens, frascos e materiais diversos, como papel, vidro, plástico, metal e óleo de cozinha. As estações fixas são construídas com material reciclado e funcionam como Postos de Entrega Voluntária (PEVs). Dessa forma, apoiam a cadeia com benefícios socioeconômicos e ambientais, conforme preconiza a nova Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Em onze anos, foram coletados mais de 64 mil toneladas de materiais para reciclagem. Somente em 2012, foram mais de 12 mil toneladas, 14% a mais do que no ano anterior. Após o descarte dos materiais, o volume total foi doado a 37 cooperativas parceiras, o que gera postos de trabalho diretos e indiretos e beneficia mais de 1,7 mil famílias por mês.

Pão de Açúcar

Supermercado de vizinhança, que prima pela variedade e qualidade em produtos e serviços. Com 165 lojas distribuídas em nove estados brasileiros, o Pão de Açúcar caracteriza-se pela ampla oferta de soluções e pioneirismos lançados ao longo da história do varejo brasileiro.

Unilever

Presente no Brasil há 84 anos, a Unilever é uma das maiores empresas de bens de consumo do mundo. Fabricante de produtos de higiene pessoal e limpeza, alimentos e sorvetes, a companhia tem operações em 190 países. Está presente em 100% dos lares brasileiros, e, ao longo de um ano, seus produtos atingem, mensalmente, 46 milhões de domicílios.

Segundo a empresa, todos os dias 2 bilhões de pessoas usam ao menos um produto da Unilever em algum lugar do mundo. São mais de oito décadas resumidas em marcas como Omo, Comfort, Fofo, Seda, Lux, Kibon, Hellmann’s, Arisco, Knorr, Becel, Maizena, AdeS, Dove, Axe, Close Up e Rexona, entre outras. Por ano, a Unilever lança cerca de 75 novos produtos e é líder de mercado em 10 das 13 categorias em que atua.

Fonte: Pão de Açúcar

10:02 · 08.09.2013 / atualizado às 10:02 · 08.09.2013 por
O evento busca melhorar o trabalho nas cooperativas de catadores de materiais recicláveis e avaliar o impacto ambiental das embalagens Foto: Maristela Crispim
O evento busca melhorar o trabalho nas cooperativas de catadores de materiais recicláveis e avaliar o impacto ambiental das embalagens Foto: Maristela Crispim

A 4ª edição do Ciclo de Debates Abralatas: Inovação para Sustentabilidade será realizada no dia 12 de setembro, das 8h30min às 13h, no auditório da Pró-Reitoria de Graduação, no Campus do Pici da Universidade Federal do Ceará  (UFC).

O evento busca valorizar os estudos, pesquisas e propostas desenvolvidos nas universidades brasileiras para melhorar o trabalho nas cooperativas de catadores de materiais recicláveis e avaliar o impacto ambiental das embalagens. As inscrições estão sendo realizadas pelo site do evento (is.gd/ccMFhV), e a programação é gratuita.

Por meio de palestras, debates e workshops, o evento propõe a discussão sobre os estudos de reciclagem e as novas práticas capazes de reduzir os impactos ambientais.

A mesa de abertura trata sobre as políticas de resíduos sólidos, e entre os convidados das atividades subsequentes está o ex-deputado federal pelo Rio de Janeiro, Fernando Gabeira, que ministra a palestra “O impacto social da Política Nacional de Resíduos Sólidos”, às 9h30min.

Na programação, serão destacadas, ainda, experiências de soluções sustentáveis para a coleta seletiva de resíduos sólidos, às 10h45min. O Diretor do Centro de Tecnologia da UFC, professor José de Paula Barros Neto, falará sobre “Universidade como desenvolvedora de novas soluções”. O debate com a plateia está previsto para as 12h, após a participação do representante do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis do Ceará, Francisco Erivaldo Gomes.

À tarde, às 14h, serão realizados os workshops sobre inovações da universidade. O professor Ronaldo Stefanutti, do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da UFC e tutor do PET de Engenharia Ambiental, vai apresentar a pesquisa “Óleo de cozinha usado: resíduo ou energia renovável?”, um estudo realizado no bairro Planalto do Pici sobre a qualidade e as possibilidades de reutilização do óleo de cozinha.

O professor Francisco Suetônio Bastos Mota (UFC) também participa dos workshops com o tema “A Universidade no processo de inovação e ações de sustentabilidade”, no mesmo horário. Confira programação completa no site (is.gd/ccMFhV).

O Ciclo de Debates 2013 está sendo realizado em Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR) e Fortaleza (CE). É uma das atividades desenvolvidas nas comemorações de 10 anos da Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas), associação civil sem fins lucrativos que reúne os fabricantes de latas de alumínio para bebidas e que busca, por meio do compartilhamento de experiências, contribuir para o desenvolvimento dessa embalagem no Brasil.

Fonte: UFC / Abralatas

13:27 · 03.07.2013 / atualizado às 13:31 · 03.07.2013 por
Inicialmente Nove postos estarão cadastrados para a coleta das pilhas, em Fortaleza, Caucaia, Maracanaú e Maranguape
Inicialmente Nove postos estarão cadastrados para a coleta das pilhas, em Fortaleza, Caucaia, Maracanaú e Maranguape

Além de receber e dar destino correto aos resíduos recicláveis de milhares de cearenses, a partir de 8 de julho, nove postos do programa Ecoelce estarão cadastrados para receber pilhas descartadas pela população, beneficiando moradores de Fortaleza, Caucaia, Maracanaú e Maranguape.

Na capital, serão seis pontos do programa aptos a receber as pilhas: Washington Soares; Assembleia Legislativa; Super do Povo, no bairro Dias Macedo; Super Polar, na Barra do Ceará; Etufor; e Sebrae. Em Caucaia, o ponto fica na Praça da Matriz. Em Maranguape, na Praça da Prefeitura; e na Av. VI, Conjunto Jereissati II, Maracanaú.

Reciclagem

Após o descarte da pilha, o material é coletado, pesado, separado por tipo de fabricante e encaminhado para o reprocessamento e a reciclagem. A iniciativa faz parte do projeto Abinne, criado pelos fabricantes de pilhas com o intuito de reciclá-las e dar a elas um destino ambientalmente correto e sustentável. Ao todo, já existem mais de 1.050 pontos de coleta no Brasil.

Política Nacional

De acordo com o artigo 33 da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei Nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, “são obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa, mediante retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de (entre outros) pilhas e baterias”.

Ponto Ecoelce Endereço
Washington Soares (Posto Ipiranga) Av. Washington Soares, 3.340 – Bairro Edson Queiroz
Assembleia Legislativa R. Francisco Holanda com Av. Desembargador Moreira – Bairro Dionísio Torres
Super do Povo, Dias Macedo Av. Dedé Brasil – No estacionamento do Supermercado Super do Povo
Super Polar, Barra do Ceará Av. Florêncio de Alencar – Supermercado Super Polar
Maracanaú – Jereissati II Av. VI, próximo ao nº 80, Setor D, Conj. Jereissati II, Maracanaú
Etufor Rua Raul Cabral com Avenida dos Expedicionários, Bairro Vila União
Caucaia Praça da Matriz – Centro de Caucaia
Maranguape Praça da Prefeitura – Centro de Maranguape
Sebrae R. Dr. Atualpa Barbosa Lima com R. Antônio Augusto, Praia de Iracema

Fonte: Ecoelce / PNRS

10:25 · 27.06.2013 / atualizado às 10:25 · 27.06.2013 por
Censo realizado pela Abipet mostra que, mesmo sem sistema de coleta seletiva, o Brasil deu destinação correta a 331 mil toneladas de produto em 2012 FOTO: ALEX PIMENTEL / AGÊNCIA DIÁRIO
O censo realizado pela Abipet mostra que, mesmo sem sistema de coleta seletiva, o Brasil deu destinação correta a 331 mil toneladas de produto em 2012 FOTO: ALEX PIMENTEL / AGÊNCIA DIÁRIO

A reciclagem de embalagens de PET (Politereftalato de etileno) no Brasil deu um salto em 2012 e cresceu 12,6% em volume, ao passar das 294 mil toneladas que tiveram destinação adequada em 2011, para 331 mil toneladas no ano passado.

Com esse resultado, o País atingiu um índice de reciclagem de 59%, mantendo excelente posicionamento como um dos maiores recicladores de PET do mundo – superando os Estados Unidos e até mesmo a média registrada na Europa.

Os números do 9.º Censo da Reciclagem do PET no Brasil foram divulgados ontem (26 de junho), pela Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), durante o PETtalk 2013 – Conferência Internacional da Indústria do PET, realizado em São Paulo.

“Os números demonstram que existe uma demanda muito forte pelo PET reciclado, criada por um trabalho do próprio setor, que investe continuamente em inovação e novas aplicações para o material reciclado. Esse trabalho criou um ciclo virtuoso. Todo PET coletado tem destinação adequada garantida por uma indústria forte, diversificada e ávida por essa matéria-prima”, afirmou Auri Marçon, presidente da Abipet.

O setor têxtil continua sendo o principal consumidor do PET reciclado, com 38,2% de participação, seguido das resinas insaturadas e alquídicas, com 23,9%. Outras embalagens (alimentos e não-alimentos) consomem 18,3% do volume reciclado. Laminados e chapas (6,4%), fitas de arquear (5,5%) e tubos (1,5%) são os outros principais mercados. Os 6,1% restantes ainda abastecem uma lista ampla de pequenas aplicações.

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O desafio da coleta seletiva

O presidente da Abipet, no entanto, chamou a atenção para a necessidade de suprir essa demanda aquecida, sob pena de impacto no preço do produto coletado e consequente comprometimento da sustentabilidade do negócio.

“O Brasil precisa investir em coleta seletiva, para que a indústria não seja prejudicada. Em muitos períodos do ano, as empresas recicladoras continuam com ociosidade que chega a 30% de sua produção, porque não encontram embalagem pós-consumo para reciclar”, alertou Marçon.

A solução, apontou o executivo, é estimular as prefeituras a implantar, o mais rápido possível, a coleta seletiva e a separação das embalagens recicláveis, de forma a aumentar a recuperação do material descartado pela sociedade.

“Isso, na verdade, é o que prega a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que exige responsabilidade compartilhada entre a sociedade civil, o setor privado e também do poder público. A indústria do PET investiu fortemente em reciclagem e hoje esses recicladores passam por um momento difícil, por não terem coleta suficiente para abastecer suas fábricas”, concluiu o presidente da Abipet.

Fonte: Abipet

18:26 · 29.05.2013 / atualizado às 18:26 · 29.05.2013 por
Segundo a Abrelpe, das 64 milhões de toneladas de resíduos geradas no ano passado, quase 24 milhões seguiram para aterros controlados e lixões; outras 6,2 milhões sequer foram coletadas Foto: Miguel Portela / Agência Diário
Segundo a Abrelpe, das 64 milhões de toneladas de resíduos geradas no ano passado, quase 24 milhões seguiram para aterros controlados e lixões; outras 6,2 milhões sequer foram coletadas Foto: Miguel Portela / Agência Diário

Os dados da 10ª edição do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2012, divulgados ontem (28/5), pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), revelam que o Nordeste é a região que tem a maior quantidade de resíduos com destinação inadequada, um total de 38 mil toneladas por dia, que incluem 12 mil toneladas de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) por dia que não são sequer coletados.

Os dados também apontam que as regiões Centro-Oeste e Norte mantêm os piores desempenhos no que diz respeito à destinação final de resíduos no País. Nestas três regiões estão 74% dos municípios que ainda utilizam lixões e aterros controlados para depositar seus RSU.

“Apesar de o número de cidades que fazem uso diretamente de lixões, a pior forma de destinação de resíduos, ter caído cerca de 2% de 2001 para 2012, há muito que se fazer para superar os déficits encontrados da destinação final”, observa Carlos Silva Filho, diretor executivo da Abrelpe, ao destacar que um total de mais de 3 mil municípios no País encaminham seus resíduos para lixões e aterros controlados, os quais, do ponto de vista ambiental, pouco se diferenciam dos próprios lixões.

Com uma participação de quase de 26% do total de resíduos urbanos gerados do País, um volume equivalente a mais de 51,6 mil toneladas de lixo por dia, o Nordeste aparece com a pior cobertura de coleta de RSU, pouco mais de 77% dos resíduos gerados são coletados. Além disso, a região não apresentou evolução na destinação final adequada em relação a 2011, encaminhando diariamente 65% dos resíduos coletados, ou seja, mais de 25,8 mil toneladas, para lixões e aterros controlados.

O Norte gerou em 2012 mais de 13,7 mil toneladas diárias de RSU, o equivalente a 0,965 kg por habitante por dia. Do volume coletado, 35% foi destinado a aterros sanitários e 65% depositado em lixões ou aterros controlados. E ainda são maioria os municípios que não tratam adequadamente seus resíduos, representando 80% das 449 cidades da região.

No Centro-Oeste, a geração de resíduos sólidos superou as 16 mil toneladas por dia (1,251 kg diário por habitante) em 2012, um acréscimo de 1,5% em relação ao ano anterior. Do volume gerado, 92,11% foi coletado, o que representa um acréscimo de 2,3%. Entretanto, menos de 30% dos resíduos coletados tiveram destino adequado – o menor percentual de adequação do País.

Com uma geração diária de mais de 98 mil toneladas, equivalente a 1,295 kg por habitante por dia, o Sudeste ainda figura como a região que tem a melhor cobertura de coleta (96,87%). Desse total coletado em 2012, 72% teve como destino final os aterros sanitários, mantendo-se também como a região que melhor destina seus resíduos.

Entretanto, o percentual com tratamento inadequado, apesar de ser bem menor em relação a outras regiões do País, representa um volume absoluto de mais de 26 mil toneladas/dia. Quando consideradas as cidades que não tratam adequadamente seus resíduos, o percentual é de 51%, o equivalente a 854 municípios da região.

A menor geração per capita de resíduos sólidos urbanos do Brasil ainda continua sendo observada na região Sul, com 0,905 kg por habitante por dia. Em contraponto, o Sul foi o que apresentou o maior crescimento na geração de resíduos em 2012, de 2,9%, o equivalente a mais de 21 mil toneladas diárias.

Por outro lado, a região não apresentou evolução na destinação adequada e manteve o percentual do ano passado de 70% para o encaminhamento dos resíduos coletados a aterros sanitários. Dos 1.188 municípios do Sul, 41% ainda não dão destino correto aos resíduos.

Alto índice geral

A pouco mais de um ano do prazo estipulado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) para que os municípios deem fim à destinação inadequada de resíduos, a Abrelpe constatou que, em 2012, mais de 3 mil cidades brasileiras enviaram quase 24 milhões de toneladas de resíduos para destinos considerados inadequados, o equivalente a 168 estádios do Maracanã lotados de lixo. Esses dados também fazem parte da 10ª edição do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2012.

“A maioria desses municípios tem menos de 10 mil habitantes e não dispõe de condições técnicas e financeiras para solucionar a questão dos resíduos sólidos de maneira isolada, diante das disposições da PNRS”, explica Carlos Silva Filho, diretor executivo da Abrelpe, ao destacar que a carência de recursos aplicados no setor torna o problema ainda mais grave. “As mudanças demandadas pela PNRS requerem investimentos concretos e perenidade, e os avanços não vão acontecer sem sustentabilidade econômica”, acrescenta.

Apesar de ter crescido 7% em 2012, atingindo uma média de R$ 11,00/habitante/mês, o volume de recursos aplicados pelas administrações públicas ainda está longe de ser suficiente para fazer frente à coleta de resíduos sólidos e demais serviços de limpeza urbana, que são essenciais e devem atender à totalidade da população, que tem crescido, consumido mais e descartado mais resíduos.

Ainda segundo o estudo, foram geradas no ano passado quase 64 milhões de toneladas de resíduos sólidos, o que equivale a uma geração per capita de 383 kg /ano. Em relação a 2011, houve um crescimento de 1,3% no lixo por habitante, índice superior à taxa de crescimento populacional registrada no mesmo período, que foi de 0,9%.

Do total gerado, mais de 55 milhões de toneladas foram coletadas, o que representa um aumento de 1,9%, se comparado ao ano anterior, com uma cobertura de serviços superior a 90% no País. “Percebemos, nestes dez anos de estudo, que o índice de coleta tem crescido paulatinamente, indicando que a universalização desses serviços é um caminho possível”, destaca o diretor da Abrelpe.

A quantidade de resíduos que deixaram de ser coletadas chegou a 6,2 milhões de toneladas, número 3% inferior ao relatado na edição anterior. A situação da destinação final manteve-se praticamente inalterada em relação a 2011, já que 58% dos resíduos coletados, quase 32 milhões de toneladas, seguiram para destinação adequada em aterros sanitários.

A coleta seletiva também praticamente não mudou de um ano para outro. Em 2012, cerca de 60% dos municípios brasileiros declararam ter algum tipo de iniciativa nesse sentido – que muitas vezes resumem-se à disponibilização de pontos de entrega voluntária ou convênios com cooperativas de catadores.

“São muito tímidos os estímulos de parte das autoridades em favor da coleta seletiva e da reciclagem. Tanto é que, apesar do esforço da população, pouco se avançou na última década. Isso mostra que o modelo utilizado precisa ser repensado e reestruturado se quisermos ampliar os índices verificados atualmente”, alerta Silva Filho.

Já a preocupa a geração de Resíduos de Construção e Demolição (RCD) vem crescendo significativamente ano a ano e, de 2011 para 2012, aumentou em 5,3%, chegando a 35 milhões de toneladas. Esse volume tende a ser ainda maior, considerando que os municípios, via de regra, coletam apenas os resíduos lançados nos logradouros públicos.

“Com base nos dados do Panorama 2012, é possível perceber que o País está evoluindo a passos bastante lentos no estabelecimento de uma gestão integrada e sustentável de resíduos sólidos. Com isso, concluímos que apenas a PNRS não é suficiente para alterar práticas correntes e corrigir desvios. Os instrumentos estão disponíveis e exemplos não faltam para que as ações adequadas sejam pensadas, planejadas, implementadas e cobradas”, conclui o diretor da Abrelpe.

Abrelpe

Criada em 1976, a Abrelpe é uma associação civil sem fins lucrativos, que congrega e representa as empresas que atuam nos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. Participou ativamente, no Congresso Nacional, da aprovação e a regulamentação da PNRS e foi a pioneira na implantação de um programa de Logística Reversa de Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos (REEE) em um município.

No contexto internacional, a Abrelpe é a representante no Brasil da International Solid Waste Association (ISWA) e sede da Secretaria Regional para a América do Sul da Parceria Internacional para Desenvolvimento dos Serviços de Gestão de Resíduos Junto a Autoridades Locais (Ipla), um programa reconhecido e mantido pela Organização das Nações Unidas (ONU) por meio do Centro das Nações Unidas para o Desenvolvimento Regional (UNCRD).

Fonte: Abrelpe

12:35 · 31.01.2013 / atualizado às 12:35 · 31.01.2013 por
Se depender do governo, os lixões têm data para acabar em 2014 Foto: Alex Pimentel

Brasília. O Brasil joga no lixo, a cada ano, cerca de R$ 10 bilhões por falta de reciclagem e destinação adequada de resíduos sólidos, e de uma política de logística reversa que gerencie o retorno de embalagens e outros materiais descartados de volta à indústria.

É esta realidade que o Ministério do Meio Ambiente (MMA) pretende transformar com a implantação, em todo o País, da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), tema de oficina realizada no início da tarde de ontem (30 de janeiro), último dia do II Encontro Nacional de Prefeitos e Prefeitas, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

Dentro da PNRS, a meta do governo federal é eliminar os lixões de todos os municípios brasileiros até o fim de 2014, explicou o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SRHU) do MMA, Pedro Wilson Guimarães.

Os governos estaduais e municipais deverão providenciar a substituição dos lixões por aterros sanitários, pois, a partir de 2014, a liberação de recursos da União estará condicionada à existência de planos estaduais e municipais de gestão de resíduos sólidos e de saneamento básico.

De acordo com anúncio feito pela presidenta Dilma Rousseff, na segunda-feira, durante a abertura do encontro, os prefeitos terão, em 2013, R$ 35,5 bilhões para investir em obras de saneamento, pavimentação e mobilidade urbana selecionadas no final de 2012.

Desperdício

“Os lixões são um problema sério que precisa ser enfrentado por todos os gestores”, disse o analista de Infraestrutura da SRHU, Eduardo Rocha Dias Santos. Ele afirmou que os prejuízos são enormes para o meio ambiente, com queda na qualidade de vida, no bem-estar e na saúde pública, além de gerar desperdícios econômicos e impactos sociais significativos. A proposta é não gerar resíduos sólidos, mas reduzir, reutilizar e reciclar, tratando e dando destinação adequada.

Santos salientou que apenas a Lei Nº 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, não é suficiente para implantar o que se deseja. “Mas já é um começo”, admitiu.

A lei define o compartilhamento de responsabilidades entre as três esferas de governo, o planejamento de ações de gestão e a implantação de infraestrutura adequada, priorizando-se a educação ambiental e a cobrança pela prestação desse serviço público com o objetivo de dar sustentação financeira à PNRS.

Fonte: MMA