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Categoria: Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio + 20)


10:22 · 15.07.2012 / atualizado às 10:22 · 15.07.2012 por

E eis que começam a surgir as primeiras propostas de ações relacionadas às discussões da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio + 20), realizada no mês passado, no Brasil, reunindo representantes de quase duas centenas de países.

Em meio à crise econômica mundial, a Organização das Nações Unidas (ONU) busca mecanismos para reduzir a dependência que os países em desenvolvimento têm de ajuda humanitária. Em estudo divulgado na semana que passou, a ONU propõe uma série de taxas que pode arrecadar até US$ 375 bilhões por ano para a cooperação internacional.

Fica proposta uma taxação internacional composta de cobranças sobre emissões de carbono (US$ 250 bilhões), transações financeiras (US$ 75 bilhões), tráfego aéreo (US$ 10 bilhões) e também sobre as operações com quatro principais moedas – dólar americano, euro, yen e libra esterlina. A taxação sobre essas moedas, por exemplo, seria de apenas 0,005%, podendo render US$ 40 bilhões em benefício da cooperação internacional.

“Os países doadores têm reduzido a pequenas quantias suas contribuições e a assistência para o desenvolvimento teve um declínio no último ano por causa dos cortes de orçamento, causando uma queda de US$ 167 bilhões,” afirma Rob Vos, que liderou o estudo.

A ONU vê ainda a possibilidade também de uma “taxa bilionário”, com cobrança de 1% sobre os ativos pessoais iguais ou superiores a US$ 1 bilhão. Isso atingiria apenas 1.226 pessoas no mundo, sendo 425 nos Estados Unidos, 90 em outros países das Américas, 315 na Ásia-Pacífico, 310 nos Europa e 86 na África e no Oriente Médio. Juntos, eles tem US$ 4,6 trilhões em ativos.

O relatório da Pesquisa Econômica e Social Mundial 2012 conclui que os recursos atuais de financiamento têm se concentrado no combate a doenças específicas em países pobres, sem dar a devida atenção aos sistemas de saúde. O estudo aponta a necessidade de criação de um “fundo global para a saúde”.

Erradicação da pobreza

Reduzir os índices de pobreza no mundo foi um dos temas debatidos na Rio+20. O propósito da Rio+20 era formular um plano para que a humanidade se desenvolvesse de modo a garantir vida digna a todas as pessoas, administrando os recursos naturais para que as gerações futuras não fossem prejudicadas.

Infelizmente, os 188 governos reunidos no Riocentro, que se tornou território internacional durante o evento, não conseguiram chegar a um documento forte, com mecanismos suficientes para o desenvolvimento do mundo sem as crises econômica, ambiental e social.

O texto “O futuro que queremos” estabelece a erradicação da pobreza como o maior desafio global do Planeta e recomenda que “o Sistema da ONU, em cooperação com doadores relevantes e organizações internacionais”, facilite a transferência de tecnologia para os países em desenvolvimento.

Esse sistema atuaria para facilitar o encontro entre países interessados e potenciais parceiros, ceder ferramentas para a aplicação de políticas de desenvolvimento sustentável, fornecer bons exemplos de políticas nessas áreas e informar sobre metodologias para avaliar essas políticas.

Por atender restrições de países com visões muito diferentes, o texto da Rio+20 foi criticado por avançar pouco: não especifica quais são os objetivos de desenvolvimento sustentável que o mundo deve perseguir, nem quanto deve ser investido para alcançá-los, e muito menos quem coloca a mão no bolso para financiar ações de sustentabilidade. O que o documento propõe são planos para que esses objetivos sejam definidos num futuro próximo. Fica a esperança de que esse futuro já esteja acontecendo.

Fonte: G1

16:45 · 27.06.2012 / atualizado às 16:52 · 27.06.2012 por
A Rio + 20 serviu de inspiração para a clássica escultura de areia da Praia de Copacabana, tendo ao fundo o Forte, onde foi realizado o Humanidade 2012 Foto: Maristela Crispim

 

Por Maristela Crispim*

Escrever sobre um evento do tamanho da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio + 20) sempre será uma missão parcial. Impossível dar conta de tudo com um público estimado entre 30 e 50 mil pessoas, delegações de 193 países (114 líderes) e, principalmente, aproximadamente seis mil eventos ao longo de nove dias, alguns paralelos.

Foi a partir de recortes que se cobriu a Conferência. Poucos resistiram à diversidade de culturas presentes, destacando os aspectos pitorescos e de bastidores. Muitos se concentraram na construção do documento, que simplesmente resultou de um consenso possível. Como querer que um documento acordado por 193 nações seja ambicioso e contenha os passos definitivos para salvar o mundo de nós mesmos?

A meu ver, uma conferência como essa é realmente um marco para que muita coisa seja feita. Os gestores públicos ambientais do Nordeste do Brasil, por exemplo, lá estiveram e assumiram o compromisso de dar uma atenção maior ao bioma Caatinga. Neste sentido, eles já até anunciaram um encontro específico, em Mossoró (RN), já no segundo semestre.

O inconformismo com os resultados oficiais da Rio + 20 é legítimo, necessário e seria até estranho se não existisse. A sociedade precisa estar atenta, se mobilizar, cobrar e daí destaco mais um importante marco da Conferência: tanta gente reunida, discutindo e propondo as mais diversas formas de ações ao mesmo tempo… Se isso não for uma coisa positiva, ninguém vai encontrar luz em túnel algum.

O documento, intitulado “O Futuro que Queremos” é apenas um indício de que alguém está preocupado com alguma coisa. O que importa é o que se vai fazer a partir daí, o que serão os próximos 20 anos. E, para quem articulou o discurso de que retrocedemos em relação à Rio 92, quem teve a curiosidade de olhar as manchetes do dia seguinte ao encerramento daquela conferência de 20 anos atrás viu praticamente o mesmo tipo de clima de derrota. E alguém pode dizer que a Rio 92 foi um evento vão?

O documento da Rio + 20 estabelece o Fórum de Alto Nível para o Desenvolvimento Sustentável, que representa o avanço do multilateralismo destacado pela presidente Dilma no encerramento da Conferência. Ele substituirá a Comissão do Desenvolvimento Sustentável, criada na Eco-92 e terá a função de fiscalizar o cumprimento de compromissos sobre Desenvolvimento Sustentável assumidos na Agenda 21 (firmada na Eco-92), no Plano de Johannesburg (Rio+10) e noutras conferências.

Em meio ao clima de frustração destacado por toda a imprensa, foi anunciado também que a Rio+20 rendeu aproximadamente 700 compromissos voluntários entre Organizações Não-Governamentais (ONGs), empresas, governos e universidades, com um investimento de US$ 513 bilhões para ações de desenvolvimento sustentável nos próximos dez anos a 15 anos, principalmente nas áreas de transporte e energia limpa, redução de desastres e proteção ambiental.

As ações de transição para a tal Economia Verde – na qual toda atividade econômica deve levar em conta aspectos socioambientais, com o objetivo de chegar ao desenvolvimento sustentável – foram condensadas em um compromisso pelo Pacto Global da Organização das Nações Unidas, que reuniu as maiores empresas do mundo.

No Brasil, 226 empresas assinam o termo – entre elas, gigantes de setores tradicionalmente poluidores, como Petrobras, Vale e Braskem. Ao todo, são aproximadamente sete mil empresas signatárias de princípios que incluem redução das emissões de gases poluentes, maior eficiência energética, entre outras ações no processo produtivo.

Apesar de todas as críticas antes, durante e depois da Rio + 20, depois de dias de reuniões, assembleias e uma grande passeata pelo centro do Rio, a Cúpula dos Povos, evento paralelo organizado pela sociedade civil, entregou ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, um documento resultante do somatório de ONGs, movimentos sociais e partidos, com uma imensa lista de reivindicações que, acredito eu, deve ser levada em conta por alguém.

Eu até admito que, como a personagem Pollyana, do clássico da literatura infanto-juvenil de Eleanor H. Porter (1913), sou um pouco chegada ao “jogo do contente”, mas sem fugir da realidade. Desta forma, é possível arrancar muita coisa positiva da Rio + 20, na esperança de que até 2015, quando entram em vigor os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), tenhamos um horizonte mais promissor para a vida em nosso Planeta. Mas, para isso, é preciso estar atento e forte, como já se dizia nos idos de 1968, pelo Movimento Tropicalista, pelo talento de Caetano Veloso e Gilberto Gil, que também fizeram shows durante a Conferência.

* A viagem para a cobertura da Rio + 20 foi proporcionada  pelo programa de bolsas da Internews/O Eco

11:03 · 22.06.2012 / atualizado às 11:03 · 22.06.2012 por

O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, lançou nesta quinta-feira (21 de junho), durante a Conferência das Nações Unidas para Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), um apelo para que os 193 países presentes trabalhem para erradicar a fome no mundo.

O “Desafio Fome Zero”, como chamado pela ONU, é um projeto inspirado no trabalho de muitos países e organizações para acabar com a fome, “incluindo o Brasil, cujo programa ‘Fome Zero’ está acabando com a fome usando alimentos locais de agricultores familiares e cozinhas comunitárias”, diz o comunicado de lançamento do desafio.

Em discurso no Riocentro, Ban Ki-moon disse que o “Desafio Fome Zero” é uma prioridade das Nações Unidas, e que o Brasil inspirou a ONU a pensar incentivar a produção de alimentos em pequenas propriedades, com participação da sociedade civil. “O Desenvolvimento Sustentável não pode ser alcançado enquanto 1 bilhão de pessoas vai dormir com fome. Precisamos acabar com esta injustiça”, disse.

Segundo a ONU, o “Desafio Fome Zero” tem como objetivo alcançar 100% de acesso a alimentação adequada durante todo o ano, não deixar nenhuma criança menor de dois anos desnutrida e eliminar a desnutrição na gravidez e na primeira infância. Além disso, o projeto busca ter todos os sistemas alimentares sustentáveis e passar a 100% de crescimento em produtividade e renda de pequenos agricultores, especialmente para mulheres. Por último, busca eliminar a perda ou desperdício de alimentos, promovendo o consumo responsável.

“A fome zero impulsiona crescimento econômico, reduz a pobreza e protege o meio ambiente. Promove paz e estabilidade”, explicou o secretário-geral da ONU. “Em um mundo de abundância ninguém, nem uma única pessoa, deve passar fome. Convido todos vocês a se juntarem a mim no trabalho para um futuro sem fome”, disse o Secretário-Geral.

Além do secretário-geral, falaram no evento o presidente do Níger, Mahamadou Issoufou, que falou dos projetos para produção de alimentos no país que é frequentemente assolado por secas, e o vice-primeiro-ministro do Reino Unido, Nick Clegg. O britânico prometeu investir 150 milhões de libras para incentivar a produção de alimentos em países pobres.

Fonte: G1

07:22 · 21.06.2012 / atualizado às 07:22 · 21.06.2012 por
Um milhão de euros são mobilizados por instituições francesas, brasileiras e africanas para a luta contra a desertificação

Rio de Janeiro. Uma parceria inédita, que marca mais uma iniciativa na luta de combate à Desertificação, foi lançada nesta quarta-feira, 20 de junho, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

Em solenidade realizada no Pavilhão Brasil, no Parque dos Atletas, a Agência Inter-organismos de Pesquisa para o Desenvolvimento (AIRD), da França, a Agência Panafricana da Grande Muralha Verde (APGMV), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Centro de Gestão de Estudos Estratégicos (CGEE), do Brasil, lançaram um Edital de seleção de projetos de pesquisa sobre o combate à desertificação na África, no valor de um milhão, que será financiado conjuntamente.

Recursos para cooperação científica

O edital para esse programa de pesquisa está aberto e até o dia 20 de outubro de 2012 e objetiva estruturar uma comunidade científica tricontinental de apoio à luta contra a desertificação na África, reforçar as capacidades científicas deste continente e consolidar o laço entre ciência e sociedade de modo à contribuir à uma gestão sustentável das zonas áridas e semiáridas.

Ele é destinado aos pesquisadores, aos professores-pesquisadores de instituições de ensino e de pesquisa franceses, brasileiros e africanos.

A luta contra a desertificação na África também faz parte do programa que também destaca o melhoramento da segurança alimentar e da redução da pobreza nas zonas áridas e semiáridas.

As temáticas científicas apontadas são variadas e focam na agricultura e alimentação, na gestão dos recursos naturais (água, solo, biodiversidade, entre outros), na adaptação às mudanças climáticas, no desenvolvimento sustentável e humano, na governança, na tecnologia e na inovação.

Os projetos combinam ações transversais multitemáticas com o âmbito de produzir novos conhecimentos, valorizando-os socioeconomicamente.

Autoridades prestigiaram evento

O evento contou com as presenças da ministra Miriam Belchior, do Planejamento e dos ministros da Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp e da Integração Nacional, Fernando Bezerra. O governador do Estado de Pernambuco, Eduardo Campos, também prestigiou o evento.

Dentre as autoridades internacionais, Idriss Deby Itno, presidente do Chade, compareceu ao lançamento. Já a ministra francesa de Ensino Superior e Pesquisa, Geneviève Fioraso, enviou uma mensagem que foi lida pelo presidente do IRD, Michael Laurent.

O presidente do CGEE, Mariano Laplane e do CNPq, Glaucius Oliveira,além do Secretário-executivo da APGMV, Abdoulaye Diae Michel Jarraud, secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial. Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, leu uma mensagem especial do ex-presidente Luiz Inácio da Silva, ressaltando a importância da parceria com a África.

Todas as informações sobre o projeto tripartite estão disponíveis no site : www.aird.fr

Fonte: CGEE (Brasil)

09:11 · 18.06.2012 / atualizado às 09:13 · 18.06.2012 por
Vegetação típica da Caatinga no município de Parambu, Sertão dos Inhamuns (Ceará) Foto: Cid Barbosa

Fortaleza. A Declaração da Caatinga, documento que formaliza compromissos para a promoção do desenvolvimento sustentável desse bioma, será apresentada hoje (18 de junho), às 16 horas, em evento paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). A exposição será realizada pelo gerente do Ambiente de Políticas Territoriais, Ambientais e de Inovação do Banco do Nordeste (BNB), Carlos Alberto Pinto Barreto, durante o “Encontro de Secretários de Meio Ambiente dos Estados e Municípios”.

O Encontro ocorre no Auditório Central do Parque dos Atletas, área localizada em frente ao Riocentro, de 11h30 às 19h, e é promovido pela Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema) e Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (Anamma). Na ocasião, cerca de 500 gestores públicos debaterão ainda assuntos como Pacto Nacional pela Água; Desenvolvimento Sustentável da Amazônia; Bioma Cerrado e Desafios e Políticas Públicas para a Mata Atlântica.

Para Carlos Alberto Pinto Barreto, o momento é uma oportunidade única para apresentar as riquezas e as potencialidades do bioma Caatinga, bem como o nível de comprometimento dos signatários da Declaração. “Os compromissos assumidos em prol do desenvolvimento sustentável na Caatinga, único bioma exclusivamente brasileiro, poderão servir de exemplo para todas as nações participantes da Rio+20”, afirmou.

A Declaração

A versão final da Declaração da Caatinga foi concluída durante a “I Conferência Regional de Desenvolvimento Sustentável do Bioma Caatinga – A Caatinga na Rio+20”, realizada nos dias 17 e 18 de maio, na sede do Banco do Nordeste, em Fortaleza (CE). O evento reuniu mais de 450 representantes dos setores governamentais, poder legislativo, setor privado, terceiro setor, movimentos sociais, comunidade acadêmica e entidades de pesquisa.

O documento é composto por 56 compromissos que consolidam os resultados de debates realizados nos nove estados abrangidos pelo semiárido (Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe), ao longo de um ano e meio.

Entre os compromissos que compõem a Declaração da Caatinga, destacam-se:

§ Mobilização de esforços para aprovação da Proposta de Emenda Constitucional que transforma a Caatinga em patrimônio nacional e da Política Nacional de Combate e Prevenção à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca;

§ Implementação de um fórum de gestores estaduais do meio ambiente, fortalecendo a governança nas políticas voltadas ao desenvolvimento sustentável do bioma Caatinga;

§ Promoção de tecnologias sustentáveis, adequadas às necessidades específicas das populações locais;

§ Promoção da gestão, recuperação e criação de unidades de conservação em áreas prioritárias para a proteção do bioma;

§ Adoção de medidas para prever, evitar ou minimizar as causas da mudança do clima e mitigar eventuais efeitos negativos;

§ Apoio ao desenvolvimento de projetos que viabilizem formas alternativas de geração de renda para as populações mais vulneráveis aos efeitos da seca e da desertificação;

§ Criação da Agenda Positiva para a Caatinga, um plano de comunicação cujo objetivo será intensificar a divulgação das riquezas do patrimônio natural e cultural do bioma, com mudança do foco, atualmente centrado na pobreza, para um paradigma baseado no campo das possibilidades e das belezas existentes;

§ Instituição do “Fundo Caatinga”, cuja finalidade é captar recursos não reembolsáveis para investimentos em ações de conservação e uso sustentável dos recursos naturais do bioma.

Outras ações na Rio+20

O Parque dos Atletas receberá seminários, palestras e mesas redondas, além de exposições de organizações internacionais, do governo brasileiro e de empresas parceiras com demonstrações de inovação e gestão no campo da sustentabilidade.

O Banco do Nordeste estará presente nesse espaço com estande, onde serão compartilhadas experiências sobre os programas de microcrédito Crediamigo e Agroamigo, os Espaços Nordeste, o apoio às inovações tecnológicas e a outras ações relacionadas à promoção da economia verde e à erradicação da pobreza. O estande funcionará entre os dias 13 e 24 de junho, de 11h às 20 horas.

Mais informações

Encontro de Secretários de Meio Ambiente dos Estados e Municípios

Mesa Redonda: Declaração da Caatinga – Compromissos Assumidos

Expositor: Carlos Alberto Pinto Barreto – Banco do Nordeste

Horário: 16 horas

Local: Pavilhão do Rio de Janeiro – Parque dos Atletas – Riocentro

Av. Salvador Allende, s/n. Barra da Tijuca – Rio de Janeiro

07:59 · 14.06.2012 / atualizado às 07:59 · 14.06.2012 por
De 15 a 17 junho, no espaço Humanidade 2012, cenários e experiências de transformações sociais Foto: Antonio Batalha

O Fórum de Empreendedorismo Social na Nova Economia é um espaço de disseminação de ideias e ações práticas que já estão contribuindo para um novo impulso na agenda da sustentabilidade e na emergência de uma economia mais inclusiva e consciente de que o planeta é finito.

Ele acontece de 15 a 17 de junho, das 9 às 19h, no espaço Humanidade2012, no Forte de Copacabana, paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). A participação é gratuita e as inscrições estão abertas no site www.empreendedorismosocial.org.br

Participam do Fórum líderes e empreendedores sociais de todo o mundo, investidores sociais, tomadores de decisão em setores governamentais e empresariais, acadêmicos, economistas, sociólogos, filósofos, gestores governamentais e o público interessado em empreendedorismo social.

Entre os objetivos do Fórum estão a apresentação e discussão de soluções criativas e inovadoras de empreendedorismo social para resolver os grandes problemas da humanidade, nas áreas social, ambiental, econômica e política, e a aprendizagem e disseminação do conhecimento para os empresários comprometidos com a mudança social.

Já confirmaram presença no Fórum o teólogo Leonardo Boff, o filósofo e educador colombiano Bernardo Toro, o economista e autor do polêmico livro “Prosperidade sem Crescimento”, Tim Jackson, entre outros.

O Fórum de Empreendedorismo Social na Nova Economia é uma iniciativa de quatro instituições: a Fundación Avina, a Ashoka, a Skoll Foundation e Fundação Roberto Marinho.

Fundación Avina

Fundação latino-americana que contribui para o desenvolvimento sustentável da região, incentivando alianças produtivas entre líderes sociais e empresariais com o apoio de outras instituições internacionais, e a implementação de estratégias nacionais e regionais.

Ashoka

Organização do setor cidadão, pioneira no campo do empreendedorismo social inovador. A Ashoka prevê que cada um pode mudar o mundo, está presente em 70 países e já selecionou em torno de 3.000 fellows em todo o mundo.

Skoll Foundation

Sua missão é impulsionar a mudança em larga escala, investindo, conectando e celebrando os empreendedores sociais e os inovadores que auxiliem na resolução dos problemas mais prementes do mundo.

A Fundação Skoll premiou 91 empreendedores sociais e 74 organizações nos cinco continentes e opera o Fórum Mundial Anual Skoll sobre Empreendedorismo Social.

Fundação Roberto Marinho

Mobiliza as pessoas e comunidades, por meio de comunicação, redes de colaboração e parcerias em torno de iniciativas educacionais que contribuam para melhorar a qualidade de vida da população.

O Fórum conta ainda com o apoio da Interamerican Foundation, Rockefeller Foundation e Instituto Arapyaú.

Humanidade 2012

O projeto Humanidade 2012 é uma iniciativa das Fedeções das Indústrias de São Paulo e do Rio de Janeiro (Fiesp e Firjan), Fundação Roberto Marinho, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) do Rio e de São Paulo, Serviço Social da Indústria (Sesi) do Rio,de de São Paulo, com patrocínio da Prefeitura do Rio, do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e da Caixa Econômica Federal (CEF).

De 11 a 22 de junho, o projeto apresentará uma série de seminários e debates relacionados aos temas da Rio+20, além de uma exposição aberta ao público, concebida pela artista Bia Lessa, em uma área de quase sete mil metros quadrados no Forte de Copacabana, Rio de Janeiro. O evento tem como objetivo engajar a sociedade na discussão sobre como aliar o crescimento econômico ao desenvolvimento social e à conservação ambiental.

09:11 · 13.06.2012 / atualizado às 09:11 · 13.06.2012 por

RIBEIRO, A. Bahia do Rio de Janeiro, [entre 1910 e 1915]. 1 fotografia: gelatina p&b – Vê-se, ao centro, o edifício da Biblioteca Nacional (inaugurado em 1910) e atrás, o morro do Castelo, depois inteiramente desmontado

Em clima de Rio +20, a Fundação Biblioteca Nacional (FBN/Minc) inaugura hoje a exposição “Rio cidade-paisagem”, uma celebração ao Rio de Janeiro e seus encantos visuais, musicais e históricos. As transformações da cidade, como a abertura da Av. Rio Branco e o desmonte do Morro Castelo; as avançadas ideias de engenharia como o túnel rumo a ‘Nitheroy’, idealizado no século XIX, e os diversos aterros modificando o visual, prometem emocionar moradores antigos, novos e turistas de todas as nacionalidades. E entre tantas imagens e histórias, músicas sobre a cidade e os seus bairros criam o clima de nostalgia, assim como os trechos de documentários.

Para o presidente da FBN, Galeno Amorim, a exposição reforça a qualidade do acervo da Biblioteca Nacional. “São mais de 120 itens escolhidos entre outras centenas de obras que contam em detalhes a história do Rio. É um orgulho ver o delicado trabalho feito pelos profissionais da casa e os curadores para mostrar como a natureza privilegiou este ponto do mundo e como o homem se integrou à ela”. A Baía de Guanabara, a Floresta da Tijuca e outros locais da cidade estarão retratados na exposição, que conta com também com reportagens, músicas e outras obras. “Vamos levar o visitante a fazer um passeio pela cidade e uma viagem no tempo, para entender as transformações que mudaram a cidade através dos anos”, completa o presidente.

Uma das curadoras da exposição, Ana Luiza Nobre aponta como destaque documentos que retratam a preocupação precoce da cidade com o meio ambiente: “são peças como mapas que mostram quais espécies de árvore foram plantadas na Floresta da Tijuca e a minuta de um decreto de 1817 sobre a preservação de mananciais e cursos d’água”. Propostas de arrasamento do Morro do Castelo feitas ainda no século XIX (a obra só foi realizada na década de 1930) e a mais antiga imagem da cidade no acervo da BN (uma ilustração da Baía de Guanabara que consta em “Duas viagens ao Brasil”, de Hans Stadden – livro de 1557) são outros trunfos da exposição destacados pela curadora.

Já o curador Joaquim Marçal de Andrade, outro dos responsáveis pelas obras expostas, foca sua atenção na homenagem aos fotógrafos que retrataram a história da cidade. “Nosso painel de abertura contará com uma imagem feita nos anos 1960 por Raul Lima, que fez belas fotos do Rio e estará presente na abertura da exposição”, revela. Além disso, Joaquim conta que jornais de subúrbio e músicas relacionadas aos diversos bairros da cidade são partes imperdíveis da exposição. O economista Sergio Besserman Vianna completa a curadoria.

Ao fim do percurso, um local será reservado para que grupos escolares possam debater com os monitores e desenvolver atividades educativas relacionadas à exposição. A ideia do espaço é estimular a reflexão crítica e levar jovens e adultos a produzir frases e desenhos que respondam à pergunta: “Que Rio queremos?”

O evento acontece em um momento mais do que especial. A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) leva à cidade um grande número de pessoas, que terão a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre os pontos turísticos e a história do Rio de Janeiro.

O evento é fruto de um esforço conjunto de levantamento documental por parte de todas as áreas de acervo do Centro de Referência e Difusão da FBN e conta com o apoio e a participação de servidores das áreas de preservação e restauro, de reprodução documental e de editoração.

Serviço:

Espaço Cultural Eliseu Visconti (Rua México, s/nº – Centro – Rio de Janeiro – RJ), acesso pelos jardins da Biblioteca Nacional.

Terças a sextas, das 10h às 18h

Sábados, domingos e feriados, das 12h às 17h

Entrada franca

15:03 · 11.06.2012 / atualizado às 15:03 · 11.06.2012 por

Rio de Janeiro. A Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) coordenará a Cúpula Mundial Green Jobs (empregos verdes) da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que começa no próximo dia 13. O evento é integrado à Agenda Rio+20 e Você e ocorrerá no Planetário da Gávea, na zona sul da cidade, nos dias 14 e 15 deste mês. Para a realização da Cúpula Mundial Green Jobs, foi firmado memorando de cooperação com o Instituto Humanitare, responsável pela divulgação da agenda da Organização das Nações Unidas (ONU).

Serão discutidos no encontro os conceitos de emprego verde e carreira verde, ligados a áreas voltadas para a sustentabilidade do Planeta e das pessoas, informou à Agência Brasil a presidente da ABRH, Leyla Nascimento. “Não se trata mais de falar da engenharia ambiental, mas da engenharia que não só tem que se preocupar com a especialização do meio ambiente, mas também com que suas atividades não degradem o meio ambiente e tenham consciência em relação a isso”.

Esses diferenciais, disse, terão de ser acrescentados a todas as carreiras onde as pessoas passarão a desenvolver a sua profissão com outro olhar, o olhar da economia verde. “O que posso fazer que diminua a interferência que estamos fazendo no planeta, que diminua os riscos que o homem e a humanidade estão trazendo com suas ações?”. A cúpula fará uma discussão sobre os vários olhares, acrescentou.

A preocupação da ONU é que cada país implante a chamada carreira verde, dentro de políticas normatizadas, de um plano de carreiras reconhecido, e que as ocupações sejam renomeadas com esses novos atributos, esclareceu. Uma pesquisa a ser divulgada durante o evento mostrará como os países estão trabalhando dentro dessa linha. “O Brasil tem apresentado uma proatividade grande nessa área das carreiras verdes”, comentou.

A diretora da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Laís Abramo, falará sobre as ocupações verdes e seus impactos nos trabalhadores e no mercado de trabalho – como a Economia Verde vai proporcionar melhor ambiente e melhores condições para o trabalhador de maneira geral. A Associação Mundial de Recursos Humanos abordará o cenário internacional relacionado aos empregos verdes. Serão temas de debate também o novo perfil dos executivos e lideranças exigido pela Economia Verde, a transição para essa nova economia e sua relação com a educação e a qualificação profissional. “Os currículos precisam receber um redimensionamento e uma mudança em cima disso”, disse Leyla.

Ela destacou a necessidade de as lideranças empresariais e governamentais entenderem que ao tratar de Economia Verde e trazerem isso para si, eles estão contribuindo para o resultado da empresa, mas também do País e do Planeta. “Então, não é uma mobilização do governo. É uma mobilização da sociedade”. No caso dos recursos humanos, as transformações que ocorrem nos ambientes corporativos estão nas mãos dos líderes, lembrou. “A liderança é fundamental nesse momento, na Economia Verde, porque são eles (os líderes) que estarão diretamente com as pessoas. Eu costumo dizer que o líder é um educador da empresa”. Outro aspecto importante, quando se fala em lideranças, está relacionado às questões éticas e de conduta profissional, acrescentou a presidenta da ABRH.

A Cúpula Mundial Green Jobs será encerrada no dia 15 com a Arena Verde, cujo objetivo é a mobilização dos jovens pós-Rio+20. A arena vai explicar à juventude brasileira e internacional presente ao encontro o que é Economia Verde, o que se espera das empresas, qual o papel hoje dessas organizações e qual o perfil de profissionais que elas precisarão absorver daqui para a frente.

“Os jovens precisam entender que há um adicional aí, que vai entrar no seu currículo acadêmico, de futuro profissional, que é o dos atributos da economia verde. A Rio+20 deverá aprofundar essa discussão”.

Fonte: Agência Brasil – Reportagem: Alana Gandra / Edição: Graça Adjuto

09:15 · 04.06.2012 / atualizado às 09:16 · 04.06.2012 por
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O coordenador internacional da ONG Vitaes Civilis, Aron Belinky, explica o que é a Rio+20 e os resultados que devemos esperar dela mostrando o “Diagrama da Rosquinha” e explicando porque é importante mantê-la intacta.

“Rosquinha” é como a ONG Oxfam define o “espaço de operação” da humanidade no futuro, baseado em limites planetários, definida em 2009 em artigo publicado na revista “Nature”. Nele foram enumerados nove limites naturais do Planeta que, se ultrapassados, podem causar danos ambientais catastróficos. Vale destacar que três deles (emissões de carbono, perturbações do ciclo do nitrogênio e extinção de espécies) já foram ultrapassados.

Esta seria a borda externa da “rosquinha” (teto), que são os limites naturais do Planeta, a parte ambiental. A borda interna (piso social), acrescentada pela Oxfam, inclui os direitos humanos. Em outras palavras: viver de maneira sustentável é o equilibro entre o piso e o teto.

O diagrama da rosquinha aponta o caminho para o Desenvolvimento Sustentável, que é exatamente o que se busca na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). Veja o vídeo, de 8 minutos, e entenda porque é preciso cuidar da “rosquinha”.

10:27 · 31.05.2012 / atualizado às 10:27 · 31.05.2012 por

Rio de Janeiro. A crescente pressão de consumidores em todo o mundo por produtos e processos ambientalmente responsáveis poderá tirar mercado de empresas que não sejam sustentáveis. O alerta foi dado ontem durante o debate que marcou o lançamento do Guia Rio+20, com as principais informações sobre a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). O encontro reuniu empresários e lideranças da área econômica e ambiental no Rio de Janeiro.

A presidente-executiva do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds), Marina Grossi, disse que as empresas que não se adequarem aos novos tempos perderão mercado. “Vão ser punidas pelo consumidor, que tem o papel de pressionar e exigir transparência”, disse.

Marina frisou que é possível conciliar obtenção do lucro com uma atitude ambientalmente responsável. “Esse é um dos temas da conferência. A economia verde visa computar os impactos ambientais e sociais. Hoje o custo real de um produto não é registrado”.

O presidente do Conselho Curador da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS), Israel Klabin, também alertou para a possível perda de competitividade no mercado das empresas que continuarem a adotar políticas não sustentáveis.

“Você tem dois efeitos, de baixo para cima e de cima para baixo. Tem que ter uma decisão da empresa, mas também um empurrão de baixo, que são os contingenciamentos que o mercado produz. Isso está acontecendo em vários lugares. O lucro não é o lucro financeiro. Tem que ser o produto final da inclusão social, custo do impacto ambiental da produção e, finalmente, o lucro econômico”, disse Klabin.

O Guia Rio+20 pode ser baixado gratuitamente nos endereços www.cebds.org.br e www.fbds.org.br.

Fonte: Vladimir Platonow / reportagem – Fábio Massalli / edição – Agência Brasil