Gestão Ambiental

Categoria: Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio + 20)


12:33 · 26.05.2012 / atualizado às 12:33 · 26.05.2012 por
A estrutura está sendo montada no Forte de Nossa Senhora de Copacabana Foto: Antonio Batalha

Um grande espaço de convivência e reflexão para a população será montado no Forte de Copacabana, na zona sul do Rio, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). O espaço, chamado Humanidade 2012, será mantido pelas federações das indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) e de São Paulo (Fiesp) e pela prefeitura carioca, entre os dias 11 e 22 de junho.

Segundo o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, a ideia é aproximar o conceito da Rio+20 da população, uma vez que a reunião de cúpula, no Riocentro, nos dias 20 e 22, será fechada ao público. “A ideia é ter um espaço de portas abertas, para que as pessoas pudessem visitar”, disse Skaf, em entrevista coletiva.

O Humanidade 2012, que deverá receber cerca de 10 mil pessoas por dia, terá salas e espaços de convivência, com objetos e instalações artísticas, onde as pessoas poderão refletir sobre temas como a intervenção do homem no mundo, as grandes catástrofes, o conhecimento humano e as diversidades humana e ambiental do País.

Além das exposições, haverá salas abertas apenas a convidados, onde haverá debates sobre temas relacionados à sustentabilidade. Entre os dois principais encontros previstos para o Humanidade 2012 estão uma reunião de lideranças das maiores indústrias brasileiras e outra com os prefeitos das 40 maiores cidades do mundo.

“Vamos buscar soluções de sustentabilidade urbana, uso racional da água, urbanização sustentável, mobilidade etc. Vamos também avaliar exemplos de grandes cidades. A ideia é fecharmos uma posição para levarmos à cúpula dos chefes de Estado”, afirmou o vice-prefeito do Rio de Janeiro, Carlos Alberto Muniz.

Fonte: Vitor Abdala/ Agência Brasil

Mais informações: http://www.humanidade2012.net/

13:28 · 21.05.2012 / atualizado às 13:33 · 21.05.2012 por
A ministra Izabella Teixeira destacou que é preciso inovar e ousar para estabelecer novos paradigmas mais sustentáveis Foto: UNIC Rio/Diego Blanco

Novos modelos de governança, baseados em desenvolvimento social, fortalecimento econômico e sustentabilidade ambiental, devem nascer a partir da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) – e ir além. Este é o foco principal das 56 recomendações do relatório “Povos Resilientes, Planeta Resiliente”, cuja versão em português foi apresentada na sexta-feira, no Rio de Janeiro, pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pelo Governo Brasileiro.

O documento foi produzido pelo Painel de Alto Nível sobre Sustentabilidade Global (GSP), grupo de trabalho criado pelo secretário-geral em agosto de 2010 para formular um novo projeto de desenvolvimento sustentável e de baixo carbono. O evento contou a presença do secretário-executivo do GSP e a ministra do Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira, é um dos 22 membros do Painel.

“Precisamos inovar e ousar, estabelecendo novos paradigmas mais sustentáveis, que promovam a igualdade social e o crescimento econômico, ao mesmo tempo em que garantam a preservação do nosso Planeta”, afirmou a ministra. “Este não é apenas mais um relatório. Não podemos esperar mais vinte anos para adotar ações concretas”, completou ao ressaltar que os desafios para os próximos anos devem ser “traduzidos” para a realidade de cada nação, de modo a atender suas necessidades e promover a igualdade.

O fortalecimento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) seria uma das questões principais para viabilizar esse processo.

O documento “Pessoas Resilientes, Planeta Resiliente” sugere a integração dos custos sociais e ambientais do mesmo modo como são os preços mundiais e as medidas de atividades econômicas. Exige também um conjunto de indicadores de desenvolvimento sustentável – que vão além da abordagem tradicional do Produto Interno Bruto (PIB) – e recomenda que os governos desenvolvam e apliquem objetivos de Desenvolvimento Sustentável que possam mobilizar a ação global e ajudar a monitorar o progresso.

O relatório, apresentado como um importante guia para o debate e as resoluções da Rio+20, mostra que, apesar de o PIB mundial ter aumentado 75% de 1992 a 2010, as disparidades entre o PIB per capita dos países desenvolvidos e em desenvolvimento aumentaram no mesmo período. A falta de acesso a saneamento básico atinge 2,6 bilhões de pessoas.

Para piorar, os recursos naturais são explorados à exaustão, mas não são usufruídos de forma igualitária. Por exemplo, 85% de todos os estoques de peixes estão sobre-explorados, esgotados ou em processo de recuperação. Ainda de acordo com o relatório, 27% das pessoas em todo o mundo ainda vivem em situação de miséria absoluta.

Secretário-executivo do GSP, Janos Pasztor destacou a necessidade de envolvimento de todos os setores da sociedade no delineamento dos cenários e objetivos futuros. “A contribuição da ciência é fundamental e parcerias entre as diferentes áreas de atividade humana e do conhecimento devem ser realizadas”, afirmou. “Tudo isso aliado ao ‘empoderamento’ das pessoas.”

Resumo executivo do relatório: http://www.onu.org.br/docs/gsp-resumo.pdf

Íntegra do documento: http://www.onu.org.br/docs/gsp-integra.pdf

Fonte: http://www.onu.org.br/

10:06 · 18.05.2012 / atualizado às 10:06 · 18.05.2012 por

O Ministério das Relações Exteriores divulgou, no início da tarde desta quinta-feira (17 de maio) a lista de debatedores dos “Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável”, evento que deve ocorrer entre 16 e 19 de junho durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), no Rio de Janeiro.

Ao todo foram divulgados 78 nomes de várias partes do mundo, inclusive do Brasil, que foram convidadas pelo governo e se dividirão entre dez mesas. Entretanto, o Itamaraty informa que a listagem é parcial, já que a intenção é que cada mesa tenha dez convidados.

A Rio+20 recebe este nome por ocorrer vinte anos depois da Rio 92 (também conhecida como Eco 92), considerada a maior conferência sobre meio ambiente já realizada, que popularizou o conceito de “desenvolvimento sustentável”.

Eles vão debater temas relacionados ao combate à pobreza, desemprego e migrações, resposta às crises econômicas, mudança no padrão do consumo, florestas, segurança alimentar e nutricional, energia sustentável, água, cidades sustentáveis e inovação e oceanos.

Estão entre os participantes a ex-primeira ministra da Noruega, Gro Harlem Brundtland, considerada a mãe do conceito de “desenolvimento sustentável”, o uruguaio Enrique Iglesias, ex-presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o suíço Mathis Wackernagel, criador do conceito de “pegada ecológica”, e o norte-americano Jeffrey Sachs, economista e autor do livro “O fim da pobreza”, onde apresenta algumas ideias sobre desenvolvimento.

Entre os brasileiros convidados estão o embaixador Rubens Ricupero, ex-secretário-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) e Luiz Pinguelli Rosa, secretário-executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas

Objetivo

Os “Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável’ são uma iniciativa do governo brasileiro colocada entre a última fase de negociações diplomáticas sobre a Rio+20 e o segmento de alto nível, onde um documento final deve ser assinado.

Poderão participar apenas pessoas previamente selecionadas, sendo 750 da sociedade civil. Entretanto, de acordo com o governo, as reuniões serão transmitidas pela Internet.

A coordenação da Cúpula dos Povos, evento crítico à Rio+20, afirmou que não deverá participar do evento pois acha que foi perdido seu foco principal, que é o debate com a sociedade civil.

Fonte: Globo Natureza

 

Confira a lista com os participantes:

 

Dia 16 de junho

 

10h – Tema: desemprego, trabalho decente e migrações

Roger Omaar (Nigéria) – jornalista da Al Jazeera

Sharan Burrow (Austrália) – secretária-geral da Confederação Sindical Internacional

Wang Shi (China) – diretor do China Vanke Co. Ltd.

Deborah Wince Smith (EUA) – presidente do Conselho de Competitividade

Nana- Fosu Randall (Gana) – fundadora e presidente da ONG Vozes das Mães Africanas

James Galbraith (EUA) – economista e professor da Universidade do Texas

Lu Huilin (China) – sociólogo e professor da Universidade de Beijing

Carmen Helena Foro (Brasil) – secretária de Meio Ambiente da CUT

 

14h30 – Tema: desenvolvimento sustentável como resposta às crises econômicas e financeiras

Jeffrey Sachs – economista e professor da Universidade Columbia

Enrique Iglesias (Uruguai) – ex-presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)

Caio Koch-Weser (Alemanha) – Deutsche Bank

Kate Raworth (Reino Unido) – pesquisadora da Oxfam (ligada a Universidade de Oxford)

Maria da Conceição Tavares (Brasil) – economista e professora da Universidade de Campinas

Yilmaz Akyuz (Turquia) – ex-membro da Conferência da ONU para Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD)

 

18h30 – Tema: desenvolvimento sustentável para o combate à pobreza

Fred de Sam Lazaro (Índia) – âncora da Rede Pública de televisão dos EUA (PBS)

Márcia Lopes (Brasil) – Universidade de Londrina

Yang Tuan (China) – Academia Chinesa de Ciências Sociais

Pavan Sukhdev (Índia) – assessor do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma)

Boaventura Santos (Portugal) – sociólogo da Universidade de Coimbra

Judith Sutz (Uruguai) – professora de Ciência e Tecnologia da Universidade da República

Lourdes Atencio (Peru) – Federação Nacional de Mulheres Trabalhadoras Rurais do Peru

 

Dia 17 de junho

 

10h- Tema: economia do desenvolvimento sustentável, incluindo padrões sustentáveis de produção e consumo

Gro Harlem Brundtland (Noruega) – ex-primeira ministra da Noruega e “mãe” do conceito de desenvolvimento sustentável

Rubens Ricupero (Brasil) – diplomata e ex-secretário-geral da UNCTAD

Juan Carlos Castilla-Rubio – diretor do instituto de pesquisa Planetary Skin Institute

Mathis Wackernagel (Suíça) – criador do conceito de “pegada ecológica”

Helio Mattar (Brasil) – presidente do Instituto Akatu

Ignacy Sachs (França) – fundador do Centro Internacional de Pesquisas em Meio Ambiente

Elisabeth Laville (França) – especialista em políticas empresariais de sustentabilidade ambiental

 

14h30 – Tema: florestas

Bertha Becker (Brasil) – geógrafa e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro

Yolanda Kakabadse (Equador) – ex-ministra do Meio Ambiente do Equador

Lu Zhi (China) – diretora do Centro para Natureza e Sociedade da Universidade de Beijing

Estebancio Dias (Panamá) – Aliança dos Povos Indígenas e tribais das florestas tropicais

André Freitas (Brasil) – diretor do Conselho de Manejo das Florestas

Julia Marton (França) – diretora da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla em inglês)

 

18h30 – Tema: segurança alimentar e nutricional

Amrita Cheema (Índia) – âncora da Deutsche Welle TV

Mary Robinson (Irlanda) – diretora do Instituto Internacional para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (IIED)

Martin Khor (Malásia) – diretor-executivo do South Centre

Hortensia Hidalgo (Chile) – Rede de Mulheres Indígenas sobre Biodiversidadade da América Latina

Josette Sheeran (EUA) – vice-presidente designada do Fórum Econômico Mundial

Carlo Petrini (Itália) – fundador do movimento Slow Food

Luísa Dias Diogo (Moçambique) – Ex-primeira ministra do Moçambique

Vanda Shiva (Índia) – diretora da Fundação de pesquisa para Ciência, Tecnologia e Ecologia

Renato Maluf (Brasil) – Centro de Referência em segurança alimentar da UFRRJ

Maria Estrella Penunia (Filipinas) – Associação Agrícola Asiática para o Desenvolvimento Sustentável Rural

Marco Marzano (Itália) – diretor Organização Mundial de Agricultores

 

Dia 18 de junho

 

10h – Tema: energia sustentável para todos

James Astill (Reino Unido) – jornalista da “The Economist”

Christine Lins (França) – secretária-executiva REM 21

Changhua Wu (China) – diretora do Greater China – The Climate Group

Kornelis Blok (Países Baixos) – físico, membro do IPCC e professor da Universidade de Utrecht

Luiz Pinguelli Rosa (Brasil) – físico e secretário do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas

José Antonio Vargas (Colômbia) – Conselho Mundial de Energia

 

14h30 – Tema: água

Lucia Newman (Reino Unido) – jornalista da Al Jazeera

Loic Fauchon (França) – presidente da ONG Trans-sahara

Shanta Sheila Nair (Índia) – ex-secretária do Depto. de Provisão de Água Potável do governo da Índia

Ania Grobicki (Suécia) – secretária-executiva do Global Water Partnership (GWP)

Albert Butare (Ruanda) – ex-ministro de Água e Energia de Ruanda

Benedito Braga (Brasil) – membro da Agência Nacional de Águas (ANA)

Dyborn Chibonga (Malawi) – Associação dos minifundiários nacionais do Malawi

Myrna Cunnigham Kain (Nicarágua) – Fórum Permanente da ONU para Assuntos Indígenas

 

18h30 – Tema: cidades sustentáveis e inovação

André Trigueiro (Brasil) – jornalista da TV Globo

Jaime Lerner (Brasil) – arquiteto e ex-prefeito de Curitiba

Shigeru Ban (Japão) – arquiteto e especialista em soluções para construção fácil

Nawal Al-Hosany (Emirados Árabes) – diretora de sustentabilidade da iniciativa de Abu Dhabi para o desenvolvimento (Masdar)

David Cadman (Canadá) – Conselho Internacional para Iniciativas ambientais locais

Enrique Ortiz (México) – arquiteto e urbanista

Janice Perlman (EUA) – presidente Projeto Mega Cidades

Oded Grajew (Brasil) – Instituto Ethos

Alejandro Aravena (Chile) – arquiteto e professor da Universidade Católica do Chile

 

Dia 19 de junho

 

9h – Tema: água

Sylvia Earle (EUA) – oceanógrafa

Ussif Rashid Sumaila (Nigéria) – Unversidade Columbia Britânica

Shaj Thayil (Cingapura) – vice-presidente Gerenciamento Internacional de Navios

Margareth Nakato (Uganda) – Fórum Mundial de Pescadores

Robin Mahon (Canadá) – Centro para gerenciamento de recursos e meio ambiente

Biliana Cicin-Sain (Itália) – Universidade de Delaware

Segen Farid Estefen (Brasil) – professor de estruturas oceânicas UFRJ

Arthur Bogason (Islândia) – presidente da Associação nacional de proprietários de pequenos botes

Asha de Vos (Sri Lanka) – bióloga marinha

16:38 · 17.05.2012 / atualizado às 16:38 · 17.05.2012 por

 

 

Pesquisa realizada pela associação internacional União para BioComércio Ético (UEBT, na sigla em inglês), que ouviu mil brasileiros entre fevereiro e março, diz que menos de um quarto dos entrevistados (24%) sabe o que é a Rio+20 e que 60% já escutou algo a respeito.

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, recebe este nome por ocorrer vinte anos depois da Rio 92 (conhecida como Eco 92), considerada a maior conferência sobre meio ambiente já realizada, que popularizou o conceito de “Desenvolvimento Sustentável”. A cúpula da ONU ocorre em junho, no Rio de Janeiro.

Já os questionamentos fizeram parte do “Barômetro da Biodiversidade”, ferramenta criada para medir o nível de consciência do consumidor e que avalia sua percepção sobre os setores de cosmético e alimentos.

As informações são repassadas posteriormente para empresas desses setores e ajudam na preparação de planos para gestão de insumos extraídos da biodiversidade. Ao menos seis grandes grupos brasileiros utilizam os dados, de acordo com a associação.

Falta de informação

Além do Brasil, o levantamento foi feito ainda na França, Alemanha, Reino Unido, Suíça, Estados Unidos, Peru e Índia, e mostra que para a maioria dos entrevistados a Cúpula da ONU deve passar despercebida.

Nos EUA, por exemplo, apenas 11% dos entrevistados ouviram falar do encontro do Rio de Janeiro, mas somente 2% souberam explicar seu motivo. Na Alemanha, França, Peru, Índia, Suíça e Reino Unido, entre 1% e 6% souberam definir o objetivo da conferência sobre desenvolvimento sustentável.

Para Cristiane de Morais, representante da UEBT no Brasil, apesar da falta de interesse sobre o encontro, a pesquisa mostra que as pessoas estão mais informadas sobre o consumo sustentável, um dos principais debates entre países.

Segundo o barômetro, 76% dos 8 mil entrevistados já ouviram falar sobre o tema e 80% dos consumidores afirmam que já deixaram de comprar uma marca se ela não respeitasse o meio ambiente e as práticas éticas de abastecimento.

“(Com o estudo) vemos que há um público interessado na questão da economia sustentável, sobre como as empresas agregam este tema nos seus negócios. Mas considero o mais importante é que os entrevistados se preocupam com a forma que os governos enxergam a sustentabilidade”, explica Cristiane.

De acordo com a UEBT, 75% das pessoas entrevistadas em 2012 conferem ao setor privado um papel importante no desenvolvimento sustentável, o que destaca a necessidade de um maior engajamento deste setor nas ações da Rio+20.

Fonte: Globo Natureza

10:45 · 15.05.2012 / atualizado às 10:45 · 15.05.2012 por

 

A quase um mês da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou, ontem (14 de maio), a campanha “O futuro que queremos”, que convida a população mundial a compartilhar suas ideias na Internet. A campanha, que tem a parceria do Comitê Nacional Organizador da Rio+20, começa hoje (15 de maio). O site para participar é o www.ofuturoquenosqueremos.org.br.

Segundo a ONU, somente em abril, a campanha global teve mais de 85 milhões de visualizações no Twitter, por meio de mais de 13 mil postagens.

De acordo com Giancarlo Summa, diretor do Centro de Informação das Nações Unidas, a campanha inclui ações como a tradução e adaptação do site da conversa mundial para o português, a criação e produção de vídeos para a TV, e uma série de anúncios que serão espalhados pelo Rio de Janeiro, explicando como participar desse evento.

“Milhões de pessoas vão poder participar e se inteirar do que acontece na Rio+20. A grande diferença com relação a 20 anos atrás é que ou você estava lá ou você acompanhava pelo jornal, rádio e TV, não havia nenhuma possibilidade de acompanhar em tempo real, e é isso que o ‘O futuro que queremos’ propõe, uma conversa global, pedindo que os cidadãos ajam em nome da coletividade”, explicou Giancarlo.

A Conferência da Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável acontece entre os dias 20 e 22 de junho deste ano, no Rio de Janeiro, 20 anos após a Cúpula da Terra de 1992 (Eco 92). Para a ONU, essa será uma oportunidade para definir os caminhos para um mundo mais seguro, igualitário, limpo e verde para todos.

Eu sou nós”

No Brasil, haverá, ainda, uma campanha exclusiva chamada de “Eu sou nós”. A ação visa convidar os brasileiros a participarem dessa conversa global. O vídeo conta com participações de famosos como o escritor Paulo Coelho e o rapper MV Bill.

“O que a gente quer fazer é ouvir as pessoas, o que você acha do futuro. É uma campanha de discussão global. Aqui no Brasil acreditamos que é onde teremos mais impacto. ‘Eu sou nós’ é uma forma de chamar as pessoas para participar, para chamar atenção para a conversa global, e assim interligar toda a população”, completou Giancarlo.

Agenda total

Além de “O futuro que queremos”, a ONU também lançou nesta segunda-feira a “Agenda total”, uma plataforma que visa reunir todos os eventos que acontecerão simultaneamente durante a Rio+20.

De acordo com Silvana Di Matos, coordenadora do “Agenda total”, a ferramenta reúne datas e horários de eventos, fóruns, enquetes, postagens de documentos, vídeos, fotos, videoconferências e reuniões online.

“Essa iniciativa pretende integrar todas as agendas da Rio+20. Como são milhares de eventos que vão acontecer na cidade, nós precisávamos ter um ponto de encontro da Rio+20 na Internet. Serão distribuídas senhas para que as pessoas que tenham eventos, elas divulguem as suas agendas e ao mesmo tempo elas façam upload de conteúdo”, disse.

Silvana explicou que o projeto também foi pensado para servir à imprensa, que receberá logins e senhas e poderá utilizar as imagens e vídeos, e ainda ter acesso aos participantes da rede para entrevistas e interação direta. O público pode acessar o “Agenda total” através do endereço www.agendatotal.org.

Fonte: G1

10:01 · 20.04.2012 / atualizado às 10:01 · 20.04.2012 por

Brasília. A prefeitura do Rio de Janeiro lançou ontem (19 de abril), o festival Green Nation Fest, que tratará de questões ambientais usando o cinema, o esporte e moda de forma interativa e sensorial para abordar o tema da sustentabilidade.

O evento ocorre de 31 de maio a 7 de junho, na Quinta da Boa Vista, na zona norte da capital fluminense, antecipando a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que tem o início marcado para o dia 20 de junho.

O diretor do evento, Marcos Didonet, explicou que o festival será marcado por animações que serão projetadas nos cenários do evento, que darão a ideia de que a pessoa está vivenciando um desastre da natureza, como queimadas, avalanches e inundações. Em um dos cenários, haverá um incêndio florestal, uma avalanche e uma inundação dentro de uma casa.

Em uma outra área do festival, Didonet antecipou que irá ocorrer um campeonato de futebol por meio de bicicletas ergométricas. Nesse espaço, o participante escolherá um time e, no momento em que começa a pedalar, a cada watt, ou seja, a cada potência gerada, o componente marcará um gol.

“O objetivo dessas animações é fazer com que as pessoas se interessem mais pela questão do meio ambiente e da sustentabilidade, que, a princípio, parece ser um tema complexo. (…) Mas a gente não vai chegar às pessoas de forma punitiva. Precisamos ter que chegar a partir do que elas sonham, pensam e desejam”, completou.

O prefeito Eduardo Paes acredita que o Green Nation vai mobilizar a cidade e chamar a atenção da população para a questão ambiental. “Vai permitir que a população participe e possa perceber quais são as consequências das tragédias ambientais que o mundo produz”.

O festival terá ainda uma mostra internacional de cinema com exibição de 12 longas-metragens e seminários internacionais sobre a Economia Verde e Criativa.

Haverá uma competição de cinema e novas mídias, tendo como tema a sustentabilidade. Entre as categorias de disputa estão micrometragem, blog, foto e perfil no Twitter.

Para participar, basta o candidato se inscrever no site do festival. De acordo com os organizadores, a expectativa é que haja 4 mil visitantes por dia no evento.

Fonte: Agência Brasil

22:46 · 03.04.2012 / atualizado às 22:49 · 03.04.2012 por

Medidas tradicionais que mostram forte crescimento econômico no Brasil e na Índia ao longo de quase duas décadas não levam em conta o esgotamento de seus recursos naturais, afirmaram, na semana passada, cientistas e economistas que participaram da conferência “Planet under pressure” (planeta sob pressão, na tradução do inglês), em Londres.

Especialistas e grupos ambientalistas pressionam os governos para incluir o valor dos recursos naturais dos seus países – e do uso ou perda deles – em medidas futuras da atividade econômica, ao invés de confiar apenas no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB).

Entre 1990 e 2008, a riqueza do Brasil e da Índia medida pelo PIB cresceu 34% e 120%, respectivamente, mas esta medida é falha, argumentaram economistas. O capital natural, ou a soma dos ativos de um país que variam de florestas a combustíveis fósseis e minerais, declinou 46% no Brasil e 31% na Índia, disseram eles.

“O trabalho sobre o Brasil e a Índia ilustra por que o PIB é inadequado e enganoso como um índice do progresso econômico a partir de uma perspectiva de longo prazo”, disse Anantha Duraiappah, diretor-executivo do Programa Internacional de Dimensões Humanas da Organização das Nações Unidas (UNU-IHDP, na sigla em inglês).

Quando as medidas de capital natural, humano e manufaturado foram colocadas juntas, a “riqueza inclusiva” do Brasil subiu 3% e a da Índia aumentou 9% durante esse período, explicou ele.

A ideia de um indicador expandido, conhecido como PIB+, para incluir o PIB e o capital natural estará na pauta da conferência global a ser realizada no Rio de Janeiro em junho para tentar definir metas de desenvolvimento sustentável.

Pressão no Rio

Duraiappah disse que sua equipe de pesquisa e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) vão apresentar um relatório durante a Rio+20, conferência sobre Desenvolvimento Sustentável que acontece em junho no Brasil, mostrando a “riqueza inclusiva” de 20 países, que representam 72% do PIB mundial e 56% da população global.

A Grã-Bretanha já criou um Comitê de Capital Natural para assessorar o governo sobre a situação de seus recursos naturais. O país também disse no mês passado que pedirá a empresas e governos na conferência do Rio que comecem a medir o uso ou a perda de água, agricultura, florestas e outros recursos naturais.

As empresas também precisam medir e informar sobre a sustentabilidade de suas atividades corporativas, disse Yvo de Boer, conselheiro global especial da consultoria KPMG e ex-chefe climático da ONU.

“Se as empresas tivessem que pagar os custos ambientais de suas atividades, elas teriam perdido 41 centavos de dólar para cada dólar ganho em 2010”, disse ele.

Fonte: Agência Reuters

09:36 · 21.03.2012 / atualizado às 09:36 · 21.03.2012 por

 

Por Alana Gandra / Agência Brasil

Rio de Janeiro. A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, está recebendo inscrições, até o dia 5 de abril próximo, para o Venture Fórum Brasil Sustentável. O evento será promovido no dia 15 de junho, no prédio da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, em paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

O fórum objetiva apresentar projetos inovadoras em tecnologias verdes e em componentes sociais, econômicos e ambientais a potenciais investidores em empresas tecnológicas nascentes.

O analista da área de investimentos da Finep, Eduardo Lopes, coordenador do evento, disse à Agência Brasil que o trabalho de apoio ao empreendedorismo vem ocorrendo há cerca de dez anos, por meio de parceria da Finep com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O objetivo é “prospectar e selecionar empresas que sejam inovadoras e que, ao mesmo tempo, tenham potencial de rentabilidade extraordinária, porque esse tipo de empresa costuma interessar aos investidores do chamado venture capit (capital de risco)”, explicou.

Até 40 empresas serão aprovadas em uma primeira etapa para o fórum, mas apenas dez a 15 deverão ser selecionadas, disse Lopes. Durante um mês e meio, técnicos da Finep trabalharão, junto com essas empresas, os seus planos de negócios, propostas de valor, características de mercado, entre outras estratégias. “Ao fim desse período, reuniremos investidores da nossa rede de contatos e essas empresas se apresentarão, depois de terem trabalhado esse conteúdo com a Finep”.

Em relação à Rio+20, o analista revelou que a Finep percebeu que muitos dos projetos inovadores estão relacionados à questão da sustentabilidade, como o uso de recursos naturais. “A gente quer juntar, nesse evento, empresas com características de inovação, sustentabilidade e crescimento. Elas têm que ter ênfase em desenvolvimento de tecnologias verdes, ou ter esse destaque nos componentes da sustentabilidade, que são, além do econômico, o social e o ambiental”. Lopes Acrescentou que a meta da Finep é mostrar que sustentabilidade “pode dar dinheiro”.

“A gente quer passar a mensagem de que inovação e sustentabilidade são atividades que têm grande potencial de retorno, de lucro”, reiterou. Desde 2001, a Finep ofereceu orientação estratégica a mais de 340 empresas inovadoras, das quais 20% receberam investimentos.

Edição: Aécio Amado

09:18 · 09.03.2012 / atualizado às 09:18 · 09.03.2012 por
Para os cientistas, é preciso que a questão dos oceanos passe a ganhar maior relevância a partir da RIO+20 Foto: SXC.HU

Por Elton Alisson

Agência FAPESP. Os oceanos precisam passar a ganhar mais destaque na agenda de discussões dos fóruns ambientais internacionais, como a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (RIO+20), que será realizada de 20 a 22 de junho no Rio de Janeiro.

A reivindicação foi feita por pesquisadores da área de oceanografia durante o workshop preparativo para a RIO+20 “BIOTA-BIOEN-Climate Change Joint Workshop: Science and Policy for a Greener Economy in the context of RIO+20”, realizado pela FAPESP nos dias 6 e 7 de março no Espaço Apas, em São Paulo.

O objetivo do evento foi contribuir para as discussões sobre tópicos que estarão em pauta durante a RIO+20 a partir de pesquisas realizadas no Brasil sobre clima, biodiversidade, meio ambiente e energia, entre outros temas, no âmbito dos programas BIOTA-FAPESP, FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN) e FAPESP de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG).

Na avaliação de cientistas presentes no encontro, é preciso que a questão dos oceanos, que tem sido sistematicamente subestimada nas discussões ambientais, passe a ganhar maior relevância a partir da RIO+20.

“Até o momento, os oceanos têm aparecido de maneira secundária na agenda ambiental e na agenda dos países, em parte pela falta de informações sobre eles. A expectativa da comunidade científica é que eles sejam contemplados de forma mais efetiva a partir da RIO+20”, disse José Henrique Muelbert, professor da Universidade Federal do Rio Grande, à Agência FAPESP.

Na opinião do cientista, apesar de os oceanos e ambientes marinhos em geral terem merecido mais de dez parágrafos no documento preparatório da RIO+20 – mais conhecido como Zero Draft –, a agenda de discussões sobre o tema na Conferência ainda está um pouco tímida.

“Existem muitos aspectos relacionados aos oceanos que ficaram de fora da agenda da conferência, e o principal é a questão da observação dos oceanos, principalmente em ambientes costeiros, onde existe uma grande relação entre a ocupação humana e os ambientes oceânicos”, avaliou Muelbert.

De acordo com o pesquisador, um dos poucos itens relacionados aos ambientes marinhos mencionados no Zero Draft diz respeito à necessidade de implantar um sistema de observação para acidificação dos oceanos.

Observado a partir da década de 1990, o fenômeno caracterizado pelo aumento na acidez da água do mar devido ao aumento de CO2 nos oceanos acelera a dissolução do carbonato de cálcio e da aragonita presentes na composição do esqueleto e exoesqueleto de muito organismos que vivem nos oceanos, como mariscos, mexilhões e ostras, que perderão suas capacidades de formar carapaças.

Em função disso, o fenômeno poderá causar o desaparecimento dessas espécies, além de outras muito importantes para os ecossistemas aquáticos, como corais e plânctons, que são fontes de alimentos de peixes e baleias e realizam fotossíntese.

“Alguns estudos recentes demonstraram que alguns oceanos, em especial o Atlântico e o Índico, vão ter uma variabilidade muito grande da taxa de pH”, disse Muelbert.

Segundo Muelbert, além da diminuição da biodiversidade marinha, outros impactos que poderão ser causados pela acidificação dos oceanos serão nas propriedades óticas e na temperatura dos mares.

Com a dissolução das carapaças dos organismos marinhos, provocada pela diminuição do pH da água do mar, os pesquisadores estimam que ocorrerá um aumento significativo da quantidade de carbonato em suspensão. Como consequência desse processo, o fundo dos oceanos poderá se tornar mais escuro e a capacidade de as plantas realizar fotossíntese e crescer nesse ambiente aquático poderá ficar restrita à superfície.

“Isso também poderá ter interferência na transferência de calor entre a coluna d’água dos oceanos e a atmosfera. A presença de mais elementos em suspensão no mar fará com que ele reflita mais luz”, explicou Muelbert.

Carência de informações

Na avaliação do professor da Universidade Federal do Rio Grande, é preciso obter muito mais informações do que as disponíveis hoje para acompanhar e gerenciar os problemas relacionados em parte às mudanças climáticas globais que estão afetando os oceanos.

Segundo Muelbert, é necessário obter mais dados meteorológicos de séries temporais de 20 a 30 anos, por exemplo, que permitam aos pesquisadores da área analisar as modificações que estão ocorrendo nos oceanos a longo prazo.

“Não sabemos praticamente nada sobre o centro dos oceanos. Já em relação às regiões costeiras, onde ocorrem os maiores impactos e são mais fáceis de pesquisar, temos uma boa quantidade de informações, principalmente sobre biodiversidade”, comparou.

Nesse sentido, Muelbert avalia como louvável a iniciativa da FAPESP de financiar a aquisição de um navio oceanográfico que permitirá obter mais dados sobre áreas oceânicas. “O navio possibilitará ao Brasil atuar mais nessas regiões, das quais não dispomos de muitas informações”, afirmou.

10:13 · 07.03.2012 / atualizado às 10:13 · 07.03.2012 por

O secretário-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), Sha Zukang, deixou escapar ontem a possibilidade de criação de um órgão voltado ao meio ambiente dentro da Organização das Nações Unidas (ONU). O tema que deve ser levado às discussões da conferência, que ocorre no Rio entre os dias 20 e 22 de junho deste ano.

Segundo Zukang, há dois entendimentos sobre o assunto. Um deles é o fortalecimento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), que já existe e reúne as principais demandas, discussões e ações do setor.

A segunda possibilidade é transformar o Pnuma em uma organização mundial do meio ambiente, no mesmo nível, por exemplo, da Organização Mundial do Comércio (OMC), que trata das regras comércio internacional; ou da Organização Mundial da Saúde (OMS), que dirige e coordena a ação na área de saúde das Nações Unidas.

“Ambas as propostas estão sobre a mesa. Se houver concordância sobre a segunda, deve estar claro como esta nova agência vai se relacionar com outras organizações já existentes de meio ambiente”, revelou.

Zukang veio ao Brasil para acertar detalhes de logística da Rio+20, incluindo transporte, acomodação e segurança.

A esperança é que – seja qual for a decisão – essa nova instância tenha um peso efetivo nas transformações necessárias para que os países membros ampliem seus compromissos com a sustentabilidade.

Fonte: Agência Brasil

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