Gestão Ambiental

Categoria: Conservação da Biodiversidade


09:18 · 17.06.2014 / atualizado às 09:30 · 17.06.2014 por
O PAN Tatu-bola tem como objetivo a redução do risco de extinção do Tolypeutes tricinctus, o tatu-bola-do-Nordeste Foto: José Miguel de Paula / Associação Caatinga
O PAN Tatu-bola tem como objetivo a redução do risco de extinção do Tolypeutes tricinctus, o tatu-bola-do-Nordeste Foto: José Miguel de Paula / Associação Caatinga

Iniciada a Copa do Mundo no Brasil, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) promove o Plano de Ação Nacional (PAN) para a conservação do tatu-bola, mascote oficial do evento.

O PAN Tatu-bola tem como objetivo a redução do risco de extinção do Tolypeutes tricinctus, o tatu-bola-do-Nordeste, e a avaliação adequada do estado de conservação do Tolypeutes matacus, o tatu-bola-do-Centro-Oeste.

O tatu-bola faz parte de um grupo de 11 espécies de tatu existentes no Brasil e é primo do tamanduá e das preguiças. As principais ameaças à sua sobrevivência são, principalmente, a caça predatória e destruição do habitat causadas pela expansão da agropecuária, intensificada na última década.

Ele ganhou esse nome pois tem três cintas móveis no dorso, que o permite fechar completamente sua carapaça, formando uma bola, estratégia que ajuda-o a se proteger contra predadores naturais. Seu peso varia entre 1 kg e 1,8 kg, podendo medir de 40 a 43 cm. De hábitos noturnos, esses animais se alimentam, principalmente, de cupins, além de outros invertebrados e frutos.

O T. tricinctus, espécie exclusivamente brasileira, vive nos ambientes da Caatinga e Cerrado. Mas a caça predatória, a destruição de seus habitats e o pouco conhecimento existente sobre a espécie têm ameaçado sua sobrevivência.

Por isso integra a Lista Oficial das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção, classificada como “em perigo”, e a Lista Vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), na categoria “vulnerável”.

A meta do ICMBio, durante os cinco anos de vigência do plano, é reduzir o risco de extinção do T. tricinctus, elevando-o, pelo menos, à categoria de “vulnerável”.

Já o T. matacus habita o Pantanal e áreas vizinhas de Cerrado, porém é mais comum na Bolívia, Argentina e no Paraguai. Com o PAN, essa espécie será mais bem estudada, uma vez que se encontra na categoria Dados Insuficientes, por falta de informações em sua área brasileira.

Os tatus-bola são os menores e menos conhecidos tatus do Brasil, sendo que a espécie que habita o Nordeste e parte do cerrado só é encontrada no Brasil. A Caatinga, sistema exclusivamente brasileiro, e o Cerrado, um dos pontos ativos da biodiversidade mundial, estão entre os biomas mais ameaçados do mundo, sofrendo com o desmatamento e o acelerado processo de degradação, com acentuada perda de diversidade biológica e de serviços ambientais.

Para atingir a meta, foi criado um Grupo de Assessoramento Estratégico e estabelecidas 38 ações, em seis objetivos específicos:

  1. Atualizar as áreas de ocorrência das espécies de tatu-bola e avaliar suas principais ameaças

  2. Mobilizar as comunidades locais e a sociedade em geral sobre a importância da proteção da espécie

  3. Ampliar o conhecimento sobre a biologia e a ecologia para o direcionamento de estratégias de conservação

  4. Ampliar, qualificar e integrar a fiscalização para coibir a caça

  5. Reduzir a perda de habitat nos próximos cinco anos

  6. Promover a conectividade entre as populações do tatu-bola-do-Nordeste

Os PANs são instrumentos de gestão para troca de experiências entre entidades com o intuito de orientar as ações prioritárias para conservação da biodiversidade. É uma ferramenta definida pelo governo a partir do Programa Pró-Espécie, instituído em fevereiro deste ano, que busca minimizar ameaças e o risco de extinção de espécies.

Existem, no momento, 44 planos de conservação de espécies ameaçadas sendo implantados pelo ICMBio em todas as regiões do Brasil, envolvendo 362 tipos de animais dos biomas marinho, Caatinga, Cerrado, Amazônia, Pampa e Pantanal.

O PAN Tatu-bola foi anunciado formalmente em 22 de maio, Dia Internacional da Biodiversidade, com outras medidas do Ministério do Meio Ambiente (MMA) para a preservação de espécies ameaçadas, incluindo o tatu-bola. O pacote de ações de proteção da fauna brasileira foi publicado no Diário Oficial da União (DOU).

A elaboração do PAN Tatu-bola foi coordenada pelo ICMBio, com o apoio da Associação Caatinga, Organização Não-Governamental (ONG) cearense que lançou a proposta de tornar a espécie mascote do Mundial de Futebol de forma a colaborar para a sua visibilidade e consequente preservação; e do Grupo Especialista em Tatus, Preguiças e Tamanduás (Asasg) da IUCN e colaboração de representantes de outras 15 instituições.

O plano tem a coordenação executiva da Associação Caatinga e será acompanhado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação do Cerrado e Caatinga (Cecat) e pela Coordenação-Geral de Espécies Ameaçadas (CGesp) do ICMBio.

Fontes: MMA / Agência Brasil

09:16 · 06.01.2014 / atualizado às 09:48 · 06.01.2014 por
A Reserva Extrativista (Resex) da Prainha do Canto Verde é um dos pontos contemplados pela operação Foto: Agência Diário / Natinho Rodrigues
A Reserva Extrativista (Resex) da Prainha do Canto Verde é um dos pontos contemplados pela operação Foto: Agência Diário / Natinho Rodrigues

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), por meio das Reservas Extrativistas (Resex) do Batoque e da Prainha do Canto Verde (ambas sediadas no Ceará), estão em plena Operação Verão 2013/2014.

O objetivo desta ação conjunta, que começou no dia 18 de dezembro e segue até o dia 15 de março, é integrar e otimizar recursos humanos e materiais dos diversos órgãos públicos envolvidos para prevenção e repressão a crimes ambientais e garantia de segurança das comunidades ao longo do litoral cearense.

Além do ICMBio, participam da Operação Verão a Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro, a Base Aérea de Fortaleza, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), a Casa Militar do Ceará, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) e a Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza (Seuma).

Segundo a chefe em exercício das Resex do Batoque e da Prainha do Canto Verde, Mirele Almeida, as ações da operação contemplam tais unidades de conservação, principalmente na fiscalização marítima abrangendo suas áreas de pesca.

“O principal objetivo dessas ações é combater a pesca predatória, em especial a pesca da lagosta, cujo período de defeso é entre dezembro e maio”, explica a analista ambiental, acrescentando que a fiscalização tem apoio da Marinha, do Ibama, do Batalhão de Polícia Militar Ambiental e da Polícia Federal. “Além disso, também serão realizadas operações em terra com esses parceiros”, completa Mirele.

Fonte: ICMBio

11:21 · 06.09.2013 / atualizado às 11:27 · 06.09.2013 por
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O valor das terras secas, segundo os pesquisadores, está na sua biodiversidade, que garante a qualidade do solo e ajuda a proteger nascentes e córregos Foto: Cid Barbosa

 “As zonas áridas, semiáridas e subúmidas da América Latina e do Caribe reúnem grande parte da pobreza e do sofrimento, enquanto enfrentam uma enorme pressão sobre os recursos naturais, incluindo a água, solo e biodiversidade. As pessoas que vivem nessas regiões são as mais vulneráveis aos efeitos negativos da variação e mudança do clima e com menos possibilidades de resolvê-los”.

Essa é a introdução da Carta de Sobral (divulgada em Espanhol), resultado da 1ª Conferência Científica da Iniciativa Latinoamericana de Ciência e Tecnologia para Implementação da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (ILACCT), realizada na semana passada, no norte do Estado do Ceará, com pesquisadores de diversos países afetados pela desertificação.

O evento foi iniciativa do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), em parceria com instituições como a Comisión Económica para América Latina y el Caribe (Cepal), Instituto Argentino de Investigaciones de las Zonas Áridas (Iadiza) e a Fundação de Meteorologia do Estado do Ceará (Funceme). A organização contou com o apoio da Prefeitura de Sobral, da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Ceará (Secitece) e da Universidade Estadual do Vale do Acaraú (UVA).

Segundo o economista cearense Antonio Rocha Magalhães, que é presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia (CST) da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação e à Seca (UNCCD) e assessor do CGEE, o evento foi muito bem sucedido.

Na próxima semana, ele viaja para Windhoek, capital Namíbia ,onde participa das reuniões do Comitê de Ciência e Tecnologia da UNCCD e da Conferência das Partes da UNCCD. Lá, ele completa o seu período de dois anos como presidente da CST-UNCCD, e, no fim da reunião passa a responsabilidade para o seu sucessor, ainda não definido, mas,  “provavelmente europeu”, opina.

Alinhada com a estratégia de dez anos da UNCCD 2008-2018, foi criada a ILACCT. O objetivo é capacitar e fortalecer processos participativos que facilitem as atividades de ciência e tecnologia na região.

Seguindo as recomendações da Segunda Conferência Internacional: Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas (Icid+18), realizada em Fortaleza (CE) e em Mendoza (Argentina), várias instituições da região organizaram a Conferência Científica de Sobral, que reuniu mais de 400 participantes de 15 países, incluindo cientistas e acadêmicos, técnicos do governo, representantes do setor privado e de organizações internacionais e de cooperação, bem como membros de organizações não governamentais (ONGs) e da sociedade civil.

Durante as sessões da Conferência foram intercambiados o conhecimento e as lições das últimas duas décadas sobre sustentabilidade e desenvolvimento nas terras áridas do mundo e especialmente na América Latina e no Caribe.

Os participantes constataram que países e instituições da região fizeram avanços significativos no conhecimento científico e técnico de combate à desertificação e à seca. Deixaram claro, no entanto, que “os desafios para reduzir efetivamente a pobreza e alcançar uma gestão sustentável das terras secas ainda estão presentes, o que compromete a capacidade dos países para alcançar Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ( ODS)”.

A Primeira Conferência Científica ILACCT reflete os esforços da América Latina e do Caribe para a troca de conhecimentos científicos e técnicos na região, conhecer outras experiências do mundo e consolidar e ratificar a vontade de avançar na construção de uma interface entre ciência e política, e à busca do conhecimento científico e técnico suficiente para fazer por parte dos responsáveis pela elaboração e implementação de políticas de decisão informada.

As discussões abordaram a necessidade de que o melhor procedimento para o conselho científico internacional e interdisciplinar proposto pelo Aconselhamento Científico focando em desertificação / degradação do solo e as questões da seca (AGSA) para apoiar o processo da UNCCD, incluindo suporte para a consolidação dos centros regionais de ciência e tecnologia, onde a ILACCT pretende desempenhar um papel significativo.

Da mesma forma, os participantes apoiaram fortemente Programa AridasLAC como um instrumento fundamental para o desenvolvimento de redes científicas, regional, sub-regional e nacional, bem como um dos pilares da mobilização de recursos para a investigação científica e técnica na região e na produção de conhecimento científico de referência, capacitação e análise de políticas de combate à desertificação e à seca.

Eles abordaram os aspectos ambientais, econômicos, culturais e sociais da desertificação, reconhecendo que as terras secas apresentam oportunidades para o desenvolvimento sustentável. Mas exigem alta prioridade dos governos nacionais e regionais, organizações internacionais e do setor privado. Estas oportunidades variam de aprender a conviver com a seca até ser transformado.

Os participantes enfatizaram, ainda, a necessidade de tratar questões mais profundas, como a desertificação, ciência e política; impactos econômicos da desertificação; impactos das mudanças climáticas sobre a desertificação; clima e previsão do clima em zonas áridas; delimitação das áreas afetadas e mapeamento da desertificação; determinantes sociais da saúde no semiárido; experiências bem-sucedidas de viver sem recursos hídricos em zonas áridas, terras secas e em desertificação; gênero; e redes científicas de combate à desertificação. Também consideraram especialmente importante reforçar as redes e programas existentes para a elaboração do Atlas da Desertificação na América Latina e Caribe.

Fonte: Carta de Sobral

18:54 · 29.07.2013 / atualizado às 18:57 · 29.07.2013 por
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A atriz Maitê Proença e a organização não-governamental (ONG) Conservação Internacional (CI-Brasil) lançaram hoje (29 de julho) a campanha #EuMeComprometo, que vai mobilizar as pessoas por meio de vídeos nas redes sociais para a importância de se comprometer com a conservação da natureza e dos recursos naturais.

O primeiro vídeo da série mostra Maitê pedindo a todos que se comprometam com Abrolhos, a região de maior biodiversidade do Atlântico Sul, responsável pela manutenção de estoques pesqueiros, a principal fonte de proteína de uma grande parcela da população do Brasil.

“Resolvi aderir porque acredito que a natureza não é simplesmente um lugar deslumbrante onde podemos desfrutar nossas férias. Os complexos sistemas naturais do Planeta são o fundamento básico de toda a vida na Terra, inclusive a nossa, e se eles forem destruídos colocamos em risco a sobrevivência de tudo que é belo, harmônico e necessário, destruiremos nossa própria civilização”, afirmou a atriz Maitê Proença, explicando os motivos por que decidiu aderir à campanha.

O objetivo da campanha lançada pela Conservação Internacional, apresentada pela atriz Maitê Proença, é lembrar que dependemos da natureza e da conservação dos ecossistemas e habitats para continuarmos a receber os serviços ambientais que ela nos proporciona – como a água que bebemos e os alimentos que consumimos.

Sem áreas naturais intactas, as cidades deixariam de existir. As florestas são necessárias para manter a regulação climática do Planeta, ao absorver o dióxido de carbono (CO2) da atmosfera. Os oceanos são vitais para manter a vida marinha e os estoques pesqueiros, que alimentam milhões de pessoas em todo o Planeta. É importante também manter a vegetação nativa em áreas de nascentes. Sem essa vegetação, o suprimento de água para bilhões de pessoas ficaria comprometido.

Esses são apenas alguns exemplos de como a natureza é essencial para manter a boa qualidade de vida de todos nós, inclusive habitantes de grandes metrópoles. Por meio da campanha #EuMeComprometo, as pessoas conscientes podem mostrar a todos os seus amigos e conhecidos de redes sociais que realmente se importam com o futuro do planeta, compartilhando a hashtag da campanha.

A atriz Maitê Proença explica por que é importante participar dessa mobilização: “A natureza traz equilíbrio, inspiração e paz mesmo para os que não se dão conta. Sem o bom funcionamento dos complexos sistemas naturais do Planeta – como os ecossistemas, as florestas, os oceanos e o clima, a vida torna-se insustentável, inclusive para os seres humanos. Em consonância com o grande equilíbrio que vem se quebrando, eu faço parte da campanha e me comprometo com a natureza”.

Além do vídeo de Abrolhos, a campanha produzirá uma série de outros vídeos, que serão lançados ao longo deste ano, pedindo a atenção e o comprometimento de todos para outras regiões naturais importantes e a conservação geral do capital natural do Planeta.

A nova campanha da CI-Brasil pede a todos que participem, por meio do site, no link http://www.conservacao.org/eumecomprometo/abrolhos/, clicando e preenchendo os dados, ou compartilhando seus posts no Facebook ou no twitter, pela hashtag #EuMeComprometo.

Fonte: CI-Brasil

14:25 · 21.06.2013 / atualizado às 15:44 · 21.06.2013 por
Os surfistas aproveitam a data para agir e conscientizar sobre a importância da conservação da biodiversidade dos oceanos Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário
Os surfistas aproveitam a data para agir e conscientizar sobre a importância da conservação da biodiversidade dos oceanos Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário

Em homenagem ao Dia Internacional do Surf, a Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis) e o Instituto Povo do Mar (Ipom), com o apoio do Serviço Social do Comércio do Ceará (Sesc-CE) e Cuca Che Guevara, realiza, neste sábado (22), a primeira ação coletiva do Projeto Limpando o Mundo. A programação conta com atividades culturais, esportivas e de limpeza das praias de Pacheco, Iparana e Praia de Iracema pelos voluntários do projeto.

Lançado no dia 4 de junho deste ano, o Projeto Limpando o Mundo tem duração de 12 meses e visa formar uma rede de 400 jovens voluntários que serão capacitados, sensibilizados e informados sobre a Conservação da Biodiversidade, Biologia Marinha e Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). A iniciativa acontecerá em 20 localidades do Ceará, começando pelo litoral de Iparana, em Caucaia, até a praia de Abreulândia, localizada no município de Aquiraz.

Durante as ações, os participantes irão atuar como pesquisadores e guardiões da praia, detectando quais tipos de resíduos são encontrados no mar e quais as suas consequências para o litoral e a vida dos mamíferos aquáticos. No fim do projeto será apresentado o “Diagnóstico do Lixo Marinho”, com um banco de dados estatísticos e de imagens sobre os resíduos encontrados nessas regiões.

Dia Internacional do Surf é comemorado anualmente da época do solstício de verão no Hemisfério Norte (21 de junho). Idealizado pela Associação Europeia dos Esportes com Pranchas (EuroSIMA) e apoiado pela Federação Europeia de Surf (ESF), Surfers Against Sewage (SAS), Surfrider Foundation e Ecosurfi no Brasil, o Dia Internacional do Surf (DIS) celebra o cuidado com a natureza, a cultura e o estilo de vida da comunidade do surf.

Organizado pela primeira vez em 2004 na Europa e América do Norte, é realizado no Brasil desde 2008, e já mobilizou atividades em várias partes da costa brasileira, sempre coletivamente por empresas, ONGs e associações de surf.

Além do Brasil, participam do Dia Internacional do Surf (DIS) países como Argentina, Áustria, Austrália, Canadá, Inglaterra, França, Itália, Marrocos, Noruega, Portugal, Ilhas Reunião, Escócia, Senegal, Eslovênia, Espanha, Suíça, Holanda, Venezuela, entre outros.

Reúne surfistas, artistas, alunos de escolas públicas e particulares, escoteiros, estudantes universitários e moradores locais para uma grande celebração em prol das praias, dos oceanos e da cultura surf.

Sugere que todos os participantes vivam intensamente a data com atividades esportivas, culturais, ambientais e sociais, sendo esse um momento para a comunidade do surf mostrar o seu respeito as praia e aos oceanos.

Qualquer instituição voluntariamente pode inscrever atividades para ser realizada no Dia Internacional do Surf. Neste ano as ações acontecem em sete Estados brasileiros: Ceará, Paraíba, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Florianópolis e Rio Grande do Sul.

No Ceará, as praias de Caucaia e Fortaleza terão a primeira ação coletiva do projeto “Limpando o Mundo”, com patrocínio da Greenish.

Programação

Dia 22/6

5h às 18h – Campanha: “Eu surfo por um oceano e praias protegidas”

Surfistas do Ceará são convidados, pelas mídias sociais do projeto “Limpando o Mundo”, para registrar uma foto do seu dia de surf em prol dos oceanos e a Biodiversidade Marinha. Para participar, basta postar a imagem na página: https://www.facebook.com/pages/Limpando-O-Mundo-CEARÁ

07h30 às 12hBUS SURF – Grande Circular Linha SURF de Fortaleza

Sai da Escola Aldeia Surf (Praia do Futuro, no Vila Galé). Vai percorrer a orla de Fortaleza,  pelos principais picos de surf  (Praias: Futuro, Titanzinho, Iracema, Leste-oeste e Boca da Barra). No trajeto será desenvolvida uma roda de conversa de fatos da história do surf na Capital e a importância da conservação da zona costeira. O roteiro encerra com uma entrega de flores no Estuário do Rio Ceará.

8h às 12hTreino de Surf e Limpeza de Praias com os voluntários do Projeto Limpando o Mundo

Região 1 – Caucaia

Icaraí, Praia Bela – Concentração de voluntários em frente ao restaurante Line

Praia de Iparana e Pacheco – Concentração de voluntários próximo ao espigão do Sesc

Região 2 – Município de Fortaleza

Praia de Iracema, entre a Ponte dos Ingleses e a Ponte Metálica – Concentração dos Voluntários na Ponte dos Ingleses

16h às 19hAtividades educativas – “Projeto Limpando o Mundo e a Cultura”

Local: Ponte dos Ingleses.

Exposição de Fotos

Telão com filmes de surf

Saudação ao Oceano no pôr do sol da Ponte Metálica

Roda de diálogos com convidados – O Surf e a sustentabilidade no Ceará desafios e Conquistas

19h às 21h30Caucaia Cine Surf – “Projeto Limpando o Mundo e a Cultura Surf”

Local: em frente à loja Intersurf (próximo ao restaurante Line, Praia do Icaraí)

Apresentação de filmes “Caçadores da Pororoca e dos novos atletas profissionais do Ceará” (Ícaro Lopes, Diego Mendes, Paulo Barros). Presença dos surfistas Isaias Silva, Artur Silva, Flavio Nunes entre outros convidados. Será realizada uma roda de diálogo “O Surf e a sustentabilidade no Ceará Desafios e Conquistas”, com convidados, onde serão abordadas questões culturais, profissionais, sociais, ambientais e econômicas para a sustentabilidade e conservação do planeta, diante dos desafios da sociedade humana do século XXI

Fonte: Aquasis

09:52 · 22.05.2013 / atualizado às 09:52 · 22.05.2013 por

biodiversidade_2013 

O dia 22 de maio foi escolhido pela Organização das Nações Unidas (ONU), em em 1992, quando foi aprovado o texto final da Convenção da Diversidade Biológica (CDB), durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (Eco-92), a Cúpula da Terra, realizada no Rio de Janeiro.

O objetivo é aumentar a conscientização da população mundial para a importância da diversidade biológica, e para a necessidade da sua proteção em todo o mundo. Água e Biodiversidade foi o tema escolhido para o Dia Internacional da Diversidade Biológica (BID) em 2013.

A CDB destaca que a água é essencial para a vida e que nenhum ser vivo no planeta Terra pode sobreviver sem ela, logo, é um pré-requisito para a saúde e bem-estar, bem como para a preservação do meio ambiente.

O tema foi escolhido para coincidir com a designação da ONU de 2013 como o Ano Internacional da Cooperação pela Água. Na verdade, o período de 2005-2015 é a Década Internacional para a ação “Água para a Vida”. Essa designação proporciona, segundo a CDB, uma oportunidade de aumentar a conscientização sobre esta questão vital e também para aumentar a ação positiva.

Fornecer água com qualidade para as necessidades das pessoas é um grande desafio para muitos países, seja qual for o seu grau de desenvolvimento. Nesse aspecto, no Brasil, as unidades de conservação (UCs), geridas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), têm buscado proteger os recursos hídricos que garantem o abastecimento de água para muitas cidades.

Em 2011, o ICMBio publico o “Atlas da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção em Unidades de Conservação Federais”, que compilou 1.333 registros de 313 espécies da fauna ameaçada em 198 em UCs federais. Isso representa 50,6% das espécies da fauna brasileira ameaçada de extinção protegidas em 63,9% das unidades administradas pelo Instituto.

O órgão desenvolve, por meio de seus 11 centros de pesquisa, projetos de conservação da fauna, como o Tamar, que cuida das tartarugas marinhas; o Peixe-Boi, que protege essa emblemática espécie da fauna brasileira; e a Ararinha-Azul, que busca recuperar a população da ave, considerada extinta na natureza.

O grande desafio está na gestão das 312 unidades de conservação federais, que, somadas, ocupam 75 milhões de hectares, o correspondente a cerca de 8% do território nacional. Área muito maior do que vários países da Europa juntos.

A biodiversidade protegida pelas UCs federais fornecem importantes serviços ambientais à sociedade brasileira. Além da proteção e produção de água, essas UCs ajudam na regulação do clima, na geração de oxigênio e purificação do ar, na conservação de recursos genéticos usados para fins medicinais, na recreação em ambientes naturais, entre outras funções.

As unidades de conservação estimulam, ainda, o uso sustentável da biodiversidade, por meio da coleta e comercialização de produtos naturais nas reservas extrativistas, do turismo ecológico nos parques nacionais, da concessão para exploração de madeira nas florestas nacionais.

A CDB define normas e princípios que devem reger o uso e a proteção da diversidade biológica em cada país signatário. Em linhas gerais, propõe regras para assegurar a conservação da biodiversidade e o seu uso sustentável e a justa repartição dos benefícios provenientes do uso econômico dos recursos genéticos, respeitada a soberania de cada nação sobre o patrimônio existente em seu território. A Convenção foi assinada por 175 países, dos quais 168 a ratificaram, incluindo o Brasil (Decreto Nº 2.519 de 16 de março de 1998).

Fontes: CDB / ICMBio

08:27 · 22.04.2013 / atualizado às 09:21 · 22.04.2013 por
O Dia da Terra foi criado para estimular uma consciência a respeito da preservação do equilíbrio do nosso Planeta Imagem: SXC.HU
O Dia da Terra foi criado para estimular uma consciência a respeito da preservação do equilíbrio do nosso Planeta Imagem: SXC.HU

Hoje – Dia da Terra – o blog Gestão Ambiental inaugura seu novo visual e também a sua fan page no Facebook. Este será mais um espaço, ao lado da página de Gestão Ambiental e da coluna Mercado Verde,  do Diário do Nordeste, para informar sobre o mercado da sustentabilidade, tando do ponto de vista do setor produtivo quanto do ponto de vista do consumidor.

O Dia da Terra foi criado pelo senador americano Gaylord Nelson, no dia 22 de Abril de 1970, para estimular a formação de uma consciência comum aos problemas da contaminação, conservação da biodiversidade e outras preocupações para proteger o nosso Planeta Azul.

Da primeira manifestação, participaram duas mil universidades, dez mil escolas primárias e secundárias e centenas de comunidades. A pressão social teve seus sucessos e o governos dos Estados Unidos criaram a Environmental Protection Agency ( EPA) – Agencia de Proteção Ambiental – e uma série de leis destinadas à proteção do meio ambiente.

Depois, em 1972, se celebrou a primeira conferência internacional sobre o meio ambiente: a Conferência de Estocolmo, cujo objetivo foi sensibilizar aos líderes mundiais sobre a magnitude dos problemas ambientais e que se instituíssem as políticas necessárias para erradicá-los.

O Dia da Terra é uma festa que pertence ao povo e não está regulada por somente uma entidade ou organismo, tampouco está relacionado com reivindicações políticas, nacionais, religiosas ou ideológicas. Refere-se à tomada de consciência dos recursos na naturais da Terra e seu manejo, à Educação Ambiental e à participação como cidadãos ambientalmente conscientes e responsáveis.

No Dia da Terra, todos são convidados a participar em atividades que promovam a saúde do nosso Planeta, em nível global, regional ou local. Iniciado como um movimento universitário, o Dia da Terra se converteu em importante acontecimento educativo e informativo, utilizado para avaliar os problemas do meio ambiente do Planeta, como a contaminação do ar, água e solos; a destruição de ecossistemas, extinção de espécies da flora e da fauna; e o esgotamento de recursos não-renováveis.

Neste dia também se insiste insiste em soluções que permitam eliminar os efeitos negativos das atividades humanas, incluindo a reciclagem de materiais manufaturados; a preservação de recursos naturais, como o petróleo e a energia; a proibição de utilizar produtos químicos danosos; e o fim da destruição de habitats fundamentais, como as florestas tropicais e a proteção de espécies ameaçadas.

08:07 · 19.04.2013 / atualizado às 08:07 · 19.04.2013 por
Os relatórios foram publicados pelas revistas científicas Science e Ecology Letters Foto: SXC.HU

Arlington, EUA. As abelhas e outras espécies de insetos silvestres são cruciais no processo de polinização de diversos produtos agrícolas, vitais para a alimentação dos seres humanos, apontam os estudos apresentados na última quarta-feira por uma equipe de 50 cientistas de todo o mundo. A pesquisa de uma dessas publicações foi liderada pela Dra. Christina M. Kennedy, cientista da organização ambiental The Nature Conservancy (TNC).

Os resultados dos estudos científicos sinalizam que a intensificação da agricultura industrial e seus processos, incluindo o uso de pesticidas, de produtos químicos sintéticos, extensas lavouras, a baixa diversidade de cultivos e, sobretudo, a perda do habitat natural ao redor dos campos produtivos impactam negativamente às populações de abelhas silvestres. Isso se deve principalmente pelo fato de as abelhas silvestres conseguirem polinizar muito mais efetivamente cultivos importantes como café, maçãs, tomates, melancias, abobrinhas, amêndoas e avelãs do que outros métodos, como abelhas de mel domesticadas.

“As abelhas de mel domésticas, geralmente utilizadas pelos agricultores para polinizar, transportam mais pólen entre as plantas, contudo nossos estudos mostram que as abelhas silvestres são mais efetivas em polinizar os cultivos de forma exitosa”, afirmou Kennedy. “A polinização com abelhas silvestres aumentou em quase o dobro a proporção de flores que se desenvolveram em frutas maduras ou sementes, em comparação com as abelhas de mel domesticadas”, adicionou.

As implicações, segundo Kennedy, são importantes para os agricultores de todo o mundo, já que alterações simples no campo como incorporar espaços naturais ao redor das lavouras e reduzir o uso de químicos tóxicos para as abelhas poderiam beneficiar esta e outras espécies de polinizadores silvestres e, com isso, contribuir para uma melhor produção de vários alimentos. Ao mesmo tempo, se requer conservar e melhorar os habitats naturais e seminaturais dos campos agrícolas.

Ao combinar boas práticas de agricultura e conservação do meio ambiente se promove um rendimento mais estável e saudável das culturas. Isso é importante especialmente agora, que se está incrementando enormemente a demanda global por alimentos.

Os cientistas examinaram as tendências dos insetos polinizadores, em particular as abelhas e seus processos polinizadores, em pelo menos 40 sistemas de cultivo, em 600 lavouras ou pastagens de 20 países em todo o mundo, incluindo Brasil, Alemanha, Argentina, Austrália, Canadá, Costa Rica, Estados Unidos, Índia, Indonésia, Israel, Japão, Quênia, México, Nova Zelândia, Polônia, Reino Unido, África do Sul, Suécia, Suíça e Uganda. Ambos os relatórios ilustram o impacto que têm as práticas de campo e desenho de paisagem na saúde das abelhas silvestres.

“Na medida que a população mundial se aproxima dos nove bilhões – como se prevê para as próximas décadas – se urge identificar e implementar métodos para aumentar a produção de alimentos com a mesma quantidade de terras cultiváveis atualmente, pois do contrário estaremos ameaçando ecossistemas importantíssimos que facilitam a própria produção de alimentos”, mencionou Kennedy. “Qualquer estudo que possa ajudar aos produtores a obter esse ‘incremento sustentável’, será a melhor das ferramentas para poder alimentar o mundo e proteger a vida.”

Os relatórios foram publicados pelas revistas científicas Science e Ecology Letters, e esta última está disponível de maneira gratuita no link http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/ele.12082/full

TNC

A TNC é a maior organização de conservação ambiental do mundo. Está em mais de 35 países, adotando diferentes estratégias com a missão de conservar as terras e águas das quais a vida depende. No Brasil, onde atua há 25 anos, a TNC promove iniciativas nos principais biomas brasileiros – Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal –, com o objetivo de compatibilizar o desenvolvimento econômico e social dessas regiões com a conservação dos ecossistemas naturais.

Por meio de seu programa de Conservação da Mata Atlântica e Savanas Centrais, a TNC estabelece parcerias com os diversos setores da sociedade a fim de proteger e restaurar áreas prioritárias dentro desses biomas. No programa da Amazônia, a organização vem trabalhando para facilitar e promover a conservação de terras indígenas há mais de dez anos, além de desenvolver ações para a regularização ambiental de municípios estratégicos e para minimizar as causas e efeitos das mudanças climáticas.

Atualmente, a organização e seus mais de um milhão de membros ajudam a proteger 130 milhões de hectares em todo o mundo. Saiba mais sobre a TNC em http://portugues.tnc.org.

Fonte: TNC

08:12 · 08.02.2013 / atualizado às 08:12 · 08.02.2013 por
Objetivo é acompanhar nascimento e desenvolvimento dos filhotes e interação entre as aves Foto: Divulgação/SPVS/Rafael Silveira

Desde 2012, durante o período de reprodução do papagaio-de-cara-roxa, de setembro a março, a equipe do projeto de conservação da espécie mantido pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) acompanha 24h por dia por meio de câmeras o que ocorre dentro e fora de um ninho artificial de madeira.

Câmeras similares às de seguranças são discretamente posicionadas interna e externamente, de modo a não perturbar o casal de aves nem os filhotes, mas registrar os cuidados dos pais e todas as fases de desenvolvimento – do ovo à tão esperada saída do ninho.

As imagens gravadas em um HD de computador e posteriormente assistidas pela equipe revelam aspectos curiosos e até emocionantes da vida dos papagaios, como a maturação dos ovos, o nascimento dos filhotes e a interação entre pais e filhos.

Além de curiosas, as informações trarão aos pesquisadores ainda mais dados sobre o comportamento da espécie. Essa nova ação do projeto conta com apoio da Fundação Loroparque – que apoia projetos de conservação de papagaios no mundo inteiro – e do Fundo Brasileiro para Biodiversidade (Funbio) – Programa TFCA, que incentiva projetos de conservação no Brasil.

SPVS

A Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) é uma instituição brasileira, fundada em 1984, em Curitiba. Uma das características mais acentuadas das suas atividades diz respeito à inovação, como prática para incorporar valor às ações de conservação de natureza, estabelecer uma conceituação adequada sobre o tema e dar escala para uma agenda de iniciativas que hoje começam a ser incorporadas nos negócios e percebidas como essenciais às atividades econômicas e à qualidade de vida das pessoas.

Desde 1998, a SPVS monitora ninhos de papagaio-de-cara-roxa em algumas ilhas do litoral do Paraná. Desde 2003, iniciou a implantação de ninhos artificiais para substituir os ninhos naturais que foram perdidos ao longo do tempo. Atualmente, ao todo, já são mais de 100 ninhos monitorados, entre naturais e artificiais.

Para conferir os vídeos, basta acessar o blog do projeto.

07:55 · 07.02.2013 / atualizado às 07:56 · 07.02.2013 por
“Abrindo os olhos e os ouvidos: diagnóstico e sensibilização das comunidades pesqueiras sobre as áreas marinhas protegidas e os conflitos” é o projeto classificado pelo Instituto Baleia Jubarte (IBJ) Foto: Divulgação/Enrico Marcovaldi/Instituto Baleia Jubarte

A Fundação SOS Mata Atlântica divulgou em dezembro os contemplados do V Edital do Programa Costa Atlântica.

Os sete projetos escolhidos receberão, ao todo, 225 mil reais para desenvolverem ações enquadradas nas duas linhas de apoio do programa: “Criação e Consolidação de Unidades de Conservação Marinhas” e “Conservação e Uso Sustentável de Ambientes Marinhos e Costeiros”.

O edital conta com o apoio das empresas Repsol Sinopec, Bradesco Capitalização e Anglo American. A seguir, conheça um pouco mais sobre os projetos e os benefícios que eles trarão para o mar e a costa de suas regiões.

Bahia

Dos sete projetos selecionados, um é da Bahia: “Abrindo os olhos e os ouvidos: diagnóstico e sensibilização das comunidades pesqueiras sobre as áreas marinhas protegidas e os conflitos”, do Instituto Baleia Jubarte (IBJ), que busca contribuir para a solução e minimização do conflito entre pescadores e cetáceos (mamíferos marinhos como as baleias e os golfinhos) . O projeto beneficiado realizará iniciativas de gestão e ordenamento da pesca na Região dos Abrolhos, incluindo comunidades pesqueiras costeiras, no extremo sul do Estado.

O projeto passará pelas cidades de Prado, Alcobaça, Caravelas, Nova Viçosa e Mucuri, onde comunidades pesqueiras, atores sociais e instituições envolvidas com a pesca serão avaliados pelo IBJ. Com isso, o Instituto pretende identificar as principais perdas e prejuízos nessas comunidades, debater e construir propostas conjuntas e efetivas de soluções para os problemas apresentados.

De acordo com Beatriz Barbato, bióloga do Instituto Baleia Jubarte, “Este projeto inova ao tentar utilizar uma abordagem diferenciada no diálogo com as comunidades pesqueiras”. “A intenção não é apenas difundir informações, necessitamos compartilhar conhecimento para estabelecermos soluções conjuntas. É preciso quebrar resistências, ouvir as comunidades pesqueiras, fornecer ferramentas e meios para que eles se organizem e passem a se tornar atuantes nas questões ambientais, políticas, econômicas e sociais”, destaca ela.

Com o resultado do V Edital do Programa Costa Atlântica, a Bahia passa a ter seis projetos apoiados pela Fundação SOS Mata Atlântica. Os primeiros projetos contemplados foram em Ilhéus e em Mata de São João, nos editais I e II. No terceiro edital, dois projetos foram selecionados, um deles foi do Consórcio entre o Instituto Baleia Jubarte e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Caravelas com o projeto “Formação do Conselho Deliberativo da Reserva Extrativista Marinha do Cassurubá”. O IV Edital teve um projeto escolhido na Bahia, o SOS Caramuanas, no sudeste da Ilha de Itaparica.

Piauí

O “Projeto Ilha Verde”, da Comissão Ilha Ativa, visa fortalecer as comunidades agroextrativistas da Ilha Grande de Santa Isabel, por meio da recuperação e preservação dos recursos naturais do território. Para isso, a Comissão Ilha Ativa conta com os esforços da sociedade, por meio do incentivo ao desenvolvimento de atividades alternativas geradora de renda e de práticas sustentáveis.

O projeto pretende elaborar três manuais de boas práticas com os principais recursos naturais explorados nas áreas do cajuí, murici e carnaúba. Com isso, a Comissão Ilha Ativa pretende planejar e acompanhar as atividades de produção das organizações e incentivar práticas agroecológicas, por meio de implantação de quintais produtivos e de viveiro de mudas para o reflorestamento.

De acordo com Flávio Luiz Simões, coordenador de práticas sustentáveis da Comissão Ilha Ativa, o Projeto Ilha Verde será o ponto de partida para que atividades sustentáveis de geração de renda possam ser desenvolvidas pelos beneficiados e, posteriormente, replicado a outros moradores do território. “Para o desenvolvimento dessa região o projeto pretende, por meio de práticas agroecológicas, valorizar e preservar os recursos naturais, bem como, a introdução de técnicas de agriculturas para obtenção de alimentos seguros”, destaca ele.

Com esse apoio, o Piauí passa a ter dois projetos da Comissão Ilha Ativa apoiados pela Fundação SOS Mata Atlântica. O primeiro projeto, contemplado pelo IV edital, contou com a elaboração de um diagnóstico da realidade extrativista e das populações tradicionais, que passaram a conviver com um aumento do fluxo turístico de potencial impacto para o ambiente em que vivem, na região da Reserva Extrativista (Resex) do Cajuí em conjunto a Resex Marinha do Delta do Parnaíba.

Rio de Janeiro

O “Projeto de restauração ecológica de área na foz do Rio Guapimirim”, da Cooperativa Manguezal Fluminense, busca recuperar áreas degradadas, que antes eram alvos de atividades irregulares. O projeto beneficiado plantará aproximadamente 3.630 mudas de mangue, de três espécies encontradas na região da Área de Proteção Ambiental (APA) Guapimirim, para recuperar uma área de 5.450 m².

A APA Guapimirim abrange a área de manguezal mais preservada do Estado do Rio de Janeiro. Para atingir o objetivo do projeto, a cooperativa fará uma limpeza do local para retirada de lixo, e em seguida fazer a marcação do local onde cada muda será plantada. A recuperação do mangue prevê benefícios como o controle de processos erosivos, ação depuradora de poluentes, manutenção de recursos pesqueiros, conservação da biodiversidade e subsistência de comunidades tradicionais.

De acordo com Claudio Mendonça da Silva, Presidente da Cooperativa Manguezal Fluminense, “a área escolhida para a realização do projeto é de fundamental importância para a Bacia do Rio Guapimirim e para a Baía da Guanabara. Com a recuperação do local, as espécies de animais da região serão beneficiadas e a água do rio ficará mais pura, o que facilita para as espécies de peixes criarem o seu berçário natural”. “A parceria entre a Cooperativa Manguezal Fluminense, APA Guapimirim e SOS Mata Atlântica irá fortalecer o projeto e será importante para a recuperação do local e sustento da população da região”, destaca ele.

O “Projeto de restauração ecológica de área na foz do Rio Guapimirim” é o quarto apoiado pelo Costa Atlântica no Rio de Janeiro. Os primeiros projetos contemplados foram “Centro de Informações Ambientais da Estação Ecológica”, do I Edital e “Serviços Ambientais em Ecossistemas Costeiro”, do Instituto Marés contemplado do III Edital. O IV Edital teve um projeto escolhido no Rio de Janeiro, a “maquete interativa”, uma ferramenta que auxilia a implementar planos de manejo participativo em UCs costeiras e marinhas.

Santa Catarina

O projeto “Bioinvasão pelo coral-sol Tubastraea sp. (Cnidaria: Scleractinia): Monitoramento e controle na Rebio Arvoredo e região do entorno”, do Instituto Ekko Brasil, pretende avaliar a invasão dessa espécie no litoral de Santa Catarina. Para isso, o instituto irá monitorar diversos pontos no litoral catarinense, nas regiões portuárias e na Reserva Biológica Marinha do Arvoredo.

O projeto pretende monitorar a região por meio da colocação de placas de bioincrustação e por mergulho, além de treinar os mergulhadores locais para identificação do coral invasor, formando uma rede de extermínio da espécie no litoral catarinense. O projeto será executado pela equipe da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo e do Laboratório de Biodiversidade Marinha da UFSC, sendo os recursos financeiros administrados pelo Instituto Ekko Brasil.

De acordo com Adriana Carvalhal Fonseca, Analista Ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e coordenadora do projeto, a invasão do coral sol no litoral de Santa Catarina é recente e por isso ainda passível de ser manejada. “A ideia do projeto é nos anteciparmos ao problema. Se identificarmos, o quanto antes, os pontos onde a espécie invasora está estabelecida, poderemos controlar a sua expansão e evitar danos à biodiversidade local, em particular à Reserva Biológica Marinha do Arvoredo”, destaca ela.

Com o resultado do V Edital, Santa Catarina passa a ter dois projetos apoiados pelo Programa Costa Atlântica. O primeiro projeto, contemplado pelo edital III, contou com a formação de monitores ambientais de áreas de manguezal, na Vila da Glória, em São Francisco do Sul. O projeto promoveu a integração e consciência da comunidade na região, especialmente no manguezal, criando uma alternativa de renda que integrou o desenvolvimento econômico local, conservação ambiental e cultural.

São Paulo

Dos sete projetos selecionados, três são de São Paulo: o “Plano de Ação de Pesca Responsável do município de Itanhaém”, da Ecosurfi, foi contemplado pela linha 1 do V Edital do Programa Costa Atlântica. Com o objetivo de desenvolver um diagnóstico e planejamento participativo de pesca responsável, no município de Itanhaém, a Ecosurfi desenvolveu o projeto para capacitar e mapear as atividades de pesca na região. As etapas desse processo envolvem a mobilização do público-alvo, palestras, questionários, oficinas e rodas de conversa.

O projeto “Gerenciamento Integrado dos Resíduos Sólidos Orgânicos da Prainha Branca”, da Physis SDA, foi contemplado também pela linha 1 do edital. Para preservação do aterro local, saúde e bem estar da população, o projeto tem como objetivo gerenciar os resíduos sólidos orgânicos da Prainha Branca por meio da aplicação de técnicas e educação ambiental. Desenvolvido pela Physis SDA, em parceria com a Fundação Florestal e Sociedade Amigos da Prainha Branca, além de promover a gestão destes resíduos, visa capacitar moradores locais para que auxiliem na implantação e continuidade do projeto.

Segundo Vitor Yuki, diretor executivo da Physis SDA, “Os resultados do projeto de gerenciamento dos resíduos sólidos da Prainha Branca trarão para toda a sociedade e colaboradores envolvidos, uma nova forma de ver e tratar os resíduos orgânicos. A Physis espera que essa ideia se espalhe a outras comunidades que sofrem com os mesmos problemas”, destaca ele.

O projeto “Sistema de Gestão de Informações via Web Mapping”, da SALT Ambiental, foi o único de São Paulo contemplado pela linha 2. O projeto propõe a criação de uma ferramenta digital para aquisição e gerenciamento de informações ambientais da APA Marinha do Litoral Norte, podendo ser utilizada em conjunto com a sociedade. A ferramenta prevê o recebimento de textos, imagens desenhos e gráficos, e a disponibilização de informações ao público via Internet.

De acordo com Thiago Coelho, diretor técnico da SALT Ambiental, esta “é a mais nova ferramenta de gerenciamento costeiro”. “A participação do público, aliado a um sistema de armazenamento, filtros e disponibilização das informações em um mapa interativo, trará uma nova forma de se conhecer e gerenciar áreas de proteção ambiental como a APA Marinha do Litoral Norte”.

Fonte: Fundação SOS Mata Atlântica

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