Gestão Ambiental

Categoria: Conservação da Biodiversidade


10:09 · 21.12.2012 / atualizado às 10:09 · 21.12.2012 por
Espécie é a mais ameaçada de extinção entre os mamíferos marinhos Foto: Divulgação/Aquasis

 

Com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Ambiental (PPA), o Projeto Manatí inaugurou ontem, dia 20, o Centro de Reabilitação de Mamíferos Marinhos, no município de Caucaia, Ceará, uma referência na América do Sul para reabilitação de filhotes recém-nascidos de peixe-boi marinho e pequenos golfinhos.

O projeto foi criado pela Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis), com o intuito de executar ações integradas de monitoramento de encalhes, resgate, reabilitação e educação ambiental, em prol da conservação deste mamífero marinho que é o mais ameaçado de extinção do Brasil.

O Centro de Reabilitação possui piscinas e tanques, além de uma área técnica com laboratório, ambulatório, cozinha para preparo de alimentos dos animais e sistema de suporte automatizado, entre outros departamentos.

Com ações também voltadas para a educação ambiental, o projeto desenvolve atividades lúdicas com comunidades no Ceará o no Piauí, com objetivo de inserir o peixe-boi como elemento cultural e de valorização ambiental. Além disto, a Aquasis ministra oficinas de reaproveitamento de óleo de cozinha, para evitar o descarte inadequado e a contaminação do lençol freático que abastece as nascentes que são fontes de água doce para o peixe-boi.

Os peixes-boi marinhos medem entre três e quatro metros e podem pesar até uma tonelada e possuem uma baixa taxa reprodutiva. Normalmente, nasce um único filhote após um período de gestação de 12 a 13 meses e raramente é observado o nascimento de gêmeos.

Atualmente, a espécie encontra-se ameaçada pela pressão das atividades humanas ao longo de todo o litoral. Por ser um animal costeiro, ele sofre com a redução das suas áreas de cuidado parental, destruição de áreas de alimentação, captura acidental em aparelhos de pesca, colisão com embarcações, poluição causada por despejo de esgotos domésticos e contaminação por metais pesados oriundos dos agrotóxicos utilizados na lavoura.

No Ceará e Rio Grande do Norte, um dos principais impactos causados pela ocupação desordenada de estuários e manguezais é o assoreamento dos rios, que impede as fêmeas grávidas de darem à luz nessas áreas abrigadas. Isso faz com que essa região seja a principal área de encalhes de filhotes recém-nascidos vivos no Brasil, sendo considerada prioritária e estratégica pelo Governo Federal para a conservação da espécie.

O Programa Petrobras Ambiental foi criado em 2003 e, atualmente, patrocina cerca de 100 projetos, tendo alcançado dezenas de bacias e ecossistemas em seis biomas brasileiros, sendo Amazônia, Mata Atlântica, Caatinga, Cerrado, Pantanal, Pampa e ambiente marinho e costeiro. Suas ações já envolveram diretamente mais de 4 milhões de pessoas, além de mais de 1.500 parcerias, 1.910 publicações, 8.895 cursos e palestras e o estudo de mais de 8 mil espécies nativas.

Fonte: Petrobras

11:18 · 08.09.2012 / atualizado às 11:22 · 08.09.2012 por
Cientistas reunidos na Coréia do Sul alertam para a necessidade da conservação das espécies, mas a América Latina ainda é considerada a região mais preservada no Planeta Foto: Cid Barbosa

O maior fórum mundial de conservação da biodiversidade foi aberto na quinta-feira (6 de setembro), na Coreia do Sul, com o alerta de que o modelo de desenvolvimento adotado pelo ser humano está arruinando o planeta e levando milhares de espécies para a extinção.

“Para salvar a Terra, todos os países devem trabalhar juntos, reconhecendo que compartilham um destino comum”, destacou o presidente sul-coreano, Lee Myung-Bak, durante a cerimônia de abertura do Congresso Mundial de Conservação.

Lee afirmou que o estado do mundo natural foi “severamente comprometido” com o desenvolvimento desenfreado, que reduz a biodiversidade, levando quase 20 mil espécies à beira da extinção.

“Não podemos imaginar formas de resolver as mudanças climáticas, a pobreza ou a falta de água, de comida e de recursos energéticos separadas da natureza”, acrescentou.

Mais de oito mil autoridades governamentais, membros de organizações não-govvernamentais (ONGs), cientistas e diretores de empresas de 170 países estão no resort da ilha sul-coreana de Jeju para o congresso de dez dias sobre a biodiversidade.

A conferência quadrienal é realizada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), cujo presidente, Ashok Khosla, reforçou a necessidade de uma abordagem holística socioeconômica dos esforços de conservação.

“As políticas e as ações de preservação não podem ser bem sucedidas no longo prazo a menos que os países e as comunidades usem seus recursos de forma eficiente, distribuam os benefícios de forma justa e deem poder a seus cidadãos ativa e inclusivamente”, declarou.

A conferência é realizada em meio a alertas científicos do risco da extinção em massa, quando espécies lutam para sobreviver em um mundo de habitats pressionados, afetadas pela caça e sufocadas pelas mudanças climáticas.

Em um relatório publicado durante a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), em junho passado, no Rio de Janeiro, a IUCN informou que das 63.837 espécies analisadas, 19.817 correm risco de extinção.

A atualização de sua “Lista Vermelha” identificou como ameaçadas 41% das espécies de anfíbios, 33% dos corais construtores de recifes, 25% dos mamíferos, 20% das plantas e 13% das aves.

Muitas delas são essenciais aos seres humanos, fornecendo alimento, trabalho e constituindo um patrimônio genétic0 para melhores cultivos e medicamentos, acrescentou o relatório da organização.

Nos últimos anos, biólogos descobriram novas espécies de rãs e aves em florestas tropicais, uma prova de que a biodiversidade do planeta é apenas parcialmente conhecida.

Os países-membros das Nações Unidas se comprometeram, ao assumirem as Metas de Desenvolvimento do Milênio, reduzir a taxa de perda da biodiversidade em 2010, mas estão longe da meta.

Após este fracasso, estabeleceram “um plano estratégico para a biodiversidade” segundo o qual prometeram evitar a extinção das “espécies mais conhecidas”.

Com 11 mil cientistas voluntários e mais de mil funcionários pagos, a IUCN realiza milhares de estudos de campo ao redor do mundo para monitorar e ajudar a gerir os ambientes naturais.

América Latina preserva mais

Relatório global divulgado ontem, na Coreia do Sul, afirma que áreas de proteção ambiental cobrem 12,7% da superfície terrestre do Planeta, número que ainda está abaixo dos objetivos traçados pela Organização das Nações Unidas (ONU), enquanto que a América Latina lidera o ranking das regiões com maior área protegida.

Segundo o estudo “Planeta Protegido”, áreas destinadas a parques nacionais e outros tipos de reservas ambientais cresceram, em comparação com o índice de 8,8% registrado em 1990.

Uma das metas definidas pela Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), assinada por membros das Nações Unidas, é de que 17% do território do planeta esteja sob proteção até 2020.

“Áreas protegidas têm contribuído significativamente para a conservação da biodiversidade e um aumento em sua cobertura e efetividade é vital para prosperidade do planeta e das comunidades no futuro”, disse a diretora-geral da IUCN, Julia Marton-Lefèvre, no Congresso em Jeju.

O levantamento mostra que a América Latina tem 20,4% de suas terras protegidas oficialmente, acima da média das regiões em desenvolvimento -13,3% de área protegidas – e das regiões desenvolvidas do Planeta, que têm 11,6% de suas áreas protegidas.

“Para atingir a meta de 17% estabelecida pela CDB com áreas nacionais protegidas, mais 6 milhões de quilômetros quadrados de áreas terrestres e de águas continentais terão que ser reconhecidos como protegidos, uma área dez vezes o tamanho de Madagascar”, diz o relatório.

O estudo também trata de áreas protegidas no oceano, onde a meta está mais longe de ser cumprida. Atualmente, 4% de áreas de oceano sob jurisdição de países estão protegidas, enquanto a meta até 2020 é de 10% da área.

As entidades que organizaram o estudo avaliam, no entanto, que áreas protegidas oficialmente não significam que na prática esteja ocorrendo conservação dos recursos naturais.

Com informações de agências

18:44 · 08.04.2012 / atualizado às 18:44 · 08.04.2012 por
A ação inclui a população nordestina de Alouatta belzebul, conhecida como guariba Fonte: Fiocruz

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) acaba de lançar o Plano de Ação Nacional (PAN) para Conservação de Primatas do Nordeste. O objetivo é reverter a situação de risco de cinco espécies de macacos ameaçadas de extinção (Cebus flavius, Cebus xanthosternos, Callicebus coimbrai, Callicebus barbarabrownae e a população nordestina de Alouatta belzebul).

A portaria, com o texto final do PAN, foi publicada no Diário Oficial da União, no dia 23 de março. O plano prevê um conjunto de ações que devem ser realizadas pelo ICMBio e parceiros até 2016. A ideia é garantir pelo menos cinco populações viáveis para cada espécie-alvo, em diferentes ecossistemas, aumentando a área e a conectividade dos habitats e reduzindo os conflitos com os moradores das regiões de ocorrência dos animais.

O PAN foi elaborado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB), centro de pesquisa do ICMBio, em outubro de 2011, durante oficina de planejamento participativo. O CPB já tem algumas de suas ações em execução, outras em implementação, com projetos aprovados pela Diretoria de Biodiversidade do Instituto para execução neste ano.

Segundo a analista ambiental e doutora em Ecologia Aplicada, Mônica Montenegro, representante no CPB para os planos de ação e coordenadora do PAN Primatas do Nordeste, o plano “é um pacto em torno de objetivos específicos e ações para reverter a situação de risco dessas cinco espécies de primatas”.

Fonte: ICMBio

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