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Categoria: Conservação da Natureza


18:35 · 08.05.2018 / atualizado às 18:35 · 08.05.2018 por
O projeto “A avifauna de Fernando de Noronha – Conheça os outros moradores da ilha”, da Associação Proscience, de Pernambuco, foi um dos selecionados Foto: Kid Júnior / Agência Diário

A Fundação SOS Mata Atlântica e a Repsol Sinopec Brasil apresentaram o resultado do edital que destinará R$ 300 mil para projetos que colaboram com o aumento do engajamento e presença da sociedade nas áreas protegidas.

As iniciativas selecionadas estão em Unidades de Conservação (UCs) públicas e privadas da Mata Atlântica e em ambientes marinhos e realizam atividades de pesquisa, voluntariado, qualificação de jovens, gênero, observação de aves e ciência cidadã, entre outras.

Foram selecionados dez projetos de oito estados da Mata Atlântica. Neste edital, foram 109 inscritos de 16 dos 17 estados abrangidos pelo bioma – o único estado sem propostas foi Sergipe. Este foi o recorde de inscrições desde a primeira edição do edital, em 2010. Dentre as propostas, 69% eram de ambientes marinhos e 31% de UCs públicas e privadas da Mata Atlântica.

Juntos, os projetos selecionados ajudam a proteger uma área de mais de 500 mil hectares e estão localizados em UCs de proteção integral – como o Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes (SP) e o Monumento Natural Morro dos Conventos (SC) –, e de uso sustentável – como as Florestas Nacionais Ipanema (SP) e Assungui (PR) e a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Pedra D’Anta (PE).
“Recebemos muito mais inscrições do que esperávamos. Isso indica que valorizar parques e reservas e proteger o mar é uma preocupação relevante“, afirma a bióloga Erika Guimarães da Fundação SOS Mata Atlântica, especialista em Parques e Reservas.

Pela primeira vez o edital foi destinado para promover maior presença nas Unidades de Conservação – passando por pesquisa, até uso público e voluntariado. “Acreditamos que envolver a sociedade nessa causa é a melhor forma de garantir a efetividade das áreas protegidas, com a participação, cuidado e, principalmente, valorização de seus benefícios“, diz Diego Igawa Martinez, biólogo da Fundação SOS Mata Atlântica.

Ao longo de seus 31 anos, a SOS Mata Atlântica já apoiou mais de 500 UCs públicas e privadas no bioma Mata Atlântica, colaborando para a proteção de aproximadamente 2 milhões de hectares com um investimento de R$ 3 milhões. Em 2010, teve início a parceria com a Repsol Sinopec Brasil, no Programa Costa Atlântica, e esse trabalho conjunto já beneficiou 27 iniciativas em dez estados, com aporte de mais de R$ 1 milhão.

Veja a lista completa dos projetos apoiados

Geoambiental Brasil (SC)
Unidades de Conservação da Costa de Araranguá – difundindo a natureza local com o Roteiro Geoecológico
Divulgar a existência e a importância das Unidades de Conservação da Natureza da Costa de Araranguá, decretadas em dezembro de 2016, mas ainda desconhecidas pela sociedade, abordando a preservação e a geodiversidade da região.

Instituto Curicaca (RS)
Integração de jovens locais no Uso Público do Parque Estadual de Itapeva
Fortalecer o papel do Parque Estadual de Itapeva na conservação da biodiversidade associada aos usos indiretos pela visitação pública e a educação ambiental.

Associação de Catadores de Marisco de Ilha Grande – Piauí (PI)
Articulação de Mulheres Empoderadas em Atividades Sustentáveis
Desenvolver ações sustentáveis e de empoderamento social das marisqueiras residentes na Área de Proteção Ambiental Delta do Parnaíba para o fortalecimento desta Unidade de Conservação.

Fundação de Apoio à Universidade Federal de São Paulo – FapUNIFESP (SP)
Análise do Perfil Socioeconômico e Experiência do Visitante no Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes – São Paulo: contribuições a gestão do uso público
Gerar informações e realizar oficinas para contribuir com a gestão do uso público baseada no turismo de mergulho, que vem sendo implementado de maneira gradual e planejada no Arquipélago de Alcatrazes após a criação do Refúgio de Vida Silvestre.

Associação Proscience (PE)
A avifauna de Fernando de Noronha – Conheça os outros moradores da ilha
Promover a conservação da avifauna de Fernando de Noronha e a aproximação da sociedade às Unidades de Conservação do arquipélago através da atividade de observação de aves, aliando uso público e instrumentos e ciência cidadã.

Instituto Manacá (SP)
Programa de abertura de escalada em rocha na Floresta Nacional de Ipanema, e monitoramento do Urubu-Rei nos setores de escalada
Fortalecer o uso público com a modalidade de escalada em rocha na Floresta Nacional de Ipanema, aliado à capacitação de monitores locais e monitoramento da ocorrência do Urubu-Rei (Sarcoramphus papa) nos afloramentos rochosos.

Associação Miríade (PR)
Trilhas da Gralha Azul – Projeto de Turismo de Base Comunitária com o protagonismo juvenil na Flona do Assungui – Campo Largo (PR)
Implantar um roteiro de turismo de base comunitária na Floresta Nacional do Assungui destacando as trilhas ecológicas com o protagonismo de jovens da região de 18 a 24 anos.

Oceânica – Pesquisa, Educação e Conservação (RN)
Águas da Mata Atlântica – APA Bonfim-Guaraíra
Fortalecer a presença e o engajamento da comunidade de Nísia Floresta e São José de Mipibu com a Área de Proteção Ambiental Bonfim-Guaraíra, utilizando a água como tema central e relacionando a proteção da Mata Atlântica na manutenção da qualidade dos recursos hídricos da região.

Bíon Consultoria e Assessoria Ambiental (MS)
Programa de Monitoria Voluntária no Parque Nacional da Serra da Bodoquena (MS): Estruturação e Fortalecimento
Estruturar, fortalecer e ampliar o Programa de Monitoria no Parque Nacional da Serra da Bodoquena (MS), através de capacitação, elaboração de materiais didáticos e outras metodologias.

Associação para a Conservação das Aves do Brasil (PE)
Observação de aves e Ciência Cidadã: um caminho para reconectar pessoas e natureza
Promover o engajamento da comunidade local com a Reserva Particular do Patrimônio Natural Pedra D’Anta e com a conservação da Mata Atlântica e sua biodiversidade.

Fonte: Fundação SOS Mata Atlântica

09:00 · 09.03.2018 / atualizado às 14:19 · 09.03.2018 por
Parque Nacional de Ubajara, na Serra da Ibiapaba (Ceará) Foto: Thiago Gadelha / Agência Diário

Queda nas despesas em conservação e fiscalização do meio ambiente no País marca a última década, aponta estudo do WWF-Brasil e Associação Contas Abertas

O ano de 2018 começou com R$ 3,7 bi de gastos autorizados no Ministério do Meio Ambiente (MMA) e suas autarquias, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Serviço Florestal Brasileiro (SFB). O valor é menor do que o autorizado por Lei pelo Congresso para 2017 (R$ 3,9 bi) e ainda menor do que a autorização de gastos concedida em 2013 (R$ 5 bi), melhor ano da década, em valores corrigidos pela inflação.

Segundo o WWF-Brasil e a Associação Contas Abertas, os números apontam uma queda no investimento público provocada pela crise fiscal e agravada pela falta de visão política sobre a importância estratégica em se conservar o meio ambiente e os recursos naturais renováveis no Brasil. Os dados integram o mais amplo estudo sobre os gastos públicos em meio ambiente no País e que abarca os gastos da União, estados e municípios nos últimos dez anos.

O estudo do WWF-Brasil e da Associação Contas Abertas, divulgado nessa terça-feira (6), revela uma preocupante tendência com cortes em áreas vitais, como o monitoramento e fiscalização do desmatamento, a conservação da biodiversidade e a gestão dos recursos hídricos, áreas que provêm serviços essenciais para a sociedade, como o equilíbrio climático, alimentos e água.

As ações orçamentárias que tratam das áreas protegidas, por exemplo, começam o ano com R$ 236 mi, contra uma autorização de gastos de R$ 252 mi em 2017. A ação orçamentária que apoia a criação, gestão e implementação das Unidades de Conservação (UCs) chegou a perder recursos no Congresso em relação à proposta do governo, o que revela um Legislativo insensível à importância do tema ambiental.

O ICMBio, responsável pelas UCs, é, entre as autarquias vinculadas ao MMA, a mais atingida pela redução de gastos. Tem R$ 708 mi no Orçamento de 2018, contra R$$ 1,256 bi de gastos autorizados em 2017, uma redução de 44%.

O corte mais profundo atingiu o Bolsa Verde, programa que paga R$ 300 a cada três meses a famílias extremamente pobres e que moram em áreas protegidas, como incentivo à conservação. O programa desembolsou R$ 61,7 mi em 2017, R$ 78 mi em 2016 e R$ 106,1 mi em 2015. Veio perdendo recursos até desaparecer no Orçamento de 2018, por proposta do Executivo, acatada pelo Congresso. O governo informou que busca repassar a conta ao Fundo Amazônia, que também sofreu corte nos aportes, em decorrência do aumento do desmatamento na Amazônia, como lembra o estudo.

No ano da realização do 8° Fórum Mundial da Água, que reunirá representantes de mais de cem países em Brasília, no mês que vem, a ANA também perde recursos em relação ao Orçamento de 2017. Na principal ação da área em volume de verbas, a proposta para a implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos cai de R$ 181,7 mi autorizados para R$ 136 mi, em 2018.

Outra importante fonte de recursos para o combate ao desmatamento na Amazônia foi alvo de corte em 2017, cujos impactos aparecerão em 2018. O governo da Noruega reduziu a menos da metade o aporte anual de recursos ao Fundo Amazônia, administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em dezembro, o governo norueguês repassou ao fundo US$ 41.791 mil, cerca de 43% do valor transferido em dezembro de 2016, de US$ 97.953 mil. Em nota, o governo norueguês atribuiu a redução do repasse ao aumento do desmatamento registrado no Brasil entre agosto de 2015 e julho de 2016.

Estados e municípios

De 2013 para cá, o volume de recursos destinados ao financiamento vem diminuindo ano a ano em todas as esferas de governo. A avaliação do comportamento das despesas na função Gestão Ambiental que constam do estudo do WWF-Brasil e Contas Abertas tem como base informações prestadas pela União, estados e municípios ao Tesouro Nacional, por exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), reunidas no Balanço do Setor Público Nacional.

Entre 2007 e 2016, União, estados e municípios juntos gastaram com Gestão Ambiental metade do orçamento anual do programa Bolsa Família. Foram, em média, R$ 13,1 bi de despesas na função no período, contra R$ 28,1 bi pagos pelo Bolsa Família em 2016.

O conjunto de gastos na década sugere uma montanha, com um grande movimento acidentado de aclive seguido por uma queda acentuada: as despesas crescem até 2013 e caem a partir de 2014, quando começa a recessão econômica, e a redução nas receitas tributárias impõe aperto nas contas públicas. Nos municípios, a queda começa em 2015.

O Estado e o Município de São Paulo lideram o ranking dos que mais gastaram em Gestão Ambiental tanto em 2016 como num período de quatro anos. No Estado, 42% do valor registrado no ano passado pagou pessoal, e os investimentos consumiram pouco mais de um a cada quatro reais.

No Município, a maior fatia das despesas com conservação ambiental foi destinada à conservação, operação e manutenção de parques, de acordo com informações do portal da transparência paulistano.

A distância no volume de gastos entre estados e municípios é notável. Em 2016, depois de registrar queda de 21% nos gastos em relação ao ano anterior, o município paulista ainda registrou despesa três vezes maior do que todo o Estado do Pará ou 6,5 vezes o montante gasto pelo Estado do Amazonas. Dos estados que compõem o bioma Amazônia, o Mato Grosso foi o que lançou o maior volume de gastos na função Gestão Ambiental.

Sobre o WWF

O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza, com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações.

Criado em 1996, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o País e integra a Rede WWF, a maior rede mundial independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

Fonte: WWF-Brasil

19:11 · 24.07.2017 / atualizado às 19:41 · 24.07.2017 por
O cantor pernambucano se junta à ONG para dar visibilidade ao Desafio Ambiental para estimular negócios sustentáveis, reconhecer inovações, iniciativas sociais e ferramentas que fomentem a sustentabilidade e que apoiem a restauração florestal em harmonia com questões sociais Foto: WWF-Brasil

Em uma iniciativa para trazer melhorias ao meio ambiente, o WWF-Brasil lançou, em junho, o Desafio Ambiental: inovação e empreendedorismo em restauração florestal, com o intuito de apoiar o País a atingir suas metas de restauração e, ao mesmo tempo, dar visibilidade a iniciativas pioneiras. E, para chamar atenção à causa, o cantor Lenine se uniu ao WWF-Brasil.

Engajado em causas ecológicas, Lenine aceitou de pronto participar desta ação, que tem suas inscrições abertas até o dia 9 de agosto. Para o diretor executivo do WWF-Brasil, Maurício Voivodic, “há bastante sinergia entre os valores do Lenine e os da organização, devido ao posicionamento ecológico dele e o seu envolvimento com a ‘causa verde’”.

E continua: “Queremos encontrar e promover o empreendedorismo e a inovação no setor privado para que a restauração florestal ganhe escala e se multiplique nas propriedades rurais brasileiras. Ao mesmo tempo, queremos popularizar o tema de restauração, que é de interesse público, e essa conexão com o público ganha força com a presença do Lenine”.

Lenine iniciou em 2015 o projeto Carbono, inspirado no elemento químico conhecido como a “base da vida”. Nesse álbum, o cantor destaca os impactos ambientais gerados pelo homem e a importância de freá-los.

Desafio Ambiental

Trata-se de um concurso para mapear, conectar, impulsionar e premiar iniciativas que restauram biomas brasileiros por meio de modelos inovadores e sustentáveis. A ação combina os universos da restauração florestal e do empreendedorismo de impacto e inovação, visando não só premiar financeiramente as ideias selecionadas, mas criar uma rede de colaboração entre as diversas iniciativas que acontecem no Brasil hoje, impulsionando o ecossistema de restauração.

Dentro da prática de restauração florestal, o concurso busca reconhecer:

  • Projetos de campo
  • Modelos de negócios que viabilizem a recuperação de áreas degradadas
  • Metodologias ou modelos inovadores
  • Iniciativas sociais que promovam a restauração florestal e sua cadeia
  • Tecnologias
  • Startups

As propostas serão selecionadas por júri técnico e júri popular. O primeiro corpo de jurados será composto por um representante de cada um dos parceiros do desafio, enquanto que o júri popular está aberto a qualquer pessoa física, sendo um voto para cada CPF.

Na primeira fase do concurso, serão selecionadas até oito propostas para a realização de uma imersão com o Impact HUB, a fim de impulsionar seu projeto. Em homenagem ao Dia da Árvore (Centro-Oeste, Sudeste e Sul), a premiação vai ocorrer no dia 21 de setembro e os prêmios serão distribuídos da seguinte forma:

1º lugar – júri técnico: participação da imersão e mentoria. R$ 5.000,00 em dinheiro e participação do Empretec (Sebrae)

2º lugar – júri técnico: participação da imersão e mentoria. R$ 3.000,00 em dinheiro e participação do Empretec (Sebrae)

3º ao 8º lugar: participação da imersão e mentoria

1º lugar – júri popular – R$ 2.000,00 em dinheiro

Por que restaurar?

A restauração florestal é uma prática importante para a manutenção dos ecossistemas. Essa técnica recupera áreas degradadas visando restabelecer sua estrutura e função ecológica, com melhoria da qualidade e quantidade dos recursos hídricos, fixação de carbono, regulação climática e conservação da biodiversidade, entre outras.

Surge como ferramenta de contraponto a preocupação com as questões ambientais, e, em particular, com o aquecimento global e com a possibilidade de ocorrerem mudanças do clima nos próximos anos.

O Brasil se configura entre os principais países produtores e exportadores de produtos agropecuários, com mais de 300 de milhões hectares destinados à agropecuária, segundo o IBGE. Contudo, esse setor também responde por grande parte das emissões brasileiras de gases de efeito estufa (GEE), que são responsáveis diretamente pelo aquecimento global.

“Nosso país se comprometeu em implantar ações e medidas que promovam o cumprimento de nossas metas no Acordo de Paris. Dentre elas, há o compromisso de recuperar 15 milhões de hectares de pastagens degradadas e reflorestar 12 milhões de hectares. Todavia, a estrutura hoje disponível para esse fim não conseguirá atender essa demanda se não houver ingredientes extras, com inovação e empreendedorismo”, comenta Mauricio Voivodic.

Imersão e planejamento colaborativo

Existem no Brasil inúmeras iniciativas que atuam em prol das florestas. São projetos de restauração e reflorestamento, agroflorestas, pequenos ou médios agricultores, startups de impacto, rede de sementes, povos e comunidades tradicionais e muitas outras iniciativas, que geram renda, restauram ecossistemas e contribuem para reverter o já conhecido quadro de desmatamento e degradação.

O impacto em larga escala e verdadeiramente transformacional não pode ocorrer isoladamente, requer ação coletiva. A ideia é impulsionar os projetos envolvidos e, além disso, estimular a criação de caminhos de colaboração setorial e interssetorial.

WWF-Brasil

Trata-se de uma organização não governamental (ONG) brasileira dedicada à conservação da natureza, com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações.

Criado em 1996, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o País e integra a Rede WWF, a maior rede mundial independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

Mais informações:
Desafio Ambiental: inovação e empreendedorismo em restauração florestal
Inscrições: até 9 de agosto de 2017
Realização: WWF-Brasil
Execução: Impact HUB
Apoio:
Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Ministério do Meio Ambiente (MMA), Pacto pela Restauração da Mata Atlântica e Parque Nacional da Tijuca
Site: www.desafioambiental.org

21:00 · 10.02.2017 / atualizado às 21:01 · 10.02.2017 por
O periquito cara-suja (Pyrrhura griseipectus), o mais ameaçado de extinção das Américas, teve projeto de conservação, no Maciço de Baturité, aprovado em uma das edições anteriores Foto: Fábio Nunes / Aquasis

O Programa de Apoio a Ações de Conservação da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, que já apoiou 1.493 iniciativas, visa potencializar a geração de conhecimento com pesquisas e estudos sobre a biodiversidade brasileira, além de estimular ações que promovam mudanças positivas no cenário ambiental do País.

As inscrições para a primeira chamada anual de 2017 do Edital de Apoio a Projetos estão abertas até 31 de março, no site www.fundacaogrupoboticario.org.br, na seção Editais da página inicial. Serão selecionadas iniciativas em todas as regiões brasileiras.

O edital é dividido em três linhas temáticas. Uma delas busca a criação ou ampliação de Unidades de Conservação de Proteção Integral e Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), além de executar ações prioritárias indicadas em seus planos de manejo.

Outra linha prioriza iniciativas para proteger as espécies brasileiras ameaçadas de extinção. Esses projetos devem ter como objetivo colocar em prática as ações previstas nos Planos de Ação Nacional (PANs), buscando melhorar os seus status de conservação. Também são previstas ações emergenciais para aquelas que ainda não possuam PANs ou que enquadrem uma espécie em listas oficiais de ameaças.

O terceiro foco do edital é voltado para iniciativas que visem minimizar as ameaças à biodiversidade dos ecossistemas costeiros e marinhos, que estão longe da meta de proteção da Convenção da Diversidade Biológica (CDB) – que indica a necessidade de conservar 10% desses ambientes, sendo que o Brasil protege atualmente apenas 1,5% por meio de Unidades de Conservação (UCs).

“A partir de cada projeto selecionado, reforçamos nossa razão de existir: promover e realizar ações de conservação da natureza brasileira. Cada edital representa várias oportunidades de participarmos dos mais diversos estudos e ações práticas de conservação, que são pragmáticos e cumprirão este objetivo”, afirma Malu Nunes, diretora executiva da Fundação Grupo Boticário.

Para concorrer ao apoio é preciso que a iniciativa seja realizada por instituições privadas sem fins lucrativos, como fundações ligadas a universidades e organizações não governamentais. Em caso de dúvidas, os interessados podem contatar a equipe de Ciência e Informação da Fundação Grupo Boticário, pelo endereço edital@fundacaogrupoboticario.org.br.

A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza é uma organização sem fins lucrativos cuja missão é promover e realizar ações de conservação da natureza. Criada em 1990, por iniciativa do fundador de O Boticário, Miguel Krigsner, a atuação da Fundação Grupo Boticário é nacional e suas ações incluem proteção de áreas naturais, apoio a projetos de outras instituições e disseminação de conhecimento.

Desde a sua criação, a Fundação Grupo Boticário já apoiou mais de 1.493 projetos de 493 instituições em todo o Brasil. A instituição mantém duas reservas naturais, a Reserva Natural Salto Morato, na Mata Atlântica; e a Reserva Natural Serra do Tombador, no Cerrado, os dois biomas mais ameaçados do País. Outra iniciativa é um projeto pioneiro de pagamento por serviços ambientais em regiões de manancial, o Oásis.

Mais informações:
www.fundacaogrupoboticario.org.br

www.twitter.com/fund_boticario

www.facebook.com/fundacaogrupoboticario

22:37 · 17.10.2016 / atualizado às 22:37 · 17.10.2016 por

O periquito-cara-suja (Pyrrhura griseipectus) já esteve com seus dias contados. Com apenas 250 indivíduos na natureza em 2003, o nível de ameaça à espécie era gravíssimo, com risco de desaparecer da Serra de Baturité (CE), um dos três pontos de ocorrência da espécie.

A serra, que fica a cerca de 100Km de Fortaleza, é bastante sensível, pois se trata de uma região de Mata Atlântica, ambiente natural mais ameaçado do País, em pleno sertão cearense. O local é um importante reservatório de água e abastece cerca de dois milhões de pessoas, englobando a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

Para garantir a proteção desse periquito, o mais ameaçado das Américas, a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza iniciou, em 2007, o apoio à ONG Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis).

“São quase dez anos de suporte às iniciativas que visam a conservar a espécie, mas ainda há muito a ser feito pela proteção de todo o ambiente natural em que o periquito vive”, afirma Malu Nunes, diretora executiva da Fundação Grupo Boticário.

Por conta deste trabalho, neste ano, nasceram mais de 180 filhotes de periquitos-cara-suja na natureza. Ao todo, mais de 440 filhotes nasceram nas caixas-ninho nos últimos sete anos.

O resultado é bastante significativo, pois, atualmente, estima-se que menos de mil indivíduos vivam na natureza, número muito baixo e preocupante. A espécie é considerada criticamente ameaçada de extinção, sendo o psicitacídeo (grupo de aves das araras, periquitos e papagaios) mais vulnerável do País.

O periquito-cara-suja possui grande importância na floresta e para os moradores da região, pois é responsável pela disseminação de sementes maiores, que outras espécies não conseguem quebrar.

“Com o desaparecimento dele, essas árvores como o camunzé ou a guabiraba poderiam se prejudicar, empobrecendo a floresta, o que, por consequência, afeta diretamente o bem-estar das comunidades que vivem no entorno da região e dependem da floresta”, explica Alberto Campos, um dos fundadores da Aquasis.

O coordenador do projeto e pesquisador responsável pela pesquisa Fábio Nunes  afirma que a espécie, por ser bastante rara e endêmica (exclusiva) dessa região, chama muito a atenção dos observadores de aves (birdwatchers) que viajam milhares de quilômetros para visualizar o periquito.

Dessa forma, eles aquecem a economia local por meio do turismo ecológico, pois consomem nos restaurantes, lojas e hotéis da cidade. “A observação de aves é o turismo que mais cresce na Serra de Baturité e tem injetado renda significativa na economia local”, conclui.

Neste ano, nasceram mais de 180 filhotes de periquitos-cara-suja na natureza Foto: Fábio Nunes / Aquasis
Neste ano, nasceram mais de 180 filhotes de periquitos-cara-suja na natureza Foto: Fábio Nunes / Aquasis

Ações prioritárias

Campos destaca que a espécie não tem um Plano de Ação Nacional (PAN) próprio. “Ela consta no PAN das aves da Caatinga, junto com outras 11 espécies. Não tem como definir estratégias de conservação para aves tão diferentes”, explica.

O PAN é uma política pública que tem por objetivo identificar e orientar as ações prioritárias para combater as ameaças que põe em risco as espécies e ambientes naturais brasileiros. Segundo a Convenção da Diversidade Biológica (CDB), da qual o Brasil é signatário, o País deve elaborar e executar Planos de Ação para todas as espécies oficialmente ameaçadas até 2020.

Além disso, os pesquisadores destacam a necessidade da criação de unidades de conservação de proteção integral – aquelas que permitem apenas o uso indireto dos seus recursos naturais, proibindo sua extração ou dano – e a urgência da fiscalização no entorno da Área de Proteção Ambiental (APA) Estadual da Serra de Baturité.

Segundo eles, no caso do periquito-cara-suja, as principais ameaças são a falta de árvores de grande porte que seriam utilizadas para fazer os ninhos e o tráfico de animais silvestres. Para resolver essas questões, eles contam, foram criadas duas frentes de trabalho: uma de conscientização da população para a importância da espécie e outra de implantação de caixas-ninho.

Ilha de Mata Atlântica na Caatinga

A Serra de Baturité é uma das pouquíssimas regiões de Mata Atlântica que ainda existem no Ceará. “Considero a região prioritária para conservação devido ao conjunto de espécies de fauna e flora ameaçadas que só ocorrem ali”, explica Alberto Campos. Os pesquisadores pretendem trabalhar a conservação do periquito-cara-suja como símbolo para proteger toda a região da serra.

Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza

Trata-se de uma organização sem fins lucrativos cuja missão é promover e realizar ações de conservação da natureza. Criada em 1990, por iniciativa do fundador de O Boticário, Miguel Krigsner, a atuação da Fundação Grupo Boticário é nacional e suas ações incluem proteção de áreas naturais, apoio a projetos de outras instituições e disseminação de conhecimento.

Desde a sua criação, a Fundação Grupo Boticário já apoiou 1.457 projetos de 488 instituições em todo o Brasil. A instituição mantém duas reservas naturais, a Reserva Natural Salto Morato, na Mata Atlântica; e a Reserva Natural Serra do Tombador, no Cerrado, os dois biomas mais ameaçados do País.  Outra iniciativa é um projeto pioneiro de pagamento por serviços ambientais em regiões de manancial, o Oásis.

Fonte:  Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza

08:00 · 03.02.2016 / atualizado às 11:59 · 03.02.2016 por
O Ecossistema Costeiro-Marinho foi a área natural escolhida como foco para o segundo edital nacional da Fundação Grupo Boticário de 2015 Foto: Helosa Araújo / Agência Diário
O Ecossistema Costeiro-Marinho foi a área natural escolhida como foco para o segundo edital nacional da Fundação Grupo Boticário de 2015 Foto: Helosa Araújo / Agência Diário

As inscrições para a primeira chamada anual de 2016 do Edital de Apoio a Projetos, da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, estão abertas desde o dia 31 de janeiro e podem ser realizadas até 31 de março, no site www.fundacaogrupoboticario.org.br, na seção “Editais”.

Serão selecionadas iniciativas em todas as regiões brasileiras. As inscrições para o Edital Biodiversidade Paraná serão abertas no segundo semestre. Em caso de dúvidas, os interessados podem contatar a equipe de Ciência e Informação da Fundação Grupo Boticário, pelo endereço picn@fundacaogrupoboticario.org.br.

20 iniciativas receberão R$1,5 mi

Em janeiro, a Fundação divulgou a lista das novas iniciativas de conservação da natureza que serão apoiadas a partir do primeiro semestre de 2016. No total, serão doados cerca de R$ 1,5 milhão a 20 novas iniciativas, no Ecossistema Costeiro-Marinho e na Mata Atlântica. As pesquisas foram selecionadas por meio de dois editais, um nacional e outro com foco no Paraná.

No edital nacional, os Estados beneficiados foram São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Paraíba, Amapá, Pará, Maranhão, Pernambuco, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que abrigam importantes áreas do ecossistema costeiro-marinho, área natural escolhida como foco para o segundo edital nacional da Fundação Grupo Boticário de 2015.

Já o Edital Biodiversidade do Paraná, seleciona apenas pesquisas e projetos a serem realizados por instituições desse Estado, com foco especial para a Floresta com Araucárias – ecossistema reduzido a 1% da sua cobertura original – e para a Floresta Densa do Lagamar (Litoral e Serra do mar).

Nesta chamada, sete iniciativas foram aprovadas, com um valor total de R$ 600 mil. Esse edital, que é anual, é realizado em parceria com a Fundação Araucária, instituição sem fins lucrativos que atua no fomento à pesquisa no Paraná.

Entre os projetos selecionados, destaca-se o trabalho que será desenvolvido para a conservação das tartarugas marinhas na região da Foz do Rio Doce (ES). Realizada pelo Projeto Tamar, essa iniciativa ganha, ainda, mais relevância após o desastre com as barragens de rejeitos de mineração, ocorrido em novembro do ano passado, em Mariana (MG), e que chegou ao mar na altura do Espírito Santo.

“Os estudos dessa pesquisa podem vir a trazer informações valiosas para entender melhor o impacto que esse incidente causou na biodiversidade local”, afirma Malu Nunes, diretora executiva da Fundação Grupo Boticário.

Em 25 anos de atuação, a Fundação Grupo Boticário já se firmou como uma das maiores apoiadoras, ligadas à iniciativa privada, de iniciativas de conservação da natureza brasileira. Ao todo, 1.457 iniciativas já foram apoiadas em todos os estados brasileiros.

Para conferir a lista completa das 20 novas iniciativas selecionadas nos dois editais, bem como os respectivos técnicos e instituições responsáveis por cada uma delas, acesse o site www.fundacaogrupoboticario.org.br, e clique na seção “O que fazemos” > “Editais”.

Fundação Grupo Boticário

A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza é uma organização sem fins lucrativos, cuja missão é promover e realizar ações de conservação da natureza. Criada em 1990, por iniciativa do fundador de O Boticário, Miguel Krigsner, a atuação da Fundação Grupo Boticário é nacional e suas ações incluem proteção de áreas naturais, apoio a projetos de outras instituições e disseminação de conhecimento.

Desde a sua criação, a Fundação Grupo Boticário já apoiou 1.457 projetos de 487 instituições em todo o Brasil. A instituição mantém duas reservas naturais, a Reserva Natural Salto Morato, na Mata Atlântica; e a Reserva Natural Serra do Tombador, no Cerrado, os dois biomas mais ameaçados do País. Outra iniciativa é um projeto pioneiro de pagamento por serviços ambientais em regiões de manancial, o Oásis.

Fonte: Fundação Grupo Boticário

08:14 · 30.07.2015 / atualizado às 08:34 · 30.07.2015 por

Atração fica na capital cearense por duas semanas e tem atendimento especial para grupos escolares

A Conexão Estação Natureza, exposição interativa que tem por objetivo aproximar a natureza do dia a dia das pessoas, chegou a Fortaleza nesta terça-feira (28). A mostra, que é inédita e gratuita, acontece na Praça do Telão (Piso L1) do Shopping Iguatemi Fortaleza até 11 de agosto e é promovida pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

A exposição teve início em São Paulo (SP) e já esteve no Rio de Janeiro (RJ), em Belo Horizonte (MG), em Brasília (DF) e em Salvador (BA) atraindo mais de 1,5 milhão de pessoas. Depois de Fortaleza, o evento segue para outras quatro capitais, percorrendo, no total, 15 mil Km, por todas as regiões brasileiras.

A Conexão Estação Natureza sensibiliza os visitantes para a causa ambiental, oferecendo atividades interativas, a partir de recursos tecnológicos avançados. Sua principal mensagem é que seres humanos e a natureza estão conectados um ao outro, de modo indissociável. Toda a exposição é 100% adaptada para portadores de necessidades especiais.

Atrações para toda a família

A Conexão Estação Natureza oferece jogos e atividades para todos os públicos e idades. O espaço que tem atraído mais visitantes é o cinema sensorial 4D de seis telas dispostas em 360º. Nele as pessoas assistem a um vídeo sobre a natureza, que leva o participante a “viajar” por diversos ambientes naturais do planeta e é narrado pelo próprio tempo. Enquanto as cenas passam diante das telas, as pessoas sentem frio, calor, vento, chuva e até aromas: tudo de acordo com as imagens que estão sendo projetadas.

As “viagens sem sair do lugar” não param por aí: os visitantes têm a oportunidade de usar os óculos “rift” e fazer uma visita virtual à Reserva Natural Salto Morato, unidade de conservação localizada dentro do maior trecho contínuo de Mata Atlântica do País.

Em outras partes é possível se divertir em jogos interativos, com tecnologias inovadoras como a “Kinect”, na qual os personagens de um jogo sobre serviços ambientais repetem na tela os movimentos realizados pelos participantes. Também há um game com a tecnologia “motion by hands”, em que os jogadores utilizam suas mãos em cima da tela, sem precisar tocá-la, para interagir nas diversas fases de um game sobre as mudanças climáticas.

“Com linguagem simples, acessível e atividades divertidas, a mostra atinge crianças de todas as idades, estudantes, famílias e até mesmo pessoas que nunca ouviram falar em conservação. Informação é o primeiro passo para uma real mudança de postura da sociedade com relação ao meio ambiente”, explica Malu Nunes, diretora executiva da Fundação Grupo Boticário. A exposição faz parte das comemorações de 25 anos dessa organização.

Pedaladas ecológicas

Conscientizar sobre a emissão de gases do efeito estufa também é um dos objetivos da exposição, especialmente diante do cenário de mudanças climáticas pelo qual passamos. Por isso, estão disponíveis três bicicletas ligadas à reprodução em tamanho real de uma árvore de médio porte. Quando as pessoas pedalam, uma calculadora instantânea apresenta em tempo real informações de quanto se está economizando de combustível fóssil durante a pedalada, além da quantidade de gases de efeito estufa que estão sendo deixados de emitir, entre outros dados.

Para incentivar as “pedaladas ecológicas” está sendo feita uma espécie “competição do bem” entre as cidades que estão recebendo a exposição. Cada nova capital saberá quanto que as anteriores pedalaram e será encorajada a bater esse número. Em São Paulo foram pedalados 2.341 Km, Brasília superou essa marca com 2.807 Km, sendo que o Rio de Janeiro ampliou a diferença com 3.274 Km. Belo Horizonte é a segunda colocada com 6.069 Km e Salvador é a atual campeã com 7.562 Km.

Atendimento especial às escolas

As escolas cearenses interessadas terão a possibilidade de levar seus alunos para visitar a exposição nos períodos da manhã e da tarde, em visitas guiadas. Para agendar a visita, os professores devem ligar diretamente para o Shopping Iguatemi Fortaleza, pelo número (85) 3477-3521.

Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza

A Fundação é uma organização sem fins lucrativos, cuja missão é promover e realizar ações de conservação da natureza. Criada em 1990 por iniciativa do fundador de O Boticário, Miguel Krigsner, a atuação é nacional e suas ações incluem proteção de áreas naturais, apoio a projetos de outras instituições e disseminação de conhecimento.

Desde a sua criação, já apoiou 1.439 projetos de 482 instituições em todo o Brasil. A instituição mantém duas reservas naturais, a Reserva Natural Salto Morato, na Mata Atlântica; e a Reserva Natural Serra do Tombador, no Cerrado. Outra iniciativa é um projeto pioneiro de pagamento por serviços ambientais em regiões de manancial, o Oásis.

Mais informações:

Conexão Estação Natureza

Data: Até 11 de agosto

Local: Shopping Iguatemi Fortaleza – (Praça do Telão) – Piso L1

Endereço: Avenida Washington Soares, 85 – Bairro Edson Queiroz – Fortaleza (CE)

Horários: Aberta durante o funcionamento do shopping

Classificação: Livre

Evento gratuito

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12:17 · 03.07.2015 / atualizado às 12:17 · 03.07.2015 por
Salto
Reserva Natural Salto Morato, em Guaraqueçaba (PR) Foto: Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza

O Evento acontece em Curitiba (PR) entre 21 e 25 de setembro

As inscrições para o VIII Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (CBUC) e para o IV Simpósio Internacional de Conservação da Natureza já estão disponíveis no site www.fundacaogrupoboticario.org.br/cbuc.

Os eventos são simultâneos e acontecem de 21 a 25 de setembro, em Curitiba (PR). O CBUC é considerado um dos maiores eventos sobre o tema na América Latina e neste ano contará com nomes como o cineasta Fernando Meirelles, a ambientalista Marina Silva e o jornalista Alexandre Mansur.

Reserva Natural Serra do Tombador, em Cavalcante (GO) Foto: Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza
Reserva Natural Serra do Tombador, em Cavalcante (GO) Foto: Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza

Preço promocional até 27 de julho

Aqueles que fizerem a inscrição até 27 de julho conseguirão preços promocionais: R$ 350 – proprietários de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), estudantes, profissionais públicos de órgãos ambientais e de Organizações Não Governamentais (ONGs) – e R$550 para os demais participantes.

A segunda chamada será de 28 de julho a 11 de setembro, quando os valores variam de R$ 450 a R$ 700. Já durante o evento, as inscrições custarão entre R$ 600 e R$ 1.000. No pacote, estão incluídas todas as palestras dos cinco dias, além dos almoços.

O evento será realizado na capital do Paraná, em comemoração aos 25 anos da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, instituição paranaense que promove o CBUC.

Reserva Natural Salto Morato, em Guaraqueçaba (PR) Foto: Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza
Reserva Natural Salto Morato, em Guaraqueçaba (PR) Foto: Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza

Ampliar a discussão e compartilhar conhecimento

O objetivo é “ampliar a discussão e compartilhar conhecimento entre os diversos setores da sociedade, por isso, queremos ampla participação do público em geral para que façam parte dos diálogos, sintam-se parte do meio ambiente e atuem em benefício da conservação da natureza”, destaca a diretora executiva da Fundação Grupo Boticário, Malu Nunes.

A programação do VIII CBUC será abrangente, incluindo diferentes áreas do conhecimento, para criar o ambiente colaborativo e de novas ideias em busca de estratégias para o fortalecimento do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), uma de nossas principais leis ambientais.

Reserva Natural Serra do Tombador, em Cavalcante (GO) Foto: Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza
Reserva Natural Serra do Tombador, em Cavalcante (GO) Foto: Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza

Histórias transformadoras serão apresentadas

O congresso apresentará histórias transformadoras de quem fez a diferença pela conservação, além de plataformas colaborativas com potencial para unir pessoas em prol dessa causa. “É um evento para quem já trabalha na área se especializar, mas também para quem não conhece a fundo o tema saber como ele impacta em sua vida e qual o seu papel para ajudar”, resume Malu Nunes.

Cerca de mil participantes são esperados para o evento, entre gestores de unidades de conservação, cientistas e técnicos ligados à administração pública, instituições de ensino e pesquisa e comunidade em geral.

Palestrantes confirmados

Mais de 15 palestrantes de todo o mundo já estão confirmados no VIII CBUC. Entre eles destacam-se:

Fernando Meirelles – Cineasta e produtor brasileiro, dirigiu filmes como “Cidade de Deus”, “O Jardineiro Fiel” e “Ensaios sobre a Cegueira”. Foi o produtor do filme “A Lei da Água” e tem se dedicado à temática ambiental.

George Schaller – Biólogo alemão, possui 16 livros publicados e é vice-presidente da organização Panthera, além de conservacionista sênior da Wildlife Conservation Society, em Nova York (EUA).

Paula Saldanha – Jornalista e escritora, foi responsável pelo Globinho Repórter, primeiro programa de meio ambiente da TV brasileira. Possui milhares de reportagens, centenas de documentários e 42 livros publicados.

Ryan Hreljac – Canadense, com apenas seis anos começou a arrecadar recursos para construir poços com o intuito de disponibilizar água limpa na África. A Ryan’s Well Foundation já beneficiou quase 825 mil africanos.

Marina Silva – Conservacionista brasileira de expressão internacional que já foi vereadora, deputada estadual, senadora e ministra do Meio Ambiente.

Alexandre Mansur – Jornalista, é editor executivo da revista “Época” e também do Blog “Planeta”. É membro do conselho de diversas ONGs ambientalistas brasileiras.

Fundação Grupo Boticário

A Fundação promove periodicamente o CBUC, desde 1997. Em sete edições, realizadas em cinco diferentes cidades brasileiras, mais de oito mil participantes de todo o mundo participaram.

A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza é uma organização sem fins lucrativos cuja missão é promover e realizar ações de conservação da natureza.

Criada em 1990, por iniciativa do fundador de O Boticário, Miguel Krigsner, a atuação é nacional e suas ações incluem proteção de áreas naturais, apoio a projetos de outras instituições e disseminação de conhecimento. Desde a sua criação, já apoiou 1.436 projetos de 482 instituições em todo o Brasil.

A instituição mantém duas reservas naturais, a Reserva Natural Salto Morato, na Mata Atlântica; e a Reserva Natural Serra do Tombador, no Cerrado, os dois biomas mais ameaçados do País. Outra iniciativa é um projeto pioneiro de pagamento por serviços ambientais em regiões de manancial, o Oásis.

Mais informações:

Site: www.fundacaogrupoboticario.org.br

Twitter: www.twitter.com/fund_boticario

Facebook: www.facebook.com/fundacaogrupoboticario

15:52 · 12.03.2015 / atualizado às 15:52 · 12.03.2015 por

O Edital de Apoio a Projetos de Conservação da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza está com as inscrições abertas. A submissão de propostas é realizada exclusivamente pelo site www.fundacaogrupoboticario.org.br, até 31 de março.

Podem concorrer ao apoio financeiro projetos que contribuam para a conservação da natureza em todas as regiões do Brasil e que sejam realizados por instituições sem fins lucrativos, como organizações não governamentais ou fundações ligadas a universidades.

De acordo com a diretora executiva da instituição, Malu Nunes, “o edital público prevê a seleção de projetos que busquem resultados práticos para a conservação e que estejam alinhados aos compromissos brasileiros e internacionais de conservação da biodiversidade”. Para atingir esse objetivo, o edital disponibiliza três linhas temáticas.

Focos

Uma linha prioriza exclusivamente estudos ou iniciativas que objetivem a criação ou ampliação de Unidades de Conservação (UCs) de Proteção Integral e Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs).

Ações relacionadas às 1.473 espécies ameaçadas brasileiras também possuem uma linha específica. Nela são selecionadas iniciativas que contemplem a execução de ações prioritárias previstas nos chamados Planos de Ação Nacional (PAN). Os PANs são documentos públicos que elencam objetivos prioritários de conservação para espécies ou ecossistemas.

O edital prevê, ainda, uma linha específica para iniciativas no ecossistema marinho brasileiro. O objetivo é selecionar projetos que apresentem estudos, ações e ferramentas para proteção e redução da pressão sobre a biodiversidade marinha do País.

Em caso de dúvidas sobre o processo de submissão, os interessados podem entrar em contato pelo e-mail edital@fundacaogrupoboticario.org.br. Para se inscrever, acesse a área de Editais no site www.fundacaogrupoboticario.org.br.

Fundação Grupo Boticário

A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza é uma organização sem fins lucrativos cuja missão é promover e realizar ações de conservação da natureza. Criada em 1990, por iniciativa do fundador de O Boticário, Miguel Krigsner, a atuação da Fundação Grupo Boticário é nacional e suas ações incluem proteção de áreas naturais, apoio a projetos de outras instituições e disseminação de conhecimento.

Desde a sua criação, a Fundação Grupo Boticário já apoiou 1.418 projetos de 481 instituições em todo o Brasil. A instituição mantém duas reservas naturais, a Reserva Natural Salto Morato, na Mata Atlântica; e a Reserva Natural Serra do Tombador, no Cerrado, os dois biomas mais ameaçados do País. Outra iniciativa é um projeto pioneiro de pagamento por serviços ambientais em regiões de manancial, o Oásis.

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18:54 · 29.07.2013 / atualizado às 18:57 · 29.07.2013 por
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A atriz Maitê Proença e a organização não-governamental (ONG) Conservação Internacional (CI-Brasil) lançaram hoje (29 de julho) a campanha #EuMeComprometo, que vai mobilizar as pessoas por meio de vídeos nas redes sociais para a importância de se comprometer com a conservação da natureza e dos recursos naturais.

O primeiro vídeo da série mostra Maitê pedindo a todos que se comprometam com Abrolhos, a região de maior biodiversidade do Atlântico Sul, responsável pela manutenção de estoques pesqueiros, a principal fonte de proteína de uma grande parcela da população do Brasil.

“Resolvi aderir porque acredito que a natureza não é simplesmente um lugar deslumbrante onde podemos desfrutar nossas férias. Os complexos sistemas naturais do Planeta são o fundamento básico de toda a vida na Terra, inclusive a nossa, e se eles forem destruídos colocamos em risco a sobrevivência de tudo que é belo, harmônico e necessário, destruiremos nossa própria civilização”, afirmou a atriz Maitê Proença, explicando os motivos por que decidiu aderir à campanha.

O objetivo da campanha lançada pela Conservação Internacional, apresentada pela atriz Maitê Proença, é lembrar que dependemos da natureza e da conservação dos ecossistemas e habitats para continuarmos a receber os serviços ambientais que ela nos proporciona – como a água que bebemos e os alimentos que consumimos.

Sem áreas naturais intactas, as cidades deixariam de existir. As florestas são necessárias para manter a regulação climática do Planeta, ao absorver o dióxido de carbono (CO2) da atmosfera. Os oceanos são vitais para manter a vida marinha e os estoques pesqueiros, que alimentam milhões de pessoas em todo o Planeta. É importante também manter a vegetação nativa em áreas de nascentes. Sem essa vegetação, o suprimento de água para bilhões de pessoas ficaria comprometido.

Esses são apenas alguns exemplos de como a natureza é essencial para manter a boa qualidade de vida de todos nós, inclusive habitantes de grandes metrópoles. Por meio da campanha #EuMeComprometo, as pessoas conscientes podem mostrar a todos os seus amigos e conhecidos de redes sociais que realmente se importam com o futuro do planeta, compartilhando a hashtag da campanha.

A atriz Maitê Proença explica por que é importante participar dessa mobilização: “A natureza traz equilíbrio, inspiração e paz mesmo para os que não se dão conta. Sem o bom funcionamento dos complexos sistemas naturais do Planeta – como os ecossistemas, as florestas, os oceanos e o clima, a vida torna-se insustentável, inclusive para os seres humanos. Em consonância com o grande equilíbrio que vem se quebrando, eu faço parte da campanha e me comprometo com a natureza”.

Além do vídeo de Abrolhos, a campanha produzirá uma série de outros vídeos, que serão lançados ao longo deste ano, pedindo a atenção e o comprometimento de todos para outras regiões naturais importantes e a conservação geral do capital natural do Planeta.

A nova campanha da CI-Brasil pede a todos que participem, por meio do site, no link http://www.conservacao.org/eumecomprometo/abrolhos/, clicando e preenchendo os dados, ou compartilhando seus posts no Facebook ou no twitter, pela hashtag #EuMeComprometo.

Fonte: CI-Brasil