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Categoria: Conservação de Espécies


19:24 · 24.04.2017 / atualizado às 19:39 · 24.04.2017 por
O Projeto Periquito Cara-Suja, desenvolvido pela Aquasis, no Maciço de Baturité, é um dos finalistas Foto: Fábio Nunes

Foram selecionadas 17 iniciativas que ajudam a melhorar o estado de conservação das espécies. Votação do júri popular começa
na terça-feira, 2 de maio

A Comissão Julgadora do Prêmio Nacional de Biodiversidade, instituído pela Portaria MMA nº 188, de maio de 2014, selecionou os 17 trabalhos finalistas para a segunda edição do evento, que tem como objetivo reconhecer as atividades e projetos do setor público, privado, organizações sociais e profissionais, que se destacam por buscarem a melhoria do estado de conservação das espécies da biodiversidade brasileira.

Segundo o diretor do Departamento de Conservação e Manejo de Espécies do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ugo Vercillo, o prêmio também tem como finalidade chamar a atenção da sociedade brasileira para os projetos, programas e iniciativas que têm levado à melhoria do estado da conservação das espécies.

“Existe um baixo conhecimento da sociedade brasileira quanto à diversidade de espécies existentes no Brasil e sua importância para o nosso dia a dia, e, até mesmo, do risco que elas estão correndo. O prêmio nos dá a chance de mostrar tudo isso para sociedade e, mais do que isso, temos a chance de aproximá-la do tema e até estimular novas iniciativas”, destacou o diretor.

Vercillo ressalta que “chamar a atenção da sociedade para biodiversidade é um tema de discussão global, não é uma meta somente do ministério”.

Segundo ele, os países membros da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) concordam que uma das principais ações para reduzir a perda de biodiversidade é o aumento do conhecimento da sociedade sobre a importância da biodiversidade. “A Meta 1 de Aichi é exatamente aumentar esse conhecimento. E o prêmio vem contribuindo para esse processo”, informou.

A cerimônia de entrega do prêmio ocorrerá em Brasília, no dia 22 de maio, data em que se comemora o Dia Internacional da Biodiversidade. Na ocasião, serão divulgados os vencedores de cada categoria: sociedade civil, empresas, academia, órgãos públicos, imprensa e Ministério do Meio Ambiente.

Todos os 17 finalistas receberão um certificado e uma viagem a Brasília para participar da solenidade. Os vencedores receberão o troféu do II Prêmio Nacional de Biodiversidade, feito pelo artista plástico Darlan Rosa, em reconhecimento às ações em prol da biodiversidade.

A exemplo da primeira edição, todas as iniciativas finalistas também concorrerão ao prêmio especial “Júri Popular”. O vencedor será eleito por meio de votação eletrônica, que começa na próxima terça-feira (2/5), no site do Prêmio.

08:27 · 22.04.2013 / atualizado às 09:21 · 22.04.2013 por
O Dia da Terra foi criado para estimular uma consciência a respeito da preservação do equilíbrio do nosso Planeta Imagem: SXC.HU
O Dia da Terra foi criado para estimular uma consciência a respeito da preservação do equilíbrio do nosso Planeta Imagem: SXC.HU

Hoje – Dia da Terra – o blog Gestão Ambiental inaugura seu novo visual e também a sua fan page no Facebook. Este será mais um espaço, ao lado da página de Gestão Ambiental e da coluna Mercado Verde,  do Diário do Nordeste, para informar sobre o mercado da sustentabilidade, tando do ponto de vista do setor produtivo quanto do ponto de vista do consumidor.

O Dia da Terra foi criado pelo senador americano Gaylord Nelson, no dia 22 de Abril de 1970, para estimular a formação de uma consciência comum aos problemas da contaminação, conservação da biodiversidade e outras preocupações para proteger o nosso Planeta Azul.

Da primeira manifestação, participaram duas mil universidades, dez mil escolas primárias e secundárias e centenas de comunidades. A pressão social teve seus sucessos e o governos dos Estados Unidos criaram a Environmental Protection Agency ( EPA) – Agencia de Proteção Ambiental – e uma série de leis destinadas à proteção do meio ambiente.

Depois, em 1972, se celebrou a primeira conferência internacional sobre o meio ambiente: a Conferência de Estocolmo, cujo objetivo foi sensibilizar aos líderes mundiais sobre a magnitude dos problemas ambientais e que se instituíssem as políticas necessárias para erradicá-los.

O Dia da Terra é uma festa que pertence ao povo e não está regulada por somente uma entidade ou organismo, tampouco está relacionado com reivindicações políticas, nacionais, religiosas ou ideológicas. Refere-se à tomada de consciência dos recursos na naturais da Terra e seu manejo, à Educação Ambiental e à participação como cidadãos ambientalmente conscientes e responsáveis.

No Dia da Terra, todos são convidados a participar em atividades que promovam a saúde do nosso Planeta, em nível global, regional ou local. Iniciado como um movimento universitário, o Dia da Terra se converteu em importante acontecimento educativo e informativo, utilizado para avaliar os problemas do meio ambiente do Planeta, como a contaminação do ar, água e solos; a destruição de ecossistemas, extinção de espécies da flora e da fauna; e o esgotamento de recursos não-renováveis.

Neste dia também se insiste insiste em soluções que permitam eliminar os efeitos negativos das atividades humanas, incluindo a reciclagem de materiais manufaturados; a preservação de recursos naturais, como o petróleo e a energia; a proibição de utilizar produtos químicos danosos; e o fim da destruição de habitats fundamentais, como as florestas tropicais e a proteção de espécies ameaçadas.

08:07 · 19.04.2013 / atualizado às 08:07 · 19.04.2013 por
Os relatórios foram publicados pelas revistas científicas Science e Ecology Letters Foto: SXC.HU

Arlington, EUA. As abelhas e outras espécies de insetos silvestres são cruciais no processo de polinização de diversos produtos agrícolas, vitais para a alimentação dos seres humanos, apontam os estudos apresentados na última quarta-feira por uma equipe de 50 cientistas de todo o mundo. A pesquisa de uma dessas publicações foi liderada pela Dra. Christina M. Kennedy, cientista da organização ambiental The Nature Conservancy (TNC).

Os resultados dos estudos científicos sinalizam que a intensificação da agricultura industrial e seus processos, incluindo o uso de pesticidas, de produtos químicos sintéticos, extensas lavouras, a baixa diversidade de cultivos e, sobretudo, a perda do habitat natural ao redor dos campos produtivos impactam negativamente às populações de abelhas silvestres. Isso se deve principalmente pelo fato de as abelhas silvestres conseguirem polinizar muito mais efetivamente cultivos importantes como café, maçãs, tomates, melancias, abobrinhas, amêndoas e avelãs do que outros métodos, como abelhas de mel domesticadas.

“As abelhas de mel domésticas, geralmente utilizadas pelos agricultores para polinizar, transportam mais pólen entre as plantas, contudo nossos estudos mostram que as abelhas silvestres são mais efetivas em polinizar os cultivos de forma exitosa”, afirmou Kennedy. “A polinização com abelhas silvestres aumentou em quase o dobro a proporção de flores que se desenvolveram em frutas maduras ou sementes, em comparação com as abelhas de mel domesticadas”, adicionou.

As implicações, segundo Kennedy, são importantes para os agricultores de todo o mundo, já que alterações simples no campo como incorporar espaços naturais ao redor das lavouras e reduzir o uso de químicos tóxicos para as abelhas poderiam beneficiar esta e outras espécies de polinizadores silvestres e, com isso, contribuir para uma melhor produção de vários alimentos. Ao mesmo tempo, se requer conservar e melhorar os habitats naturais e seminaturais dos campos agrícolas.

Ao combinar boas práticas de agricultura e conservação do meio ambiente se promove um rendimento mais estável e saudável das culturas. Isso é importante especialmente agora, que se está incrementando enormemente a demanda global por alimentos.

Os cientistas examinaram as tendências dos insetos polinizadores, em particular as abelhas e seus processos polinizadores, em pelo menos 40 sistemas de cultivo, em 600 lavouras ou pastagens de 20 países em todo o mundo, incluindo Brasil, Alemanha, Argentina, Austrália, Canadá, Costa Rica, Estados Unidos, Índia, Indonésia, Israel, Japão, Quênia, México, Nova Zelândia, Polônia, Reino Unido, África do Sul, Suécia, Suíça e Uganda. Ambos os relatórios ilustram o impacto que têm as práticas de campo e desenho de paisagem na saúde das abelhas silvestres.

“Na medida que a população mundial se aproxima dos nove bilhões – como se prevê para as próximas décadas – se urge identificar e implementar métodos para aumentar a produção de alimentos com a mesma quantidade de terras cultiváveis atualmente, pois do contrário estaremos ameaçando ecossistemas importantíssimos que facilitam a própria produção de alimentos”, mencionou Kennedy. “Qualquer estudo que possa ajudar aos produtores a obter esse ‘incremento sustentável’, será a melhor das ferramentas para poder alimentar o mundo e proteger a vida.”

Os relatórios foram publicados pelas revistas científicas Science e Ecology Letters, e esta última está disponível de maneira gratuita no link http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/ele.12082/full

TNC

A TNC é a maior organização de conservação ambiental do mundo. Está em mais de 35 países, adotando diferentes estratégias com a missão de conservar as terras e águas das quais a vida depende. No Brasil, onde atua há 25 anos, a TNC promove iniciativas nos principais biomas brasileiros – Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal –, com o objetivo de compatibilizar o desenvolvimento econômico e social dessas regiões com a conservação dos ecossistemas naturais.

Por meio de seu programa de Conservação da Mata Atlântica e Savanas Centrais, a TNC estabelece parcerias com os diversos setores da sociedade a fim de proteger e restaurar áreas prioritárias dentro desses biomas. No programa da Amazônia, a organização vem trabalhando para facilitar e promover a conservação de terras indígenas há mais de dez anos, além de desenvolver ações para a regularização ambiental de municípios estratégicos e para minimizar as causas e efeitos das mudanças climáticas.

Atualmente, a organização e seus mais de um milhão de membros ajudam a proteger 130 milhões de hectares em todo o mundo. Saiba mais sobre a TNC em http://portugues.tnc.org.

Fonte: TNC

09:08 · 13.03.2013 / atualizado às 09:08 · 13.03.2013 por
A premiação casa com o que os birdwatchers gostam de fazer: observar e fotografar aves em seu ambiente natural Foto: Associação Caatinga

Quem se dedica à arte de fotografar a natureza terá a oportunidade de mostrar seu talento no 6º Concurso Avistar Fotografia de Aves, promovido pelo Encontro Brasileiro de Observação de Aves (AvistarBrasil). O objetivo do evento é promover a conservação das aves brasileiras.

É fácil participar! Basta acessar o site www.concurso.avistarbrasil.com.br, preencher o formulário on-line e enviar suas fotos. Os vencedores poderão escolher seu prêmio de acordo com a sua ordem de classificação a partir de uma lista de lugares incríveis. Dentre os prêmios, estão três diárias completas na Reserva Natural Serra das Almas (RNSA), reduto de mata de Caatinga mantido pela Associação Caatinga no sertão de Crateús, no Estado do Ceará.

Lá são desenvolvidas atividades de pesquisa científica, recreação e visitação escolar, além de projetos de Educação Ambiental, Desenvolvimento Sustentável e Turismo Comunitário junto às comunidades do entorno da reserva, um prato cheio para as lentes dos birdwatchers,   fotógrafos apaixonados pela natureza.

O concurso pretende promover a conservação de aves brasileiras e, por isso, só serão aceitas fotos de aves nativas, fotografadas livres e em território nacional. As inscrições vão até o dia 20 de abril.

Fonte: Associação Caatinga

10:09 · 12.01.2013 / atualizado às 10:09 · 12.01.2013 por
A captura e comercialização são proibidas nos períodos reprodutivos da espécie Foto: Gustavo Pellizzon / Agência Diário

Brasília. O Ministério da Pesca e Aquicultura proíbe, a partir de hoje (12 de janeiro), a captura, o transporte, o beneficiamento, a industrialização e a comercialização do caranguejo-uçá no Pará e nos Estados do Nordeste no período de “andada”, quando, para se reproduzir, as animais saem das tocas e andam pelo manguezal.

De acordo com a instrução normativa, assinada também pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e publicada na edição de quinta-feira (10 de janeiro) do Diário Oficial da União (DOU), as atividades ficam proibidas nas seguintes datas: de 12 a 17 de janeiro; de 28 de janeiro a 2 de fevereiro; de 11 a 16 de fevereiro; de 26 de fevereiro a 3 de março; de 12 a 17 de março e de 28 de março a 2 de abril.

Pessoas físicas ou jurídicas envolvidas na atividade deverão fornecer, até o último dia útil anterior aos períodos de proibição, ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a relação detalhada dos estoques de animais vivos, congelados, pré-cozidos, inteiros ou em partes, preenchida conforme anexo também publicado no Diário Oficial da União.

O caranguejo-uçá é um importante recurso pesqueiro na Região Nordeste, que gera emprego e renda para milhares de famílias das zonas litorâneas.

Fonte: Thais Leitão / Repórter – Edição: Juliana Andrade – da Agência Brasil