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Categoria: Construção Ecoeficiente


15:49 · 14.03.2015 / atualizado às 16:20 · 14.03.2015 por

 

O projeto do arquiteto Luciano Pia permite uma filtragem natural da poluição do ar e sonora
O projeto do arquiteto Luciano Pia permite uma filtragem natural da poluição do ar e sonora

O arquiteto italiano Luciano Pia concretizou uma bela visão de como as pessoas e a natureza podem conviver, mesmo em uma paisagem completamente urbana. O 25 Verde, complexo de apartamentos que ele projetou em Turim, na Itália, une árvores exuberantes e vigas de aço que permitem que os residentes urbanos sintam-se como se vivessem em uma casa na árvore urbana gigante.

O ambicioso projeto foi iniciado em 2007 e concluído em 2012. Cada passo foi dado com a integração natural em mente. A forma orgânica e assimétrica dos seus terraços permite que árvores em vasos brotem fora do prédio em intervalos aleatórios.

Conforme descreve o site do arquiteto, o edifício foi pensado como uma floresta viva, uma casa na árvore, como aquelas que as crianças sonham. Sua estrutura é de aço e parece uma floresta onde as árvores estão enraizadas em terraços com formas irregulares. As lagoas no pátio oferecem um local refrescante para relaxar no verão. Jardins exuberantes cobrem os telhados.

A construção funciona como um filtro entre o espaço habitado interno e as ruas. Cria um espaço de suave transição entre o interior e o exterior, sempre agradável. Resumindo, a estrutura é compacta e distinta, mas também transparente, mutável e agradável.

Edifício vivo

O texto o descreve como um edifício especial porque é vivo, cresce, respira e muda nas 150 árvores com troncos altos que cobrem seus terraços. Juntamente com 50 árvores plantadas no jardim, produzem oxigênio, absorvem gás carbônico, reduzem a poluição do ar, protegem do barulho, seguem o ciclo natural das estações, crescem dia após dia e criam um microclima perfeito no interior do edifício de modo a diminuir o aumento e a queda da temperatura no verão e no inverno.

As estruturas metálicas parecem árvores e “crescem” a partir do térreo até o teto, entrelaçadas com a vegetação, formam uma fachada única.

Eficiência energética

Um dos objetivos do projeto é o aumento da eficiência energética e, por isso, conta com várias soluções integradas: isolamento contínuo, proteção solar, aquecimento e refrigeração, que fazem uso da energia geotérmica e reciclagem da água chuva para regar o verde.

O prédio conta com 63 unidades residenciais, todas diferentes e equipadas com amplos terraços de formas irregulares que circundam as árvores. O último piso é coberto com telhados verdes privados.

O verde é diversificado: grandes vasos nos terraços, paredes verdes, jardins de telhado em frente aos lofts. Nos vasos há árvores ou arbustos de diferentes alturas, de 2,5 m a 8 m. Espécies de folha caducifólia foram plantadas para ter irradiação solar no inverno também. A escolha das espécies foi diversificada para garantir uma variedade de folhas, cores e floração.

Quando está totalmente florado, dá a sensação de viver em uma casa na árvore.

Como escreve o arquiteto, “você pode sonhar com uma casa ou viver em um sonho!”

O edifício fica na Via Chabrera, 25, em Turim, Itália

É possível visualizá-lo por meio do Street View – Google Maps

Veja mais no site de Luciano Pia

 

08:59 · 07.05.2013 / atualizado às 08:59 · 07.05.2013 por
LC Corporate_Google
Em Fortaleza, um dos destaques é o LC Corporate Green Tower

Na região Nordeste, o Green Building Council Brasil (GBC Brasil) tem presenciado o crescimento acelerado de edificações que buscam os diferenciais da certificação Leadership in Energy and Environmental Design (Leed). Em 2011 eram 577.617 m² registrados buscando a certificação. Mas até o fim de 2012, já eram 4.006.556 m², com destaque para Ceará e Pernambuco – o aumento representa cerca de 86%, ao longo de dois anos.

Entre os prédios certificados no Nordeste, estão o novo auditório do Edifício Sede da Odebrecht (Salvador/BA), a fábrica da Kraft Foods Nordeste (Vitoria do Santo Antão/PE) e o prédio da Energisa Paraíba (Patos/PB), que será apresentado na Conferência Greenbuilding a arquitetos e engenheiros, em São Paulo, no dia 28 de agosto, como case nacional de sustentabilidade.

No Ceará, esta é uma tendência ainda em fase inicial. Um dos destaques é o O LC Corporate Green Tower, empreendimento comercial cujo projeto segue modernos conceitos de sustentabilidade, maximizando o aproveitamento de recursos como energia e água, além de minimizar seus impactos ambientais. Ele ainda busca a certificação Leed.

O número de empreendimentos brasileiros com Leed é um termômetro do setor: até novembro de 2012, o Brasil já tinha 78 prédios certificados e mais de 600 em processo de certificação Leed, cenário que revela um novo parâmetro para edificações que melhoram a qualidade de vida e trabalho, reduzem custos, promove inovações e valorizam empreendimentos.

O selo Leed está presente em 140 países. Com esse avanço, o Brasil mantém a posição de quarta nação no ranking mundial de empreendimentos Leed, atrás apenas dos Estados Unidos, China e Emirados Árabes Unidos.

O Leed é um sistema de certificação e orientação ambiental de edificações. Trata-se do selo de maior reconhecimento internacional e o mais utilizado no Brasil. Os benefícios de prédios ecologicamente corretos são consideráveis e já não causam tanto impacto no orçamento da construção.

Hoje o custo adicional é de 1% a 7% em relação a um edifício convencional. Em média o valor do edifício aumenta 10,9% para novas construções e 6,8% para projetos de edifícios existentes, bem como o retorno do investimento aumenta 9,9% para novas construções e 19,2% para projetos de edifícios existentes.

A demanda e o interesse crescente baratearam as opções verdes, que proporcionam, por exemplo, redução de gastos em um condomínio em até 30%. O cálculo é realizado com base nas reduções do consumo de energia, água e do custo operacional do edifício (manutenção e reformas).

Serviço

4ª Greenbuilding Brasil – Conferência Internacional & Expo

Data: De 27 a 29 de agosto de 2013

Local: Expo Center Norte, São Paulo

Horário:

Exposição – das 10 às 19h, Conferência – das 9h às 18h

Visitas técnicas: 30 de agosto (8h às 13h)

09:31 · 06.02.2013 / atualizado às 21:56 · 12.02.2013 por
O empreendimento terá usinas de energia eólica para alimentar parte do consumo de eletricidade nas áreas externas do campus

O projeto do campus da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) em Fortaleza, que abrigará as atividades de ensino de pós-graduação (especialização, mestrado e doutorado) e pesquisas de caráter social e biomédico, recebe, na fase programa, a certificação Processo Aqua (Alta Qualidade Ambiental), chancela internacional da construção sustentável baseada no processo francês Démarche HQE (Haute Qualité Environmentale).

O complexo educacional e de pesquisa utilizou o sistema construtivo de concreto moldado in loco e foi concebido dentro de conceitos de sustentabilidade, que incluem, por exemplo, a gestão da água, de energia e de resíduos.

Entre as soluções a serem adotadas está implantação de usinas de energia eólica, para alimentar parte do consumo elétrico das áreas externas do campus; o uso de águas não potáveis (de chuva e esgoto tratado) nos vasos sanitários, mictórios e irrigação; a utilização de brises nas fachadas de vidro, para reduzir a carga térmica dos edifícios e diminuir o uso do ar condicionado; e a implantação de depósitos para a coleta seletiva dos resíduos recicláveis e não recicláveis.

Um dos prédios campus será exclusivo para pesquisas em laboratório e alguns deles com risco biológico de nível três – ambientes que requerem cuidados específicos em relação à filtragem e exaustão de ar. Para isso, a renovação de ar será garantida pelo sistema de ventilação das edificações.

O empreendimento terá um sistema de automação predial, para controle e monitoramento da climatização, irrigação, geradores, iluminação, elevadores, incêndio e detecção de vazamento de GLP nas edificações.

Segundo o coordenador executivo do Processo Aqua, Manuel Reis Martins, “características importantes do empreendimento e da Fiocruz contribuíram para que o perfil mínimo de desempenho ambiental necessário para a certificação fosse superado, como a coerência das diretrizes de projeto do manual da Fiocruz; a definição precisa das etapas do empreendimento; a verificação, antes do início da obra, de todos os projetos executivos pela equipe de coordenação; a realização de estudos preliminares para direcionamento adequado do projeto, como o ensaio de capacidade de absorção do solo para validar a solução de infiltração por valas, entre outros”.

O projeto é fruto de uma parceria entre a Fiocruz e a empresa de arquitetura e engenharia cearense Architectus. Sendo o plano diretor e o projeto conceitual desenvolvidos pela fundação e as etapas de anteprojeto e projeto executivo desenvolvidas pelo escritório de arquitetura. A construção teve início em janeiro de 2013 e a conclusão está prevista para dezembro de 2014, no município de Eusébio, localizado na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

A consultoria de sustentabilidade no projeto foi desenvolvida pela Architectus com a empresa CTE (Centro de Tecnologia de Edificações) e em parceria com a equipe de arquitetos da Fiocruz.

Soluções de sustentabilidade Campus Fiocruz em Fortaleza

  • Recuperação das áreas de preservação existentes nas proximidades do terreno.
  • Presença de ciclovia e de bicicletários para os usuários das edificações.
  • Especificação de coberturas verdes em algumas das edificações.
  • Presença de serviços para os usuários (correio, banco, livraria, lanchonete etc).
  • Preferência pela utilização de materiais fabricados a menos de 300 km da obra.

Gestão da água

  • Utilização de dispositivos economizadores: vasos sanitários com caixa acoplada e acionamento dual flush, torneiras e mictórios com fechamento automático etc.
  • Tratamento das águas cinzas e negras (esgoto).
  • Utilização de águas não potáveis (água de chuva e esgoto tratado) nos vasos sanitários, mictórios e irrigação.
  • Especificação de espécies nativas ou adaptas ao clima, que consomem menor quantidade de água.
  • Sistema de irrigação eficiente considerando as demandas das espécies de vegetação especificadas.
  • Implantação de sistema de irrigação eficiente que utiliza água não potável.
  • Infiltração das águas de chuva no solo através de valas drenantes.

Gestão de energia

  • Geração de energia, por meio da implantação de usina eólica que alimentará parte do consumo elétrico das áreas externas do campus.
  • Energia eólica, geração de energia eólica, por meio da implantação de usinas que alimentaram o consumo de eletricidade das áreas externas do campus.
  • Simulação computacional para avaliar a eficiência energética dos edifícios.
  • Sistema de ar condicionado com alta eficiência.
  • Sistema de ar condicionado que utiliza gases refrigerantes com baixo impacto a camada de ozônio.
  • Instalação de sistema de automação predial para controle e monitoramento dos sistemas das edificações, incluindo climatização, irrigação, geradores, iluminação, elevadores, incêndio e detecção de vazamento de GLP.
  • Utilização de lâmpadas LED nas áreas externas do empreendimento.
  • Fachadas de vidro para proporcionar a entrada de luz, reduzindo o consumo de energia do sistema iluminação.
  • Presença de brises nas fachadas de vidros, para minimizar o aumento da carga térmica dos edifícios e diminuir o uso do ar condicionado.
  • Utilização de vidros com baixo fator solar.
  • Especificação de cores claras nas fachadas.

Gestão de Resíduos

  • Implantação de depósitos para a coleta seletiva de resíduos recicláveis e não recicláveis
  • Plano de gestão de resíduos sólidos para orientar funcionários, visitantes e a equipe de manutenção das edificações.
10:07 · 24.05.2012 / atualizado às 10:07 · 24.05.2012 por

Historicamente o setor da construção civil era considerado um dos vilões da preservação do equilíbrio ambiental. Mas, pouco a pouco, o setor vem buscando inovações no sentido de fazer escolhas menos danosas de insumos, melhor gerenciar seus resíduos e acrescentar às construções diferenciais que garantam um uso mais sustentável das construções residenciais ou comerciais e a certificação tem sido um dos mecanismos a regular todo esse investimento.

 

Rio de Janeiro. O Brasil já ocupa a quarta posição no ranking mundial de construções sustentáveis, de acordo com o órgão internacional Green Building Council (US GBC). “Começa a despontar como um dos países líderes desse mercado, que vem crescendo muito nos últimos anos”, disse à Agência Brasil o gerente técnico do GBC Brasil, Marcos Casado.

O primeiro prédio sustentável brasileiro foi registrado em 2004. O conceito começou a ganhar força, porém, a partir de 2007, informou Casado. De 2007 até abril de 2012, o Brasil registra um total de 526 empreendimentos sustentáveis, sendo 52 certificados e 474 em processo de certificação no US GBC. Até 2007, eram apenas oito projetos brasileiros certificados.

O ranking mundial é liderado pelos Estados Unidos, com um total de 40.262 construções sustentáveis, seguido pela China, com 869, e os Emirados Árabes Unidos, com 767. Marcos Casado lembrou que, nos Estados Unidos, esse processo começou 15 anos antes do que no Brasil. “Eles já têm uma cultura toda transformada para isso e nós ainda estamos nessa etapa inicial de mudar a cultura e provar que é viável trabalhar em cima desse conceito na construção civil, que é um dos setores que mais causam impacto ao meio ambiente”.

Já existe, segundo o gerente técnico do GBC Brasil, o engajamento do setor da construção nesse tipo de mercado, que se mostra bastante aquecido no País e no mundo. Além disso, Casado destacou que há um conhecimento maior por parte das pessoas, devido aos benefícios que esse conceito acaba introduzindo na construção. “Eles vão desde a economia dos recursos naturais e a redução dos resíduos, até a redução dos custos operacionais da edificação, depois do seu uso. Isso vem levando as construtoras e grandes empresas a adotar esse conceito”.

Para Casado, as construções sustentáveis são uma tendência mundial. “A gente tem hoje, só em certificação Leed (Leadership in Energy and Environmental Design) no mundo, mais de 60 mil projetos. Então, é uma tendência muito grande e a gente percebe que esse número cresce a cada dia”. Desde agosto do ano passado, vem sendo registrado pelo menos um projeto por dia útil no Brasil, buscando certificação. Marcos Casado estima que até o fim deste ano, o número de empreendimentos sustentáveis brasileiros em certificação alcance entre 650 e 700.

Os chamados prédios verdes não têm, entretanto, nível de emissão zero de gás carbônico. “Mas a gente reduz muito esses impactos”, explicou o gerente. Em vários países do mundo, já existem prédios autossustentáveis, que geram a própria energia que consomem e neutralizam o carbono emitido. Essa tecnologia, entretanto, ainda não foi implantada no Brasil. “A gente está caminhando para isso. Acredito que, em breve, em cinco ou dez anos no máximo, a gente vai estar com esses edifícios também no Brasil”.

Para os moradores de prédios sustentáveis, também há benefícios, declarou. “Para o usuário comercial ou residencial, a grande vantagem está no custo operacional, porque eu reduzo, em média, em 30% o consumo de energia, entre 30% e 50% o consumo de água, além de diminuir a geração de resíduos”. O custo operacional fica, em média, entre 8% e 9% mais barato do que em um prédio convencional. Por isso, relatou Casado, os prédios sustentáveis são mais valorizados pelos construtores e apresentam preço mais alto. “A contrapartida vem no custo operacional. Acaba sendo mais barata a operação e ele equilibra esse custo financeiro”.

O GBC Brasil está iniciando um trabalho com a Companhia de Desenvolvimento Urbano de São Paulo para incorporar o conceito de sustentabilidade também em construções populares. Cobertura verde, aproveitamento da água pluvial, aquecimento solar e aumento do pé direito para melhoria do conforto são alguns dos itens em estudo. “Isso acaba barateando o custo operacional”.

O GBC Brasil desenvolve também o projeto da Copa Verde. Estão sendo certificados com o selo de sustentabilidade 12 estádios que se acham em reforma ou em construção nas cidades que sediarão os jogos da Copa do Mundo de 2014. O projeto “Greening the Games: How Brazil’s World Cup Is Driving Economic Changes” (Tornando os Jogos Verdes: Como a Copa do Brasil Está Levando a Mudanças Econômicas) será apresentado no próximo dia 16 de junho, no auditório T9 do Riocentro, onde ocorrerá a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

No dia 18, a organização divulgará um documento oficial sobre construção sustentável em evento paralelo à conferência da ONU, no Forte de Copacabana, “visando a expandir essa economia verde no País”. O evento é organizado pelas federações das Indústrias dos estados do Rio de Janeiro (Firjan) e São Paulo (Fiesp), entre outras entidades.

Fonte: Agência Brasil – reportagem: Alana Gandra / edição: Graça Adjuto

07:00 · 28.07.2011 / atualizado às 17:27 · 27.07.2011 por

 

O Walmart Brasil inaugura hoje, às 8 horas, a sua primeira unidade ecoeficiente do Ceará. Com investimento de R$ 35 milhões, o Hiper Juazeiro do Norte conta com mais de 50 iniciativas sustentáveis, que vão desde a gestão ambientalmente responsável de resíduos sólidos, energia e água, até o uso de materiais recicláveis e certificados. A nova unidade é também a primeira loja da empresa na cidade e na região do Cariri.

A nova unidade deve consumir 25% menos energia e 40% menos água. Para isso, foram desenvolvidas ações como a iluminação com lâmpadas LED nos caixas e letreiros da fachada, aproveitamento da luz natural e uso de lâmpadas T5, que podem reduzir em até 20% o consumo de energia, além da aquisição de equipamentos com maior eficiência energética.

Torneiras com fechamento automático e instalação de grama no piso do estacionamento, intercalando verde com concreto para haver maior absorção de água, também fazem parte das iniciativas sustentáveis.

Outra medida é a aplicação de placas de sinalização feitas com PS reciclado (poliestireno) – material produzido a partir de garrafa PET, que atende a política de sustentabilidade da empresa para ajudar a reduzir a quantidade de plástico no meio ambiente. Além disso, a cola usada para a fixação de sinalização e informes é feita à base de água.