Busca

Categoria: Consumo Responsável


08:00 · 08.01.2016 / atualizado às 20:59 · 07.01.2016 por

unnamed

Quatro aplicativos de consumo consciente, frutos da parceria entre a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) e o Instituto Akatu, já alcançaram 70 mil downloads nas versões Android e iOS, desde setembro de 2014, quando a primeira versão chegou ao mercado.

Os aplicativos Nossa Água, Nossa Energia, Nossa Alimentação e Nosso Transporte fazem parte da iniciativa Nosso Consumo, que tem o objetivo de conscientizar a população sobre como o desperdício, o consumo exagerado e a falta de controle impactam negativamente o indivíduo, seu bolso, a sociedade e o Planeta. Os quatro apps fazem parte do Programa de Educação Financeira da Febraban por meio do portal Meu Bolso em Dia.

O primeiro app, Nossa Água, foi idealizado para ajudar o brasileiro a economizar água e ainda aprender a cuidar melhor desse recurso natural por toda a vida. Além de dicas, o aplicativo oferece uma calculadora de banho, que contabiliza em litros o consumo de água conforme o tempo no chuveiro e ainda mostra um ranking do gasto em relação ao banho anterior.

Outra utilidade da ferramenta está no jogo “O Encanador”, em que o usuário deve emendar vazamentos nos canos até que todas as extremidades estejam ligadas para a água fluir livremente pela tubulação.

O Nossa Energia, segundo aplicativo da parceria, foi lançado em novembro de 2014. Assim como o anterior, o destaque da ferramenta é a calculadora, que contabiliza em Kw (kilowatt) o gasto conforme a quantidade de equipamentos eletrônicos e eletrodomésticos que o usuário tem em sua residência. Outra utilidade do app está no game “Apagão”, em que o usuário deve apagar todas as luzes de um prédio. Quem apagar mais luzes ganha mais pontos no ranking geral.

O aplicativo Nossa Alimentação, lançado em dezembro de 2014, foi desenvolvido para motivar o usuário a consumir com consciência e sem desperdício. A ferramenta possibilita a criação de listas de compras, que permite ao usuário incluir os alimentos que comprará no mês com as devidas quantidades e ainda citar os valores exatos que foram pagos no supermercado. O game batizado de “Jogo Come Bem” estimula os participantes a cortar os alimentos prejudiciais à saúde.

Lançado em maio deste ano, o app Nosso Transporte tem por objetivo auxiliar a população a fazer escolhas mais conscientes ao se locomoverem pela cidade, visando equilíbrio ecológico, social e financeiro. A ferramenta oferece dicas de transporte, economia, saúde e meio ambiente.

Uma função oferecida pelo aplicativo é a “Calculadora Transporte Consciente”. O usuário insere o preço do combustível em sua região, o valor do transporte público e o endereço de destino. A ferramenta compara gastos financeiros, emissão de carbono e calorias gastas pelo usuário, caso ele escolha percorrer um determinado percurso de carro, transporte público, de bicicleta ou a pé. O aplicativo ainda traz o “Jogo Catalisador”. Nele o usuário precisa filtrar todas as fumaças lançadas na atmosfera.

Os aplicativos estão disponíveis para download no Google Play e na Apple Store. O hotsite da iniciativa Nosso Consumo detalha os projetos dos apps, traz depoimentos de usuários, as novidades, disponibiliza os downloads das ferramentas e está disponível em http://nossoconsumo.meubolsoemdia.com.br.

Meu Bolso em Dia

Lançado em março de 2010, o portal Meu Bolso em Dia oferece informações didáticas sobre finanças pessoais para que brasileiros possam tomar decisões conscientes relacionadas ao uso do dinheiro, do crédito e de bens financiados.

O portal já atingiu a marca dos 15 milhões de acessos e também disponibiliza outras ferramentas para facilitar a vida das pessoas, como o simulador dos sonhos, tabelas para controlar os gastos, enquetes e o Jimbo, um software gratuito que organiza as despesas pessoais e familiares. A versão mobile desta ferramenta também está disponível no portal.

Instituto Akatu

Criado em 15 de março de 2001, o Instituto Akatu é uma organização não governamental sem fins lucrativos que trabalha pela conscientização e mobilização da sociedade para o consumo consciente.

As atividades do Instituto estão focadas na mudança de comportamento do consumidor em duas frentes de atuação: Educação e Comunicação, com o desenvolvimento de campanhas, conteúdos, pesquisas, jogos e metodologias.

O Akatu defende o consumo consciente como um instrumento fundamental de transformação do mundo, já que qualquer consumidor pode contribuir para a sustentabilidade da vida no Planeta por meio do consumo de recursos naturais, de produtos e de serviços e pela valorização da responsabilidade social das empresas.

14:28 · 15.10.2014 / atualizado às 14:28 · 15.10.2014 por

Gestão_Consumo Consciente_P1

A página de Gestão Ambiental do Diário do Nordeste completa dez anos em dezembro e, para marcar a data, estamos publicando reportagens especiais desde o Dia Mundial do Meio Ambiente de 2014, em 5 de junho.

Já falamos de Resíduos Sólidos, Água, Energia, Vegetação. O tema de hoje, Consumo Consciente, acaba perpassando todos eles, pois está relacionado diretamente a como nos portamos em relação aos recursos que o Planeta nos oferece.

Devemos nos alertar que nossas escolhas são muito mais importantes do que supomos. O consumidor consciente é aquele que leva em conta, ao escolher produtos e serviços, o meio ambiente, a saúde humana e animal, as relações justas de trabalho, além de questões como preço e marca.

10:38 · 26.07.2014 / atualizado às 10:38 · 26.07.2014 por

curteco_post

O WWF-Brasil acredita que pequenas atitudes sustentáveis ajudam a diminuir os impactos e a pressão do consumo sobre os recursos naturais do Planeta. Para conscientizar a população brasileira e estimular esse comportamento no dia-a-dia, lançou, pela Internet, o 1º Festival de Curtas Ecológicos do WWF (Fest Curteco). Interessados estão convidados a gravar um vídeo com duração de 15 segundos a 1 minuto onde mostrem o que fazem para colaborar com o meio ambiente.

Os cinco primeiros colocados serão premiados, levando em conta originalidade, criatividade e pertinência. O primeiro colocado ganha uma viagem para o exuberante Parque Nacional do Iguaçu, com acompanhante. O segundo e terceiro colocados ganharão um fim de semana no Paraíso Eco Lodge, em Ribeirão Grande (SP), também com acompanhante.

Por meio desse concurso cultural, o WWF-Brasil quer que as pessoas compartilhem ações adotadas para reduzir a Pegada Ecológica e, dessa forma, ampliar o número de pessoas engajadas na causa ambiental. O objetivo é comunicar como nossos hábitos de vida cotidianos impactam diretamente na conservação do meio ambiente.

“Ao lançar a primeira edição do Fest Curteco, estamos buscando sensibilizar a população, por meio do exemplo positivo. Cada cidadão pode fazer a sua parte pelo Planeta e, juntos, temos o potencial para transformar a sociedade em prol de um futuro mais sustentável e em harmonia com a natureza”, afirma a superintendente de Comunicação, Marketing e Engajamento do WWF-Brasil, Renata A. Soares.

Para participar, basta que o candidato preencha o cadastro com os seus dados no site www.curteco.com.br, responda a cinco perguntas básicas sobre o comportamento socioambiental, faça o cálculo da sua Pegada Ecológica e mande o link do seu vídeo.

A seleção dos melhores trabalhos será feita por uma equipe técnica ligada à área ambiental e os vídeos selecionados serão submetidos a uma comissão julgadora composta por personalidades que adotam atitudes sustentáveis na sua rotina: Marina Person (apresentadora de TV), Renata Falzoni (jornalista e cicloativista) e Mara Mourão (cineasta). O trio vai avaliar todos os vídeos enviados até o dia 10 de agosto e os cinco ganhadores serão anunciados no dia 18 de agosto, pela Internet.

Mais detalhes sobre os prêmios, regulamento e outras informações estão no site www.curteco.com.br, onde podem ser feitas as inscrições e o envio do link dos vídeos.

O que é a Pegada Ecológica?

É uma metodologia que avalia a demanda humana por recursos naturais renováveis com a capacidade regenerativa do Planeta. É uma forma de traduzir a extensão de território que uma pessoa, cidade, país, região ou até a população do mundo todo utiliza, em média, para suprir suas demandas de consumo: produtos, bens e serviços.

A ferramenta foi criada por pesquisadores da Global Footprint Network (GFN). O WWF-Brasil trabalha com a Pegada Ecológica para mobilizar e incentivar as pessoas a repensarem hábitos de consumo e a adotar práticas mais sustentáveis.

WWF-Brasil

É uma organização não governamental dedicada à conservação da meio ambiente com a missão de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. Criada em 1996, a instituição desenvolve projetos em todo o País e integra a Rede WWF, a maior rede independente de conservação da natureza do mundo, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

Fonte: WWF-Brasil

21:15 · 19.11.2013 / atualizado às 21:15 · 19.11.2013 por

Estação Móvel KOMBI-RECICLAGEM

O Pão de Açúcar acaba de lançar  o projeto “Pare & Separe”, em que um veículo preparado para receber materiais recicláveis, com comunicação especial e promotores percorre 17 pontos turísticos de cada uma das capitais, servindo como um ponto de entrega voluntário para descarte de papel, plástico, metal e vidro.

Qualquer pessoa pode levar seus materiais para a estação móvel de reciclagem. Aqueles que fizerem check in por meio do Facebook ganharão um voucher que pode ser trocado por uma sacola reutilizável de ráfia em qualquer loja Pão de Açúcar.

Todos os recicláveis arrecadados serão doados para cooperativas de reciclagem parceiras do programa Estação de Reciclagem Pão de Açúcar Unilever, presente nos estacionamentos de 126 lojas em todo o Brasil. Existente desde 2001 o programa já arrecadou mais de 71 mil toneladas promovendo a inclusão social e a geração de renda das comunidades parceiras, além de benefícios ambientais.

No Rio de Janeiro, a estação móvel passará por locais como Copacabana, Leblon, Ipanema, Jardim Botânico, Recreio, Arpoador, Parque da Cidade e Barra da Tijuca. Em São Paulo, as pessoas podem separar para entregar seus materiais de reciclagem em lugares como: Parque Villa Lobos, Parque Ibirapuera, Largo da Batata, MASP, Estação da Luz, Mercadão e Praça Benedito Calixto. Para conferir a relação completa de locais e suas respectivas datas, visite a  fan page oficial do Pão de Açúcar no Facebook.

Programa Estações de Reciclagem Pão de Açúcar Unilever

Desde 2001, o Pão de Açúcar e a Unilever mantém uma parceria que permite ao consumidor dar a correta destinação a embalagens, frascos e materiais diversos, como papel, vidro, plástico, metal e óleo de cozinha. As estações fixas são construídas com material reciclado e funcionam como Postos de Entrega Voluntária (PEVs). Dessa forma, apoiam a cadeia com benefícios socioeconômicos e ambientais, conforme preconiza a nova Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Em onze anos, foram coletados mais de 64 mil toneladas de materiais para reciclagem. Somente em 2012, foram mais de 12 mil toneladas, 14% a mais do que no ano anterior. Após o descarte dos materiais, o volume total foi doado a 37 cooperativas parceiras, o que gera postos de trabalho diretos e indiretos e beneficia mais de 1,7 mil famílias por mês.

Pão de Açúcar

Supermercado de vizinhança, que prima pela variedade e qualidade em produtos e serviços. Com 165 lojas distribuídas em nove estados brasileiros, o Pão de Açúcar caracteriza-se pela ampla oferta de soluções e pioneirismos lançados ao longo da história do varejo brasileiro.

Unilever

Presente no Brasil há 84 anos, a Unilever é uma das maiores empresas de bens de consumo do mundo. Fabricante de produtos de higiene pessoal e limpeza, alimentos e sorvetes, a companhia tem operações em 190 países. Está presente em 100% dos lares brasileiros, e, ao longo de um ano, seus produtos atingem, mensalmente, 46 milhões de domicílios.

Segundo a empresa, todos os dias 2 bilhões de pessoas usam ao menos um produto da Unilever em algum lugar do mundo. São mais de oito décadas resumidas em marcas como Omo, Comfort, Fofo, Seda, Lux, Kibon, Hellmann’s, Arisco, Knorr, Becel, Maizena, AdeS, Dove, Axe, Close Up e Rexona, entre outras. Por ano, a Unilever lança cerca de 75 novos produtos e é líder de mercado em 10 das 13 categorias em que atua.

Fonte: Pão de Açúcar

10:14 · 15.10.2013 / atualizado às 10:14 · 15.10.2013 por

Você já parou para pensar que diariamente contribui para a exaustão dos recursos naturais do Planeta e para o acúmulo de resíduos que o ambiente não consegue absorver naturalmente? Hoje – 15 de outubro – é uma data dedicada a uma reflexão com a qual não estamos muito acostumados. E, talvez, por isso mesmo, seja bem necessária.

O Dia do Consumo Consciente foi instituído pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), em 2009, para despertar a consciência do público para os problemas sociais, econômicos, ambientais e políticos causados pela tendência crescente de padrões de produção e consumo excessivos e insustentáveis.

Esse marco provém de um compromisso anterior, da Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável de 2002 (Rio+10), que aprovou, no Plano de Johanesburgo, a elaboração de um conjunto de programas, com duração de dez anos para apoiar e fortalecer iniciativas regionais e nacionais para promoção de mudanças nos padrões de consumo e produção.

O Processo de Marrakesh, assim chamado por ter resultado de reunião na cidade do Marrocos, teve início em 2003. Foi concebido para dar aplicabilidade e expressão concreta ao conceito de Produção e Consumo Sustentáveis (PCS). Ele solicita e estimula que cada país membro das Nações Unidas, e participante do processo, desenvolva seu plano de ação, a ser compartilhado com os demais países, em nível regional e mundial, gerando subsídios para a construção do “Global Framework for Action on SCP”.

Sob a coordenação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (Undesa), o Processo conta também com a essencial participação de governos nacionais, agências de desenvolvimento, setor privado, sociedade civil e outros atores.

Reflexão

Enquanto o consumo surge como exercício direto da cidadania, sem avaliação dos impactos das decisões de compra, as discussões sobre preservação do meio ambiente destacam o conceito de consumo responsável, ao colocar o consumidor como determinante para as alterações sobre o meio ambiente.

A definição oficial de Consumo Sustentável é da Comissão de Desenvolvimento Sustentável (CDS) da Organização das Nações Unidas (ONU)  (1995): “o uso de serviços e produtos que respondem às necessidades básicas de toda população e trazem a melhoria na qualidade de vida, ao mesmo tempo em que reduzem o uso dos recursos naturais e de materiais tóxicos, a produção de lixo e as emissões de poluição em todo ciclo de vida, sem comprometer as necessidades das futuras gerações.”

O conceito de Consumo Consciente não nega a qualidade de vida individual, mas reconhece o ser humano como parte de uma comunidade global. A preservação do meio ambiente e o desenvolvimento justo da sociedade são as metas pretendidas pela atuação do consumidor consciente, atuando e mobilizando também sua comunidade nesta direção, para além da sua atuação individual.

Exercido de forma concreta, voluntária e cotidiana, o consumo consciente considera as variáveis de mercado, como preço, qualidade, impacto ambiental do consumo e responsabilidade empresarial. Mas, diferentemente do consumo responsável, nasce atrelado à coletividade, no exercício de uma nova e possível cidadania.

14:18 · 26.08.2013 / atualizado às 14:21 · 26.08.2013 por

earth-overshoot-day

Na terça-feira passada (20), a humanidade esgotou o orçamento da natureza para o ano e começou a operar no vermelho. Os dados são da Global Footprint Network (GFN), traduzindo Rede Global da Pegada Ecológica, instituição internacional parceira da rede World Wide Fund for Nature (WWF), ou Fundo Mundial para a Natureza, que gera conhecimento sobre sustentabilidade e tem escritórios na Califórnia (EUA), Europa e Japão.

O Overshoot Day (Dia da Sobrecarga da Terra) é a data aproximada em que a demanda anual da humanidade sobre a natureza ultrapassa a capacidade de renovação possível. Para chegar a essa data, a GFN faz o rastreamento do que a humanidade demanda em termos de recursos naturais, como alimentos, matérias-primas e absorção de gás carbônico – ou seja, a Pegada Ecológica – e compara com a capacidade de reposição desses recursos pela natureza e de absorção de resíduos.

Os dados demonstram que, em menos de oito meses, a humanidade utilizou tudo o que a natureza consegue regenerar durante um ano. O restante ficou descoberto. Na medida em que aumenta o consumo, cresce o débito ecológico, traduzido na redução de florestas, perda da biodiversidade, colapso dos recursos pesqueiros, escassez de alimentos, diminuição da produtividade do solo e acúmulo de gás carbônico na atmosfera.

Tudo isso não apenas sobrecarrega a capacidade de recuperação e manutenção do meio ambiente, como também debilita nossa própria economia. A mudanças climáticas – decorrentes da emissão de gases de efeito estufa em ritmo mais rápido do que sua absorção pelas florestas e oceanos – são o maior impacto desse consumo excessivo.

“O enfrentamento de tais restrições impacta diretamente as pessoas. As populações de baixa renda têm dificuldade em competir por recursos com o restante do mundo”, afirmou Mathis Wackernagel, presidente da Global Footprint Network e co-criador da Pegada Ecológica, uma medida para contabilizar o uso de recursos naturais.

Ritmo crescente

A contabilidade da Pegada Nacional de 2013 feita pela GFN demonstra que, no ritmo em que a humanidade utiliza os recursos e serviços ecológicos hoje, precisaríamos de um planeta e meio (1,5) para renová-los. Se continuarmos nesse ritmo, vamos precisar de dois planetas antes de chegar à metade do século.

A Pegada Ecológica total da China é a maior do mundo, principalmente devido à grande população. A Pegada por pessoa da China é muito menor do que aquela dos países da Europa ou da América do Norte; nos últimos sete anos, entretanto, a China ultrapassou os recursos disponíveis por pessoa no mundo todo.

Hoje, mais de 80% da população mundial vive em países que utilizam mais do que seus próprios ecossistemas conseguem renovar. Esses países “devedores ecológicos” esgotam seus próprios recursos ecológicos ou os obtêm de outros lugares.

Nem todos os países demandam mais do que seus ecossistemas são capazes de prover. Mas até mesmo as reservas de tais “credores ecológicos”, como o Brasil, diminuem com o tempo. Não podemos mais manter essa discrepância orçamentária que se alarga entre o que a natureza é capaz de prover e as demandas de nossa infraestrutura, economia e estilo de vida.

“A América Latina e, mais especificamente, a América do Sul está numa posição única no contexto mundial, já que suas reservas ecológicas ainda superam sua Pegada Ecológica na maior parte dessa região”, afirmou Juan Carlos Morales, diretor regional para a América Latina da Global Footprint Network.

“No entanto, esse padrão está mudando e agora, mais do que nunca, os países da América do Sul precisam realmente compreender a produção e o consumo e seus recursos naturais para continuarem competitivos na nova economia,” concluiu.

Hoje somos 7,2 bilhões de pessoas e, se a população ainda está crescendo, as tecnologias da informação e de transporte permitem multiplicar a economia mundial num ritmo ainda mais acelerado.

Apesar disso, em muitos casos, as restrições legais e os cuidados ambientais são vistos como obstáculos ao crescimento econômico, ainda traduzido diretamente em desenvolvimento social e progresso.

Por isso, para a Global Footprint Network e Rede WWF, a atitude mais sábia é tratar os recursos naturais como uma fonte contínua de riqueza a ser usada de forma sustentável e estratégica, garantindo um futuro seguro para toda a humanidade.

“Para assegurar um futuro limpo e saudável para nossos filhos, é preciso preservar o capital natural que nos resta e cuidar melhor do planeta que chamamos de lar”, reforçou Jim Leape, diretor geral da Rede WWF.

Monitoramento

Com o objetivo de ampliar o debate sobre o consumo e equilíbrio ambiental, o WWF-Brasil iniciou, em 2010, um trabalho pioneiro no Brasil, em parceria com a GFN, prefeitura de Campo Grande (MS) e parceiros locais. Realizou o cálculo da Pegada Ecológica da capital sul-mato-grossense, primeira cidade brasileira a fazer esse cálculo. Em 2011, realizou o cálculo para o Estado e para a capital São Paulo.

A secretária geral do WWF-Brasil, Maria Cecília Wey de Brito, destaca que cidadãos e governos têm papel fundamental na redução dos impactos do consumo sobre os recursos naturais do Planeta. “Políticas públicas voltadas para esse fim, como a oferta de um transporte público de qualidade e menos poluente, construção de ciclovias, e o estímulo ao consumo responsável, por exemplo, são essenciais para reduzir a Pegada Ecológica. E este é um papel dos governos”, ressaltou.

Já os cidadãos, na sua opinião, devem cobrar dos governos e dos políticos a criação e aplicação de politicas deste tipo. “Mas enquanto elas não existem, nós podemos fazer nossas escolhas lembrando que nosso planeta é finito, como é a nossa conta no banco”, salientou.

Em Campo Grande, as ações de mitigação para ajudar a reduzir a Pegada Ecológica estão em curso e o estudo de São Paulo, lançado em 2012, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), ainda carece de uma ação concreta dos poderes estadual e municipal. “O cálculo traz informações importantes que ajudam no planejamento da gestão ambiental das cidades com o direcionamento das políticas públicas de forma a reduzir esses impactos” afirmou o superintendente de Conservação do WWF-Brasil, Michael Becker, responsável pela condução dos estudos, pelo WWF-Brasil.

Além do trabalho com a Pegada Ecológica, a rede WWF também é parceira da GFN na edição do Relatório Planeta Vivo, publicado a cada dois anos. A próxima edição ficará pronta em setembro de 2014.

Fonte: WWF-Brasil