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Categoria: Convivência com o Semiárido


17:34 · 21.07.2017 / atualizado às 17:47 · 21.07.2017 por
O Programa Cisternas é um modelo de política construída, executada e avaliada constantemente pela sociedade civil e o Estado Foto: Cid Barbosa

O Programa Cisternas, do Brasil, é uma das seis políticas públicas selecionadas, em todo o mundo, para receber o Prêmio Internacional de Política para o Futuro de 2017 (Future Policy Award), sendo considerada uma das melhores políticas para combater a degradação do solo. O anúncio foi feito nessa quinta-feira (20), em Berlim, na Alemanha.

Característica marcante e diferenciada da iniciativa premiada é ter nascido no seio das experiências da sociedade civil, proposta como política pública pelas organizações atuantes no Semiárido e assumida pelo Estado.

Executado pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), o programa promove o acesso à água para consumo humano e produção para populações dispersas do Semiárido brasileiro, por meio do armazenamento da água de chuva.

Trata-se de uma política pública de Estado, como considera o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), dado que vários governos têm interagido com ele, o governo Fernando Henrique, de modo especial os governos Lula e Dilma e, atualmente, o Michel Temer.

A sociedade civil que atua no Semiárido, além de influenciar a concepção da política, também a executa, principalmente, por meio dos programas da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA): Um Milhão de Cisternas (P1MC), Uma Terra e Duas Águas (P1+2) e Cisternas nas Escolas.

Segundo o coordenador da ASA pelo Estado da Bahia, Naidison Baptista, esta experiência é um modelo de política construída, executada e avaliada constantemente pela sociedade civil e o Estado, numa perspectiva democrática e participativa.

“A premiação significa dizer que estamos andando no caminho certo e que devemos continuar a palmilhá-lo, ampliando ainda mais as ações que possibilitam o acesso de famílias e populações tradicionais à água para consumo humano, junto aos domicílios e escolas rurais, e para produção de alimentos e criação animal”, diz Baptista.

O prêmio

Organizada pelo World Future Council, com a parceria da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), a premiação escolheu seis iniciativas (Brasil, Austrália, China, Etiópia, Jordânia e Nigéria, além de uma iniciativa global) de um total de 27 analisadas de 18 países.

Entre as seis políticas selecionadas, haverá uma classificação para primeiro, segundo e terceiro lugares e menções honrosas, que será anunciada no dia 22 de agosto. A cerimônia de entrega dos prêmios acontecerá durante a 13ª Sessão da Conferência das Partes da UNCCD, em Ordos, na China, prevista para o mês de setembro.

Para a indicação ao prêmio, foram analisadas a capacidade destas políticas públicas de proteger a vida e os meios de subsistência nas terras áridas e de promover o combate à desertificação, a restauração da terra e do solo degradados, incluindo as terras afetadas pela desertificação, a seca e as inundações.

A parte que diz respeito ao combate à desertificação e mitigação de seus efeitos faz parte do Objetivo 15 do Desenvolvimento Sustentável (meta 3).

Esta é a décima edição do prêmio e a primeira vez que aborda este tema. Edições anteriores já selecionaram, por exemplo, as melhores políticas para a Segurança Alimentar, para a Biodiversidade, para as Florestas e para o Fim das Violências contra as Mulheres.

O World Future Concil e um seleto grupo de organizações internacionais indicam as melhores políticas que influenciam o desenvolvimento sustentável para as gerações atuais e futuras.

Neste processo, também são considerados os “7 Princípios para Legislar para um Futuro Justo”, que abrange também dimensões como a equidade, a erradicação da pobreza, a participação e a resolução pacífica de conflitos.

Fonte: ASA Brasil

10:00 · 21.06.2016 / atualizado às 21:59 · 20.06.2016 por
A barragem de contenção de sedimentos e cordões construída com pedras soltas, cuidadosamente arrumadas e em formato de arco, ajuda na redução do assoreamento dos reservatório e rios Foto: Divulgação/Ematerce
A barragem de contenção de sedimentos e cordões construída com pedras soltas, cuidadosamente arrumadas e em formato de arco, ajuda na redução do assoreamento dos reservatório e rios Foto: Divulgação/Ematerce

Por Marcelino Júnior

Iniciado em 2013, pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce), com participação da Associação dos Pequenos Produtores e Apicultores do Assentamento Mandacaru, localizado a 15Km da sede deste Município, o “Projeto de Desenvolvimento Sustentável do Assentamento Mandacaru com a Integração de Tecnologias de Convivência com o Semiárido e Preservação dos Recursos Naturais” promove uma série de intervenções técnicas, inteiramente voltadas para recuperação e preservação desses recursos, especialmente do solo e água, integrados às atividades produtivas e de convivência com o Semiárido.

O Projeto, que beneficia 26 famílias, das 130 nos 3.800 hectares do assentamento, foi orçado em R$ 641.749, sendo R$ 577.574, do Fundo Nacional de Mudanças Climáticas – Ministério do Meio Ambiente (FNMC-MMA), e R$ 64.174 do governo do Estado. A implantação, que utilizou mão de obra da própria comunidade, está em sua etapa final, com licitação para aquisição de 250 matrizes de ovinos e mais dez animais reprodutores.

O projeto de Irauçuba, único do Ceará apresentado neste ano, foi homenageado, juntamente com outras 21 instituições, na sexta-feira (17), em Brasília, pelo Prêmio internacional Dryland Champions, promovido pela Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), em parceria com o MMA. O programa presta homenagem a iniciativas, de pessoas, organizações governamentais e empresas que contribuem para o manejo sustentável de terras, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida das populações e as condições dos ecossistemas afetados pela desertificação e a seca.

O evento foi realizado pelo MMA, em parceria com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), para marcar o Dia Mundial de Combate à Desertificação (17 de junho), data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para promover a conscientização sobre o problema, que atinge 42% das terras do Planeta e 35% da população mundial.

Com o slogan “Proteger a Terra. Restaurar os Solos. Envolver as pessoas”, a UNCCD defende a importância da cooperação inclusiva para restaurar e recuperar terras degradadas e contribuir para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Nesta edição, o programa Dryland Champions priorizou projetos que contribuem para o manejo sustentável de solos nas áreas suscetíveis à desertificação no Brasil.

“Esse reconhecimento nos deixa satisfeitos de saber que estamos no caminho certo. O projeto foi uma reivindicação daquelas famílias, que participaram integralmente de sua elaboração e desenvolvimento para benefício delas próprias”, afirmou o assessor técnico da Ematerce e elaborador do projeto, Josualdo Justino Alves.

21:24 · 24.05.2016 / atualizado às 21:24 · 24.05.2016 por

Até 31 de maio estão abertas inscrições para a premiação que destaca contribuições para o manejo sustentável da terra Foto: Cid Barbosa / Agência Diário
Até 31 de maio  estão abertas inscrições para a premiação que destaca contribuições para o manejo sustentável da terra Foto: Cid Barbosa / Agência Diário

O programa Dryland Champions, promovido pela Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), receberá, até 31 de maio, inscrições de projetos que contribuem para o manejo sustentável de solos nas áreas suscetíveis à desertificação no Brasil. Os interessados devem enviar o formulário de inscrição para o endereço drylandchampionsbrasil@gmail.com.

Podem se inscrever grupo de jovens e escolas, indivíduos (adultos, jovens ou crianças), agricultores, empresas, organizações não governamentais (ONGs), associações comunitárias e municípios. Os contemplados receberão os certificados em evento promovido pelo MMA durante as comemorações pelo Dia Mundial de Combate à Desertificação, em 17 de junho de 2016.

Neste ano, sob o slogan “Proteger a Terra. Restaurar os Solos. Envolver as pessoas”, a UNCCD comemora o Dia Mundial de Combate à Desertificação defendendo a importância da cooperação inclusiva para restaurar e recuperar terras degradadas e contribuir para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O Programa Dryland Champions é destinado a homenagear as atividades das pessoas e/ou organizações e empresas que fazem uma contribuição prática ao Manejo Sustentável de Terras. Sob o lema Dryland Champions – “Eu sou parte da solução”, a iniciativa centra-se em primeiro lugar, sobre as pessoas, o seu empenho e esforços para melhorar as condições de vida das populações e as condições dos ecossistemas afetados pela desertificação e a seca.

A premiação reconhece um amplo leque de atividades de manejo sustentável da terra. Todas as ações, atividades, iniciativas e projetos que introduzam, facilitem, promovam ou implementem práticas e políticas em nível local ou nacional relacionados ao manejo sustentável da terra podem ser inscritas.

Para consultar o Edital e se inscrever, clique aqui

Fonte: MMA

18:12 · 01.04.2016 / atualizado às 18:12 · 01.04.2016 por
Banco já havia financiado a construção de 20 mil cisternas, no valor de R$ 210 milhões Foto: Cid Barbosa / Agência Diário
Banco já havia financiado a construção de 20 mil cisternas, no valor de R$ 210 milhões Foto: Cid Barbosa / Agência Diário

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e o movimento social Articulação do Semiárido Brasileiro ( ASA Brasil) lançaram a segunda fase do Programa de Implantação de Cisternas para Uso na Produção de Alimentos, em Propriedades Rurais Ocupadas por Famílias da Região do Semiárido Brasileiro.

Nessa nova etapa, lançada nesta quinta-feira (31), em Brasília, serão construídas 3,4 mil cisternas de produção, no valor de R$ 46,8 milhões. Os recursos são não reembolsáveis, provenientes do Fundo Social do BNDES.

Essa iniciativa se soma à primeira etapa do programa, contratada em 2013, quando foram executadas e entregues 20 mil cisternas de produção, no montante total de R$ 210 milhões, também oriundos do Fundo Social do Banco. A totalidade dos recursos já foi liberada e o programa integralmente cumprido. Foram beneficiadas mais de 20 mil famílias na região do Semiárido Brasileiro.

O programa tem permitido que as famílias da área atingida pela seca tenham acesso à água durante todo o ano, por meio do armazenamento da chuva. Alguns dos benefícios são a fixação da população no campo e a melhoria de sua qualidade de vida.

Bancos de sementes

Também no âmbito da parceria BNDES/MDS/ASA está em implementação o programa de estruturação e construção de 400 bancos comunitários de sementes na região, com o objetivo de preservar, selecionar e armazenar as sementes nativas adaptadas ao Semiárido Brasileiro de forma coletiva. Com investimentos de R$ 8,6 milhões do Fundo Social, dos quais R$ 3 milhões já desembolsados, o projeto deverá ser concluído até o fim deste ano, permitindo melhores condições de vida para os agricultores familiares.

A implantação de cisternas e a construção de bancos de sementes são iniciativas complementares, pois envolvem armazenamento e manejo de água e de sementes para uso na produção de alimentos, em propriedades rurais ocupadas por famílias da região do Semiárido brasileiro, inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

“Esta é uma das maiores ações de adaptação climática do mundo”, afirmou a ministra do MDS, Tereza Campello, destacando as qualidades sociais e ambientais do projeto, que, “desenvolvido em conjunto com as comunidades locais, permitiu a democratização do acesso à água”. O MDS coordena o programa do Governo Federal Água para Todos, que já implantou, nos últimos dois anos, cerca de 1,2 milhão de cisternas familiares (água para consumo humano) na região.

“Este é um projeto extraordinário, que representa a libertação e a melhoria de vida de milhares de famílias”, disse o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, para quem o programa significa “uma verdadeira revolução social”.

Fonte: BNDES

16:01 · 12.03.2016 / atualizado às 16:10 · 12.03.2016 por
Governo institui Câmara destinada a elaborar proposta de regulamentação das ações para reduzir os efeitos da seca Foto: Cid Barbosa
Além de frear a desertificação, novo grupo deve elaborar proposta de regulamentação das ações para reduzir os efeitos da seca Foto: Cid Barbosa

 

Foi publicada na última quinta-feira (10), no Diário Oficial da União (DOU), resolução da Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD) instituindo a Câmara Técnica Temporária de Regulamentação da Política Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca. A Câmara tem a finalidade de elaborar as minutas dos decretos de regulamentação da Política Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (Lei Nº 13.153/ 2015).

Instituída em junho de 2015, a Política irá promover ações de uso dos recursos naturais e iniciativas produtivas sustentáveis nas áreas suscetíveis à desertificação para evitar a degradação do solo.

Composição

A Câmara é composta por dois representantes de instituições públicas federais, dois de Estados com áreas suscetíveis à desertificação, dois representantes da sociedade civil e um representante da Secretaria-Executiva da CNCD, além de especialistas da área jurídica que serão convidados a contribuir na elaboração dos documentos. O prazo de funcionamento é até dezembro de 2016.

Para o diretor de Combate à Desertificação do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e secretário-executivo da CNCD, Francisco Campello, para evitar a desertificação, são fundamentais a implantação de boas práticas de convivência sustentável que possibilitem a conservação de solo nas atividades agropecuárias; o uso correto dos recursos florestais; maior eficiência nos sistemas produtivos que promovam a segurança hídrica, alimentar, energética e que conservem as paisagens.

Ações

O MMA vem adotando a estratégia de combate dos principais vetores do processo de desertificação, fomentando iniciativas estruturantes para uma convivência sustentável com a semiaridez. Assim, é possível promover segurança hídrica, alimentar, energética e a conservação da paisagem com o uso de tecnologias sociais e de baixo custo adaptadas ao clima das Áreas Suscetíveis à Desertificação (ASD). As áreas suscetíveis à desertificação (ASD) envolvem 11 Estados, têm uma área de 1.340.000 km² e uma população aproximada de 35 milhões de habitantes.

CNCD

A CNCD foi criada por meio de Decreto Presidencial de 21 de julho de 2008, e é presidida pelo MMA. É composta por 44 representantes de setores da sociedade civil e dos governos federal, estaduais e municipais e do setor produtivo relacionados com o tema.

Entre outras finalidades, cabe à CNCD deliberar sobre a implementação da Política Nacional de Combate à Desertificação, em articulação com as demais políticas setoriais, programas, projetos e atividades governamentais de combate à desertificação e mitigação dos efeitos da seca; orientar, acompanhar e avaliar a implementação dos compromissos assumidos pelo Brasil junto à Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (UNCCD); e promover a integração das estratégias de erradicação da pobreza nos esforços de combate à desertificação e mitigação dos efeitos da seca.

Fonte: MMA

08:00 · 20.11.2015 / atualizado às 09:51 · 20.11.2015 por
Como parte da programação, os jornalistas selecionados pela organização, farão visitas externas ao Açude Castanhão (foto) e ao Canal da Integração Foto: Ellen Freitas / Agência Diário
Como parte da programação, os jornalistas selecionados pela organização, farão visitas externas ao Açude Castanhão (foto) e ao Canal da Integração Foto: Ellen Freitas / Agência Diário

Impulsionado pela atual situação hídrica que passa o País e pelo colapso causado pela falta da água nos municípios cearenses, o Instituto Hidroambiental Águas do Brasil (Ihab) realiza, entre os dias 21 a 25 de novembro, no Centro de Eventos do Ceará, o VII Encontro Intercontinental sobre a Natureza (O2).

A seca está entre os principais assuntos em discussão no evento, já que a situação atual de todos os açudes do Ceará é a de menor reserva hídrica da década, segundo dados da Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh). Dos 153 açudes monitorados, 128 estão abaixo de 30% da capacidade. Alguns, tidos como ícones na história do abastecimento de água no Ceará, como o Castanhão, detém apenas 12,78% da capacidade.

Em busca de soluções práticas para o convívio com a seca, geólogos, geógrafos, engenheiros, jornalistas, especialistas e interessados na área do meio ambiente estarão reunidos em Fortaleza para participar do O2, que tem como tema central “Sustentabilidade: práticas de segurança hídrica, alimentar, e economia no Semiárido”.

Os profissionais irão discutir temas relacionados à segurança hídrica, alimentar, socioeconômica e ambiental. O intuito é traçar metas e estratégias públicas sustentáveis para solucionar crises. Esta sétima edição do evento reunirá, em Fortaleza, especialistas da África, Austrália, Alemanha, México, Chile, Canadá, Itália e de outros países, que irão participar de mesas, painéis e talk show.

Para o organizador do evento, o geólogo Clodionor Araújo, o grande objetivo é conscientizar por meio de capacitação, oficinas e palestras, que todos podem contribuir usando racionalmente apenas a quantidade necessária para a sua manutenção. “Ao mostrar claramente exemplos de como as pessoas vivem e utilizam os recursos naturais ajuda a orientar. A divisão de continentes é política. A natureza desconhece esta divisão e atua para atender à vida”, ressalta.

O Ihab é uma organização não governamental sem fins lucrativos, qualificada como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip). Com sede em Fortaleza, conta com a colaboração de profissionais multidisciplinares com experiências em organizações públicas, privadas e do terceiro setor para o cumprimento de sua missão e objetivos.

Evento para jornalistas

Os profissionais do Jornalismo Ambiental terão um espaço dedicado às questões da Comunicação Ambiental. Juntos, eles irão compor o Encontro Intercontinental de Jornalistas Ambientais. A entrada dos profissionais de Comunicação é gratuita para cobertura do evento e palestras da área. Como parte da programação, os jornalistas selecionados pela organização, farão visitas externas ao Açude Castanhão e ao Canal da Integração.

Além do Ceará, jornalistas que trabalham em importantes publicações do gênero de Manaus, São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro devem participar do encontro. Os profissionais de Fortaleza e demais regiões do Interior podem se inscrever gratuitamente e conferir a programação no site www.ihab.org.br/o2015.

Mais informações:

Encontro Intercontinental sobre a Natureza (O2)

Data: De 21 a 25 de novembro de 2015

Horário: Das 14h às 21h

Local: Centro de Eventos – Av. Washington Soares, 1141 – Água Fria

Inscrições: As inscrições podem ser realizadas no site www.ihab.org.br/o2015 ou na sede da entidade, que fica na rua Ildefonso Albano, 820 – Meireles

13:32 · 29.06.2015 / atualizado às 13:53 · 29.06.2015 por
edital visa facilitar o acesso de famílias rurais a um conjunto de conhecimentos e inovações que contribuam para melhorar suas condições de vida Foto: Waleska Santiago / Agência Diário
edital visa facilitar o acesso de famílias rurais a um conjunto de conhecimentos e inovações que contribuam para melhorar suas condições de vida Foto: Waleska Santiago / Agência Diário

As inscrições para a segunda edição do Edital de Apoio a Propostas de Gestão do Conhecimento em Zonas Semiáridas do Nordeste do Brasil vão até o dia 13 de julho. Promovido pelo Programa Semear, o edital visa facilitar o acesso de famílias rurais a um conjunto de conhecimentos e inovações que contribuam para melhorar suas condições de vida, coexistir com as condições semiáridas e tirar maior proveito das possibilidades de desenvolvimento do Semiárido nordestino brasileiro.

Nessa segunda edição, serão apoiadas propostas de visitas de intercâmbio e feiras de conhecimentos, no valor de até R$ 50 mil, voltadas ao compartilhamento de experiências exitosas e boas práticas de convivência com o Semiárido. As atividades deverão ter como protagonistas famílias rurais, particularmente, agricultores e empreendedores familiares, com especial atenção às mulheres, jovens e comunidades tradicionais.

Podem participar Pessoas Jurídicas sem fins lucrativos, como associações de produtores, cooperativas, organizações da sociedade civil de interesse público (Oscips), organizações não governamentais (ONGs), dentre outros.

As ações apresentadas deverão ter como foco arranjos produtivos, como: criação de pequenos animais, ovinocaprinocultura; fruticultura do Semiárido; apicultura e meliponicultura; quintais produtivos; artesanato, dentre outros. Serão priorizadas ações que promovam tecnologias sustentáveis de uso e reuso da água.

As propostas selecionadas deverão ser implementadas em até três meses e em municípios que compõem as zonas semiáridas dos Estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, conforme indicado em anexo do Edital. Cada proponente pode apresentar mais de uma proposta, contudo apenas uma poderá ser selecionada.

As inscrições deverão ser feitas, prioritariamente, por meio da Internet, com o envio dos arquivos e documentação especificados em Edital para o e-mail editais.semear@iica.int, informando no campo assunto: Edital 02/2015 – Inscrição. Também serão aceitas inscrições na sede do Programa Semear (Rua da Graça, 150/164, Graça, Salvador – Bahia), ou enviadas por meio de empresas de correspondências, conforme indicado em Edital. Só serão aceitas propostas recebidas até dia 13 de julho de 2015.

Modalidades de Apoio

Visitas de Intercâmbio: visita ou rota de visitas realizadas em propriedades de famílias rurais, dedicadas à transferência de experiências e práticas produtivas ou organizacionais concretas (formas de produção, comercialização e organização), consideradas relevantes para o desenvolvimento sustentável do Semiárido, e que podem ser replicados em outros contextos com o protagonismo dos participantes.

Feiras de Conhecimentos: mostra dedicada à apresentação e compartilhamento de diversas experiências exitosas e boas práticas de convivência com o Semiárido, de famílias rurais e profissionais que trabalham em apoio a essas famílias, como pesquisadores, gestores e técnicos de organizações campesinas de base, institutos de pesquisa, universidades, escolas técnicas, entre outros. As famílias rurais devem ser protagonistas da proposta, inclusive coordenando suas atividades.

Sobre o Programa Semear

O Programa Semear é uma iniciativa do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (Fida), implementada em parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), com o apoio da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (Aecid). Trata-se de um programa de gestão do conhecimento que visa contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população rural e para o desenvolvimento sustentável e equitativo do Semiárido do Nordeste brasileiro, nos Estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí, Paraíba, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Mais informações:

Íntegra do Edital e formulário de inscrição estão disponíveis no Portal Semear – seção Oportunidades – www.portalsemear.org.br

www.facebook.com/programasemear1

www.youtube.com/user/programasemear

www.twitter.com/programasemear1

09:17 · 22.03.2015 / atualizado às 09:36 · 22.03.2015 por

 

A ANA destaca que a seca foi severa no Semiárido, com situação crítica nos Inhamuns e Sertão Central do Ceará Ilustração: Lincoln Souza
A ANA destaca que a seca foi severa no Semiárido, com situação crítica nos Inhamuns e Sertão Central do Ceará Ilustração: Lincoln Souza

Por Fernando Maia

Fortaleza. Para celebrar o Dia Mundial da Água, neste domingo, a Agência Nacional de Águas (ANA) lançou, na última sexta-feira, encarte especial sobre a crise hídrica, que acompanha o Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos – Informe 2014. O documento salienta a grande quantidade de municípios no Nordeste com baixa garantia hídrica. “No triênio 2012 a 2014, destaca-se a situação extremamente crítica no Semiárido, onde foram observadas secas com tempos médios de recorrência superiores a 100 anos, em 2012 e 2013, sendo que em 2014 houve chuvas com frequência normal, mas abaixo da média”.

Segundo o encarte, “a seca foi particularmente severa no Sertão, com situação crítica no Sertão dos Inhamuns e Central do Ceará, classificados como extremamente secos, em comparação com a série histórica. No triênio da seca no Nordeste, o primeiro ano foi crítico em termos climáticos, ocasionando situações dramáticas, com mananciais e estoques sendo deplecionados (descarregados) acentuadamente, seguido de dois anos com pouca precipitação, caracterizados como anos secos”.

Em termos de reserva hídrica, o documento ressalta que “nesses três anos, tem ocorrido o uso compulsório dos estoques de água sem que tenha havido chuva capaz de amenizar ou promover qualquer recarga nos açudes do Semiárido, estratégicos para a população da região. O nível dos reservatórios do Nordeste caíram de 61,7%, em maio de 2012, para 25,3%, em março deste ano. As ações de regulação no Nordeste neste período variaram da redução da vazão de defluência (sucessão) de água dos reservatórios até a fixação de dias alternados para captação de água em rios e açudes ou mesmo a suspensão temporária dos usos”.

Na mesma data, a ANA lançou o site da Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil. Segundo seus idealizadores, “o objetivo da página é apresentar as informações mais atuais sobre diversos aspectos do setor de recursos hídricos, consolidadas pela ANA, de forma simples e objetiva. No portal, há informações sobre seis grandes temas: quantidade de água, qualidade, usos do recurso, balanço hídrico, eventos críticos (secas e cheias) e gestão”.

Sem renovação

O professor de Hidrologia da Universidade de Fortaleza (Unifor) Rogério Campos, que é doutor em Recursos Hídricos, lembra que, pela característica climática da nossa região, há pouca renovação das águas dos reservatórios. O especialista enfatiza que, há praticamente quatro anos, a água acumulada não sangra nos açudes. “Além desse fator, aqueles mananciais, que têm fontes poluidoras no seu entorno, se tornam mais vulneráveis do ponto de vista da qualidade da água. Quando os açudes só acumulam, ou seja, não sofrem renovação, a tendência é que exista uma concentração maior de poluentes”, explica.

Mudança

Dentre as medidas que poderiam ser adotadas para minimizar esse problema, o professor Rogério Campos sugere uma mudança de atitude. “Seria muito importante que as válvulas de fundo fossem abertas nos período de sangria para liberar as águas mais profundas, permitindo, assim, a sua renovação. Acontece que ocorre o contrário. Quando os açudes enchem, a válvulas de fundo permanecem fechadas. Com isso, a água mais profunda continua lá e a nova, fruto da recarga ocasionada pelas chuvas, vai embora pelo sangradouro”. Embora não entre nessa questão de forma direta, como faz questão de ressaltar o especialista, a evaporação, de certa forma, contribui também para tornar precária a qualidade da água, “à medida que, quanto maior a evaporação, mais os poluentes se concentram”.

Para o professor Rogério Campos, é preciso combater as fontes poluidoras que assolam nossos açudes. “Isso precisa ser feito imediatamente. Não se pode admitir que o pouco de água que temos sofra esse processo de poluição. Devemos, além de tratar os esgotos, punir quem estiver poluindo”, completa.

Conjuntura

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam para uma situação preocupante no Planeta em relação aos recursos hídricos. Segundo a OMS, sete pessoas morrem por minuto no mundo por ingerir água insalubre. Nada menos que 768 milhões de pessoas não têm acesso à água tratada no Planeta, de acordo com OMS e Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

A falta de saneamento, que acaba poluindo os mananciais, é outra questão preocupante. A OMS e a Unicef apontam que 2,5 bilhões de pessoas vivem sem saneamento básico adequado no mundo. O que é contraditório nessa história é que cada R$ 1,00 investido em saneamento básico representa R$ 4,00 de economia gastos com a saúde, conforme cálculo da OMS.

* O texto acima integra série de reportagens especiais publicada no caderno Regional do Diário do Nordeste a partir do  Dia de São José (19 de março). A série tratou das chuvas e da religiosidade; da rede de açudagem do Ceará e da interligação das bacias; das tecnologias sociais que têm permitido que agricultores familiares convivam com as adversidades climáticas; e, por fim, no Dia Mundial da Água (22 de março), esta reflexão sobre a escassez e a qualidade do bem mais essencial à existência da vida. Boa leitura!

Caderno1

Matéria1 http://bit.ly/199GyJm

Matéria2 http://bit.ly/1MXQRO8

Matéria3 http://bit.ly/1LACbcm

Matéria4 http://bit.ly/1BXekvK

Caderno2

Matéria1 http://bit.ly/1Ha99K9

Matéria2 http://bit.ly/1bk19fV

Matéria3 http://bit.ly/1xGDmv7

Matéria4 http://bit.ly/1DG8imC

Caderno3

Matéria1 http://bit.ly/1xnSEu8

Matéria2 http://bit.ly/1BZzTfk

Materia3 http://bit.ly/1CHHxyg

Matéria4 http://bit.ly/1CHHCCb

PáginaDiaMundialdaÁgua

http://bit.ly/1C1XPP7

 

10:26 · 01.03.2015 / atualizado às 10:39 · 01.03.2015 por

O Centro de Excelência Contra a Fome da Organização das Nações Unidas (ONU) e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) lançaram três vídeos sobre os diversos programas brasileiros que ajudam a população do Semiárido a encontrar soluções para conviver com os longos períodos de seca, característicos da região.

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Os vídeos mostram o programa de construção de cisternas de captação de água da chuva para consumo humano e para a produção agropecuária e outros programas que garantem aos produtores familiares o acesso a mercados e melhoram suas condições de vida.

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Eles foram lançados em português em dezembro e, agora, estão disponíveis também com legendas em inglês, francês e espanhol. Os vídeos mostram como o Bolsa Família, as cisternas, a energia elétrica e a comercialização de alimentos para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) transformaram a vida dos sertanejos.

Essa produção faz parte do material de referência utilizado pelo Centro de Excelência para mostrar a outros países em desenvolvimento como os programas sociais brasileiros são complementares e os impactos que têm nas vidas das pessoas.

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Os vídeos foram produzidos como parte do projeto Parceria para Iniciativas Nacionais de Desenvolvimento Social (PNSDI), desenvolvido pelo Centro de Excelência contra a Fome em parceria com o MDS e com o Ministério do Reino Unido para o Desenvolvimento Internacional (DFID).

Fonte: ONU Brasil

17:53 · 20.01.2015 / atualizado às 17:53 · 20.01.2015 por
O Fundo Clima apoia capacitação e educação para a sustentabilidade na Caatinga Foto: Cid Barbosa / Agência Diário
O Fundo Clima apoia capacitação e educação para a sustentabilidade na Caatinga Foto: Cid Barbosa / Agência Diário

O Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS) e a Fundação Parque Tecnológico da Paraíba (Fundação PaqTcPB) assinaram, nesta segunda-feira (19), Projeto de Cooperação Técnica Internacional com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

As três entidades já vêm construindo uma parceria desde 2014 para desenvolver projetos de sustentabilidade e convivência com o Semiárido, além de capacitação técnica local.

Todas as atividades são acompanhadas pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), no âmbito da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD) e financiadas pelo Fundo Nacional sobre Mudanças do Clima (Fundo Clima).

Técnicos e agricultores

O diretor presidente do IABS, Tadeu Assad, destaca o caráter formativo do Centro Xingó de Desenvolvimento do Semiárido, localizado na fronteira entre Alagoas, Sergipe, Pernambuco e Bahia, como uma das principais atividades do Instituto. Em 2014, foram capacitadas mais de 100 pessoas em tecnologias sociais, entre técnicos e agricultores. O IABS vai receber R$ 680 mil do Fundo Clima.

Já com o Prêmio Mandacaru, o IABS reconhece projetos de tecnologia social simples que ajudam a melhorar a qualidade de vida de pessoas que vivem no Semiárido brasileiro. “Premiamos uma ação de purificação da água da chuva para uso doméstico e outra de dessalinização da água por meio de sementes, por exemplo”, conta Tadeu.

A coordenadora do Centro de Produção Industrial Sustentável da Fundação PaqTcPB, Aluzilda Oliveira, ressalta o caráter transformador do trabalho junto ao polo cerâmico contemplado com o financiamento do Fundo Clima. “São 25 fábricas de cerâmica vermelha, produtoras de telhas e tijolos, que receberam mais de 300 horas de capacitação em boas práticas de eficiência energética”, explica.

Consumo de lenha

O objetivo é melhorar o processo produtivo para reduzir o consumo de lenha, uma fonte renovável de energia quando extraída de forma legal em áreas de manejo. A Fundação receberá R$ 450 mil do Fundo Clima. O montante é liberado à medida que resultados vão sendo apresentados.

Segundo o diretor do Departamento de Combate à Desertificação do MMA, Francisco Campello, as agências implementadoras como IABS e Fundação PaqTcPB representam uma nova forma de execução de políticas públicas. “Essas parceiras aumentam o sucesso das políticas”, diz. “Com a descentralização, alcançamos uma maximização dos conhecimentos de cada um e como colocá-los em prática com os beneficiários”.

Para o representante do IICA no Brasil, Manoel Otero, a parceria com o MMA é fundamental. “Todo nosso esforço é para implementar projetos que transformem a realidade”, afirmou.

Histórico

Em junho de 2014, o MMA, em parceria com o IICA, lançou o Edital Nº 078/2014 para selecionar instituições sem fins lucrativos que fizessem a execução descentralizada de ações previstas no Projeto de Cooperação Técnica PCT BRA/IICA/14/001 intitulado “Implementação de estratégias e ações de prevenção, controle e combate à desertificação face aos cenários de mudanças climáticas e à Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD)”.

Fonte: MMA