Gestão Ambiental

Categoria: Convivência com o Semiárido


13:34 · 10.09.2012 / atualizado às 13:38 · 10.09.2012 por

 

O Instituto PepsiCo, está ampliando sua parceria com a Articulação do Semiárido (ASA) por meio do Projeto Colhendo a Chuva, de incentivo à construção de cisternas, reservatórios com grande capacidade que armazenam água da chuva no Semiárido.

O Projeto une a experiência que a empresa e suas diversas marcas já possuem em mobilização via redes sociais a uma iniciativa de responsabilidade social numa ação pioneira.

“Com este projeto, estamos chamando os internautas a participarem e, assim, ajudar a dar asas ao sonho de melhorar a vida destas famílias, além de mostrar a nova realidade das famílias a partir do acesso a água”, afirma Cláudia Pires, diretora do Instituto PepsiCo.

Para esta divulgação será usada uma aba do projeto dentro da fan page da PepsiCo Brasil no Facebook. Nesta página, implementada pela agência digital Riot, que cuida dos perfis corporativos da empresa nas redes sociais, o internauta poderá conhecer mais sobre o semiárido, sobre a ASA e o Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC).

O próprio layout da página, baseado nas imagens de literatura de cordel, aproxima as pessoas da cultura da região. O internauta tem três maneiras de participar: pode simplesmente curtir a página, convidar um amigo ou ajudar efetivamente com doação de dinheiro.

Cada uma destas ações tem “pesos” diferentes que são quantificados através de “asinhas”, que juntas completam a aba do Projeto. A ideia é que as cisternas sejam construídas com verba doada pela PepsiCo e ajuda dos internautas doadores e, ao final, todos conheçam as famílias que foram beneficiadas, onde moram e qual foi a transformação na vida delas.

Parceria

A parceria entre o Instituto PepsiCo e a ASA, firmada em 2011, terá investimento de R$ 3,5 milhões nos próximos três anos para o P1MC. Juntos, esses reservatórios irão formar uma infraestrutura descentralizada para levar água potável a 5 milhões de pessoas em 11 Estados brasileiros.

Essa é a primeira empresa privada a apoiar o projeto liderado pela ASA, organização sem fins lucrativos criada há mais de 20 anos, que desenvolve ações de convivência sustentável com o ecossistema da região, por meio do fortalecimento da sociedade civil, da mobilização, envolvimento e capacitação das famílias.

Para este ano, esse montante irá apoiar e financiar a aceleração da construção das cisternas em cinco Estados e dez municípios, com foco na entrega de cisternas produtivas, isso é, reservatórios para captação de água para utilização em agricultura familiar, além de cisternas destinadas a escolas públicas.

Desde 2003, quando o projeto premiado pela Organização das Nações Unidas (ONU) teve início, já foram construídas 376 mil cisternas, sendo 40 mil cisternas produtivas e 850 delas destinadas a escolas públicas.

O programa beneficia famílias com renda até meio salário mínimo por membro da família, e que residam permanentemente na região rural do polígono da seca, uma área que abrange quase 900 km², quase três vezes o tamanho do Estado de São Paulo.

O Instituto PepsiCo é uma organização sem fins lucrativos, comprometida em apoiar e energizar as lideranças locais para fortalecer e acelerar as transformações socioambientais em suas comunidades.

A sua criação no Brasil faz parte da estratégia global da companhia chamada Performance com Propósito que tem como uma das metas fornecer acesso à água potável a pessoas que vivam em áreas com problemas de abastecimento de água.

Além do apoio financeiro, a PepsiCo prevê ainda a troca de experiências entre os produtores familiares do semiárido e parceiros de negócios para fornecimento de matéria-prima agrícola da região Sul e Sudeste.

O intuito é compartilhar as melhores práticas de produção dos agricultores de Estados como Paraná, Minas Gerais e São Paulo, que em contrapartida, absorverão conhecimento sobre formas eficientes de plantio durante períodos de estiagem.

Mais informações: http://www.facebook.com/PepsiCoBrasil

07:58 · 19.12.2011 / atualizado às 07:58 · 19.12.2011 por
As cisternas têm garantido a segurança alimentar de inúmeras famílias Foto: ASA

Hoje (19 dezembro) uma caravana de aproximadamente 500 pessoas sai do Ceará com destino a Petrolina (Pernambuco), onde participa, amanhã, pela manhã, de um ato público para reafirmar a importância da sociedade civil na construção de políticas públicas de convivência com o Semiárido. O objetivo é fortalecer e fazer conhecer a luta de homens e mulheres por uma vida mais digna num semiárido sustentável e segurança alimentar.

O ato é realizado pela rede Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA Brasil), da qual o Fórum Cearense pela Vida no Semiárido faz parte, motivado pela declaração do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), no último dia 8 de dezembro, de que o aditivo já anunciado e publicado no Diário Oficial da União, para continuidade dos programas da ASA (P1MC e P1+2), não será concretizado, sob a argumentação de que o governo está revendo seus arranjos para o Plano Brasil sem Miséria.

O momento será também de manifestação de repúdio das organizações, pelo movimento atual do governo, que pode levar ao fim de um conjunto de processos que, para a ASA são importantes para o desenvolvimento rural sustentável.

A articulação está mobilizando dez mil pessoas de todo o Semiárido, entre agricultores e agricultoras e organizações da sociedade civil. A cidade de Petrolina foi escolhida para sediar o evento devido tanto à localização geográfica, que permite concentrar um grande número de pessoas de outros estados do Semiárido, como pela história de luta de diversas organizações da região.

As organizações, agricultores e agricultoras acreditam que com isso vão sensibilizara a sociedade para a importância da continuidade do projeto de convivência com o Semiárido, que a ASA desenvolve.

ASA

A Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA) é uma rede formada por mais de 750 organizações da sociedade civil que atuam na gestão e no desenvolvimento de políticas de convivência com a região semiárida. Sua missão é fortalecer a sociedade civil na construção de processos participativos para o desenvolvimento sustentável e a convivência com o Semiárido referenciados em valores culturais e de justiça social.

A ASA surge a partir da construção de um outro imaginário do Semiárido brasileiro. Com essa expectativa, foram desencadeadas iniciativas em diversos estados da região, tendo como base a agroecologia, a segurança alimentar e nutricional, a educação contextualizada, o combate à desertificação, o acesso à terra e à água e a promoção da igualdade de gênero.

Fórum

O Fórum Cearense foi criado em fevereiro de 1999 com o objetivo de mobilizar a sociedade civil para trabalhar políticas publicas em favor da convivência com o semiárido.

Com a integração de varias Instituições, ONGs, movimentos, entre outros, o Fórum faz um trabalho coletivo e constrói possibilidades para que homens e mulheres vivam com dignidade.

Fonte: Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador (Cetra)

17:00 · 06.12.2011 / atualizado às 16:05 · 06.12.2011 por

O Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador (Cetra) foi agraciado nesta segunda, 5 de dezembro, com homenagem da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (AL-CE) por sua histórica atuação no semiárido cearense em 30 anos de atuação.

Na sessão, requerida pelo deputado Dedé Teixeira (PT-CE), foram homenageadas pela Assembleia cinco pessoas que tiveram papel fundamental nessa trajetória: Margarida e Antônio Pinheiro, sócios-fundadores, o sindicalista José Mendes, agricultor que participou das primeiras conquistas de terra, Nair Soares ex-presidente da instituição e Antônio Pereira Neto, conhecido como Cazuza, agricultor e atual presidente do Cetra.

O artista popular Zé Vicente, a ex-prefeita de Fortaleza Maria Luiza Fontenelle, o professor Manfredo de Oliveira, o agricultor Sebastião Inácio dos Anjos (in memorian), e a Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA Brasil) também foram homenageados, mas pela Medalha Manuel Veríssimo, criada pelo Cetra em 2006 para celebrar os caminhos e histórias de pessoas, instituições e movimentos sociais que contribuíram e contribuem com a luta pela terra no Estado e no trabalho de reconstruir o semiárido cearense como um espaço cheio de possibilidades

História

O Cetra é oficialmente fundado em 1981, mas o trabalho de assessoria jurídica com comunidades em conflito de terras começou antes. A primeira conquista é o emblemático caso da fazenda Monte Castelo, em 1983, que teve em sua trajetória a morte de quatro homens, inclusive o lavrador Manuel Veríssimo.

Fazendo par com a ação jurídica, tanto para comunidades como para sindicatos, sempre está também o trabalho de mulheres, isso em um tempo no qual a auto-organização surgia como novidade pós-ditadura.

Na década de 1990, a instituição entende que é necessário também trabalhar a terra conquistada e começa a desenvolver ações de assessoria técnica rural junto aos agricultores.

No início dos anos 2000 a convivência com o semiárido entra na pauta e vão surgindo os projetos de cisternas – até hoje já foram construídas mais de 18 mil -, de produção agroecológica e de socioeconomia solidária – atuação na qual a instituição é destaque, orientando famílias camponesas a melhorar sua qualidade de vida no meio rural cearense.

Fonte: Cetra

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