Busca

Categoria: Desenvolvimento Sustentável das Terras Secas


11:37 · 01.10.2013 / atualizado às 11:37 · 01.10.2013 por
A conservação da biodiversidade do bioma Caatinga é essencial para a manutenção da produtividade no sertão Foto: Cid Barbosa / Agência Diário
A conservação da biodiversidade do bioma Caatinga é essencial para a manutenção da produtividade no sertão Foto: Cid Barbosa / Agência Diário

Os resultados do Projeto de Conservação e Gestão Sustentável do Bioma Caatinga nos Estados da Bahia e Ceará (Projeto Mata Branca) apresentados hoje, 1º de outubro, em Seminário Final, no Centro de Treinamento do Banco do Nordeste (BNB Passaré) destacam apoio técnico e financeiro a 72 projetos, em Tauá, Crateús, Independência, Novo Oriente, Parambu, Catarina e Aiuaba, com atendimento a 226 comunidades e 2.113 famílias.

Eles incluem adoção de práticas de consumo sustentável, agroecologia, sistemas agroflorestais, apicultura, manejo de solo e água, reciclagem e reúso de água. Os objetivos são melhorar a renda e contribuir com os indicadores da biodiversidade, redução de desmatamento e queimadas, de forma a minimizar os processos de desertificação.

No Estado do Ceará, 1.760 pessoas foram capacitadas em 68 municípios inseridos no Sertão Central e dos Inhamuns. Quanto às áreas protegidas, duas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RRPNs) foram criadas, e três áreas estão sendo finalizadas entre Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam), Associação Caatinga, com apoio do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

O Projeto Mata Branca resulta de acordo de doação, financiado pelo Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF) e Banco Mundial (Bird), no valor de US$ 23 milhões, entre eles US$ 13 mi em contrapartida dos Estados em serviços e US$ 10 mi em valor financeiro, sendo 50% para cada estado, no período de 2007 a 2013.

O objetivo do Projeto é contribuir para a preservação, conservação, uso e gestão sustentável da biodiversidade do Bioma Caatinga e melhorar, simultaneamente, a qualidade de vida de seus habitantes, por meio da introdução de práticas sustentáveis.

Os três componentes do Mata Branca são Apoio a Instituições e Políticas Públicas para Gestão Integrada (I), Promoção de Práticas da Gestão Integrada dos Ecossistemas (II) e Monitoramento e Avaliação (III) das atividades desenvolvidas.

“O projeto chegou como mecanismo de integração de outros projetos nos dois Estados com uma perspectiva regional, que enfoca a conservação e o controle sustentável do bioma Caatinga”, afirma a assessora de projetos especiais do Conpam, Tereza Farias.

Organizado pela empresa AR Eventos Sustentáveis, o encontro conta com a participação de cerca de 350 pessoas, entre beneficiários, parceiros do projeto como a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga, Pacto Ambiental dos Inhamuns, prefeituras, representantes do terceiro setor, academia e poder legislativo.

21:46 · 27.08.2013 / atualizado às 09:55 · 28.08.2013 por
Juazeiro fotografado no segundo semestre de 2008, em Parambu, no Sertão de Crateús Foto: Cid Barbosa
Juazeiro (Ziziphus joazeiro), em Parambu, no Sertão de Crateús Foto: Cid Barbosa

A primeira edição da Conferência Científica da Iniciativa Latinoamericana de Ciência e Tecnologia para Implementação da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (ILACCT) começa nesta quarta-feira ( 28) e segue até sexta-feira ( 30), no Centro de Convenções de Sobral, no Ceará.

O evento é uma iniciativa do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), em parceria com instituições como a Comisión Económica para América Latina y el Caribe (Cepal), Instituto Argentino de Investigaciones de las Zonas Áridas (Iadiza) e a Fundação de Meteorologia do Estado do Ceará (Funceme). A organização conta com o apoio da Prefeitura de Sobral, da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Ceará e da Universidade Estadual do Vale do Acaraú (UVA), entre outras instituições.

Segundo o economista cearense Antonio Rocha Magalhães, que é presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia (CST) da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação e assessor do CGEE, com a participação de aproximadamente 400 pessoas da América Latina e Caribe, da Europa e do Brasil, durante estes três dias serão debatidas questões relativas aos processos de degradação de terras, desertificação e impactos de secas na região da América Latina, com foco na busca de soluções.

Ainda segundo suas informações, no fim do evento, representantes de instituições latinoamericanas, sob a liderança da Cepal, assinarão a criação do Programa Aridaslac, “com o objetivo de promover maior conhecimento sobre as questões de desertificação e secas e mapear as áreas da América Latina e Caribe sujeitas a esse fenômeno”.

O objetivo da reunião é tratar o conhecimento que está sendo produzido sobre o desenvolvimento sustentável das terras secas e a desertificação na América Latina e Caribe. A ideia é criar uma rede de produção de conhecimento sistematizada que possa servir de subsídio para a tomada de decisões. Representantes de 22 países participarão do encontro para acompanhar a iniciativa e debater as questões propostas.

A desertificação é um problema de alcance global. De acordo com as Nações Unidas, 41% das terras do mundo são consideradas secas, e uma em cada cinco pessoas vive em áreas afetadas pela desertificação. Cerca de 25% das terras da América Latina e Caribe são consideradas áridas e concentram aproximadamente 28% da população (145 milhões de pessoas).

Para o assessor técnico do CGEE e organizador do evento, José Roberto Lima, a conferência será um exemplo para os próximos encontros da iniciativa. “Temos pesquisadores vindo da Europa e da África para saber como a ideia pode se disseminar. Estão todos olhando para este evento, pois é a primeira vez que há uma região se organizando cientificamente para produzir conhecimento e apoiar a implementação da convenção”, explicou.

A ILACCT é uma plataforma de trabalho criada para a facilitar atividades de ciência e tecnologia na região da América Latina e Caribe. A inciativa é composta por todos os países da região, representados por seus Pontos Focais Nacionais (PFN); pelos corresponsáveis nacionais de ciência e tecnologia; por representantes de instituições científicas; organizações não governamentais; e outras partes interessadas.

A iniciativa foi implementada durante uma conferência realizada em julho de 2008, em Salvador (BA). O objetivo é promover o intercâmbio de conhecimentos científicos e tecnológicos para melhorar a formulação e implementação de estratégias e políticas de combate à desertificação, e os efeitos da seca na região.

Mais informações: www.ilacct.org

Fonte: CGEE