Gestão Ambiental

Categoria: Desenvolvimento Sustentável


16:48 · 14.09.2018 / atualizado às 17:17 · 14.09.2018 por
Com 500 participantes, as discussões trataram de propostas de políticas públicas que estão sendo levadas pelo CEBDS aos presidenciáveis Foto: Ulisses Matandos

Nesta semana, presidentes e executivos de grandes empresas brasileiras ou com atuação no País estiveram reunidos em evento que, da água filtrada na hora e bebida em copos de vidro, passando pelos cordõezinhos de crachás nas cores da diversidade, até a redução calculada no volume de impressos, foi pensado para respirar sustentabilidade, tendo como horizonte primeiro a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. 

A necessidade de implementação de um mercado de carbono e a urgência do melhor uso e tratamento dos recursos hídricos, alguns dos principais desafios que o Brasil enfrenta para alcançar um modelo sustentável de crescimento nos próximos anos, foi um dos destaques na programação do Congresso Sustentável 2018, realizado na terça-feira (11), pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), no Teatro Santander, em São Paulo.  

Durante o evento, que reuniu a mais alta de liderança de grandes empresas brasileiras – responsáveis por gerar mais de 1 milhão de postos de trabalho no Brasil em diversos segmentos –, foi apresentada a Agenda CEBDS por um País Sustentável. O documento, que pode ser baixado no site do CEBDS, contém dez propostas elaboradas pelos CEOs das próprias empresas associadas à organização e destinadas aos candidatos à Presidência da República. 

Aumento na participação de fontes renováveis na matriz energética, segurança hídricaexpansão do saneamento básico, soluções para transição a uma economia de baixo carbono, mecanismos financeiros de estímulo a práticas sustentáveis e equidade de gênero no mercado de trabalho foram alguns dos temas abordados. 

A presidente do CEBDS, Marina Grossi, destacou a importância do engajamento de todos na transição para um modelo de desenvolvimento sustentável Foto: Ulisses Matandos

“A viabilidade do velho modelo econômico está ultrapassada. O setor empresarial brasileiro tem demonstrado na prática que é possível ampliar os investimentos em processos mais sustentáveis e economicamente viáveis”, afirmou a presidente do CEBDS, Marina Grossi, durante a abertura do evento, destacando que a transição para um modelo de Desenvolvimento Sustentável depende conjuntamente do indivíduo, do coletivo, da empresa e do governo. “Para aquilo que não se pode fazer diretamente, se busca parceria”, acrescentou. 

Marina falou ainda sobre as oportunidades empresariais para os próximos quatro anos e que, dentro da responsabilidade compartilhada, cabe ao governo criar um ambiente para fazer acontecer. “O que a sociedade, nossas empresas, negócios, governo, cada um de nós está construindo para o futuro?”, provocou. 

Recursos Hídricos 

O presidente do Santander Brasil, Sérgio Rial, destacou o alto engajamento da sociedade durante as eleições deste ano, que propicia conscientização da população sobre o seu papel no processo de transformação. Utilizando como exemplo o saneamento básico, o executivo ressaltou que não falta dinheiro, no entanto, carecemos de um marco regulatório, e que o Estado precisa estabelecer condições básicas para garantir a segurança dos investimentos a serem feitos pelo setor privado. 

Ele lembrou que o País é liderança na área ambiental no que diz respeito às energias renováveis como instrumentos de baixo carbono. “Porque existe um arcabouço confiável e claro e, assim, as empresas vêm investir com retorno aceitável”. No caso do saneamento, destacou que “é impossível investir no setor sem ter que negociar com 5.600 municípios brasileiros. Não falta dinheiro, não faltam investidores, por isso a sociedade deve se mobilizar”, finalizou. 

“Nós temos números de saneamento do século XIX”, lembrou Marina Grossi, utilizando dados do Instituto Trata Brasil e destacando seus reflexos na saúde e na produtividade. 

“O Brasil perde entre a captação e a entrada, por ano, sete sistemas Cantareira, o equivalente a 37% ; despeja seis mil piscinas olímpicas de esgoto bruto em seus mananciais; e 27% dos reservatórios monitorados pela ANA (Agência Nacional de Águas) estão secos. Desse jeito, em 2050, teremos uma grande frota de carros elétricos andando em ruas com esgoto a céu aberto”, ironizou a presidente da BRK Ambiental, Teresa Vernaglia. “Vai faltar água para a irrigação. Isso vai afetar o setor produtivo como um todo”, completou. 

Por outro lado, falou sobre reúso de água e da importância de um marco regulatório que permita a ampliação de escala dessa experiência. Na discussão entre o público e o privado, afirmou que isso não importa para o cidadão que não tem água e saneamento. “O importante é receber o serviço por um preço justo. O grande problema é a falta de investimento”, finalizou. 

Petróleo 

André Lopes de Araújo, presidente da Shell Brasil, surpreendeu ao falar sobre energias renováveis e o potencial de crescimento do setor Foto: Maristela Crispim

André Lopes de Araújo, presidente da Shell Brasil, surpreendeu ao falar sobre energias renováveis e o potencial de crescimento do setor. “Já trabalhamos com renováveis há algum tempo e somos os maiores produtores de etanol”, afirmou. Mas finalizou defendendo o petróleo como algo ainda presente por alguns anos nesta realidade: “Não podemos fugir da realidade das nossas reservas. Temos riquezas e escolhas a fazer. O petróleo vai estar aí ainda por décadas e deve atingir seu pico no fim da década de 2020. Estamos falando de um mundo que ainda precisa de muita energia e não tenho vergonha de dizer que o petróleo fará parte dessa transição”. 

Bernardo Paiva, presidente executivo da Ambev, destacou a parceria com a Volkswagen Caminhões e Ônibus para adoção de 1.600 caminhões elétricos por todos os 20 operadores logísticos que trabalham com a empresa até 2023. “É um caminho sem volta. Um dia chegaremos a 100%”, afirmou. 

Energias renováveis 

Em entrevista exclusiva ao Blog Gestão Ambiental, o presidente da Vestas Brasil & Cone Sul, Rogerio Zampronha, destacou a importância da energia eólica e o grande potencial dos ventos no Nordeste Foto: Maristela Crispim

O presidente da Vestas Brasil & Cone Sul, Rogerio Zampronha, enfatizou que a eólica é a fonte de energia mais em conta disponível no País, menos da metade da segunda mais barata e pode estar envolvida na redução de custos na produção de uma forma muito mais interessante. 

Observou, ainda, que a energia gerada pelos ventos já representa 9% da matriz brasileira. Em 2017, alcançou a marca de 12,8 GW de capacidade instalada e a previsão é de chegar a 28 GW em 2026. “No ano passado, o volume de emissões de carbono que deixou de ocorrer por causa da fonte eólica é o mesmo que se teria se deixassem de circular 16 milhões de veículos, o que equivale a 85% da frota hoje no Estado de São Paulo”, informou. 

Em entrevista exclusiva ao Blog Gestão Ambiental, ele disse que o Nordeste é abençoado com os melhores ventos do País e tem crescido muito no setor eólico, sobretudo os estados do Rio Grande do Norte e Bahia, que, no último leilão, tiveram predominância, mais uma vez, embora o Ceará tenha sido o pioneiro no setor. Ele falou também sobre as novas fronteiras que se abrem nos estados do Maranhão, Piauí e Paraíba. 

Sobre o recente investimento em parques eólicos continente a dentro, Zampronha destacou que, nas regiões serranas, onde o vento é mais forte à noite, é oportuna a instalação de sistemas híbridos, eólico durante à noite e solar de dia, sem falar nos benefícios socias associados à interiorização desses parques. 

O diretor de Relações Institucionais da Febraban, Mário Sérgio Vasconcelos, apresentou estudo de viabilidade de financiamento para projetos de energia solar fotovoltaica, realizado pelo BID e a Absolar Foto: Maristela Crispim

O diretor de Relações Institucionais da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Mário Sérgio Vasconcelos, apresentou, no Sustentável 2018, um estudo de viabilidade de financiamento para projetos de energia solar fotovoltaica, realizado em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). 

“A Febraban vem buscando os caminhos possíveis para uma economia de baixo carbono, e temos avançado nos últimos quatro anos. Cerca de 27% dos empréstimos do setor já são destinados a investimentos de baixo carbono”, ressaltou. 

Para André Clark, CEO da Siemens, o Brasil caminha para um powerhouse de geração de energia. “A transição energética passa por três coisas: tecnologia, mudanças climáticas e mercado consumidor. Estamos no centro dessas mudanças. Estados Unidos, China e Europa fazem a transição por causa do carvão. Nós fazemos pelo uso da terra e da água”, compara. 

A superintendente de Sustentabilidade e Negócios do Itaú, Denise Hills, estimou que, nos próximos cinco anos, o setor financeiro no Brasil deverá ter um avanço significativo na incorporação de aspectos socioambientais. 

O Sustentável 2018 foi patrocinado pelo Santander, Itaú, Braskem, Philip Morris, Instituto Clima e Sociedade (iCS) Instituto Arapyaú, e contou com apoio da Nespresso e Filtros Europa. O evento terá suas emissões de carbono compensadas por compra de créditos de carbono ou plantio de árvores, em parceria com a Neutralize Carbono. 

13:02 · 05.09.2018 / atualizado às 13:03 · 05.09.2018 por
Especialistas nesta área são inseridos em empreendimentos e modelos de negócio inovadores como ferramenta lucrativa Foto: Maristela Crispim

Pensar no desenvolvimento econômico sem esquecer os aspectos ambientais do setor produtivo, minimizando os impactos ambientais e os custos oriundos da produção com uma gestão eficiente. Esse é o principal objetivo do MBA em Gestão Ambiental na Cadeia Produtiva, com vagas em oferta pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

Podem se inscrever profissionais graduados nas áreas de Engenharia, Arquitetura, Administração, Contabilidade, Biologia, Geologia, Geografia, Química, Agronomia, Direito e outros envolvidos com a área da Gestão Socioambiental ou que estejam interessados na área de meio ambiente.

Ao final do curso, o aluno será capaz de compreender as principais diretrizes legais e socioambientais no contexto produtivo, permitindo entender e aplicar os diversos tipos de ferramentas, equipamentos, procedimentos, processos, limites operacionais e tecnologias atuais.

Vale ressaltar que o curso oferece uma infraestrutura diferenciada, com salas de aula que foram estruturadas no formato de arena e com mesas redondas, dentro do mesmo padrão das universidades de Harvard e Stanford, de modo a proporcionar a melhor experiência de aprendizado.

Segundo Suellen Galvão, coordenadora do MBA em Gestão Ambiental na Cadeia Produtiva da Unifor, o curso está estruturado de modo a atender as demandas futuras e atuais do setor produtivo. “Cada vez mais em ascensão, o setor produtivo no Ceará comunga de modelos de gestão mais modernos que buscam aliar inovação ao Desenvolvimento Socioambiental das corporações por meio de práticas e tecnologias sustentáveis”, afirma.

“A perenidade das empresas passa por aspectos como responsabilidade socioambiental, compliance, inovação dos processos, práticas colaborativas e mudança de paradigmas. E a mudança de paradigma sobre Gestão Ambiental no setor produtivo é um fator chave para sua Sustentabilidade. O empresário precisa aprender sobre as inúmeras possibilidades de gerir melhor seus processos por meio da Gestão Ambiental e não vê-la mais somente como custo”, relata Suellen.

“Por oferecer uma forte base conceitual e atuação prática, o curso vem suprir a demanda de empresas que desejam aplicar Gestão Ambiental, mas não sabem por onde começar e/ou consideram um setor desnecessário ou caro a ser implantado. E é essa a importância desse profissional: contribuir para o Desenvolvimento Sustentável do setor produtivo”, complementa a coordenadora.

Políticas Ambientais

Já a coordenadora de Políticas Ambientais da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza (Seuma), Edilene Oliveira, enfatiza que as organizações, cada vez mais, precisam da implementação de Sistemas de Gestão Ambiental (SGA) que promovem processos e práticas de sustentabilidade, observando a legislação e normas técnicas específicas.

“Essas ações colaboram com o meio ambiente e ajudam na racionalização de recursos naturais e financeiros, no fortalecimento da marca, quer seja pública ou privada, além dessas práticas envolverem os colaboradores para sensibilização ambiental, dentro e fora dos espaços de trabalho”.

“Os profissionais da Gestão Ambiental são responsáveis por ações de recuperação da biodiversidade e programas que revertam a degradação do meio ambiente. Na esfera pública, são responsáveis por elaborar e implementar políticas que promovam o gerenciamento das questões ambientais nas áreas de planejamento, certificação, sustentabilidade e educação ambiental”, enumera Edilene.

Mais informações:
Inscrições: até 30 de setembro, podendo ser prorrogadas
Período do Curso: setembro/2018 a junho/2020
Para entrar no site, clique aqui: MBA em Gestão Ambiental na Cadeia Produtiva

12:13 · 09.08.2018 / atualizado às 16:35 · 09.08.2018 por
Paulo Camargo, presidente da Divisão Brasil e Leonardo Lima, diretor de Desenvolvimento Sustentável da Arcos Dorados, maior franquia da McDonald’s no mundo, que atende a América Latina e Caribe Fotos: Maristela Crispim

Sempre fui cabreira com unanimidades e extremismos, para que lado for. Sendo assim, gosto de ouvir o que as pessoas têm a dizer. Foi com esse espírito que embarquei para um bate-volta a São Paulo na última terça feira (7), atendendo a convite da Arcos Dorados, maior franquia da McDonald’s no mundo, que atende a América Latina e Caribe. 

Paulo Camargo, presidente da Divisão Brasil, e Leonardo Lima, diretor de Desenvolvimento Sustentável, estavam a postos para um bate-papo sobre sustentabilidade. Antes desse momento, também de divulgação do Relatório de Impacto Social e Ambiental 2017 da Arcos Dorados, no restaurante da Henrique Schaumann (SP), os jornalistas convidados de oito estados participaram do Programa Portas Abertas, com o gerente Ewerton Perez Cruz, para conhecer os processos, além de conferir a preparação do cinquentenário Big Mac, o sanduíche mais vendido em todo o mundo.

O Programa Portas abertas leva clientes às cozinhas dos restaurantes para conhecerem seus processos. Na foto, o gerente do McDonald’s da Henrique Schaumann, em São Paulo, Ewerton Perez Cruz

Não há muitas dúvidas a respeito da eficiência e higiene nos processos da marca. Mas, a insistência em mostrar a qualidade dos insumos, por parte do presidente Paulo Camargo, demonstra que o McDonald’s já era vítima de fake news muito antes delas receberem este nome.

Mas, se falar em alimentação saudável numa rede de fast food ainda é desconfortável, pelo menos um esforço em mostrar nos cardápios quais produtos têm mais sódio e açúcar, assim como oferecer cinco opções de saladas, substituição de fritas por frutas ou por saladas é um movimento interessante, que garante certo poder de escolha ao cliente. 

Foi bom saber que, além de ser uma das maiores empregadoras de jovens da América Latina, a Companhia ainda contribui no desenvolvimento para o trabalho

Sustentabilidade 

Voltando ao tema central do encontro, um ambicioso projeto para aproveitar a própria escala para ajudar no processo de Educação Ambiental da sociedade vem sendo gestado pela Arcos Dorados. Segundo Leonardo Lima, a ideia é tornar as lojas da franquia centros de educação ambiental. Ela surgiu da análise dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e suas 169 metas, para identificar como contribuir para a Agenda 2030, trabalho iniciado em 2016. 

O projeto é focado na Educação e no Desenvolvimento Sustentável. Com a participação ativa da comunidade local, a cidade de Birigui (SP) foi a cidade piloto. O restaurante de lá se tornou um centro de aprendizagem de práticas sustentáveis. Depois, foi espalhado para Araçatuba (SP). A meta agora é replicar pelo Brasil. 

O projeto tem cinco módulos de atuação acadêmica e se interrelaciona com dois programas atuais da companhia: Educação Infantil para o Desenvolvimento Sustentável; Gestão de Resíduos Sólidos; Florestação; Programa Bom Vizinho; Programa Portas Abertas; Alianças Estratégicas; e Educação Executiva. 

Canudinhos 

A mais recente ação de sustentabilidade do McDonald’s, no Brasil, é muito simbólica: o desestímulo ao uso do canudo plástico. Ele não é mais colocado na bandeja, mas é fornecido, se o cliente solicitar. 

Segundo Paulo Camargo, presidente da Divisão Brasil, ainda não foi encontrada uma solução logística para o caso do Rio de Janeiro, onde o uso foi proibido. Por enquanto, a empresa está negociando a importação de canudos de papel. 

Mas está formando uma coalizão global com a cadeia de cafeterias Starbucks para estimular projetos que possam dar origem a uma nova geração de canudos, copos e tampas para as suas redes de fast foods e para todas as outras também.

Depois da visita, da conversa e da leitura do relatório, posso me dizer bastante otimista com o que vi, ouvi e li. Uma empresa gigante que não apenas inclui metas de sustentabilidade, como também quer ser protagonista de um processo de educação da população voltada ao Desenvolvimento Sustentável é uma coisa boa demais nos nossos dias. Agora é acompanhar e esperar que essas ações rendam bons frutos.

O gerente do McDonald’s da Henrique Schaumann, em São Paulo, Ewerton Perez Cruz, nos mostra o cinquentenário Big Mac, o mais vendido da marca

‘Receita para o Futuro’: ‘escala para o bem’ 

“Na Arcos Dorados, nós estamos muito orgulhosos de poder compartilhar as iniciativas e os projetos que realizamos, bem como os resultados de nosso impacto social e ambiental na América Latina e no Caribe, através de nosso relatório anual: ‘A Receita do Futuro’. Este relatório é uma demonstração de como uma companhia de nosso tamanho pode usar sua escala para fazer bem à sociedade”, a declaração é de Woods Staton, executive chairman da Arcos Dorados e está logo no começo do documento. 

Intitulado “Preparando a receita do Futuro”, ele destaca os resultados de impacto social e ambiental para a América latina e o Caribe em 2017. Confira alguns deles a seguir: 

 

Gestão de resíduos 

Geração – materiais utilizados de fontes sustentáveis e que sejam aptos para a reciclagem 

Gestão e controle – separação em origem, de acordo com os requisitos de retiro e disposição 

Disposição – o processo de retiro e disposição é realizado de acordo com cada município onde fica o restaurante  

 

Energia e clima 

Trabalho na melhoria contínua dos processos e equipamentos para conseguir uma gestão eficiente de recursos por meio do Programa ABC que se centra em três prioridades: 

A. Utilização de boas práticas e conceitos de utilização racional de recursos nos restaurantes 

B. Investimento em novas tecnologias (ferramentas de controle e medição de consumo)

C. Articulação com as empresas fornecedoras de recursos

 

Uso racional 

20.000 litros de óleo são coletados por mês 

1.500 litros de água a cada 18h são maximizados com a coleta de água condensada, em cidades com clima quente ou temperado 

 

Cadeia de fornecimento sustentável 

Rigor em trabalhar com empresas comprometidas em realizar negócios de maneira responsável que estejam alinhadas com os padrões éticos, sociais e ambientais da Companhia.

Os fornecedores de insumos precisam cumprir elevados padrões de qualidade de produção e segurança alimentar, assim como a exigência de um compromisso com os Direitos Humanos, o trabalho decente e o respeito pelo meio ambiente. 

72% dos insumos (alimentos e papel) são de fornecedores locais 

67% das embalagens de papel são de fontes sustentáveis, no Brasil 100% certificadas pelo Forest Stewardship Council (FSC)

100% do peixe vendido no Brasil e em Porto Rico estão certificados pelo Marine Stewardship Council (MSC) 

 

Compromissos para o bem-estar animal 

Liderar o desenvolvimento de princípios, critérios globais e locais de uma pecuária sustentável 

Desenvolver metas e iniciar a compra verificada de carne sustentável 

 

Qualidade dos alimentos 

Apesar de ser uma empresa especializada em fast food, garante opções variadas e nutritivas com: 

100% de carne bovina de qualidade, sem aditivos nem conservante 

100% de batatas fritas sem gorduras trans 

Ingredientes de primeira qualidade 

Valores nutricionais com transparência 

 

McDonald’s na América latina e Caribe (Arcos Dorados) 

20 países 

2.188 restaurantes 

78.806 empregados (60 mil jovens entre 16 e 25 anos; 57% mulheres; 1.740 pessoas com deficiência) 

929 restaurantes no Brasil (50 mil empregos) 

Um dos principais empregadores de jovens na região 

10:00 · 27.06.2018 / atualizado às 15:15 · 26.06.2018 por

Podem participar governos, organizações com fins lucrativos, organizações sem fins lucrativos e instituições de ensino, pesquisa e extensão

As inscrições para o Prêmio Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (Prêmio ODS Brasil) vão até do dia 29 de junho, próxima sexta-feira, e podem ser feitas, de forma gratuita, no portal ODS Brasil.

O prêmio está dividido em quatro categorias:

  • Governos
  • Organizações com fins lucrativos
  • Organizações sem fins lucrativos
  • Instituições de ensino, pesquisa e extensão

Cada entidade poderá inscrever até três práticas da sua categoria, devendo cada uma ser inscrita separadamente.

A prática somente poderá ter a sua inscrição efetivada na 1ª Edição do Prêmio ODS Brasil se: estiver em vigência há, pelo menos, 12 meses completados até 1º de maio de 2018; apresentar e comprovar o atendimento aos critérios previstos no regulamento; e apresentar o preenchimento correto de todos os campos do formulário e o comprovante de inscrição e de situação cadastral do CNPJ ativo.

O processo de seleção das práticas será realizado em três etapas:

  • Etapa I – Validação da documentação: a Secretaria-Executiva do Prêmio verificará a documentação e o enquadramento aos requisitos do item 6 do Regulamento do Prêmio
  • Etapa II – Pré-seleção: o Comitê Técnico avaliará as práticas validadas na etapa I. Nessa etapa serão pré-selecionadas até 40 práticas finalistas, sendo até 10 práticas por categoria do Prêmio
  • Etapa III – Seleção final: o Júri realizará, a partir do resultado da etapa II, a classificação final das práticas a serem premiadas

Premiação

As instituições responsáveis pelas práticas selecionadas em 1º, 2º e 3º lugares pelo Júri serão premiadas, simbolicamente, com o Prêmio ODS Brasil 2018 em cada categoria. Os demais classificados da etapa III receberão um diploma de menção honrosa.

Todas as instituições responsáveis pelas práticas qualificadas para a etapa II do Prêmio receberão certificado de participação. A cerimônia de premiação será realizada em Brasília, no mês de dezembro de 2018.

A iniciativa tem o propósito de estimular o envolvimento dos diversos segmentos da sociedade e de governo para o fomento de práticas que contribuam para as dimensões sociais, ambientais, econômicas e institucionais.

De responsabilidade da Secretaria de Governo da Presidência da República (Segov), o prêmio também tem o objetivo de constituir e alimentar um “banco de práticas” que servirá de referência para a implementação e a disseminação da Agenda 2030.

Agenda 2030

A Agenda 2030 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) faz parte de um Protocolo Internacional, assinado por 193 países, na Assembleia Geral das Organizações das Nações Unidas (ONU), em setembro de 2015, onde o governo brasileiro assumiu o compromisso de adotar um modelo de desenvolvimento sustentável, com metas a serem alcançadas até 2030.

Com o propósito de incluir o máximo de nações, foram definidos 17 Objetivos, 169 Metas e 232 Indicadores, a serem cumpridos até 2030. Entre os temas relevantes, estão: erradicação da pobreza, saúde, educação, trabalho decente, inovação, consumo sustentável, combate à mudança do clima, paz e parcerias.

No Portal ODS Brasil é possível preencher os formulários e ter acesso ao Regulamento do Prêmio.

Fonte: Ascom/MMA

21:15 · 03.06.2016 / atualizado às 21:58 · 03.06.2016 por

ids-2015-ibge

Estudo reúne 63 indicadores com o objetivo de traçar um panorama do país, em quatro dimensões: ambiental, social, econômica e institucional

Entre 2004 e 2011, as emissões de gás carbônico (CO2), um dos principais gases de efeito estufa (GEE), caíram 84,4% no setor de mudança do uso da terra e florestas. Isso ocorreu em consequência da redução no desflorestamento na Amazônia, que mostrou tendência de queda entre 2005 e 2013, atingindo o nível mais baixo em 2012 (4.571 km²).

No período de 2008 a 2013, o ano de 2013 apresentou o menor número de queimadas e incêndios, com 115.184 focos, enquanto em 2010, o ano com o maior valor, tinham sido 249.274 focos. Os incêndios se concentram em algumas regiões, sendo que a mais extensa e recorrente corresponde ao denominado Arco do Desflorestamento, que abrange o sul e o leste da Amazônia Legal.

Já a intensidade do uso de agrotóxicos mais que dobrou entre 2000 e 2012. Em 2002, ano de menor uso da série, a comercialização do produto era de 2,7Kg/ha, enquanto em 2012 foi de 6,9Kg/ha. Os produtos considerados perigosos (medianamente) foram os mais representativos no período entre 2009 e 2012, respondendo por 64,1% dos itens comercializados em 2012.

A energia renovável perdeu participação na matriz energética brasileira, registrando, em 2012, sua menor participação em uma década (42,4%). Por outro lado, a participação de petróleo e derivados, fontes não renováveis de energia, aumentou de 36,7% para 39,2% entre 2008 e 2012.

Essas são algumas das revelações da 6ª edição dos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) Brasil 2015, que reúne 63 indicadores com o objetivo de traçar um panorama do País, em quatro dimensões: ambiental, social, econômica e institucional. Entre as fontes de pesquisa utilizadas para a construção dos indicadores estão a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), Produto Interno Bruto (PIB), Pesquisa da Produção Agrícola Municipal (PAM) e Projeção da População do Brasil, todos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo também utiliza dados de ministérios, secretarias estaduais e municipais, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura (Unesco) e outras instituições.

Esta edição dá continuidade à série, iniciada em 2002, atualizando os indicadores já publicados e disponibilizando novas informações, além da introdução de novos dados, reafirmando o objetivo de disponibilizar um sistema de informações para o acompanhamento da sustentabilidade do padrão de desenvolvimento do País.

O estudo traz, pela primeira vez, informações sobre a diversidade cultural e ambiental brasileira, por meio do indicador de Patrimônio Cultural Brasileiro, formado por 11 bens culturais e oito naturais, todos reconhecidos pela Unesco.

A publicação completa pode ser acessada pelo link: www.ibge.gov.br/home/geociencias/recursosnaturais/ids/default_2015.shtm.

Dimensão Ambiental: emissões de gás carbônico diminuem 84,4% entre 2004 e 2010

Com 19 indicadores, a dimensão ambiental do IDS aborda temas ligados à emissão de GEE, poluição do ar e das águas, uso de agrotóxicos, queimadas, desflorestamento, além de informações sobe saneamento básico, entre outros.

Em relação às emissões, houve uma queda de 84,4% do dióxido de carbono (CO2) no setor de mudança do uso da terra e floresta, (de 1.579.660 Gg para 246.245 Gg) entre 2004 e 2010. Isso ocorreu em função da redução do desflorestamento na Amazônia, que chegou ao seu menor valor em 2012 (4.571 km² de desflorestamento).

O ano de 2013 apresentou o menor número de queimadas e incêndios desde 2008, com 115.184 focos, enquanto em 2010, o ano com o maior valor, foram 249.274 focos. A espacialização dos focos de calor evidencia a sua concentração em algumas regiões do país, sendo que a mais extensa e recorrente corresponde ao denominado Arco do Desflorestamento, que abrange o sul e o leste da Amazônia Legal. Nesta região, as queimadas, associadas ao desflorestamento, são responsáveis pela destruição de grandes áreas florestais. Pará (20.542), Mato Grosso (17.768) e Maranhão (16.189) são os Estados com os maiores números de focos de calor em 2013.

As Terras Indígenas (TIs) e Unidades de Conservação (UCs) também sofrem queimadas, embora em menor intensidade. Em 2013, os focos de calor destas áreas corresponderam a 14,9% do total do País. No mesmo ano, registrou-se a mesma tendência observada para o Brasil, com redução do número de focos de calor em relação a 2012 (30.956 para 17.137).

A análise segundo os biomas também mostra valores oscilantes, sendo que, entre 2012 e 2013, ocorreu uma redução do número de focos de calor em todos os biomas. A Amazônia registrou a maior ocorrência de focos em todos os anos analisados (48.929 em 2013), seguido pelo Cerrado, com 42.622 focos de calor em 2013. Os demais biomas somados (Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa) corresponderam a 20,0% do total de focos de calor em 2013. A Mata Atlântica vem apresentando decréscimo contínuo desde 2011, mas ainda é o bioma mais desflorestado (85,5% de sua área original até 2012).

Desflorestamento na Amazônia Legal desacelerou de 27,8 mil km² em 2004 para 5,8 mil km² em 2013

De 1997 a 2004, o desflorestamento bruto anual na Amazônia Legal teve crescimento continuado, atingindo seu maior nível em 2004 (27.772 km²). De 2005 até 2013, a tendência foi de queda, chegando ao nível mais baixo em 2012 (4.571 km²).

Quanto ao desflorestamento bruto acumulado de 1997 a 2013, a análise das duas metades desse período de 16 anos mostra uma desaceleração: entre 1997 e 2004, a área desmatada foi de 159.078 km², enquanto de 2005 a 2013 foram desmatados 89.158 km².

Entre os biomas extra-amazônicos, o Cerrado teve 49,0% de sua área desmatada até 2010, enquanto na Caatinga, até 2009, a perda foi de 46,0%. O Pampa, único bioma restrito a uma única unidade da federação, ocupa 63,0% do Rio Grande do Sul e teve 54,0% da sua cobertura vegetal desmatada até 2009. Já o Pantanal teve 15,0% de sua área desmatada.

Brasil tem 1,5 milhão de km² de áreas protegidas

Em 2013, o País possuía 1.783 UCs, terrestres e marinhas, com cerca de 1,5 milhão de km², superando as áreas somadas de Portugal, França e Alemanha. Houve forte crescimento da área total das UCs: em 1992 elas representavam 5,4% do território nacional e, em 2013, 17,3%.

As unidades da federação com as maiores proporções dos seus territórios em áreas protegidas eram o Distrito Federal (93,5%), Amapá (62,8%), Acre (32,3%) e Pará (32,2%). Juntos, Amazonas e Pará concentravam 9,4% das áreas protegidas do País.

A Amazônia detém a maior área protegida (26,1%, das quais 16,3% são de uso sustentável e 9,4% de proteção integral), além de possuir também as maiores UCs em extensão, que ocupam uma área total de 1.093.604 km². O Pampa e o Pantanal são os biomas com as menores proporções dos seus territórios protegidos em UCs (2,7% e 4,6%, respectivamente). A Mata Atlântica, o Cerrado e a Amazônia possuem os maiores números de UCs (964, 362 e 313, respectivamente).

Brasil tem 627 espécies ameaçadas, a maioria da Mata Atlântica

Há 627 espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção, metade delas na categoria vulnerável. Os grupos que apresentam maior número de espécies ameaçadas são as aves (160), os peixes de água doce (142) e os insetos (96).

Entre os biomas, a Mata Atlântica tem o maior número de espécies da flora e da fauna ameaçadas de extinção (275 e 269, respectivamente), com o Cerrado (131 da flora) e a Amazônia (118 da fauna) a seguir.

A maioria das espécies da flora ameaçadas encontra-se no Sudeste e no Sul. De um total de 4.617, 45,9% foram classificadas como ameaçadas, nas categorias Vulnerável (VU), Em Perigo (EN) ou Criticamente em Perigo (CR).

Ozônio é o principal poluente do ar em áreas urbanas

A emissão de ozônio (O3) é um dos pontos críticos para a poluição atmosférica, pois é de difícil controle, sendo gerado na baixa atmosfera por reações oriundas da queima de combustíveis fósseis. O aumento da frota de veículos dificulta o controle das concentrações do O3, além de aumentar a emissão direta dos outros poluentes atmosféricos. Na cidade de São Paulo, por exemplo, dentre os poluentes estudados, é o que apresenta os maiores números de violações do padrão primário (576 em 2012). Em Belo Horizonte também é o poluente mais crítico em termos de número de violações (65 em 2011).

Uso de agrotóxicos mais que dobra em dez anos

Os valores de comercialização de agrotóxicos e afins por área plantada registram aumento contínuo a partir de 2009, alcançando 6,9 kg/ha em 2012. Isto representa um acréscimo de 4,2 kg/ha num período de dez anos, tendo em vista que em 2002 o valor foi de 2,7 kg/ha.

Quanto à análise por classes de periculosidade ambiental, as classes III (produto perigoso) e II (produto muito perigoso) foram as mais representativas no período 2009-2012, tendo participado com 64,1% e 27,7%, respectivamente, do total dos agrotóxicos comercializados em 2012. A classe IV (produto pouco perigoso) apresentou crescimento contínuo no período analisado. Em 2012, as classes de agrotóxicos mais comercializadas foram os herbicidas (62,6%), seguidos pelos inseticidas (12,6%) e fungicidas (7,8%).

O Sudeste apresentou a maior comercialização de agrotóxicos por unidade de área (8,8 kg/ha), seguida pela região Centro-Oeste (6,6 kg/ha). Entre as unidades da federação, os maiores valores foram verificados em São Paulo (10,5 kg/ha), Goiás (7,9 kg/ha) e Minas Gerais (6,8 kg/ha), e os menores ocorreram no Amazonas e Ceará, com menos de 0,5 kg/ha.

Poluição e esgoto não tratado prejudicam qualidade das águas interiores

De 2001 a 2003, o percentual de esgoto tratado no Brasil era inferior a 60,0%. Em 2009, essa taxa chega a 68,4%. A partir de 2010, houve um declínio, possivelmente associado ao maior número de municípios amostrados, que eram 1.739 em 2009 e passaram a 1.948 em 2010. Em 2011, a taxa recuou para 67,9%. Assim, de 2001 a 2011, houve um incremento de aproximadamente 1,6 bilhão de m³ (ou 15,4%) no volume de esgoto tratado.

A Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) e o Índice de Qualidade da Água (IQA) são indicadores da qualidade da água em trechos de rios e represas. A DBO mede a quantidade de oxigênio necessária para degradar a matéria orgânica na água. Quanto maior o seu valor, pior é a qualidade da água. Já o IQA utiliza nove parâmetros (temperatura, pH, oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio, coliformes termotolerantes, nitrogênio total, fósforo total, resíduo total e turbidez) e varia de 0 a 100. Quanto maior o valor, melhor a qualidade da água.

Entre os 367 pontos de monitoramento no País, 73,0% tinham DBO média dentro dos padrões do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), entre 0 e 5 mg/l. Mas o baixo percentual de tratamento dos esgotos lançados em corpos de água se reflete no alto valor de DBO e baixo IQA em trechos dos rios que cortam áreas urbanas ou industrializadas, como o Alto Tietê/Zona Metropolitana de São Paulo (inclusive a represa Billings) e o Iguaçu/Zona Metropolitana (Paraná).

Outros importantes corpos d’água mostraram valores médios anuais de DBO abaixo do limite, como Rio Paraíba do Sul (no trecho que abastece a Região Metropolitana do Rio de Janeiro) e os rios Caí, Gravataí e Sinos (formadores do Lago Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre).

Dimensão social: mesmo com tendência de redução, doenças relacionadas ao saneamento inadequado ainda persistem

Os dados do IDS 2015 apontaram avanços na maior parte dos 21 indicadores da dimensão social, que avaliam a satisfação das necessidades humanas, melhoria da qualidade de vida e justiça social. Os indicadores se relacionam a temas como demografia, emprego, saúde, educação e violência.

Mesmo apresentando tendência de declínio, o número de internações por doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado (DRSAI) ainda é elevado. Em 2013, ocorreram 202,6 casos por 100 mil habitantes, uma redução de 37,8% na comparação com 2000 (326,1 por 100 mil habitantes).

As diferenças regionais são marcantes: enquanto no Norte, 396,1 pessoas foram internadas para cada 100 mil habitantes, no Sudeste esse número chegou a 78,3, em 2013. Em relação aos Estados, alguns atingiram valores superiores a 500 (Maranhão, Piauí e Pará), enquanto em São Paulo foram 55,5 internações por 100 mil habitantes, o menor valor do País.

Desde a segunda metade da década de 1990, as coberturas de vacinas, como sarampo, tríplice bacteriana e poliomielite, que antes apresentavam oscilações, passaram a um movimento de rápida ascensão, alcançando a totalidade da população alvo ou chegando próximo a isso. A BCG, desde o início do período analisado, foi uma vacina de grande amplitude, partindo de 90% e apresentando, desde 1995, cobertura plena (100%).

A década de 2000 apresentou mudanças no esquema vacinal, com a tríplice bacteriana sendo substituída pela tetravalente em 2002 e a vacina contra sarampo sendo incorporada à tríplice viral a partir de 2003. Desde sua implantação, esta última vacina tem apresentado constância na cobertura plena, enquanto a tetravalente tem mostrado certa oscilação, porém com taxas sempre elevadas, variando de 94% a 100%.

O aumento da proporção de crianças imunizadas contra o sarampo é um dos indicadores utilizados pela ONU para avaliar o atingimento da meta de redução da taxa de mortalidade infantil.

Dimensão econômica: energia não renovável amplia sua participação na matriz energética brasileira

Além de informações sobre energia e reciclagem, os 11 indicadores da dimensão econômica abordam dados relacionados ao PIB, endividamento do País e rejeitos radioativos.

O consumo final de energia per capita apresentou crescimento constante ao longo do período 2000-2012, com exceção apenas para 2009, tendo passado de 41,5 GJ/habitante em 2000 para 53,3 GJ/hab, em 2012. A população cresceu 1,2% ao ano em média, enquanto o consumo de energia exibiu um crescimento de 3,3% ao ano. A queda em 2009 (47,8 GJ/hab) possivelmente se deveu à crise mundial de 2008. O maior acesso da população aos bens de consumo essenciais e aos serviços de infraestrutura acarretou aumento do consumo de energia, o qual, por sua vez, causa impactos sobre a população e o meio ambiente.

A participação da energia não-renovável na matriz energética brasileira apresentou crescimento (de 56,1% em 2003 para 57,6% em 2012), principalmente na oferta de petróleo e derivados, que passou de 36,7% para 39,2%, entre 2008 e 2012. Os combustíveis fósseis continuam a dominar a matriz energética brasileira (57,6%), mas, analisando-se a distribuição das diferentes fontes renováveis, percebe-se que os derivados de cana-de-açúcar e carvão vegetal estão perdendo participação, em parte devido ao aumento relativo das fontes alternativas (solar, eólica, biomassa, biogás etc.). A participação destas fontes na matriz energética passou de 2,8% em 2003, para 4,1% em 2012. Já participação da lenha e do carvão vegetal caiu de 13,2% para 9,1%, entre 2004 e 2012. Embora considerados fontes renováveis, nem sempre são produzidos de forma sustentável, ou seja, a partir de florestas plantadas para tal.

Reciclagem de latas alcança 97,9% da sua produção

Observa-se uma tendência de crescimento da reciclagem entre 1993 e 2012. As latas de alumínio mantiveram seu destaque, com o reaproveitamento de 97,9% em 2012. Em 2011, por exemplo, o Índice de Reciclagem de Alumínio (não apenas latas) para o Brasil foi de 98,3%, superior ao do Japão (92,6%), Argentina (91,7%) e Estados Unidos (65,1%), conforme apresentado pelo Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre). Isto se deve a vários fatores, como a existência de mercado de reciclagem em todas as regiões do País, a facilidade para coletar, transportar e vender, a sua disponibilidade durante todo o ano e o alto valor de mercado da sucata de alumínio.

Aproximadamente 59,0% das embalagens pós-consumo de PET foram recicladas em 2012. Para as embalagens longa vida, também conhecidas como cartonadas ou tetrapak, de reciclagem mais recente, os valores são mais baixos, tendo alcançado 29,0% em 2012, em razão da necessidade de separar os materiais componentes (papel, alumínio, plástico), fator que dificulta a reciclagem desse tipo de embalagem.

Dimensão institucional: Unesco reconhece 11 bens culturais e oito naturais no Brasil

A dimensão institucional, com 12 indicadores, aborda temas como acordos multilaterais internacionais, legislação, serviços de tecnologia e patrimônio cultural.

O país tem, hoje, 11 bens culturais e oito bens naturais considerados patrimônio mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação (Unesco). Entre 1980 e 1987, o Brasil obteve o reconhecimento de seis deles, a maioria cidades históricas. Foi necessário o dobro do tempo (1987-2012) para outros cinco bens culturais serem considerados de importância mundial.

O mais antigo é o Conjunto Arquitetônico e Urbanístico de Ouro Preto (MG), de 1980, e os mais recentes são o Centro Histórico da Cidade de Goiás (GO) e a Praça de São Francisco, em São Cristóvão (SE), aprovados em 2010, e paisagens cariocas entre a montanha e o mar (RJ), aprovado em 2012.

Quanto aos bens naturais, o primeiro reconhecimento foi em 1986, o do Parque Nacional do Iguaçu (PR). Em 2001, já eram oito, ano em que entraram para a lista o Parque Nacional dos Veadeiros e das Emas (GO) e o Parque Nacional de Fernando de Noronha e Atol das Rocas (PE). Com exceção da Sudeste, todas as regiões do Brasil e a maioria dos biomas, exceto o Pampa, têm pelo menos um bem natural incluído na lista.

Já a lista de bens imateriais que fazem parte do Patrimônio Mundial é integrada pelo Samba de Roda do Recôncavo Baiano (BA), Expressão Oral e Gráfica dos Wajãpi (AP), Frevo do Carnaval de Recife (PE) e Círio de Nazaré (PA). Em 2011, o Comitê destacou um bem imaterial em necessidade urgente de salvaguarda: o Yaokwa, ritual do povo Enawene Nawe (MT), entre o Cerrado e a Amazônia.

A maioria dos bens materiais está nas regiões Sudeste e Nordeste, enquanto os imateriais se distribuem mais uniformemente pelo território brasileiro, com ênfase no Norte.

Fontes: Agência Envolverde e IBGE

19:30 · 25.09.2015 / atualizado às 19:50 · 25.09.2015 por

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Uma nova agenda global para acabar com a pobreza até 2030 e buscar um futuro sustentável para todos no Planeta foi adotada, nesta sexta-feira (25), por unanimidade, pelos 193 Estados-membros das Nações Unidas (ONU), no início da Cúpula da ONU sobre o Desenvolvimento Sustentável 2015.
A histórica adoção da nova Agenda de Desenvolvimento Sustentável, com 17 Objetivos Globais, foi recebida com aplauso das delegações que incluíam muitos dos líderes de mais de 150 países  que estão participaram da abertura da Cúpula na sede da ONU, em Nova York.
Inaugurando uma nova era de ação nacional e da cooperação internacional, a nova agenda compromete todos os países a tomar uma série de ações que não somente enfrentarão as causas profundas da pobreza, mas também aumentarão o crescimento econômico e a prosperidade, além de atender os problemas ligados à saúde, educação e necessidades sociais das pessoas e, ao mesmo tempo, proteger o meio ambiente.
Durante a cerimônia de abertura da Cúpula, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse: “A nova agenda é uma promessa dos líderes para todas as pessoas em todos os lugares. É uma visão universal, integrada e de transformação para um mundo melhor”.
Ele destacou, ainda: “O verdadeiro teste do compromisso com a Agenda 2030 será sua implementação. Precisamos da ação de todos, em toda parte. Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são o nosso guia. Eles são uma lista de coisas a fazer para as pessoas e o Planeta, e um plano para o sucesso”, encerrou.
A adoção oficial da Agenda de Desenvolvimento Sustentável aconteceu logo depois que o papa Francisco se dirigiu à Assembleia Geral afirmando: “A adoção da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável na Cúpula Mundial, que abre hoje, é um sinal importante de esperança”.
O documento oficial que será aprovado na Cúpula – em português – está disponível em http://nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030/

Fonte: Nações Unidas no Brasil

10:33 · 22.05.2015 / atualizado às 10:33 · 22.05.2015 por
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A peça audiovisual faz parte de uma campanha mundial para apoiar a transição dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio  (ODM) para o novo conjunto de metas da agenda de desenvolvimento pós-2015, que deverá ser adotado pelos países em setembro
“Somos a primeira geração que tem os recursos e tecnologias para eliminar a pobreza, mas somos provavelmente a última geração que pode impedir que a mudança global do clima destrua tudo o que temos,” afirmou o conselheiro sênior de Políticas Públicas do Programa da ONU para o Desenvolvimento (Pnud), Paul Ladd. A declaração resume a importância deste momento para o desenvolvimento sustentável e inclusivo, em um ano em que líderes mundiais têm a oportunidade histórica de dar prosseguimento a importantes transformações nas áreas econômica, ambiental e social.
Em setembro, durante a Assembleia Geral da ONU, os países membros da Organização chegarão a um acordo final sobre a nova agenda global de desenvolvimento, que inclui os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Nesse contexto, a Secretaria Geral da ONU, lançou, em janeiro, a ampla campanha de incidência e mobilização “2015: Momento de Ação Global” que preparará o terreno para a implementação dos ODS mundialmente.
O Pnud alinhou sua estratégia de comunicação a essa campanha e desenvolverá, ao longo do ano, ações, produtos e atividades com o objetivo de mobilizar apoio global – de cidadãos em geral, da sociedade civil organizada, da imprensa, dos tomadores de decisão, do setor privado, da academia, dentre outros atores – para questões que afetam a vida das pessoas, incluindo:

O aceleramento para o cumprimento dos ODM

A definição da nova e audaciosa agenda de desenvolvimento

O estabelecimento de novos fluxos de financiamento para a sustentabilidade

O alcance de um acordo global sobre o clima

A primeira ação da campanha no Pnud é o vídeo acima, que reflete sobre o histórico e o contexto da Agenda de Desenvolvimento Pós-2015: “Temos uma responsabilidade compartilhada para entregar uma agenda que reflita as esperanças e as aspirações dos povos do mundo. É necessária uma ação concertada para enfrentar grandes desafios atuais e futuros. Parcerias amplas serão necessárias para o alcance do desenvolvimento sustentável”, disse a administradora do Pnud, Helen Clark.
O Pnud está colaborando com diversos países para o êxito no cumprimento dos ODM desde 2000, quando teve início a primeira agenda de desenvolvimento global. A partir de setembro deste ano, o Programa dará início a ações de apoio a governos, empresas e sociedade civil organizada na transição entre as agendas de desenvolvimento.
“Esse é um processo natural, uma vez que o planejamento estratégico do Pnud já está completamente alinhado aos objetivos globais de desenvolvimento sustentável atualmente em discussão, em especial os objetivos relacionados à pobreza, governança, e mudança global do clima, particularmente relacionados ao trabalho atual do Pnud e aos planos de longo prazo,” afirma o representante residente do Pnud no Brasil, Jorge Chediek.
Construção da nova agenda
Os ODS propostos, baseados inclusive em consultas públicas em todo o mundo, têm como ponto de partida os ODM e vêm ampliá-los e aprofundá-los, além de responder a novos desafios. Os ODS constituem um conjunto integrado e indivisível de prioridades globais para o desenvolvimento sustentável, a chamada Agenda de Desenvolvimento Pós-2015.
Em relatório lançado no início deste ano, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirma que nunca houve consulta tão ampla e profunda sobre desenvolvimento. A Agenda de Desenvolvimento Pós-2015 começou a ser elaborada a partir da Rio+20 e contou com apoio e colaboração de governos, empresários, especialistas, todo o Sistema ONU e milhares de pessoas ao redor do mundo, por meio de consultas presenciais e online, com a utilização da plataforma MY World (MEU Mundo).
O relatório do secretário-geral afirma que o sucesso da nova agenda dependerá do poder de inspirar e mobilizar agentes essenciais, novos parceiros, governantes e cidadãos de todo o mundo. Para isso, ela deverá ser baseada nas experiências e nas necessidades das pessoas e deverá assegurar que a transição dos ODM para objetivos mais amplos de desenvolvimento sustentável seja efetiva e internalizada nas políticas e programas de cada país.

Fonte: ONU Brasil

13:31 · 08.10.2013 / atualizado às 13:45 · 08.10.2013 por

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) realizou, nesta segunda-feira (7), a primeira reunião do Grupo de Trabalho Intersetorial sobre Produção e Consumo Sustentáveis. Com o objetivo de debater medidas que estimulem a Economia Verde, o encontro ocorreu, em Brasília, com participantes do governo federal e da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e entidades vinculadas.

O comitê é resultado das atividades da Semana do Meio Ambiente, realizada pelo MMA em junho deste ano, no Rio de Janeiro. A ideia é promover a troca de informações entre os envolvidos no processo industrial do País. “Não tem como avançarmos nas políticas ambientais sem discutir as dificuldades e as formas de mobilização e capacitação do setor”, afirmou a secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, Mariana Meirelles.

Compras sustentáveis

A pauta do primeiro encontro foi a adoção de iniciativas de compras sustentáveis na administração pública. De acordo com Mariana, a intenção do grupo é incluir companhias de porte menor em uma lógica de Desenvolvimento Sustentável. “É preciso discutir formas de engajar pequenas e médias empresas”, explicou. “O diálogo aberto entre indústria e governo é necessário para mudar os padrões de produção e consumo no país.”

A indústria defendeu que as particularidades de cada área sejam levadas em consideração. “Esse é um tema que precisa do amadurecimento do setor. É importante ponderar o que cada setor pode contribuir, disse Sérgio Monforte, representante da CNI. Também participaram da reunião integrantes dos ministérios do Planejamento e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Consumo consciente

Para relembrar os compromissos assumidos na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) e celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente, o MMA articulou com a sociedade civil uma série de eventos no início de junho deste ano, no Rio de Janeiro, em comemoração à Semana do Meio Ambiente.

Tema do evento, o Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS) fomenta políticas, programas e ações que promovam a produção e o consumo sustentáveis no País. A iniciativa está de acordo com os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, sobretudo com as diretrizes do Processo de Marrakesh, que foi criado para dar aplicabilidade ao conceito de Produção e Consumo Sustentáveis e promover mudanças verificáveis nos padrões de produção e consumo no mundo.

O PPCS está focado em seis áreas principais: Educação para o Consumo Sustentável; Varejo e Consumo Sustentável; Aumento da Reciclagem; Compras Públicas Sustentáveis; Construções Sustentáveis e Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P).

Fonte: MMA

11:37 · 01.10.2013 / atualizado às 11:37 · 01.10.2013 por
A conservação da biodiversidade do bioma Caatinga é essencial para a manutenção da produtividade no sertão Foto: Cid Barbosa / Agência Diário
A conservação da biodiversidade do bioma Caatinga é essencial para a manutenção da produtividade no sertão Foto: Cid Barbosa / Agência Diário

Os resultados do Projeto de Conservação e Gestão Sustentável do Bioma Caatinga nos Estados da Bahia e Ceará (Projeto Mata Branca) apresentados hoje, 1º de outubro, em Seminário Final, no Centro de Treinamento do Banco do Nordeste (BNB Passaré) destacam apoio técnico e financeiro a 72 projetos, em Tauá, Crateús, Independência, Novo Oriente, Parambu, Catarina e Aiuaba, com atendimento a 226 comunidades e 2.113 famílias.

Eles incluem adoção de práticas de consumo sustentável, agroecologia, sistemas agroflorestais, apicultura, manejo de solo e água, reciclagem e reúso de água. Os objetivos são melhorar a renda e contribuir com os indicadores da biodiversidade, redução de desmatamento e queimadas, de forma a minimizar os processos de desertificação.

No Estado do Ceará, 1.760 pessoas foram capacitadas em 68 municípios inseridos no Sertão Central e dos Inhamuns. Quanto às áreas protegidas, duas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RRPNs) foram criadas, e três áreas estão sendo finalizadas entre Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam), Associação Caatinga, com apoio do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

O Projeto Mata Branca resulta de acordo de doação, financiado pelo Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF) e Banco Mundial (Bird), no valor de US$ 23 milhões, entre eles US$ 13 mi em contrapartida dos Estados em serviços e US$ 10 mi em valor financeiro, sendo 50% para cada estado, no período de 2007 a 2013.

O objetivo do Projeto é contribuir para a preservação, conservação, uso e gestão sustentável da biodiversidade do Bioma Caatinga e melhorar, simultaneamente, a qualidade de vida de seus habitantes, por meio da introdução de práticas sustentáveis.

Os três componentes do Mata Branca são Apoio a Instituições e Políticas Públicas para Gestão Integrada (I), Promoção de Práticas da Gestão Integrada dos Ecossistemas (II) e Monitoramento e Avaliação (III) das atividades desenvolvidas.

“O projeto chegou como mecanismo de integração de outros projetos nos dois Estados com uma perspectiva regional, que enfoca a conservação e o controle sustentável do bioma Caatinga”, afirma a assessora de projetos especiais do Conpam, Tereza Farias.

Organizado pela empresa AR Eventos Sustentáveis, o encontro conta com a participação de cerca de 350 pessoas, entre beneficiários, parceiros do projeto como a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga, Pacto Ambiental dos Inhamuns, prefeituras, representantes do terceiro setor, academia e poder legislativo.

11:10 · 25.09.2013 / atualizado às 21:51 · 25.09.2013 por
Marina Grossi, presidente do CEBDS, enfatizou o papel transformador que cada um pode exercer Foto: Divulgação / Sustentável 2013
Marina Grossi, presidente do CEBDS, enfatizou o papel transformador que cada um pode exercer para uma grande mudança em nosso País Foto: Divulgação / Sustentável 2013

VI Congresso Internacional Sustentável 2013 com foco na agenda de ações até 2020 para um Brasil sustentável em 2050 (baseado no documento Visão Brasil 2050 – uma nova agenda de negócios para o País, promovido pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), reuniu ontem (24 de setembro), no Espaço Tom Jobim (Jardim Botânico, Rio de Janeiro), empresários, executivos, governo, sociedade civil e diversos outros atores para discutir a agenda da sustentabilidade para o nosso País nos próximos anos.

Antes mesmo da abertura, a atriz Clarice Niskier fez uma apresentação concluída pela frase “haverá maior solidão que a ausência de si?”. Logo em seguida, ao tomar a palavra, Marina Grossi, presidente executiva do CEBDS, agradeceu a Clarissa por lembrar que “cada um de nós tem um papel para a transformação subversiva que queremos. Para uma grande mudança social é preciso despertar o desejo individual que une todos nós que trabalhamos por um mundo mais sustentável”.

Rômulo Paes de Sousa, diretor do Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+), afirmou que o Brasil tem se apresentado de uma forma assertiva nesse debate, com um avanço político importante e capacidade de interferir na construção de ideias. Ele só acredita que devemos promover uma convergência maior, fazer isso de uma forma mais inteligente.

Philippe Joubert, que é senior advisor do World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), num Português com vários sotaques, disse que essa agenda não progrediu com a velocidade desejada para 9 bilhões de habitantes viveram bem nos limites aceitáveis para o Planeta. “A natureza nos dá sinais cada vez mais claros de que estamos extrapolando o limite. Nós do ‘business’ sabemos que não podemos num mundo em chamas pagar pelos serviços da natureza com um cheque sem fundos”.

Por vídeo exibido no telão, Jeffrey Sachs, director of The Earth Institute at Columbia University, também deu sua mensagem na Sustentável 2013. Ele disse que a agenda do Desenvolvimento Sustentável está no centro da agenda do Aquecimento Global, da Biodiversidade, da Desertificação. Lembrou que, como resultado da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio + 20) ficou o compromisso de adotar um sistemas de Metas, os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Ele destacou, no entanto, que “sem termos econômicos e sociais que promovam oportunidades, não será suficiente. É preciso transformar tecnologias, relações com clientes, pensar em como fazer nossas cidades resilientes, como proteger a Amazônia. Todas as cidades precisarão de sistemas de soluções para o Desenvolvimento Sustentável”, concluiu.

Maristela Crispim

Viajou a convite do CEBDS

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