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Categoria: Desmatamento


16:42 · 19.07.2015 / atualizado às 07:46 · 20.07.2015 por
Ativistas protestaram, neste sábado, contra o corte de árvores em campus da Universidade da Califórnia, em Berkeley Foto: Agência Reuters
Ativistas protestaram, neste sábado, contra o corte de árvores em campus da Universidade da Califórnia, em Berkeley Foto: Agência Reuters

Um grupo de ambientalistas nus protestou, neste sábado (18), no campus da Universidade da Califórnia, em Berkeley, contra um plano do governo daquele Estado, que pretende cortar árvores nas montanhas de Oakland e Berkeley.

A manifestação foi organizada pelo Projeto TreeSpirit, famoso pelas fotos de pessoas “sem roupas, vulneráveis, celebrando as árvores e o mundo natural”. Segundo o grupo, até 450 mil árvores na região estão em risco em razão do projeto governamental.

Neste ano, a Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (Fema) empregou US$ 6 milhões no escritório de Serviços de Gerenciamento de Emergências de Vegetação da Califórnia para a remoção de árvores, especialmente de eucaliptos, que aumentariam os riscos de incêndios florestais.

O plano de remoção de árvores na Califórnia está em andamento desde que um incêndio, em 1991, nas montanhas de Oakland e Berkeley matou 25 pessoas e destruiu mais de 3,5 mil casas depois de se alastrar por cerca de por mais de 6 mil metros quadrados.

Em uma nota enviada à imprensa, o Projeto TreeSpirit informou que cerca de cem defensores das florestas participariam da manifestação de sábado, na Universidade de Berkeley.

16:07 · 27.05.2014 / atualizado às 16:07 · 27.05.2014 por
O maior desmatamento ocorreu no Ceará, com 494 ha, principalmente nos municípios de Trairi, Amontoada e Aquiraz, com 259 ha, 71 ha e 57 ha de supressão respectivamente Foto: Fernando Brito / Agência Diário
O maior desmatamento ocorreu no Ceará, com 494 ha, principalmente nos municípios de Trairi, Amontoada e Aquiraz, com 259 ha, 71 ha e 57 ha de supressão respectivamente Foto: Fernando Brito / Agência Diário

Hoje, 27 de maio, Dia Nacional da Mata Atlântica, a Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgaram, em entrevista coletiva, os novos dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, no período de 2012 a 2013.

No período de 2012 a 2013 não foi identificada, pela escala adotada, supressão da vegetação de mangue. Na Mata Atlântica as áreas de manguezais correspondem a 231.051 ha. Bahia (62.638 ha), Paraná (33.403 ha), São Paulo (25.891 ha) e Sergipe (22.959 ha) são os Estados que possuem as maiores extensões de mangue.

Já a supressão de vegetação de restinga foi de 806 ha, uma redução de 48% em relação aos 1.544 ha identificados no período anterior. O maior desmatamento ocorreu no Ceará, com 494 ha, principalmente nos municípios de Trairi, Amontoada e Aquiraz, com 259 ha, 71 ha e 57 ha de supressão respectivamente. No Rio de Janeiro foram identificados 106 ha e no Paraná 94 ha.

A vegetação de restinga na Mata Atlântica equivale a 641.284 ha. São Paulo possui a maior extensão (206.698 ha), seguido do Paraná (99.876 ha) e Santa Catarina (76.016 ha).

Dados gerais

O estudo aponta desmatamento de 23.948 hectares (ha), ou 239 Km², de remanescentes florestais nos 17 Estados da Mata Atlântica no período de 2012 a 2013, um aumento de 9% em relação ao período anterior (2011-2012), que registrou 21.977 ha.

A taxa anual de desmatamento é a maior desde 2008, cujo registro foi de 34.313 ha. No período 2008 a 2010, a taxa média anual foi de 15.183 hectares. No levantamento de 2010 a 2011, ficou em 14.090 ha.

Segundo os dados do Atlas, nos últimos 28 anos, a Mata Atlântica perdeu 1.850.896 ha, ou 18.509 km2 – o equivalente à área de 12 cidades de São Paulo. Atualmente, restam apenas 8,5% de remanescentes florestais acima de 100 ha. Somados todos os fragmentos de floresta nativa acima de 3 ha, restam 12,5% dos 1,3 milhões de km2 originais.

Os Estados da Paraíba, Ceará e Rio de Janeiro, respectivamente, foram os que apresentaram os menores índices de desmatamento. Na outra ponta, Minas Gerais é o Estado campeão do desmatamento pelo quinto ano consecutivo, com 8.437 ha de áreas destruídas, seguido do Piauí (6.633 ha), Bahia (4.777 ha) e Paraná (2.126 ha). Juntos, os quatro Estados são responsáveis por 92% do total dos desflorestamentos, o equivalente a 21.973 ha.

Apesar de liderar a lista, Minas apresentou redução de 22% na taxa de desmatamento, que em 2011-2012 foi de 10.752 ha. De acordo com Marcia Hirota, diretora-executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, a queda é resultado de moratória que desde junho do ano passado impede a concessão de licenças e autorizações para supressão de vegetação nativa do bioma. A ação foi autorizada pelo Governo de Minas Gerais após solicitação da Fundação.

O levantamento foi apresentado por Marcia Hirota, que é coordenadora do Atlas pela SOS Mata Atlântica; Flávio Jorge Ponzoni, pesquisador e coordenador técnico do estudo pelo Inpe, e Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação. A iniciativa tem o patrocínio de Bradesco Cartões e execução técnica da Arcplan.

Voltando aos destaques positivos, São Paulo, Alagoas, Espírito Santo e Rio de Janeiro tiveram redução de desmatamento de 51%, 88%, 43% e 72%, respectivamente. Marcia Hirota explica que nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro – que apresentaram baixos índices de desmatamento – a preocupação é com o chamado “efeito formiga”.

“Não há mais desmatamentos de grandes proporções, mas eles ainda acontecem para expansão de moradias e infraestrutura. Só não aparecem no nosso levantamento porque são áreas menores de 3 ha”, informa.

Código Florestal

O lançamento do Atlas foi realizado logo após o Viva a Mata 2014, evento realizado no Parque Ibairapuera, em São Paulo, onde se reuniram representantes do governo, do setor privado e de entidades ambientais para um balanço dos dois anos do novo Código Florestal.

As análises e estudos apresentados, colhidos em diversas partes do país, traçaram um retrato preocupante sobre os avanços obtidos, especialmente na implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Nas mesas de abertura, que mostraram a situação do CAR no âmbito nacional, ficou claro que o cadastro não faz parte da agenda de políticas públicas priorizadas pelos governos estaduais. “Nenhum Estado possui recursos humanos ou infraestrutura especificamente voltada para o CAR. Isso mostra que não estão se preparando para cumprir a legislação”, apontou Gabriela Savian, coordenadora de projetos da Conservação Internacional.

O WWF-Brasil, que recebeu questionários de 8 Estados sobre o andamento do CAR, alerta para a falta de convênios que facilitem a ampliação do cadastramento. “É preciso capilarizar as ações em núcleos descentralizados espalhados por diversos locais. Sem isso, fica impossível ampliar o CAR”, afirmou Jean Timmers, superintendente de Políticas Públicas da WWF-Brasil.

Carta de recomendações

No fim do Viva a Mata 2014, foi lançado um documento destacando que o Bioma “é o mais ameaçado do Brasil e o segundo do Planeta, globalmente reconhecido como prioridade para ações de conservação da biodiversidade, dos serviços ambientais e demais recursos naturais”. Destacou, ainda que “isso acontece não apenas por sua sociobiodiversidade inigualável, que está desaparecendo, mas também por sua importância para a manutenção da qualidade de vida de mais de 60% da população brasileira que habita seu território”.

Outro importante alerta: “o resultado mais visível dessa situação hoje na Mata Atlântica é a ocupação indiscriminada de morros e áreas de mananciais. Com isso, a população passa a conviver com enchentes e desabamentos em épocas de fortes chuvas e falta de água em tempos de seca, entre muitos outros problemas”.

Dez ações

Nesse contexto, a Rede de ONGs da Mata Atlântica e da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, apresentaram dez ações consideradas fundamentais e emergentes para reversão das degradações e proteção do bioma.

1- Retomar a agenda de criação e implantação de áreas protegidas.

2- Regulamentar o Fundo de Restauração da Mata Atlântica (previsto em lei há oito anos).

3- Estruturar de maneira adequada os órgãos responsáveis pelo cumprimento do Código Florestal brasileiro (em vigor há dois anos).

4- Implantar, de forma qualificada, transparente e com participação social, os instrumentos do Código Florestal brasileiro, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), a restauração florestal e os incentivos econômicos e fiscais, para a sua total efetivação.

5- Estabelecer um marco legal sobre Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), em consonância com o Código Florestal brasileiro e propor a criação de leis e programas similares nos Estados e municípios

6- Criar programas, em âmbito federal e estaduais, de fomento à elaboração e implementação dos Planos Municipais de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica.

7- Rearticular e fortalecer o Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama) como principal instrumento de gestão da política ambiental nacional, com participação e controle social.

8- Estabelecer um plano de ação para o cumprimento e monitoramento das Metas da Convenção da Diversidade Biológica (Metas de Aichi), voltadas para conter as perdas de biodiversidade no bioma, envolvendo e fomentando os estados e diversos seguimentos da sociedade.

9- Promover ampla discussão com a sociedade sobre megaempreendimentos, públicos e privados, que impactam o bioma.

10- Integrar as Políticas Públicas, nas três esferas da federação, tais como recursos hídricos, meio ambiente, agroecologia e mudanças climáticas, para a conservação e preservação do bioma.

Fonte: Fundação SOS Mata Atlântica

10:34 · 30.01.2014 / atualizado às 10:34 · 30.01.2014 por
O desmatamento pode acelerar o processo de desertificação em algumas regiões, como em Cabobró (PE) Foto: Agência Diário / Cid Barbosa
O desmatamento pode acelerar o processo de desertificação em algumas regiões, como já ocorre em Cabobró (PE) Foto: Agência Diário / Cid Barbosa

Cerca de 849 milhões de hectares de terra – quase o tamanho do Brasil – podem ser desmatados até 2050, caso os padrões atuais de uso da terra continuem, alerta relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) lançado na última sexta-feira (24) em Davos, na Suíça.

Segundo o relatório “Avaliação Global do Uso da Terra: Equilíbrio do Consumo com o Fornecimento Sustentável”, a necessidade de produzir alimentos para uma população global em crescimento levou a agricultura a ocupar 30% das terras do mundo, resultando em uma degradação e perda de biodiversidade em 23% dos solos globais.

“Como a terra é um recurso limitado, precisamos nos tornar mais eficientes na forma de produzir e consumir. As recomendações do relatório alertam líderes e contribuem para as discussões sobre o uso sustentável de recursos, incluindo novas metas para o desenvolvimento sustentável pós-2015”, afirmou o subsecretário-geral da ONU e diretor executivo do Pnuma, Achim Steiner, no lançamento do documento.

O estudo foi produzido pelo International Resource Panel (IRP) com a participação de 27 cientistas, 33 representantes de governo e especialistas, e está disponível em inglês no site do Pnuma.

Fonte: ONU Brasil

09:18 · 27.12.2013 / atualizado às 09:24 · 27.12.2013 por
Prevista pelo Código Florestal, a ferramenta já contribui para melhoria do controle do desmatamento nas fronteiras agrícolas da Amazônia (clique na imagem para saber mais)
Prevista pelo Código Florestal, a ferramenta já contribui para melhoria do controle do desmatamento nas fronteiras agrícolas da Amazônia (clique na imagem para saber mais)

Uma ferramenta que tem contribuído para a redução do desmatamento em Estados como o Pará e o Mato Grosso, o Cadastro Ambiental Rural (CAR), deve se tornar obrigatória em todo o País nos próximos dias.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), a ministra Izabella Teixeira está prestes a assinar Instrução Normativa que oficializará o CAR como condição para que uma propriedade esteja de acordo com a legislação ambiental. A partir da assinatura do documento, passará a valer o prazo de dois anos previsto pelo Código Florestal para que todos os proprietários de terras e posseiros do Brasil regularizem sua propriedade.

O CAR é uma espécie de carteira de identidade ambiental das propriedades rurais. Ele é composto por um mapa da propriedade, construído a partir de imagens de satélite, e de dados sobre a situação da vegetação na propriedade. Ele mostra, entre outras informações, o tamanho da propriedade, a porcentagem de área preservada (Reserva Legal) e se as Áreas de Preservação Permanente (APPs) estão de acordo com as exigências da legislação. São consideradas APPs, por exemplo, os trechos às margens de rios e nascentes, além das encostas de morros.

Desde que o novo Código Florestal entrou em vigor, o CAR tornou-se obrigatório e passou a ser o primeiro passo para que uma propriedade se regularize ambientalmente. As informações contidas no CAR ajudam os governos e o próprio produtor rural a saber se uma propriedade precisa recuperar áreas de vegetação degradada e onde exatamente elas estão.

O CAR também é um mecanismo de identificação das responsabilidades individuais pela conservação da floresta. Como passa a haver um registro da ocupação dos territórios rurais, que pode ser cruzado com os dados de desmatamento, dá para saber quem está desmatando e quem está conservando a terra. Por fim, o CAR também permite o planejamento do uso do espaço por parte do produtor e, em uma escala mais ampla, por parte das prefeituras e dos governos estaduais.

Desmatamento caiu

Exemplo do impacto do CAR na redução do desmatamento são os municípios de São Félix do Xingu e Santana do Araguaia, ambos no sudeste do Pará. Desde que o CAR começou a ser implantado massivamente na região, em 2009, Santana do Araguaia saiu da lista dos municípios que mais desmatam a Amazônia, elaborada anualmente pelo MMA.

Em São Félix do Xingu, que já foi o campeão nacional em área desmatada e ainda hoje é o município com maior rebanho bovino do Brasil, com mais de 2 milhões de cabeças de gado, o desmatamento caiu 68%, entre 2009 e 2012.

A expansão do cadastro na região norte de Mato Grosso também contribuiu diretamente para a saída de dois municípios da lista do MMA: Brasnorte e Feliz Natal. Além do CAR, diversas outras medidas de incentivo à produção sustentável contribuíram para a redução do desmatamento nesses municípios. Porém, a ampliação do CAR é uma das medidas mais importantes para aumentar a capacidade dos governos de monitorar a situação ambiental e para ajudar o produtor a aumentar sua produtividade, segundo o gerente de conservação do Programa Amazônia da organização ambiental The Nature Conservancy, Marcio Sztutman.

“O CAR contribuiu para melhorar a vida de muitos produtores e para facilitar a transição para uma produção mais responsável em municípios onde a situação do desmatamento era alarmante. Em nível nacional, é uma ferramenta fundamental para que o Código Florestal seja cumprido efetivamente”, afirma Sztutman.

A TNC foi uma das responsáveis pela expansão do CAR nos dois municípios e em pelo menos outras oito cidades paraenses. Em conjunto com prefeituras, governo estadual e sindicatos de produtores rurais, a organização cadastrou mais de 2 mil propriedades só em 2012, em um total de 554 mil hectares – área equivalente à das nove maiores capitais brasileiras somadas.

Fonte: The Nature Conservancy

12:49 · 13.04.2012 / atualizado às 12:49 · 13.04.2012 por
O crescimento do desmatamento é uma das fontes de preocupação daqueles que defendem a aplicação e a manutenção das leis ambientais Foto: Agência Brasil

O governo decidiu prorrogar por mais dois meses o decreto que impede a aplicação de multas e sanções a desmatadores e a produtores que não aderirem a programas de regularização ambiental.

A decisão foi tomada após reunião da qual participaram a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República, e a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.

O decreto com a prorrogação foi publicado em uma edição extra do Diário Oficial da União do dia 11 de abril. Esta é a quinta vez que o governo prorroga o perdão de multas de proprietários rurais que feriram a atual lei ambiental.

A medida foi adotada em junho de 2008, pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, impedindo que, por um ano, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) cobrasse a multas, desde que os proprietários rurais apresentassem um protocolo de pedido de regularização da reserva legal no órgão ambiental competente.

As críticas de alguns setores, principalmente de ambientalistas, eram de que o governo havia cedido às pressões dos ruralistas. O perdão valeria até 11 de dezembro de 2009. Dias antes, o próprio presidente Lula prorrogou a anistia por mais 18 meses.

No atual governo, o decreto já recebeu duas novas datas de validade. Com a indefinição sobre o novo Código Florestal, a presidenta Dilma prorrogou o decreto de 11 de junho de 2011 para 11 de dezembro de 2011; e, novamente, antes do fim do prazo, estendeu a anistia até 11 de abril de 2012.

Fonte: Agência Brasil

13:43 · 07.03.2012 / atualizado às 13:43 · 07.03.2012 por
Os manifestantes aproveitaram a data em que o Código Florestal seria votado na Câmara dos Deputados para expressar indignação Foto: WWF-Brasil / Eduardo Aigner

Um grupo de organizações não governamentais lançou uma carta em repúdio aos “retrocessos do governo Dilma na agenda socioambiental”, ontem, quando estava prevista a votação do Código Florestal na Câmara dos Deputados.

Além do Código Florestal, o documento aponta como retrocesso pontos como a interrupção da criação de Unidades de Conservação (UCs), o licenciamento de obras “com problemas ambientais e sociais” e a redução do poder de fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

“O primeiro ano do governo Dilma foi marcado pelo maior retrocesso da agenda socioambiental desde o final da ditadura militar, invertendo uma tendência de aprimoramento da agenda de desenvolvimento sustentável que vinha sendo implementado ao longo de todos os governos desde 1988, cujo ápice foi a queda do ritmo de desmatamento na Amazônia no Governo Lula”, diz a carta.

A ex-ministra Marina Silva participou do lançamento do documento e demonstrou insatisfação com a política para o meio ambiente do governo atual. WWF, Fundação SOS Mata Atlântica e outras dez entidades assinam o documento.

Código Florestal

Segundo a carta, o Código Florestal é “o ponto paradigmático desse processo de degradação da agenda socioambiental”. Ele concederia “anistia ampla para desmatamentos irregulares cometidos até julho de 2008″, além de “afrontar estudos técnicos de muitos dos melhores cientistas brasileiros”.

O grupo avalia que os governos de Fernando Henrique Cardoso e Luís Inácio Lula da Silva resistiram à redução de mecanismos de proteção ambiental. Já o governo Dilma “se mostra inerte e insensível à opinião pública” e deixa “sua base parlamentar fazer o que bem entender”, critica o documento.

Também foram criticados “atropelos” no licenciamento, “paralisia” na agenda de mudanças climáticas, “lentidão” na mobilidade urbana, no saneamento e na regularização fundiária, “inércia” do Ministério do Meio Ambiente.

Fonte: G1

08:52 · 14.01.2012 / atualizado às 08:52 · 14.01.2012 por
Campanha do WWF espalhou cartazes no metrô de Paris Imagem: CatersOs contornos em vermelho mostram cada um dos animais camuflados na floresta Imagem: Caters

 

Os contornos em vermelho mostram cada um dos animais camuflados na floresta Imagem: Caters

A organização ambientalista WWF lançou uma nova campanha publicitária na França na qual animais de espécies ameaçadas aparecem camuflados em uma floresta tropical.

O observador precisa encontrar os animais escondidos em meio à folhagem, como se fossem esculturas feitas com as plantas.

Os animais camuflados na imagem são um elefante, um coala com um filhote nas costas, uma pantera, uma preguiça, um orangotango, um tigre, um tucano, um crocodilo, uma iguana, um chimpanzé, um papagaio, um javali e uma jiboia.

Eles foram escondidos de várias formas: um tronco de uma árvore pode ser um dos animais, uma folhagem com detalhes pode ser outro.

Os cartazes fazem parte de uma campanha da WWF que alerta para os danos causados pelo desmatamento e visa levar o público a refletir sobre o número de animais que podem ser extintos se o desmatamento continuar.

As imagens foram espalhadas no sistema de metrô de Paris e também foram publicadas na revista Lonely Planet.

Uma das criadoras da campanha, Marine Garcia, da agência Marcel, afirmou que quatro artistas trabalharam meticulosamente no cartaz para tentar esconder os animais sem fazer com que seus contornos se perdessem totalmente, para que o público tivesse que se esforçar para vê-los.

“O objetivo deste cartaz é fazer com que as pessoas saibam que o desmatamento não mata apenas árvores, está matando a vida selvagem também. Os animais estão escondidos pois, em breve, podemos não vê-los mais”, afirmou.

Fonte: BBC Brasil