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Categoria: Dia da Terra


08:00 · 22.04.2017 / atualizado às 20:05 · 21.04.2017 por

*Marcus Nakagawa

Parabéns, Mãe Terra! Felicidade e muitos milênios de vida!

Vamos comemorar com um presente? Que tal um bolo? Que tal uma festa com balões, muita comida e bebida? Ou um daqueles produtos eletrônicos bem bonitos, cheio de botões, embrulhado naquele papel celofane brilhante e com um plástico transparente?

É assim que pensamos numa festa, certo?

Pois é, dia 22 de abril é o Dia Internacional da Mãe Terra, reconhecido pela Organização das Nações Unidas em 2009. Porém, foi criado em 1970 pelo senador norte americano Gaylord Nelson para criar consciência sobre as questões de poluição, conservação da biodiversidade, desenvolvimento sustentável e cada dia mais pensarmos no impacto do consumo para o meio ambiente e para as questões sociais.

Se pensarmos nesta mãe Terra como um organismo vivo, como muitos chamam de Gaia, temos que entender que cada vez mais existe um organismo que está se multiplicando rápido demais em cima da sua “pele” e extraindo os seus minerais, usando sua água, aquecendo seu clima, derretendo os seus “pontos gelados” e tirando sua cobertura vegetal.

Este organismo chamado ser humano possui 7,3 bilhões de representantes (em 2015) e pode chegar a 10 bilhões em 2050. O problema é exatamente o crescimento exagerado. Há dois mil anos éramos 300 milhões, em 1800 chegamos ao primeiro bilhão, dois bilhões em 1927, três bilhões em 1959 e quatro em 1974, só para ter uma ideia de como estamos povoando rápido demais. O problema não é estarmos aqui e sim o que precisamos para estarmos aqui.

Diziam antigamente que precisávamos de ar para respirar, água, alimento, moradia e vestimenta, segundo as necessidades fisiológicas da pirâmide de Maslow. Mas fomos subindo nesta pirâmide das necessidades, “evoluindo” segundo alguns pensadores, buscando segurança, questões sociais e psicológicas, e agora cada dia mais autorrealização. Óbvio, se pensarmos em todos os habitantes do Planeta, a maioria ainda está buscando as necessidades básicas. Isso mostra o primeiro ponto de repensarmos neste dia da Mãe Terra, que seus filhos estão sofrendo e sendo tratados desigualmente em suas necessidades. Acho que nenhuma mãe gosta disso!

Outro ponto é que, para aqueles que já passaram dos pontos básicos da pirâmide de Maslow, estão buscando satisfazer a sua necessidade de autorrealização, comprando produtos e serviços que muitas vezes não precisam ou nem queriam. Pois é, estranho não? Compram ou consomem para poder mostrar status e poder. O problema disso é que para este produto ou serviço ser feito, utilizará “pedaços” da mãe Terra.

Segundo o Global Footprint Network (GFN), uma organização de pesquisa que mede a pegada ecológica das atividades humanas do mundo, os “organismos pensantes” utilizam os recursos existentes da nossa mãe Terra que seriam para o ano inteiro em apenas 8 meses, os outros meses já seriam o “cheque especial” dos recursos. Ou seja, em função do atual ritmo de consumo, a demanda por recursos naturais excede a capacidade de reposição da Terra. Sendo assim, dependendo do seu estilo de vida, precisaremos de 1,5 a 3 planetas para sustentá-los. Lembrando: temos só UM planeta!

Ufa! Que comemoração mais triste!

Não, a ideia é conscientizar que precisamos repensar o nosso consumo, o nosso jeito de produzir energia, de valorizar o que vale a pena para a nossa autorrealização. Entender que o consumo é necessário, porém, com menos impacto social e ambiental. Necessitamos explicar para nossas queridas marcas, produtos e serviços que a mãe Terra não vai suportar este modelo atual de captação de recursos naturais e descarte no ar e no mar. Entender que para a sobrevivência e perenidade destas empresas, os processos e mentalidade precisam mudar, e que, com isso, os acionistas poderão ter seus retornos mais sustentáveis do ponto de vista financeiro, ambiental e social.

Vida longa à nossa mãe Terra que sempre nos suportou e nos ajudou a evoluir! E que agora consigamos, com esta evolução, devolver o “cheque especial” que estamos emprestando dela e harmonicamente consumir para as nossas necessidades, sejam elas quais forem.

*Marcus Nakagawa é professor da ESPM; sócio-diretor da iSetor; idealizador e diretor da Abraps; e palestrante sobre sustentabilidade, empreendedorismo e estilo de vida

22:30 · 22.04.2016 / atualizado às 23:32 · 23.04.2016 por

earth_NASA

O Dia da Terra – 22 de abril – foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para marcar a responsabilidade coletiva de promover a harmonia com a natureza e alcançar um balanço entre economia, sociedade e meio ambiente.

Trata-se de uma oportunidade anual de reafirmar um compromisso coletivo num mundo ameaçado por mudanças climáticas, exploração insustentável dos recursos naturais e outros problemas causados pelo ser humano.

“Quando nós ameaçamos nosso planeta, minamos nossa própria casa – e a nossa sobrevivência no futuro”, já disse secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que completou, no ano passado: “não temos Plano B porque não temos Planeta B”.

Reafirmando tudo isso, até o momento, 175 países, dos 195 países-membros da ONU, assinaram o Acordo do Clima, em Nova York, numa segunda data histórica após a aprovação do documento, no dia 12 de dezembro de 2015, em Paris, encerrando a COP-21.

Uma coisa é certa: as Mudanças Climáticas estão em curso, tendem a degradar a nossa qualidade de vida e, se nada for feito, tudo será muito pior no futuro. Esse é um compromisso de nações, mas deve ser também do setor produtivo e de cada habitante do Planeta.

A grande questão é que, por se tratar de um problema global, é muito difícil convencer as pessoas / empresas / governos da importância do papel de cada um para reduzir os seus impactos sobre o equilíbrio planetário e, ao mesmo tempo, buscar mitigar os efeitos já em curso.

No caso do Brasil, além das metas de redução de desmatamento, investimento em energias / meios de transporte limpos, ainda há muito mais a ser feito. Depende de cada um de nós a qualidade de vida das gerações futuras. Porque o Planeta vem provando, há eras, que consegue sobreviver.

Maristela Crispim

Editora

16:12 · 22.04.2015 / atualizado às 16:21 · 22.04.2015 por

 

Um dos efeitos esperados com o Aquecimento Global é o aumento de eventos extremos, como as secas Foto: Fabiane de Paula / Agência Diário
Um dos efeitos esperados com o Aquecimento Global é o aumento de eventos extremos, como as secas Foto: Fabiane de Paula / Agência Diário

Hoje – 22 de abril – é o Dia da Terra, criado pelo senador norte-americano Gaylord Nelson, em 1970, com a finalidade de desenvolver uma consciência comum aos problemas da contaminação, conservação da biodiversidade e outras preocupações ambientais para proteger o nosso Planeta.

Só que, 45 anos depois, a luta em buscar dessa consciência permanece e, já há alguns anos, não se restringe ao cidadão e atinge o nível das nações. Em dezembro deste ano, 195 nações se reúnem em Paris, na 21ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP21), para chegar a um acordo sobre como reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e, assim, conter o processo crescente de aquecimento global e suas consequências climáticas.

O nosso país, por exemplo, perdeu o primeiro prazo sugerido pela Organização das Nações Unidas (ONU) para entregar a chamada Contribuição Nacionalmente Determinada Pretendida (INDC) para redução de emissões de GEE. A data prevista para o envio era 31 de março. Até o momento, apenas Suíça, União Europeia, Letônia, Noruega, México, Estados Unidos, Gabão e Rússia enviaram.

O Brasil e as demais nações que não cumpriram o primeiro prazo têm até 1º de outubro para entregar suas metas, que servirão de base para as negociações que irão compor o novo acordo global de clima que substituirá o Protocolo de Kyoto. Esse acordo, que havia encerrado em 2012 e depois foi estendido até 2020, definiu metas de redução da emissão de GEEs para países desenvolvidos (Anexo 1). Porém, o segundo período (2013-2020) de compromisso do protocolo não foi assinado por alguns países importantes como Estados Unidos, Japão, Rússia, Canadá e Nova Zelândia.

A expectativa da ONU e da comunidade científica internacional é de que essas nações passem a aderir ao novo acordo, que deverá ser definido na COP21. No entanto, para que o próximo protocolo integre o maior número possível de países e cumpra o seu principal desafio de evitar um aquecimento de mais de 2ºC na temperatura média do Planeta neste século em relação à era pré-industrial, serão necessárias diversas rodadas de negociação.

Por isso, a ONU sugeriu que as Partes (países que integram a Convenção do Clima) entregassem suas propostas até o fim de março, dando início às negociações meses antes do encontro oficial. Isso é necessário para analisar se as metas sugeridas pelos países estão adequadas e traduzir as propostas para as seis línguas oficiais do órgão (inglês, francês, espanhol, árabe, chinês e russo).

O Brasil já é o sétimo país em emissão de GEE, sendo responsável por 3% das emissões globais. A principal fonte de emissão ainda é o desmatamento, acompanhado de perto pelos setores de energia e agricultura.

Segundo dados divulgados em 2014 pelo Observatório do Clima, rede de ONGs que atuam na agenda climática nacional, as emissões brasileiras chegaram a 1,57 bilhão de t CO2 e (tonelada de gás carbônico equivalente) em 2013. Esse é o maior valor desde 2008 e 7,8% maior do que o registrado em 2012.

O perfil brasileiro de emissões de GEE tem se aproximado dos países mais industrializados, nos quais os setores de energia e indústria são os principais emissores. O Brasil aumentou a emissão nessas duas esferas, mas, por outro lado, não reduziu a mudança do uso da terra (desmatamento).

 

08:30 · 22.04.2014 / atualizado às 08:30 · 22.04.2014 por
A Terra é o único planeta conhecido com condições  para o ser humano viver Imagem: SXC.HU
A Terra é o único planeta conhecido com condições para o ser humano viver Imagem: SXC.HU

Por Maristela Crispim

O que dizer sobre o Dia da Terra em 2014? Mais do mesmo! Precisamos entender que o nosso Planeta é o único lar do ser humano, que seus recursos não são infinitos e que dependemos do delicado equilíbrio natural para continuar vivendo. Mas será que adianta dizer isso?

Acredito que, para a maioria das pessoas, não. A maior parte ouve e não acredita que será atingida diratamente. Talvez até não, mas seus descendentes certamente serão, se nada mudar, ou pior, se continuarmos a consumir o Planeta e a gerar resíduos no ritmo em que estamos.

Então o que dizer? Se dissermos que comprovadamente estamos contribuindo para mudar o clima do Planeta vem alguém dizendo que essas mudanças são cíclicas. Realmente o clima muda, mas em escala geológica. Estamos no tempo do ser humano, assim como já houve o tempo dos dinossauros, mas faz sentido acelerarmos o fim dos nossos tempos?

Não acredito que tenhamos capacidade para exterminar o Planeta. Creio, no entanto, que podemos afetar as condições de vida para a nossa espécie, que levaram milhares de anos para se desenvolver em toda a sua complexidade, assim como o próprio sistema de vida humano.

O Planeta certamente resistirará e, talvez, até alguns humanos, mas caminhamos, ajudados por nós mesmo, para a extinção da espécie, a única “inteligente” que já habitou a Terra.

Só para lembrar: O Dia da Terra foi criado pelo senador norte americano Gaylord Nelson, no dia 22 de abril de 1970, com o objetivo de criar uma consciência comum aos problemas da contaminação, conservação da biodiversidade e outras preocupações ambientais para proteger o nosso Planeta.

Deixo essa breve reflexão nesta data. Pode não ser otimista, mas espero que sirva para fazer alguém pensar e até, quem sabe, agir.

08:27 · 22.04.2013 / atualizado às 09:21 · 22.04.2013 por
O Dia da Terra foi criado para estimular uma consciência a respeito da preservação do equilíbrio do nosso Planeta Imagem: SXC.HU
O Dia da Terra foi criado para estimular uma consciência a respeito da preservação do equilíbrio do nosso Planeta Imagem: SXC.HU

Hoje – Dia da Terra – o blog Gestão Ambiental inaugura seu novo visual e também a sua fan page no Facebook. Este será mais um espaço, ao lado da página de Gestão Ambiental e da coluna Mercado Verde,  do Diário do Nordeste, para informar sobre o mercado da sustentabilidade, tando do ponto de vista do setor produtivo quanto do ponto de vista do consumidor.

O Dia da Terra foi criado pelo senador americano Gaylord Nelson, no dia 22 de Abril de 1970, para estimular a formação de uma consciência comum aos problemas da contaminação, conservação da biodiversidade e outras preocupações para proteger o nosso Planeta Azul.

Da primeira manifestação, participaram duas mil universidades, dez mil escolas primárias e secundárias e centenas de comunidades. A pressão social teve seus sucessos e o governos dos Estados Unidos criaram a Environmental Protection Agency ( EPA) – Agencia de Proteção Ambiental – e uma série de leis destinadas à proteção do meio ambiente.

Depois, em 1972, se celebrou a primeira conferência internacional sobre o meio ambiente: a Conferência de Estocolmo, cujo objetivo foi sensibilizar aos líderes mundiais sobre a magnitude dos problemas ambientais e que se instituíssem as políticas necessárias para erradicá-los.

O Dia da Terra é uma festa que pertence ao povo e não está regulada por somente uma entidade ou organismo, tampouco está relacionado com reivindicações políticas, nacionais, religiosas ou ideológicas. Refere-se à tomada de consciência dos recursos na naturais da Terra e seu manejo, à Educação Ambiental e à participação como cidadãos ambientalmente conscientes e responsáveis.

No Dia da Terra, todos são convidados a participar em atividades que promovam a saúde do nosso Planeta, em nível global, regional ou local. Iniciado como um movimento universitário, o Dia da Terra se converteu em importante acontecimento educativo e informativo, utilizado para avaliar os problemas do meio ambiente do Planeta, como a contaminação do ar, água e solos; a destruição de ecossistemas, extinção de espécies da flora e da fauna; e o esgotamento de recursos não-renováveis.

Neste dia também se insiste insiste em soluções que permitam eliminar os efeitos negativos das atividades humanas, incluindo a reciclagem de materiais manufaturados; a preservação de recursos naturais, como o petróleo e a energia; a proibição de utilizar produtos químicos danosos; e o fim da destruição de habitats fundamentais, como as florestas tropicais e a proteção de espécies ameaçadas.