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Categoria: Ecologia


09:07 · 11.02.2013 / atualizado às 13:08 · 26.02.2013 por
O professor Kevin McCann defende que as monoculturas são muito produtivas e parecem estáveis. Mas uma grande perturbação pode ocorrer e toda a biodiversidade que foi perdida desde o início torna-se importante

Um estudo da Universidade de Guelph, no Canadá, confirma o que a Ecologia nos ensina desde que foi elaborada enquanto ciência: a redução da diversidade de espécies e a monocultura (produção de um único produto agrícola) podem tornar um ecossistema mais vulnerável a mudanças ambientais súbitas, como incêndios e invasão de pragas. O artigo foi publicado na quarta-feira passada (6 de fevereiro), na revista “Nature”.

A pesquisa destaca a importância da biodiversidade na estabilidade de ecossistemas para amortecer os impactos de perturbações no meio ambiente. De acordo com os cientistas, os agricultores devem investir no cultivo de mais tipos de plantas em pastagens e bosques para evitar um futuro colapso no ecossistema.

Os pesquisadores monitoraram a estabilidade de ecossistemas altamente produtivos, mas pobres em diversidades de espécies. Eles verificaram que, apesar de se mostrarem resistentes às variações climáticas anuais, o ecossistema entrou em colapso quando foi atingido pelo fogo, introduzido pelos cientistas experimentalmente. Em contrapartida, pastagens em áreas com uma alta diversidade de plantas sobreviveram ao incêndio.

“As espécies são mais importante do que pensamos. Nós precisamos proteger a biodiversidade”, afirmou Andrew MacDougall, um dos autores do estudo e professor de botânica e membro do Centro de Pesquisa em Biodiversidade da universidade.

Os pesquisadores estudaram por dez anos pastagens no sul de Vancouver, no Canadá. A área de dez hectares, de propriedade da “Nature Conservancy of Canadá”, consiste em um tipo de savana ou pastagem com a presença de algumas árvores, no caso carvalhos, que estava há 150 anos sem registrar nenhum incêndio.

Os cientistas isolaram partes do terreno e as queimaram para comprar a reação do ecossistema nas áreas com maior e menor diversidade de espécies e plantas nativas.

Os resultados revelam que as parcelas aparentemente estáveis de pastagens uniformes entraram em colapso e foram posteriormente invadidas por árvores, enquanto os locais com diversas espécies resistiram à invasão de plantas lenhosas.

A diversidade também afeta a vulnerabilidade ao fogo, sugere o estudo. As áreas com maior diversidade tornaram-se menos propensas a sofrer novamente um incêndio de alta intensidade, se comparadas às pastagens com única espécie.

“As monoculturas são um ecossistema muito produtivo que, entra ano e sai ano, produzem e parecem estáveis. Mas, de repente, uma grande perturbação acontece e toda a biodiversidade que foi perdida desde o início torna-se importante”, disse o professor e autor do estudo, Kevin McCann.

Do G1, em São Paulo

13:35 · 25.03.2011 / atualizado às 13:35 · 25.03.2011 por

O funcionamento de ecossistemas diante das mudanças climáticas é um dos temas em pauta no III Simpósio Nacional de Ecologia Teórica, que acontecerá de 13 a 15 de abril de 2011, no Auditório do Centro de Ciências da Universidade Federal do Ceará (UFC), em Fortaleza.

O evento, organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Recursos Naturais da UFC, está com inscrições abertas até o dia da abertura. O interessado deve acessar o site www.ecologia2011.com.br.

O tema central do Simpósio será “Teoria ecológica: perspectivas e avanços nos últimos dez anos de pesquisa no Brasil”. O objetivo do encontro é contribuir para o aperfeiçoamento da teoria e gerar novos estímulos para futuras pesquisas em conservação e ecologia aplicada.

A programação está dividida em seis eixos temáticos:

Avanços teóricos notáveis na Ecologia

Abordagens teóricas sobre estudos de populações e comunidades

Redes complexas e configurações de comunidades

Funcionamento de ecossistemas perante mudanças climáticas

Renovação de conhecimentos e troca de experiências da pesquisa ecológica

Interdisciplinaridade, biodiversidade, educação, desenvolvimento sustentável e conservação.

Fonte: UFC