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Categoria: Economia Verde


10:30 · 20.02.2017 / atualizado às 19:45 · 19.02.2017 por
O seminário, que será realizado no Teatro Celina Queiroz, na Unifor, terá como um dos principais palestrantes Amyr Klink, navegador e empreendedor de expedições marítimas que irá apresentar “Quatro lições para o uso racional da água”

O II Seminário Economia Verde – “Gestão de Água: o desafio do consumo consciente” ocorrerá nesta terça-feira (21), a partir das 8h, no Teatro Celina Queiroz, na Universidade de Fortaleza (Unifor).

O evento, realizado pelo Diário do Nordeste, por meio da marca IDN – Inovação e Desenvolvimento de Negócios, terá como um dos principais palestrantes Amyr Klink, navegador e empreendedor de expedições marítimas, que irá apresentar “Quatro lições para o uso racional da água“.

Outro convidado é o presidente da Itaueira Agropecuária e representante da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) no Conselho Temático de Integração Nacional da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Prado, que fará uma análise do cenário local, abordando a crise hídrica e seus reflexos no desenvolvimento econômico do Ceará.

O tema será tratado juntamente com a doutoranda em Direito Ambiental Internacional pela Universidade Rovira I Virgili (Espanha) e mestre em Administração de Empresas, Bleine Queiroz Caúla.

Também será apresentado pela gerente de Meio Ambiente da Cervejaria Aquiraz, Stephanie Landim, o case da Ambev sobre ações ambientais.

O encontro será  finalizado com o debate “Gestão da água: uma causa de todos“, com a presença dos palestrantes e moderação da jornalista do Diário do Nordeste, Maristela Crispim.

Relevância

Para a gerente de Mercado Anunciante do Diário do Nordeste, Livia Medeiros, este tema é de extrema relevância, tendo em vista a situação atual. “Especialmente pelo momento que a gente vive de crise hídrica no Estado, que repercute para vários setores, é mais que uma missão o Jornal promover o uso racional da água”, destaca.

Lívia já comemora o sucesso do seminário com o término das inscrições antes do tempo esperado. A iniciativa conta com o patrocínio do Governo do Estado do Ceará, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e da Fiec.

Mais informações:
II Seminário Economia Verde
Data: 21 de fevereiro – 8h
Local: Teatro Celina Queiroz
Site: www.diariodonordeste.com.br/idn

08:00 · 26.11.2015 / atualizado às 10:00 · 26.11.2015 por

imagem seminario economia verde

Dal Marcondes*

Diretor-executivo do Instituto Envolverde

No período que antecedeu a realização da Rio+20, em 2012, economistas e pesquisadores ligados ao Pnuma (Programa de Meio Ambiente da ONU), se esforçaram para conceituar uma nova fórmula econômica, uma evolução do que a academia já definia desde os anos 1960 como “Economia Ambiental”: a Economia Verde. Deveria ser uma economia que busca o equilíbrio entre o bem-estar das pessoas, com a redução das desigualdades, sem ampliar o impacto ambiental das atividades humanas.

Esse ideal de economia não resistiu às negociações de 193 países e o documento “O futuro que queremos” conseguiu descaracterizá-lo a ponto de quase não ser mais reconhecido nos dias de hoje. A Rio+20 não conseguiu desbancar o crescimento do PIB como principal indicador do sucesso das economias nacionais. Com isso, o conceito de Economia Verde ficou reduzido à produção unitária com menor impacto ambiental. Ou seja, a empresas devem produzir mais unidades com menos energia, menor uso de materiais e menor pegada ecológica em geral.

Sem dúvida é um avanço, muito investimento tem sido feito, desde então, para adequar a produção a esses novos paradigmas. Em quase todas as áreas há esforços para reduzir o uso de energias, principalmente fósseis, de água e de recursos naturais em imensa gama de produtos. No entanto, uma variável fundamental dessa equação ficou fora. Não se abordou de forma incisiva o consumo e seus impactos. Uma produção mais limpa e menos impactante não significa uma economia mais saudável, pois, para uma real transformação, seria necessário abordar, também, o consumo, que além de satisfazer necessidades das pessoas, é considerado, junto com o PIB, indicador de sucesso.

Borrifar verde sobre indicadores como consumo e PIB por meio de menor impacto produtivo não significa um avanço digno de nota na redução de desigualdades que acompanham o modelo econômico extremamente concentrador do século XXI. As chances de reverter esse quadro e fazer da economia um vetor de sustentabilidade foi deixada por conta da inovação, da capacidade de o próprio mercado reverter suas mazelas. É preciso incorporar pressões sociais sobre análises estruturantes de cadeias de valor de grandes empresas, além de fortalecer controles sobre ciclos de vidas de produtos que impõem altos custos sociais e ambientais, principalmente ao fim de sua vida útil.

A Economia Verde possível precisa introjetar na economia real os valores sociais e ambientais, de forma a contribuir com produtos e serviços capazes de expandir os benefícios da civilização deste século à grande maioria da população do Planeta, senão a toda ela, que neste momento soma 7,4 bilhões de pessoas. A ampliação de acesso a direitos universais, como água, alimentos, habitação, educação etc, deve ser a grande medida do sucesso da humanidade e não o crescimento de um PIB que se expande nas mãos de poucos.

* Dal Marcondes é um dos palestrantes do Seminário Economia Verde, que será realizado pelo Diário do Nordeste, por meio do Inovação e Desenvolvimento de Negócios (IDN), na manhã da próxima sexta-feira (27), no auditório da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec). Confira, abaixo, a programação:

8h30 – Credenciamento

9h30 – Abertura

9h45 – Oportunidades de negócios da Economia Verde

Fernando Malta / CEBDS

Dal Marcondes / Envolverde

10h45 – Negócios e experiências da Economia Verde

Albert Gradvohl / Unifor

Odailton Arruda / Coelce

Joaquim Cartaxo / Sebrae

11h30 – Financiamento de inovação na Economia Verde

Elbia Ganoum / ABEEólica

Alex Mac Dowell / Abraps

Francisco José Araújo Bezerra / Etene-BNB

Fernando Castilho / BNDES-Denor

12h30 – Encerramento

13:31 · 08.10.2013 / atualizado às 13:45 · 08.10.2013 por

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) realizou, nesta segunda-feira (7), a primeira reunião do Grupo de Trabalho Intersetorial sobre Produção e Consumo Sustentáveis. Com o objetivo de debater medidas que estimulem a Economia Verde, o encontro ocorreu, em Brasília, com participantes do governo federal e da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e entidades vinculadas.

O comitê é resultado das atividades da Semana do Meio Ambiente, realizada pelo MMA em junho deste ano, no Rio de Janeiro. A ideia é promover a troca de informações entre os envolvidos no processo industrial do País. “Não tem como avançarmos nas políticas ambientais sem discutir as dificuldades e as formas de mobilização e capacitação do setor”, afirmou a secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, Mariana Meirelles.

Compras sustentáveis

A pauta do primeiro encontro foi a adoção de iniciativas de compras sustentáveis na administração pública. De acordo com Mariana, a intenção do grupo é incluir companhias de porte menor em uma lógica de Desenvolvimento Sustentável. “É preciso discutir formas de engajar pequenas e médias empresas”, explicou. “O diálogo aberto entre indústria e governo é necessário para mudar os padrões de produção e consumo no país.”

A indústria defendeu que as particularidades de cada área sejam levadas em consideração. “Esse é um tema que precisa do amadurecimento do setor. É importante ponderar o que cada setor pode contribuir, disse Sérgio Monforte, representante da CNI. Também participaram da reunião integrantes dos ministérios do Planejamento e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Consumo consciente

Para relembrar os compromissos assumidos na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) e celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente, o MMA articulou com a sociedade civil uma série de eventos no início de junho deste ano, no Rio de Janeiro, em comemoração à Semana do Meio Ambiente.

Tema do evento, o Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS) fomenta políticas, programas e ações que promovam a produção e o consumo sustentáveis no País. A iniciativa está de acordo com os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, sobretudo com as diretrizes do Processo de Marrakesh, que foi criado para dar aplicabilidade ao conceito de Produção e Consumo Sustentáveis e promover mudanças verificáveis nos padrões de produção e consumo no mundo.

O PPCS está focado em seis áreas principais: Educação para o Consumo Sustentável; Varejo e Consumo Sustentável; Aumento da Reciclagem; Compras Públicas Sustentáveis; Construções Sustentáveis e Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P).

Fonte: MMA

08:42 · 16.02.2013 / atualizado às 08:42 · 16.02.2013 por
Clique na imagem para acessar o PDF do documento em Espanhol

Um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançado nesta sexta-feira (15 de fevereiro) afirma que, em países com diferentes níveis de desenvolvimento, a transição para uma economia mais verde e sustentável criou milhões de postos de trabalho.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o emprego em bens e serviços ambientais foi de 3,1 milhões em 2010. No Brasil, 2,9 milhões de postos de trabalho foram registrados em áreas dedicadas à redução dos danos ambientais, no mesmo período.

Os números em diversos países mostram que o argumento de que a transição para uma economia mais verde impactará negativamente o nível de emprego tem sido geralmente exagerado.

“De fato, são os países em desenvolvimento que podem se beneficiar da criação de empregos em áreas de tecnologias limpas e energias renováveis”, afirma o estudo, intitulado “O desafio da promoção de empresas sustentáveis na América Latina e no Caribe: Uma análise regional comparativa”.

Países como México e Brasil estão liderando a adoção de medidas para lidar com as questões ambientais, especialmente em estratégias nacionais de crescimento com baixo carbono, indica o documento.

Um estudo do Banco Mundial no Brasil citado pela publicação da OIT afirma que a redução, até 2030, das emissões de carbono em mais de um terço é compatível com o crescimento do PIB e da economia.

O estudo afirma que “o País tem grande oportunidade de mitigar e reduzir suas emissões de carbono em setores como agricultura, energia, transporte e gestão de resíduos, sem afetar negativamente o crescimento econômico”.

Problemas endêmicos”

A Organização recomendou aos países da região que enfrentem os “problemas endêmicos” que inibem o desenvolvimento das empresas sustentáveis, como os relacionados com a alta informalidade e baixa produtividade, no âmbito dos esforços que são realizados para gerar mais e melhores empregos.

“Sem empresas sustentáveis não haverá trabalho decente e sem trabalho decente não haverá empresa sustentável”, advertiu a diretora da OIT para a América Latina e o Caribe, Elizabeth Tinoco, ao participar da apresentação do relatório na sede da União Industrial Argentina (UIA). Na apresentação, estiveram presentes Daniel Fuentes de Rioja, vice-presidente da Organização Internacional de Empregadores (OIE), e Brent Wilton, secretário-geral da OIE.

O relatório afirma que o setor privado gera cerca de 200 milhões de empregos na América Latina e no Caribe, o equivalente a 79% do total de postos de trabalho disponíveis, através de 59 milhões de unidades produtivas, ainda que a grande maioria destas unidades – cerca de 48 milhões – sejam empreendimentos unipessoais.

Existem 11 milhões de negócios ou empresas de diversos tamanhos que contratam trabalhadores na região, das quais 2,5 milhões têm mais de 6 trabalhadores, acrescenta o documento.

Degradação ambiental

O documento da OIT alerta que a América do Sul foi uma das regiões com a maior perda líquida de florestas entre os anos 2000 e 2010, com quatro milhões de hectares perdidos a cada ano, de acordo com dados compilados pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

“Este fato é extremamente grave, dada a importância das florestas para a conservação dos ecossistemas e da biodiversidade, e também por sua grande contribuição para o PIB de países como Brasil, México, Guiana, Paraguai, Bolívia e Chile. A exploração insustentável, portanto, representa não apenas graves riscos ecológicos, mas também econômicos”, aponta o documento.

O relatório lembra, no entanto, que várias políticas têm sido implementadas para reduzir o impacto ambiental do setor privado. “Alguns países fizeram progressos rumo à criação de incentivos para a produção limpa, gestão sustentável dos recursos naturais e investimentos em energia renovável, embora sejam experiências muitas vezes ainda incipientes.”

O documento aponta no entanto alguns exemplos relevantes sobre os incentivos para a gestão de resíduos sólidos. Na Colômbia, recicladores tradicionais recicladores foram reconhecidos como empreendedores. O documento cita ainda a recente Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que regula a coleta, tratamento e destino final dos resíduos.

O relatório lembra que o Brasil produz 161 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos e, embora a cobertura de coleta seja de 97%, muitos destes têm um alvo inadequado. “A finalidade da lei é promover a responsabilidade partilhada e criar incentivos econômicos para atividades de reciclagem e resíduos com o destino apropriado.”

Pequenas e médias empresas

O relatório da OIT lançado ontem aponta que, embora haja “poucas políticas eficazes de apoio às Pequenas e Médias Empresas (PME)”, há várias iniciativas nesta área. A OIT cita o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Brasil (Sebrae), que tem desenvolvido várias iniciativas para promover uma maior sustentabilidade ambiental em empresas menores, como a criação da Rede Brasileira de Produção Mais Limpa (PML).

Esta rede – desenvolvida juntamente com o Centro Nacional de Tecnologias Limpas (CNTL/Senai) e o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) – trabalha por meio núcleos de PML em sete estados ligados a federações de indústrias locais. Sua função é prestar serviços de diagnóstico ambiental, assistência técnica e treinamento em PML para empresas de diversos segmentos e atividades.

O Sebrae também colaborou na promoção da eficiência energética no Rio de Janeiro, sensibilizando mais de três mil pequenas e médias empresas. Casos de sucesso no âmbito desta iniciativa resultaram em uma economia de energia de mais de 50%, afirma o documento da OIT citando dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

Acesse o estudo, em espanhol, clicando aqui.

Fonte: Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil | UNIC Rio

10:53 · 15.10.2012 / atualizado às 10:53 · 15.10.2012 por

A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2012, realizada em todo o Brasil de 15 a 21 de outubro, tem como tema “Economia Verde, sustentabilidade e erradicação da pobreza”. Iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a Semana, no Ceará, está sob a coordenação da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece).

Neste ano, a programação cearense para a SNCT estará concentrada em Fortaleza, no período de 16 a 19 de outubro, na Praça Luísa Távora, conhecida como Praça da Ceart, na Avenida Santos Dumont, entre as ruas Carlos Vasconcelos e Monsenhor Bruno, na Aldeota. O encerramento terá palestra do navegador Amyr Klink, no auditório da Assembleia Legislativa, no dia 19, às 19h.

Programação da SNCT no Ceará

2ª Exposição “Ceará Faz Ciência”

Atividade: Contação de histórias – Crutsana e os Defensores da Natureza

Público alvo: estudantes da Educação Infantil e Fundamental 1

Data: 16 a 19 de outubro

Horários: 9h e 15h

Projeto Ciência Itinerante – Experiências nas áreas de Física, Química, Biologia e Tecnologia da Informação

Público alvo: estudantes do Ensino Fundamental 2 e Ensino Médio

Data: 16 a 19 de outubro

Horários: 9h às 18h

Exposição dos trabalhos vencedores do projeto “Ceará Faz Ciência”

– Energia dos Ventos

– Software Sistema Diretor de Turma

– Sistema de Recepção de Baixo Custo

– Paparazzi Digital

– Paleontologia e o Metrô do Cariri

– Araripe’s CodeWay

– Reaproveitamento Cíclico de Águas em Hidrelétricas

– Sistema de Auxílio aos Professores – Diário Virtual

Público alvo: geral

Data: 16 a 19 de outubro

Horários: 9h às 18h

Palestra de Encerramento – SNCT 2012

Data: 19 de outubro (sexta-feira)

Tema “Economia Verde, sustentabilidade e erradicação da pobreza”

Palestrante: Amyr Klink – navegador, empreendedor e escritor brasileiro que ficou conhecido por suas expedições marítimas

Local: Auditório da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará – Av. Desembargador Moreira, 2807 – Dionísio Torres – Fortaleza

09:45 · 05.06.2012 / atualizado às 09:47 · 05.06.2012 por

Por Maristela Crispim

O Brasil sedia hoje as comemorações do World Environment Day (WED), ou Dia Mundial do Meio Ambiente. O tema deste ano – “Economia Verde: Ela te inclui?” – é um convite à reflexão sobre a Economia Verde na perspectiva dos pressupostos do Desenvolvimento Sustentável, que deve abranger resultados sociais, econômicos e ambientais para um mundo de 7 bilhões de pessoas.

As comemorações no País começaram no dia 30 de maio, com o tema “Rio+20: pensar, agir, transformar”. A escolha do Brasil se deu porque a cidade do Rio de Janeiro sediará, de 11 a 22 de junho, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio +20), que ocorre 20 anos após a Cúpula da Terra, Eco-92 ou Rio-92.

O tema Economia Verde é controverso, visto que setores da sociedade civil, reunidos durante a Rio + 20 na Cúpula dos Povos o taxam de “Mercantilização da Vida”. O Grupo de Articulação Internacional do Comitê Facilitador da Sociedade Civil para a Rio+20, responsável pela organização da Cúpula dos Povos, critica com veemência o processo de negociações em torno da conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) e rejeita o conceito de Economia Verde “na forma como ele vem sendo apropriado pelos governos e grandes corporações transnacionais”. Hoje, elas realizam a primeira grande mobilização internacional da Cúpula dos Povos, com protestos de rua em diversos países.

Novidades

A presidente Dilma Rousseff vai aproveitar a data de hoje para lançar uma série de medidas para a área ambiental e social, como ampliação de Unidades de Conservação e demarcação de novas áreas indígenas. O anúncio vem duas semanas antes da Rio+20, evento durante o qual o País se esforça para mostrar uma imagem de protagonismo nas propostas ambientais, de justiça social e de combate à pobreza.

O governo pode incluir, ainda, um decreto que ajude as cidades a reduzir a zero os lixões até o fim de 2014, de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (o prazo é agosto de 2014). Também deve ser anunciada a ampliação do Bolsa Verde, que dá incentivo financeiro a famílias de baixa renda que desenvolvam atividades de conservação no meio rural.

As medidas, no entanto, são anunciadas pouco mais de uma semana após o governo anunciar vetos no texto do novo Código Florestal aprovado no Congresso. Mesmo sem agradar grande parte das entidades ambientalistas, as mudanças do governo no texto contribuíram para o discurso de preocupação com a proteção ambiental do governo às vésperas da conferência.

A data de hoje é, enfim, um marco na reflexão de tudo o que está em jogo: negociações dos países em torno de acordos que possam garantir desenvolvimento com preservação ambiental e equidade social e o momento de o nosso País sair na frente em seus compromissos socioambientais. Fiquemos atentos e participemos.

Mais informações: http://www.unep.org/wed/

21:52 · 19.11.2011 / atualizado às 21:52 · 19.11.2011 por

Por Maristela Crispim, especial para o IV CBJA

A oficina “Economia Verde”, de José Alberto Gonçalves Pereira, editor de Economia Verde da revista Página 22, no IV Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental (CBJA), foi um momento de aprofundamento para aproximadamente 25 participantes que buscavam entender um pouco mais sobre as mudanças que o mundo vem experimentando no tocante à economia em tempos de aquecimento global, crise de biodiversidade e outros.

Para situar os participantes, na primeira parte da oficina ele traçou um panorama histórico partindo do pós-guerra e concluiu essa etapa propondo um exercício de avaliação de um relatório de desempenho ambiental da empresa alemã de artigos esportivos Puma.

“Economia Verde é mais abrangente do que Economia de Baixo Carbono, pois implica promover processos limpos de produção e consumo que não agravem as tendências atuais de quebra das fronteiras ecossistêmicas planetárias”. Assim, na segunda etapa da oficina, Beto Gonçalves, como é mais conhecido no meio jornalístico, definiu essa nova abordagem, foco da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio + 20), a ser realizada em junho do próximo ano.

Beto também destacou diferentes posições relativas ao tema e meios para viabilizá-la e, para encerrar a oficina, no anfiteatro da PUC-RJ, dividiu a turma em quatro grupos para um exercício de estudar tabelas e gráficos relativos aos temas energia e biodiversidade.

O debate foi enriquecido pela transdisciplinaridade do grupo, que incluía não apenas jornalistas, mais profissionais de áreas como Biologia e Arqueologia, que dividiram conhecimentos importantíssimos para a compreensão do momento de intensas transformações e desafios que vivemos.

Mais notícias sobre o IV CBJA em: http://cbja-rio2011.com.br

12:30 · 18.11.2011 / atualizado às 12:30 · 18.11.2011 por

Por Maristela Crispim

Especial para a IV CBJA

“Não vivemos tempos normais, mas um período de exaustão de um modelo hegemônico que prevaleceu por duas décadas”. Assim o ex-presidente do Instituto Ethos, Ricardo Young, abriu o painel “Jornalismo em tempo de Economia Verde”, integrado pelo editor da revista Ideia Sustentável, Ricardo Voltolini; a editora do caderno Razão Social, do Jornal O Globo, Amélia Gonzalez; e a editora da revista Plurale, Sônia Araripe.

“Economia de um tempo que já se sabe que os recursos naturais são escassos e se vive um processo de aquecimento global”, assim Voltolini definiu o conceito de Economia Verde. Para isso, destacou, “é necessário que empresas produzam e indivíduos consumam de um modo sustentável”.

Não muito diferente da realidade para trás dos anos 1990, quando o Terceiro Setor reclamava que o jornalismo só promovia coisas ruins, destacou ele, hoje organizações continuam a cobrar mais espaços.

“Temos o hábito de simplificar o que é naturalmente complexo”, disse Voltolini ao lançar alguns desafios, como contextualização, escolha das fontes e linguagem. Quanto às fontes, sugeriu que se busque as empresas que estão fazendo uma transformação de fato, “procurar saber quem age por convicção ou por conveniência”.

No tocante à linguagem, lembrou que quando de escreve sobre sustentabilidade há duas tendências: um cientificismo chato ou a superficialidade que nada acrescenta. “É sempre bom lembrar que jornalista faz jornalismo e as redes sociais espelham a notícia e também que se evite o heroísmo e o catastrofismo”.

“Jornalista tem que gostar de pessoas. Se gostasse faria toda diferença. Eu sou do tempo em que a gente ia busca na rua as notícias”. Com essas afirmações, Sônia Araripe iniciou a sua participação no painel. Como dica aos jovens comunicadores, enfatizou a importância da leitura, de saber ouvir e da prática de entrevistar, viajar e conversar com diversas fontes.

Amélia Gonzalez continuou na mesma linha, destacando a importância de que,quando se vai cobrir um fórum de discussão, ouvir do início ao fim e não ficar do lado de fora conversando e tomando café, esperando por uma “aspa” para fechar a matéria.

“Sustentabilidade não cabe em manchete”, comentou ao enfatizar a importância de ampliar a cobertura. Por fim, lançou um questionamento para reflexão: “O que estamos fazendo por um mundo melhor quando divulgamos catástrofes e damos manchete ao que não merecia ser noticiado?”.

02:26 · 11.08.2011 / atualizado às 02:26 · 11.08.2011 por

A execução de políticas públicas que sejam capazes de proteger o meio ambiente e ao mesmo tempo estimular atividades de inclusão da população pobre na formação do Produto Interno Bruto (PIB) será uma das principais propostas a serem encaminhadas pelo Brasil, em novembro, à Organização das Nações Unidas (ONU) para as discussões da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

A proposta foi defendida nesta terça-feira, 9 de agosto, por representantes do governo federal, na Conferência Ethos, Empresas e Responsabilidade Social 2011, realizado pelo Instituto Ethos, na sede da Federação do Comércio do Estado de São Paulo.

Durante o encontro, a ministra Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que o Brasil tem mais condições do que qualquer outro lugar do Planeta de mostrar ao mundo capacidade para manter a trajetória de crescimento econômico sem comprometer a biodiversidade. Ela cobrou ousadia do País nos debates da conferência, destacando que “o Brasil tem como liderar em projetos de crescimento sustentado e no desafio da erradicação da miséria”.

Para a ministra, é necessário, no entanto, criar uma lei que “dê segurança jurídica para uma visão de políticas públicas e para o investimento por parte do setor privado e para o financiamento de todos aqueles que querem plantar, reflorestar e manejar”. Ela acredita que o país pode se desenvolver sem desmatamento ilegal. “Nossa proposta é trabalhar junto com o setor privado”.

Também presente ao encontro, a ministra Tereza Campello, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, observou que apesar de o governo ter tido êxito na política de redução da pobreza, com a retirada de 28 milhões de pessoas da situação de extrema pobreza, ainda existem 16,2 milhões de pessoas vivendo na miséria, com renda per capita abaixo de R$ 70,00.

Ela enfatizou que esse universo de pessoas não foi favorecido com as chances oferecidas no “apagão da mão de obra” por falta de qualificação. E que por isto mesmo, o governo tem trabalhado para reverter este quadro concentrado em três eixos: transferência de renda; inclusão produtiva e ampliação do acesso aos serviços públicos.”Nós temos que ir atrás dessa população”, disse.

Segundo a ministra, o governo está trabalhando em medidas para que a agricultura familiar ganhe espaço no suprimento de produtos para o mercado doméstico como um meio de geração de renda. No meio rural, 25% da população estão em situação de extrema pobreza.

Fonte: Marli Moreira/ Agência Brasil

13:22 · 08.06.2011 / atualizado às 13:24 · 08.06.2011 por

A sexagenária Floresta Nacional do Araripe, no sul do Ceará é uma das mais antigas UCs do País e a grande responsável pelo abastecimento de água dos municípios que ficam no grande vale aos seus pés, na Região do Cariri Foto: Cid Barbosa

A implementação efetiva das Unidades de Conservação  e o aproveitamento do potencial econômico dessas áreas – que cobrem cerca de 15% do território do país – podem gerar pelo menos R$ 5,77 bilhões por ano, considerando um cenário conservador.

O cálculo é do estudo Contribuição das Unidades de Conservação (UCs) para a Economia Nacional, coordenado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado nesta terça-feira (7 d ejunho).

A conta considera o potencial econômico de cinco bens e serviços proporcionados pelas unidades de conservação: produtos florestais, uso público das áreas – principalmente para o turismo –, estoque de carbono conservado, água e repartição de receitas tributárias, baseada no modelo de  Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) Ecológico já adotado por alguns Estados.

“A conservação deve ser vista como um setor da economia do país. O estudo pode permitir o planejamento de investimentos em conservação de maneira mais assertiva”, sugeriu o biólogo da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Rodrigo Medeiros, um dos coordenadores técnicos do estudo.

A exploração sustentável de madeira em florestas nacionais na Amazônia, por meio de concessão pública, poderia gerar anualmente entre R$ 1,2 bilhão e R$ 2,2 bilhões aos cofres públicos. “Esse valor já ultrapassa o R$ 1 bilhão necessários para bancar a gestão das 800 unidades de conservação do País”, comparou o economista Carlos Eduardo Young, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que também coordenou o estudo.

A extração de borracha e castanha poderia render mais R$ 52 milhões por ano, segundo os pesquisadores, considerando apenas parte das reservas extrativistas onde os produtos são explorados.

Para avaliar o potencial econômico do uso público das UCs, os pesquisadores consideraram principalmente as estimativas de aumento da exploração turística de 67 parques nacionais e o potencial multiplicador do turismo nas economias locais.

“O Brasil tem potencial para gerar entre R$ 1,6 bilhão e R$ 1,8 bilhão por ano, considerando as estimativas de fluxo de turistas projetadas para o país até 2016, ano das Olimpíadas”, diz o estudo. Em 2016, a renda movimentada pelo turismo nos parques pode chegar a R$ 2,2 bilhões.

Já o cálculo do potencial econômico do carbono estocado com a preservação das florestas em unidades de conservação considera que a criação dessas áreas evitou a emissão de pelo menos 2,8 bilhões de toneladas de carbono na atmosfera. Esses créditos renderiam por ano, segundo os pesquisadores, entre R$ 2,9 bilhões e R$ 5,8 bilhões.

Para fechar a conta, o estudo aponta que Estados que ainda não têm legislação de ICMS Ecológico poderiam arrecadar até R$ 14,9 milhões com a adoção do mecanismo, que compensa os municípios pela existência de UCs em seus territórios.

“Temos a comprovação de que floresta é solução, e não problema, do ponto de vista da compensação financeira. Fazer a conservação de áreas florestais é uma forma de ativar a economia, por isso é preciso dar um valor monetário à preservação”, disse Young.

Para o secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Bráulio Dias, a possibilidade de calcular o potencial econômico de unidades de conservação pode ajudar a garantir investimentos para a implementação efetiva e a gestão correta dessas áreas.

“Tradicionalmente os custos com conservação são vistos como gastos e não como oportunidades. Muitos setores assumem que a contribuição dos investimentos em conservação tem impacto zero na economia, e isso nos derrota em discussões como a do Código Florestal”, afirmou.

Dias reconheceu que a implementação e gestão das UCs é ineficiente e disse que o cenário só mudará quando a conservação deixar de ser tratada como uma questão secundária.

“Os recursos estão aquém do tamanho da tarefa porque a sociedade e o governo não enxergam a contribuição dessas áreas para o desenvolvimento do País, encaram como uma questão marginal. Estamos falando de uma área significativa do território e damos atenção mínima a essas áreas”, disse.

O Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc) recebe cerca de R$ 450 milhões por ano, metade do mínimo necessário para a gestão e o funcionamento básico das unidades.

Além desse custeio mínimo, os pesquisadores calculam em R$ 1,8 bilhão o aporte necessário em infraestrutura e planejamento para que o potencial econômico das UCs seja aproveitado ao máximo.

Fonte: Luana Lourenço/ Agência Brasil