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Categoria: Eletrônicos Verdes


09:24 · 30.04.2013 / atualizado às 09:24 · 30.04.2013 por

procel

O Selo Procel de Economia de Energia ou simplesmente Selo Procel Eletrobras, foi instituído por Decreto Presidencial em 8 de dezembro de 1993. É um produto desenvolvido e concedido pela Eletrobras Procel e tem por objetivo orientar o consumidor no ato da compra, indicando os produtos que apresentam os melhores níveis de eficiência energética dentro de cada categoria.

Dessa forma, o Selo estimula a fabricação e a comercialização de produtos mais eficientes, contribuindo para o desenvolvimento tecnológico e a preservação do meio ambiente. Atualmente o Selo Procel Eletrobras é concedido a 36 categorias de equipamentos contemplando mais de 3.400 equipamentos de cerca de 200 empresas. Apenas no ano de 2012 foram comercializados cerca de 44 milhões de equipamentos com o Selo.

Geralmente, a introdução de um novo equipamento é motivada inicialmente pela percepção que um determinado produto apresenta em relação a algum potencial de conservação de energia. Este potencial deve ser verificado pela realização de um estudo de impacto energético. Este estudo é realizado com base em ensaios preliminares de modelos encontrados no mercado, informações de vendas fornecidas por associações e fabricantes e dados de posse e hábito obtidos pela pesquisa da Eletrobras. Os ensaios são realizados em laboratórios indicados pela Eletrobras Procel e acreditados pelo Inmetro, com base em normas técnicas, normalmente traduzidas e ou adaptadas de normas internacionais.

Após a definição de um novo produto, é necessário definir, juntamente com o laboratório, fabricantes e o Inmetro quais serão os critérios específicos para a concessão do Selo Procel Eletrobras. Segundo Daniel Bouts, arquiteto da Eletrobras, os critérios podem ser relativos a desempenho, sustentabilidade. “Os critérios são estabelecidos, normalmente com base em normas internacionais, mas com adaptações para realidade nacional, de forma a destacar os modelos com melhor desempenho e assim incentivar a sua aquisição. O aumento da procura pelos modelos com o Selo Procel Eletrobras estimula os fabricantes a buscarem o Selo para os demais itens da sua linha”, diz.

No Caso de reatores, o fabricante que desejar fazer uso do Selo Procel Eletrobras em modelo de sua linha de fabricação (ou em modelo importado) deverá comprovar, mediante ensaios, que os mesmos atendem os seguintes parâmetros: fator de eficácia, fator de potência, Distorção Harmônica Total (DHT) da corrente de alimentação e Fator de Fluxo Luminoso do Reator.

“Além de contribuir de imediato para a redução do consumo de energia no País as ações da Eletrobras Procel estão contribuindo para a conscientização das futuras gerações sobre a questão da eficiência energética”, explica.

Para o diretor geral do Laboratório Testtech, Álvaro Theisen, a Eletrobras Procel tem um papel muito importante para o país atualmente e para as próximas gerações. “Além de contribuir de imediato para a redução do consumo de energia no país as suas ações estão contribuindo para a conscientização das futuras gerações sobre a questão da eficiência energética. Em função disso, a Testtech Laboratórios considera uma prioridade contribuir com o Brasil através do Procel e trabalhar em parceria com a Eletrobras”, conclui.

Vale lembrar que Eletrobras Procel já investiu aproximadamente R$ 16 milhões na formação de uma rede de laboratórios de ensaios para concessão do Selo Procel Eletrobras. Essa rede é formada por mais de 20 laboratórios em centros de pesquisa e universidades, envolvendo mais de 150 profissionais, os quais em 2012, foram realizados cerca de 7.400 ensaios de eficiência energética em equipamentos. Os próximos equipamentos previstos a serem contemplado com o Selo Procel Eletrobras são os fornos micro-ondas, as luminárias para iluminação pública, os relés fotoelétricos, as TVs no modo ativo, as lâmpadas fluorescentes tubulares, as centrífugas e os fornos de padaria.

Daniel explica ainda o processo que o fabricante precisa fazer para ser certificado com o Selo: “Caso o fabricante deseje ter o Selo em seu produto, ele deve encaminhar amostras de cada modelo para ensaio laboratorial de forma verificar se o mesmo atende aos critérios exigidos para concessão do Selo. Caso o resultado dos ensaios seja favorável, o fabricante deverá encaminhar o relatório de ensaio para Eletrobras e preencher a documentação necessária para a sua inclusão no programa”.

Lista dos equipamentos atuais que possuem o Selo Procel Eletrobras

1 – Bomba Centrífuga – 2011

2 – Circulador de Ar – 2012

3 – Coletor Solar Plano – Aplicação Banho – 2000

4 – Coletor Solar Plano – Aplicação Piscina – 2000

5 – Condicionador de Ar – Janela – 1996

6 – Condicionador de Ar – Split Cassete – 2010

7 – Condicionador de Ar – Split Hi-Wall – 2004

8 – Condicionador de Ar – Split Piso-Teto – 2009

9 – Freezer Horizontal – 1998

10 – Freezer Vertical – 1995

11 – Freezer Vertical Frost-Free – 2003

12 – Lâmpada a Vapor de Sódio – 2008

13 – Lâmpadas Fluorescente Compacta – 2001

14 – Máquina de Lavar Roupa – Automática – 2006

15 – Máquina de Lavar Roupa – Lava e Seca – 2009

16 – Máquina de Lavar Roupa – Semiautomática – 2006

17 – Motor de Indução Trifásico – 1997

18 – Motobomba Centrífuga – 2011

19 – Painel Fotovoltaico de Geração de Energia – 2010

20 – Reator Eletromagnético para Lâmpada a Vapor de Sódio – 2002

21 – Reator Eletrônico para Lâmpadas Fluorescentes Tubular – 2010

22 – Refrigerador Combinado – 1995

23 – Refrigerador Combinado Frost-Free – 1998

24 – Refrigerador de 1 Porta – 1995

25 – Refrigerador de 1 Porta Compacto – 2002

26 – Refrigerador de 1 Porta Frost-Free – 2008

27 – Reservatório Térmico – Alta Pressão – 2005

28 – Reservatório Térmico – 2002

29 – Televisor CRT – Modo de Espera – 2007

30 – Televisor LCD – Modo de Espera – 2009

31 – Televisor LED – Modo de Espera – 2010

32 – Televisor Plasma – Modo de Espera – 2009

33 – Ventilador de Coluna – 2012

34 – Ventilador de Mesa – 2012

35 – Ventilador de Parede – 2012

36 – Ventilador de Teto – 2008

Fonte: Procel Info

10:18 · 07.05.2012 / atualizado às 10:23 · 07.05.2012 por

 

Ativistas do Greenpeace realizaram protesto pacífico em frente a loja da Apple em shopping de São Paulo. As ações aconteceram em oito países Foto: Divulgação / Greenpeace

São Paulo. O Greenpeace foi, na última sexta-feira, até uma loja de produtos da Apple no Shopping Eldorado, em São Paulo, convidar a empresa a abandonar energias sujas e perigosas, como carvão e nuclear, e aderir a energias renováveis para alimentar seus datacenters.

Com faixas e balões em frente à loja, os ativistas chamaram a atenção de quem estava no shopping com a mensagem “Apple, limpe a minha nuvem” –uma referência à nuvem de dados da Internet. Fantasiado de sol, um dos participantes lembrou que a energia solar tem um grande potencial de geração de energia limpa, mas ainda é pouco aproveitada.

Já do lado de fora do shopping, voluntários montaram um ponto verde para explicar ao público os objetivos da campanha e sobre a necessidade de apostar em energias limpas, que não geram emissões de CO2. A queima do carvão, um combustível de origem fóssil, é uma das principais fontes de emissão de gases que causam as mudanças climáticas.

“Este foi um protesto pacífico e bem humorado para pedir à Apple que deixe de contribuir com o aquecimento global, abandonando os combustíveis fósseis que movem seus datacenters”, disse Pedro Torres, da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil. “Quando as pessoas ao redor do mundo compartilham suas músicas ou fotos na nuvem, elas deveriam ter o direito de saber se ela é alimentada por energia limpa e segura”, afirma Pedro Torres, coordenador.

Protestos semelhantes aconteceram em oito países, incluindo os Estados Unidos, sede da Apple. Milhões de pessoas em todo o mundo utilizam os servidores da empresa ao armazenarem suas informações no serviço iCloud.

Limpe a minha nuvem

O Greenpeace Internacional publicou recentemente o relatório “How Clean is Your Cloud?” (“Quão limpa é a sua nuvem?”), em que avaliou que tipo de energia a Apple e outras treze empresas de TI (Tecnologia da Informação) utilizam para alimentar seus datacenters.

A Apple recebeu notas baixas em todas as categorias, inclusive em transparência sobre as energias utilizadas em suas instalações e em investimentos e construção de datacenters. Mais da metade da demanda energética da empresa é suprida por queima de carvão e quase um terço por energia nuclear.

Com o crescimento da Internet em todo o mundo, as empresas de TI precisam aumentar a capacidade de seus datacenters. São edifícios gigantescos, que abrigam milhares de computadores consumindo uma quantidade assustadora de energia elétrica. Para se ter uma ideia do que isso representa, se juntássemos todas as empresas de TI em uma só empresa, ela seria considerada a quinta maior consumidora de eletricidade do mundo.

Mais de 200 mil pessoas já assinaram a petição do Greenpeace pedindo para que a Apple, Amazon e Microsoft se comprometam a utilizar energias limpas para suas nuvens de armazenamento de dados. A petição está disponível na internet pelo endereço: www.greenpeace.org/brasil/limpenossanuvem.

Fonte: Greepeace Brasil

08:37 · 11.11.2011 / atualizado às 08:40 · 11.11.2011 por

Nova edição, maiores desafios. Sai o Guia de Eletrônicos Verdes, que avalia marcas de equipamentos em critérios como gasto de energia, uso de materiais tóxicos e reciclagem

Após cinco anos de liderança no mercado, o Guia de Eletrônicos Verdes, mais abrangente ranking de boas práticas das principais empresas do setor, ficou mais criterioso. Melhor para as empresas que assumem e honram seus compromissos ambientais, pior para aquelas que só fazem promessas. Nesta edição, o Greenpeace parabeniza HP, Dell e Nokia, as três primeiras colocadas, e condena grandes como Toshiba e LG, na lanterna.

Para encabeçar a lista, que já virou referência para consumidores de todo o mundo, fabricantes de equipamentos eletrônicos precisam, além de demonstrar que seus produtos não contém substâncias químicas perigosas à saúde humana e ambiental, comprovar práticas de redução de emissões de carbono, através de planos de limpeza da matriz elétrica das empresas.

O ciclo de vida dos equipamentos é avaliado desde o conteúdo de suas embalagens – papel proveniente de desmatamento ilegal, nem pensar – até o sistema de reciclagem praticado pelas marcas.

A multinacional americana HP lidera o ranking deste ano, com 5,9 pontos de 10. A boa marca vem de esforços em rastrear a cadeia produtiva de seus fornecedores, além de um programa efetivo de medição de emissões de carbono.

Ao lado, a também americana Dell, vice campeã com 5,1 pontos, dá exemplo de rigor com a matéria-prima que usa: as duas são as únicas empresas a zerarem o desmatamento ilegal do papel de suas embalagens. A empresa, no entanto, peca em políticas mais efetivas de reciclagem de seus produtos em países onde não há legislação específica.

Após amargar o décimo lugar na edição passada, a Dell finalmente consegue comprovar que está a caminho de eliminar substâncias maléficas, tais como o PVC, componente tóxico do plástico, da sua linha de computadores.

Já a Nokia, campeã desde 2008, nesta versão cai para o terceiro lugar, por falta de estratégias de redução de consumo de energia, seja com eficiência energética ou aumento do uso de renováveis.

“Ao incorporar o critério de uso de energia nos processos produtivos, o novo Guia de Eletrônicos mensura o impacto ambiental proveniente de emissões de gases de efeito estufa e outros poluentes”, diz Ricardo Baitelo, da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace no Brasil. “O resultado final serve como motivação para que empresas equacionem este problema, adotando cada vez mais medidas de eficiência energética ou mesmo geração de energia renovável em suas unidades produtivas”, complementa.

Na sequência vêm Apple – subiu posições com melhorias em seus equipamentos, mas somou poucos pontos em energia -, Philips, Sony Ericsson, Samsung, Lenovo, Panasonic, Sony, Sharp, Acer, LG Eletronics, Toshiba e RIM. Entre as últimas colocadas, LG e Toshiba também não fizeram bonito em quesito de energia. A canadense RIM, fabricante dos celulares Blackberry, é nova no ranking.

Fonte: Greenpeace Brasil

Confira o relatório na íntegra (em Inglês)