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Categoria: Emissões de Carbono


14:54 · 10.10.2013 / atualizado às 14:54 · 10.10.2013 por

São Paulo. Pouco mais da metade (55% do total) das 51 empresas brasileiras que responderam a um questionário sobre mudanças climáticas têm metas de redução de emissão de carbono. O número, embora ainda seja baixo se comparado ao de diversos outros países, representa um avanço para o Brasil considerando o ano anterior, pois, em 2012, 40% das empresas informaram ter metas de redução de emissão.

O dado está no relatório CDP Brasil 100, do Programa Mudanças Climáticas 2013, que foi divulgado ontem (9 de outubro) em uma cerimônia na capital paulista. O relatório é divulgado pelo Carbon Disclosure Project (CDP), uma organização internacional sem fins lucrativos que mede e incentiva que empresas e cidades divulguem informações sobre os impactos delas no meio ambiente.

Para a pesquisa deste ano, 100 empresas foram convidadas para responder ao questionário, mas apenas 56 delas o fizeram, sendo que cinco foram desconsideradas porque eram multinacionais (neste caso, o CDP considerou apenas as respostas enviadas pela empresa matriz).

Um relatório mais abrangente do CDP, envolvendo 500 grandes empresas em todo o mundo, foi divulgado anteriormente e está disponível no site da organização (www.cdp.net).

Segundo Sue Howells, diretora de operações do CDP, o relatório mundial demonstrou que as grandes empresas precisam fazer muito mais para reduzir as emissões de carbono. “As emissões continuam a crescer e isso nos preocupa muito”, disse Sue durante a apresentação do relatório brasileiro.

Segundo Luísa Guimarães Krettli, da Way Carbon, empresa que presta consultoria ambiental e que é uma das responsáveis pela elaboração e divulgação do relatório no Brasil, o mesmo fenômeno foi observado nas empresas do País.

De acordo com ela, 76% das empresas instaladas aqui aumentaram suas emissões no escopo 1 (emissões diretas) e no escopo 2 (emissões indiretas provenientes do consumo de energia elétrica) em relação ao ano anterior. “Isso mostra que a efetividade dessas iniciativas (de redução das emissões) que estão sendo implantadas pelas empresas devem ser repensadas”, disse Luísa.

De notas que variam entre A (a melhor nota) até E (a pior), considerando-se a performance das empresas com relação à redução da emissão de carbono, o Brasil recebeu uma média D, abaixo de países como a África do Sul e a Coreia do Sul. “As empresas brasileiras precisam analisar como podem melhorar sua performance”, disse Sue Howells.

O relatório demonstrou que as empresas somaram R$ 6 bilhões de investimentos em iniciativas de redução de emissões (considerando-se somente as empresas que responderam ao questionário e que informaram ter iniciativas de redução). Isso significou que elas investiram apenas 0,07% de suas receitas, em média, em iniciativas de redução de emissão de carbono.

“A reação (das empresas) se dá justamente porque ainda não há clareza do impacto financeiro, seja ele negativo ou positivo. Há sempre a ótica do risco ou da oportunidade. A partir do momento em que elas tiverem um entendimento maior do quanto o risco representa e de que maneira elas podem converter esse risco em uma oportunidade, explorando novos modelos de negócio e reconfigurando seus processos produtivos, teremos essa trajetória (de crescimento na redução de emissão)”, disse Juliana Lopes, diretora do CDP na América Latina, em entrevista à Agência Brasil.

Fonte: Agência Brasil

21:00 · 12.09.2013 / atualizado às 21:02 · 12.09.2013 por

Se as 500 maiores companhias do globo fossem um país, as emissões anuais de gases do efeito estufa (GEEs) dessa nação, 3,6 bilhões de toneladas métricas, seriam mais de sete vezes maiores do que as do Brasil, 488 milhões de toneladas.

O mais preocupante é que essas empresas provavelmente emitirão quantidades ainda maiores de GEEs nos próximos anos, uma vez que a economia mundial está em recuperação.

Essa é uma das conclusões de um levantamento das emissões das empresas listadas no FTSE Global 500 Equity Index – índice que reúne as 500 companhias com maior capitalização na Bolsa de Valores de Londres  – que foi publicado nesta quinta-feira (12 de setembro) pelo CDP, organização não-governamental (ONG) britânica que busca estimular o engajamento climático da iniciativa privada, e pela consultoria PwC.

De acordo com o “Global 500 Climate Change Report 2013”, apenas as 50 maiores empresas avaliadas respondem por 2,54 bilhões de toneladas de GEEs. Além disso, essas companhias – incluindo gigantes como BP, Shell, Chevron, Arcelor Mittal e RWE – registraram conjuntamente um aumento de 1,65% em suas emissões nos últimos quatro anos.

Segundo Jonathan Grant, diretor da PwC, a iniciativa privada precisa se esforçar mais para evitar o crescimento das emissões. “Estamos a poucas semanas da publicação do novo relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, que será um dos documentos mais abrangentes já realizados sobre as mudanças climáticas. Apesar de algumas empresas estarem atentas aos riscos e serem transparentes sobre o seu planejamento e reporte sobre mudanças climáticas, as emissões das maiores companhias seguem subindo.”

O relatório aponta que as emissões das cadeias de fornecedores ainda não são contabilizadas de forma completa e que alguns setores são bem mais conscientes do que outros.

Por exemplo, enquanto as seguradoras estão muito mais engajadas e alertas para o aquecimento global, o setor de energia ainda possui uma enorme quantidade de empresas que não possuem metas para emissões.

“O medo dos impactos futuros das mudanças climáticas está crescendo à medida que presenciamos mais eventos extremos, como o furacão Sandy, que causou US$ 42 bilhões em prejuízos. (…) O resultado é que estamos percebendo uma transformação no mundo corporativo, que está ficando mais alerta para a necessidade de lidar com os riscos das mudanças climáticas e de aumentar a sua resiliência”, explicou Paul Simpson, CEO do CDP.

Rankings

Apesar da preocupação com a falta de metas e de engajamento das empresas, o relatório traz também com grande destaque os bons exemplos. São apresentados dois rankings para classificar as companhias com melhor desempenho no que diz respeito às ações de adaptação e mitigação climática (CPLI) e as mais transparentes na divulgação de suas informações e impactos (CDLI).

Nos dois rankings, as empresas que receberam notas máximas (100 A) foram: BMW, Daimler, Royal Philips, Nestlé, BNY Mellon, Cisco Systems e Gas Natural SDG.

Entre as empresas brasileiras mencionadas, a Vale é a melhor classificada, com a pontuação de 98 B. Depois aparecem BRF Brasil Foods, 83 B, Itaú Unibanco, 83 C, Petrobras, 82 C, Banco Bradesco, 76 C, Ambev, 66 C, Banco Santander, 64 C, Banco do Brasil, 54 D, e Cielo AS, 53 E.

Dezenas das 500 maiores companhias não quiseram participar do levantamento, entre elas Amazon, Kia, Time Warner, Valero Energy, CaterPillar, Facebook, Apple e Prada.

Fonte: Instituto CarbonoBrasil

15:38 · 02.07.2013 / atualizado às 15:42 · 02.07.2013 por

Brasília. A partir de ontem (1º de julho), a comercialização do óleo diesel S-500, com menor teor de enxofre, é obrigatória em mais 385 municípios brasileiros, em substituição ao S-1800, de acordo com determinação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Com a medida, cerca de 3 mil, dos 5,5 mil municípios brasileiros, reduzem a emissão de poluentes, beneficiando o meio ambiente e a saúde da população. O combustível é utilizado pela frota de caminhões, ônibus e outros veículos de uso rodoviário.

Sete estados brasileiros (Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Sergipe) passam a comercializar exclusivamente o diesel S-500. Em Pernambuco, a exceção é a capital, Recife, e sua região metropolitana, que desde 1º de janeiro deste ano já oferecem o diesel S-10, ainda menos poluente. De acordo com a ANP, em 1º de janeiro de 2014 todo o diesel S-1800 será retirado do mercado brasileiro, substituído pelo S-500.

Desenvolvida de forma gradual pela ANP, a introdução do diesel com menor teor de enxofre vem sendo feita desde 2006. Naquele ano, o S-500 passou a ser comercializado em 237 municípios das regiões metropolitanas de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Belo Horizonte, Porto Alegre, do Recife, de Fortaleza, Salvador, Curitiba, Belém, Vitória, Aracaju, Campinas (SP), da Baixada Santista (SP), de São José dos Campos (SP) e do Vale do Aço (MG).

A partir de 2009, em atendimento ao Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve) do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), a ANP elaborou diversas resoluções para o processo de transição.

Atualmente, são três os tipos de óleo diesel comercializados no país, diferenciados pelos teores máximos de enxofre: S-10 (10 partículas por milhão – ppm), S-500 (500 ppm) e S-1800 (1800 ppm).

Fonte: Agência Brasil