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Categoria: Enchentes


15:39 · 16.12.2011 / atualizado às 15:39 · 16.12.2011 por
A previsão é que enchentes, como a ocorrida em janeiro de 2011, em Franco da Rocha (SP), aumentem em 2012 Foto: Agência Reuters

O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, disse nesta quinta-feira (15 de dezembro), em Brasília, que 251 municípios brasileiros estão em situação de “elevado risco” para o período de chuvas de 2012. A lista das cidades não foi divulgada pelo ministério. Bezerra disse que a maioria dos municípios está nas regiões Sul e Sudeste.

Das 251 cidades, 28 já tiveram o mapeamento concluído. Outras 28 foram mapeadas entre 2005 e 2006 e passam por atualização dos dados. A conclusão do mapeamento das 251 cidades está prevista para 2014.

“Mapeamos e identificamos a quantidade de desastres e óbitos nos municípios. São 251 cidades brasileiras que apresentam elevado risco”, disse Fernando Bezerra.

O mapeamento que vem sendo feito pelo governo federal, conforme o ministro, detalha as áreas mais propensas a sofrer algum tipo de desastre, a quantidade de casas em área de risco e o número de pessoas que vivem nesses locais.

Segundo o ministro, a presidente Dilma Rousseff deve assinar, ainda nesta semana, Medida Provisória (MP) que libera R$ 48 milhões para aquisição de equipamentos para as Forças Armadas atuarem em desastres nessas regiões.

O ministro afirmou que além do investimento no Sul e Sudeste, outros R$ 48 milhões para compra de equipamentos para as regiões Norte e Nordeste devem ser liberados por nova MP a ser editada em janeiro do ano que vem.

De acordo com Bezerra, o governo vem focando em ações de prevenção. Ele disse que somente em 2011 os ministérios da Integração, Cidades e Transportes investiram juntos R$ 700 milhões em prevenção e recuperação de desastres.

“O que tem de novo (para 2012) é assumir a cultura da prevenção. Havia antes o hábito de só responder à ocorrência de desastres. A presidenta Dilma quer mudar essa realidade e está tomando medidas práticas, em relação a isso. Um exemplo é a MP”, disse o ministro, após participar de evento em que o ministério apresentou as ações de prevenção e socorro executadas em 2011.

Mapeamento

As 27 cidades em situação de risco foram mapeadas pelo Serviço Geológico (CPRM). De acordo com o relatório do órgão, há 47.500 pessoas morando em áreas de risco em seis municípios do Espírito Santo; 45.000 em nove cidades de Santa Catarina; 25.000 em seis cidades do Rio Grande do Sul; 1.736 em quatro cidades do Paraná e 2.600 em Ouro Preto (MG).

Além disso, 44.967 estão em risco em Angra dos Reis (RJ), município com maior número de pessoas em situação de perigo.

O mapeamento das 251 cidades foi dividido com outros órgãos do governo que, até o momento, não apresentaram seu levantamento. A expectativa do ministério é que o mapa completo esteja disponível até 2014.

O ministro afirmou que a mudança de investir ações de resposta para ações de prevenção “não se faz do dia para a noite”. “Estamos atrasados. É preciso correr atrás do tempo perdido. Mas não é um trabalho só nosso, é dos municípios e de articulação com o Congresso Nacional”, disse. Ele afirmou também que faltam técnicos para trabalhar com mapeamento e monitoramento de desastres.

“Na área da geologia nós não temos técnicos disponíveis que possam aceitar as ofertas do governo federal. Mapear as 251 cidades até 2014 é um grande desafio”, afirmou.

Sistema de prevenção

Segundo o secretário nacional da Defesa Civil, Humberto Viana, o sistema de prevenção de desastres em 2012 funcionará com foco nas regiões Sul e Sudeste. A ideia é que a Central de Monitoramento e Alerta (Cemaden) desenvolva alertas através do mapeamento de risco de desastres e previsão meteorológica.

Se um alerta for emitido, a Central de Alarme e Articulação (Cenad) mobiliza os ministérios da Saúde, Defesa e Gabinete de Segurança Institucional para atuarem nos municípios. O sistema do Cemaden ainda não está preparado para a tarefa, segundo o ministro Fernando Bezerra, mas há R$ 11 milhões empenhados (separados no Orçamento) para sua ampliação.

Fonte: G1