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Categoria: Energia Eólica


21:14 · 26.09.2016 / atualizado às 21:15 · 26.09.2016 por
A fonte mais utilizada pelos consumidores-geradores é a solar com 4.955 adesões
A fonte mais utilizada pelos consumidores-geradores é a solar com 4.955 adesões

Em um ano, o número de conexões de micro e minigeração de energia teve um rápido crescimento. São 5.040 conexões em agosto, contra as 1.148 ligações registradas na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em setembro de 2015, o que representa uma potência instalada de 47.934 kW.

A fonte mais utilizada pelos consumidores-geradores é a solar com 4.955 adesões, seguida da eólica com 39 instalações. Acompanhe gráfico com o número de conexões por fonte e tabela que apresenta a potência instalada desses geradores em quilowatts (kW). O Estado com o maior número de micro e minigeradores é Minas Gerais (1.226 conexões), seguido de São Paulo (711) e Rio Grande do Sul (564): veja aqui.

A geração de energia pelos próprios consumidores tornou-se possível a partir da Resolução Normativa Aneel Nº 482/2012. A norma estabelece as condições gerais para o acesso de micro e minigeração aos sistemas de distribuição de energia elétrica e cria o sistema de compensação de energia elétrica, que permite ao consumidor instalar pequenos geradores em sua unidade consumidora e trocar energia com a distribuidora local.

A resolução 482 foi revista em novembro de 2015 e, na época, estimou-se que, em 2024, mais de 1,2 milhão de consumidores passem a produzir sua própria energia, o equivalente a 4,5 gigawatts (GW) de potência instalada.

De acordo com o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, “além das vantagens para o consumidor, também são relevantes os benefícios que a Geração Distribuída traz ao sistema elétrico: redução de perdas e o custo evitado de ampliação do sistema, pois você gera junto à unidade de consumo; o aumento na segurança do abastecimento; e o ganho sob o aspecto ambiental, pois são projetos totalmente sustentáveis”, afirmou.

Como funciona?

A resolução autoriza o uso de qualquer fonte renovável, além da cogeração qualificada, denominando-se microgeração distribuída a central geradora com potência instalada de até 75 quilowatts (kW) e minigeração distribuída – aquela com potência acima de 75 kW e menor ou igual a 5 MW (sendo 3 MW para a fonte hídrica), conectadas à rede de distribuição por meio de instalações de unidades consumidoras.

Quando a quantidade de energia gerada em determinado mês for superior à energia consumida naquele período, o consumidor fica com créditos que podem ser utilizados para diminuir a fatura dos meses seguintes.

O prazo de validade dos créditos é de 60 meses e eles podem ser usados também para abater o consumo de unidades consumidoras do mesmo titular situadas em outro local, desde que na área de atendimento de uma mesma distribuidora. Esse tipo de utilização dos créditos é chamado de “autoconsumo remoto”.

No caso de condomínios (empreendimentos de múltiplas unidades consumidoras), a energia gerada pode ser repartida entre os condôminos em porcentagens definidas pelos próprios consumidores.

Existe ainda a figura da “geração compartilhada”, que possibilita diversos interessados se unirem em um consórcio ou em uma cooperativa, instalarem uma micro ou minigeração distribuída e utilizarem a energia gerada para redução das faturas dos consorciados ou cooperados.

Com relação aos procedimentos necessários para conectar a micro ou minigeração distribuída à rede da distribuidora, foram instituídos formulários padrão para realização da solicitação de acesso pelo consumidor.

O prazo total para a distribuidora conectar usinas de até 75 kW, que antes era de 82 dias, foi reduzido para 34 dias. A partir de janeiro de 2017, os consumidores poderão fazer a solicitação e acompanhar o andamento de seu pedido junto à distribuidora pela internet.

A geração de energia perto do local de consumo traz uma série de vantagens, tais como redução dos gastos dos consumidores, economia dos investimentos em transmissão, redução das perdas nas redes e melhoria da qualidade do serviço de energia elétrica.

A expansão da geração distribuída beneficia o consumidor-gerador, a economia do país e os demais consumidores, pois os benefícios se estendem a todo o sistema elétrico.

Fonte: Aneel 

20:48 · 01.07.2016 / atualizado às 20:48 · 01.07.2016 por
Os aerogeradores já foram adicionados à paisagem do litoral cearense Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário
Os aerogeradores já foram adicionados à paisagem do litoral cearense Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário

Com capacidade de 97,2 MW, centrais do Complexo Eólico Santa Mônica e respectivos sistemas de transmissão serão construídos no município de Trairi

A Diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 353,5 milhões para a construção de quatro centrais eólicas no município de Trairi (CE) e de seus respectivos sistemas de transmissão.

As usinas, que constituem o Complexo Eólico Santa Mônica, terão capacidade instalada total de 97,2 MW e foram vencedoras do 22º Leilão de Energia Proveniente de Novos Empreendimentos de Geração, realizado em agosto de 2015.

As quatro centrais eólicas – Cacimbas, Estrela, Santa Mônica e Ouro Verde – entrarão em operação no segundo semestre de 2016. Os investimentos incluem a aquisição de 36 aerogeradores, além de máquinas e equipamentos nacionais, também destinados às quatro linhas de transmissão.

O Banco já aprovou para o Nordeste, até o momento, R$ 20,8 bilhões em financiamento para projetos eólicos, equivalentes a 7.406 MW de capacidade instalada na região.

O apoio do BNDES à energia eólica tem contribuído para a diversificação da matriz enérgica brasileira, com fonte alternativa de recursos renováveis e ambientalmente mais limpa.

O uso dos combustíveis fósseis para geração de energia, no mundo, é responsável pela emissão de, aproximadamente, 70% dos gases de efeito estufa, principalmente o dióxido de carbono (CO2).

As usinas eólicas não produzem qualquer tipo de emissão de gases uma vez que utilizam uma fonte limpa e inesgotável, o vento. Atualmente, a capacidade instalada mundial de energia eólica evita a emissão da ordem de grandeza de 100 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera.

O apoio do Banco, em linha com a política de desenvolvimento local do BNDES, também inclui investimentos sociais que vão além daqueles exigidos para o licenciamento ambiental do projeto e equivalem a 0,5% do valor total do investimento do Grupo Engie, ex-GDF Suez, nestes quatro projetos eólicos.

Ações como a contratação de empresas locais para prestação de serviços gerais – fornecimento e transporte de ferramentas e materiais, limpeza, obras civis leves, evacuação de resíduos comuns – aumentam a renda dos negócios locais e podem demandar contratação de mão de obra adicional.

Fonte: BNDES

20:08 · 12.01.2016 / atualizado às 20:10 · 12.01.2016 por
O Ceará, além do Rio Grande do Norte e o Rio Grande do Sul recebe o maior número de investimentos em geração eólica no País Foto: Natinho Rodrigues
O Ceará, além do Rio Grande do Norte e do Rio Grande do Sul, recebe o maior número de investimentos em geração eólica no País Foto: Natinho Rodrigues

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 42,4 milhões à Enerplan Energia Eólica IV S.A., para implantação do Parque Eólico Pontal 2A, no município de Viamão, no Rio Grande do Sul. O empreendimento, selecionado no 17º Leilão de Energia Nova (A3), em 2013, contará com oito aerogeradores fornecidos pela Alstom e terá potência total instalada de 21,6 MW de energia limpa.

A operação, que inclui subcrédito social de R$ 210 mil, é mista: R$ 28,3 milhões serão liberados diretamente pelo BNDES e os restantes R$ 14 milhões serão repassados na modalidade indireta, tendo como agente financeiro o Badesul, agência de fomento vinculada à Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (SDECT). Os recursos do BNDES correspondem a 47% do investimento total no projeto.

A Enerplan Energia Eólica IV S.A. é uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) que atua como produtora independente de energia elétrica a partir de fontes alternativas. O escoamento da energia gerada pelo parque Pontal 2A e por outros dois parques da holding Enerplan Pontal Participações Societárias S.A. (Pontal 28 e Pontal 38) será feito por meio de uma subestação elevatória, de uma linha de transmissão e do bay de conexão até a subestação coletora do Sistema Interligado Nacional (SIN) Viamão 3.

A Enerplan Pontal Participações Societárias S.A. integra o Grupo Oleoplan, que iniciou suas atividades em 1980, atuando na indústria de extração de óleo de soja. Posteriormente, diversificou as atividades para o segmento calçadista e, na década de 2000, para o setor de energias renováveis nos segmentos de biodiesel e eólico.

Neste último, o Grupo conta com um portfólio de projetos em geração de energia de cerca de 409 MW, em diferentes fases de desenvolvimento, entre os quais cinco parques vencedores do Leilão de Energia de Reserva de 2009, localizados em Trairi, no Ceará, e que também foram financiados pelo BNDES, com R$ 92 milhões.

Fábrica no Ceará

No próximo dia 18, às 16h, a dinamarquesa Vestas vai inaugurar sua primeira fábrica de turbinas eólicas no Brasil. Com um investimento de R$ 100 milhões, a unidade está localizada na cidade de Aquiraz, no Ceará, vai gerar cerca de 600 empregos. Recentemente, a companhia obteve a certificação de conteúdo local, do BNDES, o que a permite oferecer aos clientes brasileiros máquinas com uma linha de financiamento mais vantajosa.

Fonte: BNDES/Vestas

10:15 · 13.06.2014 / atualizado às 10:15 · 13.06.2014 por
O objetivo da iniciativa, segundo a ministra do Meio Ambiente, é aumentar a participação desse tipo de energia com segurança Foto: Agência Diário / Kiko Silva
O objetivo da iniciativa, segundo a ministra do Meio Ambiente, é aumentar a participação desse tipo de energia com segurança Foto: Agência Diário / Kiko Silva

O Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) aprovou, no dia 10, resolução que estabelece critérios e procedimentos para o licenciamento de parques eólicos instalados em terra. A medida, segundo a ministra Izabella Teixeira, “é de extrema importância para o País, porque trará segurança jurídica, atraindo investimentos para o setor elétrico e aumentando a participação de energia limpa na matriz elétrica do Brasil”.

A ministra ressaltou a necessidade de estabelecer critérios também para o licenciamento de outros tipos de parques eólicos: “O Conama deverá agora fazer o mesmo para modernizar o licenciamento de empreendimentos de energia solar e para os parques eólicos “off shore”, aqueles que operam na plataforma marítima continental”.

Ela lembrou que o Brasil vem obtendo bons resultados no combate ao desmatamento, graças à Política Nacional de Mudanças do Clima. “É hora de avançarmos mais em fontes limpas com a incorporação de tecnologias de ponta na produção de eletricidade”, destacou.

A expectativa do Governo é que a oferta de energia eólica, um dos setores que mais crescem no mundo, seja ampliada, principalmente nos Estados do Nordeste, que oferecem condições excelentes para o aproveitamento dos ventos.

A ministra Izabella Teixeira destacou os conselheiros do Conama “compreenderam a importância estratégica da medida para o cumprimento das metas brasileiras de redução de emissões de CO2”, e atenderam à convocação para a reunião extraordinária.

“A aprovação da resolução permitirá uma tomada de decisão mais transparente com relação ao licenciamento”, destacou. O texto base, aprovado na última reunião ordinária, em 28 de maio, sofreu pequenas alterações e foi submetido a uma votação de destaques, o que não levou mais que uma hora. “A uniformização do marco jurídico é de extrema importância para definir o papel dos Estados, do governo federal e dos municípios nos procedimentos de licenciamento”, destacou.

Remediadores

O Conselho aprovou, ainda, a atualização de resolução que trata de remediadores – produtos utilizados para recuperação de ambientes e ecossistemas contaminados e ao tratamento de efluentes e resíduos.

A necessidade de estabelecer regras mais rígidas para a comercialização e utilização desses produtos é crescente, segundo explicou o representante do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama)  no Conama.

A idéia é reduzir o impacto que algumas delas pode provocar, mesmo quando a intenção é a de recuperação ambiental. O registro no órgão, que já era obrigatório, passa a ser mais rigoroso e haverá maior controle no uso desses produtos.

Fonte: MMA

11:00 · 03.02.2014 / atualizado às 11:00 · 03.02.2014 por
Nova metodologia, implantada em dezembro de 2012, já teve adesão de seis fabricantes e gerou investimentos na cadeia de subfornecedores Foto: Agência Diário / José Leomar
Nova metodologia, implantada em dezembro de 2012, já teve adesão de seis fabricantes e gerou investimentos na cadeia de subfornecedores Foto: Agência Diário / José Leomar

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) decidiu ampliar em seis meses o prazo de alguns dos marcos previstos na nova metodologia de credenciamento de aerogeradores.

O limite para o cumprimento de todo o plano de nacionalização foi mantido em janeiro de 2016. Os fabricantes, entretanto, terão um período adicional de seis meses para nacionalizar alguns dos subcomponentes usados na fabricação do aerogerador.

A metodologia para credenciamento e verificação de conteúdo local para aerogeradores fabricados no Brasil entrou em vigor no fim de 2012, com o objetivo de ampliar a quantidade de componentes nacionais nos equipamentos, promovendo a fabricação, no País, de peças com alto conteúdo tecnológico e uso intensivo de mão de obra, para sofisticar o parque produtivo nacional e gerar empregos de qualidade.

Desde então, o BNDES vem acompanhando de perto o desenvolvimento do setor. O mercado, por sua vez, vem respondendo e cumprindo os objetivos traçados e pactuados com o Banco. Ao longo do ano de 2013, seis empresas anunciaram sua adesão à nova metodologia, e cada um dos fabricantes de aerogeradores assinou um termo de responsabilidade se comprometendo a cumprir exigências de nacionalização.

Para tanto, foi apresentada a estratégia de cada empresa, que indicava os componentes e partes que seriam nacionalizados como critério de cumprimento de cada marco previsto, até 2016. Dessa forma, os prazos de nacionalização dos diferentes componentes e subcomponentes são fundamentais para os fabricantes de aerogeradores credenciados manterem seus códigos ativos no Credenciamento de Fabricantes Informatizados (CFI) do BNDES, constituindo um dos principais critérios da metodologia anunciada em 2012.

Em decorrência do processo de nacionalização de subcomponentes previsto, um amplo trabalho de desenvolvimento de fornecedores nacionais vem sendo realizado sobre a cadeia de suprimento do setor eólico. Todos os fabricantes se envolveram na atração de seus fornecedores globais para o Brasil ou no desenvolvimento de alternativas locais para o suprimento dos itens exigidos.

Como consequência, foram colocados em marcha dezenas de novos projetos de investimento, em diversos Estados do País, cuja maturação encontra-se em diferentes estágios. A continuidade desse processo é fundamental para complementar a demanda de componentes e subcomponentes antes do fim do plano, conforme exigido na nova metodologia.

Em atenção ao contínuo desenvolvimento da cadeia do setor eólico e a alguns gaps potenciais de fornecimento identificados pela não maturação de investimentos no volume ou prazo necessários, justificou-se, nesse estágio do processo, um ajuste nos prazos de nacionalização de componentes e subcomponentes exigidos na nova metodologia.

Essa dilatação do prazo ocorrerá para todos os marcos previstos na nova metodologia, a partir do marco atual, com exceção:

1. Do marco relativo à finalização da unidade industrial de montagem de nacelles, que, permanece conforme originalmente previsto, para julho de 2014

2. Do marco relativo ao início das operações (montagem) da fábrica de nacelles, que permanece, conforme originalmente previsto, para janeiro de 2015

3. Do marco final, previsto para janeiro de 2016

A readequação dos prazos não comprometerá os objetivos de desenvolvimento, nacionalização e geração de empregos do setor. Pelo contrário, espera-se que essa medida possa representar um prazo adicional para a viabilização de investimentos que estavam sendo descartados por falta de prazo para cumprir as exigências do BNDES.

Fonte: BNDES

08:07 · 01.12.2012 / atualizado às 08:07 · 01.12.2012 por
A maior parte do potencial eólico brasileiro está no Ceará, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul Foto: Kiko Silva

 

Rio de Janeiro. Em franca expansão no País, a energia eólica (a partir dos ventos) continua monopolizando os leilões de energia que estão sendo realizados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Segundo divulgou ontem (30 de novembro) a empresa, dos 525 habilitados a participar do Leilão de Energia Nova A-5 de 2012, que será feito no próximo dia 14 de dezembro, 484 são empreendimentos que preveem a geração de energia elétrica a partir dos ventos.

O Leilão A-5 objetiva suprir a demanda projetada das empresas distribuidoras para o ano de 2017. Os 525 projetos com habilitação técnica para participar da licitação envolvem a geração de 14.181 megawatts (MW).

Segundo a EPE, a fonte eólica apresenta o maior número de usinas habilitadas para licitação, com 484 empreendimento e sítios de geração por meio dos ventos, com capacidade total de 11.879 MW. Entre os empreendimentos habilitados tecnicamente estão ainda usinas hidrelétricas, pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) (até 30 MW) e termelétricas movidas a gás natural e à biomassa.

As térmicas a gás são, segundo a EPE, plantas já existentes que estão em processo de fechamento de ciclo. Na visão do presidente da empresa, Mauricio Tolmasquim, o resultado da habilitação técnica demonstra a garantia da expansão da geração no setor elétrico brasileiro, mesmo para os que receavam que a Medida Provisória 579 pudesse frear o interesse dos investidores. “Esses leilões são muito seguros para o investidor, que vê como principais atrativos os contratos de longo prazo e a facilidade de acesso a financiamento”, diz.

A segunda fonte em empreendimentos habilitados é a hidrelétrica, com sete projetos e capacidade de geração de 988 MW; seguida da energia gerada a partir da biomassa (bagaço da cana-de-açúcar), com 583 MW; térmicas a gás natural, com 368 MW de geração; e as pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), com 363 MW.

Fonte: Agência Brasil – Reportagem: Nielmar de Oliveira / Edição: Fábio Massalli

09:22 · 25.10.2012 / atualizado às 09:22 · 25.10.2012 por

O Seminário Energia Eólica, Injustiças e Conflitos Ambientais na Zona Costeira será realizado hoje e amanhã (25 e 26 de outubro), no Centro de Formação Frei Humberto, em Fortaleza. O evento – uma realização do Instituto Terramar, do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Rede Brasileira de Justiça Ambiental – faz parte de um processo de articulação e debate da sociedade civil organizada sobre a questão energética no modelo de desenvolvimento predominante no Brasil. O segundo dia é restrito à participação de militantes comunitários, organizações realizadoras e parceiras.

Segundo os realizadores do evento, estará em debate a forma como a energia eólica “tornou-se referencia de energia limpa, mas no Brasil, mantém o padrão privatista e degradador da biodiversidade com impactos irreversíveis sobre as populações que habitam essas localidades”.

Nos últimos quatro anos, lembram os representantes do movimento, os territórios tradicionais da Zona Costeira do Nordeste, especialmente dos Estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Bahia, vêm sendo ocupados de forma acelerada por parques de energia eólica.

“As instalações dessas infraestruturas provocaram grandes interferências nos ecossistemas de dunas e manguezais, além dos modos de vida locais”, destacam. Diante dessa realidade, muitas comunidades estarão presentes no Seminário para denunciar os impactos e conflitos sociais e ambientais provocados por essa atividade.

O objetivo do Seminário é promover o encontro de diferentes sujeitos da sociedade civil para discutir essas questões e os desafios que elas impõem à sociedade. Nesse sentido, a programação inclui o debate sobre os impactos do desenvolvimento na Zona Costeira a partir dos pontos de vistas das comunidades que enfrentam conflitos ambientais; e uma discussão sobre energia eólica no Nordeste que embasa os incentivos à produção industrial de energia. Dentre os convidados estarão: representantes de comunidades, organizações sociais e pesquisadores nacionalmente conhecidos.

Outro destaque será o lançamento do livro “Ambientalização dos Bancos e Financeirização da Natureza”, editado pela Rede Brasil Sobre Instituições Financeiras Multilaterais. A publicação discute a política ambiental do Banco Nacional para o Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Na ocasião estará presente Fabrina Furtado, assessora da Relatoria de Direito ao Meio Ambiente, da Plataforma Brasileira de Direitos Humanos, Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais (DHESCA), que assina um dos artigos do livro. A atividade acontece no auditório da Faculdade de Educação da UFC (FACED-UFC), às 19 horas.

Serviço:

Seminário Energia Eólica, Injustiças e Conflitos Ambientais na Zona Costeira

Dias: 25/10 (aberto ao público) e 26/10 restrito a convidados

Local: Centro Frei Humberto, Rua Paulo Firmeza, 445, São João do Tauape, Fortaleza-CE

Horário: 9 às 16 horas

Lançamento do livro Ambientalização dos Bancos e Financeirização da Natureza

Dias: 25/10

Local: Auditório da Faculdade de Educação da UFC (FACED-UFC), Rua Waldery Uchôa, 01, Benfica, Fortaleza-CE

Horário: 19 horas

07:00 · 14.09.2011 / atualizado às 19:16 · 13.09.2011 por
Desenvolvido pelo engenheiro cearense Fernando Ximenes, a partir de um modelo nacional de carro bi-combustível, a novidade trabalha com quatro tipos de energia – eólica, fotovoltaica, gasolina e etanol

O Estado do Ceará será representado pelo carro quadriflex na Feira Internacional de Tecnologias Limpas e Renováveis para Geração de Energia e Eficiência Energética (Ecoenergy), que será realizada de 15 a 17 de setembro de 2011, no Centro de Exposições Imigrantes, na cidade de São Paulo.

Desenvolvido pelo engenheiro cearense Fernando Ximenes, o veículo foi montado a partir de um modelo nacional de carro bi-combustível. A inovação se deu a partir da adição da energia solar captada por meio de uma placa fotovoltaica acoplada ao teto do veículo; e da energia eólica, conseguida por meio de dois geradores eólicos embutidos nas laterais do carro e que capturam energia enquanto o carro está em movimento.

Segundo o inventor, o quadriflex emite 40% menos dióxido de carbono (CO2), “diminuindo o impacto gerado pela emissão do gás na atmosfera”. O carro eólico e solar também garante 40% a mais de autonomia por gerar energia também quando está estacionado (por meio das células fotovoltaicas).

Além da exposição do carro, Fernando Ximenes será um dos palestrantes (dia 16, sexta-feira) do evento. Ele falará da sua invenção e sobre o mercado de energia eólica para cientistas, empresários e estudantes.

A EcoEnergy é a primeira feira no Brasil focada em tecnologias limpas e renováveis para a geração de energia. Durante os três dias, empresas dos setores de energia limpa e renovável, eficiência energética, fabricantes de equipamentos, instituições financeiras, escritórios de projetos e engenharia, instituições de pesquisa e desenvolvimento, publicações e entidades dos setores mostrarão as novidades do setor para o público estimado de três mil visitantes.

07:00 · 02.09.2011 / atualizado às 09:47 · 01.09.2011 por

A energia eólica entrou definitivamente na matriz energética brasileira e deve crescer sete vezes em volume nos próximos três anos, saindo dos atuais 1.114 megawatts (MW) para 7.098 MW em 2014.

A informação foi divulgada nesta quarta-feira, 31 de agosto, pelo presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, durante a abertura do encontro Brazil Windpower, que prossegue até hoje (2 de setembro), reunindo técnicos, agentes públicos e empresários do setor.

“O mundo todo está olhando para a questão da energia eólica no Brasil. Nós já temos um gigawatt (GW) instalado e vamos multiplicar por sete, que já estão contratados (em leilões) até 2014. É um crescimento bastante expressivo”, disse Tolmasquim.

O presidente da EPE apresentou números que mostram a força do setor no Brasil, principalmente a partir de 2005, ano que marca a escalada do crescimento da produção eólica e a diminuição no preço do MW, que caiu de R$ 300,00 na época para R$ 99,50 no último leilão este ano.

A expansão vem atraindo grandes empresas estrangeiras. Atualmente, quatro grupos dividem o mercado, mas a previsão é que mais seis indústrias se instalem e comecem a produzir aqui os equipamentos até 2014. Ainda assim, segundo Tolmasquim, o Brasil ocupa apenas o 21º lugar no ranking dos países produtores de energia eólica, que tem a China em primeiro, seguida pelos Estados Unidos, a Alemanha e Espanha.

Para o secretário de Planejamento Energético do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura, o sucesso da energia dos ventos explica-se por vários fatores. “A tecnologia evoluiu. As torres hoje são muito mais elevadas, saindo de 50 metros de altura no passado para até 120 metros de altura atualmente. A capacidade unitária dos geradores também aumentou e provocou uma redução de custos.

A economia de escala, pelo fato de haver demanda para a energia eólica, também favoreceu essa competitividade. O Brasil tem hoje vários fabricantes operando em seu território, além de outros que vão se instalar aqui para atender não só o nosso mercado, mas também os clientes do exterior”, disse.

O presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Ricardo Simões, previu que o desenvolvimento do setor vai gerar um grande volume de investimentos nos próximos anos. Atualmente o país conta com 57 parques eólicos em produção e tem 30 em construção.

“Isto significa um investimento de R$ 25 bilhões a R$ 30 bilhões, e o setor eólico deve chegar em 2014 faturando mais de R$ 3 bilhões por ano. Estamos em um processo de consolidação dessa indústria, com aumento de escala e ganho de competitividade. É um ciclo virtuoso, de uma energia limpa, renovável e sem emissão de gás do efeito estufa”, disse Simões.

Segundo ele, há condições para o Brasil chegar nos próximos dez anos a 20 GW de produção de energia eólica. O volume equivale a uma vez e meia a capacidade total de produção da maior hidrelétrica do país, a Usina de Itaipu.

Resta somente a preocupação sobre os impactos socioambientais nos locais onde os parques eólicos são instalados, considerando que, no Estado do Ceará, já há alguns conflitos com comunidades tradicionais de pescadores ao longo do litoral.

Fonte: Vladimir Platonow/ Agência Brasil

17:41 · 15.08.2011 / atualizado às 17:41 · 15.08.2011 por

A expansão da matriz brasileira via geração eólica será um dos temas do 12º Encontro Internacional de Energia da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que acontece hoje e amanhã, em São Paulo. Projeções de mercado indicam que a capacidade instalada brasileira oriunda desta fonte chegará a 5,3 GW já em 2013, fruto de investimentos estimados em mais de 25 bilhões, de acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeolica).

No mês de junho, o País atingiu a marca de 1 GW instalados, capacidade proveniente de 51 parques instalados em nove Estados. Ainda neste ano, mais 36 usinas devem entrar em operação no Brasil, segundo a associação.

Em 2010, o mundo investiu US$ 211 bilhões em energias renováveis e o Brasil, US$ 7 bilhões – quase metade do montante aplicado pela América Latina -, de acordo com relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

O levantamento apontou uma queda da participação brasileira em relação ao ano anterior, em decorrência da, ainda fragmentada, consolidação do setor de biocombustíveis.

Fonte: Agência Ambiente Energia